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Em Prol Do Avanço Espiritual

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, Shamati, # 25: “Coisas Que Vêm do Coração”: Sobre as coisas que vêm do coração, entram no coração. Assim, por que nós vemos que mesmo se as coisas já entraram no coração, ainda caem de seu grau? Por que vemos que, mesmo se as coisas entram no coração de uma pessoa, ela ainda cai de seu nível espiritual? Nós vemos que mesmo se uma pessoa é impressionada com o que o professor lhe transmite, ela ainda cai do nível em que recebeu a Torá, a intenção e os pensamentos do professor.

A questão é que quando a pessoa ouve as palavras da Torá de seu professor, ou seja, a sabedoria de seu professor, ela imediatamente concorda com seu professor e resolve observar as palavras de seu professor com o seu coração e alma, porque realmente quer que isso seja cumprido. Mas depois, quando ela sai para o mundo, ela vê, cobiça, e é infectada pela multidão de desejos que vagam pelo mundo, isto é, pelos desejos, pensamentos e planos das outras pessoas que lidam com todos os tipos de absurdos e não o desenvolvimento espiritual neste caso, e ela e sua mente, seu coração e sua vontade são anulados perante a maioria, ou seja, as condições do ambiente em que se encontra.

Contanto que ela não tenha poder para julgar o mundo a uma escala de mérito, eles a dominam. Ela se mistura com os desejos deles… O que isso significa? Se eu estiver num ambiente externo, é o Criador quem joga comigo e me coloca lá em diferentes condições externas para que eu possa ficar mais forte no que diz respeito às decisões internas que já fiz, apesar das influências externas que aparecem.

Suponha que eu estou no meu caminho de volta para casa depois da convenção e quando entro no avião já estou sob o domínio de um ambiente externo. Será que eu consigo permanecer na mesma condição interna que senti durante as três convenções – concentrado, focado no objetivo, sentindo-me contente e sentindo meus amigos – quando estou em condições externas que me pressionam? Se eu consigo, é um estado em que controlo o mundo lá fora; se eu não consigo, significa que o mundo lá fora me controla.

Mas depois, quando ela sai para o mundo, ela vê, cobiça, e é infectada pela multidão de desejos, ou seja, a sociedade em geral, lidando com bobagens. Portanto, se ela não consegue superar a si mesma, seus pensamentos, desejos e coração obedecem a maioria.

Superar a multidão consiste de duas partes.

Primeiro, quando eu percebo que estou separado do apoio dos amigos, eu me alieno internamente e fico longe deles.

Em segundo lugar, eu não vejo mais que tudo é gerenciado pelo Criador e que os pensamentos da multidão são enviados a mim de propósito para que eu possa estreitar a conexão com o grupo, com as fontes, ainda mais do que antes, e considerar o efeito externo como jogo do Criador. Afinal, Ele me envia “ajudantes”, guardas que querem me derrubar da montanha que fui subindo no meu caminho para o Criador, mas eu continuo em frente, segurando com os dentes para me manter acima da água e na direção certa. Não importa qual for a influência do ambiente, eu não vou com a corrente, mas sim remo em direção ao meu objetivo.

Contanto que ela não tenha poder para julgar o mundo a uma escala de mérito…

Afinal, o Criador trabalha para a pessoa através de todo o mundo! Se eu justifico o mundo porque ele realmente funciona para me ajudar a avançar, isso significa “julgar o mundo à escala de mérito”.

Mas se eu não consigo julgar o mundo inteiro à escala de mérito, o que significa atraí-lo em minha direção, percebendo que o Criador me envia esses obstáculos de propósito para que eu possa avançar com mais força; se não consigo me conectar com meus amigos e com a meta com mais força, então o mundo se torna externo e o Criador desaparece com ele. Se eu me esqueço de que Ele é o único que organizou tudo e penso que o mundo me influencia, por si só, o Criador desaparece com ele e eu fico sob o domínio do mundo. …eles a dominam. Ela se mistura com os desejos deles, ou seja, a pessoa se desvia do objetivo.

Então, quando a pessoa subjuga os desejos do mundo que a rodeia, ela é levada como ovelha ao matadouro. Ela não tem escolha; ela é obrigada a pensar, querer, desejar e exigir tudo o que a maioria exige, ou seja, ela está sob o domínio da sociedade externa. Isso também é sob a autoridade do Criador. Ela não deve pensar que qualquer coisa diferente Dele opera aqui. Mas este é um controle completamente diferente, não “eu vou apressá-lo” (Achishena), mas “em seu tempo” (Beito). Ela, então, escolhe seus pensamentos estranhos e seus anseios repugnantes e desejos, que são estranhos ao espírito da Torá. Nesse estado, ela não tem força para subjugar a maioria, e vai junto com a corrente, como o resto do mundo.

Em vez disso, há apenas um conselho então, apegar-se ao seu professor e os livros. Isso é chamado de “Da boca dos livros e da boca dos autores”. Ela tem que segurar com os dentes às lições e às fontes e escolher o que é mais perto dela e o que a impressiona mais fortemente. Pode ser um determinado artigo ou uma passagem do TES, uma canção, qualquer coisa. O que importa é que isso deve fortalecer a sua conexão com a nossa sociedade. Somente aderindo-se a eles, ela pode mudar sua ideia e vontade para melhor. No entanto, argumentos espirituosos não vão ajudá-la a mudar de ideia, mas apenas o remédio da Dvekut (adesão), pois esta é uma cura maravilhosa, na medida em que a Dvekut a corrige.

Apenas enquanto a pessoa está dentro da Kedusha (santidade) ela pode discutir consigo mesma e entrar em polêmicas inteligentes que a mente necessita que ela deva sempre andar no caminho do Criador. Mas tudo isso é um disparate. Entretanto, a pessoa deve saber que, mesmo quando ela é sábia e tem certeza de que já pode usar essa inteligência para derrotar a Sitra Achra (outro lado), ela deve ter em mente que toda a sua sagacidade e belas conclusões, o estudo e o acordo com os amigos, que tudo isso é inútil. Este não é um armamento que consegue derrotar a guerra contra o desejo, pois todos esses conceitos são apenas uma consequência que ela alcançou após a referida Dvekut.

Tudo depende de quão fortemente a pessoa se prende ao grupo. Afinal, ela tem que falar com seus amigos ao telefone, contatá-los na Internet, preparar algum material para eles, participar do trabalho diário. Se ela não fizer isso, nada vai ajudar. Nós somos os únicos que precisam de disseminação e não aqueles a quem nós disseminamos. Ela nos obriga a estar em constante movimento e melhorar. Esta é a única maneira que podemos avançar!

O que eu digo é baseado em minha experiência pessoal. Infelizmente, eu posso pensar nas 30-40 pessoas que uma vez eu levei ao Rabash que também se envolvem na Cabalá até certo ponto agora, mas você pode sentir o que significa estudar Cabalá sem avançar quando você fala com elas.

Em outras palavras, todos os conceitos sobre os quais ela constrói seu edifício, que dizem que a pessoa deve sempre seguir o caminho do Criador, fundamentam-se na Dvekut com seu professor. Assim, se ela perde a fundação, todos os conceitos são impotentes, pois agora vai faltar a fundação. Por isso, ela não deve confiar em sua própria mente, mas unir-se mais uma vez aos livros e autores, pois só isso pode ajudá-la, e nenhuma sagacidade e inteligência, pois elas não têm vida.

Em princípio, este artigo diz que tudo o que é enviado para nós na vida é enviado intencionalmente pelo Criador, e não devemos esquecer isso. Nós temos que tirar proveito de todos os obstáculos, a fim de avançar e ficar mais forte em nosso avanço.

Na verdade não há interferências. Todos esses obstáculos e barreiras são um trampolim. Se os vencermos, vamos avançar; se não, isso significa que vamos ter que superá-los indiretamente. Tudo depende da nossa participação.

A questão é que não nos são dados quaisquer obstáculos de cima que não possam ser superados. A Luz Superior opera de uma maneira que é adaptada para cada um de nós de acordo com as circunstâncias pessoais. Todos os obstáculos que encontramos são sempre adaptados às nossas capacidades. É o ego que temos que corrigir no próximo nível. Se a pessoa se lembra disso, ela se adere mais fortemente ao avanço em direção ao Criador, o professor, os livros e o grupo.

Assim, ela não é controlado pelo ambiente externo, embora esteja em boas relações com ele, mas internamente ela é fiel a si mesma e ao ambiente. Além disso, de forma gradual e sem palavras, ela começa a influenciar o ambiente de modo que, de repente, ele começa a mudar.

Vamos manter a conexão entre nós, de modo que a impressão da semana que passamos unidos, sentindo plenitude entre nós, e num estado maravilhoso só fique mais forte! Afinal de contas, cada um seguirá o seu caminho e cada um receberá suas interferências e nós temos que manter o espírito da garantia mútua, e nos comprometer que nada vai nos separar do grupo e que vamos superar todos os obstáculos e sentir que estamos juntos como se nunca tivéssemos ido em nossos próprios caminhos.

Se as interferências não nos puxarem em direções diferentes, vamos sentir ainda mais forte a conexão entre nós, e isso é realmente o que precisamos. Se pudermos fazer isso, então não há palavras que possam descrever o nível a que vamos subir imediatamente. Nós podemos cumprir o nosso sonho na semana que vem! Se todos nós, independentemente da distância entre nós, pensarmos no fato de que nossos amigos devem permanecer conectados, assim como estão agora, nós podemos ter certeza de que o Messias virá. A palavra Messias deriva da palavra hebraica “Moshech”, “puxar”, e a Luz Superior revelada completa todas as correções, tirando a pessoa do seu ego para a adesão completa com o Criador.

De uma Lição em Russo 07/02/14

Formas Direta E Indireta De Correção

Dr. Michael LaitmanSe eu vejo coisas negativas fora de mim, isso significa que tenho que me corrigir e, assim, não vou ver que é ruim ou negativo. Um amigo que tem problemas vai parecer de muito sucesso para mim.

No artigo “Ocultação e Revelação da Face do Criador”, Baal HaSulam diz que nós vemos os amigos como perdedores, doentes, mal sucedidos, etc., mas no momento em que nos corrigirmos, veremos que eles são saudáveis, ricos e bem sucedidos. Isso significa que eu realmente tenho que me corrigir.

Mas há outra maneira de ajudá-los a se tornar saudáveis, ricos e bem-sucedidos. Eu corrijo as coisas ao me aproximar dos amigos e me corrigir diretamente neles, e assim eu vejo que eles são bem sucedidos.

A correta correção é realmente a minha correção interior. Ao corrigir os amigos e vendo que eles são bem sucedidos é uma correção alternativa, indireta, e não uma correção direta.

A correção direta é corrigir o meu relacionamento com o Criador e ver que o mundo inteiro está reparado e corrigido. O mundo inteiro é o meu vaso, e se eu identifico eventuais deficiências, isso significa que o problema está em mim, porque tudo já está num estado corrigido.

O mundo não sofreu a quebra. Eu sou o único que está quebrado, a parte que identifica as corrupções é aquela que sofreu a quebra. Tudo o resto é pleno. Eu só preciso me corrigir, e depois vou ver que o mundo inteiro está no Jardim do Éden, no mundo de Ein Sof (Infinito).

Mas nos foi dada uma forma fácil de nos corrigir por inclusão mútua: eu vou ao mundo e ajudar a corrigi-lo, tomando as partes quebradas do mundo e elevando-as como MAN, como uma oração. O mundo é o nível mais baixo, eu sou o nível intermediário, e o Criador é o nível superior, o que significa que eu executo o trabalho dos sacerdotes. Essa, no entanto, não é uma correção direta, mas sim indireta pela inclusão mútua e ações consistentes.

Pergunta: Será que eu só vou ver o resultado da correção depois que me corrigir internamente?

Resposta: Claro! Caso contrário, como você pode dizer: “Eu vejo”? Você não pode ver a correção, se não se corrigir. A única questão é se você age diretamente ao Criador, ou de uma forma alternativa, indireta.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 16/03/14

Eu Sou O Único Que Está Doente

Dr. Michael LaitmanPergunta: Qual é a maneira correta de orar quando vejo que um amigo tem um problema e quero pedir em seu nome?

Resposta: É dito: “Aquele que ora por seu amigo é recompensado primeiro”. Na verdade, eu não preciso orar pelo amigo porque ele só parece mal para mim.

Por enquanto, eu não consigo perceber esta corrupção como minha, não estou perto o suficiente do amigo para sentir sua dor e sua doença como minha. Então eu oro por ele como se ele fosse externo a mim.

Portanto, “Aquele que ora por seu amigo é recompensado primeiro”, porque eu sou realmente quem está doente, se vejo um amigo doente. É por isso que eu preciso ser curado, e não o amigo que só parece doente.

Corrigir a mim mesmo significa ver toda a criação do jeito que ela é aos olhos do Criador: ver o mundo todo da perspectiva de uma pessoa que está totalmente corrigida no seu desejo de receber, o que significa que todos os seus vasos são para doar.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 16/03/14

Este É O Centro Da Correção

Dr. Michael LaitmanPergunta: Baal HaSulam publicou o jornal Hauma (A Nação) na década de 1940 no qual alertava sobre o desastre que se aproximava. Nós estamos enfrentando os mesmos problemas hoje. O que significa levá-los mais a sério? O que falta no nosso trabalho?

Resposta: Nós devemos simplesmente fazer o que Baal HaSulam diz no jornal Hauma e no artigo “A Última Geração”. É o mesmo método, a mesma conexão, e nós só precisamos fazer as mesmas coisas.

Você se preocupa com o que vai acontecer com um bilhão e meio de chineses. Eu não posso dizer, mas sei que meio milhão de judeus pode fazer o trabalho para o mundo inteiro. Portanto, eu me preocupo primeiro com a disseminação em Israel. Se conseguirmos aqui, as coisas vão funcionar no mundo.

A correção, o que significa a conexão, deve ocorrer primeiro na nação israelense. Em seguida, ela vai se espalhar para o resto do mundo. Nós estamos na rede geral de conexão entre as almas quebradas, e se corrigirmos a nós mesmos, nem mesmo toda a nação, mas apenas uma parte que se corrige um pouco na conexão entre nós, a força da conexão já vai se espalhar entre todas as nações e vai trazer todo mundo para correção.

Nós devemos levar a sério tudo o que acontece e deixar tudo, exceto a disseminação, o estudo e o trabalho espiritual. A disseminação é muito importante. A julgar pela forma como o mundo está se aproximando do caminho “em seu tempo”, o caminho dos sofrimentos, nós temos que fazer maiores esforços a fim de colocá-lo no caminho “eu devo apressá-lo”, o caminho da Luz.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 17/03/14, Escritos do Baal HaSulam

A Fuga Do Estádio

Dr. Michael LaitmanComentário: Depois da lição matinal nós ficamos para trabalhar em grupos de cinco, mas a verdade é que eu não sinto que gosto disso…

Resposta: A relutância é uma reação padrão, que não vale a pena falar. É claro que eu prefiro fazer o que gosto agora, como deitar no sofá e assistir um jogo de futebol com uma cerveja e nozes, com o controle remoto na mão, e deixar que todo mundo me deixe em paz. Antes do jogo começar, na expectativa do prazer desejado, eu mesmo vou dizer de novo a minha esposa o quanto a amo.

Mas, sentar com os amigos na lição não é um prazer. Na verdade, não é um prazer estar aqui, e ninguém diz o contrário.

Pergunta: Será que isso significa que eu deveria fazer o que não quero toda a minha vida?

Resposta: Não. Toda a minha vida está ligada à meta mais elevada e sublime: eu vou revelar o Criador e esta é a maior recompensa. Além disso, há uma recompensa ainda maior, que é ser capaz de agradar o Criador sem qualquer benefício próprio.

Não importa se isso parece irrealista hoje e algo que não posso imaginar; eu pertenço e estou incorporado em coisas que não existem em nenhum outro lugar. Reconhecer essa importância me dá apoio.

Claro, a Luz superior nos sustenta agora. Ela opera sobre o ponto no coração e não nos deixa escapar. Pelo contrário, se ela iluminasse o desejo egoísta de receber, em vez do ponto no coração, eu desapareceria imediatamente dentro do grupo sem deixar vestígios.

Pergunta: Será que eu vou concordar com o meu desejo?

Resposta: Não. Afinal, esse estado é sujeira, é uma Klipa.

Pergunta: Será que isso significa que eu nunca vou fazer o que quero?

Resposta: Você vai fazer o que você não quer em seu desejo de receber, mas o que você quer no desejo de doar. Eu estabeleço tudo acima do desejo de receber, acima do “que me apetece”. O objetivo é tão importante para mim que eu sinto prazer em doar. Agora esta ideia está acima de tudo para mim, e não posso mais me identificar com a minha parte corporal; não a desrespeito, tomo o que preciso dela, o que é essencial, mas meu coração está no grupo, na doação.

Portanto, fique depois da aula não porque lhe foi dito para fazer isso, mas por causa da grandeza do momento. Afinal, este encontro com os amigos lhe aproxima de um nível muito alto. O objetivo sublime lhe dá poderes para não esquecer a garantia mútua e evoca os amigos a cuidar uns dos outros.

Em geral, eu não devo me culpar se não mantenho esta direção o dia todo, o grupo é o culpado; culpem um ao outro e depois cada um vai sentir a sua culpa de todos. Geralmente, mesmo que isso pareça um paradoxo, é mais fácil pensar nos outros no estado atual do que em si mesmo. Eu estou empenhado em me preocupar com os amigos “como um homem”, e é isso e ponto final. Minha consciência não me deixa escapar da responsabilidade e vou lutar pelos meus amigos como numa tropa de elite.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 16/02/14, Escritos do Baal HaSulam

Alcançar A Terra De Israel

Dr. Michael LaitmanA Torá, “Êxodo”, 34:12: Guarda-te de fazeres aliança com os moradores da terra para onde hás de entrar, para que não seja por laço no meio de ti.

Uma pessoa tem atributos que não consegue corrigir. Nós temos que deixá-los, o que significa esclarecer as coisas e entender que não podemos manejar, superar ou alterá-los para amor e doação.

Afinal de contas, nós sequer temos o poder de nos elevar acima deles. Portanto, nós precisamos expulsá-los, como que destruí-los, não usá-los, mas não usa-los no sentido de que eles realmente como que não existissem.

Todos esses atributos estão no nível egoísta mais baixo chamado “terra de Israel”, e são revelados em nós quando ascendemos a um nível mais elevado. Só então poderemos definir e identificá-los. Portanto, não devemos colaborar de forma alguma com o que é chamado de sete nações (os atributos de HGT NHYM, as sete Sefirot) e determinar que é proibido tocá-las.

Em contraste com os atributos mais grosseiros, que não podem ser corrigidos, há uma Luz imensa, a Luz do mundo de Ein Sof (Infinito). É por esta razão que temos que ignorá-las e deixar que o Criador as corrija, uma vez que estes atributos pertencem à nossa criação.

Quando o desejo é criado a partir do nada, todos os sete atributos estão na zona árida de “algo a partir do nada”, neste ponto de conexão. Por isso, eles são revelados no último momento, quando já subimos todos os níveis que podemos corrigir. A Torá termina com a entrada para a terra de Israel, e a pessoa ainda tem que lidar com todos esses atributos. Como é que ela deve operar a partir de agora? Não se diz. A Torá só é dada a nós como um guia para corrigir o que podemos corrigir.

Comentário: Porém, há a história de Davi, sobre Jerusalém, sobre a terra de Israel, etc.

Resposta: Este não é mais o nível de Moisés, mas o nível dos profetas, e por isso é ainda mais oculto. Nós devemos entender que tudo o que é descrito pelos profetas nas Sagradas Escrituras são níveis que já atravessamos no passado em nossos desejos não corrigidos. Nós não teremos que passar por eles no futuro porque as fases da destruição dos dois templos e do exílio acabaram. Nós só temos que passar a fase que a própria Torá nos diz e isso é o suficiente. Então chegamos à terra de Israel e o fim da correção. A Torá nos diz sobre o que aconteceu em nossas raízes, e por isso temos que corrigir o estado de transição do Monte. Sinai, no deserto do Sinai até chegarmos à terra de Israel.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 16/09/13

Crescimento Desenfreado Do Ego

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como é possível chegar a uma decisão coletiva de modo que o nosso ego não cresça e passe dos limites?

Resposta: É impossível parar o crescimento do ego. De qualquer forma, ele vai crescer e ser descoberto cada vez mais. Se você não corrigi-lo, ele vai ser revelado de forma incorreta, e se você corrigi-lo, ele será revelado corretamente, ou seja, como o seu oposto, com a característica de doação.

Esta é toda a nossa evolução: de cima a Luz opera o tempo todo, e abaixo as Reshimot são reveladas cada vez mais. Assim, a cada ano, a cada dia, a cada minuto, nós experimentamos desejos e pensamentos cada vez mais novos e poderosos, possibilidades cada vez maiores; só não sentimos isso.

Portanto, o ego vai crescer constantemente. Nós só precisamos nos equipar com ferramentas para a sua correção.

Da Lição em Russo, 02/02/14

Pela Chamada Do Coração

Dr. Michael LaitmanPergunta: Todos os nossos pensamentos vêm do Criador. Como nós podemos ter certeza que realmente nos ocupamos com o trabalho espiritual, e não com uma fantasia inatingível?

Resposta: No início, quando uma pessoa nasce e é criada, ela não tem liberdade de escolha. Ela nasce em alguma família, está sendo pensada e recebe certa educação que molda sua atitude para com o mundo e a vida. Este programa inicial que uma pessoa adota durante os primeiros 15 anos de sua vida determina o desenvolvimento de sua personalidade, e ela não pode ir além disso.

A pessoa pode perguntar: “Como é possível? Nós não escolhemos depois de tudo”. De fato, nós não escolhemos onde nascer, quando e em qual família – nós não escolhemos nada. Portanto, o que podemos fazer com o nosso desenvolvimento espiritual? Você tem que estar no lugar onde seu coração o leva. Mas se você veio até nós, você tem que seguir rigorosamente tudo o que está sendo dito.

Como você pode ter certeza de que está no caminho espiritual? Você não pode. Até que o Criador seja revelado a nós, certamente não de uma forma mística, como alguma vaga sensação interna (que você ainda não é capaz de compreender), até lá você não possa ter certeza de qualquer forma. É por isso que eu não posso apaziguar ou apoiá-lo, mas, pelo contrário, eu provoco ainda mais dúvidas dentro de você. É dito: “Venha e veja o quão maravilhoso é o Criador”.

Da Semana Mundial do Zohar “Convenção de Educação Integral” Terceiro Dia, 04/02/14, Lição 1

Fisiologia Do Amor

Dr. Michael LaitmanOpinião (Dmitry Zhukov, biólogo): “No Grande Dicionário Enciclopédico, está escrito que o amor é “visar uma pessoa, comunidade humana, ou ideia”. A forma de amor que é mais interessante para as massas é o amor entre duas pessoas não relacionadas biologicamente.

“Esse tipo de amor pode ser caracterizado como um distúrbio mental, representado por uma ideia supervalorizada na forma de atenção de outra pessoa, acompanhado por um efeito instável, constante mutável. De acordo com a Classificação Internacional de Doenças, na subseção F63.9, o amor muitas vezes pode pertencer ao seguinte subgrupo: ‘Distúrbios dos hábitos e interesses, não especificados’.

“Uma pessoa apaixonada inconscientemente satisfaz uma gama de necessidades. É importante enfatizar que diferentes pessoas podem ter uma gama completamente diferente. Obviamente, o desejo das pessoas é para satisfazer uma necessidade hedonista, ou seja, a necessidade de obter prazer, que neste caso é muitas vezes chamada de sexual.

“Além do amor hedonista, as pessoas apaixonadas satisfazem muitas outras necessidades, principalmente no aumento da autoestima. Nós costumamos amar mais as pessoas que nos permitem demonstrar as nossas vantagens – física e mental. É fácil de ver a satisfação da necessidade na posse de um objeto de prestígio que provoca a inveja dos outros e aumenta novamente a autoestima de uma pessoa.

“A necessidade de liderança, no desejo de controlar uma situação, sustenta o amor de mulheres maduras por homens jovens. Muitas vezes, o amor é formado com base na necessidade oposta, na necessidade de submissão, de seguir o líder. Normalmente, a base do amor é a necessidade de emoções.

“Esta necessidade desencadeia muitas formas de comportamento humano, mas o amor é o mais agradável, embora uma maneira muito cara para satisfazê-lo. Entre outros requisitos, satisfeitos num estado de amor, nós podemos notar a necessidade de contatos sociais estáveis. Note que nem todas as pessoas têm essa necessidade. Esta forma de amor está intimamente ligada com o conceito de “amizade”.

“Quanto aos mecanismos fisiológicos no amor, eles são desconhecidos. Mais precisamente, há muitas descrições de mudanças no trabalho em vários sistemas que ocorrem nos indivíduos, que afirmam que estão num estado de “amor romântico”. A atividade de várias regiões do cérebro, hormônios, o trabalho dos sistemas cardiovascular, digestivo, etc., também muda. Mas os mecanismos que desencadeiam o amor são completamente desconhecidos. Mais precisamente, eles são puramente psicológicos (a presença das necessidades) e não são estudados em fisiologia”.

Meu Comentário: De acordo com a Cabalá, não há amor: há o desejo de receber prazer. Isto não ocorre somente com o ser humano, mas em toda a natureza: inanimada, vegetal e animal. A parte mais desenvolvida da natureza animal é o ser humano. O amor só pode ser espiritual, isto é, com base no desejo altruísta de doar, de satisfazer os outros. E essa propriedade só pode ocorrer numa pessoa sob a influência da Luz Superior, a propriedade de doação. A implementação da sabedoria da Cabalá nos permite atrair sua influência sobre nós.

O Temor É Uma Característica De “Malchut”

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que o temor é a primeiro Mitzva, que inclui dentro dela todas as Mitzvot da Torá?

Resposta: O temor é uma característica de Malchut alcançada através do desejo de receber. Se eu trabalho com o desejo de receber a fim de corrigi-lo, eu estou no ponto certo de onde posso sempre começar. Cada nível começa a partir do temor. Toda vez que eu caio e começo a construir o próximo nível, primeiro eu experimento todos os tipos de temores.

Pergunta: Se eu caio, então eu caio. Por que deve haver medo nisso?

Resposta: Em primeiro lugar, é necessário esclarecer o que é chamado de queda. Se você tem um mau humor ou um sentimento ruim, isso não é uma queda. A queda é a incapacidade de se aproximar do Criador, de doar a Ele. Eu caio se perco o interesse nos amigos, o desejo de estar com eles, e de sentir o calor e a proximidade em nossa conexão. Tudo depende disso de acordo com o que eu verifico em relação a minha queda.

Eu me sinto mal porque não tenho amor pelos outros, e com isso não tenho amor pelo Criador. É especificamente essa condição que eu estabeleço como uma descida. Quando eu chego a um grupo, eu não sinto nenhum desejo de me conectar com os amigos para descobrir o amor entre nós que é chamado de Criador.

Se eu percebo que não tenho um desejo como esse, já está bom; isso indica que estou no exílio. Atingir o exílio é uma grande realização, pois eu vejo que “não há divindade dentro de mim” (Deuteronômio 31:17).

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 14/03/14