Textos na Categoria 'Disseminação'

A Largura E A Altura

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “O Shofar do Messias”: E não foi suficiente que eles pudessem sair por si mesmos. Deve-se entender de onde terão as nações do mundo tal desejo e ideia. Eu sei que isso é através da disseminação da verdadeira sabedoria, de modo que elas certamente verão o verdadeiro Deus e a verdadeira lei.

Nós estamos falando de processos internos, cujos eventos externos são suas projeções. E o significado é que hoje o “cenário egípcio” é impossível. Deve ficar claro para todos os desejos que a pessoa tem que sair deles e chegar à doação. Assim, a salvação é impossível na projeção sobre o mundo externo até que todo o desejo de receber, ou seja, o mundo inteiro reconheça a sua necessidade.

Portanto, nós somos obrigados a realizar a maior disseminação possível da Cabalá em todo o mundo. É necessário que as nações a recebam de nós, na medida em que possam compreendê-la. Se elas não recebem este método, não o reconhecem e não concordam com ele, então os filhos de Israel, isto é, aqueles em quem a centelha de anseio pelo Criador queima, não têm capacidade de se elevar e corrigir.

É por isso que nós precisamos realizar nosso trabalho em todo o mundo o mais amplamente possível e com a máxima intensidade. Afinal, nós não vamos subir sem a disseminação externa em todas as direções. Esta é a lei espiritual: as nações do mundo são fortes em quantidade, em largura, e nós em qualidade, em altura. Diz-se sobre Israel que é ele pequeno entre as nações, mas é capaz de subir.

Assim, todo o nosso sucesso depende das nações do mundo. Nós saímos para disseminar e atender um público amplo, querendo agradar ao Criador acima de tudo. Nós aproximamos as pessoas Dele, para que neles a unidade seja revelada, ou seja, essa pequena iluminação pela qual nós mesmos, como um elo de transição, somos capazes de agradá-Lo.

É por isso que nós levamos a sabedoria da Cabalá ou a educação integral às massas, com a intenção de aproximar o mundo inteiro do Criador, a fim de agradá-Lo. Ao nos dirigirmos ao mundo, nós mantemos o princípio do “ame ao próximo como a ti mesmo”, que é o amor de criaturas lutando pelo amor do Criador. Essa é a abordagem em que o sucesso é inerente.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 23/08/13, Escritos do Baal HaSulam

As Centelhas Que Flutuam

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como podemos avaliar se uma reunião correu bem? O parâmetro é a sensação de uma “esfera de framboesa”?

Resposta: Uma “esfera framboesa” refere-se a um grupo que se torna um, um Grupo de Dez que se torna um. Assim, cada membro do Grupo de Dez perde seu sentimento de eu e sente que está num nível superior. Em nosso estado, nós somos dez, e no próximo nível, o Grupo de Dez se torna um. Eu chamo isso de uma esfera de framboesa.

Cada um deve tentar imaginá-lo desta forma. Nós anulamos a nós mesmos e subimos pela força de doação e, em vez de dez, nos tornamos um, mas no próximo nível. Isto é chamado de elevar MAN.

Nós entramos no superior como um embrião e começamos a senti-lo. A esfera de framboesa torna-se uma gota de sêmen em relação ao superior. Assim, quando anulamos a nós mesmos e somos incorporados Nele, nós sentimos alguma coisa, mas não sabemos exatamente o que. Eu me sinto bem por causa de algo que está fora de mim, mas eu realmente não entendo onde está e o que está acontecendo. Este é o início de Ibur (concepção).

Se nós sentimos uma onda de calor incomum durante o encontro com o público, é preciso entrar na esfera de framboesa com eles, e, assim, você os estimula.

Cada pessoa tem a raiz da conexão com o Criador, as Reshimot (genes espirituais), que surgiram após a quebra dos vasos. A única diferença é o quão profundamente ela está escondida. No final, todos devem chegar à correção, de modo que, quando você cria uma esfera de framboesa juntamente com o público, é um sentimento especial de conexão. Com isso você transmite o seu despertar a eles, a Luz Circundante. Então, a centelha que está oculta profundamente neles e que não permite que a pessoa a sinta, começa a flutuar e a chegar à superfície.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 23/08/13

Escolhendo O Forte Em Espírito

Pergunta: Se a maioria das pessoas, de repente, lhe dissessem que você estava certo sobre tudo, você consideraria como um mau sinal?

Resposta: Se a maioria viesse para mim, eu tentaria afastar-me delas e espero que eu tivesse força suficiente para fazê-lo. Nunca prometa nada a você mesmo até o fim da correção.

Quanto mais você é criticado, quanto mais calúnias as pessoas divulgam contra você, mais seguro você está e mais protegido ao longo do caminho espiritual. Isto significa que os julgamentos e acusações, calúnias, e os estudantes que saem, apenas tornam-no mais forte. É assim que o esclarecimento gradual do caminho espiritual ocorre.

Quanto mais avançamos, crescemos cada vez menos em quantidade. Grandes círculos serão criados em torno de nós e eles vão se espalhar em ondas, mas o grupo em si permanecerá pequeno, apenas algumas centenas de pessoas. O Sinédrio era de 120 pessoas, e um líder. Eu acredito que isso é que também acontecerá no futuro.

Em qualquer caso, há a lavagem constante da areia dourada, a busca pelos raros indivíduos. As minas de ouro que permanecem, ou seja, aqueles que se unem a nós.

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De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 24/6/13

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Duas Maneiras De Revelar O Ponto No Coração

Pergunta: O que significa não colocar um obstáculo diante de uma pessoa cega?

Resposta: Significa que você não deve dizer a um aluno o que ele ainda não pode superar. Não é sobre as massas, mas sobre os alunos, embora o público geral também possa lentamente se aproximar.

A diferença é que os indivíduos que têm um ponto no coração avançam ao longo do “caminho direto”, revelando este ponto individualmente, enquanto que o público segue seu próprio caminho e descobre o ponto no coração entre eles. Assim, o nosso caminho é independente dos outros e só criamos a influência de um pequeno ambiente em torno de nós. O público, no entanto, avança para o Criador (o atributo de amor e doação), pela conexão entre eles.

Pergunta: Há alguma iluminação saindo desse ponto no coração?

Resposta: Depende da conexão. No caso da população em geral, o ponto no coração é criado no centro do círculo, enquanto que no nosso caso é em cada um dos nós, e estes pontos se conectam no centro do nosso círculo. Então, no nosso caso, o movimento é individual, em grupo, enquanto que para eles é apenas em uma massa, em um grupo e não pessoal. Portanto, temos que educar e servi-los.

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De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 24/6/13

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Vacinação Espiritual

O nosso trabalho espiritual de acordo com o método que recebemos ao estudar a Cabalá é semelhante ao de uma vacina médica contra uma doença, quando é “dado” um pouco de doença a um corpo saudável é: o corpo produz anticorpos e consegue resistir à doença.

Da mesma forma, o nosso desejo é vacinado contra o egoísmo: nós revelamos o seu mal com antecedência antes de sua plena manifestação. Isso é feito por meio do trabalho em grupo, chamando a Luz superior que corrige, na qual gradualmente descobrimos as nossas propriedades egoístas como o mal. E uma pessoa não segue o caminho do sofrimento do egoísmo para a saúde, a qualidade de doação e amor ao outro, mas ao restringir o seu egoísmo com antecedência, trabalhando contra ele no grupo e estudando, sob a influência de OM, ele dirige-se para a meta, semelhança com o Criador, ou seja, a revelação do Criador dentro de si, por um curto caminho de Achishena, enfrentando a doença em sua pequena manifestação dentro de si mesmo, de forma voluntária.

A humanidade precisa reconhecer o seu egoísmo natural como uma doença. A Natureza mostra seu defeito em nós mesmos. Longo sofrimento é necessário para identificar a doença e como curá-la.

A Cabalá oferece um caminho curto e agradável para a correção em vez deste caminho longo e cruel. Mas, mesmo antes, ainda na fase inicial de seu desenvolvimento, é preciso reconhecê-lo como o mal, de que nos precisamos de livrar, perceber a necessidade de sermos vacinados, ou seja, passar por isso com uma pequena dose e nunca ficar doente de novo, para nos tornarmos saudáveis, construirmos uma nova vida.

A essência da disseminação é explicar gradualmente às pessoas qual é a causa dos seus problemas, a nossa natureza egoísta, e como curá-la através do método de uma simples “vacinação”.

Tudo Começa A Partir Do Grupo

Nós precisamos construir o nosso trabalho de acordo com uma organização precisa.

1. Não consigo voltar-me para o todo, para o público em geral, sem antes estar incluído no grupo (grupo de dez).

2. Só após estar incluído nele é que recebo a Luz Circundante (Ohr Makif).

3. Depois disso eu influencio o todo, as pessoas, o que chamamos de “educação”.

4. Unimo-nos a eles.

5. Eu trago-os a todos ao grupo, o que é chamado de trazer as “Nações do Mundo” a “Israel”, e todos merecem descobrir o Criador.

Do grupo eu transfiro para o todo (←) e do todo de volta para o grupo (→) e, por meio da Luz Circundante recebemos Luz Interior (Ohr Pnimi). Porque agora temos um Kli, um desejo de receber, juntamente com a intenção.

Estou encontro-me simplesmente no meio, executando a ação. Eu trabalho num grupo com Galgalta ve Eynaim (GE), e com o público, que é AHP, e eu fico no meio do Terço Superior (1/3) de Tifferet onde há livre escolha.

Portanto, se eu não estou incluído num grupo, não tenho por onde começar. Cada um dos meus passos deve começar a partir desta inclusão e esta é a acção mais importante e o fundamento de todas as acções. Se houver inclusão então é possível continuar a actuar; se não houver inclusão então é impossível continuar. Pois após isto eu ajo, não com minhas próprias forças, mas especificamente através do poder da inclusão mútua que recebi do grupo, graças à submissão. O meu poder individual é egoísta e só através de anulação do meu ego, por meio da inclusão entre os amigos (1), posso receber deles o poder de doação e com a sua ajuda eu dirijo-me ao público em geral (2).

E então eu trabalho com isso também de acordo com a forma como o fiz com o grupo de dez. A minha inclusão na sociedade é como a inclusão com o meu bebé a quem eu quero dar tudo de bom. Eu não sou condescendente, ao invés curvo a cabeça perante o público com amor.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 20/08/13, Conversa sobre os grupos de Dez

As Formigas Sob A Carga Da Doação

Dr. Michael LaitmanA criação é basicamente o desejo de receber, a criatura, “algo do nada”, que significa zero, nada, absolutamente nada. O único caso em que uma ação pode ser atribuída ao desejo de receber é se o desejo opera graças à força da Luz, a força de doação que recebe do Criador.

Até então, ele permanece “do nada”, o que significa que nada vem dele. Mas se ele recebe o poder da Luz e opera graças a este poder, torna-se “algo”. Por isso, é chamado de “algo do nada”. Mas é só esse tipo de trabalho que transforma o desejo em “algo” e sem o qual ele é “nada”.

É um conceito. Não só o desejo não existe, mas não há nada que possamos falar, uma vez que ele não pode responder ou agir de qualquer forma por conta própria. Algo pode ser transmitido através dele, mas ele por si só é “nada”.

Assim, “algo do nada” é “algo” no “nada”. Se algo do Criador é revelado na matéria do desejo zero, então já é “algo do nada”. A partir deste ponto o ser humano já pode se desenvolver. Sua origem do “nada” é a adição mais importante, uma vez que, por si só, fora de sua escolha pessoal, com a ajuda do poder que recebeu do Criador, da centelha do ponto no coração, ela recebeu algo da mente e do coração e transformou o “nada” em “algo”.

Portanto, como a criatura, que é “nada”, recebe o ponto de “algo” do Criador? Nós não sabemos isso. Mais tarde, quando nós subimos os níveis espirituais, o alcançamos.

Há pessoas que sentem o início de “algo” em seu “nada” e querem satisfazer essa centelha. Esta é satisfeita através da conexão com outras centelhas, o que só é possível pela superação do ego que as separa. A matéria do desejo egoísta de desfrutar está entre elas, ou seja, a rejeição, e ao superá-la, elas se conectam numa grande centelha que tem que atingir um determinado tamanho, de modo a assemelhar-se à  Luz, assemelhar-se a “algo”.

Isso significa que também há “algo” em nós e que está em exílio, no cativeiro em poder das cascas (Klipot).  O nosso livre arbítrio, a ação que pode libertar a centelha para o trabalho, está ajudando outro desejo da pessoa a superar a inveja, acima do hiato entre nós. Isso não acontece por si só, mas pelo estudo, com um guia e com o trabalho no grupo. Nós não entendemos o mecanismo dos acontecimentos, mas passamos por eles e isso já cria uma ligeira iluminação. Ela decorre das ações corporais, uma vez que não temos nenhuma intenção ainda, mas ainda agimos em conjunto em diferentes áreas, e essa conexão atrai a Luz Circundante no nível de Nefesh.

Portanto, nós começamos a satisfazer a nossa centelha, o ponto no coração, através de um trabalho mecânico simples. Mais tarde, no entanto, quando terminamos este trabalho, nós começamos um tipo mais esclarecido de trabalho, uma vez que já realizamos certo papel no que diz respeito ao grupo, somos incorporados na conexão mais consciente, e entendemos por que e por qual razão.

Agora eu tenho que tomar uma decisão a respeito de como continuar, quais os passos a tomar e quais evitar. Primeiro eu simplesmente me fundi e agora há ações sérias que tenho que explicar: Como e com que propósito eu me conecto com os amigos? Por que eu deveria superar o meu ego? O que devo pagar pela conexão e o que eu deveria fazer com ela?

Se eu adquiro o poder da conexão, a força de doação, eu não a utilizo para o meu próprio benefício. Eu me conecto com o grupo, a fim de me juntar a eles para receber a força de doação dos amigos acima da minha anulação, e agora eu sou como uma formiga, levando essa força para os outros. Mais tarde eu volto ao grupo e recebo uma nova carga dos amigos, uma nova carga de doação, e mais uma vez passo-a aos outros.

Isso significa ser um elo, e é aí que reside o meu livre arbítrio. Esta é a única coisa que eu posso escolher. Eu continuo uma formiga e não exijo mais nada. Apenas me dê o poder de realizar este trabalho, para me anular perante o grupo e perante o público externo.

Por que eu faria isso? Eu faço isso porque assim dou satisfação ao Criador, porque levo a mensagem e o método de se aproximar Dele ao grupo e às pessoas de fora. Eu tomo suas deficiências, estou incorporado no grupo e, com isso eu elevo uma “oração coletiva”, pelas pessoas de fora.

Não há nada que possamos orar no grupo, uma vez que estamos num estado de Hafetz Hesed. O Criador quer eles e não nós. Ele inseriu uma centelha dentro de nós e agora nós podemos orar em grupo, para que Ele nos dê forças para trabalhar com o público em geral, a fim de dar-Lhe satisfação.

Eu contunamente volto ao grupo com os desejos externos, elevo uma oração, recebo a força de doação, e a passo ao público. Este é o meu trabalho, e quando eu o executo, eu purifico os vasos ou os elevo acima do Parsa, formo os mundos de BYA até o mundo de Atzilut. Assim, uma e outra vez, eu realizo o meu livre arbítrio em relação a cada novo discernimento.

Portanto, na Noite de Unidade em Gaash nós sentimos a necessidade de conexão entre nós; nós construímos a intenção de ter o poder de sair ao público em geral, a fim de cuidar deles e servi-los. Com isso nós queremos trazer-lhes um pouco daquilo que dá satisfação ao Criador. A fim de fazer isso nós precisamos da força e é por isso que nos conectamos.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 18/08/13

Todos Que Sentem As Dores Do Público Merecem Consolo

Dr. Michael LaitmanA realização prática da sabedoria da Cabalá, ou seja, a revelação do Criador às criaturas neste mundo, começa a partir da nossa geração em diante. Agora, juntamente com toda a humanidade, nós descobrimos um Kli (um desejo) para a conclusão da correção, graças à crise mundial e ao nosso trabalho de disseminação em Israel e em todo o mundo. Mesmo que recebamos as menores deficiências das pessoas, graças à conexão entre as suas falhas e as nossas imperfeições, nós podemos elevar tudo isso junto até o mundo espiritual.

As pessoas querem coisas simples, materiais, mas seus desejos são dispostos de tal forma que é impossível corrigi-los sem a ajuda da Luz que Corrige. Esta é a forma da crise atual; cada deficiência, independentemente do seu tipo, é revelada para ser quebrada, egoísta e sem solução no plano deste mundo.

Ela exige a Luz para a sua correção, porque é derivada da inclusão mútua entre todos e requer as conexões corretas em várias direções entre as pessoas e com a natureza inanimada, vegetal e animal. Tudo isto deve estar conectado e ser completado mutuamente, e só então ocorrerá a correção.

Por conseguinte, é claro que a crise não pode ser corrigida através de esforços humanos. Pelo contrário, quando nós aceitamos as deficiências das pessoas e as elevamos, nós realizamos o trabalho Divino, servindo como um canal entre o Criador e as criaturas, e nos tornamos o que é chamado de “reino de sacerdotes e uma nação santa”. Assim, pela primeira vez na história, nós temos a oportunidade de construir um Kli coletivo completo, um buraco de agulha, um Kli para conter a Luz, através da adoção das deficiências do AHP, conectando-as com os desejos de doar de GE e em combinação com a oração (MAN), elevando-as até a Luz de Ein Sof (Ohr Ein Sof).

Diz-se que “todos os que se entristecem com o público merecem o consolo do público”. Isto é, alguém que toma a tristeza e as necessidades do público e as eleva, é o primeiro a merecer a Luz que Reforma, que passa por ele àquelas pessoas com quem ele se preocupa.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 14/08/13

Um Mundo De Misericórdia Sem Malícia

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que significa a inclusão nas deficiências dos outros? Como isso acontece?

Resposta: Quando você está preocupado com os outros, você está incluído em todas as suas deficiências. Dizem que por meio de cinco pessoas você está conectado com o mundo inteiro. É lógico que se os nossos grupos trabalham com a disseminação, por exemplo na América do Sul, onde hoje perto de meio bilhão de pessoas vivem lá, então através da conexão com alguns milhares de pessoas, por meio da rede geral, elas recebem as deficiências de dezenas e até centenas de milhões de pessoas.

Nossos grupos disseminam a educação integral a todos os cantos do mundo e dessa forma eles despertam esta conexão. É lógico que todas as deficiências pegas numa “rede de pesca” alcançam o nosso centro, e a partir daqui o método de correção é produzido. E nós absorvemos as deficiências do mundo inteiro e continuamos a elevá-las ao Criador, a “Malchut de Ein Sof”, querendo ser “como um homem com um coração”.

Quando nós trabalhamos sob a forma de uma pirâmide como essa, nós corrigimos todo o mundo e realizamos o trabalho que é chamado de “trabalho dos Kohanim – sacerdotes”, o trabalho confiado a Israel. Todas as deficiências humanas pertencem ao mundo material: a necessidade de alimento, sexo, família, dinheiro, respeito e conhecimento. Mas nós chegamos a uma crise em que não estamos preparados nem para satisfazer os desejos terrenos sem a conexão correta entre nós. E esta quebra é descoberta cada vez mais, todos os dias.

Anteriormente, nós sofríamos vários problemas particulares, desunião na família, problemas no trabalho e problemas na educação dos filhos. Estes problemas não ameaçavam diretamente nossa existência. Mas hoje os problemas já subiram para o nível da ecologia geral, saúde, desagregação do conceito de família e desemprego em massa. Estes são simples problemas diários dos quais depende nossa existência neste mundo.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 14/08/13

A Cena Da Disputa

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Exílio e Redenção”: É por isso que nossos sábios disseram, “Israel é a mais feroz das Nações,” como alguém que tem a mente mais ampla é mais obstinada.

Esta é uma lei psicológica. E se você não me entende, vá e estude esta lição entre os membros contemporâneos da nação: enquanto nós só começamos a construir, o tempo já revelou nossa ferocidade e assertividade da mente, e o que alguém constrói, o outro arruína.

…Isto é conhecido de todos, mas há apenas uma inovação em minhas palavras: eles acreditam que no final, o outro lado vai compreender o perigo e vai  curvar sua cabeça e aceitar sua opinião.

Isto é exatamente como os diferentes partidos no parlamento — membros do mesmo partido e qualquer pessoa contra si mesma — brigam. Essa divisão significa que tudo está em contraste com o resto. Todos insistem naquilo que acreditam. Todos guardam zelosamente seus próprios pontos de vista, esperando seu rival sucumbir e concordar com eles. Os partidos insistem e se enfrentam, competindo sobre quem é mais forte e quem é mais determinado. Não importa qual abordagem é a mais justa, uma vez que estão todos atrás de quem governará. Todos estão procurando meios de dominar os outros pela força ou astúcia.

Não há esperança de paz e correção em tais condições. É claro que as pessoas estão sob a dominação de todos estes rivais e nunca vão realmente se beneficiar do “circo” no topo.

Nós, no entanto, não devemos tomar nenhuma parte nesta briga. Nós nos voltamos para as pessoas apenas por uma razão: para conectar todos e estabelecer um exemplo de como a conexão nos ajuda a organizar as coisas e ganhar. Não se trata de superar os outros, mas de derrotar os problemas. Esta é a única maneira que podemos agir, e isto é realmente o que o Baal HaSulam tentou transmitir a Ben Gurion (o primeiro primeiro-ministro Israelense) e a outros líderes. Ele tentou explicar como estabelecer as relações corretas no governo e como construir a sociedade e o estado.

De um modo geral, nós podemos fazer parte governo global, estadual ou municipal, mas somente se vocês forem fortes o suficiente para manter a conexão entre todos e constantemente trabalhar nisso. Nesse caso, não faz diferença que assunto é discutido, seja segurança nacional, educação, habitação, problemas de diferentes partes da população e assim por diante. Você só diz uma coisa: é possível corrigir isso com base na conexão e nós temos que estabelecer as relações corretas entre as pessoas. Mais tarde, com base nisso, nós podemos resolver qualquer problema (se algum for deixado) após nos conectarmos corretamente.

De acordo com esta abordagem, nós não participamos da discussão geral, mas sim acumulamos o poder dado a nós pelo povo, de modo que, no final, nós sujeitaremos todas as disputas por meio da solução principal, que é a necessidade da educação integral e da conexão das pessoas. Mesmo se elas não acreditarem em nós, é importante que alcancemos um acordo mútuo que nos permitirá cumprir este método. Isso já trará as mudanças.

Nós nunca devemos discutir com ninguém sobre nada, não importa o quê, exceto o principal: que nós só podemos chegar à uma solução através da educação integral e da conexão entre nós.

Esta é a diferença entre nós e os outros, já que eles discutem a solução para um determinado problema, enquanto nós falamos sobre os meios universais, sobre a abordagem que devemos realizar a fim de resolver qualquer problema. De um modo geral, nós vemos o mundo como um meio para a correção, e eles o veem como uma arena para as suas atividades. Nós pensamos que devemos corrigir a nós mesmos, e eles acreditam que nós devemos corrigir o mundo. É uma enorme diferença, a diferença entre a causa e o efeito.

Alguém pode querer saber como a conexão é relevante para a habitação, para o sistema educacional e outros problemas. Nós dizemos que devemos nos conectar primeiro e depois resolver os problemas. Enquanto isso, as pessoas recebem a educação integral de forma gradual, e os problemas desaparecem. Quando a natureza da pessoa muda como resultado do método correto de ensino, ela já começa a olhar a vida de forma diferente.

Nós ainda devemos esclarecer esse mecanismo, mas já está claro que há vantagens e desvantagens nessa abordagem. A vantagem é que nós não lutamos contra os outros no seu território. Enquanto eles lutam, nós ficamos de fora, já que sabemos que nenhuma das suas soluções vai funcionar, mas apenas a nossa solução. Por quê? Porque eles não entendem o mais importante: que o problema do mundo é a falta de conexão. É daí que se originam todos os problemas. Portanto, em vez de discutir um número infinito de problemas, nós devemos tratar a raiz dos problemas: o fato de que estamos separados.

No entanto, a fim de fortalecer e ativar os meios e os recursos necessários para realizar a educação integral, nós precisamos de grande apoio do público. Nós temos que nos voltar ao público, evitando quaisquer discussões, e receber o poder das pessoas. Não precisamos do poder a fim de provar que uma pessoa derrotou outra. Pelo contrário, nós trabalhamos onde não temos nenhuma competição. Ninguém mais pode estar onde estamos.

Por outro lado, esta também é uma desvantagem. As lutas entre elas são evidentes. As pessoas saem às ruas para alcançar algo, e os líderes falam sobre isso. Nós somos muito abstratos, vagos e pode parecer que falamos sobre uma fantasia de alguma conexão confusa entre as pessoas. No entanto, se tivermos sucesso em explicar que o verdadeiro poder está na conexão entre nós e que ela nos ajudará a mudar nossas vidas, nós seremos capazes de nos afastar para bem longe de todos os “espertinhos” e avançar com segurança ao longo do nosso caminho.

Enquanto a sociedade pressupor que tudo depende do destino cego, os partidos continuarão a discutir métodos e soluções para diferentes problemas. No entanto, ninguém pode resolvê-los, já que eles são oriundos da natureza e ela exige a compreensão do sistema geral que atualmente está oculto da humanidade. Portanto, nós devemos conectá-lo à força da Luz, ser o elo, e então seremos bem sucedidos na realização de nossa missão.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 14/08/13, Escritos do Baal HaSulam