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O Segredo De Onde Tudo Começa

laitman_222_0Baal HaSulam, “Introdução ao Livro, Panim Meirot uMasbirot“, Seção 1: É o oposto do argumento do negligente em atingir o interior, que dizem a si mesmos: “Nós nos contentamos em alcançar a realização de Peshat. Se alcançarmos isso, vamos ficar contentes”. As palavras deles podem ser comparadas àquele que quer pisar na quarta etapa, sem primeiro pisar nas três primeiras etapas.

Que Deus nos conceda a compreensão do significado simples (Peshat), cujo conhecimento eles atribuem a si mesmos. Afinal, no caminho para ele nós temos que passar pelo caminho de Sod (segredo), Drush (interpretação) e Remez (dica). Enquanto não tivermos concluído as etapas anteriores, pode haver o significado simples? A pessoa alcança Peshat no quarto nível do desejo corrigido; como isso pode acontecer se ainda não tivermos corrigido o primeiro, segundo e terceiros níveis?

Quando eu corrijo o primeiro nível do desejo de receber, descubro que toda a Torá é um grande segredo para mim. E isso já é uma realização. Até agora eu sequer sabia disso, e agora entendo a minha falta de conhecimento. Como resultado disto, é estabelecida uma conexão entre eu e algo que está escondido de mim, mas agora eu não posso descobrir esse segredo. E depois disso, surge Drush; eu já penetro em coisas e vejo as conexões entre elas, mas ainda não entendo os princípios pelos quais elas operam.

Depois eu descubro Remez; eu ainda não reconheço as causas e os resultados, não obtenho a finalidade exata, mas já posso ver como o Criador opera e posso cooperar com Ele. E só no quarto nível é que eu gradualmente atinjo Seu objetivo, e isso já é a adesão. Então Peshat me é revelado, porque entre eu e o Criador não há mais qualquer vestimenta oculta, nem telas ou partições.

Então, se a pessoa já estuda Torá, ela deve se relacionar a ela com grande seriedade. Isso é porque ela é chamada de Kedusha (Santidade) e Kedusha é doação. Será que eu estou avançando corretamente no sentido da doação através da aprendizagem da Torá?

Ao aprender a sabedoria da Cabalá aos poucos descubro que estou imerso na escuridão, não entendo e não sinto que existe algo que está oculto de mim, inacessível para mim. Este sentimento é a descoberta de Sod, um sentimento muito importante no estágio atual. Pois este desejo, a deficiência que domina em mim, vai me ajudar a chegar à Peshat.

No entanto, como é possível ficar indiferente quando vejo que não tenho sequer uma gota de compreensão? Isto é pior do que a morte, pois os mortos não sentem nada e eu sinto uma deficiência espiritual. Eu sou mais infeliz. Assim, como resultado do estudo, descobrimos a escuridão…

Pergunta: Como pode ser isso? Eu pensei que depois descobrimos de Sod, nós resolvemos todos os problemas.

Resposta: Assim eu resolvo o maior problema; eu finalmente entendo que todos os meus problemas são derivados da minha atitude para com o Criador. Em outras palavras, cabe a mim construir o relacionamento correto.

Até agora eu não sabia disso. Parecia-me que se tratava de outras causas e circunstâncias. Agora, depois que atinjo Sod, vejo que não tenho nenhuma conexão com o Criador e que dependo apenas Dele. Isto já não é mau, porque é a verdade. Finalmente eu estou trancado, conectado a algo verdadeiro, real.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 05/03/14, Escritos do Baal HaSulam

A Crise Financeira Global Já Começou

laitman_220Opinião (Vesti): “Cada vez mais nós ouvimos sobre a aproximação da próxima crise financeira global. Mas a verdade é que esta crise já começou. Nós já vemos quedas nos mercados acionários globais.

“A maioria das quedas aconteceu nos países que são conhecidos como mercados emergentes. Para a maioria deles a economia não se desenvolveu de modo que o mundo não sabe sobre eles. Nos últimos anos, as nações em desenvolvimento receberam o acesso a empréstimos com dólares baratos. Mas agora, quando o dólar tornou-se mais forte, os mutuários são obrigados a pedir mais e mais em moeda local para servir as dívidas denominadas em dólares. E isso apesar dos preços de muitos produtos que são exportados por estes países estarem caindo.

“Exatamente as mesmas razões causaram uma crise na América Latina nos anos 80 e a crise financeira na Ásia na década de 90. Agora quase todos os mercados globais de ações vão cair significativamente, em comparação com os picos deste ano ou do ano passado. Mas, por enquanto, todos ainda estão longe de um colapso. Em grande parte do mundo em desenvolvimento, a situação é completamente diferente.

“Há 23 nações onde os mercados de ações entraram em colapso: Malásia, Brasil, Egito, China, Indonésia, Coreia do Sul, Turquia, Chile, Colômbia, Peru, Bulgária, Grécia, Polônia, Sérvia, Eslovênia, Ucrânia, Gana, Quênia, Marrocos, Nigéria, Cingapura, Taiwan e Tailândia. E este é apenas o começo, pois a crise deve em breve passar das nações em desenvolvimento para as nações desenvolvidas.

“Os bancos centrais perderam o controle da situação, e resta pouco tempo até o colapso global. No outono de 2015, podemos esperar para ver uma série de choques. A crise financeira global já começou e, nos próximos meses, ficará claro o quão grande é a sua dimensão”.

Meu Comentário: Há um meio nas mãos dos Cabalistas: a unidade. Só isso vai levar o nosso mundo ao seu próximo estado. Porque o mundo foi criado em cima da quebra de um único sistema chamado Adam, e apenas a restauração do sistema, sua correção, levará o nosso mundo a um estado bom e estável.

A sabedoria da Cabalá fala especificamente sobre a realização do método da correção do nosso mundo. O problema é que não há necessidade de corrigir o mundo e o sistema financeiro, mas sim o indivíduo e a sociedade. Ninguém quer isso e ninguém acredita que a questão seja possível.

Nós temos que superar o obstáculo psicológico; é possível superá-lo através da influência da Luz Superior, que corrige, chamada “Luz da Torá”, ou simplesmente “Torá” ou “Luz que Reforma”. Mas é necessário pedir que ela influencie. O pedido aparece como resultado do sofrimento e desesperança ou como resultado da influência do ambiente, que é o que nós mesmos criamos. É assim que escolhemos o caminho do sofrimento ou o caminho da Torá.

Fórmula Para Uma Vida Feliz

laitman_565_01Pergunta: O que Putin quer de Israel?

Resposta: Não importa o que ele quer. É dito: “O coração dos ministros e dos reis está nas mãos do Criador”. Não pense nos políticos como um poder independente. Nenhum deles entende exatamente o que está acontecendo no mundo, nem Putin, nem Obama, nem qualquer outra pessoa.

Infelizmente, o mesmo pode ser dito do governo israelense. Tudo está nas mãos do Criador, não de Obama, Putin, ou Netanyahu. Graças a Deus! Caso contrário, o mundo já teria desmoronado.

O mundo precisa ser equilibrado; ele tem que atingir um estado onde as pessoas vejam claramente como o sistema de relações entre elas realmente se parece. Somente quando nossas relações forem reveladas para nós, vamos aprender a corrigi-las. Apenas a unidade pode nos levar à correção. Política, economia, indústria, todos os tipos de ligações de comércio internacional são inúteis. A única coisa que pode realmente ajudar é um novo tipo de educação que levará a humanidade à unidade global

Até agora, o mundo se conectou através do comércio, economia, militar e segurança, mas agora vemos que os laços são temporários; eles vêm e vão. O mundo antes foi construído sobre o fundamento do egoísmo. Agora, ele desaparece.

Pergunta: Que tipo de unidade Israel tem a oferecer ao mundo?

Resposta: Israel terá que oferecer unidade entre e dentro das nações. É o tipo de unidade que emerge acima dos nossos egos. Nosso egoísmo vai nos ensinar a subir acima dele e se unir.

Israel é obrigado a transferir a metodologia da unidade para o mundo, pois não há outra força que possa fazê-lo, senão nós. Se Israel cumprir a sua missão, será o principal país do mundo; ele vai governar e trazer a benevolência às outras nações. Ele vai espalhar a metodologia da correção, unidade e amor.

O nosso mundo é egoísta já que todos nós nascemos com uma natureza egoísta. Nós temos que implementar uma metodologia especial, uma fórmula, que nos permita conectar além do egoísmo que arde em cada indivíduo, cada país, e entre as nações.

O povo de Israel possui a metodologia. O povo judeu a utilizou três mil e quinhentos anos atrás. Eles ainda mantêm “registros”, os dados internos do estado de unidade que passaram.

Em algum momento, o povo judeu conseguiu implementar a unidade. Eles constituíram uma única unidade, cujo valor principal era a conectividade. O povo judeu viveu na unidade por cerca de 1500 anos, de Abraão até a destruição do Templo.

Milhares de anos atrás, nós caímos dessa altura, do estado de unidade que nos conectava acima do nosso egoísmo. Dentro de cada pessoa há um ego, mas há também uma força que nos ajuda a superá-lo, além do egoísmo pessoal e global que constantemente cresce e se renova.

Todos nós fazemos esforços para nos elevar acima do nosso egoísmo e conectar para além dele. Caso sejamos bem sucedidos, vamos revelar uma nova realidade chamada do mundo superior. O estado comum que estamos tentando construir juntos é chamado de Adam (homem). Dentro de Adam, vamos revelar um novo espírito chamado de alma, a Luz Superior, ou o Criador. O mundo avança para o estado ao qual foi criado.

De KabTV “Uma Nova Vida” 06/08/15

Uma Lei De Amor Para O Mundo Inteiro

laitman_944Pergunta: Por que começaríamos a brigar e nos matar, se todos os países serão capazes de produzir tudo o que precisam e não precisarão de mais terras estrangeiras e trabalhadores?

Resposta: Por que você briga com sua esposa? Geralmente é por causa de alguma coisa boba que não tem nenhum significado. Os países vão brigar uns com os outros da mesma forma, porque o nosso egoísmo, o ódio que vive dentro de uma pessoa, não nos permitirá viver em paz e amizade.

Uma pessoa é construída com uma natureza má e egoísta. Portanto, vamos ver que, apesar de já não dependermos uns dos outros por um lado, no entanto vamos querer destruir uns aos outros. E a única solução é unir acima de todas as diferenças de personalidade, de modo que “o amor cobre todas as transgressões”.

Pergunta: Então, o que vai acontecer com 2.000 nações que vão dividir o mundo ?

Resposta: Todas essas 2000 nações vão aceitar a lei que nos obrigará a unir acima de todas as diferenças nacionais. E só a educação integral vai possibilitar isso, porque vai elevar as pessoas acima do nosso egoísmo.

Pergunta: Como se sentirá uma pessoa vivendo em uma dessas 2000 nações?

Resposta: A pessoa vai sentir que há duas partes nela. Uma parte é a sua inclinação natural ao mal, o egoísmo que arde nela, que ela despreza. E em outra, ela deseja estar acima do egoísmo, acima de suas tendências egoístas instintivas, e acima delas se unir com os outros.

Desta maneira vamos alcançar uma vida pacífica, feliz e próspera. Nós sentimos que estamos no “Jardim do Éden”, onde um fogo infernal arde debaixo da terra. Um não pode existir sem o outro.

De KabTV “Uma Nova Vida” 06/08/15

Como Eu Sou É Como Vejo Os Outros

laitman_423_02Pergunta: Hoje, a sociedade israelense está muito dividida e cheia de ódio. Ela é dividida em muitas comunidades e facções de acordo com milhares de fatores diferentes, e cada um odeia o outro. Você diz que o feriado de Lag BaOmer é o ponto de virada do ódio para a unidade entre as pessoas?

Resposta: O amor é inseparável da unificação. É impossível unir sem amor e é impossível amar sem união. A unidade é uma expressão do amor.

A contagem dos dias de Omer é a correção do ódio em amor. Nós saímos do Egito, revelamos o tipo de egoísmo que habita em nós, e estamos começando a corrigi-lo. Esta correção é composta de 49 etapas: os 49 dias da contagem do Omer, durante os quais podemos corrigir nossas relações com todos os outros, começando com a mais fácil e progredindo para relações cada vez mais complexas.

O 33º dia de Omer é o chamado “Lag BaOmer”: é o marco, e quando o alcançamos, podemos estar certos de que vamos corrigir todo o nosso ódio, independentemente de seu poder. Quando chegamos a este dia, recebemos tal força que nos permite corrigir tudo o resto.

O ódio é corrigido apenas com a força da Luz. Com cada dia de Omer vem uma nova porção de Luz, um total de 49 partes, como uma infusão. A Luz é a força que está oculta na natureza. Agora nós sentimos apenas a força do mal, o egoísmo. Em todo o mundo que nos rodeia: o inanimado, os vegetais, os animais, as pessoas e em nós mesmos, vemos apenas a força da recepção, que consome, e o amor-próprio.

O fato é que eu sou um egoísta, e, portanto, revelo apenas a parte egoísta em cada pessoa, animal, e qualquer criatura, de acordo com o princípio “a pessoa julga de acordo com suas próprias falhas”. Como eu sou é como eu vejo outros.

Assim, nós sentimos que toda a natureza é a força do mal, do egoísmo, que nos obriga a pensar só em nós mesmos e receber prazer do sofrimento dos outros. No entanto, existe uma outra força na natureza: além do negativo, existe também o positivo, a força positiva. No entanto, esta força está oculta e não a sentimos.

Nós temos que extrair essa força positiva da natureza para que ela possa nos corrigir e equilibrar a força do mal em nós.

De KabTV “Uma Nova Vida” 30/04/15

Quem Determina O Surgimento Do Mundo?

laitman_423_01Uma percepção muito egoísta do mundo é comum na humanidade, de acordo com a qual nós pensamos que o mundo gira de acordo com a maneira que o manejamos. Isso é o que os governos, as pessoas poderosas, os ricos, e as pessoas de sucesso pensam. Mesmo a pessoa mais simples pensa que toda a sua vida é o resultado do que ela faz.

Todo mundo culpa alguém por alguma que acontece, e todos nós pensamos que somos os mestres neste mundo. Nós reconhecemos que a natureza da humanidade é má e egoísta, mas o que pode ser feito se somos assim? É assim que nós somos e é assim que vivemos e gerimos o mundo. Certamente poderíamos controlá-lo melhor, e não com tamanha barbárie, mas de forma mais pensativa e humana. Mas nada pode ser feito sobre sermos assim.

Nós construímos todos os tipos de sistemas e tentamos estar envolvidos neste mundo, tanto quanto possível. Nós concordamos que ele é imperfeito, mas é assim que é. As pessoas supõem que o mundo é resultado de nossa gestão, do nosso comportamento, da conexão entre nós, da cultura, educação, política, economia, comércio, etc.

Tudo isso determina como o mundo aparece. Nós esperamos que através das nossas ações possamos melhorar nossas vidas de alguma forma, e não podemos aceitar que a imagem do mundo que percebemos e vemos não seja resultado de nossas atividades.

Mas o Criador, o Poder Superior, cria essa imagem para nós a cada momento de acordo com os Reshimot (genes espirituais). E uma imagem do mundo é retratada dentro de nós de acordo com estes Reshimot, e não podemos influenciá-la de forma alguma, mas apenas determinamos a atitude certa para esta imagem, ou seja, a consciência de que ela chega até nos inteiramente do Criador. Isto se aplica ao passado, o presente e o futuro. O Criador organiza nossa percepção de acordo com essa linha do tempo.

O que importa não é como nos relacionamos com o mundo, mas como nos relacionamos com o Criador! No momento em que voltamos nossa atenção para o diretor, a origem, o Criador do mundo, adquirimos imediatamente a perspectiva correta. E, assim, torna-se claro que o mundo inteiro é oculto, evasivo, uma imagem temporária que é desenhada dentro da nossa mente com todas as suas nações, países, e toda a bagunça terrível que está acontecendo na face do nosso pequeno planeta e dentro de cada indivíduo.

Essa imagem torna-se mais clara para nós em todos os momentos, em todos os tipos de formas diferentes, em todas as várias disputas internacionais e privadas, todos os diferentes tipos de problemas internos e externos. Tudo isso é apenas para que, quando confrontados por todos esses problemas, aprendamos a justificar o Criador, a fonte. Todas estas formas são esclarecidas dentro do nosso ego, dentro do desejo de receber, que é o oposto do Criador. E assim vemos o nosso mau funcionamento interno e percebemos isso como uma realidade externa.

Por isso, não precisamos nos ​​arrepender pelas situações difíceis que passamos no passado ou que estamos passando agora no presente, e perder toda a esperança de um futuro bom. Em vez disso, precisamos nos elevar e aderir a nossa raiz, que é só o bom que faz o bem. E tudo que sentimos nesta realidade, nós mesmos e este mundo, é destinado apenas para que acima de tudo isso nos conectamos com a boa fonte absoluta e abandonemos o nosso desejo de receber onde sentimos tal imagem distorcida e inferior deste mundo.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 07/03/14

O Imenso Potencial Do “Falante”

Laitman_712_03De um artigo do Baal HaSulam, Introdução ao Livro, Panim Meirot uMasbirot“, Seção 3: Deixe-me explicar a questão. Nós distinguimos quatro divisões na espécie falante, dispostas em gradações uma sobre a outro. Essas são as massas, o forte, o rico e o sagaz. Elas são iguais aos quatro níveis em toda a realidade, chamados:
a. Inanimado,
b. Vegetal,
c. Animal,
d. Falante.

… Acima está o falante, que consiste de uma força emocional e uma força intelectual juntas. Por esta razão, o seu poder é ilimitado pelo tempo e espaço em atrair o que é bom para si e rejeitar o que é prejudicial, como o animal.

Isto é assim por causa de sua ciência, que é uma matéria espiritual, ilimitada pelo tempo e espaço. Pode-se ensinar aos outros onde quer que eles estejam em toda a realidade, e, no passado e no futuro através das gerações.

Segue-se que o valor de uma pessoa do falante equivale o valor de todas as forças no vegetal e animal em toda a realidade nesse momento, e em todas as gerações passadas. Isto é assim porque seu poder os engloba e contém dentro de seu próprio ser, juntamente com todas as suas forças.

Depois que o desejo de receber foi criado, ele começou a se desenvolver não quantitativamente, como se o seu peso fosse de um quilograma e ele se desenvolvesse em dez quilogramas. Em nenhum lugar na natureza o desenvolvimento quantitativo é considerado desenvolvimento. Se uma criança crescesse aumentando apenas o seu peso, ela seria chamada de mentalmente subdesenvolvida.

Isso significa que nós sempre associamos o desenvolvimento com uma nova qualidade. Em primeiro lugar, há a reunião da sabedoria, o reconhecimento do mal, consultas e observações. E se nós precisamos de mais poder para isso, nós podemos obtê-lo em conformidade.

Aparentemente, apenas as alterações qualitativas são consideradas como desenvolvimento na natureza. O desenvolvimento quantitativo não é considerado. Qual seria o benefício de se adicionar mais um, mais um milhão ou até um bilhão a mais do mesmo? Mas é importante que a adição altere a qualidade, tal como uma mudança no número de elétron, prótons e partículas adicionais dentro do átomo, e, consequentemente, há desenvolvimento.

Os átomos se conectam em moléculas; as moléculas se tornam cada vez mais complexas e se conectam em células. O núcleo da célula aparece no centro da célula e está pronto para gerir os processos no interior da célula. As células ganham a possibilidade de se conectar, especializando-se em diferentes atividades. Isso não se refere ao número de células aqui, mas à sua qualidade. Diferentes tipos de células começam a ser formadas a partir de células-tronco, das quais o corpo humano é construído.

Isso significa que o desenvolvimento é sempre qualitativo. O Baal HaSulam não fala de quantidades. Existem quatro níveis de desenvolvimento no mundo: inanimado, vegetal, animal e falante; eles são níveis de desenvolvimento e são qualitativos. O desenvolvimento qualitativo é que o desejo de receber começa a entender cada vez mais o que ele quer.

E isso está certo: de onde ele poderia saber o que quer? Se eu sou o desejo de receber, para saber o que o meu desejo é, eu preciso saber o que o Criador quer de mim. Eu não sou consciente disso nos níveis do inanimado, vegetal e animal. E no nível falante, eu já começo a entender que o meu intelecto é uma cópia do intelecto do Criador, que o implantou em mim porque era especificamente Seu desejo que eu pudesse entender e pensar, e ser consciente Dele numa forma como essa.

Isto é chamado de desenvolvimento. Graças a um desenvolvimento como este, eu posso me controlar e controlar os vários processos. Mas cabe a mim entender que todos os sistemas que se encontram em mim, todo o meu intelecto e emoção, todos os resultados do desenvolvimento, são uma cópia gradual dentro de mim das características do Criador. Ele deixa apenas uma coisa em mim, a liberdade de escolha dentro destes sistemas, ou seja, se assemelhar ou não a Ele!

É assim que nos desenvolvemos de acordo com estes níveis, moldando sistemas cada vez mais complexos nos níveis inanimado, vegetal, animal e falante. E isso faz possibilita que nos aproximemos cada vez mais do entendimento de nossa natureza no nível falante e controlemos os níveis inanimado, vegetal e animal. Nós adicionamos cada vez mais desejo de receber a nós mesmos, e juntamente com isso, adicionamos à nossa capacidade de usá-lo.

No nível de Adão isso não se refere mais a uma maior capacidade de usar o desejo de receber, mas à capacidade de compreender o próprio desejo. O nível animal se realiza ao máximo. O Adão é construído de forma diferente, de um aspecto qualitativo, e para ele o mais importante é não realizar o seu desejo, mas o propósito para o qual está fazendo isso. O nível de Adão (homem) começa especificamente daí. Caso contrário, seria uma continuação do nível animal. Para um Adão, o que é importa é a razão pela qual ele quer se realizar.

Aqui começa o reconhecimento do mal. Nós perseguimos diferentes objetivos que só nos causam problemas, até que o Adão – pelo caminho de Beito (em seu tempo), pelo caminho do sofrimento – atinge a pergunta: Qual é a razão para viver? Isso significa que ele procura um propósito adequado não o incomode de dedicar sua vida. O desenvolvimento do desejo é feito de forma gradual e sistemática, e, finalmente, nos leva ao resultado correto.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 06/03/14, Escritos do Baal HaSulam

Uma Réplica Específica Do Criador Em Meu Coração

laitman_960_2Pergunta: O que exatamente dentro de mim se assemelha ao Criador?

Resposta: O Criador nos dá um pequeno desejo. Ele nem sequer é considerado uma réplica do Criador, porque nosso mundo é simplesmente uma sombra passageira. É como ter a permissão de cheirar uma tigela de sopa em vez de ser capaz de comer a sopa.

É praticamente nada, mas ainda assim este é o lugar onde nós começamos.

O Criador só nos dá o estímulo, o despertar para Ele e isso é tudo. Tudo o que recebemos mais tarde em adição ao estímulo inicial vem do grupo e do professor. Sem o grupo e o professor, a pessoa não tem chance de alcançar qualquer contato com o Criador e de cumprir corretamente a conexão com Ele. O grupo é o seu vaso espiritual e o professor é o nível superior, e, depois, há o Criador.

O Criador só lhe dá o despertar inicial: Ele leva a pessoa ao ambiente certo e diz: “Tome-o!” Mas, para toma-lo, nós precisamos nos conectar ao grupo, aos professores e aos livros, e através deles ao Criador. Antes disso nós só temos um ponto no coração, uma centelha que o Criador desperta em nós que nos obriga a procura-Lo.

Tudo o resto em nós pertence ao nível animal e não é uma réplica dos atributos do Criador, mas simplesmente o desejo de desfrutar desenvolvido. O ser humano é apenas o ponto que anseia pelo Criador. Este é o ponto do desejo de desfrutar que está conectado à Bina, ao desejo de doar.

Se não há tal conexão entre o desejo de desfrutar e o desejo de doar, se Malchut e Bina não estão conectadas, a criatura não é chamada de ser humano, Adão, que se assemelha ao Criador. Essa conexão só pode existir na fase quatro e, na verdade, não em toda a fase quatro, mas apenas em sua parte especial, que mais tarde é esclarecida. Apenas o nível humano em nosso desejo é designado para subir rumo ao Criador.

Pergunta: Por que nós precisamos dos níveis inanimado, vegetal e animal da natureza em primeiro lugar?

Resposta: O desejo de desfrutar tem que se desenvolver em todos esses níveis, porque caso contrário não pode ser independente. Nos três primeiros níveis há o mesmo desejo de desfrutar, mas ele opera de acordo com o software interno inserido nele, enquanto na fase quatro, o desejo começa a se perguntar “por que eu tenho que operar este software?”.

Nós precisamos de todas as quatro fases para o desejo se desenvolver, uma vez que, por um lado, ele tem que se desconectar totalmente do Criador, e, por outro lado, tem que chegar à equivalência de forma com Ele. Portanto, o Criador e a criatura, que são a fase da raiz e a fase quatro, têm que se afastar em todas as outras fases. Um cálculo preciso ocorre nestes níveis, onde discernimentos são necessários para a criatura, de modo que ela seja oposta, mas, ao mesmo tempo, semelhante ao Criador, no que exatamente ela é oposta a Ele e em que é similar.

Deve haver uma parte oposta no desejo de desfrutar que não muda, mas ele tem que ser semelhante em seu desejo de doar que é construído acima de seu desejo de desfrutar. Estas duas formas existem nele simultaneamente.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 06/03/14, Escritos do Baal HaSulam

O Fundamento Da Independência É O Desapego Do Criador

laitman_739O “Prefácio à Sabedoria da Cabalá” é uma introdução muito importante que Baal HaSulam escreveu para preparar a pessoa para o estudo do Livro do Zohar com o comentário Sulam. Com sua ajuda, a pessoa pode abordar o Livro do Zohar num determinado grau, enquanto que sem o comentário Sulam, o Livro do Zohar não é compreensível para nós. O “Prefácio à Sabedoria da Cabalá” inclui em seu interior toda a sabedoria da Cabalá relevante à descida dos mundos de cima para baixo, que o Ari revelou em seu livro, Etz HaChaim (A Árvore da Vida).

Abraão foi quem revelou a progressão dos mundos, e, depois dele, Moisés descreveu-a na Torá, mas num formato criptografado, oculto, e agora estamos aprendendo a perceber a progressão dos mundos na prática. Portanto, devemos descobrir isso de uma forma compreensível e apropriada para realização e uso.

Devido a isso, Baal HaSulam explica toda a sabedoria da Cabalá desde o seu início, a partir da fonte da qual o pensamento de criação é derivado e como a criação foi criada e materializada de acordo com este pensamento. O Criador, o poder superior de doação e amor, cria fora de Si algo que é Seu oposto. Se o Criador é a força de doação, Ele teve que criar a força de recepção. Mas, depois que a força de recepção foi criada, ela desapareceu dentro da força de doação, o que significa que foi gerida totalmente pela força de doação. Por isso, é como se a criatura não existisse, pois a substância não é o que importa. Em vez disso, o que importa é se ela é independente do Criador ou não.

Alguém poderia perguntar: como poderia ser independente? Como é possível criar algo que mais tarde vai ser completamente independente se ela sai do Criador? Afinal, tudo o que a criatura tem vem do Criador, e é impossível separar esta conexão. Não pode ser que exista algo novo com a criatura, porque tudo que é novo nela também vem do Criador. Nada existe no mundo que não o Criador.

Portanto, como é possível levar a criatura à independência? É como se ela negasse e ocultasse a unidade do Criador no mundo contrário à lógica, porque se há uma fonte da qual tudo deriva, e além dela nada existe, como poderia ser que uma criatura pudesse ser independente, de tal forma que pudesse ser contra o seu Criador e não artificialmente, mas, na verdade, de acordo com o seu desejo?

Uma profundidade muito grande está oculta aqui que não é entendida por nós. Nós só alcançamos essa independência depois que terminamos toda a correção. No entanto, nesse meio tempo, precisamos aprender todas as etapas de acordo com as quais o Criador criou a criatura para possibilitar que ela tenha liberdade de escolha.

Independência é o desapego da criatura do Criador. É apenas quando a criatura tem seu próprio poder, emoção e intelecto – tudo que é necessário para ser independente – e isto não é apenas existir, mas determinar as suas obras por conta própria, de forma independente, para subir ao nível do Criador. Este processo e seus resultados parecem impossíveis para nós. Assim, o desejo de receber que foi criado pelo Criador como Seu oposto e é gerido por Ele deve passar por uma progressão de mudanças, cujo resultado permitirá que ela obtenha independência, o poder de determinar a sua independência de acordo com o seu intelecto e emoção.

Para isso, o desejo de prazer se desprende do Criador e se conecta a Ele inúmeras vezes, o que significa que passa por subidas e descidas. Graças a isso, nós começamos a comparar estados e aprendemos com eles. No início, nós comparamos cada descida e cada subida, e, assim, examinamos as subidas e descidas em comparação uma com a outra.

Como resultado da experiência que é reunida da comparação entre as subidas e descidas, e o exame dos futuros estados em comparação aos estados anteriores, nós desenvolvemos o nosso intelecto e sentimentos. Da comparação entre inúmeras subidas e descidas, e as várias conexões entre elas, nós construímos as sensações e o intelecto que são desenvolvidos, e construímos as várias fases entre eles.

Em última análise, o estudo do Criador leva a criatura à independência, pois, como está escrito: “Por Suas ações O conhecemos”. A criatura aprende como o Criador se comporta com ela, de modo que ela se constrói com respeito ao Criador dessa forma. Aparentemente, o fundamento da independência é o desapego do Criador!

Do “Prefácio à Sabedoria da Cabalá”, item 4: Assim, quando eles estão unidos, o desejo de receber é anulado na Luz dentro dele, e pode determinar a sua forma apenas quando a Luz partiu dali uma vez. Isto é assim porque, após a saída da Luz dele, ele começa a ansiá-la, e esse desejo determina e define corretamente a forma do desejo de receber.

Posteriormente, quando a Luz se veste nele mais uma vez, isso é considerado como duas matérias distintas: Kli e Luz, ou Guf e Vida. Observe de perto, pois isso é muito profundo.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 02/03/14, Escritos do Baal HaSulam