Textos na Categoria 'Egoísmo'

O Precioso Sentido Da Vergonha

Dr. Michael LaitmanPergunta: Suponha que alguma coisa aconteceu comigo e eu sinto tal sentimento de vergonha de que estou pronto para desaparecer. O que devo pensar neste momento? Devo pensar na meta?

Resposta: Isso não ajuda. O que significa: “Eu deveria pensar” ou não? Você deve estar preparado com antecedência para todos os tipos de influências do ambiente, dos livros, dos amigos, do grupo, e de outras coisas, que são o efeito de um campo comum em você, de modo que você se lembre da meta. Ou seja, você criar um “lembrete” externo para si mesmo, caso contrário você não vai se lembrar. Você começa a associar a meta com o que aconteceu com você. Isso é o principal. Isso significa que você já sabe que o que aconteceu foi intencional e aconteceu por uma razão.

Onde é que eu sinto a dor e a vergonha? Em meu egoísmo. Então, eu tenho que subir acima dele. Ou, por outro lado, deixe-me ficar com o sentimento de vergonha, porque ele me dirige à meta. Então, eu estou pronto para experimentar isso o tempo todo em mim mesmo, para não esquecer a meta, para estar associado a ela, e para me mover em direção a ela. Deixe o meu sentimento de vergonha ser cada vez mais forte, para que eu possa avançar em direção à meta e ela ficará cada vez mais perto.

É aqui que começamos a lidar com a reavaliação dos valores e, assim, subir. A partir de agora o que vai dominar o movimento, as realizações, e a obtenção dos estados mais elevados de amor e doação, acima do sentimento do egoísmo como o mal e tudo o que há nele, é basicamente a vergonha.

Pergunta: O mecanismo que você descreveu é adequado para os 99% da população?

Resposta: Não só para os 99%, mas para todos, porque o desejo de receber é a única matéria.

Da “Discussão sobre Formação Integral” 30/05/12

Uma Erupção Contagiosa

Pergunta: Hoje as pessoas não acreditam umas nas outras. Até mesmo altos funcionários do governo roubam sem nenhuma vergonha, assim como posso acreditar num amigo quando ele fala da grandeza do Criador?

Resposta: Primeiro, ninguém está pedindo que você acredite. Em segundo lugar, este é exatamente o que a descida das gerações significa, de modo que você vai realmente ver que não há nenhuma outra coisa que procurar neste mundo. Isso realmente ajuda você a ver as coisas de forma mais realista.

Você não tem que acreditar na impressão do amigo; isso irá afetá-lo mesmo se você não acreditar. Ele não precisa sequer dizer qualquer coisa. Você não sabe o que o motiva: Crença ou realização, ele simplesmente “infecta” você com a sua impressão como um vírus. Não depende de você. Não faz nenhunha diferença se você acredita nele ou suspeita dele. A principal coisa é que você está “infectado.”

Então, nós precisamos do “vírus” da grandeza do Criador para “espalhar” entre nós. Quem O alcança? Ninguém. E ainda, todo mundo está tenso e isto determina tudo: Por que e para que finalidade eu opero, o que eu tenho que descobrir, para que, onde está a Luz que Reforma que me vai trazer isto, etc; caso contrário irá me levar a nada.

A fim de fazer isso que nós precisamos da quebra entre nós, de modo que nós não vamos entender um ao outro e iremos verdadeiramente ser capazes de ficar impressionados pelo anseio fals dos amigos. É o suficiente para ver no rosto do amigo que o Criador é grande nos seus olhos, a fim de ficarmos ligados também. Mesmo se ele me puxa pelo nariz e me engana, não faz nenhuma diferença, eu ainda serei impressionado por ele. Isto é o que nós precisamos.

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Da 4 ª parte da Lição Diária de Cabalá de 17/7/2012, “Introdução ao Livro do Zohar”.

Fazer O Bem Para Seu Próprio Benefício

Dr. Michael LaitmanOpinião (da Association for Psychological Science): “De acordo com o pesquisador Benjamin Converse, Professor Assistente de Políticas Públicas e Psicologia da Universidade de Virginia, a pesquisa foi inspirada nos tipos de negócios que muitos de nós parecem fazer onde prometemos nós a mesmos que, se pudéssemos ter êxito em alguma situação difícil, seríamos melhores cidadãos no futuro. …

“Os pesquisadores supuseram que esperar um resultado importante, incontrolável, pode levar as pessoas a fazer boas ações com a expectativa implícita de que o universo vai retribuir o favor, um fenômeno que eles chamaram de ‘investindo no carma’”.

Meu comentário: Essa atitude em relação à força superior é chamada de “doar a fim de receber” e representa um egoísmo mais refinado, como com as religiões em que, além disso, há também o hábito, educação e o apoio da comunidade. Nenhum método material pode nos ajudar a sair das intenções egoístas.

O verdadeiro altruísmo, isto é, ações não para si mesmo, só é possível sob a influência da Luz superior que só pode ser atraída pelo estudo correto da Cabalá autêntica. Obviamente, a venda de amuletos, fitas vermelhas e água benta são métodos duplamente egoístas, tanto do lado do vendedor, como do lado do comprador.

Rivalidade Egoísta

Dr. Michael LaitmanO problema em nossa vida é que estamos num constante conflito egoísta entre nós, quanto a quem vai “devorar” o outro, atirar no outro pelas costas, atropelá-lo, morder, roubar, e assim por diante. Inconscientemente, nós estamos constantemente medindo nós mesmos dessa forma, em comparação com os outros, e por isso temos que fazer constantes esforços para aguentar este sentimento, mesmo que falsamente.

Se nós não nos sentimos como superiores aos outros, pelo menos em algo, ficamos deprimidos e nos sentimos impotentes. Nós temos que nos vingar, destruir e levar o mundo a qualquer tipo de guerra, se virmos que não conseguimos.

Isto significa que o mundo não é importante para nós e nem outras pessoas. Tudo que precisamos é do nosso pequeno, pessoal e individual sucesso egoísta. Todo mundo compreende basicamente isso, mas é por esta razão que nós naturalmente sentimos uma constante tensão interior. Este é o nosso maior problema.

Quando pensamos em sucesso, primeiro pensamos em como temos que atropelar alguém no caminho, passo por cima de alguém que está no nosso caminho, e assim por diante. Estes podem ser pessoas, organizações, problemas pessoais internos ou qualquer outra coisa, mas eu constantemente tenho que superar alguns obstáculos.

Tudo decorre do fato de que o nosso movimento para frente é baseado apenas numa luta egoísta, em conflitos uns com os outros. Isso significa que eu estou numa luta constante por encontrar outro ego, outra opinião.

Ninguém se preocupa com justiça. Eu só preciso ganhar, e todo o resto pode vir mais tarde! Se eu precisar mudar alguma coisa para ter sucesso, digamos, a minha perspectiva, eu estou pronto para fazê-lo, já que ganhar é agora mais importante para mim do que mudar a minha perspectiva. Isto significa que há um cálculo interior, para ser franco, “mudar um touro por uma vaca”, ao que parece mais importante no momento, mas nada mais que isso.

Da “Discussão sobre Formação Integral” 29/05/12

Escuridão Como Prenúncio Do Renascimento

Dr. Michael LaitmanBaal HaSualm, “Introdução ao Livro do Zohar“, Item 26: Isso significa que o seu excessivo desejo de receber, que já havia sido erradicado e apodrecido no segundo estado, deve agora ser revivido em toda a sua medida exagerada, sem restrições de qualquer natureza , ou seja, com todas as suas falhas passadas. Então, começa-se o trabalho de novo, para converter esse excessivo desejo de receber em apenas “para doar”.

Nós temos que descobrir que o desejo de receber é totalmente ruim, no pior grau. Nós vamos ver não só o tamanho desse mal, mas também sua essência má em sua forma atual, sem a Masach (tela), que é ela é má não só para nós como também para a realização do objetivo da criação. Acontece que o desejo de receber sem Masach não é adequado para a realização da criação e por isso é chamado de “mal” e também “morto”, já que não podemos receber a luz da vida e sentir a força da vitalidade nele.

Quando entendermos tudo isso, chegaremos a uma virada e começaremos a reviver o nosso desejo. Isso é chamado de “ressurreição dos mortos”. Assim, começamos a corrigir o desejo de receber para que ele seja “para doar”. Nós precisamos dessa virada no caminho, para que possamos sentir o desejo corrupto e decidir que desta forma ele está “morto”.

Hoje, o desejo de receber não parece corrupto. O que há de errado em querer desfrutar das coisas que eu amo?

Eu tenho que descobrir todos os desejos dentro de mim e entender que quando eu os aprecio na forma usual, eu me empeço de doar ao Criador. Isto porque doação é quando eu paro de usar os desejos na forma usual e desfruto cada um deles só quando eu doo ao Criador. Eu conecto o meu desejo a Ele para compreender como doar a Ele, de modo que Ele possa usufruir de tal desejo. Só a tal ponto, por tal prazer, quando eu anseio doar ao Criador, que eu atuo: recebendo a Luz dentro de mim para sentir que assim eu doo a Ele.

Assim chegamos às correções. É impossível atingir o estado final (estado três) a partir do estado inicial (estado um), se não houver desejos “mortos” no caminho que são revividos.

Pergunta: Como podemos entender que o desejo está realmente morto e é hora de revivê-lo?

Resposta: É um tipo diferente de trabalho: cada vez eu mato mais e mais dos meus desejos. É impossível saber de antemão que eu atravessei todo o caminho. Parece sempre como se não houvesse para onde avançar, mas no dia seguinte uma nova camada é revelada.

Ontem, por exemplo, chegamos a um pico; nós descobrimos um pouco mais de união, impressão e emoção, sentimos um estado especial que foi o resultado de uma conexão nova e mais forte, que nunca sentimos antes.

Nós conseguimos isso graças à iluminação que foi criada entre nós. Nós a evocamos e ela nos preencheu. Na primeira fase, nós sentimos excitação e euforia, mas a iluminação continua agindo dentro do desejo que conseguimos ligar a ela. Ela expande a sua atividade para as fases dois, três e quatro, e toda a profundidade desse desejo se revela a nós, as novas camadas onde ainda não alcançamos a conexão.

No entanto, hoje nós sentimos tristeza. Se reconhecêssemos que esse peso vem do Criador, que Ele enviou para nós de propósito, e que Ele nos faz sentir sonolentos de propósito, nós poderíamos fazer alguma coisa, poderíamos resistir ao peso.

É verdade que eu me sinto como que adormecido agora e não tenho vontade de fazer nada: mas isso vem do Criador. Ele quer nos desenvolver e está revelando um novo vaso dentro de nós agora. Como você desperta imediatamente para a vida dentro da nebulosidade, dentro desta sonolência, da indiferença e confusão?

Minha sonolência foi causada pela Luz fraca. No momento em que ela fica mais forte, eu vou imediatamente despertar, como uma flor que gira na direção do sol nascente. Não se trata de letargia; nós estamos falando de estados espirituais que são determinadas pelo nível da Luz. A correção dos desejos à meia-noite, antes do amanhecer, não depende do tempo.

Portanto, se nós acordássemos agora para uma conexão mais forte, e se fizéssemos um esforço interno verdadeiramente sério, e não apenas cantássemos canções, descobriríamos que ganhamos graças ao desejo extra que recebemos na Convenção. A questão toda é voltar à vida depois que o primeiro surto de despertar foi substituído pela erupção da espessura escura do ego.

Não importa se a nova subida não parece tão especial quanto a que sentimos na Convenção. Lá nós éramos como crianças e fomos impressionados por desejos puros, limpos – hoje, a nossa reação está se tornando mais profunda e nós entendemos as coisas em vasos “mais espessos”. É assim que se expressa a idéia do “valor oposto das Luzes e vasos”.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 08/07/12, “Introdução ao Livro do Zohar“

Sorvete Para Todos

Dr. Michael LaitmanNós temos que parar de lidar diretamente com o nosso desejo, tentando preenchê-lo através dos diferentes sistemas que criamos. Isso simplesmente não funciona. Funcionou parcialmente por um tempo, ou seja, intencionalmente, a fim de nos deixar alcançar a quebra e o pleno reconhecimento de nossa maldade. Mas agora nós chegamos a um estado em que podemos concluir que não conseguimos mais avançar desta maneira. Nós temos que superar a antiga abordagem, acima das tentativas de preencher a nós mesmos e de gerenciar nossas vidas egoisticamente. Nós nunca teremos sucesso desta maneira e por isso temos que subir para o nível da doação.

Se não subirmos do atributo de recepção para o atributo de doação, não seremos capazes de chegar à sua plenitude. Nós devemos entender que não podemos continuar com a velha forma. A nova abordagem é a seguinte: somente a conexão de todos, não de algum à custa dos outros. Nós só podemos nos satisfazer se nos unirmos.

É como se a Natureza estivesse nos confrontando com uma condição, uma nova lei egoísta que diz: “Vocês podem ter uma vida maravilhosa, todos vão receber satisfação e ser felizes, mas só se vocês forem iguais”. É como uma mãe que diz para seus filhos, “Vocês querem sorvete? Vocês só irão buscá-lo se estiverem conectados e não lutarem. Se não, ninguém vai receber nada”.

É assim que a Natureza nos convida a avançar para a igualdade, para que dentro da igualdade, sejamos capazes de descobrir uma oportunidade ainda maior. O ponto principal não é o sorvete que vocês vão ter quando chegar à igualdade; vocês estão sendo atraídos ao sorvete de modo que alcançarão a igualdade e sentirão que ela é o valor mais alto. Quando vocês comem o sorvete, já o apreciam desde um estado de igualdade e conexão. De repente vocês descobrem que o sorvete que é comido junto quando vocês estão conectados é mil vezes mais saboroso do que o sorvete que vocês comem sozinhos.

Então, o que a Natureza quer? Ela quer que vocês sintam que receberam um vaso novo, um novo desejo que lhes permite descobrir um gosto que é mil vezes maior, NRNHY em vez de Nefesh. Vocês se tornam livre das limitações da vida e da morte e começam a existir num espaço infinito. Vocês alcançam uma nova perspectiva, uma sensação de liberdade ilimitada, livre das limitações que o ego impôs a vocês.

Vocês sentem como é maravilhoso se conectar com os outros. O sorvete era apenas uma desculpa, um gatilho que trouxe as mudanças, a descoberta do novo desejo integral. Este é o processo pelo qual o mundo inteiro tem que passar agora.

Nós estamos passando por este processo de forma consciente, pois entendemos para onde estamos indo. Portanto, nós temos que ajudar o resto do mundo, explicando-lhes que eles não devem mais tentar chegar à conexão da forma antiga. Eles falharam. Vamos tentar uma nova abordagem, uma abordagem muito simples: se nos unirmos, seremos bem sucedidos.

Para outros, será um simples objetivo egoísta: unir para atingir o sucesso. Mas como nós organizamos isso e estamos juntos, através de nós eles receberão outro preenchimento. Os desejos do mundo são “redondos” e os nossos desejos são “em linha reta”. Então, quando eles se conectarem a nós, eles também receberão essa forma reta, como um instrumento musical que preenche seu saco. Afinal, o “círculo” já contém a forma em linha reta que tem a Masach (tela) e trabalha com a Luz. Então, todo mundo vai começar a sentir que é esta forma integral, que dá o preenchimento especial, NRNHY, e graças à nossa conexão, o mundo vai avançar.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 02/07/12, O Estudo das Dez Sefirot

Sem Espaço Para Erros

Dr. Michael LaitmanSomente um desejo foi criado: receber prazer e deleite. Não há mais nada que possa ser atribuído à criatura. Tudo o resto é a correção da criação, a forma externa que o desejo de receber pode assumir à medida que a Luz o influencia.

Existe o superior, que é doação, e o inferior, que é recepção. O inferior pode receber tal doação do superior, que vai mudar sua forma externa; como um lobo vestido de pele de cordeiro, ele ainda é um lobo! Isso é realmente o que fazemos com o nosso ego, com o mal em nós, tentando dar-lhe uma forma semelhante ao Criador.

Nós devemos entender que tudo acontece dentro do desejo de receber, uma vez que este nos faz encarar o fato de que tudo depende de nós e tudo acontece em nós. Não há nada do lado de fora; toda a realidade está dentro de nós, em nosso desejo de receber.

O desejo sempre permanece um desejo, e eu não devo tentar mudá-lo. Eu não deveria aumentá-lo ou diminuí-lo, torturar-me com jejum ou me bater. Eu só tenho que exigir que o Criador mude a forma do meu desejo e o torne semelhante a Ele.

Não existem outras ações, exceto voltar-se à Luz, pelo que eu posso alcançar uma mudança real. Eu só vou me prejudicar e distorcer a natureza por qualquer outra forma. Como posso fazer algo com meus desejos, sozinho? É até ridículo esperar isso. Se a pessoa age assim, ela distorce sua forma geral, sua percepção, sua compreensão e sua abordagem.

Isto é o que toda a humanidade faz, com a esperança de conseguir algo por ações diferentes, como as revoluções na ciência e na sociedade. Todas as nossas ações até agora, desde o momento em que descemos das árvores, nos tornamos seres humanos, e começamos a nos desenvolver, foram apenas para nos mostrar que todas estas ações foram erradas.

Agora nós estamos à beira de uma mudança, e ao examinar toda a nossa evolução, nós vemos que é o desejo egoísta que nos obrigou a seguir todo este caminho. Tudo o que fizemos até agora foi um grande erro.

Era impossível evitá-lo, uma vez que é impossível avançar sem a revelação do mal. Mas o erro foi na tentativa de lidar com nossos desejos, para limitá-los ou satisfazê-los, e para mudá-los por nós mesmos. Nós sempre esperávamos alcançar uma vida melhor com isso, mas toda vez estávamos errados e recebíamos golpes em vez de prazeres.

Agora nós temos que pesar as coisas: vale a pena ir por esse caminho? Agora é impossível mesmo que queiramos. Nós não seremos capazes de avançar, a fim de continuar corrompendo nosso desejo de receber; não há para onde ir! Todos os sistemas atingiram um ponto final e não podem ser mais preenchidos.

Se continuarmos na mesma direção, a única coisa que podemos esperar é uma guerra mundial como o golpe definitivo. Nós podemos começar por mudanças conscientes ou invocar aflições terríveis sobre nós. Mas todo o processo foi necessário para nos levar ao reconhecimento do mal, a nossa abordagem para corrigir a nós mesmos e o mundo.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 02/07/12, O Estudo das Dez Sefirot

Cúpula Rio +20: Expectativas Fracassadas

Dr. Michael LaitmanOpinião (Laurence Brahm, advogado, ativista global, mediador internacional, colunista político e escritor): “A Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, ou Rio+20, realizada de 20 a 22 de junho, tinha a intenção de reafirmar compromissos políticos assumidos durante a Cúpula da Terra de 1992, e enquadrar um roteiro de princípios para enfrentar a mudança climática, segurança alimentar e água, e a crise do nosso sistema financeiro global. Nos meses que antecederam a Rio+20, a expectativa de algum resultado positivo era alta. Havia alguma razão para se ter esperança.

“O Secretário-Geral Ban Ki-moon declarou: ‘Temos que inventar um novo modelo – um modelo que ofereça crescimento e inclusão social – um modelo que respeite mais os recursos finitos do planeta. É por isso que eu tornei o desenvolvimento sustentável minha prioridade número um”.

“Mas, infelizmente, não foi isso que aconteceu no Rio de Janeiro.

“A verdade é que a Rio +20 fracassou. O diretor-executivo do Greenpeace, Kumi Naidoo, resumiu. “A Cúpula da Terra no Rio não vai trazer o futuro que queremos, ela irá fornecer um lembrete austero e angustiante do presente que temos. Um mundo no qual a saúde pública, direitos humanos e o desenvolvimento sustentável são subordinados ao lucro privado, o interesse nacional superficial e os negócios, como de costume”.

“A Rio +20 foi um teatro orquestrado da ONU destinado a dar esperança às pessoas de que os líderes mundiais podem construir uma estrutura para garantir o futuro do nosso planeta. Para aqueles ativamente engajados ela foi exatamente o oposto, ressaltando a inabilidade política e a falta de vontade para enfrentar a crise financeira, a pobreza, a ampliação de disparidade de renda, segurança alimentar e água, e os desastres iminentes da mudança climática absoluta. …

“Nos corredores e ruas, ativistas e jovens reconheceram que os problemas do nosso planeta não estão em tentar criar mais consumo, mas sim em reduzi-lo”.

Meu comentário: Reduzir a produção e a economia não vai resolver nada! Este é apenas o próximo erro da humanidade, distraindo-a da única solução: corrigir a sua natureza egoísta, de modo a se unir como todas as partes da natureza, mas conscientemente, de acordo com o nível do “homem” (falante).

Visto que o nosso egoísmo (a ajuda contra você, o Faraó, aproximando-se do Criador) deve nos levar à correção, então ele não vai nos deixar chegar a um acordo em qualquer conferência, e isso vai nos empurrar para que não permaneçamos nele, no exílio, mas vamos ser forçados a sair dele (nosso Egito).

Do Que Estamos Escapando?

Baal HaSulam, “Introdução ao Livro do Zohar,”Item 29: Isto é considerado como estar sob a Sitra Achra e o Klipot, cujo papel é o de expandir e melhorar a sua vontade de receber e torná-lo exagerado e desenfreado de todas as formas, para fornecer a pessoa com todo o material que ele precisa para trabalhar e corrígir.

Durante a primeira fase da correção quando somos atraídos para a bondade, descobrimos o mal. Esta revelação é necessária e por isso temos que preparar o ambiente e a nós mesmos com antecedência, a fim de sermos capazes de suportá-lo. Temos que entender que esta é a “matéria” que devemos corrigir e que sua correção depende do reconhecimento do mal.

A questão não é o sofrimento em si, mas que descobrimos que o ego não permite doação. Eu atribuo o mal não para a sensação desagradável de que o desejo traz, mas para os obstáculos que ele coloca no meu caminho para se unir com os outros e através deles com o Criador.

Esta é a razão que o ego é chamado de inclinação “para o mal”. No geral, pode trazer-me prazer e não problemas. Vamos aos sete anos de saciedade no Egito, por exemplo – foram eles bons ou ruins para o povo de Israel? E se uma pessoa é separada da espiritualidade e sob a dominação do seu ego? E se ela sabe que ao mesmo tempo que experimenta sentimentos agradáveis ​​em seu desejo de receber, ela sente-se mal em sua alma? [Leia mais →]

A Correção Do Mal: Ir Até o Fim

Dr. Michael LaitmanA pessoa deve descobrir todo o vaso corrompido do desejo. Mas ela só descobre isso se ela quiser chegar à bondade e doação. Portanto, se a pessoa ainda não começou seu trabalho espiritual e não se conecta com o grupo na esperança de chegar à doação ao Criador, ela não se aproxima da inclinação ao mal.

Portanto, a inclinação ao mal que os Cabalistas falam não existe em nosso mundo. Nossos desejos corporais visam comida, sexo, família e os desejos humanos visam dinheiro, respeito e conhecimento. No seu conjunto isso é chamado de nível “animal”.

Quanto à inclinação ao mal, ela começa num nível mais elevado, se a pessoa está inclinada ao amor, a conexão e a garantia mútua. Se ela age nesse sentido, ela descobre cada vez mais o tamanho da inclinação ao mal. Ao mesmo tempo, a Luz é revelada a ela, que evoca nela o desejo de se corrigir. No final, a pessoa chega a um estado onde não pode suportar o mal e a partir desse ponto ela começa a transformá-lo numa inclinação ao bem.

Há dois níveis aqui: Bina, que significa “doar a fim de doar” (a correção dos 248 desejos) e Keter, que significa “receber a fim de doar” (a correção dos 365 desejos). No final, a pessoa corrige toda inclinação ao mal.

Mas o mal é revelado pela primeira vez quando a pessoa faz as primeiras tentativas de doar. Assim, a inclinação ao mal não é revelada em nosso mundo, ou seja, não na pessoa que não atrai a Luz que Reforma a fim de se corrigir. Todos os discernimentos que são revelados em pessoas comuns não precisam de correção, já que é sua natureza. Seus desejos e atributos não ficam no caminho da verdadeira conexão.

A verdade só está sendo revelada nestes dias. No centro da humanidade há os Cabalistas (os antepassados), e nós, o Bnei Baruch, estamos em torno deles. Todos os outros não anseiam por doação, mas eles vão receber uma “iluminação” de nós e, depois, eles vão entender que há apenas uma forma: a conexão.

A pessoa que tenta formar um sistema de conexão mútua é aquela que descobre a inclinação ao mal, a força de resistência, sua relutância, e o dissabor dessa ideia. Portanto, se a pessoa não descobre a sua conexão com o ambiente, com o grupo, ela não descobre a inclinação ao mal, já que ela só é descoberta naquilo que é contra a quebra entre nós. Assim, é uma grande coisa descobrir toda a matéria da criação, a inclinação ao mal, e só quem avança cada vez mais até o Gmar Tikkun (o fim da correção) pode fazer isso.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 10/07/12, “Introdução ao Livro do Zohar“