Textos na Categoria 'Intenção'

A Corda De Salvamento Para A Costa

Dr. Michael LaitmanO avanço só é possível através da diferença entre a Luz interna e a Luz Circundante. A Luz interna simboliza o presente e a Luz Circundante simboliza o futuro. Quanto mais nós conseguimos elevar o futuro em relação ao presente, mais forte é a força que nos puxa para frente, o nosso desejo de que o futuro seja maior. De acordo com a força desta ausência, nós atraímos a Luz que penetra o estado presente a partir do futuro.

Pois no mundo espiritual todos os estados já existem; tudo depende apenas de nosso anseio em alcançar o futuro. Se nós o quisermos, o sentimos como bom. Mas se não desejamos o futuro, então sua Luz nos chega de acordo com o programa de desenvolvimento “em seu tempo” (Beito), e isso nos faz sofrer.

Tudo depende da maneira como nós conseguimos aumentar o nosso desejo pelo futuro e despertar-nos para ele. Essa deve se tornar a nossa principal preocupação. Para isso, nós precisamos descrevê-la para nós mesmos, atrair a sua imagem diante de nós, e jogar como se já vivêssemos nesse futuro. Nós precisamos nos comportar como crianças que brincam de ser adultos, despertando este entusiasmo dentro de si, que as ajuda a crescer.

A pessoa não pode crescer por meio de problemas e sofrimentos. O sofrimento, pelo contrário, obriga-a a se fechar em si mesma, a ir para um canto, a se esconder num abrigo. Em contraste, a felicidade abre o coração para a graça, a misericórdia, a doação, o amor e a faz avançar, como se tivesse asas.

Portanto, se nós descrevemos um futuro bom e bonito para nós mesmos, fazemos com que o grupo inteiro seja elevado por isso, dando a todos os amigos um sentimento de confiança, esperança e alegria com relação às perspectivas para o futuro, a partir de sua grandeza, da grandeza do Criador, do professor, do aprendizado e do grupo; isso vai dar energia e desejo a todos, e expandir a sua percepção. Graças a isso, nós atraímos ainda mais a influência da Luz Circundante sobre os nossos desejos expandidos, recebemos ainda mais poder e iluminação, e somos atraídos para frente.

Portanto, ao se voltar constantemente para o futuro e recebendo iluminação de lá, a pessoa avança. É como se eu tivesse uma corda e fosse puxado para cima com sua ajuda. Ou como se eu estivesse sentado num barco com uma corda; eu jogo a corda para alguém na costa, e depois uso a corda para me puxar em direção à costa.

Desta forma, a pessoa trabalha com a Luz Circundante, despertando em si mesma um desejo pelo futuro, louvando o Criador e o futuro estado e, assim, reunindo deficiências para si. Com a deficiência de que desenvolve, ela pensa novamente no futuro e, juntamente com isso, descobre que assim atrai a Luz Circundante do futuro. Isso funciona em seus vasos externos que são voltados para o futuro. Pois eles ainda não são vasos internos; eles ainda não atingiram a correção e a realização.

Assim, a pessoa desperta seu futuro desejo; isso lhe atrai para que ela avance. Ela recebe esse despertar do futuro, essa realização e poder, de forma intermitente. Com a ajuda do ambiente e do estudo, ela cria uma conexão com o futuro, com a Luz Circundante que influencia seus desejos que ainda não foram corrigidos e, finalmente, alcança o objetivo.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 12/04/13

Sabendo O Que Perguntar E A Quem

Avanço espiritual é, de acordo com a fórmula de “Israel, a Torá e o Criador são um “. “Israel” é aquele que exerce a disciplina em si mesmo, a fim de construir uma deficiência dentro de si cumpra o desejo do Criador permitindo assim que Ele seja revelado. A fim de fazer isso, o vaso dos seres criados tem que ser inteiro. Quem anseia por descobrir todo o vaso é chamado de “Israel”. Afinal, o Criador, a Luz superior, está em repouso absoluto e precisa apenas dos vasos.

A Torá é realmente o instrumento que precisamos para descobrir o amor para os seres criados e do amor do criado para alcançar o amor do Criador. Nós esforçamo-nos pelo desejo de amar os seres criados, subindo acima de nosso estado, e para estar incorporados no ambiente, organizando-o de acordo com todas as condições necessárias para que ele nos influencie e nos corrija. É impossível alcançar o despertar certo sem um ambiente; só é possível por influência externa.

Quando nós nos esforçamos o suficiente, nós descobrimos que não podemos fazer nada. E outra vez, descobrimos que não podemos alcançar o amor dos seres criados e, eventualmente, nós entendemos que precisamos da ajuda do Criador. Em seguida, uma oração explode por si só e nos leva ao Amor do Criador.

Acontece que as três condições: Israel, a Torá, e o Criador nos levam ao objetivo, como é dito: É impossível saltar imediatamente à frente sem primeiro “eu tenho trabalhado e tenho encontrado, acredite.” Moldando a si mesmo, isto é, sem a Torá, sem oração, sem um pedido, é impossível alcançar o Criador. Seria um pedido egoísta para o qual não vais obter uma resposta. Não tens as letras da oração, uma vez que são criadas apenas pelo esforço de uma pessoa. Somente quando a sua medida é preenchida vais saber como voltar para o Criador com o pedido.

Antes, não tens sequer uma deficiência ,eis porque o Criador ta quer dar , para que não voltes para o Ele com o mesmo pedido, e isso diz claramente por que não ganhas nada antes de a adquirir.

Se quiseres economizar tempo e energia, e para alcançar a meta rapidamente, deves agir no sentido de “Israel, a Torá e o Criador são um” para que, eventualmente, eles se unam em um todo. Acontece que a direção certa é o esforço de conexão no grupo, a fim de descobrir o Criador e trazer-lhe felicidade. Como está escrito: “. Desde o amor dos seres criados para o amor do Criador” Todos os sábios dizeres “referem-se apenas a esses três estágios: Israel, a Torá e o Criador.

Da preparação para a Lição Diária da Cabala 10/04/13

O Esforço Sobre-Humano

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que significa o esforço sobre-humano?

Resposta: O esforço sobre-humano é aquele que não é dirigido no sentido humano natural, em benefício pessoal. Ele é revelado no seio do grupo, na dedicação ao seu ambiente, e isto está além dos esforços humanos, pessoais. Além de que, quando uma pessoa revela isso, ela se vê incapaz de fazer tais coisas. É por isso que ela se vira para o Criador com um pedido para ajudá-la a fazer tal esforço.

Diz-se, “Pelo bem dos meus irmãos e dos meus companheiros, direi, ‘A Paz esteja com vocês’!”. É impossível se voltar ao Criador com um pedido que não esteja dirigido ao benefício do próprio Criador, mas abaixo Dele. Mas ao ser humano é permitido pedir ajuda ao Criador na construção do seu vaso. Esta é a única oração justificável.

Da 3ª parte da lição diária de Cabalá 09/04/13, Escritos do Rabash

Uma Abordagem Madura Dos Problemas

Dr. Michael LaitmanUma abordagem madura dos problemas é quando você sabe que só pode alcançar o objetivo superando o problema. Você supera os sentimentos desagradáveis ​​em seu desejo de receber, acima da escuridão, e lá você pede pela conexão com o grupo, com o Criador. Mesmo a sua oração é falsa e, internamente, você só espera que o problema acabe, que a escuridão se dissipe pelo menos um pouco, de modo que você consiga descansar, relaxar e se sentir seguro em certa medida.

Mas você se segura e busca a conexão e adesão com o grupo, com os livros e com o professor. Você é como um bebê que quer que eles lhe segurem em seus braços. Você busca todo o apoio que pode obter, o qual lhe permite pedir não que a escuridão se dissipar, mas sim subir acima da escuridão e pensar no Criador, e não em seus próprios sentimentos. Sua preocupação é dar satisfação a Ele e não a si mesmo.

Se você pode pensar desta maneira, então, desse modo, você já sente alegria. Quando você consegue desejar dar uma satisfação ainda maior ao Criador por meio do grupo e todos os outros meios, então você sente uma alegria ainda maior. Se você não conseguir, você deve pedir isso, de modo que você vai sentir a vida nos vasos externos, nos vasos estrangeiros, ou seja, “fora de sua própria pele”, onde está a sua alma.

Os sintomas da “doença” vão embora, já que você vai parar de pensar neles e vai aderir ao Criador e não aos sintomas corporais. Você vai sair de sua pele, como se você morresse, e aderir ao Criador, à alma, e não ao corpo. Isso é chamado de “viver na fé acima da razão”, sair de si mesmo, a transição entre a vida e a morte, pelo menos até certo ponto.

Então você gradualmente acrescenta a esta transição e, assim, vence a morte. Nós precisamos pelo menos entender o padrão dessa transição, e daí tudo será de acordo com o mesmo princípio, da mesma forma.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 04/04/13, Shamati # 36

Uma Oração Que Todos Os Ímpios Se Arrependerão

Dr. Michael LaitmanPergunta: Eu sei que eu não posso pedir para mim, mesmo que eu queira agradar ao Criador. Em vez disso, a pessoa pode pedir apenas pelos amigos. Então, como posso pedir ajuda ao Criador para me dar força?

Resposta: Você precisa pedir ajuda para ser incluído no grupo e para doar aos amigos, a fim de doar ao Criador através deles. Especificamente, este é o pedido correto que atrai a Luz que Corrige até nós. Aqui, um círculo fechado, um anel, é criado. Eu peço ao Criador pela capacidade de doar a ele.

Pode parecer que tudo depende Dele: o quanto eu recebo para que possa doar a Ele? Mas não é assim, porque todos os preparativos que ocorrem neste ciclo dependem de mim. É impossível passar por isso sem sentir a angústia, o mal, e a pressão que acaba por me obrigar a voltar-me ao Criador.

Todos os meus esforços não são para eu me livrar das sensações físicas ruins, da angústia animal. Eu invisto não para me livrar das emoções físicas ruins, dos problemas animais, mas para dar ao grupo e acrescentar a ele o bem. Eu só posso avançar assim, não como um animal que foge dos golpes.

Se, de repente, nós nos encontramos pressionados, assustados e confusos, não podemos querer só fugir deste estado porque ele é desagradável. Ao contrário, nós devemos querer essa condição para que avancemos em direção ao Criador que providenciou isso para nós. Se todos nós sentirmos isso, vamos avançar.

Eu não peço ao Criador que retire de mim todos os dissabores, todo o mal, mas peço que o mal seja transformado em bem. Portanto, a pessoa precisa orar: “Eu não tenho prazer na morte dos ímpios, mas sim que sejam dissuadidos dos seus caminhos e vivam”.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 02/04/13, Escritos do Rabash

Há Coisas Que Você Mesmo Tem Que Fazer

Dr. Michael LaitmanRabash, Shlavei HaSulam, 1984/1985, Ensaio 19, “Vá ao Faraó – A”: O Segredo da perseguição da inclinação ao mal e da Sitra Acha (Outro Lado) é `fazer com que os Tzadikim errem e realizem a adesão ao Sagrado.

A inclinação ao mal é um “anjo” que realiza seu trabalho com justiça. Ele constantemente nos mostra como somos fracos e não estamos prontos para nada. Assim, ele nos obriga a nos voltar à Luz que Reforma. Desta forma, nós recebemos um poder de Cima que realiza o que é necessário. Assim, se o ego não nos mostrasse o nosso completo fracasso, nós concordaríamos com tudo e nunca nos voltaríamos à Luz.

A inclinação ao mal não é a soma das tendências más; ela desperta em mim o desespero por fracassar nestas ou naquelas coisas porque sou um egoísta. A inclinação ao mal é uma força única que se posiciona contra a Luz e aponta para Ela através de sua oposição: “Isso é o que você precisa”. Portanto, a escuridão nos desperta para buscar a Luz, para despertar o amanhecer. Este não é apenas o ego com suas paixões e desejos constantes: a inveja, a luxúria, a honra, o controle, e assim por diante. Em vez disso, a inclinação ao mal são as “más” tendências, graças às quais nós sentimos a necessidade da ajuda do Alto. Portanto, isso significa que ela também é, basicamente, boa.

Pergunta: Mas às vezes você fala como se nós tivéssemos o poder de avançar…

Resposta: Sem perder esses poderes, você não perceberia que precisa pedir ajuda. Aqui, não basta saber apenas que você é impotente: você também deve ter experiência. Olhe para uma criança: não importa quantas vezes você explica algo para ela, ela precisa tentar por si mesma, e não apenas uma vez. Ela não acredita em suas palavras: “Pra que você precisa fazer isso se você nunca consegue?”. Não, ela deve passar por tudo sozinha.

Pergunta: Apesar de tudo isso, não é terrível que tenhamos que perder todo esse tempo?

Resposta: É exatamente por isso que precisamos disso. Você vê, ao tentar agir de forma independente você está corrigindo os Kelim, seus desejos. De tempos em tempos, quando você atinge o desespero, você está gradualmente purificando e organizando-os. Compreensivelmente, você quer saltar imediatamente para a correção final, mas você deve aprender um pouco primeiro.

Todas as Luzes e Kelim (vasos) desceram do perfeito mundo do Infinito para um estado totalmente imperfeito e quebrado. Assim, foi criado um sistema – de oposição entre a Luz e o vaso – onde você não pode mexer na sequência já estabelecida. Afinal, não há nada de supérfluo ou periférico aqui. A Luz doa numa forma absoluta e o vaso recebe de forma absoluta, e nós construímos a conexão adequada entre eles. Isso não é algo arbitrário ou capricho de alguém; é a conseqüência inevitável das condições que foram originalmente definidas.

Entre os dois desejos (doação e recepção), outro sistema de relações não pode ser criado diferente do que existe nos mundos de Adam Kadmon e ABYA. Simplesmente não pode. Leis absolutas agem aqui; por isso não há razão para se desculpar com relação a “perder tempo”. Você não pode pular para o Infinito num salto. Você precisa passar por todas as etapas; caso contrário, o desejo de receber não conseguirá adquirir a intenção de doar.

No caminho para a correção final, você precisa do Criador, da Luz, cada vez mais. Chame-O como quiser, mas só há uma força que age na realidade. E dentro do seu grande desejo de receber há um pequeno ponto. Ele precisa entender onde ele se encontra, para identificar seu desejo e voltar-se à Luz Circundante (Ohr Makif – OM) com um pedido para que todas as partes deste desejo sejam corrigidas. Não há nada além disso. Todo o nosso trabalho baseia-se nisso: que a partir deste ponto em nosso desejo nós nos voltamos à Luz.

No entanto, para isso são necessários muitos testes e tentativas. Você vê que está trabalhando com o ego, uma força que quer estabelecer o seu domínio e que não permitirá se voltar ao Criador. Pelo contrário, o Criador está oculto na medida em que você se estabelece; você precisa decidir: “Eu ou ele”.

Portanto, (1), nós precisamos primeiro fazer a primeira restrição (Tzimtzum Aleph – TA) em nosso ego. Isto não quer dizer que nós o destruímos; nós só reconhecemos que com a sua ajuda não é permitido alcançar a doação. Você não quer usar o ego, mesmo que queira. Então, você o faz “atrofiar”.

Depois disso, (2) você se volta à Bina; você quer que a força de doação governe você. Isso leva você a uma descoberta especial (3). É verdade que você só descobre a Luz de Hassadim, mas isso já é alguma coisa. Assim, gradualmente, você remove as coberturas, a ocultação, de si mesmo…

Imagine isso a partir de um exemplo. Há duas pessoas diante de você: eu e um jovem que é enérgico, inteligente, bonito, e cujas realizações são óbvias. Próximo a ele, é como se eu sumisse, desaparecesse de seu campo de visão. Então, todo o seu trabalho agora é mover o foco de um para o outro. Ele me oculta, cobre e esconde. Isso significa que você precisa “anulá-lo” de seus olhos. Então você o “restringe” e assim começa a substitui-lo pro mim. Acontece que eu sou algo que vale a pena; eu sou importante para você, e você está pronto para entrar sob a minha autoridade, em vez de sua autoridade…

Assim, muitas ações são necessárias, degraus no caminho para levá-lo à revelação. Nada é feito por si só. Desde o início, você está sob a autoridade do desejo egoísta e precisa passar para a autoridade do desejo altruísta. Você vê, o seu desejo não pode permanecer “não associado a nada”. A intenção de receber ou a intenção de doar devem dominá-lo. Essa transição requer algum tempo.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 31/03/13, Escritos do Rabash

No Campo Magnético Da Luz

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que é uma oração?

Resposta: A oração é um pedido para que o Criador me dê o poder de doação. O poder geral de doação, no qual o mundo se baseia, habita no mundo; é a base do mundo. Este poder é chamado de Criador, Emanador, e é o fundamento de toda a realidade. Se eu me volto a ele, eu só posso pedir o poder de doação. O que mais este poder poderia me dar?

Eu peço que esse poder se aproxime de mim, ou seja, me influencie mais com o seu poder de doação. Mas quando o Criador começa a me afetar com Sua doação, eu posso me agarrar a isso de várias maneiras. Se eu estou pronto para isso e tenho características semelhantes, eu sinto Sua aproximação como boa para mim. Mas se eu tiver características opostas, eu percebo Sua aproximação como algo ruim.

Portanto, há duas formas de captar a Luz: Como um “galo” ou como um “morcego”. Por que o morcego pede a Luz, que será como a escuridão?

A oração é chamada de ressurreição de MAN (Mei Nukvin). O desejo feminino (Nukva), meu desejo de receber, quer subir ao nível de Bina; ele está pedindo para receber a característica de doação.

Oração é quando nos dirigimos ao Criador, à Luz, à característica de doação, pedindo que esta doação habite em nós e se torne nossa própria característica. Eu não posso ser como o Criador, “uma parte do divino acima”, mas quero que Sua característica comece a me dominar.

Enquanto o Criador me ilumina através de Sua doação, esta característica é encontrada em mim, e nessa medida eu tenho essa característica. Mas se o Criador tira Sua doação de mim, eu caio imediatamente. É como se uma força magnética estivesse me mantendo no ar como um pedaço de metal. Ela atua em mim o tempo todo, e por isso estou suspenso no ar. No momento em que essa influência para, no momento em que o ímã para a transmissão do seu fluxo, a força que mantém o pedaço de metal, e seu campo desaparece, logo em seguida esta peça cai.

Portanto, nós também recebemos a força de doação. Nós não a recebemos diretamente em nossa natureza; em vez disso, nós sempre permanecemos com a natureza do desejo de receber, como a peça de metal suspensa no ar. Ela pode ser suspensa no ar apenas devido à influência da Luz. Portanto, a oração nunca deve parar; nós dependemos do Criador o tempo todo.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 25/03/13

Esgotando A Força

Rabash, Shlavei HaSulam, Artigo 19: “Vinde ao Faraó – 1”: E sobre isto ele diz: “Vinde ao Faraó”, o que significa que iremos juntos, que Eu também vou com você, para que Eu vá mudar a natureza e eu quero que você pergunte só por Mim, para que Eu possa ajudá-lo a mudar sua natureza e transformá-lo a partir do desejo de receber para o desejo de doar.

Este é um momento muito importante, quando não podemos fazer nada por nós mesmos. Primeiro pedimos por algo global e confiamos em nós mesmos em todos os outros aspetos, esperando gerir por nós mesmos e deixando ao Criador “Sua parte.” Mas quanto mais nós avançamos na subida da escada ou para o êxodo do Egito, antes da subida para o primeiro nível, vemos mais claramente que somos fracos e que não podemos fazer nada certo, nem mesmo uma ação, um pensamento ou uma intenção. Eu realmente cresço mais fraco ao longo do caminho e por isso se diz: “E os filhos de Israel suspiraram por causa da servidão, e clamaram”.

Mas em seguida é dito, “e seu clamor subiu até Deus.” É então que temos uma oportunidade de rezar, de pedir, exigir. Isto é ao que somos levados.

De acordo com o meu progresso, eu cresço mais fraco e a minha oração, o meu pedido de ajuda cresce até atingir um estado em que eu não posso fazer nada, a escuridão e a falta de poder tomam conta de mim e ao mesmo tempo eu chego a um pedido global. Até então, as coisas não se movem.

Então é claro que eu não posso viver sem o apoio do grupo, sem a garantia mútua dos amigos. Eu sinto que eu estou caindo mais: eu perco meus poderes, o objetivo cresce palidamente e não me atrai para prosseguir, a minha motivação desaparece e a inclinação para o mal cresce diante dos meus olhos, enquanto o ponto no coração decresce e nada resta. O Faraó bom torna-se gradualmente mau e vicioso, de tal forma que parece que de nenhuma maneira eu posso estar livre do seu domínio. Então, onde posso encontrar o desejo, a atração, para continuar se não for no grupo?

De um modo geral, eu chego a um estado de desespero e de separação máxima (Δ) entre o estado atual e o desejado. Apesar de eu recusar afastar-me, tenho de sair para a Luz …

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabala de 31/03/13, Escritos do Rabash

Um Sistema De Medição Espiritual: O Grupo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como é possível verificar de quem você é servo: do Faraó ou do Criador? Como este exame é realizado, intelectual ou emocionalmente?

Resposta: Nós verificamos com a mente o que sentimos em nosso coração. Um coração é todos os desejos de uma pessoa, e eu preciso verificar quem controla meus desejos: o desejo de receber com a intenção “a fim de receber” ou com a intenção “a fim de doar”. O desejo de receber está sempre lá, é a substância da criação, mas eu devo examinar para quem estou trabalhando.

Este exame é feito somente através do grupo. Em nosso mundo físico, não podemos medir nada sem uma escala de medição. Nós precisamos de alguma unidade de medida: um metro, o quilo, Hertz, uma escala de medida com que sejamos capazes de medir e pesar algum fenômeno.

Como eu posso pesar o desejo e a minha intenção que o controla? Isso só é possível dependendo de como eu realizo minha adesão ao grupo e me associo com o todo. Através disso eu posso medir a mim mesmo e mudar alguma coisa dentro de mim. Caso contrário, eu sempre vou ser enganado.

Portanto, “Amarás o teu próximo como a ti mesmo” é chamada a regra fundamental da Torá, pois controla tudo. Se eu não me colocar corretamente em relação à sociedade, eu não vou ser capaz de ver onde estou. Com minhas medidas, não vou ser capaz de discernir qualquer erro, nem o menor, nem o maior.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 31/03/13

Então O Grupo Vai Absorver Tudo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Qual é o significado de aderir ao grupo?

Resposta: Aderir ao grupo é estar com os amigos em todo o processo pelo qual eles estão passando, realizar as tarefas, participar de todos os eventos: estudos, disseminação, tarefas, encontro de amigos, workshops e pagar Maaser. Eu preciso tentar ser um participante útil e ativo em tudo isso. Estas são ações mecânicas de adesão a um grupo, que são visíveis.

Além disto, dentro de mim, eu tento ser incluído nesta imagem chamada “grupo”, desaparecer, fundir-me nela. Eu quero ser absorvido dentro deste conceito de “grupo”, de “sociedade”, para que nada de mim permaneça.

Se eu tento fazer isso de acordo com os meus motivos egoístas, na medida dos meus esforços, eu fico mais perto da Luz, e ela me traz pensamentos sobre isso e mostra como eu sou apto para isso ou não. Então, eu começo a exigir que a Luz me corrija mais. Eu começo a me relacionar com a minha inclusão no grupo de uma forma mais prática, conectando essa inclusão com a Luz que me influencia e me ajuda a entrar no grupo.

Segue-se que quanto mais eu estou incluído nele, mais estados eu começo a discernir: uma inclusão maior ou menor, o quanto eu me esqueço de mim mesmo, quanto mais eu pertenço aos amigos, quanto mais ou menos eu os amo. Somente de acordo com isso eu avalio minhas subidas e descidas, uma vez que não existem outras subidas e descidas.

Assim, junto com todos, eu me volto à Luz superior que faz de nós um todo. Aqui começa o trabalho. Todas as medições e avaliações ocorrem apenas em relação ao grupo, porque sem ele, não há uma correta escala de medição, não há correção com a qual eu seja capaz de me examinar.

Eu não tenho nenhuma indicação e avaliação das minhas emoções, nem em relação ao Criador e nem em relação a mim, se não o fizer dentro do grupo. O grupo é o lugar onde eu sinto, meço e realizo todas as ações espirituais.

Não há outro lugar fora dele! Lá, no grupo, eu preciso descobrir o ódio e o meu ego, todas as minhas características. Tudo o que é descoberto no exterior do grupo não precisa de qualquer correção. Apenas o que é descoberto nas relações entre os amigos, esta é a única coisa que precisamos corrigir. O Faraó, o ego, é a força de rejeição mútua e de ódio descoberta no grupo. Fora do grupo, é toda a vida física do corpo animal.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 31/03/13