Textos na Categoria 'Crianças'

As Crianças São Reféns Da Crise Mundial De Alimentos


Nas notícias (do The Independent): “Um quarto das crianças ao redor do mundo não está recebendo nutrientes suficientes para crescer adequadamente, e 300 morrem de desnutrição a cada hora, segundo um novo relatório que disseca os efeitos da crise mundial de alimentos.

“Há 170 milhões de crianças menores de cinco anos cujo desenvolvimento foi retardado pela desnutrição devido à falta de comida para eles e suas mães que amamentam, e a situação está ficando muito pior, de acordo com pesquisa realizada pela instituição Save the Children.

“No Paquistão, Bangladesh, Índia, Peru e Nigéria – países que são o lar de metade das crianças raquíticas do mundo – aumentos recentes nos preços globais dos alimentos estão forçando os pais das crianças desnutridas a cortar a comida e tirar as crianças da escola para o trabalho.

“Um terço dos pais entrevistados disseram que seus filhos rotineiramente reclamam que não têm o suficiente para comer. Um em cada seis pais nunca têm dinheiro para comprar carne, leite e vegetais. Sugere-se que… meio bilhão de crianças vai estar física e mentalmente prejudicado ao longo dos próximos 15 anos”.

Comentário: Se os países desenvolvidos não conduzissem a África à fome, e se nós simplesmente parássemos de jogar fora comida extra, nós poderíamos alimentar o mundo. Então, o problema não é uma crise de alimentos, mas uma crise humana!

As Pessoas Recolhem-se Em Si Mesmas

Dr. Michael LaitmanOpinião (do Vesti.ru): “Os pais querem que seus filhos cresçam auto-confiantes. A s crianças têm por objetivo alcançar o sucesso. A ambição e o sentimento de superioridade são incutidos nelas. A criança é um reflexo do nosso sistema de valores.

“Em 2011, os pais queriam desenvolver em seus filhos a capacidade de atingir seus objetivos, um senso de responsabilidade, e a capacidade de se defender. Em 1998, eram as boas maneiras, a capacidade de se comportar na sociedade e de se comunicar com as pessoas. Hoje em dia, estas qualidades não estão incluídas nem mesmo entre as “cinco mais importantes”.

“Estes dados sugerem que o mundo se tornou muito mais difícil, e as pessoas mais auto-centradas. Nós costumávamos dizer ‘nós’ e agora dizemos ‘eu’, mas é difícil viver assim, quando você tem apenas “eu”: você está sozinho!”.

Meu comentário: O nosso sistema de valores é uma consequência do nosso egoísmo crescente. Ele vai crescer até que percebamos suas propriedades mortais e comecemos a buscar meios de lidar com ele. Então, vamos sentir a necessidade de um método de correção e começar a sair da crise geral. Nós podemos avançar neste momento disseminando o método da garantia mútua.

Quando a Infância Termina

O mundo nos tem tratado com mais rigor, persistentência, sereidade, e tenacidade a cada dia que passa. Voluntária ou involuntariamente, as pessoas sentem que algo tem que acontecer ou já está acontecendo. O religioso atribuí isso para uma força superior, o secular culpa a natureza. De uma forma ou de outra, estamos sob forte pressão que nos obriga a concentrar a nossa atenção e começar a agir.

A cabala nos ensina que há uma maneira de otimizar e acelerar o nosso desenvolvimento. Para isso, temos que reconhecer o que está acontecendo e observar o processo como um todo. Em cada momento temos que escolher a forma de continuar crescendo. Não se trata de estar certo ou errado, mas sim se o nosso progresso está em conformidade com o programa da natureza. Quanto mais perto estamos do programa, o mais rápido progredimos. Tudo depende do nosso entendimento, compreensão e realização de acordo com o algoritmo que a natureza exige de nós.

Como  saber sobre isso? Hoje, podemos chegar a esta conclusão a partir de nossa própria experiência. [Leia mais →]

Re-Educar O Adultos

Dr. Michael LaitmanPergunta: Qual deve ser a estrutura da educação integral? Como nós devemos iniciar a educação de uma pessoa adulta?

Resposta: Obviamente, nós devemos nos ocupar com a educação de adultos, mas ainda temos que colocar o máximo de atenção na educação das crianças, porque mudar os adultos é muito difícil. Por um lado, eles sentem a corrupção total da sociedade onde vivem, e gostariam de mudá-la. No entanto, mudar a sociedade significa mudar a pessoa. É muito difícil mudar uma pessoa. Ao cuidarmos de nossos filhos (algo que é importante para nós), nós também estaremos mudando a nós mesmos.

A maioria de nós é pai de alguém. Quando estivermos envolvidos na construção de uma sociedade completamente diferente para nossos filhos, como se diz, “Se não for por nós, então por nossas crianças”, quando cuidarmos da próxima geração e a educarmos, nós vamos começar, simultaneamente, a nos re-educar.

Pergunta: Será que isso significa que o curso para adultos também deve incluir um curso de formação de educadores de crianças?

Resposta: Isso é imperativo! O curso deverá incluir temas sobre a interação entre os cônjuges, a interação da pessoa com a sociedade, com o patrão, com funcionários e com as crianças, bem como educação infantil. A pessoa deve estar conectada com todos de forma integral.

Da “Discussão sobre a Educação Integral” # 5, 13/12/11

A Educação Marcada

Dr. Michael LaitmanA educação moderna “molda” todos de acordo com um modelo fixo. Não podemos nem mesmo chamá-la mais de “educação”, porque nós não descobrimos a criatividade nas pessoas e não as ajudamos a se desenvolver individualmente.

Ser original faz a pessoa parecer “estranha” e o sistema educacional destrói essas “excentricidades”. A criança vem para a escola e recebe um material padrão, um padrão de perguntas, um padrão de problemas… Finalmente, nós recebemos um padrão, a forma marcada, como bolos de lama na caixa de areia, independentemente de suas tendências individuais.

A nossa educação trata de uma pessoa como uma máquina que precisa executar determinadas funções na sociedade e no trabalho. Isso se reflete também na ciência: poucos cientistas se tornam verdadeiros pioneiros. Afinal, uma personalidade única é necessária para isso, uma nova perspectiva, uma nova percepção, como Einstein ou Friedman.

Hoje, existem milhões de cientistas e no passado não havia mais de uma dúzia. A questão é que o cientista de hoje é um “técnico” que realiza uma série de experiências até que se depara com algo novo. Ele não penetra a natureza da criação, não vê como as coisas crescem desde dentro, e não descobre as novas camadas e novas dimensões como resultado de uma visão especial.

Não, ele simplesmente executa experimentos. Ele tenta uma coisa e outra, e, no final, obtém algum resultado. Claro, o pensamento científico é necessário aqui, mas ele não é descoberto no verdadeiro sentido. Estes não são resultados dos esforços intelectuais de uma pessoa interna. Geralmente, eles são apenas sucessos estatisticamente previsíveis de uma rotina de laboratório repetida.

Portanto, nós devemos traçar uma linha clara entre a educação atual das massas e a verdadeira educação que molda o ser humano em nós.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 10/1/12, “A Liberdade”

A Pessoa Não Pode Ser Educada Sem Conexão Com A Luz

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que o sistema de ensino não evoluiu com o mundo em mudança? Por que nós ensinamos as crianças da mesma forma que fazíamos uma centena de anos atrás?

Resposta: Porque, na realidade, a humanidade não mudou. Só que agora ela alcançar a realização do mal, e só com a nossa ajuda.

Muitos críticos censuram apaixonadamente a educação, mas nada acontece. Na verdade, eles simplesmente afirmam que se sentem mal, mas não vêem o motivo real. Isso porque para vê-lo, eles precisam ser capazes de comparar uma com a outra. Aqui, nós precisamos da Luz que Reforma.

Em nosso mundo, nós revelamos apenas o mal, mas não sua relação com o bem. Esta ainda não é a realização do mal; outra coisa é exigida como critério. Sim, eu me sinto mal, mas não consigo detectar a razão, porque para isso nós precisamos atrair a Luz que Reforma.

Como resultado, as pessoas têm falado sobre os problemas da educação há menos 50 anos, e até agora nada foi resolvido. Esta área consome enormes orçamentos e recursos e envolve um grande número de pessoas. Pais sofrem, os professores sofrem, os alunos sofrem e todos são impotentes.

Na verdade, o próprio sistema é bastante conservador e não quer mudar. No entanto, mesmo sabendo que eles precisam de mudanças, ninguém pode realizá-las. Não há nenhum programa de ação moderno, claro e preciso. Em contrapartida, não se exige muito para simplesmente destruir o que existe. Hoje, é claro que é necessário criar uma criança como um ser humano. Para fazer isto, existem muitas técnicas diferentes: parece que estamos quase lá, mas onde estão esses seres humanos?

No final, nós não conseguimos sem a Luz que Reforma. Mas como uma pessoa pode obtê-la sem ter o ponto no coração? Para fazer isso, ela precisa estar conectada com aqueles que o têm. Portanto, só nós podemos trazer um novo método de educação para o mundo. Nada mais vai ajudar; deve haver conexão com a Luz que atua nos desejos.

Da 4ª parte da  Lição Diária da Cabalá  10/01/12, “A Liberdade”

Não Tenha Vergonha De Si Mesmo

Dr. Michael LaitmanPergunta: A pessoa moderna acumulou uma riqueza com várias limitações: ela foi impedida de expressar seus sentimentos, eles foram banalizados, e assim por diante. É por isso que sua reação normal a algo novo é negativa. Inicialmente, uma batalha dentro da pessoa sempre ocorre, entre um interesse por algo novo e um medo dele. Como nós podemos manter o interesse da pessoa apesar de seu medo e resistência?

Resposta: Quando começarmos a falar de uma pessoa, sua fisiologia, psicologia, sociologia, relações familiares e assim por diante, nós precisaremos fazê-lo objetivamente, de forma abstrata, e não em relação à própria pessoa. Somente depois devemos gradualmente incluir exemplos: aqui está um homem, uma mulher, uma criança; aqui está uma pessoa como ela é, ela reage a si mesma de certa maneira e é composta de certas imagens de percepção, visão e assim por diante. Em outras palavras, nós começamos a falar de algum objeto abstrato e, gradualmente, trazemos esse objeto para a própria pessoa. Acho que desta forma não vamos ter problemas.

A questão é que a pessoa moderna não sabe nada disso. Nós escondemos nossa natureza, temos vergonha de nós mesmos, vergonha diante dos outros, temos medo de mostrar qualquer tipo de fraqueza, porque pensamos que os outros poderiam tirar vantagem disso. Eu tenho que mostrar que estou firme como uma parede atrás de minhas opiniões imutáveis, as quais eu realmente não tenho de todo.

Quando nós gradualmente revelamos o que significa o homem, a sociedade e a natureza em sua forma global e geral, pouco a pouco nós nos acostumamos com o fato de que somos da maneira como somos criados: não sou eu, e tudo em mim funciona independentemente de mim.

Então, o que exatamente é esse “eu”? O “eu” é só aquele que pode pesquisar o que é criado nele pela natureza.

Como médicos que não têm vergonha na frente uns dos outros ou de seus pacientes, ou psicólogos que podem expressar os seus próprios sentimentos, e os de outras pessoas, sem constrangimento, entendendo que tudo isso é uma realidade objetiva, nós, também, somos da maneira que somos. Da mesma forma, nós também precisamos levar a pessoa a tal estado.

Tudo precisa ser baseado precisamente no fato de que a próxima etapa do nosso desenvolvimento é a integração completa de todos em tudo, quando todas as partes da natureza são incorporadas na pessoa, a pessoa dentro delas, e as pessoas umas nas outras, e junto com a natureza nós representamos um todo orgânico.

Nesse caso, não há nada aqui que eu tenha que esconder, me envergonhar, ou tentar ocultar dos outros. Eu devo finalmente chegar a um estado onde, ao contrário, sou obrigado a me revelar totalmente e estar conectado a todos.

É como uma criança que está nos braços de sua mãe: ela não é ninguém, mas concentra toda a atenção da mãe sobre si, e do ponto de vista da natureza, em relação à sua mãe, ela não tem absolutamente nenhuma barreira, fronteira ou tela; pelo contrário, existe uma ligação completa. Nós também, como resultado da nossa educação e criação integral, precisamos alcançar uma conexão no futuro.

É por isso que o nosso fluxo no ensino, experimentando esses cursos, em sua estrutura e interconexão (onde um curso começa e outro termina, ou alguns deles vão em paralelo) precisa ser estruturado precisamente assim: ao longo do eixo do tempo. Os cursos devem se complementar e seguir de forma consecutiva ou sobrepor-se uns aos outros para que as pessoas desenvolvam gradualmente uma atitude correta consigo mesmas, com outros alunos estudando em grupo, e com o mundo inteiro.

Da “Palestra sobre a Educação Integral”, 13/12/11

O Benefício Inestimável das Excursões

Dr. Michael LaitmanPergunta: Que outras secções estão incluídas no curso de educação integral?

Resposta: A parte mais importante nos nossos estudos é perceber, em teoria e prática, a integração de todas as pessoas entre elas próprias, independentemente da idade ou género: homens, mulheres, e crianças. Estudos, treinos psicológicos, levar esta mensagem às massas e a grupos menores, e a criação de novos meios de comunicação social que eduquem uma pessoa em fez de a deformarem, tudo isto deve ser o nosso curso prático principal e primário.

Os outros cursos que discutimos também incluem estudos práticos com crianças e adultos, conduzidos por um psicólogo. Mas os cursos mencionados acima são os principais.

Também incluídas como componente principal na educação das crianças estão as excursões a fábricas, planetários, e outros locais. Introduzimos as crianças à agricultura e ao reino animal para lhes mostrar como a natureza existe na sua forma pura, por que os níveis inanimado, vegetal e animal da natureza se desenvolvem da forma como o fazem em relação a uns e outros. As ferramentas que usamos para este fim incluem filmes educacionais, excursões às florestas, ao lago, ao mar, e por aí fora ,com explicações e conclusões muito precisas e correctas sobre a integração e a interconexão na natureza.

Depois continuamos com o estudo da sociedade humana: como ela evoluiu da parte animal da natureza, saiu das grutas, desceu das árvores, e o que alcançou no seu desenvolvimento, isto é, o que construímos para nós próprios para substituir as tocas que eram as nossas casas, as empresas que fundámos para não ter nunca mais de caçar mamutes, e como estabelecemos a nossa assistência e suporte interligado, mútuo. Nós estudamos a estrutura de todo o tipo de instituições médicas, financeiras, industriais, e de pesquisa, como a oferta e a procura funcionam, e como a humanidade está conectada através de todos estes sistemas. E, com certeza, estudamos o universo.

Nos nossos esforços para examinar a vida e o mundo, conduzimos excursões muito sérias, e não apenas para crianças. Nós vemos como as excursões expandem a perspectiva das crianças e as transformam em adultos pensadores. Depois de cada excursão pedimos às crianças que façam um relatório: onde elas foram, o que elas viram, e porquê as coisas funcionam desta ou daquela forma. Isso é seguido por uma discussão. Todas estas coisas juntas asseguram um olhar muito completo do material. Uma excursão por si mesma não pode acontecer mais do que uma vez por semana porque leva tempo para discuti-la, escrever composições sobre os assuntos, e por aí fora.

O mesmo se aplica aos adultos, que são também da opinião que pastéis nascem nas árvores, ou seja, que não estão familiarizados com processos de produção e não fazem idéia do que a humanidade faz por eles. Excursões para adultos também levam à integralidade e interdependência, razão pela qual o entendimento de que você existe graças ao mundo inteiro que trabalha para o seu benefício é crucial do ponto de vista da educação, suporte moral, e o sentimento de cooperação. Se nós apresentamos esta informação à pessoa desta forma, a sua perspectiva de tudo no mundo muda drasticamente.

A parte mais importante que vem destas excursões é que então nós analisamos se precisamos desta empresa em particular ou não, se é uma necessidade ou um prazer sem o qual podemos viver sem ser à nossa custa, mas simplesmente porque não iríamos ter saudades dela se fosse abandonada. Assim nós ensinamos gradualmente à pessoa a prestar mais atenção ao mundo interior, e não ao exterior.

Da “Palestra sobre a Educação Integral” 12/12/11

Cursos De Gestão Familiar

Dr. Michael LaitmanCada curso no sistema de educação integral carrega uma enorme carga de sentido na mudança de cada um de nós como uma personalidade e como um indivíduo integrante da sociedade. A partir daqui surgem mais cursos práticos sobre a gestão familiar. Isso envolve a conduta numa família, entre cônjuges, com os filhos e com os pais, a educação, e a gestão da casa. Uma grande quantidade de questões de natureza ética e moral surgem aqui.

Eu acho que todos esses cursos devem ser conduzidos por um psicólogo, com muitos exemplos de nossa vida: o que era e o que deveria ser, como construir uma ponte para fazer a transição dos nossos estados do passado (doméstica, conjugal, pertencente à manutenção da casa e a educação dos filhos) para os novos estados.

A educação das crianças e a influência dos pais sobre seus filhos são consideradas separadamente. Nós não desagregamos a família, não exercemos nenhuma pressão sobre os pais, e não os afastamos de seus filhos, como foi feito durante os tempos soviéticos, quando as crianças eram enviadas para o internado ou os kibutzim israelenses, quando eram simplesmente tiradas de seus pais e foram criadas separadamente. De um modo geral, eles perseguiram metas boas, mas tudo veio para exercer força sobre o indivíduo. Não deve ser desta forma.

Sob nenhuma circunstância nós destruímos a família. Nós simplesmente ensinamos às pessoas a inclusão correta entre si. Elas devem se fundir internamente, se conectar de tal forma que a família se torna um pilar da sociedade integral e incorpora uma unidade, um único sistema de pequeno porte que se une com outros sistemas.

Comentário: Como isso pode ser feito? Como eles podem ser unidos?

Resposta: Se tanto os pais como as crianças completarem, essencialmente, os mesmos cursos, exceto que cada um segundo sua idade e mentalidade, então não há problema deles começarem a mudar involuntariamente e discutir essas mudanças em seu círculo familiar. Vergonha e censura não têm lugar aqui, porque toda a sociedade é obrigada a mudar.

Agora todos nós temos que jogar este jogo especificamente, a fim de posicionar-nos sob a influência da natureza. Caso contrário, a natureza vai nos forçar a fazer isso com o seu desenvolvimento posterior mostrando nossa contradição com ela, e vamos experimentar tremendo sofrimento.

Da “Palestra sobre a Educação Integral” 12/12/11

“Amor” À Venda

Dr. Michael LaitmanPergunta: Nos países ocidentais, a publicidade em geral usa, na maioria das vezes, as mulheres num contexto sexual que é mais ou menos óbvio. Por que os homens modernos consideram a mulher como objeto sexual?

Resposta: Isso porque ao longo dos anos, a nossa inclinação ao mal (desejo egoísta) atingiu dimensões enormes. Nós não a corrigimos e ela ainda permanece num nível animal. A atração sexual é a chamada mais simples e natural de se implementar. Praticamente tudo gira em torno dela; é muito fácil criar toda uma “indústria do amor” composta de filmes, TV, música, etc.

Nunca no passado houve tal ideal de “amor” construído. Não importa a forma como nós percebemos os velhos tempos, as pessoas costumavam ser mais diretas e simples. Um homem se casava com uma mulher “adequada” de seu bairro e criava uma família sem envolver tais “questões de elevadas”. A glorificação maciça do “amor” foi lançada cerca de 150 anos atrás; antes, nunca houve qualquer “culto” associado a ele.

Esta noção semelhante a um culto do amor não surgiu por acaso; afinal, o homem deve ter algo para desfrutar. Com o que os homens poderiam se satisfazer? O que eles poderiam encontrar de bom na vida? É assim que a indústria do “amor por atacado” foi criada. Ela usa um prazer simples, poderoso e acessível, que, ao contrário dos outros, não requer quase nenhum investimento. Hoje, ele é usado em demasia na Internet e TV, sem quaisquer restrições.

Além disso, nós alimentamos à força nossos filhos com os efeitos colaterais da “revolução sexual”. Com a ajuda da mídia, a sociedade oprime a criança com os estereótipos do adulto que não são naturais para a geração mais jovem. Junto com os hormônios que as crianças ingerem nos alimentos, nós violamos o processo natural de crescimento e, literalmente, forçamos as crianças a “se modificar.” Este é apenas um lado da crise geral.

Nós nos consideramos uma sociedade racional e inteligente, com certos princípios e considerável experiência; em caso afirmativo, como podemos permitir que tais coisas aconteçam? No passado, os pais se esforçavam em proteger seus filhos das más influências, davam-lhes o melhor que podiam e cultivavam em seus filhos os valores espirituais elevados. O que fazemos com nossos filhos agora? Por que permitimos que meios de comunicação contemporâneos repletos de crueldade, cinismo e sujeira interferiram na vida de nossos filhos?

Por que nós toleramos a vulgaridade consentindo silenciosamente com ele?

A criança vai à escola, assiste TV e navega na Internet. O ambiente a molda de uma forma que ela se torna semelhante a ele. Por que nós não preocupamos ao menos com isso? Será que nós temos algo mais precioso do que os filhos?

Nós não podemos confiná-los em quatro paredes; assim, os canais envenenam os ouvidos de nossos filhos devem ser desligados. Vamos, pelo menos, cuidar de nossos filhos, uma vez que já fracassamos com os adultos. A sociedade deve ser responsabilizada pelo conteúdo que está sendo oferecido para a nossa geração mais jovem. Coisas desnecessárias não devem ser impostas à geração mais jovem.

Voltando ao tema da mulher. Nós não devemos obrigar as meninas a pensar que elas nasceram para seduzir os homens e, portanto, devem olhar dessa forma. Ao fazer isso, nós aumentamos a prostituição e criamos padrões errados nas relações entre os sexos, só porque alguém ganha dinheiro com isso. De uma forma ou de outra tudo gira em torno do dinheiro.

Enquanto deixarmos a mídia “educar” as pessoas, distorcendo-as, não poderemos esperar nada de positivo delas. Ao mesmo tempo, a situação só pode ser melhorada com a ajuda dos meios de comunicação, mas nós devemos controlar sua atividade.

A sociedade deve ser chamada à ordem; entre outras coisas, isso significa que a mídia tem que ser regulamentada. Nós não estamos falando da liberdade de expressão, mas sim sobre da liberdade do apelo animal. Os meios de comunicação devem ser organizados de forma diferente e continuar a trabalhar para o benefício público, em vez de deixar agências de publicidade e suas afiliadas ganhar mais dinheiro.

Nós temos que começar com a educação em massa; caso contrário não há ninguém com quem conversar. As pessoas já foram “esculpidas” e percebem o atual estado das coisas como a única possibilidade.

Assim, os pais transmitem prioridades vagas, pois observam com indiferença os seus filhos se degradarem.

Se uma pessoa em particular – alguém mais velhos ou um adulto – estivesse prejudicando meu filho, eu faria tudo ao meu alcance para evitar qualquer contato entre eles. Mas, de alguma forma, nós não agimos contra a mídia. Pelo contrário, nós conscientemente permitimos que ela entre em nossa casa e concordamos com o que está fazendo. O mesmo se aplica às escolas.

As pessoas simplesmente desistiram. Nós preferimos manter o nosso bom humor mantendo a situação e pensando que está tudo bem. Nosso problema comum é que nós estamos completamente (não parcialmente) consolados.

Alterar o ambiente nos trará alívio. Mas primeiro nós temos que limpá-lo um pouco. Até o momento, enquanto nós estamos sendo suprimidos pela nossa indiferença, o tempo passa…

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 28/12/11, “A Liberdade”