Textos na Categoria 'Convenções'

Olá, Você Ouve Bem?

laitman_528_04Pergunta: Como eu preciso me preparar para os workshops e como devo me comportar durante eles?

Resposta: Como nos organizamos para falar com o Criador quando isso só é possível através do centro do grupo? Se eu quero fazer uma conexão com alguém por telefone, eu preciso de uma linha telefônica, um dispositivo, bem como a frequência certa.

Eu preciso falar com a pessoa na outra linha num idioma, se comunicar com ela exatamente num tempo pré-determinado, e ela deve ser especificamente a pessoa que eu preciso. Isto significa que tudo deve ser ajustado.

Portanto, como vamos organizar a linha de comunicação que se estende desde o centro do grupo até o Criador para ter certeza de que esta linha está mais ou menos funcionando?

Primeiro de tudo, a fim de criar uma conexão como esssa nós precisamos nos unir. Isto significa que cada um dos nós começa a trabalhar na direção do centro do grupo. É assim que criamos algo compartilhado no centro que é chamado de “nós”, e cada um se esforça para isso.

É assim que vamos construir um aparelho de telefone para a conexão com o Criador. Todo mundo sabe que este dispositivo é complexo mesmo em nosso mundo, e mais ainda no mundo espiritual, onde a conexão é realizada numa frequência completamente diferente.

Esta onda não tem permissão para sair de mim, porque afinal de contas, eu sou o oposto do Criador. Eu sou inteiramente um grande (sinal de) menos, um egoísta. E o Criador é inteiramente um grande (sinal de) mais. Não estamos preparados para entender um ao outro! Então, como eu vou ser capaz de construir um dispositivo que funciona em Sua frequência e me conecta a Ele?

Cada um de nós deve fazer um Tzimtzum (restrição) sobre o ego, ou seja, deve se congelar internamente e não pensar em si mesmo. Isso é chamado de “Tzimtzum Aleph“. Desta maneira eu paro de me preocupar com o meu” eu “. Afinal, no mundo espiritual, no lugar com o qual eu quero fazer uma conexão, eu não existo.

Portanto, eu sou obrigado a realizar um Tzimtzum no meu desejo, um Masach (tela). Além disso, eu preciso trazer algo para fora de mim, de modo que de dentro de mim eu pense no grupo. Através disso eu crio um único componente que está pronto para se conectar com os outros.

É desejável que dez pessoas criem componentes como estes de si mesmas. Então todos nós juntos nos conectamos no centro do grupo, e nosso componente comum (nós) é chamado de sentido da doação, que se assemelha ao Criador. Entre si, uma conexão pode ser criada.

Como na comunicação telefônica, onde a largura da banda pode ser diferente, o mesmo ocorre aqui. Isso depende da grandeza do desejo que a pessoa supera, grande ou pequeno, o quanto ela está incluída com os outros, o quanto eles se entendem, até que ponto o objetivo é claro para cada um e todos juntos, e assim por diante. Estas condições determinam a força da conexão.

Mas, sem a construção de um dispositivo como este não podemos criar uma conexão com o Criador. Portanto, cabe a nós criar uma força como esta, a nossa conexão comum com o Criador, que é a nossa voz, nossas bocas. E pode haver muitas vozes e bocas como essas: é possível dividir os sete bilhões de pessoas em grupos de dez. Menos de dez não é energia suficiente. É possível experimentar cinco ou três pessoas, mas não menos. Dez é o número ideal.

E mais do que dez não estamos prontos para agarrar, pois somos construídos com uma percepção da realidade como esta, de forma que não estamos prontos para ver mais que nossos dez dedos.

Da Convenção Na França “Um por Todos e Todos por Um, 10/05/14, Lição 2

Aprender A Língua Do Criador

laitman_527Se a pessoa não sente que tudo o que acontece dentro dela e em toda a realidade vem do Criador, que é a única fonte de vida, isso se chama punição. E o sentimento de desprendimento próprio também vem do Criador e não é a vontade da pessoa. Não há nenhum castigo maior do que estar desconectado do Criador, ou seja, se esquecer que tudo vem de cima, Dele.

A pessoa deve continuamente renovar seu contato com o Criador, considerar Seus pensamentos e decidir como responder a cada apelo que vem Dele. O que acontece comigo não faz diferença. O importante é que tudo vem Dele: ambos os pensamentos negativos e positivos. Uma vez eu O abençoo e outra vez eu O amaldiçoo; uma vez eu quero me lembrar que Ele está em toda parte e outra vez não quero me lembrar que Ele existe e anseio por prazeres físicos corporais.

Mas tudo isso é enviado por Ele, e nós devemos examinar todas essas situações que são na sua maioria desagradáveis. É porque o Criador me mostra a que ponto estou imerso no meu ego superficial, baixo, enquanto eu tenho que encontrar a resposta certa e entender porque o Criador me envia tais desejos e pensamentos e porque eu quero responder do jeito que respondo e não do jeito que deveria.

Se eu trabalho assim, começo a sentir que preciso de apoio e que é impossível conseguir isso sozinho. Eu posso escapar do grupo  e conseguir por mim mesmo em minha vida corpórea, escondendo-me do Criador e sem sentimento de culpa de qualquer maneira, mas se realmente quero avançar, eu imediatamente sinto que devo esclarecer as minhas relações com Ele.

Não há ninguém no mundo com quem eu acerte minhas contas, pois Ele é a única fonte. Portanto, eu sinto que tenho que estar em um grupo, conectado ao professor, e que eu preciso de apoio.

Neste caso já estreito a conexão com os amigos e com o professor e começo a ouvir. É porque eu preciso de conselhos sobre o que fazer para estar conectado constantemente ao Criador e não esquecê-Lo, para ver corretamente que cada momento da minha vida vem Dele. Eu tenho que me lembrar que mesmo meus pensamentos triviais e meus desejos corpóreos vêm Dele. Tudo vem Dele para me empurrar para uma adesão ainda maior com Ele, à proximidade.

Esta é que deve ser a minha resposta. Isso significa que falamos a mesma língua. Ele me envia sinais diferentes e eu respondo a eles: “Eu entendo e me sintonizo cada vez mais a Você”.

Assim, eu chego mais perto do Criador e O percebo numa resolução maior e mais precisa. Eu vou começar a aprender a Sua língua. Existem muitas línguas no mundo que não nos permitem entender um ao outro. Aqui eu aprendo a língua do Criador: como Ele se vira para mim e como eu deveria responder-Lhe.

Se uma pessoa e o grupo focam-se assim, eles têm êxito muito rapidamente e atingem o contato com o Criador, porque Ele começa a nos ensinar a cada momento da nossa vida.

Toda a criação é influenciada desta forma pelo Criador e, assim, avança e fica mais perto no seu caminho de volta ao Criador. Primeiro, houve a difusão dos mundos de cima para baixo e a quebra, depois a história humana evoluiu, e agora vamos começar a subir para voltar ao mundo do Infinito.

Da Convenção na França “Um Por Todos e Todos Por Um”, 10/05/14, Lição 4

Arrependimento Através Do Grupo

Laitman_524_01Pergunta: O que significa olhar para todos os problemas através do “centro do grupo”?

Resposta: Qualquer um pode dizer que tudo vem do Criador. Isso não é um problema. A questão é como isso me obriga e como eu reajo de minha parte?

Nós não precisamos de um grupo para aceitar humildemente golpes. E não precisamos de um grupo apenas para perguntar sobre o Criador. Mas, para sermos dirigidos a Ele, precisamos de um grupo.

Assim, logo que começamos a nos perguntar sobre o sentido da vida, somos trazidos para o grupo de alguma forma. Todo o nosso trabalho é feito num grupo. E isso não for feito a fim de receber a doação do Criador. Eu também obtenho isso do mundo exterior. Mas o grupo possibilita que eu reaja a essa doação. Pois o problema não é sobre como receber Sua doação; ao contrário, é como responder a ela, como criar contato com o Criador de minha parte.

Eu preciso me corrigir desde dentro, a fim de estar conectado com o Criador. Isso ocorre porque os níveis de ascensão na escada espiritual são as minhas mudanças graduais, os níveis de integração na conquista da uma semelhança e equivalência cada vez maior. Eu preciso falar Sua língua, realizar as mesmas ações, abordar o seu Entendimento, ser cada vez mais congruente com Ele.

Tudo depende de mim. Ele vai me alcançar de qualquer lugar; não há nenhuma dúvida sobre isso. Além Dele, não há ninguém que opere em mim. Porém, sem um grupo eu não tenho possibilidade de responder. Eu simplesmente não entro na mesma dimensão, no mesmo espaço, na mesma matriz e nas mesmas condições em que Ele se encontra.

Se eu quero ser como o Criador, então eu posso fazer isso me aderindo cada vez mais ao grupo. Eu preciso criar Sua imagem, e para isso eu preciso conectar o grupo comigo até que eu finalmente seja como Ele. É necessário passar por todas as etapas, 125 níveis , a fim de se parecer com o Criador. E tudo isso acontece por meio do grupo.

Da Convenção na França, “Um Por Todos e Todos Por Um” 11/05/14, Lição 5

Num Mundo De Causas

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que acontece se nós executamos ações que não são dirigidas ao Criador?

Resposta: Se não dirigirmos nossas ações ao Criador, nós nos fechamos dentro do menor círculo. Em seguida, o Criador não está em qualquer um dos círculos do mundo e nós vivemos nesta Terra: as mesmas nações, as mesmas pessoas, a natureza inanimada, vegetal e animal, o mesmo universo e nós não vemos nada a não ser isto.

Nós não vemos a razão pela qual estamos vivos. E este é o nosso problema principal. Nós não sabemos o que é esta vida, de onde vem e para onde está nos levando. O que acontece antes do nosso nascimento e depois da morte? Nós estamos comprimidos numa estrutura muito limitada.

Os animais também não sabem nada sobre suas vidas. Uma pessoa vem a eles, quer matar e comê-los, mas eles não suspeitam de nada e vivem de acordo com o que lhes é confiado. Se não desejamos sair da estrutura deste mundo, então nossa atitude para com a vida e a realidade não é diferente de qualquer maneira. Nós simplesmente vivemos e continuamos a viver e a procurar constantemente o que é melhor para nós, como animais.

Um animal se comporta a fim de encontrar um lugar que seja mais confortável para cada momento da vida. Nós também buscamos constantemente onde as coisas serão melhores para nós e não pensamos além disso. Não podemos nos elevar acima disso, então nós também nos encontramos no nível do animal exceto dentro de um sistema mais desenvolvido de esclarecimento. Eu procuro onde as coisas vão ser melhores para mim de acordo com muitos critérios; o que me importa é o que os outros dizem sobre mim, o que agora está na moda.

Com os animais tudo é mais simples, e com os seres humanos, tudo é muito mais complexo e complicado. Mas, basicamente, é a mesma abordagem primitiva: a aspiração pelo máximo gozo material da vida e isso é tudo.

Todo mundo é gerido pela mesma abordagem, exceto aquelas pessoas que recebem um desejo de abrir os olhos e sair de seus limites físicos. Então, outro foco de todos os sentidos é necessário para elas se dirigirem para fora em vez de para dentro.

E isto é o que nós aprendemos: como é possível desprender-se do foco anterior, parar de se concentrar e de focar na matéria, remover estes óculos egoístas e ver o mundo de forma diferente, como as causas para tudo isso acontecer.

Da Convenção na França, Dia Dois, 11/05/14, Lição 4

Face A Face Com O Criador

laitman_537O indivíduo e o grupo precisam se comportar como se eles estivessem em um diálogo constante com o Criador. Isto é a tal ponto que qualquer diálogo com qualquer pessoa no mundo não é importante para mim, visto que são todos gerenciados por uma força superior e basicamente não determinam nada.

Eu gradualmente limpo o mundo de todas as influências ilusórias. Eu estou num mundo, num ambiente natural, e com pessoas, uma multidão de forças e vários fatores que me influenciam: governo, vizinhos, família, amigos e inimigos. Mas eu começo a pensar: não, há um Criador acima que organiza tudo.

Ele determina todas as influências das forças da natureza sobre nós, porque eu vejo que as pessoas são incapazes de gerenciá-las. O Criador controla tudo isto: a chuva, o sol, terremotos e tsunamis.

Depois disso, eu atribuo o próximo círculo ao Criador: o governo. Eu entendo que o governo basicamente não decide nada e é gerenciado pelo Criador. Pois o Criador nos influencia através do governo, como é dito: “O coração dos príncipes e reis está nas mãos do Criador”.

Então eu também atribuo ao Criador todos os meus colegas de trabalho, todas as pessoas na minha cidade, minha família, e como minha esposa e meus filhos se comportam em relação a mim; eu posso dizer que tudo isso vem do Criador.

E depois disso, eu também me dirijo ao grupo. Eu gradualmente avanço de cima para baixo; eu atinjo tal estado onde todo o mundo (Olam) desaparece. Toda a ocultação (Alam) desaparece e eu vejo o Criador por toda parte no mundo.

E tudo o que preenchia este mundo: a natureza, o governo, pessoas que são familiares e que são estranhas para mim, minha família e amigos, todos se tornam um vaso no lugar onde o Criador é revelado, que é chamado de Divindade. Em vez deste mundo, eu vejo a Luz Superior que preenche toda a realidade.

Nada mais resta. Eu só vejo a Luz vestindo o mundo. Onde estão meus amigos, onde está a minha família, onde está o governo, onde está toda a natureza? Não há nada! Tudo desaparece, e eu estou face a face com o Criador.

Portanto, este é o princípio-chave: a cada momento acertar as contas com o Criador e esclarecer que tudo vem Dele. Ele primeiro quer que eu entenda que tudo o que acontece à minha frente é o Criador voltando-se para mim num determinado momento para que agora nestas circunstâncias eu alcance a adesão. E há cada vez mais adesão a cada segundo até eu atingir um estado de plenitude.

Da Convenção na França, Dia Dois, 11/05/14, Lição 4

A Linguagem Secreta Do Criador

laitman_423_02“Não há outro além Dele” é o tema principal e mais importante na sabedoria da Cabalá e na vida de uma pessoa. Em primeiro lugar, é a base para toda a nossa visão da vida e a percepção da realidade, uma vez tudo é derivado de uma força. Cabe a nós saber como nos relacionar com o que Ele retrata dentro de nós, como Ele nos construiu para sentirmos como se existíssemos dentro de corpos numa realidade externa, e como os desejos e pensamentos despertam em nós a cada momento, de modo que parece para nós que nós existimos e a realidade nos rodeia.

Mas em tudo está o retrato imaginário que não existe realmente; ele só parece assim para nós. Através da atitude certa para com a realidade e conosco mesmo, através de tudo o que sentimos dentro de nossos sentidos, nós podemos chegar a uma percepção verdadeira do poder superior. Nós descobrimos que Ele existe e realmente determina e molda tudo para nós.

“Não há outro além Dele”, significa que tudo o que eu sinto vem desse Poder Superior, que retrata essa imagem para mim. Cabe a mim relacionar-me com toda a realidade que vem Dele.

Eu esqueço isso a cada momento, e cada momento é uma nova maneira de perceber uma nova realidade, como se eu existisse e o ambiente existisse por si só, não derivado de qualquer fonte externa.

A cada momento eu devo concentrar minha percepção, a minha visão interior, o meu sentimento interior e pensamento, que no final, tudo isso surge como resultado da influência da força superior em mim. Existe um determinado ponto em mim e esta força retrata todo o resto para mim. Dentro desse ponto eu sinto a mim mesmo, e o mundo no qual tudo está girando e se transformando.

Eu devo dizer que tudo o que sinto como uma perturbação que me desvia da percepção correta vem do Criador e que “Não há outro além Dele”. Só Ele cria essa realidade e me confunde a cada momento. Cabe a mim dizer que tudo isso é para o meu próprio bem, ou seja, todos os distúrbios, confusão, decepções, todas as coisas agradáveis ​​e desagradáveis, tudo o que atrai ou repele, tudo o que se atravessa em meu caminho, Ele organiza para mim de forma muito precisa, para que de acordo com todos esses distúrbios, eu me dirija a cada momento à única fonte que desperta tudo dentro de mim.

Nesta guerra entre eu e o Criador (que está sempre me confundindo), eu começo a me relacionar com o mundo como se ele existisse por si só, as várias pessoas que me influenciam e despertam várias impressões em mim, e também que eu estou constantemente mudando-me. Em tudo isso, cabe a mim ver somente a Ele.

Desta forma, eu esclareço todos os Reshimot (reminiscências), ou seja, toda a grande performance que eles retratam na minha frente e na qual eu participo. Se eu persistir, esclarecendo da melhor forma possível, eu sinto que estou avançando. Mas isso não é verdade; eu não avanço dessa forma.

É lógico que se eu me relaciono com o Criador dessa forma, eu me encontro num conflito, em oposição a Ele; nós estamos um contra o outro. Essa atitude é incorreta. Afinal, o Criador organizou todos esses estados para mim para que eu pudesse estar constantemente dirigido a Ele. Eu vou errar, vou ser confundido e não vou ter sucesso em me manter dirigido a Ele e sentindo que toda essa realidade imaginária existe em alguma tela entre Ele e eu, na qual Ele retrata o mundo para mim.

Se a pessoa constantemente quer localizar o Criador por trás de toda essa imagem, ela atinge o desespero absoluto, porque é incapaz de se segurar a isso. Esse desespero é mais útil, dirigido do Criador. Afinal, assim, a pessoa começa a sentir que precisa da ajuda de Cima, porque não é capaz de estar conectada a essa fonte, a essa causa única que constrói para ela a realidade ao seu redor a cada momento. E assim ela irrompe com um pedido, com uma oração, com um grito, com o ressentimento que ela está em constante anseio de estar em conexão com a fonte, com a causa, com o Criador, pois isso lhe escapa. A solicitação é formada por ele, uma demanda correta para que o Criador a ajude. Isso significa que ela para o jogo, a competição contra o Criador, ao passo que o Criador deu à pessoa uma percepção do mundo a fim de que ela se sinta sozinha. E a pessoa sente que esta é a realidade. Ela se refere a isso, sem conexão com a causa que a constrói, que é a força superior. A pessoa vê que está separada do Criador o tempo todo e que se encontra numa performance, num retrato de uma realidade imaginária.

Se o pedido da pessoa se aproxima de ser uma demanda interna repetidamente, ela começa a sentir que está tendo um diálogo com o Criador sobre a realidade, confrontada pelos distúrbios, que ela não vê mais como distúrbios, mas ajuda. Através disso, ela constrói a si mesma, de modo que possa entender e sentir o Criador. Ela começa a aprender a linguagem, como o Criador está se voltando a ela através de toda essa realidade e como ela atribui toda essa realidade ao Criador e sabe como responder a Ele.

Então, a partir de sua reclamação, sua ação contra o Criador, ela alcança graças. Ela começa a entender que é assim que o Criador está desenvolvendo, crescendo e educando-a. Ele está ensinando-a a compreender a linguagem superior, a qual não vem através de palavras ou letras, mas através do mundo circundante.

O mundo inteiro, todos os sentimentos da pessoa sobre si mesma e o mundo, toda a sua percepção se torna uma linguagem muito rica; pois o mundo inteiro está mostrando a pessoa como o Criador se relaciona com ela e como ela se relaciona com o Criador em resposta.

O mundo torna-se uma tela na qual, através de várias formas, cores, sons, através de todas as distinções na percepção do mundo, a pessoa começa a identificar um código muito original e escondido. Como resultado disso, ela começa a sentir e entender o Criador.

Em vez das reclamações contra o Criador de que ela não tem controle sobre o mundo e de que não pode identificar a fonte, a força superior, a causa única, ela começa a agradecer ao Criador por tudo o que acontece. Sobre isso se diz, “O mundo inteiro é útil para ela”. É assim que a pessoa avança.

A questão que começa a ser esclarecida é: “Por que o Criador fez tudo isso?” Na medida em que a pessoa está pronta para agradecer ao Criador, a identificar-se com Ele, a se desprender de si mesma, como se não existisse, mas está pronta para penetrar na imagem que o Criador apresenta a ela e se identificar com a força superior, ela realmente começa a sentir por meio desta linguagem, que é o mundo inteiro, que ela está aderida ao Criador e avança junto com Ele por meio desses mesmos passos, mudanças, formas coloridas, sons, sentimentos e pensamentos.

A pessoa se identifica com o Criador, e muda tanto que começa a avançar em conjunto com o Criador no mesmo movimento. E ela não só recebe impressões do Criador, mas tenta reagir, aderir a essa forma, a esse mundo, e a essa imagem. Ela não vai atrás do Criador como uma criança, mas ambos começam a trabalhar com a mesma forma, com a mesma taxa. Então este mundo desaparece.

Pois o mundo é o resultado da diferença entre a influência do Criador sobre a pessoa e a reação da pessoa com respeito a isso. Mas se eles começam a ser iguais, a se mover na mesma taxa, com cada passo sem qualquer diferença entre o ato que o Criador inicia e o ato que a pessoa termina, mas tudo acontece juntos, então a forma do mundo, a imagem do mundo, desaparece (“Olam” [mundo] vem da palavra “Halam” [escondido]). Então, a pessoa e o Criador se conectam. Este estado é chamado de “adesão”. Isso é o que devemos alcançar.

Da Convenção na França “Um por Todos e Todos por Um”, 10/05/14, Lição 2

Aprendendo A Língua Do Criador

laitman_528_01Se uma pessoa não sente que tudo o que acontece dentro dela e em toda a realidade vem do Criador, que é a única fonte da vida, isso é chamado de punição, embora o próprio sentimento de desprendimento também venha do Criador e não é a vontade da pessoa. Não há maior punição do que ser separado do Criador, o que significa esquecer que tudo vem do Alto, Dele.

A pessoa deve renovar continuamente o seu contato com o Criador, considerar seus pensamentos e decidir como responder a cada apelo que vem Dele. O que acontece comigo, não faz diferença. O que importa é que tudo vem Dele: tanto os pensamentos negativos como os positivos. Uma hora eu O abençoo e outra hora eu O amaldiçoo; uma hora eu quero lembrar que Ele está em toda parte e outra hora eu não quero lembrar que Ele existe, mas anseio por prazeres corporais.

Mas Ele envia tudo isso, e nós devemos examinar todas essas situações, que são em sua maioria desagradáveis. É porque o Criador me mostra até que ponto eu estou imerso no meu ego desprezível e superficial, enquanto eu tenho que encontrar a resposta certa e entender por que o Criador me envia tais desejos e pensamentos e por que eu quero responder da maneira que eu respondo e não do jeito que eu deveria.

Se eu trabalho dessa maneira, eu começo a sentir que preciso de apoio e que é impossível conseguir sozinho. Eu posso escapar do grupo e conseguir por mim mesmo só na minha vida corporal, escondendo-me do Criador e sem me sentir culpado de forma alguma, mas se eu realmente quiser avançar, eu imediatamente sinto que devo esclarecer minhas relações com Ele.

Não há ninguém no mundo com quem eu acerto minhas contas exceto Ele, porque Ele é a única fonte. Por isso, eu sinto que tenho que estar num grupo, conectado ao professor, e que preciso de apoio.

Nesse caso, eu já estreito a conexão com os amigos e com o professor e começo a ouvir. É porque eu preciso de conselhos sobre o que fazer, a fim de estar constantemente conectado ao Criador e não esquecer Dele, para ver corretamente que cada momento da minha vida vem Dele. Eu devo me lembrar que mesmo os meus pensamentos triviais e os meus desejos corporais vem Dele. Tudo vem Dele, a fim de me empurrar para uma maior adesão e proximidade com Ele.

Essa deveria ser minha resposta. Isso significa que nós falamos a mesma língua. Ele me envia diferentes sinais, e eu respondo a eles: “Eu entendo e me sintonizo mais e mais com Você”.

Assim, eu me aproximo do Criador e O percebo numa resolução maior e mais precisa. Eu começo a aprender a Sua língua. Há muitas línguas no mundo, que não nos permitem entender um ao outro. Aqui eu aprendo a língua do Criador: como Ele se volta a mim e como eu respondo a Ele.

Se uma pessoa e o grupo se concentram dessa forma, eles têm êxito muito rapidamente e atingem um contato com o Criador, já que Ele começa a nos ensinar a cada momento de nossa vida.

Toda a criação é influenciada dessa forma pelo Criador e, portanto, avança e fica cada vez mais perto em seu caminho de volta ao Criador. Primeiro houve a propagação dos mundos de cima para baixo e a quebra. Depois, a história humana evoluiu e agora nós começamos a subir, a fim de retornar ao mundo do Infinito.

Da Convenção na França “Um por Todos e Todos por Um” 10/05/14, Lição # 4

Primeira Familiaridade Com O Criador

No trabalho espiritual procedemos na linha direita, que é no sentido de doação, aproximação, e unificação. E tudo contra isto que é despertado em nós é o que precisamos corrigir. Só isto! Todo o resto é feito intencionalmente e não está sujeito a qualquer correção. Recebemos todos os tipos de distúrbios de modo que possamos decidir o que precisamos com mais clareza. De tal modo que começaremos a preferir da providência geral, que não está sujeita a qualquer correção ou realização individual, pessoal do Criador. Especificamente é aqui, onde, seguindo os nossos esforços, nos é mostrado o quanto não estamos prontos para fazer isso.

Por quê? Assim vamos precisar de ajuda do alto.

As forças, que estão despertas especificamente neste lugar de unidade e empurram-nos para longe um do outro, são uma expressão do Kli estilhaçado.

Especificamente, não devemos perder esses desejos e características. No momento em que esta cobra revela-se interiormente, você deve agarrá-la de imediato, sufocá-la constantemente e não deixá-la ir. Parece-lhe que você estrangulou-a, você respira facilmente e pode, então, abraçá-la. Mas depois de um momento, ela acorda de novo. Isto acontece mesmo dentro de um segundo e não há interrupção! E isso é bom. Constantemente, precisamos realizar movimentos de início e interrupção como esses.

O reconhecimento do mal é o primeiro estágio e é muito difícil. Em todos os níveis, será cada vez mais agudo e exigirá uma intenção mais precisa, consciente, emocional e analítica. “Porque este sentimento é despertado, para quê, ou isso é apenas a rejeição? Por que isso? Para quê? O que o Criador quer me dizer”? [Leia mais →]

Tudo Isso Está Muito Perto

Você ajuda o grupo quando você tenta manter o sentimento de pertencimento a uma conexão geral. Alguém pode cair, mas é a sua própria queda particular, e, ao mesmo tempo, você pode permanecer no mesmo estado que alcançou na convenção.

Por exemplo, eu não sinto que eu deixei a convenção. Nos dias após a convenção só tenho ficado mais forte, adquirido a experiência do novo nível que foi atingido na convenção, e, assim, tenho descoberto novos discernimentos.

É porque tal estado não existia anteriormente em nossa realidade, no processo de correção, ou no mundo de hoje. Realmente começamos a correção das almas! Até este exato momento, tudo anterior a este tempo era só preparação. O pecado (a quebra do primeiro homem), Babilônia, a escravidão no Egito, a destruição dos templos, e o exílio eram todos necessários a fim de preparar os desejos para a correção. Agora começamos esta correção! [Leia mais →]

Uma Convenção Pelo Método De Abraão

Dr. Michael LaitmanPergunta: Será que quem for à Convenção encontrará sua alma e começará a vida espiritual?

Resposta: Ele vai tentar fazer isso. Talvez, isso seja alcançado não de uma só vez, mas ele certamente irá se mover na direção certa.

Por isso, os Cabalistas convidam muitas pessoas de todos os lugares para a sua Convenção, a fim de se unir. Nós cantamos, dançamos, ouvimos conversas, palestras, realizamos workshops em círculos, e temos reuniões de amigos (Yeshivat Haverim). Milhares de pessoas de todo o mundo se reúnem, desde os locais mais remotos, como Austrália, Nova Zelândia, América do Sul, Japão e China.

Os Cabalistas reúnem todas essas pessoas e as ensinam a se conectar mutuamente, de acordo com o mesmo método que foi estabelecido por nosso antepassado Abraão.

Portanto, nós aumentamos o poder da nossa conexão com cada Convenção. Aos poucos, nós chegamos a tal conexão, a qual será suficiente para revelar o nosso próximo estado, o grau superior, o mundo espiritual. Este é o objetivo das Convenções Cabalísticas.

De KabTV “Uma Nova Vida” 08/02/15