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As Previsões De Marx Tornam-se Realidade, Parte 3

Laitman_028_02Pergunta: Você acha que as pessoas poderosas deste mundo são capazes de ouvir seus avisos?

Resposta: A beleza do período atual é que as pessoas poderosas estão perdendo sua capacidade de controle. Elas construíram um sistema para si, acreditando que ele funcionaria por séculos.

É um sistema que permite controlar o mundo com dinheiro e outros incentivos artificiais. No entanto, uma vez que tudo nele é avaliado pelo dinheiro, ele termina muito rapidamente. Durante cerca de trinta a quarenta anos, nós entendemos que o neoliberalismo está falido e não pode continuar.

Ele foi transformado em um jogo de impressão de dinheiro sem nada para cobri-lo. Essa bolha estouraria muito tempo atrás se o mundo inteiro não estivesse envolvido nesse jogo. Os países desenvolvidos estavam ajudando os que lutam, de modo que o sistema durou um pouco mais, mas não funciona mais de acordo com as leis de nossa natureza egoísta.

O mundo só pode se desenvolver de acordo com uma natureza egoísta ou altruísta. Existem apenas essas duas forças no mundo. Hoje, vemos que o desenvolvimento através da natureza egoísta terminou. Karl Marx escreveu sobre o fim do capitalismo, já prevendo essa perspectiva mesmo naquela época.

A elite conseguiu esticar-se nesta agonia por muitos anos, ajudada pela Primeira Guerra Mundial e pela Segunda Guerra Mundial, o que abrandou bastante o processo da morte do capitalismo. Nos últimos cinquenta anos, ele conseguiu sobreviver devido ao jogo falso com dólares, indústria e comércio internacional.

A América e a Europa destruiram sua indústria e chegaram ao desemprego terrível por causa disso. O desemprego real nos EUA é de cerca de 30%, e é ainda maior em alguns países Europeus.

É impossível avançar nesse sentido. Não é por acaso que Trump ganhou as eleições nos EUA. As pessoas que mais ou menos veem os assuntos atuais compreendem que esse caminho chegou a um beco sem saída. Esse blefe, construído sobre o engano na economia, comércio e sistema bancário, toda essa bolha, deve explodir.

O grande número de desempregados é um problema sério para todos os países, e nós precisamos encontrar uma solução. Além de fornecer-llhes comida, roupas e abrigo, precisamos dar-lhes realização. Caso contrário, eles se transformarão em animais selvagens.

Há uma dialética do desenvolvimento natural da sociedade humana que não pode ser interrompida. Nem mesmo o governante mais poderoso pode congelar a sociedade ao nível de um sistema feudal durante séculos.

Chega uma hora em que as pessoas se levantam e derrubam todos os reis e vassalos. A elite de hoje não vê a gravidade do problema, como Maria Antonieta, que aconselhou as pessoas famintas a comer bolo se não houvese pão. No final, isso pode terminar em uma grande explosão.

Naturalmente, a elite hoje é mais inteligente e esperta que os monarcas anteriores. Eles influenciam a sociedade através dos meios de comunicação de massa que os controlam e alimentam com drogas.

No entanto, isso ainda não vai ajudar. Isso só retarda o despertar do povo para essa situação crítica. O processo geral não pode ser revertido

Nosso egoísmo terminou seu desenvolvimento. O capitalismo é um sistema construído inteiramente com base no uso do egoísmo em todas as suas formas. Portanto, a elite ganha controle sobre a mídia, o governo e os tribunais, e usa tudo isso apenas para seus próprios interesses, a fim de explorar a todos. Mas há um limite para isso, e nós o alcançamos.

Como resultado, a elite rompe com o povo, deixando-o quase sem nada, e o povo se transforma em uma força poderosa desde baixo que não tem nada a perder “além de suas correntes”, como Marx escreveu. Esse é o povo que ele chamou de “proletariado”.

Embora eu não ache que o povo Americano vá às ruas para organizar uma revolução sangrenta, muito provavelmente eles vão agir, pressionando o governo e através de eleições. Há, naturalmente, a possibilidade de pequenos motins, mas não virá a guerra civil como aconteceu uma vez na França e na Rússia

De KabTV “Uma Conversa Sobre a Situação Atual no Mundo” 02/12/16

Dia Dos Direitos Humanos

Laitman_414Comentário: No dia 10 de dezembro de 1948, a Assembléia Geral das Nações Unidas adotou a Declaração Universal dos Direitos Humanos, e desde 1950 esse dia tem sido observado como o Dia dos Direitos Humanos.

Essa declaração, que foi adotada quase imediatamente após a terrível Segunda Guerra Mundial, que pisoteou todos os direitos possíveis, incluindo o direito à vida de milhões de pessoas, tornou-se o primeiro documento mundial que formou o estado dos direitos humanos.

Resposta: Sessenta e seis anos se passaram e o que a ONU fez para implementá-la em nossas vidas? Será que ela educa as pessoas em todos os países a se relacionar de forma humana, ou faz o contrário? Eu não vejo nada de positivo acontecer. Eles só falam sobre isso e nada mais do que isso.

As pessoas estão muito desapontadas com todos os dias internacionais declarados: Dia dos Mineiros de Carvão, Dia dos Veteranos, etc. É o mesmo em relação ao Dia dos Direitos Humanos.

Pergunta: O que são os direitos humanos para você?

Resposta: Os direitos humanos são para compreender e alcançar o sentido da vida. Uma pessoa pode realmente alcançá-lo! Todos os caminhos estão abertos para esse propósito e eu posso fazer isso. Afinal, os direitos humanos não dizem respeito a uma pessoa que não está com fome, tendo um teto sobre a cabeça, tendo uma família, filhos, educação, um fundo de pensão, etc. Estas são coisas básicas que podem ser facilmente fornecidas hoje para todos.

Se as pessoas compreendessem hoje o sentido da vida, viveriam uma vida muito melhor, independentemente da ONU.

De KabTV “Notícias com Michael Laitman” 05/12/16

Ynet: “A Europa Está Pegando Carona Com Trump”


De minha coluna em Ynet: Ynet: “A Europa Está Pegando Carona Com Trump”

A França é a bomba-relógio da Europa: a crise econômica, a onda de imigrantes e o terror Islâmico ameaçam desintegrar a Europa por dentro. O Brexit e a eleição de Trump apenas capacitaram os partidos de direita que ameaçam a integridade da União Europeia. Rav Laitman examina o sistema global da natureza e oferece um plano para lidar com a agitação que o mundo está enfrentando

Quem entre os líderes que disputam a presidência na França é mais perigoso para a Europa e para o mundo? Fillon ou Le Pen? Uma olhada nas opiniões de ambos os candidatos revela que suas opiniões não são tão diferentes. Marie Le Pen, líder do partido de extrema-direita em França, espera fazer o que Trump fez na América. Em oposição a ela está François Fillon, ex-primeiro-ministro da França sob cuja fachada pacífica se esconde um revolucionário radical.

Expera-se que os dois líderes vão competir um contra o outro nas eleições de 2017 para a presidência na França, mas sua inclinação comum já é óbvia, ambos são favoráveis a restringir a imigração a um mínimo e a uma guerra total contra o Islamismo radical. A principal luta entre os dois se concentrará na política econômica. Fillon prometeu adotar as políticas corretas, incluindo reformas para incentivar o livre mercado, cortes na mão-de-obra no serviço público e nas despesas do governo, enquanto Le Pen se opõe à globalização e apoia a intervenção do Estado na economia. Uma coisa é certa, ambos farão tudo ao seu alcance para comprar os corações dos eleitores da classe média que têm medo de perder seus empregos.

Tudo o que acontecerá na República Francesa no próximo ano simbolizará o que o futuro reserva para os outros países do continente em ruínas. A crise econômica, as ondas de imigrantes e a perda de segurança pessoal ameaçam desmantelar o interior francês. O Brexit dos vizinhos na Ilha Britânica e a escolha de Trump pelos Norte-Americanos aumentaram o nacionalismo e apenas incentivaram a direita radical a se levantar e a lutar pela sua casa.

Regras Americanas do Jogo

É por uma boa razão que o presidente americano Barak Hussein Obama fez sua última rodada de visitas aos chefes de Estado europeus na semana passada. Este é mais um passo na preservação do status da elite que ele representa, sob a bandeira da economia global e da política mundial. Na verdade, trata-se de um charlatão diplomático, cujo único propósito é obrigar os países a continuar a dançar conforme os interesses financeiros da América. Com ou sem eles, a economia mundial está estagnada, e já é óbvio que se nenhuma mudança significativa for feita em breve, o próximo passo é o caos global.

A América está interessada em preservar seu domínio a qualquer custo e nem toda a elite europeia concorda em seguir as regras que a América dita. Estes líderes em ascensão na França, que estão mais associados com a Europa e que se sentem menos cosmopolitas se opõem ao movimento familiar e são inspirados pela ascensão meteórica de Trump.

Eu já escrevi muito que a UE acabará por se desintegrar e que o Brexit será o primeiro passo neste processo. Eu também previ que Trump seria eleito e traria um novo espírito, mas, no final, depois que os 10% superiores explorarem a classe média na Europa e EUA, um enorme vácuo social será criado. Mesmo agora, um quarto da juventude Europeia, que são chamados de geração perdida da Europa, estão desempregados …

Conflito de Classe

A natureza egoísta do homem está se desenvolvendo rapidamente, e não deixará um centavo no bolso de ninguém. Baal HaSulam escreveu extensivamente sobre como os ricos na Rússia comunista não deixariam nem um centavo para o proletariado, “nem sequer para assegurar o seu pão diário e cobrir a nudez” (“A Última Geração”). Na América esta tendência está tomando forma, e cerca de 60% da população cairam abaixo do padrão de vida médio para a classe baixa. Um em cada oito Americanos vive hoje de cupons de alimentação de US$ 1,60 por dia. A mesma coisa está acontecendo na Europa, mesmo que os EUA tenham mudado a fabricação extensiva para a Europa e a China, onde foram construídas novas fábricas.

Mas agora, quando estamos em uma crise econômica, dificilmente há quem venda ou compre, e a direita está subindo: Trump nos EUA, Le Pen na França, e na Alemanha, Hungria, Grécia, Polônia e Espanha As vozes chamam para restaurar o nacionalismo. Todo mundo quer orientar a economia global para que sirva os interesses de qualquer país localmente e não às elites internacionais

Isso cristalizou a humanidade em dois campos claros: a elite internacional que domina a indústria, os bancos e os mercados de ações que se alimentam dos lucros do trabalho duro da classe média; e as pessoas, um enorme campo cujo padrão de vida está em declínio porque os recursos foram roubados delas e elas estão se tornando cada vez mais nacionalistas.

É impossível retornar à prosperidade de 30 anos atrás – um mundo global mutuamente dependente, com fronteiras fechadas entre países, ou tentando replicar a próspera indústria da Ásia, dos EUA e da Europa. A indústria mudou tremendamente e não é mais rentável. Um trabalhador Asiático pode viver com um dólar por dia, o que não é suficiente para um trabalhador ocidental médio viver. Assim, quando nuvens escuras aparecem no horizonte, o que o cidadão Europeu ou Americano tem a perder? De repente juntar-se a um partido Nazista em protesto contra as ondas de imigração ou expressar uma visão nacionalista e até racista em público contra uma cultura estrangeira é visto como um ato normativo. Até onde esses movimentos podem ir? Quão extrema pode ser a situação? Infelizmente, em tais casos, a crise econômica e os conflitos sociais geralmente levam a uma terrível guerra mundial, como a história já nos provou duas vezes, mas depois … certamente todos nós perdemos.

Um Novo Sentido Para a Humanidade

Nós devemos entender que o fato da nossa civilização estar desmoronando diante dos nossos olhos é inevitável. O mundo está em uma crise mais profunda do que percebemos. A era do capitalismo grosseiro, baseado em nossa natureza egoísta abusiva que começou a crescer nos tempos da antiga Babilônia há cerca de 3.500 anos, acabou. Foi então que as primeiras fundações para o comércio e o uso de dinheiro e tributação foram estabelecidas e exploradas em todo o mundo. Mas hoje o dinheiro está perdendo seu valor aos olhos daqueles que estão procurando o sentido da vida. Se você adicionar a globalização, a tecnologia avançada e as impressoras tridimensionais que ocupam o mundo para a equação, vai descobrir que haverá muito pouca necessidade de uma força de trabalho para produzir o que precisamos.

O que as pessoas carecem hoje é de um sentimento de felicidade e segurança econômica e não de mais alguns dólares na conta bancária, então todas as tentativas de realizar mudanças artificiais na economia global não ajudarão. A questão que os líderes mundiais devem adotar e que exige uma solução imediata é como cuidar de milhões de desempregados ociosos que, dia após dia, se juntam a grupos Neonazistas ou regimes ditatoriais.

Como vimos no passado, especificamente as aparentemente “puras” almas generosas, aqueles que se descreveram anteriormente como liberais, poderiam perder seu lado humano e se tornarem os mais cruéis de todos. Baal HaSulam disse em 1942 em “Os Escritos da Última Geração” que o mundo atribui erroneamente o Nazismo apenas à Alemanha, mas, na verdade, ele deriva da democracia … os democratas também devem rejeitar a religião, a justiça e a paz, e que todas as nações são iguais nisso. Quando terminaram as eleições democráticas nos Estados Unidos, todos vimos como milhões de “democratas liberais” foram às ruas pisoteando a ideologia em que se erguiam, opondo-se ao candidato legitimamente eleito, prontos para quebrar as vitrines, uma vez que não estavam satisfeitos com o resultado das eleições. Por outro lado, os apoiantes da extrema-direita estão crescendo, espalhando ódio e medo, e a nação Americana está mais dividida do que nunca e teme por seu futuro.

Nós estamos diante de uma nova era, uma geração que está avançando rumo a mudanças de longo alcance que são de importância crucial para o seu futuro e o futuro de seus filhos. Se não nos apressarmos, vamos enfrentar uma grande turbulência, especialmente o Estado de Israel, que depende fortemente da Europa e dos EUA. Qualquer ligeira mudança ali conduzirá imediatamente à destruição real em Israel.

Uma Nova Indústria Humana

A solução para a crise que nos assombra é um plano de recuperação universal. Em outras palavras, um programa nacional, social e educacional para unir a humanidade dividida, que incluirá uma solução permanente para o desemprego, a erosão da classe média e o desaparecimento da classe trabalhadora, um plano empírico profundo e multifásico que irá até tentar decretar leis e oferecer princípios de conexão como base para a cura da sociedade humana.

A Lei da Conexão é realmente um plano do governo que encontrará um meio de impactar a sociedade e criar um ambiente que seja uma “obrigação” para os povos Americanos e Europeus. Seu objetivo é dar às pessoas ferramentas e estabelecer um ambiente de apoio para eles que irá ajudá-los a aprender a se conectar uns com os outros e serem atenciosos com os outros. É um processo educativo que impactará toda a sociedade e pelo qual conheceremos a nós mesmos e o meio ambiente em que vivemos, e poderemos compartilhar o conhecimento que temos e estabelecer uma consciência comum e um sentimento de pertencer a um sistema.

Imagine assistir a uma mesa redonda todos os dias durante todo o dia, aprendendo sobre o mundo global e a natureza humana, falando sobre como reforçar a comunicação interna entre nós, conectando uns com os outros e deixando o calor se espalhar nas relações entre nós. O espírito de unidade será o novo produto, e a participação dele, o enorme projeto educacional que nos preparará para isso, é realmente o novo trabalho do homem. A força positiva de conexão que será produzida entre nós se tornará a nova indústria humana e proporcionará a todos uma existência, emocional e mentalmente, sob a forma de alegria e felicidade, paz e tranquilidade. Em tal sociedade, as pessoas não se preocuparão com comida, vestuário, saúde, educação, moradia, transporte, entretenimento e qualquer serviço social. Tudo será fornecido pelos dez por cento das melhores pessoas em cada área que se revezarão.

Um sistema de classes ricas em conteúdo funcionará como parte do programa de educação diária, através de workshops e experiências práticas como esportes, música, arte, etc, que irá preencher o tempo de crianças e adultos e vai dar ferramentas para criar a conexão certa com os outros e como se comportar em uma sociedade corrigida. O maior mal entre as pessoas vem da ignorância e desconhecimento. “Se as pessoas soubessem sobre a forma humana, se absteriam de infligir qualquer dano a si mesmas e aos outros”, como escreveu Rambam em “More Nevochim“, parte 3, item 11.

Esse projeto é similar em alcance ao estudo acadêmico, e incluirá palestras, cursos on-line, workshops experienciais e círculos de discussão, que aumentarão a consciência das pessoas do mundo global em que vivemos. O estudo incluirá testes, questionários e trabalhos de casa, que permitirão a uma pessoa avaliar o seu progresso na melhoria de sua relação com a sociedade. Ao mesmo tempo, a mídia também será usada, divulgando conteúdo que irá promover os valores de unidade e criará ambientes televisivos e digitais que irão apoiar o processo.

O Processo: Unidade

Essa iniciativa educacional é baseada nas leis da natureza global que a sabedoria da Cabalá ensina. A unidade é a estrutura subjacente na natureza. A natureza aspira ao equilíbrio, à igualdade e à integridade, e como as pessoas são parte da natureza, nós também temos o dever de agir em igualdade e ser mutuamente solícitos. A única diferença é que, no nosso caso, temos que fazer isso conscientemente através de um processo educacional. Se estabelecermos as conexões mútuas entre nós, que serão compatíveis com a vida no mundo global que descobrimos hoje, induziremos sem dúvida a força positiva de conexão que existe entre nós e alcançaremos o entendimento e o sentimento que nos ajudarão a tomar as decisões certas e ter sucesso em tudo o que fazemos. De acordo com Baal HaSulam em seu artigo “A Liberdade”, “A unidade social pode ser a fonte de toda a nossa felicidade e sucesso”.

O subproduto dessa iniciativa pode ajudar os líderes mundiais a encontrar uma solução para o crescente problema do desemprego e eles podem usá-lo para criar muitos empregos no estabelecimento de uma infraestrutura extensa e uniforme que incluirá todos os setores e operará em uma variedade de estruturas sociais, incluindo jardins de infância, escolas, universidades, locais de trabalho, agências de emprego, meios de comunicação, hospitais e casas de repouso. As pessoas que participarão desse programa socioeducacional serão recompensadas com um incentivo e benefícios do Estado: uma medida que pagará financeiramente por qualquer líder e ajudará na manutenção da ordem social.

Outra vantagem para os líderes é que as pessoas deixarão de produzir produtos inúteis apenas para manter vivo o consumismo. As boas relações criarão um ambiente social positivo que reduzirá a taxa de criminalidade e a violência e, assim, diminuirá a necessidade de agências policiais como polícia, tribunais e prisões. O Estado vai economizar milhões. Ao promover a ideologia da unidade, “todas as guerras desaparecerão do mundo, uma vez que todos não se preocuparão com seu próprio bem-estar, mas com o bem-estar dos outros”, como Baal HaSulam escreve em “A Última Geração”, e o Estado se tornará uma grande comunidade familiar, problemas nacionais e individuais serão gradualmente resolvidos, e a força de conexão curará os Estados lesionados e os reunirá novamente. Então, quem entre os líderes mundiais é o mais perigoso para o nosso mundo? Aquele que for o último a implementar esse método em seu país …

Ynet: “A Europa Está Pegando Carona Com Trump” 01/12/16

Como Interpretar A Torá?

laitman_209Torá, Deuteronômio, 13:12 – 13:15: Quando ouvires dizer, de alguma das tuas cidades que o Senhor teu Deus te dá para ali habitar: “Uns homens perversos que saíram do meio de ti, incitaram os moradores da sua cidade, dizendo: Vamos, e sirvamos a outros deuses que não conhecestes”. Então inquirirás e investigarás, e com diligência perguntarás; e eis que, sendo verdade, e certo que se fez tal abominação no meio de ti. Certamente ferirás, ao fio da espada, os moradores daquela cidade, destruindo a ela e a tudo o que nela houver, até os animais.

Não podemos interpretar a Torá literalmente, porque ela só fala de qualidades e estados espirituais de uma pessoa. Se está escrito: “Ferirás, ao fio da espada, os moradores daquela cidade”, não significa que isso realmente aconteceu dessa forma.

Ferir significa eliminar as intenções egoístas dentro de você: não os desejos, pois todos eles estão corretos, mas as intenções se tornaram egoístas. Elas devem ser cortadas, como se com o fio da espada.

Existem quatro níveis de desejos: inanimado, vegetal, animal e humano. Dependendo de qual nível o desejo pertence, deve ser abatido, queimado ou apedrejado, e assim por diante.

Significa que, antes de tudo, é necessário determinar o nível do desejo. Portanto, você deve pedir a uma pessoa para descobri-lo e ajudá-la a determinar qual é. Afinal de contas, você não pode entrar nela e mudar sua intenção de “por minha própria causa” para “por causa dos outros”. Você deve se certificar de que ela mesma faça essa mudança. Essa é uma correção.

Está escrito na Torá que “incitaram os moradores da sua cidade”, isto é, que eles começaram a cair do nível de doação e amor incondicional pelo próximo. Afinal, antes a coisa mais importante para a sociedade era o amor ao próximo e a doação. O “nós” prevalecia sobre o “eu” pessoal, que foi suprimido por cada um.

Todos nós nos movemos para a correção; portanto, as execuções e castigos descritos pela Torá são punições para todos os tipos de problemas egoístas que são revelados e devem ser corrigidos pela influência do ambiente, pressão e ducação.

Se, de repente, o “eu” começa a se manifestar em uma pessoa e ela, impulsionada por seu egoísmo, atrai outros para isso, argumentando que é assim que devemos agir, ela deve matar esses impulsos dentro de si. A sociedade deve se preocupar com isso, se preocupar e evitar esses estados.

Está escrito: “Uns homens perversos que saíram do meio de ti”. “Do meio de ti” é as qualidades de doação e amor, e “certos homens perversos” são os desejos egoístas que levam a pessoa a outros deuses, outros valores. Portanto, a pessoa não deve apenas agir contra eles, mas deve esclarecer sua motivação interna: para onde leva, de onde veio, por que ela de repente tem essa fraqueza? Afinal, o egoísmo é renovado em cada um de nós a cada segundo.

A pessoa deve entender claramente o que fazer. Esse é um trabalho muito grande e a sociedade deve constantemente proteger cada indivíduo, ajudá-lo, inspirá-lo, fortalecê-lo e apoiá-lo.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 20/07/16

Ações E Intenções

laitman_624_03_0Pergunta: Como é possível diferenciar entre características espirituais e características bestiais?

Resposta: A intenção determina tudo. Por um lado, uma pessoa pode pensar em algo sublime ou estar envolvida com música, pintura ou literatura, e experimentar um sofrimento criativo, tudo isso com o objetivo de se tornar famosa e se satisfazer intelectual e emocionalmente porque um grande ego está motivando-a. Todas as grandes pessoas eram egoístas muito grandes, porque, para alcançar as alturas de realização a pessoa precisa de um grande poder egoísta, um desejo de avançar.

Por outro lado, é possível que a pessoa se envolva com algo muito simples, uma pequena empresa, mas sua intenção é doação, como uma pessoa que reúne um grupo de crianças e as envolve com música, com a intenção de desenvolvê-las. As próprias características são neutras. Tudo depende da intenção. Assim, sem saber qual é a intenção, é impossível determinar a natureza da atividade. Ninguém conhece os sentimentos e motivações de outra pessoa; é mesmo difícil para uma pessoa determinar qual é a verdadeira motivação para seus feitos. A sabedoria da Cabalá é chamada de “Sabedoria Oculta” porque a intenção de uma pessoa está escondida dos estranhos.

Pergunta: Que características um homem precisa para atingir o poder de doação?

Resposta: Na espiritualidade, o gênero do corpo físico não importa. Quando uma pessoa doa, ela é chamada de “masculino”, e quando recebe, mesmo sendo fisicamente masculina, em nosso mundo ela é chamada de “feminino”. É assim que a sabedoria da Cabalá determina o gênero espiritual de uma pessoa.

Da Lição de Cabalá em Russo 26/6/16

Nova Vida # 655 – A Abordagem Dos Gregos E A Abordagem Dos Macabeus

Nova Vida # 655 – A Abordaem Dos Gregos E A Abordagem Dos Macabeus
Dr. Michael Laitman em conversa com Oren Levi e Nitzah Mazoz

Resumo

Desde os tempos antigos as pessoas têm se perguntado por que estão vivendo. O primeiro a descobrir o objetivo da vida foi Adam HaRishon (o Primeiro Homem). Ele descobriu que o objetivo da vida é melhorar a maneira em que percebemos a realidade.

Nós estamos vivendo em uma ampla realidade e percebemos apenas um aspecto estreito dela porque filtramos tudo: “O que é bom para mim”.

Adam HaRishon descobriu que é possível mudar essa percepção para: “O que é bom para os outros” e “Amarás a teu amigo como a ti mesmo” (Levítico 19:18). É assim que absorvemos uma realidade ilimitada que é, na verdade, uma força única e superior, e nós estamos dentro dela.

Vinte gerações depois, veio Abraão. Na antiga Babilônia havia uma crise de egoísmo, e ele ensinou como transcendê-la. Aqueles que conseguiram sair de si mesmos para a recepção altruísta da realidade tornaram-se o povo de Israel. Este grupo continuou a se desenvolver, o ego crescia constantemente, e eles o transcendiam cada vez mais. Faraó, Egito, Torá, Terra de Israel: o ego cresceu de novo, os Macabeus contra os Gregos. Isto está constantemente falando sobre uma guerra de percepção.

O ego continuou a crescer; As pessoas estão vivendo hoje em uma percepção egoísta da realidade, exceto por alguns Cabalistas individuais. Hoje, é evidente que é impossível continuar; o ego está destruindo o mundo, todo mundo se odeia. Não temos escolha senão retornar à abordagem da Cabalá, a percepção da realidade através de “Amarás a teu amigo como a ti mesmo”.

De KabTV “Nova Vida # 655 – A Abordagem Dos Gregos E A Abordagem Dos Macabeus”, 09/12/15

In Memoriam A Charlie Wood

Ontem à noite, Charlie Wood, um querido e amado estudante meu, e um grande e especial amigo de todos nós faleceu. O coração de Charlie tocou a todos nós através de sua música e de sua dedicação aos seus amigos, a todo o Bnei Baruch, e a mim. Um Congresso de Cabalá nos Estados Unidos sem Charlie Wood não é exatamente o mesmo Congresso.

No entanto, como todos sabemos, tudo o que o Criador faz é para o nosso bem, e para o bem do mundo. Charlie faleceu porque sua parte em Adam HaRishon precisava disso, a fim de avançar em direção à Dvekut com Ele, e por isso devemos estar felizes por Charlie e pelo Criador.

Para a amada esposa de Charlie, Debbie, eu quero dizer, “Sua dedicação ao Charlie e à meta é um exemplo para todos nós. Por favor, saiba que você é amada, nós somos a sua família, e estamos aqui por você. Eu oro por sua força e que você sempre se lembre que não há outro além Dele, e que Ele é o bom e faz o bem, e tudo o que Ele faz é para aproximar ele, Charlie, e todos nós Dele, mesmo quando não podemos perceber como”.

Tais dificuldades devem aumentar nossos esforços em se unir muito mais do que o habitual. Eu peço às mulheres do Kli mundial, e especialmente as da América, que ajudem e deem força a nossa amiga Debbie. À medida que a tiramos de sua dor, estamos elevando em direção à espiritualidade.

Abraço,

Rav Laitman

Haaretz: “O Esforço De Theresa May Em Erradicar O Antissemitismo Precisa Da Nossa Ajuda”


Na minha coluna regular no Haaretz, o meu novo artigo: “O Esforço De Theresa May Em Erradicar O Antissemitismo Precisa Da Nossa Ajuda“

Há uma boa razão pela qual o antissemita Henry Ford disse que hoje faríamos bem em olhar para a nossa sociedade do passado.

Em uma declaração ousada e corajosa emitida há poucos dias, a primeira-ministra da Grã-Bretanha,Theresa May, declarou: “O movimento Boicote, Desinvestimento e Sanções (BDS) está errado; é inaceitável, e esse partido e esse governo não terão nenhum negócio com aqueles que subscrevem a ele”. Em referência à Declaração Balfour de 1917, em que a Grã-Bretanha se comprometeu a ajudar a construir na Terra de Israel”um lar nacional para o povo judeu”, a primeira-ministra May concluiu:”é uma das mais importantes cartas da história. Ela demonstra o papel vital da Grã-Bretanha na criação de uma pátria para o povo judeu. E é um aniversário que será marcado com orgulho”. Mas talvez a cereja do bolo tenha sido sua afirmação de que o Reino Unido estava agora adotando uma definição formal apoiada internacionalmente de antissemitismo em um “passo inovador no sentido de erradicar o antissemitismo”.

Eu sou muito a favor de definir o antissemitismo de uma forma que permita que todos possam ver onde se encontram nessa questão. Dito isto, não podemos ignorar o fato de que os judeus têm se destacado por louvor ou condenação (geralmente o último) ao longo da história do nosso povo.

O ódio contra os judeus tem existido desde o início da nossa nação no pé do Monte Sinai. Lá, quando nos tornamos uma nação depois de nos comprometermos em ser “como um homem com um coração”, nem todos responderam favoravelmente à ideia. Aqueles que não se comprometeram a ela começaram a odiar aqueles que a abraçaram. Eles permaneceram fora do povo judeu, e assim começou o ódio aos judeus.

O Talmude (MasechetShabbat) escreve que o Monte Sinai “é um monte do qual sina’a [ódio] desceu às nações do mundo”. O livro, Kedushat Levi (Santidade do Levita), especifica, “que o ódio veio somente após a recepção da Torá [que exige que nos amemos uns aos outros como a nós mesmos]”, e o aclamado Noam Elimelech acrescenta que ele é chamado de Sinai, que significa “ódio”, porque “milagres aconteceram com Israel e sina’a desceu às nações do mundo”.

Conscientemente ou não, a unidade judaica sempre foi uma ferida aos olhos de alguns não-judeus. Eles argumentam que os judeus estão usando seus laços estreitos mútuos para obter uma vantagem injusta sobre os povos de suas nações anfitriãs. Outros, como Winston Churchill, sentiram que o “espírito empresarial, o espírito de sua raça e fé”, como Martin Gilbert citou-o em Churchill e os Judeus, tem um papel especial no judaísmo. Churchill acreditava que esse espírito empresarial dá aos judeus um “poder especial que … ninguém mais poderia dar”.

Durante os últimos 2000 anos, desde a ruína do Templo, nós judeus não temos mantido a nossa promessa de amar o nosso próximo como a nós mesmos. No entanto, o ódio em relação a nós se manteve, por um motivo muito bom. Quando nos tornamos uma nação através da nossa unidade, também fomos incumbidos de ser “uma luz para as nações”, ao passar adiante aquele “espírito corporativo” especial ao resto do mundo. Como eu escrevi em “Por Que as Pessoas Odeiam os Judeus”, mesmo que não nos seja dito na nossa frente, o fato de não estarmos nem praticando nem transmitindo esse espírito é a razão para o ódio em relação a nós.

Quando os tempos são bons, o antissemitismo permanece em segundo plano. Mas assim que o problema começa, ele ressurge e os judeus são criticados.

Na medida em que as crises mudam, as acusações também mudam. Ao longo dos anos, temos sido acusados ​​de tudo o que você possa pensar, e mais algumas coisas. Temos sido acusados ​​de manipular os meios de comunicação para as nossas necessidades; temos sido acusados de usura, libelos de sangue, envenenar poços, dominar o comércio de escravos, deslealdade para com os nossos países de acolhimento, retirada de órgãos, e espalhar a AIDS.

Espere, fica ainda melhor: nós judeus somos frequentemente acusados ​​de “crimes” conflitantes. Os comunistas nos acusaram de criar o capitalismo; os capitalistas nos acusaram de inventar o comunismo. Os cristãos nos acusaram ​​de matar Jesus, e o filósofo francês, François Voltaire, nos repreendeu por termos inventado o Cristianismo. Nós temos sido rotulados de belicistas e covardes, racistas e cosmopolitas, covardes e inflexíveis, etc..

A única conclusão que podemos tirar disso é que somos os culpados por tudo o que está errado no mundo. Como o Prof. de Estudos Corânicos,Imad Hamato, colocou: “Mesmo quando os peixes brigam no mar, os judeus estão por trás disso”. Embora seja tentador esnobar tais declarações como demagogia, não devemos ser tão imprudentes; elas refletem as verdadeiras emoções das pessoas em relação a nós. O isolamento internacional de Israel e os resultados desalentadores do inquérito internacional sobre antissemitismo da ADL (Liga Anti-Difamação) provam que o ódio aos judeus não é um capricho; é a corrente principal. A Sra May, eu lamento admitir, é a minoria.

Sir Winston Churchill acreditava que o espírito corporativo dos judeus lhes dá um “poder especial que ninguém jamais daria”.

Cabe A Nós Tomarmos Uma Atitude

A boa notícia é que cabe a nós tomarmos uma atitude. Se quisermos abolir o antissemitismo, podemos fazer isso. Na verdade, nós somos os únicos que podem. Quando a maldade da natureza humana assume o comando, as pessoas procuram uma cura para ela. No entanto, elas não vão encontrá-la, pois a cura é a unidade singular que a nossa nação alcançou ao pé do Monte Sinai e lutou para manter até que a perdeu cerca de dois milênios atrás. A memória da unidade ainda está enterrada dentro de nós, mas não conseguimos “acendê-la” à vontade. No entanto, essa é a cura para a natureza humana que a humanidade está buscando, e no fundo, ou mesmo abertamente, eles sabem disso e exigem isso de nós.

O mais notório antissemita na história americana, Henry Ford, reconheceu o papel dos judeus em seu livro, O Judeu Internacional – O Principal Problema do Mundo: “Os reformadores modernos, que estão construindo modelos de sistemas sociais, faria bem em olhar para o sistema social em que os primeiros judeus foram organizados”. Ford não parou por aí. Sobre a importância da sociedade judaica antiga, acrescentou que os judeus são “uma raça que se preservou na virilidade e poder pela observância dessas leis cuja violação tem miscigenado tantas nações”.

Para compreender verdadeiramente o que Ford sentiu, não precisamos ir mais longe do que as nossas próprias fontes. O Livro do Zohar escreve (AhareiMot), “E vocês, os amigos que estão aqui, como vocês estavam em carinho e amor antes, a partir de agora também não vão se separar… E pelo seu mérito haverá paz no mundo”. Em Tikun (correção) Zohar número 30, em uma de suas declarações mais flagrantes sobre a responsabilidade do povo de Israel, de modo inequívoco se afirma que quando não estamos em “carinho e amor”, como acabamos de ler, “causamos pobreza, ruína, roubo, morte e destruição em todo o mundo”. De fato, como o Talmude nos diz em Masechet Yevamot: “Nenhuma calamidade vem ao mundo, exceto por causa de Israel”.

À luz de tudo o que precede, é fácil de entender as palavras comoventes na carta do primeiro rabino-chefe de Israel, RavKook, que apreciavam a Declaração de Balfour: “Qualquer turbulência no mundo vem apenas para Israel. Agora somos chamados a realizar uma grande tarefa voluntária e conscientemente: construir a nós mesmos e o mundo inteiro em ruínas junto com a gente”. O RavKook sabia que só se restaurarmos a nossa unidade, nós e o mundo teremos paz. Em Orot Kodesh [Luzes de Santidade], ele escreveu, “Já que fomos arruinados pelo ódio infundado e o mundo foi arruinado com a gente, vamos ser reconstruídos pelo amor infundados e o mundo será reconstruído com a gente”.

Os Surpreendentes Benefícios Do Ódio

O antissemitismo é realmente ódio aos judeus. No entanto, como O Zohar, o Talmude e todos os nossos sábios ao longo das gerações nos têm dito, não somos odiados simplesmente porque somos judeus, mas porque estamos divididos e, portanto, não agimos como “uma luz para as nações”.

Dito isso, devemos saber que o ódio entre nós não é nosso problema; ele é de fato necessário para o nosso sucesso. Se não nos odiássemos, não seríamos capazes de servir como modelo de superação das divisões. Somente quando nos elevamos acima do nosso ódio podemos ser um exemplo. É disso que o mundo precisa desesperadamente, embora não possa encontrar. Nós, que carregamos as lembranças de nosso triunfo ao se unir acima do ódio, somos a única esperança do mundo. Portanto, quando não fazemos jus às esperanças das nações, elas nos odeiam.

Quanto mais o estado do mundo se deteriorar nos níveis pessoal, social, nacional e internacional, mais as pessoas se tornarão antissemitas. Em uma entrevista para o Canal 2 de Israel, Thomas Friedman, do New York Times disse que perguntou ao cirurgião geral, Vivek Murthy, “Qual é a doença mais prevalente na América, câncer, diabetes, doenças do coração? Ele disse, ‘Nenhuma dessas; é o isolamento’”. Parece que as pessoas simplesmente não conseguem ficar uma com a outra.

No entanto, se nós judeus nos unirmos acima de nossas divisões e animosidades, o mundo, que constantemente examina nossos movimentos, vai achar que existe uma alternativa ao ódio. Se não nos odiássemos, não seríamos capazes de servir de prova de que podemos subir acima dele. Mas agora que o mundo se afunda e nós nos odiamos mutuamente, chegou a nossa hora de irradiar a luz da unidade.

“Na medida em que Israel se corrigir”, escreve o livro, SefatEmet [Palavras Verdadeiras], “todas as criações o seguirão”.Como disse Baal HaSulam, “Cabe a nação de Israel qualificar a si e a todas as pessoas do mundo a se desenvolver até que tomem para si esse trabalho sublime de amor ao próximo, que é a escada para o propósito da Criação”, para toda a humanidade ser “como um homem com um só coração”.

Leia o artigo completo (em inglês).

The Jerusalem Post: “Por Que A Renda Básica Universal Não Pode Funcionar Por Si Só”


A maior fonte de notícias para judeus de fala inglesa, o The Jerusalem Post, publicou recentemente o meu artigo ” Por Que A Renda Básica Universal Não Pode Funcionar Por Si Só“.

Por si só, dar “dinheiro de graça” é uma ideia terrível. Mas a renda básica universal pode funcionar se fizer parte de um plano maior.

Em minha última coluna, “Como Trump Pode Salvar A Democracia Americana”, eu escrevi sobre a importância de encontrar soluções criativas e inovadoras para o problema do desemprego nos Estados Unidos, especificamente a região central rural, que tem sido mais afetada pelo declínio econômico e a desindustrialização. Eu salientei que isso é fundamental para dirigir o curso da sociedade americana para uma mudança positiva e acalmar as correntes do nativismo que têm surgido. Eu sugeri que, se Trump tiver sucesso no cumprimento das necessidades não atendidas de seu núcleo eleitoral, ele não deve confiar em trazer de volta a indústria ou tentar criar novos postos de trabalho onde os robôs e máquinas têm substituído as mãos que trabalham. Em vez disso, eu recomendei um foco em educação e desenvolvimento pessoal que treinaria aqueles que abandonaram o mercado de trabalho atual, abrindo caminho para a criação de uma nova realidade.

No mesmo dia em que a coluna foi publicada, o Projeto de Segurança Econômica (ESP em inglês) – a coalizão de mais de 100 tecnólogos, investidores e ativistas – anunciou que está destinando US$ 10 milhões nos próximos dois anos para explorar como uma “renda básica universal” (RBU) poderia garantir oportunidades econômicas para todos nos EUA. Em face da mudança da natureza do trabalho causada pela automação, globalização e financialização, eles acreditam que agora estamos precisando urgentemente tomar medidas ousadas para garantir oportunidades econômicas a todos. Com as revoltas populistas que estão varrendo o mundo ocidental, muitas outras pessoas em todo o espectro político estão agora considerando a RBU como um passo, ou seja, basicamente, dar a todos um pagamento mínimo garantido como um meio para, teoricamente, reduzir a pobreza e melhorar a saúde e a educação.

É muito claro para mim porque pessoas que entendem do futuro da tecnologia, e como ela irá influenciar a força de trabalho e a economia, estão profundamente preocupadas, procurando medidas inovadoras e “prontas para o uso” para garantir que todos estejam sendo cuidados. Elas estão totalmente certas de que estamos à beira da devastação, com um desemprego crescente em todo o mundo e uma convulsão social levando diretamente a uma nova escalada de tensões e, finalmente, à guerra. No entanto, o conceito de dar dinheiro de graça não é o caminho para alcançar o equilíbrio. Pelo contrário, é um erro que custará muito à sociedade americana se for implementado por si só.

Dinheiro de Graça é Debilitante

Os seres humanos e as sociedades humanas precisam se desenvolver continuamente, a fim de prosperar. Nós somos naturalmente inclinados a estar em um estado de esforço constante por objetivos e conquistas cada vez maiores. Uma pessoa que não está comprometida com um objetivo na vida, que não tem nada pelo que viver ou morrer, torna-se entorpecida. Não há nada pior do que dar algo a alguém antes dele realmente querer isso, uma vez que bloqueia a sua própria vontade de agir em busca de seus resultados desejados.

Nós somos criaturas que buscam prazer. Todos nós queremos apreciar as coisas em diferentes níveis: comida, sexo, família, dinheiro, reconhecimento e conhecimento, mas cada um de nós anseia por essas diferentes realizações em diferentes graus. A maioria das pessoas tem o desejo básico por comida, e também o sexo, embora em um grau ligeiramente menor. Ainda menos pessoas estão interessadas ​​em ter uma família. Quanto mais alto você subir nessa pirâmide de desejos, vai encontrar menos pessoas procurando satisfazê-los. Então, se você tirar a sede de dinheiro, haverá multidões de pessoas lá fora que não terão muito com que se motivar a se desenvolver. Sem saber o que fazer com seu tempo irá torná-las miseráveis ​​e as enlouquecerá. Isso pode realmente aumentar a ingestão de drogas e desordens violentas.

RBU É Uma Boa Ideia Apenas Se Induzirmos O Desenvolvimento

Como muitos estão começando a sentir, a RBU será necessária na medida em que as máquinas assumirem o controle de mais e mais empregos. Apenas alguns dias atrás, “a Amazon revelou seu mais recente plano de automatizar os trabalhadores americanos”, com sua mercearia futurista controlada por máquinas. De acordo com um estudo realizado pelo Centro de Negócios e Pesquisa Econômica da Ball State University, o uso de robôs e outras eficiências de fabricação foram responsáveis ​​por 88 por cento dos sete milhões de empregos nas fábricas que os EUA perderam desde o pico de emprego em 1979. Com todas essas evidências se acumulando, é difícil ignorar as consequências futuras. Elon Musk, o icônico futurista do Vale do Silício, prevê: “Há uma boa chance de que vamos acabar com uma RBU ou algo assim, devido à automação”.

Mas as pessoas também devem ser capazes de lutar por aquilo que estão apaixonadas. Elas simplesmente não deveriam ter que trabalhar para pagar por abrigo, alimentação, vestuário, e assim por diante; essas coisas vão ser previstas. Mas isso não significa que as pessoas vão ficar ociosas. Musk prevê que a RBU vai dar às pessoas tempo para fazer outras coisas, coisas mais complexas e mais interessantes. Outros acreditam que, sem a incerteza sobre ser capaz de pagar o aluguel e outras necessidades básicas, as pessoas serão desmotivadas a avançar, nem passarão seu tempo livre de forma produtiva. Pesquisas têm corroborado essas últimas noções.

Então, de que modo os benefícios de dar dinheiro de graça podem ser mantidos, ao mesmo tempo em que se tem certeza que as pessoas vão usar o dinheiro para realmente se aperfeiçoar, ao invés de comprar álcool e drogas, por exemplo? Nós precisamos criar uma motivação alternativa que irá manter as pessoas ocupadas e em desenvolvimento. Como escrevi na minha coluna anterior, substituir a motivação monetária externa por atividade e formação educacional que preencha o tempo, pode realmente transformar essa mudança assustadora de outra forma, em uma bênção.

Um New Deal

Para lidar de forma eficaz com o desemprego, precisamos ajudar as pessoas a gastar o seu tempo de forma construtiva com a criação de programas que irão enriquecer e desenvolvê-las como seres humanos, nos quais a renda básica será contingente. Esses programas devem ocupar os dias das pessoas com cursos de sua escolha, ajudando-as a expandir sua educação. Elas devem ter ferramentas para melhorar a si mesmas: competências pessoais, relacionamento e habilidades conjugais, psicologia e parentalidade – tudo que uma pessoa necessita para viver bem a sua vida. Hoje, não educamos as pessoas. Nós só lhes damos conhecimento. Não há ninguém que saia do ensino médio sabendo como educar seus filhos, ou como tratar uma mulher ou um homem. As pessoas não sabem o suficiente sobre o mundo, sobre a vida. Basicamente, você apenas aprendeu a ler e escrever, sendo forçado a aprender coisas que dificilmente vai se lembrar, e depois, jogado para fora no mundo. Isso deve ser corrigida.

Outro aspecto importante de ter pessoas participando de cursos públicos é que somos criaturas sociais, e sem sermos misturados com os outros como somos em nossos trabalhos, vamos perder a nossa capacidade de se relacionar com o outro. Além disso, a sociedade americana, como muitas outras, tornou-se cada vez mais fragmentada e dilacerada por divisões políticas e raciais. Assim, a criação de lugares para as pessoas não apenas se encontrar, mas também realmente se conectar, através da cooperação e de workshops e seminários que reforcem a coesão, é imperativo. Isto pode levar a cura gradual do tecido social. Como resultado final deste enriquecimento, as pessoas devem ser encorajadas a estender a mão para a sociedade e retribuir, expressando-se criativamente ao fazer isso. Assim como nós temos agora mediadores, advogados e policiais cujos empregos são para prevenir e tratar o conflito, as pessoas devem ser pagas para difundir suas capacidades de conexão adquiridas, criando uma maior transformação social.

Juntamente com os muitos efeitos positivos de tal processo socioeducativo, a melhora das relações também tem grandes benefícios econômicos que poderiam aliviar o custo da RBU. Com uma casa e ambientes sociais menos estressantes, as taxas de criminalidade, violência e abuso de drogas vão diminuir, permitindo que estados e municípios gastem muito menos no policiamento e serviços sociais. O alívio da solidão e da depressão pode melhorar significativamente a saúde e poupar bilhões de dólares do sistema de saúde. Um aumento geral no cuidado e consideração mútuos pode poupar um monte de desperdício de recursos que gastamos todos os dias em esforços para legislar, executar e organizar nossas sociedades.

A Agenda da Felicidade

Por último, mas não menos importante, quando as pessoas passarem os dias se conectando a outras, expandindo suas habilidades e conhecimentos e servindo a sociedade, elas se tornarão muito mais felizes. Esse deve ser o propósito de fazer quaisquer mudanças em nossa sociedade. Reduzir a pobreza é parte do negócio, mas o significado e a felicidade não são menos importantes. Um novo estudo descobriu que a maioria da miséria humana pode ser atribuída aos relacionamentos fracassados ​​e à saúde, em vez de problemas de dinheiro e pobreza, e que a eliminação da depressão e da ansiedade reduziria a miséria em 20% em comparação com apenas 5% se os formuladores de políticas se concentrassem na eliminação da pobreza. Chegou a hora da corrida por uma riqueza cada vez mais inatingível ser substituída por uma corrida muito mais viável e saudável pela felicidade.

É disso que as nossas sociedades necessitam. Afinal, se olharmos para a forma como a sociedade ocidental se converteu, podemos ver que trabalhar tantas horas não nos tornou mais felizes; tem sido muito desgastante para as famílias e crianças que quase não veem seus pais. Nós nos tornamos viciados em telefones celulares e a falsa vida na mídia social, enquanto solidão, depressão e ansiedade estão aumentando rapidamente. Em suma, nós criamos nossa vida de modo que poucos realmente a apreciam. Vamos ter que mudar isso, porque as nossas sociedades estão se desintegrando. Em vez de trabalhar dez horas por dia só para ver nossos filhos por alguns momentos antes de dormir, vamos finalmente ser capazes de realmente cuidar deles e organizar o nosso ambiente de modo que isso irá atender nossos objetivos pessoais e familiares. Deixe que as impressoras e robôs cuidem das necessidades, enquanto os seres humanos se ocupam melhorando seus relacionamentos e suas vidas.

Leia o artigo completo (em inglês).

As Previsões De Marx Se Tornam Realidade, Parte 2

laitman_220A humanidade está se aproximando de uma crise que ela deve resolver e, no pior dos casos, pela guerra. A elite ainda espera sobreviver a essa guerra, mas as pessoas comuns não têm esperança.

Ao mesmo tempo, ninguém está pensando em distribuição justa. Todos os pensamentos são apenas em como adaptar a sociedade humana no país, na indústria internacional e na economia a uma nova era de desemprego em massa.

É necessário, de alguma forma, conter essa multidão de pessoas desempregadas. Caso contrário, motins começarão como em um filme de ficção científica de Hollywood, onde o futuro é tão obscuro que é impossível viver, porque as pessoas se tornam piores do que animais.

Obviamente, cada país está pensando, ou pelo menos deve pensar nisso. Agora é um momento perfeito para começar a fazer novos cálculos. A antiga elite – juntamente com suas unidades de controle, diretores e governos – é incapaz de compreender o que está acontecendo. Nós estamos vendo uma furiosa resistência causada pelas mudanças propostas na América e na Europa.

A sabedoria da Cabalá explica o que está acontecendo com o mundo e por que, e que tipo de futuro nos espera de acordo com a natureza humana. O egoísmo se esgotou e está completamente esgotado. Nós terminamos o período do capitalismo, o último sistema baseado no uso do egoísmo. Em outras palavras, durante o capitalismo, o egoísmo atingiu sua aplicação máxima.

Ao mesmo tempo, o egoísmo está demonstrando o seu vazio completo e a incapacidade de prover qualquer realização que não seja fraudulenta. Alguém pode ter bilhões de dólares no banco que simplesmente vai explodir hoje ou amanhã.

Pergunta: Então, o que há de errado com uma guerra mundial? Ela só vai trazer benefícios.

Resposta: Eu não penso assim, porque a guerra não é o caminho para a correção. Claro, ninguém quer a guerra e concordará com ela só por desespero. Não vai ser uma guerra convencional pela qual os militares receberão medalhas e estrelas em suas braçadeiras. Essa guerra vai retroceder a humanidade alguns milhares de anos.

Assim, o egoísmo permanecerá no mesmo nível. Portanto, se hoje há oito bilhões de pessoas na Terra e apenas um décimo sobreviver, cada um terá dez vezes mais egoísmo a fim de continuar a correção do mundo. Eu não acho que seria possível avançar rumo ao propósito obrigatório da criação em um bom caminho com tal egoísmo. Isso significa que devemos sofrer dez vezes mais, a fim de fazer uma escolha.

Suponha que uma pessoa torne a sua vida uma vida de estupidez. Portanto, ela recebe uma doença tão grave que a faz imediatamente retroceder e se acalma. Os sofrimentos a corrigem. É possível conseguir uma correção assim, mas essa é uma maneira muito difícil.

Portanto, eu acho que a pessoa que afirma que a guerra é boa simplesmente não entende o que está falando. Aparentemente, ela nunca esteve em uma guerra, nem mesmo o tipo mais comum de guerra, muito menos uma nuclear. Ela nunca se viu sob fogo cruzado, quando uma vida humana não vale nada.

De KabTV “Conversa Sobre a Situação Atual no Mundo” 12/2/16