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Como A Pessoa Pode Sentir Que O Criador Está Desfrutando?

laitman_527_03Pergunta: Como podemos perceber que o Criador está desfrutando de nossas ações?

Resposta: Para isso, você tem que sentir o Criador. Então você vai sentir o quanto Ele desfruta do que você faz.

Em essência, você tem que acreditar que se você está buscando-O, tentando encontrar a fonte de tudo o que está acontecendo com você, isso já traz prazer a Ele. Afinal, você está buscando-O.

O que quer que você faça, quer em seus pensamentos, ações ou aspirações, você deve se apanhar em cada pensamento, cada ação e cada desejo, antes mesmo deles aparecerem dentro de você, que essa foi uma ação do Criador que desencadeou essa consequência em você. Tente capturá-Lo dessa forma. Então você vai começar a sentir.

No entanto, esse caminho não irá resultar em sucesso, a menos que você faça isso em um grupo. Isso ocorre porque o aumento da força, da busca e da equivalência só pode ser alcançado através da conexão com os outros.

Da Convenção Em Praga, Dia Um 10/09/16, Lição 2

Quando Nós Atingimos A Submissão?

laitman_253Pergunta: O que a sabedoria da Cabalá diz sobre o momento em que a pessoa reconhece pela primeira vez o atributo da submissão?

Resposta: O sentimento de submissão decorre da sensação do impacto da força superior.

Pergunta: Será que a submissão ocorre em algum ponto em cada estágio da realização espiritual?

Resposta: Sim

Nova Vida # 653 – Chanucá: Correção Do Mundo

Nova Vida # 653 – Chanucá: Correção Do Mundo
Dr. Michael Laitman em conversa com Oren Levi e Yael Leshed-Harel

Resumo

Nós estamos constantemente progredindo para uma maior escuridão visto que o mundo é gerido pela força crescente do ego. No momento, estamos prestes a concluir o período do ego em desenvolvimento, a era do ego terminou. Por um lado, guerras e sofrimentos, por outro lado, educação e conscientização; de qualquer forma, estamos avançando em direção à era do equilíbrio com a natureza.

É possível continuar tentando corrigir o mundo em vez de corrigir a pessoa, mas isso não vai ajudar. A escuridão vem porque não estamos conectados uns aos outros e os nossos problemas vêm com isso.

Chanucá simboliza o despertar; as pessoas estão percebendo que só a conexão pode salvá-las. A percepção grega nos diz que não temos que nos corrigir, mas sim corrigir o mundo, que é oposto ao judaísmo. Como podemos nos calibrar corretamente? Ao se conectar “como um homem com um só coração”, você vai ver tudo corretamente. Hoje, a abordagem egoísta grega faliu e exige uma nova abordagem de conexão e equilíbrio.

A sabedoria da Cabalá nos ensina que vemos o mundo através de óculos distorcidos e estes devem ser substituídos. Nós precisamos matar o paradigma grego que existia entre nós e passar para a percepção do mundo de acordo com a sabedoria da Cabalá.

A resposta para os problemas com a ecologia? A abordagem grega diz “cúpula do clima”; a sabedoria da Cabalá diz que educação, proximidade e conexão. Hoje, nós estamos conduzindo o mundo com o conceito grego – ciência e tecnologia – em vez de corrigir a pessoa. A essência da guerra entre os gregos e os Macabeus era sobre quem precisava de correção, o mundo ou homem.

De KabTV “Nova Vida # 653 – Chanucá: Correção Do Mundo”, 01/12/15

As Previsões De Marx Tornam-se Realidade, Parte 1

Laitman_200_02O mundo não entende o que está acontecendo com ele hoje, qual é o fluxo, e em que direção está se movendo. E as pessoas no poder também não entendem o que fazem. Portanto, a sabedoria da Cabalá se aproxima das pessoas para explicar a finalidade e o programa de nossas vidas.

De fato, Karl Marx escreveu sobre isso há 150 anos. Baal HaSulam, em seu artigo “A Crítica do Marxismo”, concorda com Marx em quase tudo. Afinal, até mesmo Marx analisa os processos apenas na parte da sociedade humana, e Baal Sulam, um Cabalista, vê o que está acontecendo em um nível superior, mas o nível de Marx está incluído no nível superior, e na teoria o marxismo quase não tem erros.

Pergunta: Como podemos rebater o principal argumento contra a teoria de Marx, que consiste no fato de que a sua aplicação prática fracassou?

Resposta: Isso é porque a sua implementação foi errada. Não podemos tirar conclusões com base na experiência da Rússia ou de outros países socialistas. A teoria de Marx não foi implementada em nenhum lugar; eles simplesmente usaram seu nome como uma cobertura. Estavam muito longe do marxismo.

Baal HaSulam escreve:

“Eu tenho que admitir que a ideia socialista, que consiste na distribuição equitativa e justa, me parece a mais adequada. Afinal, o nosso planeta é rico o suficiente para alimentar todos nós.

“Então, por que precisamos dessa trágica guerra pela sobrevivência que complica a nossa vida de geração em geração? Vamos distribuir entre nós o trabalho e seus frutos em igual medida e terminar todos os problemas!”

Existem várias condições que devem ser atendidas aqui, e daí talvez seja possível mudar para um novo princípio de distribuição. Nós vemos que o mundo está se transformando lentamente nessa direção. A elite está subindo mais alto, se afastando completamente das pessoas. A classe média está rompendo com a elite, caindo cada vez mais, e ficando cada vez mais pobre devido ao desemprego crescente.

As causas são o desenvolvimento de novas tecnologias de robótica e a transferência de fábricas para países com mão de obra barata. Além disso, o desejo de desfrutar está se desenvolvendo em uma pessoa e exige outras realizações acima do nível material simples: comida, sexo, família, dinheiro, honra e conhecimento.

Portanto, a humanidade está sendo atraída para a depressão e está à procura de um sentido na vida. A sociedade humana está começando a desmoronar, e isso está se espalhando em todos os níveis, desde a família até o país inteiro.

O processo é contínuo, e não sabemos se temos tempo para esperar mais 150 anos, como na época de Marx, ou 100 anos, como na época de Baal HaSulam. Especialmente considerando que há problemas em muitos países anteriormente desenvolvidos da América e Europa, não há tempo para esperar! A chamada classe trabalhadora é deixada sem emprego e sem esperança para o futuro, vivendo apenas com uma ninharia que a elite a alimenta na tentativa de acalmá-la. Na verdade, hoje em dia, isso não custa nada, e é possível prover bilhões de pessoas com roupas e alimentos com quase nenhum esforço.

No entanto, ninguém sabe o que fazer com essa população, que antes representava a classe média e agora caiu até o fundo. São milhões e até bilhões de pessoas. Segundo as previsões, 80% de todos os trabalhadores perderão seus empregos nos próximos anos.

Ao mesmo tempo, todos os restaurantes e pequenas empresas vão fechar porque não haverá ninguém para usá-los. As pessoas vão se preocupar apenas com as necessidades e, portanto, as empresas vão desacelerar e falir uma após a outra.

Essa tendência já é evidente hoje de acordo com as estatísticas. Por isso, é necessário explicar à humanidade em que situação nos encontramos. Afinal de contas, isso não está acontecendo em um único país como antes, mas o mesmo processo está acontecendo em todo o mundo.

Famílias e vidas inteiras estão caindo aos pedaços, e os problemas em escala nacional estão crescendo em todos os países, incluindo os problemas com os refugiados muçulmanos. Um emaranhado de problemas está sufocando tanto que a situação está se tornando inesperada e ameaçadora.

De KabTV “Conversa Sobre a Situação Atual no Mundo” 02/12/16

Dia Internacional De Solidariedade Com Os Palestinos

laitman_600_02Comentário: Em 29 de novembro de 1947, a Assembleia Geral da ONU aprovou uma resolução para dividir a Palestina em dois Estados, um Estado árabe e um Estado judeu. Mais tarde, o dia 29 de novembro tornou-se o Dia Internacional de Solidariedade com o Povo Palestino. Por um lado, a ONU declarou que há dois Estados, e, por outro lado, esse é um dia de solidariedade apenas com o povo palestino.

Meu Comentário: A ONU constantemente toma uma posição antissemita, por isso não é surpreendente. Nós simplesmente temos que entender como agir de modo que todas as suas decisões não tenham um impacto negativo. Nós temos que realizar a nossa missão, independentemente do que as nações do mundo façam sob a forma da ONU, UNESCO e outras organizações internacionais.

Se realizássemos a nossa missão como uma nação entre as outras nações do mundo, não teríamos inimigos, todos iriam nos apoiar e apreciar as suas relações conosco e ser gratos pela enorme força do bem que traríamos ao mundo graças a qual o mundo existe. Mas não fazemos isso.

Apenas a nação de Israel pode aproximar o Criador do mundo, de modo que Sua força do bem comece a preencher tudo. Portanto, todas as outras nações do mundo se ressentem de nós; inconscientemente, elas sentem que podemos fazer isso, mas não fazemos.

Pergunta: Como podemos sentir a responsabilidade que temos?

Resposta: Devemos acreditar no que os Cabalistas dizem e entender que eles atingiram todas as forças e sistemas que sustentam o nosso mundo. É por isso que eles nos advertem.

Pergunta: Uma pessoa moderna que não acredita em mais nada, pode, de repente, começar a acreditar, simplesmente assim?

Resposta: Não, ela tem que estudar a sabedoria da Cabalá e, assim, ser capaz de ver que esse sistema opera. Afinal de contas, você também pode negar a segunda lei de Newton, se declarar que “você não acredita!” Mas quando um tijolo cai sobre sua cabeça, em vez de uma maçã, você percebe que isso não tem nada a ver com fé. Essa é a razão das pessoas terem que se familiarizar com a sabedoria da Cabalá.

De KabTV “Notícias com Michael Laitman” 30/11/16

Existir Em Dois Mundos

laitman_423_02Pergunta: Se a realidade em que vivemos é desconfortável e sem esperança em comparação com a realidade espiritual, que é doce e maravilhosa, por que eu me agarro a esse mundo de uma forma tão dolorosa e desesperada? Por que é tão difícil romper com isso?

Resposta: Nós não devemos nos separar desse mundo. Nós temos que viver neste mundo e, ao mesmo tempo, começar a atingir o mundo superior, o Criador. Essa será uma grande adição e a união dos dois mundos.

Da Lição de Cabalá em Russo 18/09/16

“A Civilização No Escuro”

Laitman_417Nas Notícias (svoboda.org): “Tudo é ruim. O mundo está caminhando para o inferno. … Sociólogos, cientistas e futurólogos políticos … irão explicar-lhe que o fim dos tempos está próximo, se já não estiver aqui. Em todos os lugares, terroristas estrangeiros migrantes hostis organizam repetidamente ataques insidiosos, guerras sangrentas e sem sentido emergem aqui e ali, a vida se tornou mais cara, políticos corruptos só pensam no seu próprio bolso, os jovens perderam seu impulso jovem, não querem estudar e trabalhar; perdem tempo com fofocas estúpidas nas redes sociais, e pegam alguns Pokémon. Em suma, o futuro da nossa civilização está coberto com escuridão. …

“O mundo ocidental e seus arredores imediatos não parecem felizes e confiantes. …

“Parece que a história dá uma grande reviravolta que muitos europeus, americanos, russos já sentiram, mas principalmente em algum nível inconsciente, não totalmente significativo. …

“É também o fato de que os antigos instrumentos de controle político, econômico, militar, que o “grande” Ocidente utilizou para os seus próprios limites para a realização de seus interesses – para o bem ou para o mal, é outra questão, – pararam de trabalhar. Não há novos instrumentos, ou eles não são usados. …

“O historiador britânico Niall Ferguson escreveu recentemente o seguinte: ‘Hoje, a maior ameaça à civilização ocidental não são as outras civilizações, mas a nossa própria pusilanimidade (covardia) – e a ignorância histórica que a alimenta’”.

Meu Comentário: Nós não aprendemos com os nossos erros. Chegamos a um beco sem saída sem precedentes, por isso não podemos aprender nada com a história. Essa é a razão da sabedoria da Cabalá estar sendo revelada hoje. Ela nos ensina a nova forma que vai levar a humanidade a um novo estado.

As Letras Como Modelos Para A Gestão Do Nosso Mundo

laitman_526Pergunta: Como as letras do alfabeto foram criadas?

Resposta: As letras do alfabeto vieram até nós desde Adam HaRishon (o primeiro homem); ele foi o primeiro que se tornou semelhante (Domeh) ao Criador.

Adão foi o primeiro a descobrir o mundo superior e seus resultados em nosso mundo. Todas as coisas que existem no mundo espiritual são as raízes, e tudo o que existe no nosso mundo é resultado da descida do mundo espiritual.

Os dois mundos são completamente idênticos, exceto que o mundo superior é o mundo de forças e o nosso mundo é o mundo da matéria. Mesmo todas as forças ativas na superfície da Terra (elétrica, magnética, plasmática, atômica, etc.) também são consideradas como parte do mundo material.

Foi a partir destas que Adam HaRishon descobriu as raízes do nosso mundo, ou seja, o mundo superior. Ele viu como as forças que controlam o nosso mundo descem a partir dessas raízes conforme regras específicas. Adam entendeu o significado da gestão superior e sua implementação. A partir disso, ele formulou essas leis e descreveu a estrutura das letras.

Tudo o que existe é derivado de um único ponto negro, desejo. De cima para baixo, existem extensões a partir deste ponto, o que significa que a Luz de Hochma, a Luz da vida (a linha vertical no desenho), estende-se para o nosso mundo desde o mundo superior. Simultaneamente, uma força horizontal, a Luz de Hassadim (Luz da Misericórdia) também pode se estender.

A gestão do mundo consiste em três elementos, um ponto e duas linhas, uma linha horizontal e uma linha vertical. Na verdade, tudo é gerido através da integração destas duas forças opostas, como a integração de positivo e negativo. Adam sentiu essas forças no mundo espiritual e começou a estudar e investiga-las.

Como o mundo superior é composto de partes chamadas Keter, Hochma, Bina, Zeir Anpin e Malchut, Adam começou a investigar como o mundo superior influencia o nosso mundo. Ele descobriu que o mundo espiritual é dividido em duas partes. A parte superior é chamada de Galgalta ve Eynaim (as características de doação) da qual vem a decisão. A parte inferior é chamada de AHP (as características de recepção) e a gestão é derivada daí.

Com base nas suas investigações, Adam descreveu a estrutura das letras. As primeiras nove letras são encontradas na última parte de Bina, as próximas nove letras se encontram em ZeirAnpin, e as últimas quatro letras se encontram em Malchut. Há um total de 22 letras, 22 modelos padrão de gestão. Há mais cinco letras finais, Mantsepach (MNTzPCh), para um total de 27 letras.

A Luz Superior passa por cada letra como por um molde e desce na forma da letra.

A Luz reside acima da letra como uma Luz única, simples, amorfa e homogênea, uma Luz em que não há nada de especial.

Mas quando a Luz se move pelo molde da letra, ela age em nosso mundo de uma maneira particular, porque a interação das linhas horizontal (Hassadim) e vertical (Hochma) em cada letra é muito original. A letra “Dalet – ד” é muito específica. Ela tem uma cauda especial e o ponto onde as duas linhas estão conectadas uma à outra e formam o eixo em torno do qual gira a letra. Em geral, as letras têm vários tipos de propriedades internas.

Cada letra é um Kli (vaso) separado, que é uma combinação das duas forças, Hassadim e Hochma. Seu vector está em constante mutação.

Cada letra é um carimbo específico através do qual a força superior opera. A força superior passa através do molde e abre caminho para a sua influência em nosso mundo de uma maneira particular. Uma palavra é um conjunto de letras, semelhante a um comando de computador.

Pergunta: Por que o desenho mostra apenas duas linhas se o controle está em três linhas? Como a terceira linha se reflete nas letras?

Resposta: O fato é que a terceira linha vai desde a criação, debaixo para cima. E o desenho mostra a gestão do Criador, de cima para baixo.

Nas letras, não há expressão do próprio homem, mas apenas na medida em que lhe permitimos escrever letras para o nosso desejo.

Pergunta: Por que se diz que a Torá foi escrita com uma única palavra?

Resposta: Porque a Torá não é dividida em palavras, é escrita como um texto contínuo. Não há como dividi-la. É um simples comando executado desde o início da criação, “No princípio Deus criou …” até a última palavra “Israel”.

Da Lição de Cabalá em Russo 17/07/16

Nova Vida # 444 – Chanucá: A Guerra Dos Macabeus Contra Os Gregos

Nova Vida # 444 – Chanucá: A Guerra Dos Macabeus Contra Os Gregos
Dr. Michael Laitman em conversa com Oren Levi e YaelLeshed-Harel

Resumo

O que Chanucá simboliza? O que é a guerra que ocorreu entre os Macabeus e os gregos e como ela se relaciona com o objetivo da criação e o papel que a nação de Israel tem que cumprir?

Chanucá simboliza a primeira ascensão espiritual de uma pessoa.

O domínio grego é uma casca (Klipa), uma força do mal que limita a nossa consciência, de modo que não vamos sentir o Criador. Os gregos não exigiram uma mudança em nossa vida corporal; eles queriam controlar o nosso espírito. Os gregos se opuseram a nossa adoração do nosso Deus, segundo a qual, através do amor ao próximo, a pessoa se conecta ao Criador.

A guerra dos Macabeus foi uma guerra ideológica sobre a definição de quem e o que é a força superior. A guerra principal foi entre a nação de Israel, entre os Macabeus e os helenistas. A nação de Israel só existe porque tem uma raiz espiritual. Se não estivermos conectados, não há nenhuma nação de Israel.

Yashar-El significa que através do amor e conexão entre nós chegamos a um amor maior, que é a força superior. Nós construímos um abrigo pelo amor entre nós que será capaz de absorver a força superior que é amor e doação absoluta.

A idolatria existe até hoje. Nós adoramos o “Deus da ciência”, por exemplo.

Chanucá simboliza o nosso retorno à nossa guerra interna, à conexão com os outros e à descoberta da força superior entre nós.

De KabTV “Nova Vida # 444 – Chanucá: A Guerra Dos Macabeus Contra Os Gregos”, 07/10/14

Ynet: “Existe Um Futuro Para O Capitalismo?”


Da minha coluna no Ynet: “Existe Um Futuro Para O Capitalismo?”

Na Europa e nos Estados Unidos, os movimentos de extrema direita estão se fortalecendo, na Ásia o fundamentalismo islâmico está crescendo, o nazismo está permeando a Rússia. Além disso, milhões de pessoas estão desempregadas, essa tendência continua a fortalecer, e o mundo está se dirigindo à guerra. Até onde o mundo vai se deteriorar? Rav Laitman responde no espírito da sabedoria da Cabalá.

Como uma última convulsão antes da morte do capitalismo atual, este é próspero e florescente, mas, debaixo da superfície, está morrendo. A escrita já está na parede: o poder de compra e a capacidade de vendas estão desaparecendo, a mobilidade social é congelada, a tecnologia é liderada pela robótica, a nanotecnologia e as impressoras tridimensionais assumem o mercado de trabalho, e o sinal mais distinto de todos é o aumento do desemprego. A Organização Internacional do Trabalho (OIT) da ONU estima que o desemprego mundial vai crescer em pelo menos mais 11 milhões de pessoas nos próximos três anos: sem considerar os dados sobre o desemprego oculto e o desemprego dos jovens em todo o mundo, que está quebrando novos recordes e distorcendo o método de medição.

É claro que a falta de postos de trabalho acompanhada de baixos salários vai aumentar a desigualdade, o que pode forçar muitos jovens a adiar o estabelecimento de uma unidade familiar, a compra de uma casa e a criação dos filhos e vai encorajar a migração para países desenvolvidos. A recessão econômica vai necessariamente causar a propagação da epidemia da depressão e o aumento no uso de drogas, e pode fazer com que centenas de milhares saiam às ruas exigindo justiça social: uma tendência global que está crescendo diante de nós.

Em um mundo que continua a mudar e que se encontra em incerteza econômica, uma pergunta pode ser feita: É possível evitar o êxodo em massa e enormes protestos violentos? Quem vai proporcionar trabalho para os milhões de desempregados? Para onde a economia mundial está se deteriorando?

O Canto do Cisne do Capitalismo

A suposição fundamental da economia é de que as pessoas aspiram ao máximo benefício com o mínimo de investimento (a suposição de expectativas racionais) com motivos egoístas. No entanto, as pessoas que ganham a vida umas das outras não podem viver separadamente dos outros indivíduos na sociedade. Ao longo da história, o desenvolvimento humano reflete o desenvolvimento de conexões e a interdependência entre as pessoas. Isto é, a economia é apenas uma cópia do sistema de conexões e relações entre nós.

De acordo com a sabedoria da Cabalá, essas relações entre as pessoas são uma expressão mais profunda da natureza egoísta da humanidade: o desejo de receber o máximo de prazer e satisfação, mesmo que seja em detrimento dos outros. A natureza egoísta começou a crescer mesmo nos dias do antigo reino da Babilônia cerca de 3.500 anos atrás. Assim, as bases para os métodos de comércio e o uso do dinheiro e da tributação foram estabelecidos pela primeira vez, a agricultura moderna começou a tomar forma, e junto com isso os métodos de governança e controle e os processos clássicos de ordem e de gestão foram fundados pela primeira vez. A civilização, que tinha sido conduzida como uma única família, foi derrubada em um instante. O ego, que levou os babilônios a se desenvolver, transformou-os em seres mais autocentrados e os separou. As mudanças sociais geraram a disparidade de classe entre a população e o fenômeno da exploração dos outros começou.

Isso criou sucessivos períodos de escravidão e feudalismo baseados na agricultura, que dividiu a sociedade em duas classes na Idade Média, os nobres proeminentes e os servos. A natureza egoísta intensificou a busca por formas distorcidas de lucrar mais, e as pessoas começaram a desenvolver novas medidas que trouxeram mudanças de longo alcance, conhecidas como a Revolução Industrial.

Na véspera da revolução, no final do século XVIII na Inglaterra, o motor a vapor foi inventado. Para a indústria, esse foi um trampolim para o mundo moderno. A mecanização e a industrialização continuaram a se desenvolver em um ritmo vertiginoso, fazendo com que as massas deixassem suas aldeias pastorais e se mudassem para as grandes cidades da Inglaterra, França e, mais tarde, Estados Unidos: cidades que se desenvolveram em torno da indústria moderna.

O Erro de Marx

A Revolução Industrial mudou gradualmente a natureza da sociedade. Ela levou ao desenvolvimento de duas novas classes urbanas: a burguesia (os financistas, que eram líderes de empresas, bancos e comércio) e a classe trabalhadora (o proletariado, simples  camponeses que vinham para a cidade sem qualquer tipo de educação, trabalhavam duro para o rico e sofriam condições de trabalho exploradoras e alienantes.

Karl Marx, o pai da doutrina do socialismo, que foi exposto a esse fenômeno em primeira mão, descreveu-o dessa forma: “A história de toda a sociedade até aqui é a história das lutas de classes”.

“Homem livre e escravo, patrício e plebeu, barão e servo, mestre de corporação e companheiro, numa palavra, opressores e oprimidos, em constante oposição, têm vivido numa guerra, uma guerra que terminou sempre, ou por uma transformação revolucionária, da sociedade inteira, ou pela destruição das duas classes em luta” (Manifesto Comunista).

O processo de desenvolvimento do egoísmo não parou, e no meio do século XIX atingiu o auge de sua prosperidade e estava usando um novo nome socioeconômico de capitalismo. Os capitalistas exigiam a sua própria propriedade privada e o livre mercado comercial. Eles colocaram o ser humano no centro e formaram uma posição liberal para justificar seu status mais elevado. A sua alegação de que quando o seu rendimento aumentasse e seus impostos fossem reduzidos, a riqueza seria redistribuída e proporcionaria benefícios para os estratos menos favorecidos, tornou-se uma ficção. Marx acreditava que quando a geração de massas de trabalho entendesse que a sua situação era muito ruim, iria se unir, fazer uma revolução violenta contra o regime burguês, e trazer uma nova sociedade igualitária. Mas ele estava enganado sobre essa virada ….

Cem anos atrás, Baal HaSulam escreveu que, “No entanto, neste último ponto, onde ele nos promete que, após a ruína do atual governo burguês, um governo proletariado será imediatamente instalado, aqui está a falha do seu método: a nova realidade diante de nós nega. Ele pensou que a governança do proletariado seria o passo subsequente ao governo burguês, e, portanto, determinou que, negando o governo burguês, um governo do proletariado seria estabelecido instantaneamente. No entanto, a realidade comprova que o passo seguinte à ruína do atual governo é a dos nazistas ou fascistas. Evidentemente, ainda estamos nos estágios intermediários do desenvolvimento humano. A humanidade ainda não atingiu o nível mais alto da escada da evolução. Quem pode assumir quantos rios de sangue ainda estão para ser derramados antes da humanidade atingir o nível desejado?” (Baal HaSulam, o jornal, A Nação).

A força negativa da natureza egoísta está operando como de costume, e se não a controlarmos, ela vai nos levar a se unir em movimentos fascistas e neonazistas, uma tendência que está ocorrendo hoje na Europa e Estados Unidos. Embora a economia nos ajude a viver, não é a própria vida. Nós temos que ver como podemos construir uma nova sociedade de acordo com o processo de desenvolvimento por meio do qual a humanidade está se movendo, e na medida em que a sociedade muda, a economia muda.

Enquanto os economistas e formuladores de políticas pensam em como reverter o ciclo e retornar o capitalismo para sua idade de ouro, podemos aprender com a sabedoria da Cabalá que isso é algo impossível. O capitalismo fez suas próprias leis, e as leis da natureza estão nos avançando rumo a um novo modelo socioeconômico, e é bom que seja assim.

Uma Nova Indústria Humana

Existe um interesse crescente no modelo de renda universal, pelo qual um país paga a cada cidadão uma ajuda de custo sem qualquer conexão com o seu status de emprego; o desprendimento do pagamento do trabalho, não é acidental. Ele reflete tentativas balbuciantes de se preparar para uma era na qual não haverá nenhum trabalho, mas a provisão será em abundância graças à robótica avançada. Mas o fracasso de um referendo nacional para garantir uma renda na Suíça no início do ano e a oposição ao novo modelo em todo o mundo refletem a falta de maturidade ou até mesmo a negação do fato de que todo o mercado de trabalho está diante de mudanças dramáticas que são susceptíveis de minar toda a ordem sócio-político-econômica, e cabe a nós nos prepararmos com antecedência para evitar choques e muito sofrimento humano.

Como vamos fazer isso? Assim como hoje, todos nós somos produto de um sistema de educação formal e informal, que por meio de palestras e memorização dos princípios nos prepara para a vida em um sistema capitalista, de tal forma que pareça natural para nós. Então, nós apenas temos que ajustar os relacionamentos entre nós que são a base para todo o sistema econômico, para a nova realidade e os desafios do século XXI. Esse ajustamento pode ser realizado apenas por meio da educação em massa. O sistema de escola pública foi estabelecido com o surgimento da Revolução Industrial, no século XIX, a fim de treinar os trabalhadores para trabalhar em linhas de montagem de fábrica. Por isso, cabe precisamente a nós gerar uma revolução educacional sem precedentes no século XXI, para a formação de uma nova sociedade.

Imagine que todas as manhãs vamos sair para o local de trabalho onde trabalhávamos no passado ou para um centro comunitário perto de nossas casas, e durante todo o dia vamos nos sentar em torno de uma mesa redonda de aprendizado sobre o mundo global e a natureza humana e discutir como fortalecer as relações positivas entre nós. O poder positivo da conexão que é criado e estabelecido entre nós vai equilibrar a força negativa do egoísmo e irá fornecer a todas as pessoas uma vida, emocional e psicologicamente, na forma de felicidade, alegria, serenidade e paz. “A unidade social … pode ser a fonte de toda a alegria e sucesso” é o que o Baal HaSulam escreveu no artigo, “A Liberdade”.

Com a ajuda da promoção de uma ideologia clamando pela unidade, vamos colocar um fim no problema do aumento do desemprego: muitos locais de trabalho serão criados, como já foi especificado à exaustão, cujo propósito será o de gerar o poder da conexão positiva. Os cidadãos não vão se preocupar com alimentação, vestuário, saúde, educação, habitação, automóveis, entretenimento ou quaisquer serviços sociais adicionais. A nação vai se tornar uma grande família; os problemas de nacionalismo e privacidade serão gradualmente resolvidos, e o poder da conexão vai curar a sociedade humana moribunda até a sua recuperação completa. A nova economia social vai finalmente nos libertar da preocupação constante em ganhar a vida, da prática do materialismo excessivo, e irá liberar o nosso tempo para o desenvolvimento pessoal, social e espiritual.

Ynet: “Existe Um Futuro Para O Capitalismo?” 06/12/16