Textos na Categoria 'Convenções'

Quando Todas As Considerações Físicas Desaparecem

Pergunta: Qual é a forma de existência da última geração que vive a fim de divulgar?

Resposta: A sabedoria da Cabalá é uma ciência que é alcançada através da experiência prática. Nada nela pode ser enunciado com antecedência.

Mesmo que houvesse tais casos no passado, então eles foram registrados em qualquer forma, em qualquer nível:  o inanimado, o vegetal, o animal, ou o espiritual, e assim podemos usá-los.

Quando passarmos pela Machsom (barreira) e sentirmos todos os estados espirituais pela experiência pessoal, então tudo será claro e conhecido por nós em todos os estados que Malchut é encontrada com Zeir Anpin, qual Reshimot (reminiscências) deve ser exposta e qualquer que seja a Luz que obtenhamos disto.

Entendemos as relações que surgem entre nós, uma em relação à outra. Esta é o receptor, a fêmea. A outra em relação à primeira é o macho. E é assim que é mutuamente. Não há homens e mulheres aqui no que diz respeito às características sexuais físicas mútuas. [Leia mais →]

Israel E As Nações Do Mundos

Laitman_115_04Está escrito no artigo “Arvut (Garantia Mútua)” que nós fomos escolhidos pela necessidade de ser o povo peculiar de todas as nações, ou seja, ser um grupo especial, a “nação”, que é uma conexão entre pessoas que estão conectadas pela garantia mútua entre si, a força da unidade mútua, ajuda mútua, onde elas são um corpo completo. Este corpo completo poderia ser egoísta como as setenta nações do mundo. Porque cada uma das sete Sefirot de Zeir Anpin é composta pelas dez Sefirot privadas que são as setenta raízes espirituais.

Portanto, quando o vaso geral quebrou, setenta sementes egoístas foram criadas, que estão espalhadas em toda a humanidade. Esta é a fonte da definição de “setenta nações do mundo”, ou seja, setenta diferentes tendências egoístas.

Além disso, há a “nação de Israel”. Quando sob a influência da Luz Superior ocorre uma classificação de todos os desejos das nações do mundo, a Luz, como um ímã, puxa do ego geral os desejos que anseiam pelo Criador, embora eles não estejam corrigidos para doar. Eles são chamados de Israel (“YasharEl,” direto ao Criador). E os desejos das setenta nações do mundo são direcionados apenas para o seu ego.

É assim que a força geral é dividida pela influência da Luz. No início ela se quebrou em pedaços, depois eles se misturaram, se ordenaram, e em seguida ocorreu a separação: uma parte se eleva, esta é “a nação de Israel”, e a segunda parte permanece estática, que são as “setenta nações do mundo”. Na verdade, elas não são nações, mas forças espirituais, que se destacam na natureza e, mais tarde, gradualmente são expressadas nas pessoas.

Há muitos anos, quando o povo da antiga Babilônia despertou um desejo de autorrealização, parte dos babilônios começou a ansiar pelo Criador e se separou de todo o resto. Isto aconteceu sob a influência de Abraão, que foi o primeiro a revelar o Criador, a força da natureza que age na criação.

E a outra parte do povo não sentiu isso, e a partir da influência de Abraão eles sentiram as inclinações negativas opostas. Assim é como as nações do mundo foram espalhadas por todo o mundo apenas em busca de satisfação egoísta. Portanto, se diz: “fomos escolhidos pela necessidade de ser o ‘povo escolhido’ de todas as nações”. Ou seja, nós temos que justificar a intenção que existe em nós.

Assim, apenas o povo de Israel tomou para si e entrou em garantia mútua e não os povos das nações do mundo, que não participaram disso, porque a própria realidade obrigou-os a fazê-lo.

Ou seja, toda a Babilônia foi dividida em dois grupos. Um grupo é a “nação de Israel” (que anseia diretamente pelo Criador) e o segundo grupo as “nações do mundo” (que anseiam por seu ego). Cada grupo se desenvolveu de acordo com seu padrão, mais tarde eles se misturaram, e agora se encontraram. A partir deste momento, nós entramos numa fase especial no desenvolvimento da humanidade.

Mas a correção final do mundo será trazer todos no mundo unidos em seu desejo pelo Criador, e o Criador será revelado a todos os povos do mundo, como os sábios escreveram: “E o Senhor será Rei sobre a terra, e neste dia Ele e o Seu nome serão um”. Deus é a Luz, o Criador, e o nome Dele é a revelação dos quatro graus da Luz “Yod-Hey-Vav-Hey“, letras pretas sobre um fundo branco. “Ele e o seu nome” significa que cada revelação em nosso mundo será boa, plena e eterna, como a própria Luz.

E será dito naquele dia: “E a terra se encherá do conhecimento do Criador, e todas as nações fluirão a ele”. O conhecimento será revelado nos desejos de todas as nações e não na nação de Israel, que só fará o seu papel. E graças ao ego que será corrigido nas nações do mundo, um grande conhecimento geral e a compreensão do Criador serão revelados.

Mas o papel de Israel para com o mundo inteiro é similar ao papel dos nossos antepassados para com a nação de Israel. Nó precisamos ser professores para todas as nações do mundo e ajuda-las a subir na escada de graus como nós.

E cada mandamento (correção do nosso desejo) que o povo de Israel faz a fim de dar satisfação ao Criador, sem qualquer recompensa e amor-próprio (atos de doação pura), serve como estímulo para o desenvolvimento de todos os povos. Afinal de contas, nós estamos todos conectados e transferimos o vírus positivo de nós para toda a humanidade… até que inclinarmos a balança para o lado do mérito. Nós iremos transferir através de nós a Luz Circundante à humanidade, até que ela os conecte. Precisamente assim toda Luz do Criador será revelada em toda a criação.

Portanto, nós temos um problema sério com esta conexão pessoal com o outro, para que possamos formar um desejo comum que seja semelhante à Luz.

A Luz é uma, única e unificada; Ele criou um único desejo, e depois, propositadamente, o quebrou em pequenos pedaços.

E agora, por nós mesmos, com a ajuda da influência desta Luz, precisamos alcançar o estado em que a Luz criará novamente o desejo geral como ele era antes — um, único e unificado.

Mas nós precisamos pedir isso; quando tentamos fazer algo no nosso mundo, nós vemos que não temos sucesso, e devemos pedir que a Luz Superior nos ajude. Este pedido é chamado “elevar MAN” ou uma oração. E se ele for correto, não egoísta, mas direcionado a cumprir esse ato, a Luz irá satisfazê-lo.

Da Convenção em Sochi 10/06/15, Lição 3

A Característica Única Da Luz

Dr. Michael LaitmanTodos nós somos peças de um único desejo, um Kli. Não há propriedades anteriores neste desejo, exceto uma pequena faísca, uma memória implícita do nosso estado anterior chamado um Reshimo, que está dentro de nossos desejos mais baixos, bestiais.

Graças a esta faísca, eu posso subir ao próximo nível, no qual um Reshimo é descoberto em um ainda mais alto nível, e assim por diante.

Um Reshimo é a impressão do próximo estado espiritual, que está completamente quebrado. Em outras palavras, eu tenho impulsos em direção a algo superior, no entanto, eles são direcionados para que eu obtenha prazer nesta situação, irei conquistá-lo. Embora este seja um movimento em direção a algo superior, o movimento é egoísta. Isto significa que, por um lado, meu Reshimo anseia pelo estado mais elevado, mas, por outro lado, é egoísta. O que pode ser feito?

Se a principal coisa para mim é abster-se do ego, eu devo fechar o Reshimo e não avançar para lugar algum. Afinal, quando eu anseio por algo mais à frente e compreendo isso, eu começo a ansiar por uma atividade egoísta ainda maior. Afinal, quanto mais eu avanço em cada nível, eu estou lidando com um ego maior.

Por que isso não me impede? É porque não sou eu quem corrige meu ego; é o trabalho da Luz. Eu só preciso me colocar sob sua influência. E quanto mais eu anseio pela espiritualidade com ainda mais inveja, força e perseverança, mesmo que isso seja egoísta, ao mesmo tempo, se eu me coloco sob a influência da Luz, isto é o que é necessário.

Por conseguinte, eu avanço rumo a um estado espiritual composto por dois componentes opostos. Por um lado, desejos egoístas ainda maiores são revelados em mim, mas, por outro lado, eu os coloco sob a Luz que os ilumina. Desta forma, eu aparentemente me encontro em dois estados opostos. Qualitativamente, eu sou contra a Luz mais e mais. Ainda assim, simultaneamente, eu mesmo e evoco através de um esforço maior.

O contraste entre a relação quantitativa e qualitativa em todos os aspectos nos confunde. No entanto, isso é feito intencionalmente para que aceitemos as condições do próximo nível e as mantenhamos, jogando com este nível.

Baal HaSulam escreve no Shamati 12: A essência do trabalho de uma pessoa deve ser como chegar a sentir gosto em doar contentamento ao Criador.

Onde está isso em mim? Que tipo de gosto eu posso sentir em doar? É egoísta ou altruísta? Eu nem sei. Como eu posso influenciar o Criador e o que eu ganho com isso? Uma vez que tudo o que a pessoa faz para si a distancia do Criador devido à disparidade de forma, será que eu posso obter algum resultado desta situação? Afinal, eu também anseio pelo Criador. Mesmo assim, eu posso repetir mil vezes que estou fazendo isso a fim de doar, e estas serão apenas palavras.

No entanto, se a pessoa executa um ato para beneficiar o Criador, mesmo o menor ato, isso ainda é considerado uma Mitzva (mandamento, preceito), ou seja, uma correção de si mesma.

Portanto, o principal esforço da pessoa deve ser em adquirir a força que sente gosto em doar, que é através da diminuição da força que sente gosto na recepção pessoal. Nesse estado, a pessoa lentamente adquire o sabor em doar. Isto é, nós temos que alcançar um estado em que, quando damos algo, nós apreciamos.

Todo nosso trabalho em grupo é indicado para nos levar gradualmente a isto. No início, nós avançamos sob a influência de um desejo quebrado, ou seja, com a ajuda de sinais de respeito, louvor, gratidão e conhecimento. Quando tentamos ser bons uns com os outros, e apreciamos isso, é porque então parecemos grandes e respeitáveis aos olhos da sociedade e aos nossos próprios olhos.

Mas se continuamos a jogar com isto, podemos adquirir características completamente diferentes, visto que, dependendo de nossas ações (as nossas intenções são certamente quebradas), a Luz que Reforma vai brilhar sobre nós e começaremos a mudar sob sua influência.

Isto é exatamente o que deve sempre ser a nossa base: como podemos agir de tal forma que, em cada momento, estejamos sob a influência maior da Luz Superior? Isto é o que deve determinar nossos atos, pensamentos e intenções em todos os tempos: como agir da melhor forma por dentro e por fora, para que a Luz irradie em nós tanto quanto possível.

Nós devemos nos preocupar sempre com isso o tempo todo, mesmo que essa preocupação também possa estar incorreta. Afinal, o que me parece ser correto hoje vai passar a ser errado amanhã, uma vez que todos os nossos desejos e o flerte com a Luz Superior são egoístas e contra a característica da Luz. Ainda assim, isto não é levado em conta.

Nós estamos num estado que é absolutamente contrário à Ohr Pnimi (Luz Interior) que mais tarde vem a nós. No entanto, nos encontramos em completa acomodação com a Ohr Makif (Luz Circundante).

Obviamente, eu sou um egoísta e estou constantemente tentando colocar algum tipo de característica sob a influência da Luz para corrigi-la para meu próprio benefício. Apesar de minhas correções egoisticamente estarem dirigidas para mim mesmo, a Ohr Makif não olha para isso e ainda brilha em mim de acordo com os meus esforços egoístas e corrige meu ego.

Esta é uma tremenda característica da Luz Superior! Afinal de contas, quando ela deixou o Kli quebrado, ela mesma passou por essa mudança. Ela não leva em conta o estado atual do Kli, mas olha para tudo o que o próximo estado possa trazer.

Então, o mais importante para nós é tentar como uma criancinha o faria, e a Luz vai corrigir tudo. Quanto mais nós agimos de acordo com a Luz Superior, maiores são as correções que podemos obter dela. Esta é precisamente a transição de Lo Lishma (não para o nome dela) para Lishma (para o nome dela), de “para mim mesmo” para “para o Criador”.

Portanto, o principal esforço da pessoa deve ser adquirir uma força que sente gosto em doar.

É difícil para nós falar sobre isso agora, pois nesse meio tempo nós temos um gosto egoísta de doação, ou seja, estamos começando a gostar disso. Para mim, deve haver algum tipo de indicação, sensação e padrão interno. Eu devo dar mais para desfrutar mais, e se eu der menos, desfruto menos. Eu preciso medir tudo, caso contrário não serei capaz de sentir as minhas ações e estarei sob algum tipo de anestesia na qual faço algo, mas não sinto.

Como posso doar e sentir prazer ao mesmo tempo? Porque assim todos estariam dispostos a doar. Qualquer diferença que exista entre a recepção e a doação, a principal coisa é que eu vou ter prazer no momento em que agir. Entretanto, nós não entendemos isso. Neste momento nós só agimos em um plano. Não importa o que fazemos, só recebemos.

Gradualmente, a Ohr Makif realiza tal mudança em nós, de tal forma que começamos verdadeiramente a doar. Nós podemos sair de nós mesmos para um espaço vazio oco que não sentimos, e ainda junto com isto, desfrutamos.

Por que, de repente, nós sentimos que estamos dando a um espaço vazio? Isso ocorre porque na transição do trabalho “para o meu benefício” para o trabalho “pelo benefício dos outros”, eu não sinto a outra pessoa. A ideia é que agora eu a sinto dentro de mim e construo um relacionamento com ela de acordo com sua distância ou proximidade. À medida que ela está perto de mim, eu quero dar a ela egoisticamente, ou caso contrário não a sinto. Eu não estou pronto para realizar até mesmo uma única ação para o bem dela.

Quando uma revolução espiritual ocorre numa pessoa, primeiro ela sente os outros como insignificantes. Em outras palavras, seus sentimentos anteriores e ações desaparecem e os outros começam a aparecer. Isto é semelhante ao nascimento, quando o corpo do recém-nascido começa a funcionar autonomamente e assume fazer tudo o que o corpo da mãe fazia anteriormente por ele.

Uma revolução semelhante acontece conosco. Nós recebemos um entendimento do trabalho espiritual, a possibilidade de doar fora de mim mesmo. Isto é algo realmente inacreditável! E tudo graças à Ohr Makif, que na época da quebra saiu do Kli e se encontra ao seu redor, ou seja, nos cercando. Desta forma, ela pode nos doar.

Da Convenção em Sochi, 6/10/14, Lição 2

Estar Dirigido Aos Amigos É Estar Dirigido À Luz

Laitman_524_01Nosso estudo e disseminação espirituais são derivados da correção da quebra de todo o Kli, o Kli da alma coletiva. Este processo pode ser dividido em três estágios de desenvolvimento.

Quando eu vim ao meu professor, o Rabash, eu conheci cinco ou seis pessoas que tinham estudado com Baal HaSulam.

Elas tinham uma abordagem particular de estudar: sentar calmamente, ler e falar um pouco entre si. Elas trocavam apenas algumas palavras entre si, porque entendiam o que era dito nos livros, e durante a leitura, estavam fazendo ações espirituais internas. É assim que elas avançavam. Como pessoas que caminham junto na floresta ou num campo, essa é a forma como elas trocavam impressões sobre o que “viam” no caminho, enquanto estavam lendo.

A tensão entre elas, e o trabalho interno durante o qual corrigiram seus desejos, era palpável. Ou seja, elas estavam trabalhando tanto junto como separadamente.

Naquela época, nós estudávamos apenas O Estudo das Dez Sefirot e O Livro do Zohar com o Comentário Sulam. Não havia artigos ou cartas do Baal HaSulam e Rabash.

Quando eu trouxe novos alunos para o Rabash, ele começou a escrever artigos, porque isso criou uma oportunidade para falar sobre a correção das pessoas, e o principal, o que nós poderíamos adicionar à Luz Superior.

A Luz Superior nos pressiona e nos move por esses estágios que devemos percorrer. Se não estamos prontos para isso, recebemos a sua influência como um golpe e contra a nossa vontade; nós damos voltas e nos esquivamos para reduzir o sofrimento. Afinal, quando você pressiona algo, o objeto que está sendo pressionado irá adotar a forma mais adequada para a sua condição.

Por outro lado, eu poderia me colocar sob a influência da Luz Superior e atraí-la da forma mais eficaz. A Luz não muda, mas desta forma eu mudo sua influência sobre mim.

Além disso, a minha posição, a minha localização, tomando a forma mais confortável e apropriada para a Luz, não é encontrada artificialmente; sim, eu devo mais ou menos me acomodar com o que devo alcançar. Eu não apenas me esquivo e fujo para algum lugar; em vez disso, eu intencionalmente procuro a influência da Luz.

Como alguém pode fazer isso, quando, afinal de contas, não vemos, não entendemos, e não sentimos a espiritualidade? Assim, o grupo me ajuda, pois nele eu posso encontrar a minha posição mais ideal em relação à Luz. Eu não me acomodo em relação à Luz, porque no nosso mundo, no mesmo plano em que eu me encontro, tenho a possibilidade mais clara e precisa de me dirigir à Luz. Isto não é em relação à Luz, mas no que diz respeito aos meus amigos.

Esta é a razão para a “Shevirat HaKelim” (quebra dos vasos); é assim que eu vou ter a possibilidade de trabalhar com eles. Assim, eu não me forço à Luz; em vez disso, eu posso alcançá-la por meio de características opostas, porque não estou trabalhando com ela, mas com meus amigos. É assim como isso funciona.

A principal coisa é não perder a oportunidade de escolher cada vez a forma ideal de adaptação mútua entre nós. Cada um de nós começa a perceber sua posição máxima em relação aos outros, e, desta forma, entra num quadro unificado como um mosaico ou um caleidoscópio.

Eu já começo a pensar em como meus amigos vão atingir sua forma ideal. Essa “união” é chamada de “centro do grupo”. Onde todo mundo está envolvido nisso, eles se estabilizam para se dirigir a este estado. Quando entrarmos nele, ele vai se fechar, e, nesse momento, nós nos tornamos como a Luz e a sentimos imediatamente. A característica comum de doação – essa é a Luz, o primeiro nível.

Da Convenção em Sochi 11/06/14, Lição 2

De Pessoa Para Pessoa

laitman_942Pergunta: Como é possível transmitir o método integral e compartilhá-lo com milhares de pessoas a fim de que elas evitem os golpes que temos recebido, e os erros que temos cometido?

Resposta: Com elas a realização do método integral vai ser levada a cabo de uma maneira diferente. Hoje uma criança pequena que ainda está sentada num carrinho de criança já está jogando os mesmos jogos que tínhamos medo de abordar.

E ela não só aperta os botões eletrônicos dos jogos, mas também, para nossa surpresa, entende o que está pressionando. Portanto, tudo será diferente, mas como, eu não sei, isso não me interessa. Eu preciso trabalhar agora, trabalhar com as tarefas de hoje.

Pergunta: Qual é o número de pessoas que precisamos abranger através do nosso método? Existe um número particular?

Resposta: Eu acho que o nosso método vai se espalhar de pessoa para pessoa na rede interna entre nós, porque todas as pessoas estão conectadas, como num micélio. Um micélio é uma rede que abrange tudo o que cresce numa floresta: árvores, cogumelos, flores, flores silvestres, e assim por diante. Tudo está ligado por fios finos. Essa é também a forma como estamos conectados.

A disseminação externa influencia a disseminação interna. E a disseminação interna é muito rápida; em apenas uma fração de momento, continentes inteiros são transformados. Pessoas de repente começam a responder às nossas palavras como se já tivessem ouvido enquanto estão sentadas na nossa frente. Nós não precisamos nos preocupar com isso. Nós só devemos fazer tudo o que pudermos.

É dito que no momento em que atingirmos o primeiro nível espiritual, a Luz Superior irá passar por nós a todo o resto dos níveis do mundo. Nós estamos trabalhando no público externo não para corrigir as massas, mas para nos elevar ao primeiro nível espiritual. Assim, a Luz que nos preenche vai ser derramada sobre a borda do nosso Kli e preenchê-las.

É para isso que estamos trabalhando com elas. A sua necessidade, a sua deficiência, é imperativa para nós.

Pergunta: Segue-se que o que mais nos interessa é quantos amigos ativamos nisso?

Resposta: O número de amigos que são ativados não nos interessa, mas sim a qualidade e a quantidade do seu valor total da quantidade e qualidade necessárias por nossa solicitação urgente para que a Luz nos corrija.

Se você estiver com medo antes de sair para disseminar, isso é muito bom, pois significa que você precisa do Criador. Se por enquanto isso não é tão forte, espere, Ele ainda está preparando uma surpresa para você.

Pergunta: Por que quando nós realizamos um workshop no centro pensamos muito mais no Criador e abordamos a unidade, mas quando saímos para um evento, este pensamento desaparece e começamos a pensar em coisas técnicas: como nos expressamos, o que devemos fazer e assim por diante? Como é possível manter o pensamento no Criador, pois afinal esta é a nossa principal tarefa?

Resposta: Certo, esta será a sua principal tarefa. Nesse meio tempo, vocês precisam sentir o quanto a sua aparência diante do público lhes traz o pensamento de que isso é o que está determinando tudo agora, e não o Criador. Por mais que vocês estejam sob a influência do ambiente, de repente vocês se tornam empresários, pessoas de alta tecnologia, e afins. Vocês estão imersos em pensamentos sobre como isso vai funcionar. De uma forma ou de outra, vocês vão esquecer imediatamente que o Criador está fazendo tudo isso. Mas isso não deve atingir os eventos. Tudo isso virá com o tempo.

Da Convenção em Sochi 14/07/14, Lição 3

Os Círculos E Linhas Da Raiz Espiritual São O Processo De Correção

laitman_947O livro mais importante que temos para estudar a criação é o Talmud Eser Sefirot (O Estudo das Dez Sefirot). Este livro é escrito de uma forma muito especial. Ele tem 16 partes, e a primeira parte explica o mundo do Infinito (círculo), onde o círculo é criado pela influência da Luz.

A Luz que criou o desejo preenche-o e determina tudo nele. Portanto, o desejo se assemelha a Luz em sua forma e está sob seu total controle. Este estado é chamado de “mundo do Infinito”. A segunda parte nos fala sobre círculos e linhas. Um círculo é criado pelo desejo, que é convertido numa linha. Esta linha, como um “tubo” que conduz a Luz, torna-se semelhante a Ele e preenche os círculos. Esta ação é realizada desde o inferior ao superior, ou seja, do ser criado que quer ser semelhante ao Criador.

De um modo geral toda a criação é criada desde cima pelo Criador. O ser criado egoísta preenche o mundo do Infinito através de tubos ou linhas. Esta é a forma como ele é construído.

Baal HaSulam, Talmud Eser Sefirot (Volume 1, Capítulo 1, Parte 5): O motivo foi que, visto que a Luz do Infinito era completamente plana, ela tinha que se limitar uniformemente por todos os lados, e não se limitar num lado mais do que no outros.

Sabe-se na sabedoria da geometria que não há nada tão plano quanto uma imagem como a imagem do círculo (200). No entanto, este não é o caso com Meruba (300), com o ângulo perpendicular protuberante, o Meshulash (triângulo) (400), e todas as outras imagens. Por esse motivo o Tzimtzum tinha que ter a forma de um círculo.

Nós sentimos cada revelação da Luz que vem do alto, o que significa que o Criador nos influencia, já que Ele criou tudo. Cada revelação dessa força nos afeta na forma de um círculo. Em outras palavras, isso afeta a todos igualmente. Nós temos que entender que tudo vem do Alto na forma de uma Luz que nos afeta de uma maneira única. Não há preferência de certos desejos sobre outros na influência do alto.

Há um desejo no nível da natureza inanimada, vegetal e animal. Há também muitas pessoas diferentes, grupos e diferentes tipos e jeitos. Não faz diferença como eles se dividem entre si ou quais são únicos, o Criador trata a todos de forma igual. A Luz Superior preenche tudo.

Ela nunca muda no que diz respeito a qualquer pessoa de forma alguma. Tudo decorre da Luz superior direta porque ela preenche tudo. Isto é o que se diz no Talmud Eser Sefirot.

Tudo o que acontece conosco já depende da resposta, do desenvolvimento que desperta o desejo. Os desejos mudam de acordo com seus atributos, de acordo com sua intensidade e constituição. Os desejos são diferentes e se integram entre si. Há muitos desejos, atributos, qualidades, etc., em cada um de nós, e, embora a Luz Direta afete a todos igualmente, cada um de nós reage de maneira diferente.

Curiosamente, na medida em que uma pessoa pode receber a Luz, ela também pode responder a ela. Por exemplo, se alguém é mais esperto do que os outros, seu trabalho também é maior já que é mais esperto e entende melhor e, portanto, também tem que investir seus esforços de forma relativa. Se alguém é mais forte do que os outros, também deve fazer mais do que alguém que é mais fraco, uma vez que o poder foi dado a ele de propósito. Mas não há nenhuma diferença na forma como a Luz considera cada um de nós em sua forma específica, privada e subjetiva.

Tudo é calculado de uma forma muito simples; cada um de nós tem genes espirituais, Reshimot (reminiscências), que determinam o efeito que a Luz tem sobre nós e nos revelam a existência da natureza inanimada, vegetal e animal e dos seres humanos. O Criador afeta cada um de nós de forma igual, e se a pessoa se sente infeliz ou oprimida, ou se está sob a influência positiva ou negativa do destino do Criador, da vida, ou de alguma outra coisa, ela simplesmente precisa procurar um pouco dentro de si. Assim, ela vai perceber que não é diferente de qualquer outra pessoa nos atributos que tem. O Criador trata a todos igualmente e não há injustiça em Sua atitude. Além disso, Sua atitude é a bondade absoluta, como se diz, Ele é “o bom e que faz o bem”. Mas onde nós vemos isso? Depende de como nós cumprimos o nosso atributo sob a influência do “bom e que faz o bem”.

O problema é que nós não queremos aprender, fazer um esforço, e crescer de acordo com a Sua influência. Atributos cada vez mais negativos são acumulados em nós de uma geração para a outra. No final, nós testemunhamos resultados muito infelizes. Embora a Luz superior infinita ilumine a todos igualmente, preenchendo tudo, nós nos afogamos nela, e nos sentimos tão desconfortáveis e desagradáveis, porque nos encontramos em atributos que são totalmente diferentes dos atributos da Luz. Quanto mais positivamente ela nos influencia, mais negativos são os sentimentos que despertam em nós, porque nos sentimos cada vez opostos a ela.

Há o sistema de correção que se destina a corrigir este estado e ensinar os seres criados a se assemelhar ao Criador, para elevá-los ao nível em que eles vão conhecer e alcançá-Lo, conectar-se e alcançar a adesão com Ele. Ele foi dado a nós como o método de correção, sob a forma de a sabedoria da Cabalá, como exercícios, workshops e outros modelos chamados de educação integral ou sabedoria da conexão.

Para onde nos leva este método?

Nós percebemos o mundo através dos nossos sentidos e se começarmos a executar determinados exercícios juntos, de forma semelhante às ações da Luz, do círculo, então, mesmo em nosso nível mais baixo, se nós quisermos de forma simples e mecânica nos assemelharmos à Luz, isso basta para nos aproximarmos dela, sem compreender e sem querer nada. É porque agora nós somos não apenas o oposto de seus atributos, mas também tentamos nos assemelhar a ela de alguma forma. Se atingirmos a equivalência de forma com a Luz, ela nos afeta internamente. Esta equivalência de forma é chamada de linha (Kav).

Talmud Eser Sefirot, Capítulo 1, Item 1: Estas linhas são como um “tubo” fino por onde passa água e fornece Luz aos mundos superiores .

Cada conexão que alcançamos com o Criador passa pelo chamado tubo (tsinor), pela linha. Nós tentamos nos assemelhar à Luz, embora sejamos totalmente o oposto dela. Se nós tentamos nos transformar num círculo que é semelhante ao círculo perfeito da Luz do Infinito, é como se conectássemos nossos dois círculos no tubo. Na realidade, não há tubos e círculos neste mundo e tudo se refere ao nível de conexão entre nós, à compatibilidade entre nós, e a Luz Superior. Assim, deve ficar claro a uma pessoa que se ela tenta fazer isso sozinha, ela simplesmente não tem sucesso. É porque ela não forma um círculo com alguém e por isso é impossível. Tem que haver pelo menos duas pessoas.

Além disso, nós sabemos que a Luz Superior constrói-se em relação ao desejo que ela criou através dos dez mundos, o que significa através de mudanças graduais. Ela constrói o desejo sob a influência de dez níveis, e por isso, se quisermos nos assemelhar à Luz Superior, devemos estar pelo menos entre dez pessoas. Isto porque, em nosso mundo, o homem simboliza o atributo de doação, e a mulher simboliza o atributo de recepção, de modo que o menor círculo (Minyan) é de dez homens que se conectam. Um círculo físico é o nosso encontro físico quando nos reunimos num círculo tentando cumprir essa forma corpórea pelas relações entre nós. Isto significa que nós nos anulamos com relação aos outros e nos conectamos, incorporamos um ao outro, e cada um recebe as deficiências dos outros como se fossem suas.

Depois, nós nos conectamos numa cadeia que obriga cada uma das partes a se incorporar em todas as outras partes, e a estar comprometida com elas e depender de todas as outras partes.

Baal HaSulam diz na parte 2 do Talmud Eser Sefirot que Malchut do superior se torna Keter do inferior. Portanto, Malchut conecta cada superior com o seu inferior, o que significa que há uma equivalência de forma entre eles: Malchut do superior se conecta com Keter do inferior, e, portanto, uma conexão entre as dez Sefirot do superior é estabelecida com as dez Sefirot do inferior; uma conexão entre todos os níveis, desde o mundo do Infinito até o mundo de Assia onde o nosso mundo se encontra como o nível mais baixo do mundo de Assia.

Assim, as dez Sefirot estão conectadas e depois uma e outra de acordo com o Kav. Há um total de 125 desses níveis e cada um é feito de dez Sefirot. Juntos, eles são chamados Kav (linha) e esta é a única maneira da conexão entre os vasos e a Luz do Infinito se estabelecida.

Somente a Luz do Infinito age em toda a realidade. Este é o único lugar para onde todos os nossos desejos ascendem e é só a partir daí que todas as ações que estimulamos por nossas deficiências descem até nós.

A conexão entre todos os círculos (Igulim) entre si passa pela linha. Só através dela é possível operar o sistema dos mundos superiores para que ele nos influencie. É somente através da linha que podemos influenciar a nossa realidade, que não sentimos ou vemos agora. Agora nós sentimos apenas a matéria que está num nível inferior ao nosso: a natureza animal, vegetal e inanimada, e nós não sentimos nada além disso. Nós não entendemos a nós mesmos, não sentimos a nossa essência espiritual, e não percebemos o que está além disso. Se quisermos sentir isso, temos que levar em conta que a única conexão entre os círculos é através da linha.

Por isso, nossa incorporação mútua durante os workshops deve ser de modo que eu sinto totalmente o outro. Eu o engulo com tudo o que ele tem. Não faz nenhuma diferença que atributos, sentimentos, ações ou intenções ele tem, ou se eles são positivos ou negativos. Eu estou totalmente incorporado nele, e ele está incorporado em mim.

Quando ocorre essa incorporação, cada um de nós já anula seu ego com isso. Nós já subimos e nos restringimos de acordo com a primeira restrição. É isso aí. Agora, outra pessoa está trabalhando no meu lugar e eu trabalho no lugar de outra pessoa e tenho saído de mim mesmo pelo menos por alguns momentos, e já executei uma ação espiritual. Além disso, há também a incorporação mútua aqui.

Por que nós devemos entender tudo isso? A fim de começar a mudar e sentir o que estamos fazendo para que possamos ser capazes de examinar a nós mesmos e nos desenvolver corretamente. Afinal, cada ação que fazemos no mundo espiritual, mesmo a menor ação, leva a uma resposta. Nós temos que entender esta conexão e ativá-la.

Baal HaSulam diz que toda a criação, em todas as suas manifestações, é inteiramente definida com antecedência de acordo com o mesmo objetivo: desenvolver-se como resultado desta criação total a raça humana, que será elevada em suas propriedades até que você possa sentir o Criador, bem como experimentar os outros.

Portanto, nós temos que nos concentrar em trabalhar com os outros como se nos concentrássemos no Criador exatamente da mesma maneira. Por quê? Porque, enquanto nossos atributos internos não estiverem concentrados nos atributos do Criador, não vamos começar a senti-Lo. Então, como podemos concentrá-Lo? Onde está o diapasão ou outros parâmetros de distância, força, peso, etc., que podemos usar em nosso mundo como o padrão para isso? Com relação ao que eu posso me concentrar para chegar perto de alguma coisa?

Eu não vejo o Criador. Eu não posso medir se chego mais perto ou mais longe Dele em meus atributos particulares. Além disso, meus atributos egoístas me levam em diferentes direções. Se eles me levassem para trás, eu poderia saber que tenho que resistir a eles constantemente e então saberia se estava avançando ou não, mas eu siu constantemente jogado de um lado para outro sem saber como agir. Isso significa que, além da minha falta de vontade de avançar contra a minha natureza, eu também não sei como fazê-lo. Por isso, eu recebo as condições adequadas: concentrar-me em meu amigo e, assim, concentrar-me no Criador. É por meio do amigo, como se diz, “do amor dos seres criados ao amor do Criador”.

Baal HaSulam diz em seu artigo “O Ensino da Cabalá e sua Essência”: que todas as ordens da criação em todas as suas manifestações são inteiramente determinadas com antecedência de acordo com o mesmo objetivo. Estes são todos os degraus da escada pela qual a raça humana se desenvolve e sobe até o propósito da criação. Estas duas realidades são explicadas em detalhes na sabedoria da Cabalá.

Nós temos que entender isso. Na medida em que pudermos sentir os outros e não a nós mesmos, o que significa as outras pessoas, apesar de nossos desejos egoístas, nós vamos ser capazes de sentir o Criador. “Outros” se refere àqueles que estão mais perto de nós como “O Meio” (intermediários), uma vez que os sentimos e não podemos mentir para nós mesmos no que diz respeito a eles. Eu posso dizer que amo o Criador, que O quero, mas estas são apenas palavras. No entanto, no que diz respeito aos outros, eu não posso dizer isso, porque não sinto atração por eles e não tenho ilusões. Nesse caso, eu percebo que só me preocupo comigo.

É exatamente neste momento, na fase inicial, que o nosso método chamado de educação integral ou sabedoria da conexão aparece. Nós nos sentamos em círculo e pelo exemplo pessoal nos concentramos gradualmente em estar incorporados e em nos aproximar mutuamente por diferentes jogos de exercícios e outros meios. Nós atraímos a Luz Superior a nós na medida em que nos conectamos no círculo e nos concentramos na linha, e a Luz Superior nos influencia.

Curiosamente este é um processo acumulativo. Não importa o que fazemos, isso significa que já fazemos algo. Um pouco de esforço e mais outro, e, assim, uma e outra vez, nada se perde. Tudo o que fazemos em nosso mundo, em nosso ego, é engolido e desaparece. Mas tudo o que fazemos acima do nosso ego entra na linha, que nos concentramos na Luz Superior, e essas linhas permanecem.

Cada vez que eu estou incorporado no círculo, no workshop, eu me transformo de um enorme egoísta redondo, de um pedaço egoísta, numa determinada linha e me conecto à Luz. Outra linha pequena, outro pequeno tubo, e depois outro e outro… assim, eu me transformo em muitas dessas linhas, e, gradualmente, uma vez que estas linhas acumulam o sentimento da força que atua em mim, a força do Criador é criada em mim. Este é um processo gradual. Ele invoca a influência da Luz pelos tubos até o meu pedaço egoísta, e em seguida, começa a perceber algumas das diferentes mudanças que vêm da Luz. Dessa forma, diferentes sentimentos e realizações são criados em mim. Eu saio de mim mesmo e começo a influenciar e a participar com os outros de uma forma mais concentrada. Assim, a pessoa muda gradualmente.

Portanto, nós precisamos de exercícios assim como em qualquer outro campo: nos estudos, nos esportes, etc. Nós precisamos de uma série de exercícios. É como um músico que pratica de manhã até a noite tocando as diferentes escalas musicais. É a mesma coisa aqui; não há nada que possamos fazer sobre isso e é preferível fazê-lo 24 horas por dia. Músicos dedicados praticam o tempo todo. O artista de circo está ocupado praticando todos os dias e um acrobata não faz nada, exceto trabalhar para melhorar a sua performance.

É o mesmo conosco! Esta é a forma como devemos nos sintonizar. Não é um instinto, mas a influência da Luz. Nós temos que nos acostumar com o fato de que nós cooperamos desta forma o tempo todo, mesmo se estamos num círculo. Não há outra maneira de atingir “do amor dos seres criados ao amor do Criador”, o que significa estabelecer dentro de nós os atributos do mundo superior. Nós temos que fazer um esforço real e prestar muita atenção para que não acabemos com nossa vida como as outras pessoas. Todo o nosso trabalho é chegar à sensação do Criador através do sentimento dos outros.

Rabash diz na Carta 42: E nós devemos entender como eles podem ser como “um homem com um só coração”, já que todos nós sabemos o que os sábios disseram, “assim como os seus rostos são diferentes uns dos outros, suas opiniões também são diferentes umas das outras”? Como eles podem ser como “um homem com um coração” se, para começar, são diferentes em seus atributos, desejos e intenções? E o Rabash responde: Se falamos sobre o fato de que cada um se preocupa com as suas próprias necessidades, é impossível ser como um só homem, uma vez que eles são diferentes entre si. Mas se todos se anulam, e cada um só se preocupa com o benefício do Criador, não há mais opiniões privadas, e todas as idiossincrasias são anuladas, e todos entram num único domínio. Assim, nós nos conectamos num nível superior.

Isso significa que o nosso único objetivo é subir acima de nossos corpos e se conectar por meio de diferentes exercícios. Todo mundo tem um corpo espiritual, uma só alma. Baal HaSulam diz que apenas uma alma foi criada, ou seja, Malchut do Infinito, um único desejo. Nós estamos incorporados nela e subimos acima de nossos corpos egoístas separados, e ao sentir a nós mesmos, nossos corpos e os estados da natureza inanimada, vegetal e animal, sentimos o nosso mundo. É porque de acordo com os nossos conceitos egoístas, isso é o que é percebido pelo nosso desejo não corrigido, e, portanto, esta é a forma como sentimos a nossa realidade.

No entanto, quando começamos a nos corrigir, começamos a sentir o que está para além dos níveis inanimado, vegetal, animal e falante e começamos a sentir as conexões entre eles. Mais tarde, quando subimos sobre essas conexões, já começamos a sentir o nosso mundo. Assim, a separação que sentimos desaparece, bem como as conexões, e tudo se funde numa gota, num só corpo pleno.

Do Acampamento Internacional de Verão Na Bulgária 11/07/14, Lição 1

O Melhor Lugar Na Terra

Pergunta: No início você disse que é possível fazer um trabalho espiritual sentado atrás da tela do computador. Então, por que você está dizendo agora que alguém que não veio para a Convenção perde?

Resposta: Foi-me feita uma pergunta: “Há lugares especiais, sagrados e únicos no mundo onde a espiritualidade se faz sentir mais do que em outros lugares?”, eu respondi que não existem lugares assim. Tudo no mundo se encontra sob o controle da uma força única, a Luz superior, que se encontra em repouso absoluto e preenche todo o espaço de forma igual.

Além disso, eu disse que, se a pessoa quer avançar, ela deve encontrar um bom lugar. O que isso significa? Há lugares em que a força maior é revelada em maior medida e há lugares em que é revelada em menor medida.

A força em si existe em todo lugar. Porém, se em algum lugar há grupos de pessoas envolvidas na conexão mútua, elas são capazes de criar a partir de si mesmas e de sua conexão mútua um detector dessa força. Elas a percebem, essa força vive nelas, e elas a aumentam através da sua interação mútua. [Leia mais →]

Como Conceitos Espirituais são Percebidos Pelas Pessoas Comuns

Pergunta: Você usa termos como alma, mundo superior ou espiritualidade que também são usados ​​por muitas religiões e diferentes métodos espirituais. Mas eu sinto que eles dão a esses conceitos um significado diferente.

Você pode explicar com mais precisão a que a sabedoria da Cabalá se refere por conceitos como mundo superior, alma ou reencarnação?

Resposta: A sabedoria da Cabalá foi fundada 5774 anos atrás. O primeiro Cabalista foi chamado Adão.

Ele não foi o primeiro ser humano na terra, porque os seres humanos existiram e se desenvolveram dezenas de milhares de anos antes dele apareceu. A única coisa especial sobre Adão foi que ele descobriu o sistema de forças em que estamos vivendo e descreveu isso em seu livro O Anjo Raziel.

Um anjo não é uma criatura alada que pode voar, mas uma força. Adão chamou-lhe de força oculta, porque não podemos perceber essa força em nossos sentidos corporais, mas só podemos perceber as implicações de suas consequências. Adão foi o primeiro a atingir essa força que gerencia todo o mundo e ele foi o fundador da sabedoria da Cabalá. [Leia mais →]

A Ciência Que Revela O Segredo Da Criação

Nós estamos vivendo numa época muito interessante que é muito pouco clara. A humanidade sempre se acostumou a fazer planos para 10 e até 50 anos à frente. As pessoas sabiam por que estavam vivas e em que direção a sua nação estava se desenvolvendo. Mas cerca de 30 a 40 anos atrás, nós perdemos o nosso rumo na vida e agora já não sabemos por que estamos vivendo e nos desenvolvendo.

Cada pessoa, família e nação está numa situação como esta. Ela nos domina tanto que já não queremos aprender, uma vez que não vemos qualquer resultado disso. As crianças não estão conectadas a seus pais e não querem se casar, criar uma família, ou dar à luz filhos.

Elas não têm qualquer propósito claro e especial na vida, como construir uma casa, criar um filho, e assim por diante. As pessoas perderam o gosto pela vida. Muitas pessoas no mundo estão deprimidas, e para esquecer, usam drogas. O percentual de divórcios está aumentando num ritmo vertiginoso.

Essa época estranha mostra o nosso distanciamento mútuo, a perda da nossa conexão com a nossa nação, com a nossa família e com os amigos. Houve uma época em que havia muito laços fortes entre parentes. Hoje isso não é assim, as pessoas podem viajar para outra terra e viver numa sociedade com uma cultura diferente. [Leia mais →]

Como Alguém Proteger A Nação Da Dissolução?

Pergunta: Será que eu entendi corretamente, que no mundo físico e no mundo espiritual a inveja opera de forma diferente? Se no mundo físico eu quero aniquilar o objeto da minha inveja, no trabalho espiritual funciona ao contrário. Eu não sei o que a espiritualidade é, mas quero sentir isso, então anseio em obter isso através do objeto da minha inveja.

Resposta: Na verdade, quanto mais invejoso você é com relação ao desejo espiritual do seu amigo, mais você se beneficia.

Pergunta: Eu fui um filho da União Soviética. Constatou-se que um desejo foi despertado em nós por essas coisas, que, em princípio, estavam mais perto da prosperidade espiritual do que da prosperidade física. Portanto, era essa a direção certa?

Resposta: Na União Soviética, o entendimento correto era a educação com base nos nossos desejos e aspirações físicas para nos tornarmos a nação mais forte, para governar o mundo, controlá-lo, e mostrar a todos o chicote. Se a liderança do país tivesse agido corretamente, ela teria se ocupado com a educação das pessoas e não teria aspirado apenas a controlar melhor as pessoas.

O problema está nisso. De acordo com o que Baal HaSulam escreveu, tudo aqui foi organizado em prol de um sublime objetivo egoísta e não em prol de um objetivo altruísta voltado ao Criador. Isto porque o Criador é, em princípio, todos nós unidos num todo único geral. Esta é toda a criação, toda a humanidade e toda a natureza em plena doação mútua. A característica chamada Criador é especificamente descoberta aqui. Fora de nós, o Criador não existe.

Se a União Soviética tivesse existido para isso, teria instruído o povo corretamente e não de forma a ser o mais forte, a fim de oprimir os outros, instilar o medo, e exigir respeito. Se não tivesse havido um imenso ego que está na liderança dos políticos beligerantes, então, certamente, tudo teria sido de outra forma. Porém, visto que tudo isso foi em prol de grandes egos, não pelas pessoas, mas para a liderança do próprio povo, tudo desmoronou.

E está certamente desmoronando agora com um barulho ainda maior já que a arrogância tem aumentado: “Nós! Nós! Nós!” “Vamos mostrar a todos”. “Vamos do nosso próprio jeito”. “Nós somos os mais inteligentes, os mais fortes”, e assim por diante. Tudo isso vai rapidamente entrar em colapso. Uma nação não pode existir assim e ele chegará ao nazismo. A queda da Ucrânia é um sinal do que pode acontecer com a Rússia. E tudo isso é porque eles colocam um grande e poderoso ego na liderança.

De modo algum eu desejo algo de ruim para esta nação. Eu a considero minha terra natal, até certo ponto, mas que tomou uma direção completamente errada. Nem o Congresso nem o enorme ego nacional podem evitar a desintegração do país.

Isto é totalmente contra qualquer perspectiva, todo o fluxo da natureza e todas as linhas de desenvolvimento. Assim, ele vai desaparecer muito rapidamente como se nunca tivesse existido. O regime soviético existiu por 70 anos, e tudo vai passar muito rapidamente agora.

Do Acampamento Internacional de Verão Na Bulgária 11/07/14, Lição # 2

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