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A Oração De Uma Pessoa Mostra Onde Ela Está

Dr. Michael LaitmanVocê só pode valorizar a si mesmo de acordo com o quanto o seu coração se preocupa com os outros: seu grupo, nossa sociedade global, e todo o mundo também. Você não pode obter isso de uma só vez, mas em etapas, embora no final isso deva se tornar a coisa mais importante para você.

Em primeiro lugar, você vai ver que o grupo é a coisa mais importante para você, e depois a nossa sociedade global e finalmente todo o mundo. Mas depois tudo vai se inverter: o mundo vai se tornar a coisa mais importante e a sociedade global, o grupo, e você mesmo serão apenas os meios para transmitir a Luz Superior ao mundo inteiro.

Portanto, você pode valorizar o seu avanço de acordo com o quão importante você considera todos os outros e se preocupa que todos devam conhecer e descobrir o Criador. Acontece que a oração é a indicação de onde uma pessoa está.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 16/07/13

Cuidado Com Os “Impulsos Agradáveis”

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “O Amor do Criador e o Amor da Criatura”: Com isso a criatura se desenvolve nos graus da sublimidade de cima até que perde qualquer forma de amor próprio e recepção pessoal. Nesse estado, o seu próprio atributo é doar ou receber a fim de doar. Nossos sábios disseram sobre isso, ‘As Mitzvot foram dadas apenas para purificar as pessoas’. Assim, a pessoa se apega à sua raiz, como se diz, ‘e se apegar a Ele’.

Por que nós estamos aqui neste mundo, o pior dos mundos possíveis, no andar debaixo do qual não há nada? Apenas por uma razão, para aprender a doar e passar por todas as etapas no caminho até chegarmos à total adaptação ao Criador, que é chamado “se apegar a Ele”.

Isto é o que nos diz a sabedoria da Cabalá. Ela corrige a inclinação ao mal que inicialmente nos foi dada e que se desenvolve em nós. Isto significa que temos que aprender como usar corretamente o método que tem a Luz que Reforma e aprender a fazer as ações corretas para evocar esta Luz, visto que ela nos corrige e assim avançamos.

Na verdade, estas são todas as ações que nós temos que realizar, ações de doação, com as quais nós sempre evocamos sobre nós a maior Luz que Reforma. Ela já sabe qual desejo precisa ser corrigido e quais são as fases de correção. Nós não precisamos fazer o seu trabalho, uma vez que, nesse meio tempo, não podemos seuqer falar disso. Deixe-a nos corrigir, já que este é o seu negócio e nós só temos que dar a ela uma chance. Ela depende disso, e dar a ela uma chance é nossa responsabilidade.

Portanto, não há nada mais que possamos fazer exceto ações com as quais damos satsfação ao outro e o ajudamos. Por quê? Este é o mandamento do superior. Eu não me importo com o outro e não quero conhecê-lo; eu não o sinto de maneira alguma. Mas há uma força superior, e ela me obriga a fazê-lo e me explica que é por tais ações que posso dar-lhe satisfação. Assim, eu me volto ao outro.

Assim, fica claro que se eu ajudar o outro sem a intenção de dar satisfação ao Criador, estas são ações falsas que me levam ao resultado oposto, à destruição. É porque o Criador criou tudo para que cheguemos a Ele. Os impulsos agradáveis de fazer algo pelo bem da humanidade, como o comunismo na Rússia ou o movimento dos Kibutzim, só levam à destruição.

Eu tenho que cumprir o princípio de “Israel, a Torá e o Criador são um” em todas as minhas ações. “Israel” sou eu, a “Torá” é a correta conexão entre eu e a toda a humanidade, começando com pessoas que estão mais próximas de mim até as mais distantes, a conexão que a Luz que Reforma estabeleceu. O Criador é o que é revelado como o que engloba esta rede.

A satisfação está nas relações entre as pessoas. A Luz que Reforma a realiza e eu a evoco, e tudo é para permitir que o Criador seja revelado, já que isto é o que dá satisfação a Ele. Assim, nós não devemos evitar a humanidade geral e, especialmente, o grupo, o meu Grupo de Dez…

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 02/06/13, Escritos do Baal HaSulam

O Limite Entre O Trabalho Masculino E Feminino

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como as mulheres podem sentir a descida coletiva e a unidade? Eu não sinto quaisquer descidas. Eu vim para o grupo com grande felicidade e me dedico a ele. Portanto, onde está o meu desenvolvimento espiritual?

Resposta: Há algo único entre as mulheres em comparação aos homens. Não é exigido que elas superem a barreira natural entre elas. Porém, no trabalho espiritual, elas devem ser como os homens.

Ninguém as obriga a isso, ninguém lhes exige o mesmo método de conexão como ocorre com os homens. Mas interiormente, elas estão prontas para isso e devem trabalhar nisso especialmente entre si.

E depois, tanto um desprendimento especial, uma subida é criada, e a sensação de que você é uma mulher e que este é um homem desaparece, quando este envelope exterior desaparece e torna-se sem importância. Então, por um lado, o que restará é o mundo físico, e, por outro lado, o mundo espiritual; ambos serão precisamente diferenciados: esta sendo a nossa natureza bestial e essa a alma. Então, elas vão ser capazes de trabalhar como os homens.

Mas até esse momento, há uma diferença entre homens e mulheres e, portanto, nós precisamos subir e desejar a realização espiritual separadamente. Certamente, nós precisamos ajudar uns aos outros em tudo, mas se começarmos a trabalhar juntos, então nós só nos tornamos confusos. Nós confundimos as imagens do mundo físico e do trabalho espiritual e o resultado é muito ruim.

Portanto, de forma alguma nós devemos nos cruzar de forma séria. Ajuda mútua, apoiando o centro, disseminação, tudo o resto é feito em conjunto, com exceção do trabalho espiritual. Às vezes até mesmo os workshops podem ser organizados em conjunto. Mas, em geral, a conexão precisa ser diferenciada de acordo com o gênero.

Você entende e sente isso, que você pode facilmente se torna confusa. Além disso, as mulheres ficam mais confusas do que os homens. Um homem entende o que precisa enquanto uma mulher confunde espiritualidade com a materialidade. Para ela, é como se fossem a mesma coisa. E isso não é assim. Ela está simplesmente mentindo para si mesma, sem compreender e sentir isso.

Quando você passar pelo Machsom e realmente começar a sentir o mundo superior, você vai entender o quanto isso teria sido um erro. Mas até então, não. Portanto, com a gente tudo é estritamente dividido em partes masculinas e femininas.

Não interfira nos homens, esta é a primeira condição. Em segundo lugar, aprenda entre vocês. Ninguém convida você a abraçar. Faça tudo o que é benéfico para a sua conexão.

Da Convenção em São Petersburgo 12/07/13, Lição 2

Um Mecanismo Para Satisfazer O Amigo

Dr. Michael LaitmanPergunta: O vazio que nós devemos encontrar dentro de nós e preencher é o trabalho com o ego?

Resposta: Certamente. O vazio é um desejo egoísta que aparece dentro de mim que eu quero preencher. Estes poderiam ser simples desejos físicos ou poderiam ser desejos espirituais. Com os desejos espirituais isso é um pouco mais complicado, pois eu nunca consigo satisfazê-los sozinho. Inclusive os desejos físicos, basicamente, são apenas relativamente satisfeitos.

A ideia é que eu preciso realizar os desejos espirituais que surgem em mim em alguém, satisfazê-lo, o que significa transformar “negativo” em “positivo”. Um Kli é um grande desejo negativo ou menos. Eu faço um Tzimtzum (restrição) sobre ele, o Masach (tela), depois a Ohr Hozer (Luz Refletida), e apesar deste desejo negativo interior, eu coloco a satisfação de alguém acima do meu desejo. Segue-se que eu transformo o lugar onde me sinto vazio num mecanismo para a satisfação do outro ou do Criador, que na verdade é a mesma coisa.

Da Convenção em São Petersburgo 12/07/13, Lição 2

Desejos Especiais De Um Grupo Especial

Dr. Michael LaitmanPergunta: Nós devemos procurar as deficiências e o vazio no grupo?

Resposta: Você não sabe o que os amigos querem? Eles não precisam dizer nada, porque está claro para você que eles querem a revelação do atributo de doação, o atributo de amor entre eles. Assim, eles vão começar a sentir tudo o resto, toda a criação e o Criador que preenche tudo. É por isso que você é amigo deles.

Você só corrige e adapta as suas intenções, seus desejos, seus anseios e assim eles vão ser mais parecidos com a Luz. Então, tudo vai dar certo e você terá sucesso em tudo.

Pergunta: Mas se os amigos não falam sobre seus desejos, há uma espécie de vazio, um silêncio…

Resposta: Isso acontece porque você não os sente, você não sente o quanto eles querem a espiritualidade.

Nós acabamos de ouvir alguns comentários das mulheres. É realmente diferente do que os homens dizem. Todas elas sentem o quanto anseiam pela espiritualidade, o quanto querem e desejam isso. Talvez elas não falem de forma muito precisa, mas esta imprecisão será corrigida até o fim da correção, até o mundo de Ein Sof (Infinito). No geral, foi incrível!

O que você não entende? Ninguém neste mundo tem o desejo que eu sinto aqui em cada um de vocês. Todos neste mundo, exceto os desejos do nosso grupo global, estão no nível animal.

Da Convenção em São Petersburgo 12/07/13, Lição 2

No Centro De Um Triângulo Equilátero

Dr. Michael LaitmanNós devemos igualmente ansiar por Israel, a Torá e o Criador, de modo que eles vão surgir num todo. É como se houvesse um triângulo equilátero: Israel, a Torá e o Criador, e você anseia por estar no centro desse triângulo.

Israel é uma pessoa que anseia pelo Criador. A Torá é o meio pelo qual podemos chegar à conexão, a unidade do grupo. O Criador é revelado no grupo. Se esses três componentes são igualmente importantes para nós e estão conectados num único conceito, nós podemos avançar.

Estes três componentes vão constantemente se afastar ainda mais e nós temos que tentar conectá-los num conceito novo, e trabalhar desta forma. Se quisermos que o estado que foi atingido na Convenção nunca chegue ao fim, nós temos que conectar esses três componentes e trazer a força superior para essa conexão, que irá manter coesa toda a Convenção.

Claro, nós vamos sentir como este sentimento esfria e desaparece posteriormente. Nós teremos que ter certeza de que nos conectamos e sentimos o calor, e repetimos isso sucessivamente. É o sentimento de desapego e de indiferença, que é um sinal da expansão dos vasos e do nosso progresso.

Tudo é medido de acordo com a importância do Criador. Nós só podemos aprender sobre sua importância ao compreender que sem Ele não podemos nos conectar. Sem a nossa conexão não podemos nem chegar perto de um estado espiritual. Nós devemos entender que a descida e o desprendimento que sentimos agora é um espaço, um lugar que o Criador nos dá no qual devemos trazê-Lo. Em seguida, todas as nossas esperanças e expectativas serão preenchidas.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 19/07/13

Expondo Seu Coração

Dr. Michael LaitmanPergunta: Nós completamos os cursos do Centro de Educação e começamos o trabalho em grupo. Eu vejo a deficiência dos meus amigos, mas ainda não há um sentimento de resistência. Por quê? Será que é porque não estamos tentando o suficiente para conectar?

Resposta: É verdade! Você respondeu sua pergunta. Se você não ansiar pela unidade, você não vai sentir a rejeição. Que razão há para revelar-lhe seus atributos quebrados negativos, se você não tem qualquer preparação para isso?

Em primeiro lugar, o grupo não é coesivo na forma correta. Em segundo lugar, parece que ainda não há um entendimento de como essa união é importante. Assim, o que está acontecendo com você agora ainda não são os atributos que necessitam de correção, embora possa haver alguma fraqueza e rejeição.

Pergunta: Como é possível melhorar este trabalho, a fim de realmente sentir a rejeição pela qual podemos trabalhar de uma forma mais intensa?

Resposta: Realize nossas instruções. Não há mais nada.

Pode ser que você realize todas as atividades, participe dos workshops, estude, se reúna, mas o faz de uma maneira formal, sem anseio por uma conexão com o outro. Isso significa que, inconscientemente, você está se guardando da cooperação mais interna e unida.

Aqui na Convenção há pessoas que não são capazes de superar este obstáculo, não são capazes de “expor” seus corações. Exponha-o, retire o revestimento externo e descubra-o. Não tenha medo disso!

Você tem medo de que eles vão apunhalá-lo e causar algo muito sensível e desagradável. Não tenha medo! Cautelosamente, com medo, tente expô-lo. Não pode ser de outra maneira, se quisermos nos tornar um só coração. Nós precisamos remover e retirar este revestimento externo de cada um dos corações.

Da Convenção em São Petersburgo 12/07/13, Lição 2

De Acordo Com A Torá, Todo Mundo É Igual

Dr. Michael LaitmanTorá, “Êxodo”, “Mishpatim“, 21:23-25: Mas se houver danos graves, a pena será dar vida por vida, olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé, queimadura por queimadura, ferida por ferida, contusão por contuusão.

As pessoas percebem tudo o que a Torá escreve de forma linear e egoísta. A Torá fala exclusivamente da unidade entre as pessoas e sobre o estabelecimento de uma imagem geral integral chamada de Adão (similar ao Criador).

Cada pessoa, sem exceção, participa na criação desta imagem (Adão). Quer queiramos ou não, todos nós estamos envolvidos na elaboração deste gigante. Nosso envolvimento deve corresponder à instrução chamada Torá (derivado de Ora’ah, que se traduz como “a instrução”). Ela descreve as formas de autocorreção que acontecem quando nós cometemos erros. Como em qualquer instrução, há um capítulo sobre possíveis erros e as formas de corrigi-los.

Isso explica por que os infortúnios acima mencionados com os olhos, mãos, pés e outras lesões são todos sobre ligações entre pessoas que existem ao nível das dez Sefirot. Elas devem repor quaisquer defeitos que causaram, já que “desgraça” significa um dano intencional.

Quando numa queda, se a pessoa prejudica ou inibe de forma intencional, egoísta e malévola o sistema integral geral ou danifica o processo coletivo de correção, outras leis entram em vigor.

Pergunta: Qual o significado de “dar vida por vida, olho por olho”?

Resposta: É sobre os níveis de correção: Nefesh, Ruach, Neshamah, que somos obrigados a repor.

O mundo percebe toda a Torá num nível corporal. Várias crenças, ensinamentos e dogmas têm se originado da Torá. Isto continuou por milhares de anos.

Se nós estamos falando da implicação material da Torá, diz-se que “não há escravos, nem senhores”. Todos são totalmente iguais perante a lei. Ela descreve uma sociedade que ainda não existiu. A corrupção resolve todos os problemas deste mundo. Pague bastante dinheiro e faça o que quiser.

Se você ler “As Leis dos Reis”, do Rambam, você vai ver que havia muitas restrições que eram impostas aos reis, em comparação com algumas limitações para os plebeus. Em outras palavras, de acordo com a Torá, todo mundo é igual.

De KabTV “Mistérios do Livro Eterno” 20/05/13

“Funcionário Da ONU: A Guerra Cibernética É Uma Realidade Contra A Qual O Mundo Deve Lutar”

Dr. Michael LaitmanNas Notícias (de Raw Story): “‘Há uma guerra cibernética em curso’, disse Hamadoun Toure, secretário-geral da União Internacional de Telecomunicações, durante um debate sobre segurança cibernética no Geneva Press Club”.

“‘Assim como uma guerra convencional, não há vencedores, só destruição’, advertiu ele para uma platéia de jornalistas, diplomatas e especialistas em tecnologia”.

Enquanto Toure se recusou a colocar a culpa em diversos países, tais ataques tornaram-se moeda comum. …

“Num mundo cada vez mais conectado e dependente da Internet, os ataques cibernéticos de governos e as organizações criminosas semelhantes têm o potencial de causar estragos em tudo, do setor financeiro a serviços públicos essenciais, disse Toure”.

“‘Nenhuma entidade pode fazê-lo sozinha. Nós temos que mudar a mentalidade. Nós estamos mentalmente preparados para trabalhar um com o outro?’, perguntou ele”.

“‘Neste cenário, não há mais tal coisa de superpotência’, disse ele, uma vez que é mais barato criar vírus e lançar ataques”.

“‘É o cérebro humano que está dirigindo isso. Portanto, nós somos todos iguais nisso, e precisamos nos unir. Essa é a nova ordem. Não é um país. Não é como uma potência nuclear, onde a tecnologia, a base de conhecimentos, a infra-estrutura e o financiamento são necessários para isso’”.

“‘Nós temos que tratar o ciberespaço como tratamos o mundo real’, acrescentou. ‘O que há de verdade no mundo real é verdadeiro no ciberespaço. Algumas pessoas dizem que estamos num novo ambiente onde as regras são completamente diferentes. Nós não estamos. Porque os seres humanos estão no centro disso'”.

Meu Comentário: Na medida em que a natureza se revela como um todo integral, nossa conexão e interdependência serão constantemente reveladas em maior escala e profundidade. Agentes como Snowden (não traidores) e residentes são obrigados a deixar o mundo saber que “as mãos de todos se encontram em todos os demais”. Assim, o processo de liberação dos limites apenas encurta. Isso requer uma revolução psicológica nas pessoas, por meio do método de educação integral, mas isso só é possível no sistema analógico integral no qual encontramos a natureza e a nós mesmos.

Resgatando Do Esquecimento O Amor

Dr. Michael LaitmanTodo mundo sabe que a vida familiar não é fácil, e ela não deveria ir à deriva. Se nós, como um casal, avançamos no caminho do desenvolvimento mútuo, então podemos definir três “territórios” na nossa relação:

• O território indivisível onde o amor reina entre nós.

• O território comum onde estamos de acordo e realizamos análises. Este é um local de livre escolha que também podemos preencher com amor.

• O território individual de cada um, onde o outro parceiro nunca entra. Aqui, a pessoa olha para as coisas do seu próprio ponto de vista, prefere alguma coisa, não aceita algo, mesmo em contraste com o outro, e pensa em algo privado. Afinal, todos nós somos pessoas, sistemas complexos.

Estes territórios, por sua vez, subdividem-se em partes menores, mas nós estamos limitados à divisão geral.

A questão é que não conseguimos sem o amor primário, básico. É como em casamentos reais onde os cônjuges sequer se conhecem antes e não têm um ponto de contato comum, um ponto de amor. No entanto, os jovens de hoje, como regra, casam-se com base em alguma atração pelo outro, são impulsionados por pelo menos uma centelha que acontece entre eles.

Pergunta: Como parceiros podem construir seu relacionamento corretamente, a fim de atiçar essa centelha, estender o território comum?

Resposta: Em primeiro lugar, nós nos voltamos para a mente, não para os sentimentos. Um sentimento caloroso que ocorreu uma vez já desapareceu, e a memória dele é deformada por diversas camadas de fases posteriores. As pessoas sequer percebem que isso é uma coisa natural, hormonal, material, e, além disso, está sujeita a vários hábitos e padrões, tão artificiais quanto mutáveis. Por exemplo, se eu cresci acostumado à proximidade da família, então o meu sentimento é mais estável, e se o meu parceiro corresponde a minha natureza física, ele tem um impacto maior no nível subconsciente.

Em suma, um flash do sentimento familiar foi espontâneo, sem pensar, e agora queremos envolver a mente para analisar essa explosão. Só a mente vai nos ajudar a recuperá-lo do passado, esse belo passado quando estávamos habituados a andar de mãos dadas e a viver em harmonia, incapazes de partir, e éramos tão apaixonados que parecíamos um par de idiotas com sorrisos perpétuos em nossos lábios. Nós queremos recriar esse sentimento para que ele adoce a nossa vida e lhe dê um gosto, um significado, e desta forma, também sejamos capazes de irradiar calor e envolvimento pelos nossos filhos e entes queridos. Eu sequer menciono que, de acordo com inúmeros estudos, a harmonia na família fortalece a saúde e promove a longevidade.

É por isso que precisamos nos voltar para a mente.

Primeiro de tudo, nós concordamos a respeito de quanto o meu parceiro pode exigir de mim e eu dele. Todo mundo rejeita alguma parte do seu conforto, em outras palavras, o seu egoísmo, e apóia e incentiva o parceiro no dia a dia, nos negócios e discussões. Nós demonstramos essa abordagem em relação ao outro como um bom exemplo.

Em segundo lugar, cada um de nós se transforma e se relaciona com o outro como com a melhor, mais importante, mais inteligente e única pessoa no mundo. Nós não nos afastamos do exagero, não evitamos palavras elevadas e elogios. Pelo contrário, nós as buscamos. Por exemplo, eu faço uma lista de vinte linhas, embora não seja tão fácil, e a utilizo o máximo possível. O hábito torna-se uma segunda natureza. Eu realmente começarei a ver na minha “metade” o que eu atribuo a ela.

Inicialmente, ninguém exige sentimentos sinceros de mim. Eu imagino uma bela rainha no meu estilo: Uma bela, altamente sensível e maravilhosa anfitriã, uma mãe perfeita, atraente, sexy, e assim por diante. Eu me identifico com a minha mulher como se ela atendesse a todos esses parâmetros, até que realmente reconheço todas essas qualidades nela.

Em essência, nós usamos o mesmo princípio no grupo de trabalho com os amigos, elevando-os aos nossos olhos.

Portanto, eu descrevo mentalmente uma imagem da melhor esposa do mundo, a imagem que engloba todos os aspectos da vida, todas as situações. No entanto, ela não se limita a fantasias. Eu trabalho em mim mesmo para realmente tratar minha esposa como se ela fosse essa imagem. Eu literalmente “programo” a mim mesmo e a nossa relação.

Pergunta: Então, eu tenho que ignorar a realidade?

Resposta: Não há nenhuma realidade objetiva. Eu sempre vejo as coisas que descrevo na “tela” da minha consciência. Na verdade, eu não noto minha parceira, apesar de vivermos juntos. Eu estou tão acostumado com ela que, apenas ocasionalmente, não vou me concentrar nas fronteiras mais importantes por trás da aparência externa. Além disso, por natureza, os homens são mais superficiais, enquanto a mulher parece mais profunda, e, nesse sentido, é mais fácil para ela superar obstáculos externos.

De qualquer forma, depois de ter descrito um ideal para mim, eu o “visto” na minha parceira. De agora em diante, ela é exatamente assim para mim e a questão não está na aparência. Eu infundirei internamente todas as suas qualidades com perfeição. Deixe que seja egoísta. “Esta é minha esposa, e, assim, é o melhor que pode existir”.

Claro, isso exige esforço. Eu gero esta atitude como se visse um ideal descrito diante de mim. Todas as virtudes do mundo se concentram nele. Eu a coloco mentalmente num pedestal, sobre o trono da rainha, e não a desço desta altura, não importa o quê. Tudo nela é perfeição, e se eu não gosto de algo, é porque o egoísmo cobre meus olhos.

Eu repito: a principal coisa nessa imagem não são os detalhes externos, mas o respeito, a reverência, com os quais estou imbuído, o valor dos ganhos ideais aos meus olhos. Precisamente este valor, esta atitude, eu transfiro para minha parceira. Nada impede que a minha imaginação seja transformada na direção certa e torne-se programada com certa visão.

Nós estamos mutuamente envolvidos com um parceiro neste trabalho interior, de forma deliberada e consciente. Nós discutimos isso. Nós mostramos uns aos outros exemplos em todas as situações, aceitamos o outro como perfeito. Na verdade, os nossos olhos vêem uma imagem diferente, embora mais tarde isso mude. No entanto, nós mudamos para um novo relacionamento, por enquanto planejado, mas sério.

Por exemplo, a casa está uma bagunça e eu não suporto. Ao mesmo tempo, eu me comporto com minha esposa como se ela tivesse colocado tudo em seu lugar. Eu aceito a ordem do jeito que ela vê. Eu não estou procurando por desculpas. Inicialmente, eu quero e me obrigo a ver tudo nela, e tudo o que depende dela, como perfeito.

Estas são as nossas concessões conscientes, mútuas, a rejeição da atitude egoísta. Trabalhando desta forma, em uma semana eu de repente descubro que tudo mudou. Acontece que eu realmente a vejo como perfeita em tudo, como ela me vê. O amor floresce em nosso território comum.

Em uma palavra, “sem dor, sem ganho”. O amor vem quando eu mostro ao meu parceiro um exemplo que eu o aceito, que ele é muito bem-vindo, apesar de todo o negativo que vejo nele. Eu demonstro amor, o mesmo amor em relação ao meu próprio bebê, que é sempre irresistível aos meus olhos, seja do jeito que for.

No final, um conto de fadas vai se tornar realidade, e o amor que cresceu e ficou mais forte entre nós não exigirá nenhum truque. Qualquer problema nos proporcionará novas oportunidades para concessões, comprometimentos, e ainda mais amor.

É por isso que se diz que o amor cobre todas as transgressões. Ele só pode crescer com a sua ajuda. Se não fosse por ele, eu sequer teria olhado para a minha esposa. Desta forma, qualquer olhar revela algo ruim para mim. Esta é a natureza humana.

Este é o lugar onde o trabalho começa, onde devemos aprender a olhar a vida objetivamente, sem a dependência de nossos próprios desejos, fantasias e paixões. Nós estamos construindo o mundo por nós mesmos, sem ansiedade. Com nossa atitude conjunta nós recuperamos o desejo esquecido até que ele substitua a realidade anterior.

De “Conversas sobre uma Nova Vida”, 30/07/13