Textos na Categoria 'Egoísmo'

Conectando Para o Bem

Hoje, chegamos ao limite do nosso desenvolvimento egoísta concluindo a nossa velha história de mil anos, e é por isso que a humanidade está passando por crises em todas as áreas da vida. Nós não vemos para onde ir mais e o que mais há para fazer, daí, o mundo está caindo na depressão e no abuso de drogas.

E é aí que a sabedoria da Cabala chega. Ela estava esperando para ser revelada precisamente no final de século 20, como descrito no Livro do Zohar e outros textos cabalísticos. Isso está acontecendo hoje, ou seja, quando todo mundo entende ou começa a sentir que chegou a um beco sem saída já que o nosso egoísmo não tem direção para crescer.

Se o egoísmo continuasse a se desenvolver, estaríamos correndo atrás dele sem um pensamento como temos feito durante todas as vidas anteriores, toda a nossa história, cada novo tempo tentando alcançar algo, ganhar, melhorar por causa de uma casa, família, filhos, carreira, e assim por diante. Cada geração é como uma linha de soldados que se deslocam de vida em vida, de encarnação a encarnação.
Ao longo destes ciclos de vida, não se cansam de correr atrás do nosso ego, pois o nosso desejo nos levou a fazê-lo. Não importa que era inútil e que tínhamos feito isso antes e muitas vezes. Nós continuamos correndo e fazendo o que o ego queria que fizéssemos. [Leia mais →]

As Janelas De Sua Casa

Rabash, “Façam-os Felizes Com um Edifício Completo”: Se uma pessoa deseja construir uma casa para o Criador, ela constrói uma estrutura perfeita, pois o Criador é perfeito. … E o Criador lhes dará alegria, a Luz da fé, para que eles possam concluir seu trabalho.

Nossa fundação, a matéria que somos feitos é Malchut, o desejo de receber prazer (desejo). Nós temos que usá-lo como material de construção para tudo, porque não temos qualquer outro. Se recebermos o poder do nosso egoísmo, vamos construir “estruturas”, semelhante à da Torre de Babel ou nas cidades de Pitom e Ramsés. Os edifícios saiam alto e bonito, mas no final, não nos agradam, porque vamos encontrá-los vazios.

É assim que a humanidade vem edificando-se durante séculos até hoje, quando na fase final do desenvolvimento histórico da humanidade, temos percebido que tudo aquilo que construímos não nos faz felizes por mais tempo. Sim, temos construído muito, mas tudo é vazio e carece de verdade e realização de conteúdo. Rodeados por nossas criações, nos sentimos mais desesperada do que nunca. [Leia mais →]

Escravizado Por Sua Própria Natureza

Dr. Michael LaitmanSe a pessoa é preenchida com um grande prazer, então é como se ela se dissolvesse nele, sendo completamente dominada por ele, como um robô, disposta a fazer qualquer coisa que esse prazer lhe exija. E ela não pode fazer nada contra isso.

Cada pessoa tem um determinado limiar de tolerância ou um limite até onde consegue suportar o prazer ou tolerar o sofrimento. Uma vez que o prazer ou o sofrimento excedem esse limite, eles podem escravizá-la completamente. A pessoa só é capaz de se opor a eles dentro de uma faixa muito estreita de sensibilidade e, mesmo assim, ela só pode fazê-lo quando é capaz de proteger-se deles de alguma forma. Que proteção é essa? É quando ela entende que não deve ceder à tentação, tanto do lado bom quanto do ruim.

Caso contrário, o prazer e o sofrimento irão dominá-la completamente, porque a pessoa é criada a partir de um material cuja base é o desejo de aproveitar. Portanto, é óbvio que eles podem facilmente fazer qualquer coisa com ela.

Da Lição sobre o Shamati em 19/11/10

Mudando Nossa Natureza

Dr. Michael LaitmanA natureza humana é completamente egoísta. É por isso que a pessoa não consegue transformá-la por conta própria e precisa de uma força externa para mudá-la. Esta força só pode ser evocada pelo estudo da sabedoria da Cabala no grupo.

“Na verdade, eu admito que essa é uma coisa muito difícil. A pessoa não consegue mudar a natureza da sua própria criação, que é apenas receber para si, muito menos inverter a natureza de um de um extremo ao outro, ou seja, não receber nada para si, mas sim agir apenas para doar.

No entanto, é por isso que o Criador nos deu a Torá (a sabedoria da Cabala) e Mitzvot (ações no grupo), as quais devemos fazer apenas para dar contentamento ao Criador. “ (Baal HaSulam, “Um Discurso para a Conclusão do Livro do Zohar”)

Instruções Sobre Como “Conservar” O Egoísmo

Dr. Michael LaitmanO Livro do Zohar, Introdução, Capítulo “BeLaila DeKala (Na Noite da Noiva)“: … a Sitra Achra tem apenas uma fina luz da iluminação de Malchut. Essa é considerada Shoresh (raiz), e é suficiente para a persistência das Klipot… Esta Shoresh também é chamada de “um fio fino”, isto é, uma fina raiz para os pecados. Está escrito sobre ela: “À primeira vista, assemelha-se a teia de aranha, e mais tarde torna-se como cordas de uma carruagem”.

As Klipot são Kelim (vasos) que ainda somos incapazes de corrigir através da intenção de doar. Nós estamos falando de desejos muito poderosos e importantes, nos quais as maiores Luzes serão posteriormente reveladas, na correção final. Em princípio, nós não temos a possibilidade de fazer qualquer coisa com o desejo por prazer. Nós só podemos separar seus componentes e decidir com qual deles somos capazes de trabalhar em várias condições.

Quanto ao resto dos desejos, nós devemos “enlatá-los” (fazer conserva) e constantemente guardá-los, de modo que não escapem e nos ataquem. Todos os inimigos de Israel, isto é, aqueles que odeiam a aspirar “direto ao Criador”, são exatamente os grandes desejos egoístas que ainda não podemos corrigir. A Torá os denomina as nações que nunca deixarão Israel existir.

Naturalmente, nós entendemos que suas guerras são o despertar do egoísmo, o qual é para o benefício da pessoa. Elas permitem-lhe discernir seus desejos não corrigidos e “matá-los”, ou seja, encontrar sempre novas partes neles que possam ser corrigidas e ligadas a ela para serem usadas em prol da doação.

Assim, nós precisamos nos preocupar com as partes egoístas do desejo que ainda não estão sujeitas à correção. Devemos apoiar a sua existência e executar um trabalho espiritual especial em prol delas.

Afinal, eu as sinto dentro de mim. Não basta simplesmente cortá-las e não usá-las. Na fase atual eu as corrijo dando-lhes uma pequena iluminação, designada pela letra Kuf (ק), cuja parte inferior desce abaixo da linha, trazendo um fino brilho para os mundos de BYA e para as Klipot que estão lá.

O mesmo ocorre quando uma pessoa doente está ligada a uma máquina de suporte de vida na sala de emergência. Não que eu finja que estes desejos não existam em mim, mas, pelo contrário, eu admito que eles existam e eu os governo. Acontece que eles dependem de mim, porque neles eu carrego uma pequena centelha de vida.

Nós precisamos da Klipa porque, como uma casca, ela protege a fruta durante o seu período de amadurecimento. Sem essas ações nós não somos capazes de começar a corrigir Malchut.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabala 18/11/10, O Zohar

Este É Meu Faraó Sofrendo

Nós adquirimos algo grande e precioso durante a Convenção: Nós descobrimos pela primeira vez que o faraó está sentado dentro de nós e nos odeia, e nós temos que nos livrarmos dele, fugir, sair do Egito … mas somos incapazes disso.

Nós nunca teríamos percebido que devíamos fugir dele. Esperávamos que pudessemos revelar a espiritualidade em nosso egoísmo, no “Egito”. Mas nós nem sequer pensamos que este é “o Egito.” Agora estamos começando a compreender que é necessário libertar-se dele.

Nosso egoísmo, o faraó, recebeu um golpe, e esta decepção passou por ele. vemos que temos que nos distanciar do desejo em que se revelam decepção e amargura.

Agora, no entanto, se não tivéssemos saído completamente até o fim, não sentiríamos a  decepção; teríamos percebido que, realmente, alguma coisa está parada em nós. Não há meio termo na espiritualidade, nós temos que ir até o fim.

Daí, agora algumas sensações novas têm se manifestado em nós. Essa mesma decepção, a força da dor que sinto agora (já que investimos tanto esforço, tínhamos tantas esperanças, e nada aconteceu) é o meu Faraó, que recebeu uma surra e agora está sofrendo.

No entanto, o Faraó tem que sentir os espancamentos pois, caso contrário não seremos capazes de fugir dele. Na verdade, corremos apenas do mal.

Se eu revelar o meu desejo egoísta, a minha natureza, como o mal, eu quero fugir dela. E, talvez, eu vou ter que experimentar mais golpes antes de decidir que eu devo fazer isso. Eu literalmente tenho que sair da minha pele, sair so meu “corpo.” Isto é chamado o Faraó está recebendo golpes, as “dez pragas do Egito”.

Nós conseguimos isso somente porque temos, no entanto, uniãoentre nós. Um é sempre revelado contra os outros, como se diz, “Na tua Luz veremos a Luz.” Graças a esta unificação e nossa preparação, nós percebemos que nós sofremos por causa de nossa natureza egoísta. E isso é uma grande conquista!

Milhões de pessoas que participaram da Convenção praticamente estavam juntas conosco. Elas também passaram pelos mesmos estados.
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Da Lição Diária de Cabala de 12/11/10

Aprendendo A Usar O Faraó

Pergunta: Eu tentei muito atravessar a Machsom (a barreira que nos separa da espiritualidade), mas o Faraó sempre vence. A certa altura, eu perco a fé e me uno com o grupo apenas por hábito, não tenho aspiração genuína. Isso me deixa irritado. O que devo fazer agora? Pedir ao Faraó que me deixe passar para o Criador?

Resposta: Não, você deve vencê-lo. Ele te odeia e não o deixará passar para o Criador. Ele está de pé entre vocês dois.

É preciso entender que o próprio Criador pôs o Faraó diante de você. A fim de desenvolver um desejo correto e forte em você, ele colocou um obstáculo especial em seu caminho. Este obstáculo, o egoísmo, o próprio Faraó, “esculpe” você faz um novo tipo de luta, uma nova aspiração poderosa para o mundo espiritual fora de você. Se não fosse pelo Faraó, você não buscaria a espiritualidade. Você desejaria a realidade corporea assumindo que é a “espiritualidade”. [Leia mais →]

Ascender Ao Primeiro Nível

Dr. Michael LaitmanNa espiritualidade, se você não vai até o fim, você não está trabalhando com todo o seu desejo. Então, isso não tem relação com o seu progresso espiritual. No entanto, você nem sabe onde termina “todo o caminho”, qual é o seu máximo. Você só pode imaginá-lo de alguma forma.

Assim, nós chegamos a um estado em que desejamos revelar o mundo espiritual de forma plena – tudo o que podíamos imaginar. Com esta intenção máxima nós chegamos à Convenção. Nós queríamos isso e nada mais, de forma que os “céus fossem revelados”.

Mas, em vez disso, o que tornou-se revelado a nós? O quanto somos internamente incapazes de chegar até mesmo um centímetro mais perto dele! Nós não conseguimos aceitar a necessidade de nos unir, anular-nos.

Tão logo começamos a falar sobre a conexão entre nós, e o trabalho interior que devemos fazer, o nosso desejo imediatamente arrefece. Nós não estamos preparados para alcançar o mundo espiritual a tal preço!

Isso significa que nós havíamos entendido mal o Mundo Superior e não tínhamos percebido que ele era a qualidade de doação, acima do nosso egoísmo. No entanto, nós sentimos essa necessidade. Depois de três dias cheios de muitas ações interiores, saímos decepcionados. E essa decepção vem do fato de que somos incapazes e não desejamos alcançar a verdadeira espiritualidade. Nós desejamos permanecer com nossa definição de espiritualidade, como algo que é simplesmente bom, eterno e agradável, em nosssos atuais desejos egoístas.

O que nós revelamos? A linha esquerda, a nossa própria inclinação ao mal, o fato de que desejamos receber a espiritualidade dentro de nossos desejos egoístas, assim como no mundo material. Por que não a recebemos? Porque não é necessário receber algo na espiritualidade. Ela é aberta. Se você quiser doar, então vá em frente. Tudo é permitido e tudo é possível. Ninguém pode roubar isso de você.

Em outras palavras, dentro do nosso ego, nós revelamos que a nossa definição da espiritualidade estava incorreta. E isto nos será revelado em todos os 125 níveis! Agora, nós ainda não percebemos que nossa natureza é oposta à natureza espiritual, que somos incapazes de alcançá-la, e que só nos resta uma única oportunidade: apenas clamar ao Criador, pedir-Lhe. Esta já é a linha direita. Nós devemos nos elevar cima de nós mesmos e a linha do meio surgirá a partir disso.

No entanto, nós realizamos um grande trabalho. O desespero que tomou conta de nós, a dor e a futilidade que se revelou em nós, mostrou-nos a incapacidade de alcançarmos o mundo espiritual dentro de nossos desejos egoístas. Em essência, nós estávamos pedindo para que a espiritualidade fosse revelada precisamente no interior desses desejos, em vez dos desejos de doação. Agora, depois deste reconhecimento do mal, nós entraremos na linha direita, corrigiremos a nós mesmos e alcançaremos a linha média.

Portanto, o que realizamos na convenção é uma grande conquista. Na verdade, este já é o início do caminho espiritual. Isso nunca aconteceu em uma escala tão grande e no grande egoísmo da última geração. O Baal HaSulam escreve: “Eu estou contente com os pecadores que revelamos, porque a razão para isso é a” santidade do dia”.

Uma grande Luz tinha que verter do Alto, a fim de nos mostrar o quanto não desejamos e não somos capazes, quão opostos estamos em relação à espiritualidade, de que forma não queremos pensar na união e no amor entre nós. Tudo isso é a “santidade do dia”, porque nós nos unimos e, mesmo assim, desejávamos ascender espiritualmente em algum aspecto.

Nós revelamos o grau ou o desejo acima do qual devemos ascender. No entanto, por enquanto, nós não somos capazes de fazer isso, embora tenhamos de fazê-lo, a fim de ascender ao primeiro degrau da escada espiritual.

É por isso que eu estou muito feliz com os resultados da Convenção e espero sinceramente que, no futuro próximo, nós já tenhamos revelado todas as três linhas como a linha média.

Da Porção Semanal da Torá em 12/11/10

Nascimento: A Primeira Contração

Dr. Michael LaitmanNa convenção, nós tentamos atravessar a Machsom, a fim de nascer no mundo espiritual, adquirir um novo sentido e sentir o que há fora do desejo por prazer. Esta perceção é chamada externa porque destina-se à doação.

O que nós descobrimos é que isso é muito difícil. A pressão recebida imediatamente nos esfria, “congelando-nos”. Nós não a desejamos mais, pensando que somos incapazes disso. “Qualquer coisa menos isso, qualquer coisa menos a verdadeira união e o Mundo Superior que está dentro dela”.

Como resultado, as nossas expectativas não se concretizaram. O egoísmo (o Faraó) nos empurrou para trás. Isto permitiu-nos sentir um leve ódio por ele, a fim de revelarmos o nosso inimigo, para começarmos a compreender que, sem superá-lo, não nasceremos. O adversário foi identificado e nós o discernimos de forma cada vez mais clara.

Agora, nós devemos realizar várias ações análogas. Elas assumirão uma forma nova a cada vez, porque nada se repete na espiritualidade. Parecerá que as ações são as mesmas, mas elas serão sentidas de forma diferente, e no próximo estado nós não seremos mais capazes de reconhecer o estado anterior.

Nós estamos falando sobre as contrações do parto, chamado de “Tzirim” em hebraico, que é a mesma palavra para “dobradiça da porta”. O ventre da mãe onde nos encontramos, assemelha-se à forma da letra Mem (ם) final. Mem é Bina, que nos encerra entre duas portas. Em hebraico, a palavra “porta” é Delet. Em outras palavras, nós estamos entre duas letras Dalet (ד), que compõem a letra Mem.

Durante as contrações nós empurramos as portas, de modo que elas se abrirão deslizando as dobradiças. É assim que o feto empurra desde dentro para sair para fora. (Tzir é uma dobradiça, Tzirim são as dobradiças da porta, e Rehem é o útero, que vem da palavra Rahamim, a misericórdia, a qualidade de Bina).

O Faraó, o nosso egoísmo, obstrui o nosso nascimento, tendo sido deliberadamente criado pelo Criador a fim de exercer a pressão oposta, até que adquiramos um desejo forte o suficiente, até que nos tornemos dignos de ver e sentir o Criador, a realidade externa, e viver nela. Caso contrário, nos tornamos prematuros e não estamos prontos para o novo mundo. Acontece que o Faraó é uma boa força. Mesmo que ele nos pareça como um inimigo, na realidade, a sua oposição faz um desejo suficientemente forte em nós, a fim de abrirmos as portas do ventre e virmos para fora.

Nós começamos o trabalho que nos tirará do poder do Faraó, e eu estou muito feliz que tenhamos chegado a este estágio. Eu tenho esperado por isso há muito tempo.

Quanto maior a decepção e mais forte a oposição, mais profundo é o desespero depois que as expectativas da pessoa não forem correspondidas, e ela é lançada para trás. Esta é a melhor coisa para a pessoa, porque seu ódio pelo Faraó torna-se maior. Nós passamos por uma das contrações do parto. Mais algumas contrações e nasceremos para a Luz!

Vamos acelerar a velocidade; isso depende do nosso trabalho. Deixe a força com a qual nós estamos nos lançando para a frente, e as forças do Faraó que nos puxam para trás, unirem-se em um salto decisivo em direção ao nascimento!

Da lição sobre o artigo do Rabash 12/11/10

Depois Da Convenção: As Primeiras Conclusões

Dr. Michael LaitmanUm e-mail que recebi: Caro Dr. Laitman, eu acho que falo por muitos quando digo que estou dominado por uma grande desilusão. O que devo fazer com ela?

Resposta: No último dia da Convenção, eu ouvi que várias pessoas esperavam fazer a passagem para o mundo espiritual nesta Convenção, e, agora, elas estão dominadas pelo desespero total!

Eu vou dizer isso com sinceridade: Pessoalmente, eu estou surpreso com o resultado da convenção que recém acabou. E não é por causa da quantidade recorde de participantes ou da reação positiva da imprensa, mas pelas mudanças internas e o amadurecimento de cada participante e de todo grupo mundial. Pela primeira vez, as pessoas passaram por estados que não seriam capazes de passar individualmente. Discernimentos internos extremamente importantes ocorreram dentro delas.

Agora, sobre suas expectativas: Se o seu desejo fosse pela verdadeira espiritualidade, pela doação e o amor ao próximo, então você não experimentaria qualquer desespero, porque você sempre tem a oportunidade de doar e amar. Ninguém dá ou tira isso de você.

A primeira qualidade espiritual (Bina) é uma aspiração à Hafetz Hesed (estar acima do seu egoísmo), a sensação fora do seu desejo. Se você aspira a isso, então não lhe interessa qual estado você está, porque tudo vem do Criador e só Ele decide, de acordo com seu plano, o que acontecerá a todos e a cada um de vocês. A sua única reação a tudo deveria ser a alegria e o desejo de estar sob o poder do Criador, a qualidade de doação. A Machsom (barreira) é superada por aqueles que fogem de seu egoísmo e concordam com todas as condições para serem libertados dele, concordando em assumir a condição de “todos como um” (como um homem com um coração ou desejo) e da garantia mútua, “um por todos e todos por um”.

Nenhum de nós tem o poder de desprender-se do seu egoísmo. Até agora, nós temos falado sobre isso, mas não fomos capazes de discerní-lo com precisão dentro de nós, porque esta é exatamente a qualidade que não nos deixa penetrar na espiritualidade, a qualidade de doação. Nós somos incapazes de distinguir o que ela é e onde ela está dentro de nós. Ela se esconde dentro de nós como uma cobra e nós não podemos identificá-la de forma precisa, sempre confundindo-a com outras qualidades.

Assim como a dor em uma doença, apenas a dor da decepção nos ajuda a reconhecer o nosso egoísmo e descobrir que ele não é bom, mas o nosso governante do mal, o Faraó. Nós temos que aumentar a nossa decepção de tal forma, de modo que o odiaremos dentro de nós e desejaremos apenas uma coisa: separar-nos dele. No entanto, a fim de chegarmos a este estado de desespero, nós devemos primeiro aspirar a ele com todo o nosso egoísmo (Lo Lishma). Isto é o que eu falei antes da Convenção, que “estamos saindo do Egito”. E todo mundo tinha certeza de que isso deve acontecer. Se nós não tivéssemos essa confiança, não seríamos capazes de nos decepcionar e discernir de forma precisa este mal (o Faraó) dentro de nós, o qual não nos permite ascender à qualidade de doação.

Para despertar imediatamente esse mal, eu declarei no início da Convenção que somos obrigados a alcançar a união; que todo o nosso trabalho na Convenção deve ser feito por meio da investigação profunda de nós mesmos e da nossa atitude para com todos os amigos. No entanto, em vez da “revelação dos céus” que esperávamos, ela imediatamente provocou uma descida, arrefecendo-nos. Com a minha súplica em busca a união, para ascender acima de nós, acima do “eu” pessoal, eu queria mostrar aos participantes da Convenção que ainda não estamos preparados para isso, e, como resultado desse sentimento, os participantes entraram em transe.

Por um lado, eu fiquei muito feliz com este estado de “compreensão do mal”. Mas, por outro lado, eu comecei a temer que o grupo não fosse capaz de sair deste estado em tão pouco tempo. É semelhante à forma como uma pessoa doente descobre a dor e tem que entender que isso indica uma doença, e começa a tratá-la com a ajuda de um médico, o Criador. Além disso, 30 a 40% dos participantes da Convenção eram novatos na Cabala e não entendiam o que estava acontecendo com eles. Portanto, decidiu-se deter com um golpe o Faraó, suas esperanças egoístas, a fim de ascender-se acima delas.

No entanto, são exatamente estes processos que experimentamos que nos prepararam para a passagem – que não é egoísta (aspirar em revelar a realização), mas que deseja revelar a oportunidade de doar, unir-se “como um homem com um coração”, concordando com a garantia mútua. O resultado da Convenção é o primeiro golpe no Faraó – o nosso amor-próprio, nossas esperanças egoístas em “romper a Machsom” e receber o Mundo Superior, assim como este mundo dentro de nós, dentro dos nossos desejos, dentro de nossa realização.

O Baal HaSulam escreve que quando a pessoa atinge o limite espiritual, ela está convencida de que o mundo espiritual não pertence a ela e só depois é que ela rompe a Klipa, a fronteira, e adquire a qualidade de doação.

A revelação da nossa indisposição ocorreu de imediato, na minha primeira aula, quando eu disse no início que em vez de ações externas, devemos mergulhar dentro de nós mesmos, na nossa conexão, na garantia mútua. Imediatamente, tudo se transformou em gelo! O nosso egoísmo apareceu, mas esta revelação do mal dentro de nós também é uma grande conquista que foi trazida por ninguém menos que a nossa união (a santidade do dia).

Ao longo da nossa Convenção, nós descobrimos que o Faraó está dentro de nós e não fora. Ele recebeu seu primeiro golpe com o fato de que estamos desapontados com os resultados da Convenção. Nós pensávamos (nós sendo o Faraó) que receberíamos algo dentro de nós, mas nós não recebemos nada. Este é o primeiro golpe do Faraó, o nosso egoísmo. Nós descobrimos que não receberemos nada dentro do nosso desejo egoísta.

Agora, nós temos uma maior capacidade de dizer em quais qualidades a espiritualidade deve ser revelada dentro de nós. Nós temos um melhor entendimento de que isso não acontecerá dentro do Faraó, e sobre o que significa pensar no Superior. Significa não pensar em si mesmo. Por enquanto, cada um de nós simplesmente agita-se impaciente: quando o milagre acontecerá e nós receberemos tudo neste mundo, juntamente com o mundo espiritual – dentro de nós! Agora nós temos um novo sentimento da necessidade de nos separarmos daquilo que nos traz decepção, e este é o começo da rejeição do egoísmo.

Nós pagamos um preço alto por esta lição, mas custa muito mais que isso. É exatamente a decepção, o golpe no nosso amor-próprio, no nosso egoísmo, em nossas esperanças de receber, a maior aquisição que poderíamos desejar, e eu sou dominado por uma alegria ao ver egoístas decepcionados.

Agora você só deve perceber o que aconteceu consigo. Dependendo da preparação de cada pessoa, uma parte de você percebe isso mentalmente, e uma parte ainda experimentará várias decepções em suas sensações, e depois você perceberá isso. De qualquer forma, haverá uma conclusão: a pessoa não se ligará inseparavelmente ao seu egoísmo. É exatamente este golpe nas nossas esperanças egoístas e injustificadas que nos ajudará a começarmos a nos afastar disso (o Faraó)!

É possível que ainda precisemos experimentar mais golpes, mas eles já estarão indo na mesma direção que nós adquirimos nessa Convenção. Talvez nós sejamos capazes de passar por eles não apenas nas Convenções, mas dentro da nossa conexão virtual diária, na sensação de que acabamos de adquirir juntos. Por enquanto, vamos realmente desejar apenas uma coisa: rejeitar o nosso egoísmo, que é o único mal que existe, e ascender do nosso “eu” até a qualidade de doação.

O Criador nos trouxe este grande presente! Não há outro além Dele! Escreva-me e faça perguntas nas aulas. Eu não menti para você, mas ao seu egoísmo.

Com amor para você,
Dr. Laitman