Textos na Categoria 'Egoísmo'

A Reconquista Do Faraó

Dr. Michael LaitmanA Torá, “Números”, 13:25-29: Ao fim de quarenta dias eles voltaram da missão de reconhecimento daquela terra. Eles então retornaram a Moisés e a Aarão e a toda a comunidade de Israel em Cades, no deserto de Parã, onde prestaram relatório a eles e a toda a comunidade de Israel, e lhes mostraram os frutos da terra. E deram o seguinte relatório a Moisés: “Entramos na terra à qual você nos enviou, onde manam leite e mel! Aqui estão alguns frutos dela. Mas o povo que lá vive é poderoso, e as cidades são fortificadas e muito grandes. Também vimos descendentes de Enaque. Os amalequitas vivem no Neguebe; os hititas, os jebuseus e os amorreus vivem na região montanhosa; os cananeus vivem perto do mar e junto ao Jordão”.

Comentário: Quando os espiões falaram sobre a terra de Israel estavam muito animados, mas, de repente, há uma virada…

Resposta: O mundo superior é muito atraente. Não é o comunismo egoísta com que temos sido alimentados pelos utopistas da Europa durante a Idade Média, mas sim o estado de uma pessoa que atingiu plenamente e conhece toda a criação e seu papel dentro dela. Esta pessoa atingiu a força superior e sente que está no atributo de doação, além das limitações de existir para o seu próprio bem. Ela atinge plenamente todos os estados dos mundos ao longo do tempo e em todos os níveis dentro de si mesma, incluindo toda a natureza, ou seja, tanto o nosso mundo e o mundo superior.

Claro que não alcançamos o mundo superior, porque ele está acima do nosso universo e é um bilhão de vezes maior. Mas, no final, temos que descobri-lo, e, portanto, temos o potencial que nos atrai para a realização deste estado. Mas quando você esclarece o que tem que fazer para alcançar isso, você percebe que isso está totalmente além de seus poderes, porque você é como um pequeno rato num grande mundo. O que você pode fazer?

Assim, os espiões estavam certos. Eles vieram com duas conclusões precisas sobre a terra de Israel. Por um lado, existem todos os tipos de frutas, ou seja, todos os tipos de compreensão: tudo que você pode imaginar e até bilhões de vezes maiores do que o que temos hoje, assim como a geração da Idade Média não podia imaginar a vida em nossa geração. Por outro lado, eles não tinham poderes, nem condições prévias, nem entendimento, nem moral ou intelecto. Eles não podiam alcançar os estados de realização, uma vez que não estavam preparados para eles.

Isso é realmente o que aconteceu, porque os espiões pertenciam à geração do deserto que viveu onde não havia nada e onde tinham que tentar estar numa conexão forte e mútua para avançar. Mas, quando eles entraram na terra de Israel, enfrentaram seu egoísmo interno, que os tratou com desrespeito, como o Faraó. Ele reapareceu entre eles e novamente os obrigou a conquistá-lo, porque a terra de Israel é baseada na conquista do Faraó.

O êxodo do Egito é apenas a fuga do Faraó, e durante os 40 anos de peregrinação no deserto, nós o neutralizamos. Agora, porém, precisamos tirar esse animal de sua toca e começar a restringi-lo, de modo que, domesticando-o, ele realizará todos os nossos pedidos. Isso parece ser absolutamente impossível!

Quando os espiões olham para todo esse horror, esquecem que existe uma força superior que planeja tudo e que eles devem avançar de acordo com esta força e ser uma como uma criança pequena segurando a mão de um adulto, não temendo nada. Os espiões não poderiam levar isso em conta, porque estavam aterrorizados com a grandeza que tinham que atingir, do infinito e incerteza revelado a eles pelo espaço infinito. Quando uma pessoa sente que não há limites, ela se sente perdida.

Quando uma pessoa está numa determinada estrutura, em certos limites, sente que tudo é simples, fácil e gratuito. Mas se ela transcende esses limites, perde a capacidade de pesar as coisas e encontrar o seu caminho de volta. Isso é muito assustador para aqueles que atingem um estado mais sublime. Portanto, cada pessoa que está prestes a entrar na terra de Israel – a correção do egoísmo para amor e doação, e a inclinação do ego em direção ao Criador – experimenta tais sentimentos.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 08/04/15

Bactérias Chegam A Um Acordo Pelo Bem Maior

Dr. Michael LaitmanNas Notícias: (ucsdnews.ucsd.ed): “Longe de serem egoístas, organismos cujo único objetivo é o de maximizar sua própria reprodução, as bactérias em grandes comunidades trabalham pelo bem maior ao resolver um conflito social entre os indivíduos para melhorar a sobrevivência de toda a sua comunidade.

“Acontece que, assim como as sociedades humanas, as comunidades bacterianas se beneficiam quando podem equilibrar necessidades opostas dentro do grupo.

“A descoberta desse comportamento incomum entre bactérias em grandes comunidades, não vem de qualquer altruísmo inerente entre as bactérias. Em vez disso, “emerge” espontaneamente da comunidade onde as bactérias crescem.

“‘É um exemplo do que chamamos ‘fenômenos emergentes’, explicou Gürol Suel, um professor associado de biologia molecular na UC San Diego que liderou a pesquisa. ‘Fenômenos emergentes são processos que não podemos observar ou entender se você está estudando indivíduos. Você só pode entender o processo se olhar para o coletivo’.

“Suel e seus colegas observaram esse fenômeno incomum ao medir cuidadosamente o crescimento de uma comunidade microbiana chamada de ‘biofilme’. Tais comunidades de bactérias e outros microorganismos formam estruturas finas sobre superfícies – tais como o tártaro que se desenvolve nos dentes – que são altamente resistentes aos produtos químicos e antibióticos.

“Os biólogos da UC San Diego descobriram que quando a comunidade biofilme atingia um determinado tamanho, ela de repente começava a oscilar em seu crescimento. Ao complementar as suas experiências com modelagem matemática, os pesquisadores descobriram que essas oscilações resolvia um conflito social entre as células individuais que estavam cooperando, mas que também tinham que competir por comida. A razão destes biofilmes serem tão resistentes é que os indivíduos dentro da comunidade conseguem resolver este conflito interno através da coordenação das suas atividades no espaço e no tempo.

“O conflito é basicamente esse: bactérias na borda externa do biofilme são as mais vulneráveis ​​dentro de sua comunidade a ataques químicos e antibióticos. Ao mesmo tempo, elas também proporcionam uma proteção para as células interiores. Mas as bactérias na borda externa estão mais próximas de nutrientes necessários para o crescimento. Portanto, se eles crescerem sem controle, podem consumir todos os alimentos e matar de fome as células internas abrigadas.

“Mas isso não acontece, porque o biofilme desenvolve uma solução engenhosa para esse problema que os cientistas chamam de ‘co-dependência’ metabólica. Basicamente, as células internas produzem um metabolito necessário para o crescimento das bactérias externas. Isto proporciona às células internas a capacidade de frear periodicamente o crescimento das células externas, que de outra forma consumiriam todos os alimentos e matariam de fome as células que elas estão protegendo do ataque. Ao impedir periodicamente o crescimento na periferia, as células internas garantem que tenham acesso suficiente aos nutrientes. Ao manter vivas as células internas protegidas, o biofilme tem uma probabilidade muito maior de sobreviver ao tratamento antibiótico.

“Essa estratégia permite que bactérias com necessidades conflitantes se revezem, como motoristas que se aproximam de um cruzamento de diferentes direções. De várias formas, o conflito social interno nas comunidades bacterianas não é diferente de conflitos que grupos opostos de indivíduos devem resolver a fim de manter nações ou comunidades bem-sucedidas.

“‘O conflito social que estudamos é diretamente aplicável aos conflitos que surgem nas sociedades humanas’, acrescentou Suel. ‘Todos nós enfrentamos o dilema social onde ao apoiar outros, até mesmo os nossos concorrentes, podemos tornar a nossa sociedade mais forte. Nós podemos ser capazes de aprender mais sobre como resolver nossos próprios conflitos sociais ao estudar sociedades bacterianas'”.

Meu Comentário: É o mesmo egoísmo universal que força os inimigos a alcançar um acordo a fim de não “se perderem sozinhos”. Tudo acontece no nível do nosso mundo, por isso não é de se admirar que um comportamento egoísta e inconsciente como este entre as bactérias é claramente representado em cada conexão de elementos egoístas, tais como átomos na matéria inanimada, por exemplo.

Toda a matéria é egoísta, de modo que todas as suas conexões não são mais do que a mesma conexão egoísta, mas num nível superior. Enquanto que a união espiritual, que é ainda mais elevada, não acontece por causa do benefício egoísta, mas acima do cálculo egoísta e por causa de um princípio superior, o Criador. Este princípio mais elevado, é percebido e entendido apenas por uma pessoa que tenha recebido uma característica única chamada de ponto no coração, e somente sob a influência da força superior, a Ohr Makif (Luz Circundante), a Luz que Reforma.

A Unidade É O Propósito Da Evolução Na Natureza

Laitman_101Se a humanidade não aceitar o método de conexão que a sabedoria da Cabalá está oferecendo, ela vai simplesmente entrar em colapso. No final, nós ainda vamos perceber a necessidade da unidade, mas à custa de golpes terríveis.

É como filhos que não querem ouvir seus pais que imploram que sejam amigáveis entre si. Depois de muitas brigas e contusões, eles vão gradualmente compreender que é impossível brincar e se desenvolver sozinhos e vão andar no caminho certo.

Mas tal caminho para a conexão é chamado de caminho do sofrimento. A sabedoria da Cabalá nos adverte que esse caminho envolve guerras nucleares mundiais, um enorme sofrimento, fome e epidemias. A falta da nossa conexão evoca tais mudanças no clima do planeta, de modo que em breve haverá outra idade do gelo. Os Cabalistas nos dizem que se a humanidade não quiser se unir voluntariamente, terão que fazê-lo de qualquer forma, mas apenas com um pequeno punhado de pessoas que sobreviverem depois de todos esses acontecimentos terríveis, e elas finalmente chegarão à unificação.

O fato é que a unidade é o objetivo de toda a evolução da natureza, não apenas as pessoas. Todas as formas da natureza precisam se conectar num todo harmonioso. Em todas as partes da natureza (nas pedras, plantas, animais e pessoas) a harmonia deve prevalecer de tal forma que todos estes níveis se complementem e apoiem. Está escrito nos Profetas que, no final da correção do mundo, o lobo habitará em paz com o cordeiro, e um menino pequeno os conduzirá.

Tendo alcançado tal harmonia, unidade, conexão e equilíbrio, este mundo vai se transformar da multiplicidade de diferentes partes num único organismo. E um corpo que se sente como um todo começa a sentir um nível superior de sua existência que é chamado de Criador, de força superior. O nível superior da natureza contém um programa, como se fosse um computador grande, um cérebro que nos opera e nos leva à unidade e conexão, seja por meio do caminho de sofrimento, ou devido à nossa união voluntária.

A primeira vez que a humanidade começou a sentir a necessidade do método de unificação foi na antiga Babilônia. Até então, a unidade era natural, uma vez que eles viviam como uma nação compartilhando tudo. Embora houvesse muitas comunidades, grupos étnicos e clãs familiares diferentes nesta nação antiga, todos viviam em paz e harmonia. O egoísmo era muito pequeno.

Mas, depois, o egoísmo cresceu de repente, e eles começaram a sentir como estavam divididos e quanto careciam de unidade. Assim, eles entenderam a necessidade de um método de conexão. Tudo isso aconteceu há cerca de 3500 anos. Parte dos babilônios sentiu a necessidade deste método, e desde então a sabedoria da Cabalá, explica como fazer isso, tornou-se revelada.

Da Convenção Em Guadalajara “Um Coração Para Todos”, 17/07/15, “Lição Preparatória”

O Naufrágio Da Ciência: O Orgulho Passado Da Humanidade

laitman_538Pergunta: Por que a natureza não nos proteger do abuso das ciências externas como a sabedoria da Cabalá é protegida, de modo que não possa ser abusada?

Resposta: É porque a sabedoria da Cabalá está além do Machsom (barreira), para além da fronteira com o mundo espiritual. Se você transcende o Machsom, você pode chegar perto dessa sabedoria e usá-la, mas apenas na medida em que adquire um Masach (tela). Mas você não precisa de um Masach para utilizar todas as ciências externas. Portanto, por que não é proibido o uso de todas as ciências externas do jeito que está proibido de usar a sabedoria da Cabalá?

Nossos sábios restringiram-se e proibiram a disseminação da sabedoria entre as pessoas. Por que não havia uma restrição tão natural para começar? Por que uma pessoa não pode usar as forças da natureza segundo o seu desenvolvimento espiritual e mental? Se houvesse uma proibição desse tipo, nunca poderíamos alcançar o reconhecimento do mal, que é o propósito da existência de nosso mundo. Nós temos que permitir certa liberdade ao ego para que as pessoas que estão imersas nele descubram o mal em sua existência e desejem subir acima dele.

Se o ego fosse limitado, uma pessoa não teria nenhuma escolha e não poderia alcançar o reconhecimento do mal. Não haveria nada que pudéssemos fazer em tal mundo. Imagine que não poderíamos fazer nada de ruim; nesse caso, seria impossível alcançar o reconhecimento do mal. Nós gostaríamos de viver como animais; como todos os outros níveis da natureza.

Uma pessoa em nosso mundo é diferente de todo o resto da natureza, porque usa a sua força do mal para alcançar conquistas científicas. A força do mal está em seu coração, ou seja, em seu egoísmo, e através do desenvolvimento da ciência ela o utiliza para o bem de seu ego, porque o desejo de receber vem antes da mente e controla a mente. Esta é a razão que, se uma pessoa tem uma má vontade, sua mente também se torna má e ela pensa sobre como pode usar a ciência para seu próprio benefício pessoal, como se para seu próprio bem, mas na verdade, é para prejudicar os outros.

O propósito do desenvolvimento das ciências externas é alcançar o reconhecimento do mal. É exatamente para isso que nós existimos: para perceber que nunca vamos chegar a uma boa vida através da ciência ou primando em alguma coisa. Este é o significado do reconhecimento do mal, quando descobrimos que todo fenômeno realmente nos prejudica porque nós o utilizamos egoisticamente e não podemos fazer de outra maneira.

A ciência tem sido sempre o orgulho da humanidade porque a temos desenvolvido por nós mesmos e ela é o fruto da nossa inteligência, do nosso desenvolvimento interno, tanto espiritual e mental. Isto distingue o homem dos animais. Mas, de repente, descobre-se que a ciência realmente nos torna pobres miseráveis ​​criaturas, abaixo do nível animal. Isso é chamado de reconhecimento do mal, um resultado que não podemos acreditar. Depois de todos os grandes esforços que fizemos por eras, na esperança de sermos capazes de controlar a nós mesmos e a natureza, encontramo-nos humilhados pelo mal em nós.

Eu sinto que um burro se senta no meu pescoço e que eu o carrego em cima de mim. Esta é a razão de não querermos mais nos desenvolver e nos sentirmos decepcionados. Não consideramos cientistas e filósofos com o mesmo respeito que tínhamos por eles no passado. Não há mais nada de sagrado e nenhuma autoridade para o homem moderno, e nós intencionalmente ignoramos qualquer coisa que pertença ao nível humano, mesmo que sejam músicos e escritores. Nós não nos importamos com nada, porque estamos decepcionados com tudo e por isso não esperamos nada do nosso desenvolvimento, exceto mal.

Este é o sentimento que agora está se espalhando na humanidade. Ninguém mais é impressionado com diferentes graus acadêmicos como doutorados em ciência, professores ou títulos como o de presidente. Não há mais respeito por qualquer posição e isso é realmente uma coisa boa, porque é sinal de que finalmente alcançamos o discernimento certo e percebemos que temos usado todas as boas ferramentas à nossa disposição, a fim de chegarmos ao menor nível possível.

Os jovens de hoje não querem estudar, trabalhar, ou assumir qualquer responsabilidade. Noventa e nove por cento deles prefere não se levantar do sofá enquanto alguém liga a TV para eles e os alimenta. Isso é uma coisa boa e natural, porque é assim que chegamos ao reconhecimento do mal.

Existem dois períodos no desenvolvimento da ciência: o primeiro período em que nossos sábios esconderam a sabedoria; um período que durou até os séculos XVI e XVII, até a era da iluminação. Depois, a sabedoria da Cabalá saiu de seu esconderijo e após o ARI o mundo inteiro começou a acordar. Chegou a hora de avançar cada vez mais rápido até que tenhamos atingido a crise atual.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 09/03/14, Escritos do Baal HaSulam

Amor Sem Condições

Dr. Michael LaitmanO verdadeiro amor não tem nada a ver com sexo ou gênero, mas para chegar a ele, precisamos de uma preparação séria.

Afinal, precisamos aprender a abrir o coração, sentir o coração de outra pessoa, e subir acima de nossos próprios interesses, a fim de introduzir o desejo de nosso amigo, seja qual for o desejo.

Aqui não importa quem seja essa outra pessoa, se homem ou mulher. Eu preciso subir acima do meu egoísmo, que anseia desfrutar o mundo inteiro e, em vez disso, eu prefiro prover o mundo inteiro com prazer.

Se esse é o significado do amor, surge uma pergunta: Será que o amor ainda existe em nosso mundo? Não! O amor só existe no mundo superior, ao qual nós ascendemos acima dos nossos cálculos egoístas e começamos a satisfazer o outro e desfrutar a alegria mútua.

Eu sou capaz de apreciar o fato de que estou satisfazendo oito bilhões de pessoas? Está escrito: “ame o outro como a si mesmo”. Isto é, eu preciso amar os outros mais do que eu mesmo, e da mesma forma que eu atualmente me amo mais do que outros. É por isso que precisamos de uma força que seja superior à nossa natureza, que seja capaz de corrigir a nossa natureza e possa nos ajudar a alcançar o verdadeiro amor.

A Natureza me criou e incutiu em mim um desejo egoísta de amar a mim mesmo. Agora eu estou exigindo minha própria correção desta natureza, o Criador. Eu quero me corrigir de tal forma que possa a amar o outro sem qualquer interesse pessoal, independentemente de se eu me sinto bem ou mal com isso, e estar acima dele.

Visto que eu sou atualmente um completo egoísta, quero que os outros me tratem com esse tipo de amor e me amem do jeito que eu sou, com todas as minhas falhas e egoísmo. Portanto, eu deveria amar os outros com tal amor sem quaisquer condições.

Resposta: Mas eu não quero!

Meu Comentário: É por isso que você precisa de correção. Você vai descobrir em seu amigo as propriedades e ações mais desagradáveis ​​com relação a você e seus entes queridos, e, no entanto, vai amá-lo. O amor verdadeiro exige a correção completa e cobre todos os crimes.

De KabTV “Uma Nova Vida” 30/07/15

O Mundo Está No Limiar De Uma Nova Era De Desenvolvimento

Pergunta: Por que tanto ódio foi revelado no mundo ultimamente?

Resposta: É porque o nosso egoísmo está desenvolvendo-se muito intensamente, exponencialmente, e ultimamente ele está crescendo numa curva ascendente proeminente, sem precedentes. Cada momento é radicalmente diferente, em sua natureza, de seu antecessor, e a aceleração e profundidade da descoberta do egoísmo é a principal característica da natureza.

Por isso, não é de surpreender que o egoísmo continuará a ser descoberto mais profundamente, de forma clara, e de forma aguda. As pessoas começarão a exigir descaradamente o que é delas, sabendo exatamente o que querem. E mesmo que elas entendam que elas não terão sucesso em alcançar qualquer coisa, com todo o seu poder, insistirão que é delas. O ego forçará a pessoa a ser rígida e pouco razoável, mesmo que todo mundo comece a convencer-se de suas demandas inadequadas. E é assim que será para cada um de nós. [Leia mais →]

Qual É A Nação Mais Feliz Do Mundo?

laitman_228Pergunta: Qual é a nação mais feliz do mundo?

Resposta: O povo mais feliz são os Papuas (habitantes da Nova Guiné), que andam por aí seminus e não pensam em nada, mas caçam para comer. É dito em Pirkei Avot: “Aquele que tem mais recursos tem mais preocupações”, e “quanto mais você sabe, mais você sofre”.

Pergunta: Como podemos nos tornar a nação mais feliz do mundo?

Resposta: A nação mais feliz é a nação que estiver em concordância com o plano da criação: avançando no mesmo ritmo, no mesmo sentido, de acordo com as instruções vindas de cima que se espalham na natureza e que a natureza cumpre em nós. Se nos anteciparmos às instruções de cima e as cumprirmos compreendendo-as, a natureza não vai nos pressionar e não vai nos empurrar por trás e ser forçada a colocar obstáculos diante de nós. Nesse caso, vamos viver o paraíso na terra: um clima maravilhoso, uma maravilhosa sociedade socialista, com abundância, vida uma livre de doenças, tudo que podemos desejar! Vamos ver que as pessoas ficam felizes em nos encontrar e teremos o maior prazer de conhecê-las, e tudo vai ficar equilibrado. A Natureza, que é totalmente equilibrada em todas as suas partes, é o paraíso na terra.

No entanto, tudo isso só pode ser realizado se compreendermos como a lei superior é cumprida, como ela nos pressiona sistematicamente e nos leva a algum lugar, e se começarmos a mudar por nós mesmos antes que ela traga a influência superior sobre nós. Por isso se diz na Torá, que o Criador criou o ego que deve nos empurrar para a frente, mas se usarmos a força chamada Torá ou a Luz da correção de cima, além do ego, seremos capazes de corrigir o ego com ela com antecedência, e, portanto, não vamos sentir quaisquer impulsos ou pressões negativas nele, mas apenas positivas. Você vai realmente procurar como usar e satisfazer o ego por si mesmo, a fim de avançar de forma independente. Isso é chamado de liberdade!

Mas não é a mesma liberdade quando você não sabe o que fazer e pula em todas as direções como uma criança que corre ao redor de uma sala. Liberdade significa compreender o pensamento da criação, compreender seu objetivo maravilhoso, quando você pode avançar em direção a ela de forma independente, por si mesmo, e não sendo estimulado a fazer isso.

De KabTV “Conversas com Michael Laitman” de KabTV 8/5/15

Em Harmonia Entre Bem E Mal

laitman_557Pergunta: Todo mundo está muito familiarizado com os conceitos opostos, tais como luz e trevas, amor e ódio, e outras teorias sobre a existência humana. Estes prós e contras são realmente necessários?

Resposta: A questão é que nós existimos apenas na força negativa, como está escrito: “Eu criei a inclinação ao mal; Eu criei a Torá como tempero”. A Torá é uma luz especial que é o oposto do ego, a qual podemos atrair e, assim, equilibrar o egoísmo.

Infelizmente, nós não fazemos isso e esta é a razão do nosso mundo só existir sob a influência da força egoísta negativa. Nós temos que complementar a nossa natureza ao descobrir a outra força positiva que não faz parte do nosso mundo.

Nosso mundo avança apenas pela força do ego, enquanto nós temos que atrair a força positiva que equilibra isso com a ajuda da sabedoria da Cabala. Então, no equilíbrio e harmonia entre as duas forças, vamos começar a sentir o mundo superior, o que significa o próximo nível de reconhecimento e realização de nossa existência. É assim que podemos alcançar um estado que está além do nosso corpo, que é chamado de existência na alma. Nosso corpo, por outro lado, é uma forma de existência apenas em nosso atributo egoísta.

De uma Entrevista na RTN, Nova Iorque, 21/07/150

Relações Sociais Moldam A Pessoa

Laitman_115_06Os seres humanos começaram a se desenvolver do nível animal, não porque começaram a andar sobre duas pernas centenas de milhares de anos atrás, mas porque começaram a desenvolver as relações sociais. Estas foram relações não só dentro de seu bando, família ou tribo, onde eles sentiam que todos estavam tão perto deles como sentiam a si mesmos. Eles verdadeiramente começaram a sentir os outros e desenvolveram uma conexão com eles.

Algo assim não existe entre os animais. Eles vivem em famílias e bandos, mas não há nenhuma conexão entre os diferentes bandos. E os seres humanos se desenvolveram para além das conexões familiares. Esta conexão é egoísta, natural, e através desta conexão é possível explorar os outros, tanto quanto possível; eu exploro você e você me explora. Tudo depende do benefício que eu posso extrair da conexão. Você pode pegar uma pessoa e devorá-la, transformá-la num escravo, tomar sua propriedade e matá-la se ela resistir, ou pode fazer uma aliança com ela. Todas as relações egoístas têm existido até hoje. Não há diferença entre o que era há milhares de anos e o que existe hoje, esta é a mesma forma de comportamento para explorar ao máximo os outros para meu benefício ou em benefício da minha tribo, povo ou nação.

É assim que sempre foi e é assim que é hoje também. Mas agora chegamos a um ponto muito interessante na história que ainda não foi descoberto. Ele desperta intensa pressão, dor e situações trágicas cujo propósito é despertar esse ponto.

Todas as famílias, tribos, bandos, nações e povos que estavam anteriormente separados, de repente estão começando a sentir que estão conectados uns com os outros e dependem uns dos outros. E esta dependência os obriga a se comportar de forma diferente. Por um lado, de um ponto de vista egoísta, eu gostaria de explorar todos. Mas, por outro lado, entendo que dependo deles e preciso de todos.

Por enquanto, este é apenas o início do desenvolvimento. Mas, em última análise, vamos chegar a uma situação em que a pessoa vai ser forçada a aceitar todos como uma família, o que significa que vai ver o quanto depende deles, mesmo que o ego não desapareça, como acontece numa família real.

Nós não sentimos uma intenção egoísta em relação às pessoas que estão perto de nós; pelo contrário, queremos fazer tudo em seu benefício. Nós nos comportamos muito bem com eles, pois sentimos que eles são partes próximas de nós como se fôssemos um corpo,

Portanto, o que vamos fazer, se, por um lado, a mente nos disser que estranhos estão perto de nós e que nós dependemos deles cem por cento, e, por outro lado, o ego ainda não desapareceu, como acontece em uma família? Nós ficamos entre duas forças opostas. Uma força me manda amar os outros! E a segunda força se vira e diz que eu odeio os outros! O que pode ser feito quando há uma divisão como essa?

No âmbito do nosso mundo não há nada ser feito e isso é uma grande tragédia! Às vezes isso acontece numa família, e não há nada para corrigir. Este é um conflito insolúvel como os comandos que Abraão recebeu do Criador: “Por meio de Isaac a sua descendência será chamada e agora você deve trazê-lo para o sacrifício. E Deus disse a Abraão: Não te pareça mal aos teus olhos acerca do moço e acerca da tua serva; em tudo o que Sara te diz, ouve a sua voz; porque em Isaac será chamada a tua descendência” (Gênesis 21:12).

“E Ele disse: Toma agora o teu filho, o teu único filho, Isaac, a quem amas, e vai-te à terra de Moriá, e oferece-o ali em holocausto sobre uma das montanhas, que Eu te direi”(Gênesis 22: 2).

Se isso acontece numa família, não é terrível, é possível se dar bem e resolver o conflito. Mas o que deve ser feito se o nosso desenvolvimento natural nos leva a um conflito como este, onde a nossa vida depende da capacidade de se aproximar dos outros tanto que nos tornamos um só corpo, como um homem com um coração?

Toda a nossa sociedade, toda a nossa civilização de sete bilhões terá que chegar a essa descoberta. O ego está me perturbando e não possibilita que eu me aproxime dos outros, e, por outro lado, eu dependo deles cem por cento.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 25/03/14

A “Multidão Mista” No Trabalho Espiritual

Dr. Michael LaitmanA Torá, “Números”, 11:5: Nós nos lembramos dos peixes que comíamos de graça no Egito, e também dos pepinos, das melancias, dos alhos porós, das cebolas e dos alhos.

Pergunta: Por que a memória do que eles comeram no Egito surge de repente?

Resposta: O povo exigiu o que iria satisfazer o seu ego. Para isso, MAN era o alimento espiritual, a realização espiritual do qual eu dou quando satisfaço e me volto a alguém. Mas quando desejos egoístas surgem em mim, eu começo a sentir sua necessidade da mesma forma que eles existem nestes desejos, o que significa que o povo realmente queria a Luz da satisfação nesses desejos, a Luz de Haya e Yechida, que simboliza a carne. Eles estavam, aparentemente, dizendo: “Nós não temos nenhuma necessidade de realização espiritual, exigimos carne”, ou seja, o que estava no ego. Surgiram desejos egoístas neles chamados de “multidão mista” (multidão misturada).

Mas esses desejos surgem especificamente numa pessoa a partir da perspectiva de seu trabalho espiritual, convencendo-a, “Você não tem nenhuma necessidade disso; você pode ter tudo isso agora se for em outra direção. Nós lhe prometemos tanto o mundo vindouro e tudo o que você quer. Aqui, pegue este livro, realize o que está escrito nele e tudo vai ficar bem. Você não precisa trabalhar em si mesma”.

Os desejos da “multidão mista” obrigam a pessoa a examinar se ela está realizando corretamente as Mitzvot (mandamentos) deste mundo. Eles convocam a pessoa a manter a Torá com a ajuda de ações físicas, em vez de corrigir a sua alma, suas relações com os outros.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 11/02/15