Textos na Categoria 'Estudo Cabalístico'

Não Há Nada A Temer Em Estudar A Sabedoria Da Cabalá

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot” : A terceira questão, que é o temor de que a pessoa se irrite, bem, não há temor algum aqui. Isto porque o desvio do caminho de Deus, que ocorreu antes, era por duas razões: ou eles quebraram as palavras de nossos sábios com coisas que estavam proibidos de divulgar, ou porque perceberam as palavras da Cabalá em seu sentido superficial, como instruções corporais, violando “Não farás para ti idolós”.

Assim, até hoje, houve realmente uma muralha em torno desta sabedoria. Muitos tentaram começar a estudar, mas não conseguiram continuar por falta de entendimento e por causa das denominações corporais.

Primeiro, tudo pertence ao passado, quando as pessoas não estavam suficientemente desenvolvidas. Portanto, como se diz, “eles comeram fruta verde”, o que é muito perigoso. Uma pessoa não desenvolvida não deve receber uma informação que não seja adequada para seu nível.

Nós vemos que a sabedoria da Cabalá é revelada em nossos tempos, que é aparentemente generalizada e muitas pessoas são atraídas a ela, cada uma de acordo com suas preferências. Há aqueles que tentam usá-la para curar diferentes doenças, há aqueles que a transformam numa religião, outras a conectam ao misticismo, a nova era, etc. Todos constroem sua sabedoria a partir disso, a menos que façam parte de um grupo Cabalístico sob a influência de um professor de verdade, que sabe o que está falando e segue o método contando apenas com as fontes que recebeu de seu professor.

Infelizmente, há muitos grupos que estudam a sabedoria da Cabalá de maneira errada, ou aprendem o TES de cor, como se estudassem o Talmude Babilônico numa Yeshiva, ou tentando extrair algum poder místico dele. É a inclinação natural de uma pessoa que quer resultados imediatos: tomar a sabedoria da Cabalá e interpretá-la de acordo com termos familiares, como qualquer outra ciência.

A pessoa não entende que deve esperar até que a sabedoria da Cabalá comece a mudá-la. Assim, após essas mudanças, ela será capaz de iniciar o curso de estudo. É impossível fazê-lo de outra forma, exceto trabalhando em grupo e revelando a força superior, que “não há outro além Dele” e que Ele é “bom e benevolente”.

Portanto, existiram, existem e existirão muito mais erros no que diz respeito ao estudo da sabedoria da Cabalá. Mas eles também estão incluídos no plano da criação. Se uma pessoa não se corrige, mas ainda é atraída à correção, e simplesmente não a realiza corretamente, então ela dirige todas as forças que deveriam ajudá-la no processo de correção na direção oposta. Além disso, outros a seguem neste estudo vazio. Mais tarde, depois de um longo tempo, eles finalmente ficam desiludidos e aceitam essa sabedoria, não tentam lucrar com ela, mas de forma leal e com rigor realizam o que os livros dizem ou o que ouvem do professor.

É impossível ficar “livre” estudando essa sabedoria, pois a liberdade no momento significa agir de acordo com o nosso ego. A sabedoria da Cabalá, no entanto, é a sabedoria oculta, que está oculta de uma pessoa e cada novo nível revelado de repente traz tais mudanças internas a uma pessoa, que ela não consegue sequer imaginar antecipadamente. Portanto, a pessoa deve trabalhar cegamente aqui, e realizar todas as condições que o professor e os livros falam.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 28/11/12, “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot“

Do Segredo À Interpretação Simples

Dr. Michael LaitmanToda a Torá é dividida nas chamadas: Pshat (interpretação simples), Remez (dica), Drush (alegoria), e Sod (segredo). Elas não são apenas as quatro partes da Torá, mas sim quatro maneiras de explicar a metodologia de correção neste mundo.

Estas quatro linguagens são usadas ​​pelo Cabalistas para nos apresentar um único método em quatro níveis diferentes. Cabe a nós escolher o nível que nos satisfaz: segredo, alegoria, dica (sugestão), ou interpretação simples.

Neste mundo, essas etapas estão invertidas: a “interpretação simples” acredita-se ser apenas a leitura dos textos, tratando-a literalmente. Quando a pessoa lê o texto e não o entende, ele é chamado de “um mistério”. No entanto, o fato é que nós não entendemos o que está escrito na Torá. Na verdade, sob Pshat-Remez-Drush-Sod se entende exatamente o oposto. Pshat (interpretação simples) é a sabedoria da Cabalá, Sod (segredo) é quando esse método de correção está escondido de nós por trás de muitas camadas.

Secredo: isso é exatamente a que as pessoas estão acostumadas como uma interpretação simples, que é o entendimento literal do texto, enquanto que a Torá só fala das formas de correção, os níveis espirituais, e das fases de elevação do ser humano. Diz-se: “Eu criei a inclinação ao mal e a Torá como um tempero a ela, a Luz que Reforma”.

A Luz da Torá nos impacta de acordo com estas quatro etapas. O máximo de Luz está encerrado na “explicação simples” (a sabedoria da Cabalá), onde tudo está aberto aos homens e pode ser facilmente explicado de uma forma simples.

Ela descreve um desejo que é egoísta por natureza e, portanto, tem que ser corrigido. Para isso, nós precisamos da Luz que Corrige. Levar um desejo egoísta para a intenção correta (de doação) é chamado de “correção”; para consegui-lo, temos que participar de um grupo, unir-nos com amigos, e continuar nossos estudos, a fim de atrair a Luz.

De forma mais eficaz, nós atraímos a Luz trabalhando em grupo, tentando suprimir nosso egoísmo, conectando-nos uns com os outros acima do nosso egoísmo e tornando-nos como um homem com um coração, e também pensando na Luz que nos influencia e aprendendo com os Livros como ela age e influencia os nossos desejos.

O tema que estamos estudando, nossas ações que visam à autocorreção, as orações nas lições, tudo se conecta e compreende o método mais fácil de atrair a Luz que corrige egoístas grosseiros (nós) que estão no fim das gerações e no pico do desenvolvimento egoísta.

Se não nos esforçamos em atrair a Luz que Corrige para corrigir a nós mesmos e, se tudo o que fazemos é adquirir conhecimento teórico em vez de a Torá, então não estamos aspirando à sabedoria da Cabala. Diz-se: “A pessoa deve acreditar que as nações do mundo possuem a sabedoria, mas nunca deve acreditar que elas têm a Torá”. As nações do mundo são aqueles que se esforçam em adquirir conhecimento, em vez de se autocorrigir.

No começo, todos passam por um estado chamado de nações do mundo, até que reconhecem que a sua tarefa é a de autocorrigir, mesmo que isso aconteça em outra vida, na próxima reencarnação.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 20/11/12, “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot“

A Luz Não Filtrada Na Dose Máxima

Dr. Michael LaitmanNa história, muitas pessoas conseguiram alcançar a revelação espiritual estudando as partes externas do Torá, a Mishnah, o Talmude, e não Cabalá, ou seja, elas usaram outra linguagem de apresentação desta sabedoria. Toda a Torá fala sobre a correção de um ser humano e essa é a razão pela qual a Torá nos foi concedida.

Os textos da Torá descrevem os estados que a pessoa passa durante seu avanço até o Criador, atingindo a adesão com Ele, e adquirindo equivalência de propriedades com Ele. O problema é apenas na forma de apresentá-la, ou seja, na linguagem. As formas de apresentação deste material não são iguais com relação à Luz que Reforma; cada uma delas possui uma intensidade diferente da Luz. A Luz é mais poderosa na sabedoria da Cabalá.

Elas representam quatro camadas, quatro filtros que a tela contém a Luz em seu caminho de cima para baixo. A linguagem da Cabalá é a Luz pura. A Cabalá não limita a Luz de forma alguma, nem colocar filtros em seu caminho; a Cabalá não enfraquece a Luz. Portanto, quando a pessoa estuda e denota concepções espirituais que se referem à sua alma, ela provoca uma poderosa Luz que a corrige e leva-a para mais perto da meta.

Se a pessoa estuda a Torá apresentada em qualquer outra língua, as mesmas ideias, a mesma Luz passa por filtros e desce até a pessoa numa forma extremamente enfraquecida. Consequentemente, a “quantidade” de Luz não é suficiente para corrigir uma pessoa.

As quatro linguagens da Torá: Pshat (interpretação simples), Remez (dica), Drush (alegoria) e Sod (segredo) correspondem aos mundos de Atzilut, Beria, Yetzira, e Assiya.

Se a pessoa estuda a sabedoria da Cabalá, é o ensinamento (Torá) do mundo de Atzilut, a Luz que Corrige, que desce diretamente até ela. Se ela estuda qualquer outra forma, dependendo do método que ela escolhe, ela recebe menos Luz.

É assim que a Cabalá explica a divisão nos níveis de Pshat-Remez-Drush-Sod, enquanto que a opinião geral toma no sentido contrário, que Pshat (explicação simples) é a compreensão literal e Sod (segredo) a realização espiritual.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 20/11/12, “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot“

Uma Interpretação Mais Simples Do Segredo Da Vida

Dr. Michael LaitmanA única coisa que temos que corrigir é a nossa relação com a força superior que controla tudo e gerencia a vida, como se diz: “Não há outro além Dele”. Existem quatro linguagens que falam sobre a relação entre o homem e a força superior: Pshat, Remez, Drush e Sod (Torá, Mishná, Talmude e Cabalá).

Elas pertencem aos quatro níveis de desejo: inanimado, vegetal, animal e falante; consequentemente, o esclarecimento é realizado de quatro maneiras. Neste caso, já existe uma divisão oposta em que a sabedoria da Cabalá é a interpretação simples e não Sod (segreto) em que tudo é revelado à pessoa. Portanto, nós precisamos da linguagem da Cabalá para ter certeza de que avançamos corretamente.

Esta é uma pré-condição essencial, mas não suficiente, uma vez que a sabedoria da Cabalá pode ser percebida incorretamente. Mas pelo menos a pessoa aprende com as fontes corretas, que lhe proporcionam a abordagem correta dos escritos, embora existam pessoas que tentem extrair alguns segredos, misticismo, conhecimento abstrato, bênçãos e remédios.

Mas ainda é muito importante se apoiar na linguagem da Cabalá, na abordagem dos Cabalistas e nas condições de estudo, uma vez que é diferente do estudo normal das diferentes ciências. Aqui nós somos totalmente dependentes da fonte, que nos passa esse conhecimento espiritual. Se a fonte é verdadeira e confiável, nós avançamos gradualmente de acordo com o nosso esforço e as condições externas positivas, a fim de alcançar a abertura dos olhos.

Nós estudamos sobre nós mesmos e sobre a nossa natureza, começando a sentir um pouco o que é doação, a força que é oposta a nós. Então, pelo equilíbrio destas duas forças, a força de recepção e a força de doação, nós começamos a sentir a criação. Assim, nós alcançamos o Criador por Suas ações sobre nós.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 27/11/12, “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot“

O Meio Termo Entre O Misticismo E A Escolástica

Dr. Michael LaitmanEu tenho um problema: Se eu revelar alguma coisa, eu a revelo apenas como todas as outras criaturas, ou seja, nos mesmos vasos e com a mesma mente que todos os outros têm.

Por exemplo, eu descobri um fenômeno novo na física quântica. Obviamente, eu não posso falar sobre ele com qualquer dona de casa, mas há um círculo de pessoas que podem me entender. Nós desenvolvemos uma linguagem especial para descrever essas coisas, e, em princípio, qualquer um pode aprender. Em geral, todos têm uma base, e a única coisa que falta é o seu desenvolvimento sensível e racional.

Por outro lado, o desenvolvimento da sensibilidade e da razão não vai me ajudar. Uma pessoa pode se equipar com milhares de lentes, conectar radares aos ouvidos, e microscópios e telescópios aos olhos: nenhum instrumento ou sensor vai fazer qualquer bem. Nós estamos falando de uma percepção que não se fundamenta em nenhuma criatura na Terra. Muitos animais têm uma ampla gama de sensações em relação às pessoas, mas nós não estamos falando disso. Há pessoas muito inteligentes e perspicazes, cuja capacidade de perceber e analisar é muito maior do que a minha, mas essa não é a questão.

Nós estamos falando de algo que não está em nosso mundo, sobre a criação de uma nova sensação, uma nova percepção e análise que não existe aqui. Este órgão sensorial é chamado de “parte do Criador acima”. A pessoa que adquire este órgão deve ser semelhante ao Criador. Então ela sente algo semelhante ao Criador; ela decifra e identifica o Criador e a si mesma, e a relação entre eles neste órgão sensorial que é de alguma forma semelhante ao Criador. Conforme a sensação de adesão com o Criador, a pessoa pode falar sobre o que vem Dele: sobre o plano e o propósito de nossa criação, sobre o processo que passamos, e todos os eventos e situações no mundo.

Hoje, nós somos capazes de estudar a nossa existência nos níveis inanimado, vegetal e animal, mas não há nada que possamos aprender sobre o nível humano até chegarmos a conhecer o Criador, pelo menos até certo ponto. Assim, um Cabalista não pode nos dizer sobre a sua realização espiritual, porque esta é percebida no outro órgão sensorial que não tem comparação com os que temos. É impossível falar disso da mesma maneira que eu falo sobre os limites de nosso mundo.

Nesse mundo, mesmo que a pessoa não tenha um órgão sensorial, ainda podemos explicar algo a ela por analogia. Mas não há nada análogo ou semelhante ao sentido espiritual. Nós não seremos capazes de saber até alcançá-lo. Mesmo na fase de preparação, sem entrar na espiritualidade, nós percebemos como os detalhes da percepção mudam, como, de repente, se invertem e voltam novamente…

Portanto, por que os Cabalistas dão explicações?

Para aproximar as pessoas, a fim de lhes dar ao menos um primeiro ponto de contato correto. E mesmo que este não seja um contato real, ainda permite que elas evoquem a Luz que Reforma. Então, as pessoas podem se mover em direção à revelação.

Algumas “só pegam” esta revelação de cima. Como e por que não é problema nosso. Isso não vem até nós de uma só vez, mas metodicamente: um desejo oculto é revelado na pessoa, e ela se esforça e avança em resposta.

Se ela quer passar a sua revelação para os que ainda têm nada, ela deve estabelecer uma conexão com eles. Esta conexão – a essência de uma linguagem, um código que podemos usar para falar uns com os outros sobre coisas que só um ou mesmo nenhum de nós compreende e nos quais nos baseamos – é o que lemos no livro.

Por isso, é necessário entender como é difícil para os Cabalistas chegar e explicar alguma coisa para as pessoas que ainda não entraram no mundo espiritual. Na verdade, nem mesmo explicar, mas progredir. É por isso que chamamos o nosso estudo de “um meio especial”. Afinal de contas, não se trata da compreensão e nem mesmo da sensação: nós só precisamos pensar nesse meio, como é dito: “Eu trabalhei e encontrei”.

Isso levanta uma questão: Qual é a linguagem mais adequada para isso? De que forma os Cabalistas chegam até nós, para que não apenas aprendamos recebendo algum conhecimento abstrato, mas, ao mesmo tempo, não sejamos empurrados ao misticismo? Como é que eles nos mantêm longe do apelo nda mente e dos sentidos? Como é que eles nos protegem de fitas vermelhas e bênçãos, assim como cair na escolástica? Como é que eles nos guiam através do “meio termo”, a linha do meio, para que estudemos, estejamos imbuídos do sentido, e atuemos no grupo corretamente?

Isso só é possível com a ajuda de meios especiais que às vezes chamamos de “jogo”. Este é, de fato, um conceito muito sério que ilustra um pouco melhor o nosso relacionamento com o superior: nós realmente queremos estar no Seu nível, mas não chegamos ainda.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 25/11/12, “A Essência da Sabedoria da Cabalá”

O Mundo Superior Está Aberto A Todos

Dr. Michael LaitmanA pessoa que chega à Sabedoria da Cabalá realmente se torna escrava. Se ela entra neste sistema, ela realmente se escraviza. Não há nada de terrível nisso, uma vez que é impossível atingir esse sistema de outra forma. Se você for a especialistas em ioga ou qualquer outro sistema, eles vão lhe dizer a mesma coisa: se você quer alcançar a nossa sabedoria, a nossa técnica, nosso sistema, então você deve se separar temporariamente de outras coisas, caso contrário, você não será capaz de senti-la em profundidade.

A propósito, a sabedoria da Cabalá não é tão rigorosa como outros sistemas, uma vez que não separa a pessoa do mundo. Ela deve se casar, criar os filhos, trabalhar, estar conectada com o mundo, e não se abster de fazer as coisas, não fazer regimes, não fazer todos os tipos de exercícios físicos, respiração ou posturas especiais. Ela precisa ser uma pessoa completamente normal neste mundo. Não se espera nada dela, exceto uma coisa, isto é, os desejos e intenções internos em direção à meta. Trata-se especificamente da condição mais difícil, mas, em princípio, a única condição.

Tudo o resto não importa. Não importa o que ela come, bebe, como ela vive ou o que faz profissionalmente; é claro, desde que não seja um comportamento anti-social. A pessoa pode ser inteligente ou simples. Não importa. Na conquista do mundo superior, não importa a idade ou o nível de ensino. Ele está aberto a todos! A pessoa não se limita em nada.

Da Convenção na Georgia 06/11/12, Lição 4

Repetição dos desgostos

Baal Sulam , “A Essência da Sabedoria da Cabala”: … esta sabedoria (Cabala) é nada mais, nada menos do que uma sequência de raízes, que pendem por meio de causa e consequência , por regras fixas e determinadas, para uma entrelaçada e exaltada meta única exaltada descrita como “a revelação de Sua Divindade para Suas criaturas neste mundo …

A sabedoria da Cabala revela a toda a humanidade em geral e para cada um de nós em particular , o caminho passo-a-passo obrigatório do avanço que está em conformidade com as leis absolutas da natureza, e leva-nos de nosso estado atual para o fim da correção. A Cabala explica quais as ferramentas que nos ajudam a seguir este caminho e que forças agem sobre nós, enquanto nós inevitavelmente avançamos de acordo com a vontade da natureza, bem como quando nos auto desenvolvemos com a nossa consciência, participando conscientemente e voluntariosamente na contribuição para o processo. Descobrimos todas as partes da realidade, a partir do estado atual até ao fim da correção, no sistema chamado de “a sabedoria da Cabala.”

Assim, nenhuma outra ciência é mais importante para nós, especialmente agora que já completamos o desenvolvimento nos níveis inanimado, vegetativo, e animal. Anteriormente, não poderíamos aprender a sabedoria da Cabala e usá-la, é por isso que foi escondida de nós. No entanto, assim que nos tornamos capazes de implementá-la e contribuir com a sua natureza, de desenvolvimento oportuno, a fim de acelerar, em outras palavras, assim que voluntariamente aceleramos nosso crescimento, entendemos e estamos cientes de que, neste momento, a sabedoria da Cabala é revelada a nós e nos obriga a implementá-la.

Aqui, é claro, temos que admitir que não podemos continuar do jeito que costumávamos ser porque chegamos ao período de desenvolvimento consciente e atento a cada passo do Caminho. Sem a nossa consciência e participação ativa, não vamos avançar de um estado para outro, nem vamos subir para um nível superior. Ao falar em fase de desenvolvimento, é absolutamente impossível avançar “automaticamente”, como nos níveis inanimado, vegetativo, e animal, quando estávamos crescendo sob o impacto das forças obrigatórias.

É semelhante a transição da primeira série para a segunda: Se eu não estou pronto para isso, eu vou ser deixado para o segundo ou terceiro ano de estudos no mesmo grau. Eu vou ser punido por isso, não será permitido jogar, comer bolos, etc, até eu completar todas as lições. Eu tenho que terminar o primeiro grau por mim próprio.

Ele não funciona como nos estágios anteriores de desenvolvimento, que não requerem qualquer contribuição pessoal. Não se deve avançar como um animal, mas como um ser humano, adquirir sabedoria e ter sentido de conscientemente participar no processo.

Se a humanidade continua a agir da maneira antiga, irá desencadear novos desastres, a fim de, finalmente, compreender a necessidade de progresso consciente. Temos que sentir e compreender as regras do nosso desenvolvimento e ver o objetivo em frente de nós, e seguir.

É por isso que o mundo não vai avançar sem a sabedoria da Cabala, nem se desenvolver sem pegá-la de nós e usá-la em conformidade. Caso contrário, ele simplesmente não vai acontecer. Desgosto ou sofrimento vai continuar e as pessoas vão sofrer até ouvir e entender eventualmente nossa mensagem. Esta é a exigência de nossa Era.

Nós, por outro lado, deve mostrar uma atitude mais amigável, simpática e gentil ao apresentar a metodologia Cabalística em várias formas, tornando-a mais fácil de absorver. Temos de nos concentrar sobre o usuário, como é dito: “. Educar uma criança de acordo com seu próprio caminho”

No entanto, até que o povo de Israel e o mundo inteiro se conectem com a sabedoria da Cabala, desastres vão continuar a fim de motivar a todos a procurar por ela.

Da 4 ª parte da Lição Diária de Cabalá 14/11/12, “A Essência da Sabedoria da Cabalá”.

Na Expectativa Da Vida

Dr. Michael LaitmanO livro “O Estudo das Dez Sefirot (TES)” nos fala sobre a estrutura de nossa alma e sobre as ações que ela executa. Mas agora esta alma está congelada e imóvel, como se num estado de expectativa, de prontidão, no estado mínimo de seu nível inanimado. Na medida em que estudamos sobre ela, ela desperta e vem à vida.

Nós podemos fazer isso, mesmo inconscientemente, sem qualquer cálculo de como tudo isso acontece, mas simplesmente através da leitura deste livro. Isto também é bom, uma vez que já evocamos a Luz que Corrige, mas nós só produzimos o fluxo de sangue no sistema na intensidade da natureza inanimada.

Se quisermos participar desse trabalho consciente e sentir como a Luz age em nós, o que significa não apenas ler o TES, mas também continuar estimulando a ação da Luz conscientemente, nós injetamos diferentes correntes da Luz da vida em nossa alma, e ela vem à vida.

Então nós sentimos suas ações e graças a isso alcançamos o entendimento, a realização, e a participação. Tudo depende da medida em que nos identificamos com os escritos, quando entendemos que se trata de nossa alma. A palavra “alma” é chamada de “uma parte divina de Cima”, o que significa o “desejo corrigido de desfrutar com a intenção de doar”. Não pode haver outra partícula superior em nós.

E assim, gradualmente, nós avançamos lentamente atraindo sobre nós mesmos a força que injeta a vida espiritual em nós. No final, a pessoa começa a sentir e a ser incorporada praticamente em todo o processo que o livro nos conta, assim como o autor do livro que alcançou tudo o descreve.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 19/11/12, O Estudo das Dez Sefirot

O Estágio Atual Do Desenvolvimento Da Cabalá

Dr. Michael LaitmanA última fonte escrita da sabedoria da Cabalá é datada de cerca de 500 anos atrás. Estes são os livros do Santo ARI. Cerca de 20 volumes de seus escritos revelam em detalhes todo o sistema de governança deste mundo e sua interação com o mundo superior.

Os livros do ARI explicam não só a forma como este mundo é controlado pelas forças superiores, mas também o nosso impacto sobre elas, a influência inversa, e como essa influência mais uma vez desencadeia as ações das forças superiores sobre nós. Os livros do ARI descrevem todas as interações entre a governança superior e nós, o nosso livre arbítrio, nossos destinos, reencarnações anteriores, e assim por diante. Eles fornecem uma descrição muito séria e detalhada de tudo que existe.

No entanto, isso acabou por ser insuficiente. No século XX (400 a 500 anos após o ARI), outro Cabalista, o Baal HaSulam (“mestre da escada”, em hebraico), surge. Por quê? Porque ele descreveu em detalhes a “escada” que a pessoa deve ascender ao subir deste mundo, o estado atual em que se encontra, até o ápice do seu desenvolvimento.

Não se trata de crescimento físico, nem de desenvolvimento intelectual. Nós vemos que não há muito para se gabar neste mundo. Pelo contrário, trata-se do avanço que cada um de nós deve realizar: atingir o mundo superior, o sistema de governança. Trata-se da nossa realização do mundo eterno e perfeito que ainda está além de nossa percepção. Baal HaSulam apresentou uma metodologia moderna que estamos usando no momento.

Seu filho, o Rabash, desenvolveu ainda mais o método de seu pai e o tornou mais prático. Ele criou instruções detalhadas e concretas descritas em vários artigos. Estes artigos mostram claramente como, ao mudar a nós mesmos, expandindo nossos órgãos de percepção, podemos começar a perceber o Universo oculto, escondido de nós por nossas próprias limitações.

É de conhecimento comum que somos limitados. Nós só conseguimos ouvir dentro de determinada gama de sons, vemos um espectro limitado de luz, etc. Em outras palavras, todos os nossos sentidos da visão, olfato, audição, tato e paladar, são limitados. Embora aqui estejamos falando de outros órgãos de percepção, e não dos que temos atualmente.

A fim de ampliar nossos órgãos de percepção, nós inventamos vários dispositivos, tais como telescópios e microscópios para os olhos, inúmeros tipos de radares, localizadores, e assim por diante. No entanto, o mais importante para nós é descobrir que outros órgãos de percepção nós precisamos para sentir o mundo ao nosso redor.

Da Convenção da Georgia 05/11/12, Lição 1

Paz Acima Das Nuvens

Dr. Michael LaitmanDurante a leitura do Zohar, nste período especial para Israel, nós pensamos nas correções, para que elas ocorram de forma especial, ou seja, de acordo com as necessidades dos tempos atuais em que vivemos. Isto é assim para que elas nos afetem de uma forma que nos levará à perfeição, que levará à paz.

Deixe essa nuvem, este “pilar de nuvem” se tornar nuvens de glória. A diferença entre os dois é que não é a nuvem que vem até nós e esconde a força superior de nós, mas nós mesmos a escondemos com a nossa tela, com a nossa constrição, com a luz refletida, e assim nos elevamos acima das nuvens.

Da Lição sobre O Livro do Zohar, 18/11/12