Textos na Categoria 'Dezenas'

Forças Governantes Ocultas

Laitman_524.01Pergunta: Duas forças operam na natureza: a força altruísta que desenvolve a criação e a força egoísta responsável pela diversidade da natureza e nossa individualidade, sentimentos e emoções. A combinação correta entre elas constitui o relacionamento mútuo correto em uma dezena?

Resposta: Sim. Sempre sentimos o contraste entre as duas forças.

Pergunta: Devemos nos tornar como a força altruísta em desenvolvimento?

Resposta: Mas é impossível alcançá-la, percebê-la e apreciá-la se não houver uma força egoísta oposta a ela. A Cabalá não fala em erradicar nada na natureza; fala apenas em alcançar o equilíbrio.

Pergunta: Então, essas duas forças estão escondidas de nós?

Resposta: Até a força egoísta espiritual está oculta de nós, sem mencionar a força altruísta, que está em absoluta ocultação. Existindo no nível animal do nosso mundo, nós percebemos um pouco a força egoísta, vemos o que ela representa. Mas ainda assim, essa não é a força egoísta espiritual.

Pergunta: Como podemos trabalhar em uma dezena se essas duas forças, a altruísta e a egoísta espiritual, estão ocultas? Em que consiste o nosso trabalho?

Resposta: Essas forças estão ocultas, mas nós temos a oportunidade de nos aproximar dos amigos, estudar a Cabalá com eles, tentar mudar nosso estado em relação um ao outro e apoiar-nos mutuamente. Por fim, começaremos a examinar as forças que nos aproximam ou nos repelem.

De KabTV, “Fundamentos da Cabalá”, 20/03/19

O Teatro Bem Na Sua Frente

laitman_939.02Pergunta: Geralmente, eu amo em uma pessoa o que amo em mim e odeio o que odeio em mim. Mas não quero conflitos com outras pessoas porque ainda não me corrigi.

Recentemente, fui a uma peça de teatro e pensei: é possível simpatizar com algum tipo de drama no palco ou na vida e assim aprender a evitar conflitos e começar a amar mais as outras pessoas?

Resposta: Você tem uma grande oportunidade – trabalhe em grupo. Jogue várias produções teatrais de amor e ódio por lá. Tente lutar pela unificação, pelo amor, o tempo todo. Então você sentirá como sua natureza revela ódio mútuo, rejeição um do outro, para você.

Assim, você sempre estará na combinação certa de amor e ódio. E tudo vai ficar ótimo. Você pode literalmente resolver isso na vida. Recebemos a dezena exatamente por isso.

Portanto, não há razão para ir ao teatro. O teatro está bem na sua frente.

De KabTV, “Fundamentos de Cabalá”, 29/12/19

Deixe A Segurança Do Conhecido, O Egoísmo, E Descubra A Perfeição, A Doação

laitman_962.8O desejo pessoal de cada um é muito pequeno, ele é capaz de desfrutar apenas dos prazeres deste mundo. Se uma pessoa adquire os desejos do Criador, isto é, a intenção em prol da doação, ela ganha um desejo ilimitado, um vaso espiritual, e dessa forma desfruta de não receber, mas doar. Ela não está mais isolada, sob o domínio de sensações temporárias, aleatórias e pessoais, mas em um sentido de realização eterna, perfeita e infinita.

Essa é a diferença entre desejos egoístas e desejos altruístas. De fato, o objetivo da criação é deleitar as criaturas. Devemos desfrutar, mas de tal maneira que o Criador possa nos dar realização ilimitada; isto é, não nos limitaríamos. Portanto, precisamos de um desejo que esteja fora da criação, sem limites. E isso só pode ser com doação.

Assusta-nos que supostamente nos afastemos do nosso “eu” e nos perdemos, caindo em escravidão para a força superior. Mas isso não é de todo verdade. Pelo contrário, trocamos um desejo minúsculo, temporário, aleatório e limitado por um perfeito, eterno e ilimitado. Essa é toda a diferença. Mas para isso é necessário superar a barreira psicológica: o meu desejo. Eu me agarro a ele como um bebê a um velho ursinho de pelúcia. Ele não pode abandoná-lo, embora o mundo inteiro lhe seja oferecido em troca: vá, desfrute e abra novos horizontes. Não, ele só quer esse urso, agarrando-o a si mesmo, porque é “meu”.

Por isso, discordamos de nos afastarmos do egoísmo mesquinho, embora isso nos dê apenas problemas. De fato, esses problemas são uma ajuda para nós, um chamado do Criador para sair do egoísmo. Mas, por mais que tentemos tirar o brinquedo das mãos da criança, ela não o deixa ir.

A sabedoria da Cabalá está tentando nos explicar que vale a pena deixar o egoísmo e começar a trabalhar em grupo. No entanto, temos grandes dificuldades em aceitar essas explicações. Somos bem fechados, limitados e incapazes de pensar logo acima dessa fronteira egoísta, acima do nosso velho urso. Nós nos apegamos a ele e nos parece que toda a nossa vida está encerrada nele.

Somente o grupo e a luz que reforma podem ajudar e mudar alguma coisa aqui. Portanto, o Criador, em preparação, rompe a alma comum e diz: “Que se possa ajudar o próximo”. Não posso me ajudar, não sou capaz de combater meu egoísmo, mas posso ajudar meus amigos. E assim é para cada um de nós.

Todos na dezena pensam nos outros e, graças a isso, temos a oportunidade de deixar esse urso ir, abrir nossas mãos e, em troca, entrar em outro mundo, outra realidade. O Criador fez uma ótima preparação para nos dar essa oportunidade afortunada. Precisamos apenas ouvir os conselhos dos Cabalistas. Estamos em um ponto crítico hoje e podemos realizar essa transição se pensarmos seriamente sobre ela e não perdermos a chance que nos é dada. 1

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 28/01/20, “Doar Contentamento ao Criador”
1 Minuto 04:00

Meus Amigos Em Meu Coração

laitman_259.02Podemos imaginar em que consiste a oração ao Criador. Podemos discutir isso em geral. Mas por que é tão difícil pronunciar essas palavras que se dirigem a Ele? Eu tenho que sentir a mim mesmo, e a mim mesmo como parte do grupo, ver a contribuição deles e a impressão do Criador que recebo através deles. Eu reúno todas essas impressões internamente e as uso para me voltar ao Criador através da dezena.

Eu tenho que colocar tudo no meu coração. Sempre que o coração é incapaz de fazer o trabalho, eu ajudo com minha mente, meus pensamentos. É melhor que seja o trabalho do coração, que a mente simplesmente apoie o coração quando não consigo sentir minha mente, trabalhando exclusivamente com os sentidos.

É assim que devemos trabalhar ao longo do dia, todos os dias, reunindo inspiração de todos os amigos. Eu nem preciso me encontrar fisicamente com eles para isso. Meus amigos estão em meu coração, e eu me esforço para senti-los, me inspirar e sentir o Criador, comum a todos nós, dentro de tal inspiração. Com essa inspiração do Criador que recebo através de meus amigos, passo a oração de volta a Ele, MAN, também através de meus amigos. Este é o círculo do nosso trabalho.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá, 29/01/20, “Doar Contentamento ao Criador”

Minuto 51:50

Perceba A Dezena Como Um Lugar Onde O Criador Habita

laitman_962.1Não podemos alcançar equivalência de forma com o Criador, focando apenas Nele. O Criador é ilusório e inacessível à nossa percepção pessoal. No entanto, ajustando nossa percepção ao amor mútuo na dezena, nos direcionamos ao Criador.

O Criador está oculto; Ele existe apenas como uma impressão em nosso vaso espiritual, a dezena. A dezena cuida de trazer satisfação ao Criador por meio deles. Acontece que, a fim de trazer alegria aos meus amigos para que eu traga satisfação ao Criador, eu me elevo acima do meu egoísmo, da preocupação própria, e todo esse cuidado chega ao Criador. Cuidar dos amigos se transforma em um vaso (Kli), revestindo meus cuidados com o Criador.

O Criador está vestido com a minha preocupação pelos amigos, pela dezena. Não posso construir um relacionamento diretamente com Ele, mas se estou pronto para cuidar de meus amigos, o Criador se veste com esse cuidado. Acontece que tenho um trabalho prático que posso fazer e deixo que o Criador se vista nele.

Portanto, é dito: “Do amor aos seres criados, ao amor ao Criador”, e o amor ao Criador é realizado dentro do amor aos seres criados. Somente assim a comunicação com o Criador pode ser alcançada. 1

Meu objetivo é o Criador. Eu quero cuidar Dele assim como Ele cuida de mim. Mas não tenho nada a que me agarrar, porque não sei quem é o Criador, e posso começar a fantasiar sobre Ele, construir ídolos. Inicialmente, Abraão fez isso construindo ídolos. Mas depois ele viu que é impossível alcançar a revelação da força superior que governa toda a realidade dessa maneira.

Portanto, Abraão quebrou os ídolos e começou a ansiar pelo Criador, que não tinha mais uma estátua ou imagem, ninguém para se curvar. A roupagem na qual podemos imaginar ou formar o Criador é a dezena, o grupo. E assim, Abraão começou a reunir pessoas ao seu redor com chamadas: “Quem é o Criador, venham a mim!”, “Ame ao próximo como a si mesmo”, e “O amor cobre todos os crimes”.

A conexão das pessoas é aquele vaso dentro do qual o Criador é revelado. A conexão correta, quando todos se importam com os outros, é o único “ídolo” que podemos construir, para que o espírito superior que preenche o grupo, as dez Sefirot, entre nele. A dezena, tendo alcançado a conexão correta, se transformam na roupagem dentro da qual o Criador habita. Devo perceber a dezena como um lugar, um vaso no qual o espírito superior habita. 2

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá, 21/01/20, Doar Contentamento ao Criador
1 Minuto 16:20
2 Minuto 23:02

O Propósito De Um Grupo Cabalístico, Parte 4

A Estrutura De Uma Dezena

laitman_947Comentário: Depois de Abraão, Moisés continuou desenvolvendo o método espiritual. Ele dividiu o povo judeu em dezenas, pequenos grupos nos quais todos podiam expressar de alguma forma a propriedade de doação e amor.

Até os livros foram escritos pelos Cabalistas não individualmente, mas em dezenas, em grupos. Curiosamente, dez significa não dez corpos físicos, mas um conjunto de desejos. Portanto, duas pessoas também podem ser consideradas uma dezena.

Resposta: Dez é um desejo comum completo. Dessa maneira, O Livro do Zohar foi escrito. Já que estamos na última geração, na correção final, devemos tentar formar o mesmo grupo daqueles que escreveram O Livro do Zohar.

Pergunta: Você e seu professor também eram dez, um grupo?

Resposta: Sim, mas era um estado completamente diferente, diferente de hoje.

De KabTV, “Fundamentos de Cabalá”, 06/06/19

“Entrem Já!”

laitman_962.4Nós continuamos voltando a ler os mesmos artigos, mas devemos vê-los de uma maneira nova a cada vez, como se os estivéssemos lendo pela primeira vez. Se eu abraçar o material como novo, é sinal de que estou avançando. O artigo é antigo, como está escrito: “E vocês ainda estarão comendo da colheita armazenada por muito tempo”, mas toda vez eu encontro um novo sabor nela. 1

Cascateando de cima para baixo, os mundos superiores pavimentam o caminho para nós de baixo para cima, para que finalmente descubramos que estamos de pé no fundo, ao pé da escada, pela qual devemos subir. Tudo já está determinado, em todos os graus. A única opção é se percorremos esse caminho no devido tempo (Beito) para cada parada, ou seja, de acordo com um processo predeterminado, passando de um grau para o outro, ou através do tempo de aceleração (Achishena), acelerando nossa subida de acordo com nossos esforços e, assim, mudar seu caráter.

Todos os estados já são pré-determinados, mas podemos entrar neles por vontade própria, solicitando e fazendo esforços para avançar. Se seguirmos o curso natural do tempo, permaneceremos diante de cada grau até que as condições do antigo grau nos forcem a mudar. Portanto, é uma jornada lenta e desagradável. 2

A parte interna dos mundos é a luz superior vestida de desejos. A parte externa é o esforço que precisamos fazer para entrar na interioridade e ascender. Estamos sempre na exterioridade, a fim de alcançar a interioridade através do nosso esforço.

Em cada grau, passamos da exterioridade para a interioridade. A exterioridade representa as condições que nos recebemos, nas quais precisamos revelar a intensidade de nosso esforço, desejo, vontade e, em seguida, seremos recompensados ​​com a interioridade. É como as linhas esquerda e direita a partir das quais a linha do meio é construída. Os estágios da realização espiritual sempre vão da exterioridade para a interioridade.

Cada pessoa pertence primeiro às nações do mundo, que pertencem à exterioridade dos mundos. Quando ela entende que é necessário alcançar a doação, que só é possível através da nossa conexão e garantia mútua, ela alcança a interioridade e se torna Israel. A cada grau, nós recebemos novas condições e as implementamos, movendo-se da esquerda para a direita. 3

Não podemos nos desconectar artificialmente da expectativa de uma recompensa egoísta, tudo depende da extensão da nossa conexão. Quanto mais nos conectamos, mais sentimos que somos dependentes de uma conexão. E quando dependo de uma – um princípio, uma fonte – tudo o mais desaparece do meu campo de visão porque deixo de levar isso em conta, relacionando tudo à única força superior ao lado da qual não há nada. Tudo depende da nossa conexão. 4

A exterioridade nos domina, para que possamos superar esse controle externo dentro de nós. Toda pessoa consiste em uma parte externa e uma parte interna e, com a ajuda do grupo, do ambiente e do estudo, deve superar a exterioridade, a fim de examinar a interioridade e conectar essa parte interna aos pontos internos dos amigos. É assim que chegaremos ao centro da dezena, onde o Criador certamente está esperando por nós.

Imagine como nós, ou seja, nosso ponto interno, chegamos a um portão pesado de ferro e, se todos estivermos conectados, o portão se abrirá e o Criador nos encontrará no limiar, dizendo: “Bem, onde vocês estavam? Entrem já! A mesa já está posta e tudo está pronto para a festa”. 5

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 17/12/19, “Uma Serva que é Herdeira de Sua Senhora”

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“Abra Para Mim Uma Fenda”

laitman_938.04Pergunta: Baal HaSulam escreveu: “Abra para mim uma fenda de arrependimento, como a ponta de uma agulha, e abrirei para você portões para vagões e carroças para entrar”. É essa ponta de uma agulha que devemos abrir para o Criador em nosso coração?

Resposta: Sim.

Pergunta: Quem pode abri-la?

Resposta: Os amigos.

Pergunta: O que devo fazer para que eles façam isso?

Resposta: Só querer isso.

Da Lição 5, Convenção Mundial de Cabalá na Moldávia 07/09/19, Voltar-se ao Criador

Preparando-Se Para Saltar Para O Próximo Nível Através Da Dezena

laitman_962.2A fé acima da razão é um conceito completamente desconhecido para nós; não existem tais palavras em nosso vocabulário comum. Mas quando tentamos alcançar a conexão, começamos a entender que o principal ponto de observação é o centro da dezena. A partir dele, começamos a nos relacionar com o mundo espiritual, não do ponto individual de uma pessoa, mas desse ponto comum em que a pessoa se dissolve na dezena, deixando sua visão egoísta e pessoal das coisas. Assim, ela sobe da cosmovisão animalesca para a humana, começando a olhar para tudo através da conexão com a dezena.

A partir disso, a pessoa já pode entender o que é a fé acima da razão, com a visão de tudo através da unificação. Eu não existo, existe apenas nós, e meu fundamento e visão vêm da nossa conexão. O ponto do qual estou observando não está mais no meu desejo de desfrutar, mas no meu desejo de dar à dezena. Portanto, esse ponto é chamado de fé, o ponto de Bina, doação.

Anteriormente, eu olhava para tudo do meu desejo de desfrutar, e agora olho do ponto de Bina. Acontece que o ponto de Malchut subiu à Bina, juntou-se a ela e olha para toda a criação a partir daí. Eu me uno ao centro da dezena e olho para tudo com os olhos da fé. Enquanto eu me esforço para entrar em contato com a dezena e percebo nossa conexão acima dos interesses pessoais e dos meus desejos materiais e egoístas, isso determina o tamanho e a altura da minha fé.

Eu gostaria de sentir e entender o desejo de desfrutar com a mente, mas me conecto com meus amigos e me dedico ao objetivo comum, e isso significa que ganho fé acima da razão. O Criador faz de tudo para me trazer de volta ao meu desejo de desfrutar animalesco, para o senso comum, de estar firmemente no chão com as quatro pernas. Mas não quero voltar ao chão, quero me apegar ao centro da dezena, como se estivesse suspenso no ar como uma torre alta.

É assim que construímos esse ponto, o centro da dezena, e começamos a construir uma torre nele, um templo, uma casa de santidade, isto é, um lugar onde Malchut (a casa) está conectada à Bina (santidade). 1

Geralmente, nós nos esforçamos para superar as dificuldades sozinhos, mas isso não está correto. O objetivo é se apegar ao Criador. Se eu quiser lidar sozinho, apenas aumentarei meu egoísmo, rompendo com o Criador. Portanto, em qualquer obstáculo, você precisa ver uma maneira de se ater ainda mais ao Criador, uma razão para um pedido e oração. 2

Rabash, “Toda a Torá é um Nome Santo”: Isto é, qualquer superação na obra é chamada “caminhando na obra do Criador, já que cada centavo se une a uma grande quantidade”. Isto é, todas as vezes que superamos se acumula até uma certa medida necessária para se tornar um Kli para a recepção da abundância.

E assim acontece a cada passo. Nunca pulamos imediatamente, mas avaliamos e experimentamos cada vez mais, como um gato se preparando para pular, até passarmos para o próximo estado. 3

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 28/11/19, O Centro da Dezena

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Sintonizar-se Com A Transmissão Do Criador Através Da Dezena

laitman_260.01Nosso Kli quebrado está gradualmente se movendo em direção ao centro da nossa conexão, que começa a parecer o centro do universo, de todos os mundos, de todo o sistema de Adam HaRishon, em direção ao novo local onde o vaso corrigido encontra a luz. Quanto mais pensamos sobre isso, mais desenvolvemos nossa sensibilidade. Não há nada em nosso mundo que não se possa sentir; tudo depende de nossos esforços investidos, nossa atitude, nosso desejo.

Devemos lutar por esse ponto de conexão com todos os nossos desejos. Tanto a inclinação ao bem quanto a inclinação ao mal acompanham uma pessoa até o ponto de encontro em que nos reunimos e revelamos o Criador. Para conseguir isso, cada pessoa precisa abandonar o seu “eu” e passar da borda externa do vaso comum em direção ao centro do grupo.

Se todos pensarmos juntos sobre o único ponto central, ou seja, o Criador, e avançarmos em direção a Ele, todos deixarão de pensar em si mesmos e se perderão como se não existissem. Devido ao aumento do foco nesse pensamento e à aspiração ao centro, permanecemos com uma única preocupação pela existência de um sistema comum, por sua vitalidade e revelação, e as preocupações pessoais desaparecem. Assim, chegamos gradualmente à autorrestrição e à unidade comum, que cria um lugar para o Criador ser revelado para agradá-Lo.

Dia após dia, essa imagem deve se tornar mais clara em nossos sentimentos e mentes, em nossa visão interior, para que possamos entender e sentir que ela realmente existe. Nós revelamos este estado que existe, este mundo superior, do nada. 1

Tudo o que aconteceu tinha que acontecer. Tudo o que vai acontecer já existe. A única coisa que devo fazer é decidir como passar de uma cena para outra aplicando esforços e a devoção da minha alma. Eu acrescento apenas a minha atitude – restrição, tela e luz refletida – e revelo um estado já existente. 2

Tudo já está perfeito; você só precisa corrigir sua atitude para ver que o mundo inteiro é um mundo do infinito absolutamente perfeito. Mas não sentimos isso, não vivemos nele; portanto, precisamos mudar todos os nossos sentidos para nos sentirmos no mundo do infinito.

Para fazer isso, recebemos a dezena para mirar na direção certa, nos calibrar, focar nossa visão e percepção, nos sentir na eternidade, em novos e verdadeiros valores. Malchut do mundo do infinito é o lugar onde todos nos unimos e nos fundimos com o Criador. O Criador é um e a criação também deve ser uma como o Criador. Tudo o que revelamos é a unicidade do Criador.

Portanto, o Criador nos quebrou, dando-nos a oportunidade de buscar essa unidade em diferentes estados, em prós e contras. Não há mal; há a “ajuda a partir do oposto”, mostrando-nos a discrepância da imagem verdadeira, manifestando-a em todas as nossas sensações e entendimento, na mente e no coração. E para tornar essa discrepância mais aparente, ela a veste em sensações desagradáveis. Acontece que não vejo apenas a distância entre a minha percepção e o meu objetivo, ou seja, entre o mundo imaginário e o mundo genuíno, mas percebo essa lacuna como sofrimento, como dor.

Portanto, chamamos isso de uma inclinação ao mal, embora, em essência, não seja má, mas útil, porque nos ajuda a sentir o quanto nos desviamos da verdade. O trabalho mais importante está na dezena, onde podemos corrigir rapidamente essa discrepância entre nós e o Criador.

É como se eu estivesse construindo uma imagem verdadeira como resultado da dezena, reunindo todos os elementos corretos e conectando-os, aproximando-os e concentrando-os até alcançarem uma nitidez perfeita: dez Sefirot corrigidas preenchidas com a luz superior. 3

A dezena é uma matriz que garante meu contato com o Criador. Eu sinto que estou falando com meus amigos, mas não é assim, é assim que falo com o Criador. A dezena é a linguagem da comunicação com a força superior. Toda a criação é um livro divino, uma conversa com o Criador. 4

O método para trazer o desejo de desfrutar em equivalência com a luz é: dez partes diferentes do desejo que, apesar de suas diferenças, se conectam para se tornarem como a luz, e então você pode ver e ouvir nelas a ação da luz como se em um corpo ou um receptor de rádio. Quanto mais forte a conexão, maior a revelação. Todos os detalhes deste receptor já estão em nossas mãos e agora tudo depende de nós. 5

Parece-me que a dezena são apenas dez pessoas. Mas, de fato, o Criador está falando comigo através delas e eu preciso entender o que Ele quer de mim quando está se expressando através de cada amigo. Este é um código especial, um idioma que eu preciso aprender.

Depois, eu revelarei que dez são as dez Sefirot e verei como cada Sefira brilha com sua própria cor, com uma força e caráter diferentes de brilho e uma conexão diferente com as outras. Por um lado, todas estão incluídas em uma fórmula juntas, mas cada uma delas contribui com sua parte única: mais sabedoria ou misericórdia (Hochma ou Hassadim), diferentes tipos de desejo e conexão com o superior.

É como se eu estivesse na frente de uma tela e quanto mais eu me elevo acima de mim e me conecto com meus amigos, mais entendo o que o Criador está transmitindo para mim. 6

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá, 25/11/19, O Centro da Dezena

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