Textos na Categoria 'Egoísmo'

Doação Virtual

Pergunta: O que obriga uma pessoa a sair do estado de Bina, de Hafetz Hesed?

Resposta: Nós nunca deixamos o estado de Bina, ou Hafetz Hesed, mas somente o acrescentamos. Na espiritualidade nunca perdemos um estado, mas sempre subimos mais alto na escada. Se eu permanecer no estado de Hafetz Hesed, “ doar a fim de doar,” Eu vou cair na intenção de “a fim de receber” para mim. “Doar a fim de doar” é o nível mínimo que eu tenho que estar.

Eu construo estados mais elevados de “Hafetz Hesed” , acima deste com cada vez maior espessura (Aviut) do desejo até ao estado infinito de doar para doar. Eu começo a arranjar doação adicional sobre este estado de Hafetz Hesed em que eu não preciso de nada e estou feliz de estar a viver na floresta, não me preocupando com nada e sem mesmo uma camisa.

No estado de Hafetz Hesed eu não doou de forma alguma. Isso é chamado de “doar a fim de doar”, mas eu não tenho nada para doar. É como se eu ao doar desse modo estivesse a desistir do meu ego, o que faz de mim aquele que doa. É como uma mãe que pede à criança ” Faz-me um favor, para de fazer tanto barulho” Ela não produz nada de benéfico, ela não dá nada aos outros, ela só se acalma. Isso significa que ela está fazendo o favor à sua mãe.

Este é o estado de Hafetz Hesed, que significa que eu paro de brincar com o meu egoísmo, eu não quero isso, eu quero ficar totalmente despido e me dedicar totalmente à minha mãe, ouvindo tudo o que ela me diz. Eu não faço nada de bom ainda, como ela pode esperar de mim, mas eu já parei de fazer coisas ruins, como ela me pediu. Isso é chamado de “doar a fim de doar”.

No geral, eu não lhe dou nada exceto por prazer “virtual”. Eu parei de fazer barulho, de quebrar coisas, de gritar e de ser selvagem, e é isso. Isso significa que eu alcancei o estado de Hafetz Hesed, que só é possível por cima da espessura mínima do desejo até Ein Sof (Infinito).

Mas acima disso eu já começo a receber a fim de doar, para fazer algo que a mãe deseja: ajudá-la com o trabalho doméstico. Isto já é acima de doar a fim de doar, isto é doação real.

Da 3ª parte da Lição Diária da Cabala 08/04/13, O Estudo das Dez Sefirot

“Deve-Se Sempre Vender Os Vigas De Sua Casa”

“Deve-se sempre vender as vigas da sua casa e colocar sapatos em seus pés” (Shabat, 129).

Pergunta: O que significa “vender as vigas de sua casa”, no sentido espiritual?

Resposta: “As vigas de sua casa” são todos os pensamentos, os desejos, e minha atitude para com a vida toda, que me obrigam a preocupar em vez de unir-me com os amigos. A fim de construir uma imagem geral, um sistema, eu tenho que vender esta “casa” que é tão querido para mim.

Mas isso não é suficiente. Eu tenho que comprar sapatos para colocar no meu pé, o que significa que eu preciso de uma força defensiva que me segura em seu campo. Não é apenas o suficiente para anular a minha opinião e baixar a minha cabeça ante o grupo, que chamou de “vender as vigas de sua casa.” Eu também preciso receber poderes que me permitem permanecer aderido aos amigos acima de todos os pensamentos que são evocados em mim.

Isso significa que não é suficiente anular me a mim mesmo, mas que eu preciso de uma força adicional que me liga ao grupo. Isso é chamado de “aliança” ou “sapatos nos pés (raglan),” de modo a não “espiar” (meragel, que tem a mesma raiz de pé em hebraico) para o benefício de meu ego.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabala 07/04/13, Escritos do Rabash

O Significado Inesperado Da Vida

Antes da ascensão espiritual da humanidade ,esta passa por um período de preparação, sem compreender as leis da evolução. Há várias teorias sobre isso, mas vemos que o processo é conduzido apenas pela evolução do nosso desejo egoísta que opera apenas para nosso benefício. É especial para cada pessoa e determinou o nosso comportamento ao longo das eras da evolução da humanidade.

Na humanidade, há várias civilizações pendentes , cada uma das quais se tem desenvolvido á sua própria maneira, no seu próprio ritmo, e na sua própria direção. Durante os tempos da antiga Babilônia e da Torre de Babel, uma certa parte da humanidade se separou do resto e começou a avançar de uma forma especial, pois, além do desejo de receber, o desejo de alcançar a meta da realidade também foi evocado neles.

Este desejo precisa de um método para ser cumprido e isso criou um problema. É porque uma pessoa realmente quer saber por que e para que está a viver, qual é o objetivo da sua vida . Mas, de repente, descobre que a resposta a esta pergunta é cumprida de acordo com o princípio de “ama o teu amigo como a ti mesmo.”

Acredita-se geralmente que o sentido da vida é para ser revelado após a morte do corpo ou em alguma realidade mística que está além da natureza corpórea. Mas, de repente me falaram sobre o amor dos outros e que se eu começar a amar o outro como eu me amo a mim mesmo e desenvolver tais relações, eu vou descobrir o mundo superior, toda a realidade, toda a profundidade da criação e também da eternidade, toda a força oculta chamada Criador.

Eu não entendo isso. É isso suficiente para amar qualquer pessoa que eu vejo? Eu tenho que dominar o Ego e anular-me para que não veja diferenças entre nós? Isso é chamado “para doar a fim de doar.” Então, eu também vou adquirir a deficiência do outro e ter cuidados com ele como se fosse eu ,a minha própria alma, porque na verdade, ele faz parte de mim.Disseram-me que, graças a esse amor eu vou encontrar e cumprir o objetivo da minha vida. A principal coisa é fazer o bem aos outros.

Mas isso é totalmente contrário à minha visao! O que pode ser mais repugnante do que isso?!

Eu exagero e enfatizo este ponto de propósito, mas é realmente assim. Uma pessoa precisa de tempo para entender que esta é a sua auto-realização. É nas relações com os outros, sobre o nível atual, quando nós odiamos o outro ,o desrespeitamos ,cuspimos sobre ele, matamos, sem pensar duas vezes e além disso também desfrutamos em prejudicar o meio ambiente; é aqui que a profundidade infinita do mundo espiritual é revelado para nós, a verdadeira realidade. A principio, é simplesmente incompreensível.

Portanto, é um caminho longo. Um pequeno grupo começou a cumprir o método na antiga Babilônia e teve que passar por muitos altos e baixos, enquanto os outros continuaram a avançar no caminho egoísta.

Eventualmente, uma pequena parte da humanidade atingiu o ego final através da quebra, com a destruição do Templo, enquanto a maioria da humanidade avançou linearmente dentro do ego. No caminho, as duas partes estão integradas e alcançam a fase atual, que exige o cumprimento final da correção.

Assim, a preparação começa em corrigir a distância. Um pequeno grupo chamado “nação de Israel” passa por estados especiais, cai a partir dos níveis espirituais, e depois passa por correções graduais que são profundas e lentas. Isso corrige seus vasos quebrados, desejos, e isso exige uma preparação, que exige a transição da intenção de “a fim de receber” (Lo Lishma) para a intenção de “a fim de doar” (Lishma) e da intenção de doar a fim de doar , para receber a fim de doar. Todas as etapas ao longo do caminho são graduais e organizadas, e a nação de Israel se corrige pela Luz que Reforma, que é chamada a “Torá”.

Por outro lado, as partes do vaso geral chamadas “as nações do mundo”, não foram quebradas, e assim elas não precisam da correcção gradual. Na verdade, elas não têm nada a corrigir. A nação de Israel tem que levantar todos os vasos quebrados de volta para a espiritualidade a partir do degrau do qual eles caíram, a fim de colocá-los novamente juntos nas 10 Sefirot, cada uma separadamente, e todos elas juntas, para reconstruir a realidade da alma comum. Para todos os outros, é muito mais simples, pois eles recebem uma iluminação que lhes proporciona uma Masach (tela), que é a sua correção. Eles participam do processo e se conectam a Israel para se corrigirem gradualmente através de muitas dificuldades.

Eventualmente, os vasos das nações do mundo chegam ás correções em um nível tal que eles levam os filhos de Israel em seus “ombros” e trazem-nos para o “Templo”, a nação de Israel não pode subir para estes níveis, por si só, mas as nações do mundo podem, porque elas não têm vasos quebrados.

Assim, a última fase de correção é cumprida, não simplesmente com as nações do mundo, mas graças a sua ajuda e suporte “nos seus ombros.”

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabala 09/04/13, “Introdução ao Livro do Zohar“

Livre Com Um Jugo No Pescoço

Dr. Michael LaitmanRabash, Carta 59: O Zohar diz, “Cada um é o que supõe seu coração. Nessa medida, a Luz do Criador ilumina sobre ele e isso é chamado de fase da fé”.

Aqui nós falamos sobre o nível humano, o qual valoriza a grandeza do Criador no coração. Nessa medida eu adquiro o nível de equivalência com o Criador, e descubro a Luz superior em mim.

Primeiro, nós estamos todos no desejo egoísta, e por um longo tempo assumimos que podemos alcançar algo. Este período é chamado de “os sete anos de saciedade”. Depois, nós começamos a entender que o ego não nos dará nada, e ao nos decepcionarmos com isso nos voltamos para o desejo de doar.

Essa já é uma grande revolução, “e um novo rei surgiu no Egito”. Em outras palavras, o desejo egoísta, no qual eu via tudo o que é bom, agora jorra golpes em cima de mim. O que são esses golpes? Se olharmos para o mundo moderno, vemos que ele está cheio de abundância em tudo. Da mesma maneira, os filhos de Israel não careciam de nada, eles tinham mais do que “carne” suficiente. Então, qual era o problema? O que estava faltando? O que é esta nova dominação?

A questão é que eu começo a entender e a sentir que o meu ego não sou eu. Ele se torna um novo rei cruel para mim. Eu não me identifico mais com ele e procuro algo acima dele, mas ele se agarra em mim e não me deixa ir…

Hoje, mesmo os pobres vivem muito melhor do que a maioria das pessoas vivia há dois séculos. Um trabalhador simples aprecia o que costumava ser luxo para poucos no passado. Mas o problema é que eu me sinto mal e não consigo fazer nada com relação a esse sentimento.

No momento em que nós sentimos este novo domínio, nós começamos a procurar uma saída, uma vez que este tipo de vida é sem sentido. Mas acontece que não conseguimos escapar. Eu odeio a minha vida, eu me sinto impotente, no exílio, preso. Eu sinto que eu sou “encurralado” pela minha família, meu trabalho, minhas dívidas, e pelo consumismo. Do nascimento até a morte, eu sou um escravo que imagina estar livre e ao mesmo tempo descobre o jugo no pescoço.

Eu quero fugir dessa escravidão, mas encontro uma questão ainda mais difícil: “Para que estou vivendo?”. Os prazeres simples deste mundo e sua existência “animal” não me satisfazem mais, e assim eu olho para cima para ver se há algo lá.

Então, eu recebo a oportunidade de me elevar acima desta vida. Eu começo a entender e sentir que estamos realmente vivendo numa realidade diferente, e que a percepção atual é simplesmente irreal. Este é o lugar onde o trabalho começa, a busca, graças a qual nós descobrimos que a única maneira de abrir amplamente nossos olhos e emoções, a fim de abrir a porta para a vida real, é através da unidade.

Existe a perspectiva pessoal individual e existe a perspectiva geral que passa pela conexão geral. Ao nos conectarmos, nós descobrimos uma imagem totalmente diferente, mas é muito difícil discernir esta imagem. Depois de tudo, eu tenho que me anular, e reorientar a minha percepção do mundo e a minha atitude perante a vida, a fim de ver tudo através do grupo, do conjunto de pessoas cujas opiniões e desejos se tornam uma “lupa”, uma “lente”, através da qual eu vejo a realidade.

É muito difícil baixar a cabeça diante dos amigos, reconhecer o fato de que eles são grandes, e permitir-lhes formar a imagem do mundo para mim, em minha mente e coração. Se nós realizamos estes exercícios com uma frequência suficiente, de acordo com o método que temos, nós vemos os resultados, e é como se recuperássemos nossa visão, o que significa que começamos a ver o sistema atual em que vivemos, um sistema que anteriormente estava fora da minha vista.

Portanto, a correção inicial durante a fase de preparação começa quando eu “baixo a cabeça” perante os outros. A primeira fase da anulação é chamada de “êxodo do Egito”. Se antes o ego me subjugou e me impediu de conectar, agora eu deixo a sua dominação e já consigo me conectar. Assim eu escapo do ego, me separo dele e o abandono.

Mas, por enquanto, isso é apenas uma fuga. Mais tarde eu realizo maiores esforços para anular a mim mesmo, e no tempo de “pequenez”, durante a “contagem do Omer“, eu sou pequeno e só quero me conectar com os amigos, tanto quanto posso com todas as minhas forças.

Isto é o que nós estamos passando agora. Se tentarmos, vamos chegar à entrega da Torá, ou seja, a Luz que Reforma. Mesmo se não virmos nada e se não entendermos, mas nos esforçarmos, querendo conectar acima do Faraó, acima de tudo o que está em nós, vamos atingir a conexão onde o Criador é revelado. Isso é chamado de entrega da Torá. Então nós continuamos a nossa conexão na prática.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 05/04/13, Escritos do Rabash

Carta Do Rabash Para Nós

Dr. Michael LaitmanCarta do Rabash (Nº 8): …No fim das contas, este é um grupo de pessoas que se reuniram num determinado lugar, sob um determinado líder, para estar juntas. Com uma coragem sobre-humana elas enfrentam todos aqueles que se levantam contra elas.

Na verdade, são bravos homens com um espírito forte, e eles estão determinados a não recuar um centímetro. Eles são lutadores de primeira classe, guerreando contra a inclinação até a sua última gota de sangue, e seu único desejo é ganhar a batalha pela glória do Seu nome.

Estas palavras falam sobre a guerra interna que ocorre dentro de nós, como está escrito: “Haverá sempre uma luta entre as inclinações boas e más”. Quanto mais acendermos essa batalha interna, mais cedo vamos entender que temos que sair do nosso ego, dominá-lo, escapar dele, e subir acima da materialidade que sentimos agora.

Não há outra forma de escapar deste mundo e alcançar o nível mais elevado, senão estando sob constante pressão, temor, e problemas que nos levam a uma condição que é definida como o “êxodo do Egito”. Nós começamos revelando estas qualidades em nós, e elas nos fazem “sair de nossa pele”, ou seja, deixar nossos corpos.

Apenas estas condições nos permitem crescer. Isso acontece por uma única circunstância: nós devemos manter e trabalhar com nossas propriedades internas que são opostas por natureza. A pessoa não escapa subindo para a espiritualidade. Não podemos fazê-lo flutuando no céu ou deixando este mundo material abaixo, nem se trata de se desprender desta corporeidade. Ao mesmo tempo, nós não devemos submergir a este reino ou considerar este mundo como algo que existe por si só.

Nós temos que ficar no meio e perceber que ambas as formas são dadas a nós pelo Criador, e que devemos combiná-las. De forma alguma devemos fugir ou se esconder do desejo de ser satisfeito, mas sim, acima desse desejo, nós temos que ficar confiantes de que é a Força Superior que governa tudo em torno de nós. É uma abordagem única e complicada, que precisa de uma disponibilidade interna inata que é chamada de “a raiz da alma”. Da mesma forma, nós também precisamos de um grupo que esteja pronto para seguir este caminho, como está escrito na carta do Rabash: No fim das contas, este é um grupo de pessoas que se reuniram num determinado lugar, sob um determinado líder, para estar juntas.

Não há muitos grupos assim. Pelo contrário, quanto mais avançamos, mais serão os apoiadores ao nosso redor e menos as pessoas dentro do grupo. Quanto mais preciosa é uma qualidade, menos ela é encontrada na natureza. Nosso objetivo é subir a um “nível sobre-humano”.

Nós só podemos conseguir isso realizando uma guerra impiedosa contra os nossos egos. Esta guerra é chamada de “Guerra Santa”, ou seja, a “guerra em prol do Criador”. Para realizar esta guerra, nós devemos conectar os dois mundos com o Criador, concordar em viver em dois mundos paralelos, e agradecer a Ele por tudo o que Ele nos envia. Nós devemos entender que tudo se origina num único lugar e é dado a nós para nos fazer crescer.

Rabash nos escreve sobre estas questões: … No fim das contas, este é um grupo de pessoas que se reuniram num determinado lugar, sob um determinado líder, para estar juntas. Com uma coragem sobre-humana elas enfrentam todos aqueles que se levantam contra elas… Isto implica nossos problemas internos. Na verdade, são bravos homens com um espírito forte, e eles estão determinados a não recuar um centímetro…, ou seja, eles não vão se mover em direção à materialidade. Eles são lutadores de primeira classe, guerreando contra a inclinação até a sua última gota de sangue, e seu único desejo é ganhar a batalha pela glória do Seu nome.

Isso explica por que temos que nos fortalecer; se conseguirmos alcançar tudo o que falamos e alcançarmos os estados que passamos durante essa Páscoa, não há dúvida de que vamos acabar chegando à porta que já está na nossa frente.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 02/04/13

Aprendam Com Os Macacos

Dr. Michael LaitmanNas Notícias (do Phys.org):“‘Os macacos-verde nos mostram que a tolerância e a paciência com os membros do grupo, enquanto outros estão aprendendo como podem melhorar as coisas individualmente, pode ser um progresso na solução de problemas de coordenação’, disse Ronald Noë da Université de Strasbourg, na França.

“No estudo, os pesquisadores tinham grupos de macacos-verdes, dois vivendo livremente num parque sul-africano e outro num cativeiro na França, e jogaram um jogo social sem lhes oferecer qualquer treinamento sobre o jogo ou como jogar. Em cada experimento de ‘círculo proibido’, uma fêmea solteira de classe inferior foi treinada para abrir um recipiente segurando uma grande quantidade de alimentos somente quando outros macacos dominantes a ela ficassem fora de um círculo imaginário. Se alguém estava prestes a pegar seus petiscos, todos tinham que descobrir as regras e mostrar suficiente contenção em segui-las.

“E como previsto, os macacos o fizeram. Um por um, sem qualquer orientação de seres humanos, os macacos dominantes aprenderam a se controlar. Assim que todos eles mostrassem contenção, o macaco provedor no meio abria a caixa de alimentos imediatamente, economizando um tempo precioso a todos.

“Surpreendentemente, cada macaco-verde aprendeu a ‘jogar’ por si próprio, em ordem de dominância e por tentativa e erro. Macacos hierarquicamente superiores descobriram as regras mais rapidamente porque seu status lhes permitia atingir primeiro o dispensador de comida e ver a resposta do provedor que suas ações provocavam. Com as regras de ‘ recuar ‘ compreendidas, aqueles indivíduos mais dominantes assistiam pacientemente até que cada um de seus pares seguisse o processo. Os macacos não mostraram nenhuma evidência de comunicação ou coerção.

“Noë disse que os resultados representam habilidades que os macacos-verdes provavelmente usam o tempo todo, na coordenação de movimentos para a proteção do grupo ou de seu território, por exemplo. Seu comportamento mostra que maiores processos cognitivos, como o insight sobre os pensamentos dos outros e linguagem complexa, não são sempre necessários para resolver enigmas sociais complexos. ‘Estas capacidades nos ajudam muito, é claro, e o fato de que os seres humanos são muitas vezes confrontados com tais problemas [coordenação] pode muito bem explicar a evolução da linguagem e a maior capacidade cognitiva’, disse Noë. ‘Mas a aprendizagem individual, e um pouco de paciência enquanto os outros aprendem, também pode ajudar muito'”.

Meu comentário: Como adultos e crianças se comportariam nessa situação? Nosso egoísmo nos torna diferentes dos primatas; ele nos deixa cegos! Quanto sofrimento será que teremos que suportar antes de aceitar as ordens da natureza superior?

Uma Abordagem Madura Dos Problemas

Dr. Michael LaitmanUma abordagem madura dos problemas é quando você sabe que só pode alcançar o objetivo superando o problema. Você supera os sentimentos desagradáveis ​​em seu desejo de receber, acima da escuridão, e lá você pede pela conexão com o grupo, com o Criador. Mesmo a sua oração é falsa e, internamente, você só espera que o problema acabe, que a escuridão se dissipe pelo menos um pouco, de modo que você consiga descansar, relaxar e se sentir seguro em certa medida.

Mas você se segura e busca a conexão e adesão com o grupo, com os livros e com o professor. Você é como um bebê que quer que eles lhe segurem em seus braços. Você busca todo o apoio que pode obter, o qual lhe permite pedir não que a escuridão se dissipar, mas sim subir acima da escuridão e pensar no Criador, e não em seus próprios sentimentos. Sua preocupação é dar satisfação a Ele e não a si mesmo.

Se você pode pensar desta maneira, então, desse modo, você já sente alegria. Quando você consegue desejar dar uma satisfação ainda maior ao Criador por meio do grupo e todos os outros meios, então você sente uma alegria ainda maior. Se você não conseguir, você deve pedir isso, de modo que você vai sentir a vida nos vasos externos, nos vasos estrangeiros, ou seja, “fora de sua própria pele”, onde está a sua alma.

Os sintomas da “doença” vão embora, já que você vai parar de pensar neles e vai aderir ao Criador e não aos sintomas corporais. Você vai sair de sua pele, como se você morresse, e aderir ao Criador, à alma, e não ao corpo. Isso é chamado de “viver na fé acima da razão”, sair de si mesmo, a transição entre a vida e a morte, pelo menos até certo ponto.

Então você gradualmente acrescenta a esta transição e, assim, vence a morte. Nós precisamos pelo menos entender o padrão dessa transição, e daí tudo será de acordo com o mesmo princípio, da mesma forma.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 04/04/13, Shamati # 36

Na Pista De Decolagem Dos Problemas Físicos

Dr. Michael LaitmanPergunta: Será que não se elevar acima dos problemas físicos leva à apatia em relação à vida física?

Resposta: Você constrói a sua vida espiritual especificamente acima desta vida física. A espiritualidade é construída apenas acima deste mundo. O nosso mundo foi criado para isso; ele não nos foi dado por acaso. A vida do nosso corpo fisiológico é maravilhosamente disposta no mesmo padrão do mundo superior, como um ramo que se assemelha a sua raiz, de modo que em todos os eventos neste mundo você vai começar a sentir o que se destaca num nível superior por trás deles.

Nós vemos o quanto diferem as dez pragas do Egito: sangue, rãs, piolhos, e assim por diante, até a praga dos primogênitos. Toda peste é um golpe desagradável, mas todas diferem uma da outra. De acordo com o seu lugar no sistema geral da alma de Adam HaRishon, você passa por tudo o que acontece neste mundo pessoalmente, como golpes em seu ego, internamente.

Especificamente esses golpes ajudam você a sair de si mesmo cada vez mais, graças a sua superação a cada momento. E você abençoa esses golpes, pois sem eles você não tem chance de se tornar livre. O ego mantém você dentro de si mesmo; só através de um golpe é que você vai decidir fugir de lá.

O golpe constrói o ser humano em você, ou seja, Klipat Noga, o terço médio de Tifferet, dando-lhe a oportunidade de pensar no por que você quer sair. Você não quer se esconder e fugir dos golpes, você está pronto para ficar no escuro, mas sim você quer aderir à fonte, ao Criador, agradecendo muito que Ele lhe dá a oportunidade de sair um pouco deste corpo e nos aproximar Dele.

Nesta condição, você começa a ver e sentir uma enorme quantidade de sutilezas e nuances, e desta forma a construir o seu corpo espiritual, ou seja, as dez primeiras Sefirot da Luz Retorno. Essa realmente vai ser a Luz de Retorno, para que você não peça mais para si mesmo, mas sim se eleve acima da escuridão sentida em seu desejo de receber, que se transforma na Malchut contraída.

Você supera essa escuridão e começa a construir uma tela acima. E o seu desejo de satisfazer o Criador é chamado de Luz Refletida, pois você só pensa no benefício Dele. Assim você assume a estrutura inicial do seu Partzuf espiritual, a partir do qual começam estados que se encontram acima da nossa substância, do nosso desejo de receber a fim de receber. Você está separado do seu “Eu”.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 04/04/13, Shamati # 36

Sair Da Minha Pele

Dr. Michael LaitmanSer um Tzadik (justo) significa justificar o Criador em todas as circunstâncias. Uma pessoa recebe todos os estados para ajudá-la a querer sair de sua pele, de tal forma que a escuridão se torna espessa a sua volta, e isso é uma grande ajuda que o Criador envia à pessoa que está pronta para ser um Tzadik.

A pessoa é colocada em situações que são inaceitáveis ​​para o seu ego, de modo que ela estará pronta para sair de si mesma. É claro para nós que o mundo espiritual está acima deste mundo físico. Portanto, tudo o que é físico deve morrer, mas isso não se refere à morte usual de todos os seres humanos, mas sim, que a própria pessoa vai concordar que todos os seus valores mundanos vão morrer. Assim, ela adquire o próximo nível: a vida espiritual.

Ela sai do seu corpo, sendo liberada de todos os interesses pessoais com o que vai acontecer com ela, acima de todas as situações em que o Criador a coloca. Ela concorda com estas condições, aceitando-as alegremente como construtoras do seu novo nível espiritual, para que a elevem acima de suas condições físicas, levem-na para fora dos limites de sua pele e, principalmente, tornem possível que ela peça a adesão ao Criador de dentro da escuridão. A única inclinação que esta pessoa terá é dar satisfação ao Criador, enquanto ela própria se encontra na escuridão.

Nisso, ela vê a sua salvação, a sua partida do exílio. Fora de sua pele, ela sente a verdadeira vida, porque pode satisfazer o Criador sem qualquer consideração de si mesma. Assim, ela derrota a escuridão, o sofrimento, o medo, a ansiedade, a vergonha que sente, que foram revelados intencionalmente para indicar-lhe os seus limites corporais e ajudá-la a elevar-se acima de si mesma.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 04/04/13, Shamati # 36

Uma Descida É O Momento Para O Salto Para Cima

Dr. Michael LaitmanVasos espirituais são feitos do desejo de receber e sua restrição, da Masach (tela), e da vergonha que está contida nele. A vergonha é por não ser capaz de transformar-me em doação e de ter medo de ligar todos os estados que atravesso Àquele que doa.

Quando me elevo depois de uma descida da sensação de mal e dessa altura examino o estado anterior, vejo que não era ruim. Eu entendo que a descida foi a preparação para a ascensão atual. Eu começo a amar e valorizar o estado anterior e ser grato por ele, pois sem essa descida, eu não seria capaz de subir agora.

Isto me permite valorizar ainda mais a minha subida, uma vez que ela vem para corrigir as falhas anteriores. Então, eu corrijo esta subida com a minha nova atitude em relação a ela e aprendo com essa experiência para o futuro. Agora, eu sei que tenho que me preparar para o próximo estado, para a próxima descida, para que eu seja capaz de controlá-la o máximo que puder e trabalhar acima da razão.

Há muito poucas chances de trabalhar acima da razão num estado de subida, mas a descida nos ajuda aqui. As descidas são realmente os estados mais úteis, não as subidas.

O trabalho de uma pessoa é agradecer pelo passado e, assim, preparar-se para o futuro. Nós devemos sempre dizer que tudo o que aconteceu até agora, seja um conflito com os amigos ou o que quer que seja, foi feito pelo Criador e que não há outro além Dele. Você deve adicionar todos esses estados à revelação do Criador para você, seja na forma de Sua parte “posterior” se for uma descida, ou na forma de Sua “face” se for uma subida.

No futuro, nós temos que estar preparados para o que quer que aconteça. Isto é chamado de entrega (devoção) total. É para isso que nos preparamos no grupo através do investimento em nossos esforços em garantia e ajuda mútua, que, por fim, voltar à própria pessoa.

Tudo depende da nossa preparação. Se ficarmos de braços cruzados e não fizermos nada, dificilmente vamos sentir quaisquer descidas e subidas, mas apenas ligeiras alterações em nosso humor. No entanto, se nos preparamos na conexão com os amigos, seremos capazes de gerir o ritmo do nosso progresso e ver positivamente todos os nossos estados avançados: tanto as subidas como as descidas.

É mais difícil se relacionar de forma decisiva com uma subida do que com uma descida. Na verdade, quando nós estamos numa subida, estamos sob a influência do prazer que nos preenche totalmente e não nos permite esclarecer o estado em que estamos e controlar os desejos.

Durante a descida, no entanto, é o seu desejo que o obriga a procurar ajuda e até mesmo a salvação. Portanto, como está escrito, “O Faraó aproximou os filhos de Israel de nosso Pai Celestial”. Os desejos que são revelados durante uma descida – no exílio, no sofrimento e na sensação ruim – são aqueles que aproximam a pessoa da meta, enquanto as subidas realmente não nos ajudam a avançar.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 02/04/13, Escritos do Rabash