Como A Pessoa Pode Chegar A Conhecer O Criador?
Pergunta: Se a qualidade de doação é em si um prazer, então o que constitui a sua realização?
Resposta: A doação é a plenitude; nada mais é necessário. Se eu dou, obtenho prazer. É claro que, para existir no nível do doador, preciso saber a quem estou doando e como Ele obtém prazer do meu ato de doação. Em outras palavras, devo incorporar Seus Kelim (vasos) e Suas Hisaronot (deficiências) dentro de mim.
Devo unir-me ao Criador e adquirir todos os Seus Kelim, todos os prazeres que existem Nele em virtude de Ele me preencher. É como uma criança que alcançou o nível da mãe e sente tudo o que existe dentro dela em relação a Ele — tanto nos Kelim quanto nos prazeres, como ela os experimenta em relação a Ele, como ela recebe tudo Dele e dele extrai cem por cento de prazer.
Em outras palavras, ao desejar retribuir ao Criador até mesmo o menor prazer, o ser criado deve alcançar o Criador em toda a Sua grandeza.
A qualidade de doação parece-nos algo insignificante, como se alguém simplesmente desse sem pensar em mais nada. Pelo contrário, a forma de doação obriga a pessoa a atingir um Kelim enorme, enquanto a forma de recepção não. Isto porque, durante a recepção, os Kelim se fecham e não desejam mais nada: “Já tive o suficiente; sinto-me bem como estou”.
O Kli já começa a temer que irá desaparecer, pois está marcado pelo prazer que deseja, e um prazer maior (a menos que um novo Kli seja despertado) o extingue.
Assim, é precisamente a forma de doação que obriga uma pessoa a crescer sem limites, continuamente, e a permanecer em constante estado de ascensão.
Da Lição Diária de Cabalá 23/07/26, Rabash, “O que significa, ‘Quem chora por Jerusalém é recompensado com a visão de sua alegria’, na Obra?”