Textos na Categoria 'Estudo Cabalístico'

Prepare-se para cruzar o limiar para o palácio do rei

Rabash, “Três linhas:” Antes que seja concedido a uma pessoa a saída do amor próprio e para fazer tudo a fim de doar, o que é chamado de Lishma (em Seu nome), mesmo que uma pessoa estude diferentes coisas do jeito que são, essas são apenas nomes sem comentários, uma vez que ela não tem alcance dos assuntos que estuda, já que ela não sabe nada sobre as raízes superiores que são chamados pelos nomes sagrados ou Sefirot ou Partzufim.

E podemos aprender as coisas superiores, chamadas de  a sabedoria da Cabala apenas por meio de mérito, uma vez que podem trazer a uma pessoa desejo e paixão para aderir ao Criador, uma vez que estas são questões santas referentes aos Santos nomes… e quando uma pessoa estuda as questões superiores a fim de se aproximar da Santidade, traz a proximidade das Luzes, que deseja que ela estude para trazê-lo, para que seja concedido a ela apontar todas as suas ações, a fim de dar, e isso é chamado trabalhar na preparação, como uma pessoa se prepara para estar pronta para entrar palácio do Rei e aderir a ele.

Há várias fases no trabalho de preparação. Na primeira fase do estudo a pessoa escuta, mas ela não ouve, já que ela não sabe do que se trata. Todos os termos dos quais os livros de Cabala falam sobre estão escondidos de uma pessoa, ela não os sente e não os vê, ele não enxerga a si mesma ou seu ambiente. Então imagina o que ela ouve como ela deseja. [Leia mais →]

É Hora De Mudar

Dr. Michael LaitmanO mundo não vai reconhecer a importância da sabedoria da Cabalá até que tenha alcançado a necessidade de correção. Mas essa necessidade ainda está para ser revelada, e é isso que está acontecendo hoje. Nós chegamos a um beco sem saída, estamos contra uma parede, impotentes, sem saber o que fazer.

Até agora, sempre conseguimos superar os problemas à medida que melhoramos nossa vida, mas hoje é o oposto. Estamos afundando numa crise que não acaba, mas aumenta.

Isso indica que as pessoas já estão começando a descobrir a necessidade de uma mudança real.

Aqui somos confrontados com a pergunta sobre o sentido da vida, que não fazíamos antes. Todas as gerações anteriores aspiravam por mais: entender mais, sentir mais, voar para a lua, mergulhar no oceano, construir. No final, tudo o que construímos é destruído, e as coisas estão ficando tão ruim que às vezes parece que é melhor morrer. “Pra que precisamos desta vida?”. Hoje esta é uma questão fundamental e será cada vez mais nítida.

Aí vem a necessidade de correção, e ela só pode ser cumprida pela Luz que a criou.

O método que nos permite atrair a Luz que corrige o desejo é chamado de sabedoria da Cabalá. Ele conecta a Luz que criou o desejo e que pode corrigir e preencher o próprio desejo. Então, como não há outra escolha, a humanidade terá que descobrir este método e usá-lo de acordo com o seu destino.

Por enquanto, no período de transição, o mundo ainda não sabe nada disso. Nós não sabemos muito, mas estamos pelo menos tentando ouvir. Temos que entender a essência da sabedoria da Cabalá tão rápido quanto possível e apresentá-la da melhor forma possível a todos. Então, o mundo vai chegar à correção.

Por definição, a sabedoria da Cabalá é a revelação do Criador à criatura, ou uma mudança no desejo da pessoa, graças a qual ela receberá a forma do Criador e O descobrirá. A questão é de qual perspectiva explicamos isso: da perspectiva das Luzes ou da perspectiva dos vasos. Nós falamos da revelação da Luz no vaso ou do vaso onde a Luz será revelada, apenas na medida em que eles forem equivalentes em forma. Em geral, não é a Luz que é revelada no vaso, mas o vaso que recebe uma forma semelhante à Luz, chamada de “Criador”. Assim, o Criador é revelado à criatura, e este é o objetivo.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 14/11/12, “A Essência da Sabedoria da Cabalá”

Não Percam Tempo Em Vão!

Dr. Michael LaitmanÉ desnecessário dizer que todos nós precisamos nos unir, especialmente na Geórgia, onde um desejo de unidade, paz e boa vizinhança é considerado o mais elevado desejo humano. Acho que está claro que precisamos estar juntos, estudar de acordo com uma metodologia, e não olhar para mais nada. Mais tarde, vamos descobrir que tudo isso é único, mas não devemos trabalhar arduamente nisso ou ir embora.

Primeiro de tudo, é importante alcançar o nível de realização do mundo espiritual onde vemos suas raízes. Então, não haverá problemas. Eu realmente quero que os nossos amigos que estão em várias buscas deixem-nas de lado até o momento em que possam entender.

Então, ficará claro que todos nós viemos da Babilônia, e a Cabalá vem de lá também. A Cabalá abrange todos os ensinamentos. Então, não haverá mais conflitos nem buscas.

Quando a pessoa começa a estudar a ciência da Cabalá – quando ainda não se aprofundou nela e não percebeu o que é o mundo espiritual e começa a combinar palavras e expressões – tudo isso não é sério. Ela se arrepende do momento e, mais importante, por trazer discórdia, dissensão e separação num grupo e em todo o Kli mundial.

Ela sequer compreende que, ao fazer isso, cria um ponto de doença que espalha essa doença por todo o nosso enorme corpo. Assim, ela vai sofrer, não devido à violação que fez, mas conforme a dissonância que causou em todo o grupo. Eu sinto muito por essas pessoas. Elas só não entendem por que estão sendo arrastadas para algum lugar.

Confiem em mim: não vale a pena fazer nada exceto trabalhar em unidade. Qualquer teoria e qualquer direção que cause a separação não levam à santidade.

Assim, é preciso colocar todas essas tentativas de lado e agarrar-se um ao outro como se para salvar a vida! Como no mar, se houver alguma coisa que nos desconecte, vamos afundar imediatamente e, se ficarmos juntos, vamos continuar flutuando. É assim que precisamos ver isso.

Da Refeição na Convenção da Geórgia 07/11/12

Legado Dos Cabalistas: Não Apenas Livros

Dr. Michael LaitmanNa Cabalá, o aspecto histórico desempenha um papel menor. Não importa quando ou em que a geração certo Cabalista agiu; o que importa é o que ele fez e o que cumpriu no sistema geral dos mundos, que correções ele fez, de modo que graças a isso, aqueles que vêm depois dele possam avançar de uma forma melhor, mais fácil. Eu não posso avaliar os Cabalistas ou compará-los até que eu esteja no sistema superior. Eu julgo de acordo com o que vejo hoje. Suponha que alguém deixou maravilhosos escritos que iluminam minhas emoções e minha mente e me capacitam a avançar. Do mesmo modo eu vejo esse Cabalista como grande.

Por outro lado, o Baal Shem Tov, por exemplo, não deixou nenhum livro, mas todos os Cabalistas que o seguiram subiram graças ao seu estudo. O Ari também não escreveu nada. Todos os seus ensinamentos foram escritos por seu discípulo, o rabino Chaim Vital. Houve também Cabalistas que encurtaram o caminho para as próximas gerações. Tudo depende da raiz da alma de uma pessoa. Apenas na rede de conexões entre as almas podemos discernir o que cada uma delas fez no quadro geral, e quais correções fez nela.

O Rabash diz que os sábios do Talmude fizeram grandes correções. Por um lado, eles atingiram a espiritualidade num nível muito elevado, e por outro lado, já estavam em exílio. Isto lhes permitiu escrever e descrever os estados num nível corporal e, ao mesmo tempo, fazer grandes correções espirituais. Na “Introdução ao TES”, o Baal HaSulam fala sobre os requisitos daqueles tempos: “Você deve comer pão e sal, beber água com moderação, dormir no chão, e trabalhar na Torá”. Mas com seu trabalho espiritual, os Cabalistas anularam estas condições extremamente difíceis e nos deixaram apenas um meio, a Luz que Corrige. Desde então, basta cumprir a meta da criação.

Obviamente, eles também atraíram a Luz antes disso, como se diz: “Você deve trabalhar na Torá”, mas isso era em acréscimo ao ascetismo. Mais tarde, os autores do Talmude desenvolveram os canais de abundância a tal ponto que agora podemos levar uma vida corporal normal, não necessitando de luxos e nos contentando com as necessidades. A Luz cria uma realidade tal que não precisamos pensar ou nos preocupar com isso.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 12/11/12, “A Essência da Sabedoria da Cabalá”

Do Ponto A Ao Ponto B Com A Ciência Da Cabalá

Dr. Michael LaitmanA Cabalá é a ciência e o sistema, e a realização da conquista do Criador. Nosso objetivo é revelá-Lo, e é por isso que não há ciência maior e mais importante. Afinal, qualquer sabedoria é avaliada pelo seu objetivo. A Cabalá é complexa: não só explica o método, mas também nos acompanha durante todo o processo de sua realização.

No artigo “O Ensino da Cabalá e sua Essência”, Baal HaSulam escreve: Como um todo, a sabedoria da Cabalá diz respeito à revelação da Divindade, organizada em seu caminho em todos os seus aspectos: os que surgiram nos mundos e aqueles que estão destinados a ser revelados, e em todas as maneiras isso pode sempre surgir nos mundos, até o fim dos tempos. Além disso, Ramchal escreve no livro 138 Portas da Sabedoria: Toda a sabedoria da Cabalá é projetada apenas para conhecer o governo da vontade superior: por que Ele criou todas as criaturas, o que Ele quer com elas e o resultado final de tudo no mundo.

E aqui estão as palavras de Baal HaSulam do artigo “A Essência da Sabedoria da Cabalá: “Esta sabedoria é nada mais nada menos do que uma sequência de raízes, que pendem por meio de causa e consequência, por regras fixas e determinadas , entrelaçadas com um objetivo único e exaltado descrito como “a revelação de Sua Divindade para Suas criaturas neste mundo”.

De alguma Fonte superior que desconheço, uma sequência de raízes desce ao longo da qual, como criatura, eu posso alcançar a revelação do Criador. Em primeiro lugar, no caminho de cima para baixo, o Criador restringe-Se mais, e meu desejo de receber está crescendo até que todas as raízes desaparecem, deixando-me com a última: o ponto no coração (•). E no caminho para cima, eu revelo o Criador um pouco, sucessivamente, conhecendo-O, passando por 125 raízes.

Assim, o sistema, bem como a passagem do caminho, conecta-me ao Criador. O guia e o caminho do ponto A ao ponto B é a ciência da Cabalá. Em última análise, é um meio de revelar o Criador.

Há uma escada entre o Criador e a criatura. Isso conduz das propriedades da criatura às propriedades do Criador, e ao longo do caminho suas propriedades são combinadas entre si de zero a cem por cento. Isto é o que a Cabalá é: ela não fala das propriedades do Criador, nem sobre as propriedades da criatura, porque essa essência é incompreensível para mim. Eu só estudo a sua relação, a forma vestida na matéria. Eu posso alcançá-la, conhecê-la, senti-la, compreendê-la; eu tenho acesso a ela. Eu não sei o que o Criador e a criatura são separadamente: Eu estudo apenas sua combinação.

Esta escada é o suficiente para eu afirmar o meu “eu” em relação à propriedade da criatura e em relação à propriedade do Criador. O meu eu é a linha do meio (verde no diagrama), não é nem criatura, nem o Criador. Afinal de contas, a criatura é o desejo de receber. E o verdadeiro eu é a forma de doação na qual visto o desejo de receber quando me moldo à semelhança do Criador. Eu moldo estas características como a argila, e o Criador inspira a vida, e a “boneca” vem à vida.

Isto acontece em cada grau. Esta é a realização do “malvado”, que é a criatura, ascendendo ao grau do Criador; em outras palavras, a revelação do Criador às criaturas é a ciência da Cabalá.

Por isso, está claro que não temos mais nada para fazer na vida, exceto satisfazer as nossas necessidades básicas e dedicar o resto a esta ciência. Hoje nós estamos nos aproximando do nível básico. A própria vida, a crise, vai nos purificar dos excessos dentro de alguns anos, se não mais cedo. Então, em desespero, o mundo vai descobrir que por alguns milhares de anos avançou ao longo do curso errado e que agora deve mudar de direção. É claro que não foi um erro, mas a preparação, a realização dos graus anteriores de desenvolvimento, inanimado, vegetal e animal, para finalmente chegar à ciência da Cabalá.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 12/11/12, Escritos do Baal HaSulam

Você Sabe Por Que A Sabedoria Da Cabalá Veio Ao Mundo?

Dr. Michael LaitmanAté a destruição do Segundo Templo, a sabedoria da Cabalá era a Torá, o estudo da nação de Israel, o grupo que Abraão trouxe da Babilônia e transformou numa nação que vive de acordo com as leis da sabedoria da Cabalá. A destruição do Templo significa que eles caíram do “ama ao próximo como a ti mesmo” para o ódio infundado.

Desde então, a sabedoria da Cabalá deixou de existir entre as pessoas que ainda chamamos de povo de Israel, embora elas não estivessem mais ligadas à lei do “ama ao próximo como a ti mesmo”, e, portanto, não têm o direito de serem chamadas de “Israel” (Yashar – Kel), que significa “direto ao Criador”. Portanto, a compreensão do por que precisamos da sabedoria da Cabalá se perdeu. Baal HaSualm fala sobre seu medo: “e é terrível que isso seja esquecido, Deus me livre, no povo de Israel”.

Ele tem medo disso, mas outros nem mesmo pensam nisso, pois não sabem para que serve a sabedoria da Cabalá. Por fim, o Baal HaSulam escreveu a “Introdução ao TES” para explicar por que é obrigatório estudar o livro ‘O Estudo das Dez Sefirot’ (TES) e a sabedoria da Cabalá em geral.

Ele não percebeu interesse das pessoas nesta sabedoria ou resposta ao seu apelo, que ouvissem o quão importante e essencial é esta sabedoria. Todos a rejeitaram encontrando diferentes desculpas. As pessoas religiosas que estudavam a Torá não entendiam por que precisavam de algo mais. E uma pessoa que vivia uma vida corpórea comum estava com medo de que a sabedoria da Cabalá arruinasse sua vida. Quem sabia que forças estavam ocultas nela, o que ele evocaria a si mesma ao mencionar os nomes Sagrados; talvez ela evocasse problemas com isso…

Outros se justificavam dizendo que havia pessoas que estudaram Cabalá, que se chamavam Cabalistas, mas que não a recomendavam a outros. Existem muitas razões pelas quais a sabedoria da Cabalá foi posta de lado, longe da atenção geral, e é uma maravilha que tenha existido até agora. Afinal, havia muitas sabedorias que foram esquecidos e desapareceram ao longo da história.

As pessoas rejeitavam este estudo, mas Baal HaSulam pensava que isso devia acabar. Chegou o momento da humanidade mudar sua atitude e de mostrar às pessoas por que a sabedoria da Cabalá é necessária e por que veio ao mundo: a fim de elevar a humanidade ao nível da unidade com o Criador, que é o objetivo da nossa vida, o objetivo da criação. É o momento de cumprir esse objetivo aqui e agora.

Por esta razão o Baal HaSulam escreveu o TES e a “Introdução ao TES “, onde ele explica a importância do seu estudo. No seu tempo era muito difícil levar essa ideia às pessoas. Hoje ela é aceita de uma forma totalmente diferente, e nós podemos anunciar abertamente o estudo generalizado da sabedoria da Cabalá. Eu me lembro da agitação provocada em Bnei Brak, cidade ortodoxa, quando as pessoas descobriram que eu havia trazido um grupo de estudantes não religiosos de Tel Aviv para o meu professor, o Rabash. O Rabash fez uma verdadeira revolução, mas não havia outra escolha, o mundo está num estado tal que a sabedoria da Cabalá tem que ser revelada.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 11/11/12, “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot“

O Mistério Da Nossa Liberdade

Dr. Michael LaitmanUm ser humano (Adão) é uma nova ação, uma nova criação desenvolvendo-se de acordo com o programa interno, inerente na “gota de sêmen” primordial. A este programa, à forma dada pelo pai, o material da mãe é adicionado. Assim, o programa começa a ser realizado, manifesta-se, e o material assume a forma de um ser humano.

Uma pessoa nasce de uma mãe como um animal. No entanto, nós falamos da nossa estrutura interna, como geramos a nós mesmos espiritualmente. E aqui há uma condição especial diante de nós: nós mesmos temos que criar a nossa forma.

Pergunta: Mas um animal não é capaz disso?

Resposta: Um animal continua sendo um animal. Ele não pode se tornar um ser humano. Ele é a base a partir da qual ele se forma. Em geral, a natureza inanimada, vegetal e animal é a plataforma acima da qual podemos construir a forma humana.

Pergunta: Quem pode construí-la?

Resposta: A “gota de sêmen”, que se situa acima do nível animal. Ela contém tudo, exceto o material. Mas quando o material é adicionado a ela, a forma necessária não aparece automaticamente como no mundo animal; nós mesmos temos que encontrá-la. No mundo espiritual, a pessoa cria a si mesma com a ajuda do Criador.

Inicialmente, eu não conheço a minha futura forma espiritual. Eu deveria querê-la, procura-la e tentar, indo na fé acima da razão, tanto quanto posso. Eu atuo, lutando por algo que parece ser a doação para mim, e esses esforços de repente me levam a uma “descoberta”, uma nova forma. Sim, eu estava pensando nisso o tempo todo, mas ainda não podia imaginar o que seria na realidade. Agora, quando a forma de doação está vestida em mim, eu a atinjo.

Como é que eu a obtive, sem saber exatamente para onde ir? É por isso que é chamado de “descoberta”: é uma surpresa para mim, não um resultado esperado.

Pergunta: Portanto, qual é a minha livre escolha?

Resposta: A sua livre escolha está em buscar esta forma com a ajuda do ambiente, por todos os meios possíveis. Ou seja, o ambiente constrói meu estado futuro, criando a sua forma de acordo com o princípio de uma matriz que exerce pressão sobre um lingote de estanho de ambos os lados, dando-lhe a forma desejada. Eu sou o lingote, o material inicial, situado entre as duas partes da prensa: o grupo é um lado, e o professor e os estudos são o outro.

E o fato é que eu me coloco sob esta prensa. Eu estou pronto a aceitar diversas formas e só querer anular a mim mesmo, como um lingote que pode receber qualquer forma. Assim eu adquiro a forma humana.

Pergunta: Onde está a liberdade aqui?

Resposta: É impossível ser apenas livre; se você é livre, significa de alguma coisa. Na realidade, você só pode ser independente da inclinação ao mal. É por isso que o Criador criou primeiro a inclinação ao mal – orgulho, auto-importância e outras qualidades egoístas, em relação às quais podemos verificar a nós mesmos: Quanto você pode anulá-los, sacrificá-los, a fim de tomar qualquer forma que o professor, os estudos e o  grupo exigem de você? Se você aceitar a sua “pressão”, o Criador preenche esta nova forma com o espírito da vida. E se não, não.

Quando você deseja abandonar o grupo, mas ainda decide ficar, então você vai em direção à livre escolha. A escolha significa subir acima da inclinação ao mal. Então, você vai se sentir realmente livre.

Mas agora o tempo ainda não chegou. É possível deixar um bebê que mal aprendeu a andar escolher? Ele vai quebrar alguma coisa. É impossível criar uma realidade da liberdade imediatamente, quando você tem todas as qualidades que se opõem ao Criador e tem a oportunidade de concordar ou discordar Dele.

No entanto, hoje isso não é necessário. Aos poucos, você percebe que agora não tem escolha, enquanto está sob o domínio do desejo egoísta. Só ele age em você, e você não tem mais nada, nenhuma outra força para resistir ao egoísmo em alguma coisa e suportando-o em outra coisa. Você ainda precisa avançar, estudar e atrair um monte de Luz que Reforma, a fim de adquirir a segunda força.

No final, encontrando-se entre duas forças, você obtém todo o mundo, valores completamente diferentes, um novo entendimento. Daí vamos falar da livre escolha.

Não é por acaso que o direito de votar é dado aos 18 anos e não antes. Imagine se crianças de 10 anos de idade pudessem votar. Daí, os candidatos afirmariam na TV sem qualquer constrangimento: “Eu vou lhes dar doces! Estou disposto a dar a todos abaixo de 18 anos a última geração de smartphones!”.

Em geral, vemos que a vida cotidiana não oferece liberdade à pessoa. E não há tal desejo. Hoje, você não acha que precisa de escolha, porque sente que está livre. Você não sente que o Criador controla você totalmente.

E é por isso que Ele ensina: Primeiro, Ele lhe dá o desejo egoísta e coloca obstáculos no caminho para a sua realização, como se alguém o impedisse. Você não entendeu ainda que tudo vem de uma fonte, e que é o que lhe é ensinado.

Pergunta: Como podemos acelerar este processo?

Resposta: Jogando com o ambiente correto, com o grupo. Substitua um relacionamento vago com o Criador por um relacionamento real com o grupo. Você pode fazer isso. Se você quiser com a ajuda de ambiente mudar a forma como o Criador trata você, você tem a oportunidade. Em vez do Criador, aceite o grupo como um fator de influência e você poderá controlar a sua vida livremente.

Nós ouvimos isso, mas ainda não sentimos. Não tem problema, a consciência virá em breve…

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 11/11/12, Escritos do Baal HaSulam

Para não desperdiçarmos o nosso tempo

Pergunta: No nosso mundo há leis que temos de cumprir. Como posso verificar a minha intenção praticamente para ver se ela é egoísta ou se é a intenção correta?

Resposta: Como posso verificar de forma prática a minha intenção e avançar? Você tem razão, o mais importante é a intenção, mas não vai conseguir por si avançar, eu não conheci ninguém que estudasse a Sabedoria Cabala sozinho. Você tem que estar ligado a nós. Sem um grupo, um professor, amigos e assistência, você vai simplesmente desperdiçar muito tempo. Por isso para começar, leia o material dos principiantes. Mas se realmente está no momento de como posso eu mudar a minha intenção, isso já é nível superior e já é realmente muito sério.

É puro desperdício de esforços e está a confundir-se a si mesmo com isso e precisará de muito mais tempo para sair dessa confusão. Você deve estar ligado connosco. Nós estamos preparados para qualquer situação, em qualquer linguagem, Inglês, Georgiano, Russo Hebraico, qualquer que seja a linguagem que você queira. Os nossos livros estão publicados em 27 línguas.

Da Convenção da Geórgia 05.11.2012, 1ª Lição

O Papel Dos Cabalistas Em Cada Geração

Dr. Michael LaitmanPergunta: Qual foi o papel de Cabalistas antes da revelação da Cabalá em nossos dias? Ou era simplesmente a transferência de informações de uma geração para a outra?

Resposta: O papel dos Cabalistas era desenvolver a Cabalá cada vez mais a cada geração até os nossos dias. Não havia nenhuma outra utilização na prática. Houve diferentes Cabalistas em cada geração que tiveram que continuar desenvolvendo-a em sua geração.

Um Cabalista é uma pessoa que está interessada no sistema de gestão do nosso mundo: por que, para quê e como trabalhar com ele. Ele revela este sistema, estuda-o e descreve-o com base no nível em que ele se encontra.

O Cabalista da próxima geração está num nível diferente do Cabalista do passado. Assim como todas as outras pessoas, ele evolui com outras necessidades, segundo as quais desenvolve mais a Cabalá. Isto é, o desenvolvimento da humanidade e da Cabalá são paralelos, até que as pessoas comecem a precisar dele, e depois Cabalá é revelada.

Da Convenção na Georgia 05/11/12, Lição 1

Seguir A Sabedoria Ou A Luz?

Dr. Michael LaitmanRabash, Shlevei HaSulam (Os Degraus da Escada), Volume I, Artigo 12, “O que é a Torá e o Trabalho no Caminho do Criador”: Acontece que a pessoa tem que fazer um grande esforço antes de começar a estudar, de modo que seu estudo dará frutos e bons resultados. Isso significa que o estudo deveria trazer-lhe a Luz da Torá, que pode reformá-la.

Primeiro nós temos que desenvolver o desejo correto; na verdade, isso é indispensável. A pessoa chega à sabedoria da Cabala apenas com um “ponto no coração”, que não tem qualquer direção. Ela não sabe aonde chegou ou onde está, como uma gota de sêmen no útero. Neste caso, é o grupo que faz o papel do útero, e tem que “formatar” a pessoa, dar-lhe uma forma, e exercer influência. Não devemos esperar que ela atue corretamente. Nós devemos ter cuidado se ela “se exibe”, já que a exibição deveria ser do grupo.

Há aqueles que chegam cheios de energia e começam a trabalhar, para eles é realmente uma abordagem positiva, mas não é definitivamente na direção certa. E onde se pode encontrá-la? A partir de suas ações egoístas? A pessoa não teve sequer a chance de descobrir a inclinação ao mal e ainda está num nível inferior.

Portanto, o grupo deve delicadamente controlar o novo aluno, a fim de dar-lhe a forma correta, a direção certa. E quando a pessoa sente que “rédeas e freio” são colocados sobre ela, ela é obrigada a aceitá-los já que não tem outra escolha. O grupo deve controlar todos.

Os amigos devem buscar a inclinação ao mal e a falta de conexão. Nós ansiamos pela conexão; nós esclarecemos em que medida os nossos parâmetros qualitativos e quantitativos estão corretos; se isso atende às nossas necessidades e nos satisfaz, até que descobrimos a forma do Criador na conexão.

Nós atravessamos os níveis de Nefesh, Ruach, Neshamah, Haya e Yechida em cada um dos 125 graus. Em busca de conexão, nós descobrimos uma deficiência e atraímos a Luz que Reforma durante o estudo. Assim, o estudo torna-se intencional e eu me analiso constantemente, não de acordo com o quanto entendo ou não, ou como isso é interessante ou não. Isto não tem nada a ver com o que fazemos. O estudo é um tempo de cura, um tempo de esclarecimento, um momento de atrair a Luz da correção. Tudo isso está de acordo com a nossa deficiência, que descobrimos durante a preparação para a lição. Nós descobrimos isso durante as reuniões de amigos e em nossas ações coletivas e daí chegamos à lição com a demanda pela Luz que Reforma.

Nesta demanda nós somos diferentes do resto do mundo. As pessoas sentem que são justas; elas não exigem a Luz que Reforma, estão satisfeitas com o que fazem, como todos aqueles que nem pensam nisso. Nós precisamos constantemente avaliar a nós mesmos de acordo com a deficiência pela Luz e a Luz em si.

Quando eu cheguei ao Rabash, perguntei a ele depois de alguns meses: “Qual é a principal coisa com respeito a trabalhar com o livro? Onde está descrita a essência do nosso mundo durante a lição matinal?”. Então, ele me mostrou o item 17 da “Introdução ao TES”, onde se diz: “E assim a pessoa que estuda compromete-se antes de estudar a fortalecer sua fé no Criador e Sua Providência em castigo e recompensa”, já que isso é importante. O nosso único trabalho é preparar o desejo de mudança através do esforço no grupo. No geral, nós descobrimos que não podemos fazer isso e é só lá que devemos realizar a correção. Com este reconhecimento, chegamos ao estudo de novo.

Assim, enquanto estudamos, descobrimos uma deficiência e, por outro lado, somos corrigidos e curados.

Portanto, nesse sentido “a pessoa deve fazer grandes esforços antes de começar a estudar”. Se não conseguimos alcançar os resultados certos, então devemos verificar se chegamos para estudar com a intenção correta. Caso contrário, nós estudamos a fim de adquirir conhecimento de um determinado livro, em vez de atrair a Luz, como é exigido da Torá.

Portanto, há “sabedoria” e há “Torá”. E uma pessoa que simplesmente quer saber o que está escrito no livro lida com sabedoria, e uma pessoa que busca a correção e quer mudar a si lida com Torá, com o verdadeiro método. Esta é toda a diferença…

Da Preparação para a Lição Diária de Cabala 04/11/12