Textos na Categoria 'Estudo Cabalístico'

Filosofar Pretensiosamente (Sem Mais Delongas)

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “A Sabedoria da Cabalá e a Filosofia”: Se houver qualquer definição que posso explicar o espiritual separado do corporal, esta pertence somente àqueles que atingiram e sentiram algo espiritual. Estes são os verdadeiros Cabalistas; portanto, é a sabedoria da Cabalá que precisamos.

Este mundo material é completamente separado da espiritualidade. Os Cabalistas nos explicam que o nosso mundo material é simplesmente um resultado da nossa imaginação. Depois de acordar, nós veremos que “éramos como sonhadores”. Este sonho, e a nossa existência nele, parece real; no entanto, em sua essência, é imaginário e ilusório.

Porém, nós não somos capazes de fazer a distinção. Há uma realidade e há cinco sensores através dos quais podemos investigar a realidade. Nossa exploração deste reino é chamada de “ciência”, um complexo de conhecimento confiável, que usamos como orientação. Com a ajuda da ciência, as pessoas produzem medicamentos, constroem casas, etc., tornando assim a nossa vida melhor. O conjunto de conhecimentos que chamamos de “ciência” é muito confiável e testado. Isso explica por que a ciência nos torna mais confiantes e nos satisfaz.

No entanto, nós continuamos pensando em “vida após a morte”. Nós não sabemos o que é isso. Fisicamente, a pessoa morre junto com o corpo, e ainda assim não é um segredo que acima disso há certa parte em nós, um componente espiritual. Não há provas sólidas de tal fato; além disso, a sabedoria da Cabalá afirma que não há nenhum elemento espiritual em nós. Aquele que não alcançou a espiritualidade permanece no nível “animal”, físico, por toda a sua vida. Não é por acaso que o Baal HaSulam disse uma vez que não se importava onde o seu “saco de ossos” seria enterrado. No entanto, nós temos a chance de alterar a nossa natureza de forma que, além da nossa existência “animal”, também revelemos a vida em outra dimensão, a realidade espiritual.

É muito simples: tudo o que a pessoa consegue atingir é tudo que ela realmente tem. Fantasiar não vai ajudar; nada deste mundo pode ser relacionado com a espiritualidade. Espiritualidade existe independentemente e se ainda não estamos lá, simplesmente não podemos deliberar sobre isso. Portanto, os cientistas não exploram este tema, uma vez que não têm “ferramentas” relevantes para isso.

No entanto, há uma abordagem especial para a vida, que é chamada de “filosofia”. Ela especula sobre temas que são impossíveis de explorar usando métodos científicos tradicionais. Como resultado, os filósofos vêm com várias opiniões sobre o mundo espiritual, como se sentissem, compreendêssem, ou tivessem acesso a ele. Sem dúvida isso é certamente uma abordagem errada, não científica, que não tem nada a ver com ciência ou senso comum. É tudo uma questão de fantasiar; por isso, não é por acaso que hoje em dia a palavra “filosofia” se tornou pejorativa. Aqueles que estão distante da realidade são chamados de “filósofos”. E com razão.

É por isso que Baal HaSulam era fortemente contra a abordagem filosófica. Anteriormente, quando era impossível revelar a sabedoria da Cabalá às massas, os filósofos podiam falar profusamente sobre os seus pontos de vista. Hoje, a sabedoria da Cabalá se espalha pelo mundo, ao passo que os filósofos continuam a discutir coisas que não têm qualquer contato, confundindo ainda mais as pessoas.

Baal HaSulam explica que as construções filosóficas não têm base e que você não pode ouvir os filósofos, uma vez que eles mistificam e nos confundem, privando a humanidade da oportunidade de acelerar seu progresso na realização da meta da criação. Afinal, a meta da criação não é chegar antes e ficar acima de todas as outras coisas? Se não nos apressarmos, se deixarmos os filósofos nos confundir ainda mais, estaremos provocando sofrimentos adicionais. Isto é o que preocupava o Baal HaSulam.

A propósito, uma pergunta curiosa surge: Como pessoas sóbrias, que pensam, podem fantasiar sobre algo que ainda não alcançaram, não têm provas, e que nunca foi testado ou analisado? Este mistério da filosofia ainda não tem resposta.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 02/07/13, Escritos do Baal HaSulam

Contato Com O Professor

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que pode ser feito se a opinião do grupo é contrária à opinião do professor? Que lado a pessoa deve escolher?

Resposta: Nós sabemos que as nossas crianças pequenas não concordam conosco sobre muitas questões. Ou elas não concordam porque ainda são pequenas ou porque não explicamos suficientemente tudo a elas. Isso deve ser esclarecido.

Mas se você realmente tem um conflito comigo e ele não for imaginário, então você tem um problema. Então você não recebe nada de mim! E isso significa que você não tem qualquer possibilidade de avançar espiritualmente.

Eu sugiro às pessoas que não têm contato comigo, que nos deixem e procurem outro professor, pois o tempo está se esgotando, a vida está passando e chegando ao fim. Isso é muito ruim. Pode ser que você venha a ter outro professor com quem possa encontrar as informações e seguir em frente. Eu digo isso para o seu próprio bem. Se não houver nenhum contato comigo por parte de você, então você não está trazendo nenhum benefício para todo o movimento do grupo mundial.

Deve haver contato com o professor, como deve haver com o Criador. Mesmo o contato com um amigo deve ser como deveria ser com o Criador, porque tudo isso está conectado em conjunto (grupo, professor e todos os Cabalistas) e se transforma num todo.

Da Lição Diária de Cabalá 25/08/13, Perguntas e Respostas com o Dr. Laitman

Cuidado Com Filósofos “Sabichões”

Baal HaSulam , “A Sabedoria da Cabala e Filosofia”: Filosofia gosta de preocupar-se com a Sua Essência e provar que regras não se aplicam a Ele. No entanto, a Cabala não tem nada a ver com isto, pois como podem o inatingível e o imperceptível serem definidos?

Os Cabalistas falam muito sobre a Sua iluminação na realidade, ou seja, todas aquelas iluminações que eles realmente alcançaram, tão validamente como uma realização tangível.

Os Cabalistas atingem uma luz abstrata quando se reveste em vasos e se transforma de uma forma teórica numa estrutura tangível ao manifestar-se em nós como diversas características nossas.

É dito que “nós não definimos por nome ou palavra aquilo que não alcançamos“. Alcançamos tudo o que há ao analisá-lo nos nossos vasos de receção. Eles são os nossos “olhos “, a nossa visão , o canal através do qual percecionamos o mundo . Apenas na condição de que conhecemos um determinado fenómeno é que podemos explorá-lo até ao nível em que imergimos nele. Assim, avançamos. Há um princípio rígido: “Nós Te conheceremos pelos Teus atos. ” É por isso que sempre confiamos na nossa perceção dentro dos nossos vasos, desejos. As nossas reações internas a eles são, de fato, a Luz.

Do mesmo modo, reconhecemos a eletricidade não pela sua essência, mas de acordo com os seus resultados. Algo que flui através de fios e gera vários fenómenos. Tudo o que vemos são os resultados. Baal HaSulam escreve sobre isso em seu artigo “A Essência da Sabedoria da Cabala“. Coisas reais são encontradas até mesmo na realidade corpórea diante dos nossos olhos, mas não temos nem percepção nem imagem da sua essência. Assim é com a eletricidade e o ímã, chamado de “fluidum “. No entanto, quem pode dizer que esses nomes não são reais, quando viva e satisfatoriamente conhecemos as suas ações? Nós não poderíamos estar mais indiferentes ao fato de que não temos a percepção da essência do próprio sujeito, nomeadamente da eletricidade em si.

Nós sempre exploramos as consequências de diversas categorias essenciais, ao invés de lidar com as categorias em si. Eu não tenho nenhuma ideia do que é o sujeito que eu olho, na verdade, mas eu sei como ele age.

Tudo que eu faço é verificar as minhas sensações e reações: Algo parece negro para mim, outras coisas sólidas, alguns são longos, e certas coisas eu consigo provar ou cheirar. A realidade é composta de minhas reações internas a impactos exteriores, em vez de os fatores que os causam per se. Portanto, fenómenos que diferenciamos são realmente os efeitos que a exterioridade provoca em nós.

Por que os filósofos se recusam a admiti-lo? A resposta é que vai obrigá-los a se tornarem cabalistas e a estudar a Sabedoria da Cabalá, a fim de explorar a espiritualidade. O bom senso indica que eles não sabem ou entendem nada e não têm nada a dizer. Realmente, o que se pode dizer se a pessoa não vive na espiritualidade, nem sente os seus vasos, desejos?

Não devemos abordar a Cabalá com uma mente humana normal, não estamos ainda na dimensão que a Cabalá descreve. Nós podemos fantasiar sobre o que está no interior da Terra e imaginar vida em outros planetas dado que essas coisas estão pelo menos de alguma forma entrelaçadas com as nossas sensações. No entanto, elas não têm nada em comum com a espiritualidade . Além disso, não temos qualquer ligação com o mundo espiritual: a nossa realidade material que vemos é absolutamente separada da imagem que é criada em nossas mentes. Como podemos deliberar sobre algo com o qual não temos qualquer contato?

Esta é uma das razões pelas quais a sabedoria da Cabalá esteve escondida da humanidade ao longo de milénios. Cabalistas temiam “espertalhões”, que só tendem a filosofar sobre os temas que estão relacionados com a Cabalá.

Também se aplica aos filósofos que valorizavam a Cabalá, como Reichlin , Goethe, Pico Della Mirandola e outros. Mesmo essas pessoas não entenderam nada na grande sabedoria, nem podiam perceber o conhecimento universal geral que está para além das disciplinas tradicionais que provêm da Cabalá. O que eles proclamaram foi, na verdade, nada senão filosofar . Alguns filósofos abordaram a Cabalá com análise crítica que se baseia numa abordagem subjetiva, outros admitem a sua importância, embora nenhum deles a entendesse. Sua posição carece de racionalismo que é muito necessário. No entanto, a verdade será revelada em breve, estamos muito próximo disso.

A Passagem Pelos Mundos

É impossível inventar algo que não existe na natureza. Talvez não haja análogo no material do qual ele foi construído ou no mesmo nível, mas deve existir. Tomamos todos os exemplos e analogias a partir do que já existe na natureza; não podemos inventar algo que seja  totalmente novo.

É fundamentalmente impossível. Há apenas um novo ponto em toda a criação: algo a partir do nada (Yesh MiAyin). Todo o resto, exceto este “ato inicial de criação” (Genesis Maase) é uma conseqüência da reunião do vaso com as propriedades da Luz em diferentes conexões. Assim, podemos tomar um exemplo só a partir dos atributos existentes e criar formas paralelas.

Tudo o que nós construímos em nosso mundo, o que significa em nossos sentimentos egoístas, é chamado de “este mundo”, e há exemplos para isto na natureza. Se queremos continuar o nosso desenvolvimento, estudando a sabedoria da natureza, temos que desenvolver uma nova percepção que está focada na doação. Então, nós também podemos satisfazer os exemplos para doar por nós mesmos.

Nós não podemos receber exemplos de atributos superiores deste mundo material, e assim todo o progresso científico termina na fronteira entre o nosso mundo e os mundos superiores. Mesmo antes que a ciência tenha se esgotado, o nosso desejo material de receber chega a um beco sem saída e chega ao fim. Nosso desenvolvimento termina em certo ponto, pois não podemos encontrar novos exemplos que queremos implementar neste mundo.

Mais importante, nós perdemos o desejo de buscá-los, a fim de inventar coisas novas e, assim, avançar no nível material. Estamos em um ponto de transição, na iminência da revelação de novos desejos espirituais.

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Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 21/08/13, Escritos do Baal HaSulam

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O Complicado Caminho Do Alcance Da Divina Simplicidade

Diferentes Sistemas, Um Modelo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Nós estamos disseminando a educação integral. Basicamente, esta é realmente a sabedoria da Cabalá que foi adaptada para o uso com as massas. Eu gostaria de saber a relação em porcentagem, quanto deve ser investido na disseminação interna e quanto na disseminação externa?

Resposta: Normalmente os cientistas investigam os diferentes efeitos e fenômenos da natureza, colocam tudo em fórmulas e gráficos mostrando as dependências. Então, com base nisso, eles começam a examinar os materiais apropriados, e após a experimentação eles traduzem tudo em processos tecnológicos práticos necessários para a vida.

Antes do desenvolvimento tecnológico atingir as prateleiras das lojas ele passa por um longo processo. No início, os cientistas estão envolvidos com fórmulas, gráficos, física, cálculos matemáticos e aparelhos. Então você verá os dispositivos embalados em caixas nas lojas. Toda dona de casa pode comprar, digamos, um forno de microondas, colocá-lo na cozinha, ligá-lo, e aquecer pãezinhos.

Você pode imaginar o caminho do desenvolvimento desde o estudo sobre as microondas e seu impacto em vários objetos, etc., até a dona de casa aquecendo uma torta para sua família! Embora ela não esteja familiarizada com o princípio de como o dispositivo funciona, isto não lhe interessa. Ela só sabe que é necessário definir uma temperatura particular, num determinado momento, e então ela vai ter uma torta quente. Isto também é física e da sua utilização.

É assim com a sabedoria da Cabalá. Ela explica a estrutura do mundo, as forças que nos influenciam. Mas de acordo com o nível da pessoa, ela poderia aprendê-la como física avançada, ou seja, a natureza interna das coisas, ou como uma aplicação prática em si mesma.

Nós investigamos a sabedoria da Cabalá em sua forma pura, com a ajuda de gráficos, fórmulas e um grande volume de textos complexos. Vocês mesmos sabem quantos anos ela pode ser estudado, mas não ser totalmente explorada. Porém, na prática, ela só explica a interação entre duas forças, positiva e negativa, como elas estão correlacionadas e integradas na ligação entre elas, o ambiente resultante que é formado entre elas, de que modo nós podemos mudar isso para que seja confortável e benéfico para a pessoa, para que estas forças possam ser utilizadas de forma mais eficaz. Mas o problema é que, a fim de utilizar essas forças corretamente, a pessoa deve ser corrigida.

Aparentemente, nós não usamos a cooperação entre estas duas forças (positiva e  negativa) no nível de nossas características internas, mas no nível egoísta. Nós tentamos escravizar não só toda a natureza, mas a família, a nação, toda a humanidade e toda a terra, e fazemos delas o que pode vir à mente.

E isso só se torna possível para nós até certo ponto, mas não mais, porque a natureza não o permite. Ou seja, nós não podemos manejar as duas forças no nível seguinte. Este nível nos é revelado apenas na medida em que a nossa forma se torna semelhante a essas duas forças. Somente se a pessoa começa a mudar sua natureza é que ela pode usar essas forças e manejá-las.

O nosso mundo é um espaço em que vivemos com a nossa natureza egoísta, porque é assim que nascemos e desenvolvemos, e nesse âmbito, nós podemos usar a força positiva e negativa num intervalo permitido.

Os níveis seguintes são 125 níveis de oposição entre essas duas forças. Estes não são apenas os níveis de força ou habilidade, mas são novos níveis qualitativos, a partir dos quais, devido à conexão entre eles, formas completamente novas de vida são criadas. Nós não estamos preparados para penetrar nisso, uma vez que só é possível compreender esses níveis acima de nós na medida em que nos tornamos equivalentes a eles.

Atualmente, toda a humanidade entrou na mais recente crise porque ela já evoluiu para um nível no qual ela deve mudar e subir do nível mais baixo para o próximo nível. Nós estamos começando a sentir isso agora.

A transição para a próxima fase envolve uma mudança em nossa natureza, de egoísta para altruísta. E aqui um problema é despertado. Nós estamos aprendendo a mudar nossa natureza baseado no fato de que nós mesmos somos atraídos para isso. Mas a maioria das pessoas não é atraída para nada. Portanto, a natureza e a crise vão obrigá-las a se envolver com isso.

Elas não se ocuparão nisso como nós nos ocupamos. Nós aprendemos o método em si, a estrutura, a cooperação entre as duas forças, o campo de energia entre elas, as Luzes, a mistura entre as forças. Tudo isso pode ser traduzido para a linguagem da pura física ou a linguagem da emoção, porque tudo passa pela pessoa ou em outras formas de expressão. Nós estamos familiarizados com isso a partir de nossas fontes.

E o homem comum, que não é puxado para frente, como nós, deve, no entanto, subir para o próximo nível, pois a vida vai empurrá-lo por meio do sofrimento; ele não vai ter que fazer isso. Ele é como a dona de casa que usa o microondas. Nós só precisamos mostrar a ele, ensiná-lo o que pressionar, e tudo vai ficar bem.

E é preciso pensar nisso. Por isso, cabe a nós reescrever este método na sua forma mais simples e acessível, pois o nosso futuro físico e espiritual depende disso. Isto é, se quisermos chegar à descoberta do próximo nível, do próximo estágio, mesmo da próxima dimensão (embora isso soe místico, nós não somos místicos), então cabe a nós adaptar o método para nós mesmos e reescrevê-lo de uma forma simples para os outros.

Se tomarmos um livro sobre as leis de Newton no nível universitário, nós vemos que estas fórmulas são bastante complicadas, mas na escola as aprendemos como fórmulas curtas e resumidas: massa, velocidade, aceleração, queda livre, e assim por diante. Exatamente assim nós devemos reescrever todas as nossas leis complexas, as relações integrais em sua forma mais simples. Este é um problema muito sério e devemos cuidar dele.

Nós aprendemos sobre a relação entre as duas forças de acordo com as relações entre um homem e uma mulher numa família, ou os pais com os filhos, ou outras relações no nível físico ou na conexão entre dois sistemas: positivo e negativo na forma de Abba ve Ima ou ZON, ou Arik Anpin e Atik. Apesar da mudança de nomes, o princípio permanece o mesmo, uma ligação entre positivo e negativo. Dependendo da intensidade da relação entre eles, a altura do sistema que eles geram é estabelecida.

Através das conversas sobre a “Nova Vida” ou as discussões de outros assuntos, o meu interior não muda em nada, pois para mim é o mesmo diagrama. É exatamente assim como ocorre no momento da lição matinal, durante as três horas que saltam de um assunto para outro. No entanto, eu não me esgoto; eu poderia ensinar mais dez horas. Você pode ficar cansado, mas eu não, porque para mim não existe um modelo.

Da Convenção em Krasnoyarsk 13/06/13, Lição 3

Os Salmos Do Rei Davi

Dr. Michael LaitmanEu aconselho vocês a ler Tehilim (os Salmos).

Tenham em mente que eles só se aplicam a quem os lê, pois eles só falam sobre o que acontece dentro de uma pessoa, sobre suas propriedades, apenas sobre as relações pessoais entre a pessoa e o Criador, e não sobre objetos ou eventos externos.

Mudando A Nós Mesmos, Nós Estamos Mudando O Mundo

Dr. Michael LaitmanO nosso papel é entender que há uma e apenas uma natureza global, e nós somos os únicos que precisamos conectá-la através da integração mútua, através de nossas intenções. Portanto, o conceito de “Não há outro além dele” é derivado da unidade da natureza; não há nada além do sistema que inclui tudo dentro dele.

E ele nos parece como separado porque também estamos separados e, portanto, não vemos o mundo como ele é, mas o vemos de acordo com a condição em que cada pessoa o sente apenas individualmente dentro de si. A razão pela qual o mundo nos parece como separado, distante, pode ser encontrada na falta de conexões mútuas; isso é descoberto cada vez mais a cada dia que passa, devido ao fato de que nosso ego está crescendo constantemente. Além disso, sua aceleração está crescendo exponencialmente. Nós vemos como todos os anos, a cada mês, a cada semana, e mesmo todos os dias, como tudo no mundo está mudando muito rapidamente. E essa mudança está acontecendo especificamente porque as mesmas mudanças estão acontecendo em nós. O mundo é sentido apenas individualmente. Portanto, o método pelo qual o mundo é sentido corretamente deriva disso. Se mudarmos nossas características, vamos mudar a forma como o mundo é sentido.

Atualmente, já foi feito muito trabalho sobre este assunto por filósofos, psicólogos e físicos. Os cientistas estão começando a se aproximar da consciência de que o mundo depende de nossos sentimentos subjetivos, embora eles sejam todos iguais. Enquanto todo mundo sente o mundo de forma diferente, todos eles o sentem da mesma maneira através de nossas características egoístas. Se nós as corrigíssemos de modo que as características se tornassem opostas, certamente iríamos sentir o mundo de forma diferente: como ligado de forma integral e mútua. Daqui deriva uma das premissas do nosso método: “Não pense em como corrigir o mundo…”. Com estas palavras, queremos dizer a humanidade. Nós não corrigimos o mundo, mas sim a nós mesmos. Portanto, nós começamos a sentir não só o mundo, mas também a nós mesmos dentro dele, completamente diferente. Em última análise, o nosso movimento a partir do estado atual, chamado de “nosso mundo”, para o estado futuro, chamado “mundo do infinito”, é em sua totalidade uma correção interna de como sentimos o mundo, e não mais do que isso.

Da Convenção em São Petersburgo “Dia Um” 12/07/13, Lição 1

A Maravilhosa Droga Chamada “Zohar”

Dr. Michael LaitmanEsforçar-se como “um boi para a carga e um burro para o fardo” significa trabalhar sem sentir qualquer gosto no trabalho. Eu li o Livro do Zohar porque o médico disse que ele funciona como uma droga que vai me ajudar a me recuperar. Normalmente, ele é desagradável e bastante difícil. Ele está em contraste com os meus desejos corporais e não é para o meu gosto, mas o médico o receitou e assim o faço.

Eu não desejo sentir prazer em minha mente e coração ao ler O Zohar. Embora a leitura do Zohar me traga alegria, eu não estou feliz porque pareço entender, sentir e seguir o enredo como num livro de aventura, seguindo as jornadas dos grandes sábios como sigo os grandes exploradores de novas terras e continentes. Eu estou feliz só porque aceito essa leitura como um medicamento.

Não é a leitura em si que me traz alegria, mas o processo que eu passo. Em primeiro lugar, eu sigo as ordens dos sábios, o que significa que me curvo diante deles. Em segundo lugar, eu ouvi dizer que isso traz satisfação e prazer ao Criador. Finalmente, eu me corrijo dessa forma e me aproximo do Criador!

Se você mergulha no texto, isso significa que você age em seu desejo de receber, tentando preenchê-lo de alguma forma com seu coração e mente egoísta. Assim, você rouba a intensidade do seu estudo, a intensidade do estado. No entanto, no final, as coisas vão se inverter e vai chegar um momento em que de repente você percebe que não tem nada. Esta tristeza egoísta vai fazer você entender que você tem estudado do jeito errado.

Esta abordagem não é 100% exata, pois como eu posso tentar entender com minha mente corpórea do que se trata O Livro do Zohar? Se você é um cientista, você estuda este mundo com as ferramentas que tem, com suas emoções e sua mente, tentando compreendê-lo em sua mente. É assim que a ciência funciona neste mundo, e é chamado de “razão”.

No entanto, o mundo espiritual está num nível diferente. É uma dimensão onde suas emoções e sua mente não têm controle de nada. Você não pode sequer imaginar como é. Trata-se de uma frequência totalmente diferente. É como se você recebesse uma frequência de 100 kHz enquanto alguém trabalha numa frequência de 100 MHz. Estas são frequências totalmente diferentes, uma é longa e a outra é curta. Elas não podem se comunicar, nem gerar quaisquer formas comuns.

Como você pode falar sobre um mundo que não consegue perceber? Ao que você pode se prender? A nada! No entanto, você recebeu livros que não entende. Você não vai entender nada, a menos que atinja o nível do livro. Este nível de qualidade é alcançado mudando todos os seus sentidos e sua mente. Tudo mudou em você, e você recebe novas emoções e mente, em vez das antigas. Antes você não tinha nenhuma conexão com o livro chamado “Torá”, exceto por sua qualidade única.

Da 2a parte da Lição Diária de Cabalá 02/07/13, O Zohar

O Que as Palavras de “O Zohar” Revelam

Pergunta: Qual deve ser a intenção certa quando lemos O Livro do Zohar? Deve ser permanente ou variável?

Resposta: Como regra geral, é desejável manter uma intenção permanente quando se contempla a si mesmo como estando unido com os outros, tendo um desejo comum e partilhando uma aspiração comum. Dentro desse desejo integrado, aspiração, a pessoa revela a totalidade dos atributos internos de seus relacionamentos com os outros na medida de seu nível de conexão e sua chance de expor todas as formas possíveis de conexão através da doação mútua que O Livro do Zohar escreve a respeito.

Afinal, com a ajuda de várias metáforas e através da terminologia cabalística (como “Havakuk, Atik, Hamnuna-Saba…”) O Zohar explica-nos os detalhes da realização que estão associados com a nossa conexão. Não há nada além disso.

Em algum momento, houve um vaso espiritual, kli, um sólido dez Sefirot que não tinham diferenças entre eles. Após a ruptura, começamos a distinguir entre as várias partes diferentes que agora estão separadas e distantes umas das outras e que tentam se reunir. Descobrimos vários tipos de conexão. O Zohar nos diz sobre os tipos de conexão. Não há uma única palavra no livro que descreve qualquer coisa, exceto isto. [Leia mais →]

Não Julgue Pelo Número De Páginas

Dr. Michael LaitmanTodos os livros de Cabalá são chamados de livros da Torá, já que foram escritos por pessoas que atingiram a espiritualidade e estão além da Machsom (barreira) que nos separa do mundo espiritual. A única coisa que você precisa desses livros é a qualidade única neles.

A qualidade única significa que todos os seus atributos atuais, suas emoções, sua mente, sua rapidez e sua inteligência, todos os seus atributos humanos, não têm nada a ver com a realização espiritual e, portanto, são inúteis aqui. Você pode ser o mais tolo ou mais inteligente, é totalmente irrelevante. Você pode estudar o dia todo como um tolo, sem entender uma palavra e nem sequer conhecer a língua em que foram escritos, não faz diferença, e é exatamente como saber o livro inteiro de cor.

Há apenas uma coisa que pode ajudá-lo: se você usar este livro como uma qualidade única. A qualidade única é a conexão especial que você pode estabelecer com estas páginas. No entanto, como você opera quaisquer forças através destas páginas? Você não sabe. É porque você não conhece a si mesmo. Você não sabe o que essas páginas são. Você não sabe o sistema superior. No entanto, no momento em que você percebe o texto como uma qualidade única, você opera um determinado sistema que desconhece.

Em seguida, o sistema começa a operar em você! No entanto, isso não tem nada a ver com suas emoções ou sua mente. Você pode rir ou chorar enquanto lê e isso não significa nada. Tudo o que você deve fazer é operar a qualidade única que está neste livro. É uma condição especial que conecta você a alguma força superior.

Você não sabe o que esta força significa, onde ela está escondida, ou como ela opera em você e o influencia. Você simplesmente a utiliza como uma qualidade única. Você não precisa saber nada, exceto o termo “qualidade única”.

Mesmo se você estude tudo o que está escrito aqui de cor, isso não vai lhe aproximar da espiritualidade. Pelo contrário, isso só vai empurrá-lo para trás. Como está escrito: “O ponto de vista dos proprietários é o oposto do ponto de vista da Torá”. Sabedoria sem intenção não ajuda a pessoa a avançar na espiritualidade, uma vez que não tem nenhuma qualidade única. Esta é a razão de não julgarmos pela quantidade de conhecimento, mas sim operamos “acima da razão”, tentando atrair a força que está acima de nossas emoções e nossa mente.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 02/07/13, O Zohar