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As Massas Precisam Da Cabalá?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Será que é preciso dizer para 99% da população sobre a sabedoria da Cabalá? Se sim, então quais seriam as conseqüências disso?

Resposta: Nós estudamos a sabedoria da Cabalá porque ela permite que resolvamos nosso problema, o desejo de estar conectado com o Criador, para revelá-Lo em nossa unidade de acordo com as leis de conexão e equivalência exatamente entre nós. Mas quando nos comunicamos com os 99% da população, falamos apenas sobre a conexão terrestre no nível para o qual elas têm um desejo. Nós sempre temos necessidade de nos relacionar com as pessoas de acordo com seus desejos. É por isso que não revelamos nada da sabedoria da Cabalá; elas não são atraídas a ela e não sentem uma necessidade por ela. Pelo contrário, ela apenas as repele.

Mas, aos poucos, isso vai passar. Pelo menos em Israel, onde a resistência à Cabalá é muito grande, isso está acontecendo muito rapidamente. As pessoas já estão entendendo, mais ou menos, que a partir de uma perspectiva, é Cabalá, de outra, é garantia mútua, e de um terceiro aspecto, é mesas redondas, e tudo isso caminha junto. Hoje, contrariamente às nossas preocupações, o público é capaz de aceitar o método integral e ele não os repele ou assusta.

Assim, no futuro, eles vão reagir com calma ao fato de que você está estudando Cabalá, mas apenas para si mesmo. E é verdade, para você mesmo.

Em primeiro lugar, eles não têm esse desejo, mas você tem. Em segundo lugar, eles vão entender que tudo o que gostariam de aprender sobre o nosso mundo, a sua correção, e sobre como é fácil viver bem neste mundo, tudo isso vem da Cabalá. Mas nessa altura eles terão amadurecido internamente, a tal ponto, e vão sentir a conexão global do mundo de tal maneira que vão sentir que a Cabalá fala apenas disso e, em geral, que ela não é uma religião e não pertence ao judaísmo ou qualquer outra coisa, mas é simplesmente um estudo da criação em geral. Eles prontamente aceitarão isso. Eles não vão começar a estudar a Cabalá, mas ficarão felizes que o que estão fazendo vem de tal ciência humana universal antiga. E tudo isso os levará ao conceito comum.

Foi difícil para nós entender isso, porque nós só procurávamos a realização de algo maior, o mundo superior e a força superior, mas para eles, será muito simples. Eles vão perceber isso muito rapidamente.

Da Discussão durante a Refeição em Toronto, 16/06/12

O Fim Do Jogo

Dr. Michael LaitmanOpinião (John Mauldin, Presidente da Millennium Wave Securities): “A realidade é que eles têm um maciço desequilíbrio comercial na Europa. Os países do Sul querem que os Alemães os financiem. Os Alemães querem uma União fiscal com controlo sobre os orçamentos. Não sei como vai acabar, nem eles, mas está a chegar ao fim.

“O que estamos a ver é o verdadeiro fim do jogo. Estamos a chegar ao fim da capacidade do governo de pedir dinheiro emprestado para financiar gastos correntes que está para além do crescimento da sua economia.

“Eu na verdade acho isso massivamente optimista porque esse financiamento do governo desvia capital. Portanto os governos vão ter de viver dentro das suas capacidades. Não apenas em países europeus, não apenas na Grã-Bretanha, não apenas no Japão que tem os seus próprios problemas que chegarão até nós no próximo ano, não apenas na França que será a manchete em 2 anos, mas também nos EUA…

“A dívida tem sido renegociada, tem sido impressa, perdoada, reestruturada. Existe muitos tipos de palavras com ‘re’ de que falamos, mas é por falta de outro nome. É o que acontece se você como indivíduo tem uma dívida e esta for maior do que você pode de alguma forma pagar; você tem de reestruturar algo ou enfrentar a bancarrota.

“É aí onde os governos Ocidentais estão. Perderam a capacidade de pedir dinheiro emprestado para financiar o seu consumo actual. Isto é algo bom que chegou ao fim. Não vejo isto como negativo a longo prazo. Continuará a ser uma viagem atribulada para os mercados. Irá certamente ser (uma interessante) viagem para os negócios como de costume público”.

Meu Comentário: A solução parece simples, provada, mas não é assim; estamos a lidar com a reestruturação da sociedade; a natureza provocar-nos-á ate que reconheçamos a bancarrota da nossa atitude egoísta em relação ao mundo e a necessidade de a mudar. Teremos de pagar não através de cortes nos orçamentos, mas mudando-nos a nós próprios.

Os EUA Não São Mais A Terra Das Oportunidades

Dr. Michael LaitmanOpinião (Joseph Stiglitz, economista vencedor do Prémio Nobel): “A desigualdade nos EUA está no seu ponto mais alto durante quase um século. Aqueles que estão no topo – não importa como você divida – estão a desfrutar uma porção maior do bolo nacional; o número abaixo do nível de pobreza está a aumentar. O fosso entre aqueles que têm rendimentos médios e aqueles que estão no topo está a aumentar também. Os EUA estavam habituados a pensar sobre si próprios como um país de classe média – mas isto já não é verdade. …

“Os livros de texto ensinam-nos que só poderemos ter uma sociedade mais igualitária se desistirmos do crescimento ou da eficiência. Contudo, uma análise mais próxima mostra que estamos a pagar um preço alto pela desigualdade: esta contribui para a instabilidade social, económica e política e para a redução do crescimento. Os países ocidentais com as suas economias saudáveis (por exemplo aqueles na Escandinávia) são também os países com o mais alto grau de igualdade. …

“Costumava pensar-se que os EUA eram a terra da oportunidade. Hoje, as possibilidades de vida de uma criança estão mais dependentes dos rendimentos dos seus pais que na Europa, ou em qualquer outro país industrialmente avançado do qual existem dados. Os EUA trabalharam duro para criar o sonho Americano da oportunidade. Mas hoje, esse sonho é um mito”.

Meu Comentário: Enquanto o egoísmo reinou, Os EUA foram um país de grandes oportunidades (egoístas), mas uma vez que o egoísmo cessou seu desenvolvimento e tornou-se uma crise, os EUA entraram na crise (do egoísmo), e sair dela significa corrigir o egoísmo do indivíduo e da sociedade para uma relação integral (amor e doação). Assim que chegarmos a isto, iremos imediatamente descobrir que fizemos a única escolha que é correta.

Através De Eclusas Para O Mundo Superior

Dr. Michael LaitmanO desejo coletivo do grupo é alcançado apenas com relação a um objetivo comum. O fator que nos obriga a conectar é o Criador, o ponto comum que nos conecta. Além disso, não devemos esquecer o resto do mundo. Não podemos avançar em nosso trabalho se não pensarmos e nos preocuparmos com aqueles que precisam de nossa ajuda e que sofrem neste mundo.

Nós temos que ajudá-los; precisamos nos apressar e elevá-los cada vez mais alto. É como navegar através de um conjunto de eclusas do Canal do Panamá. Um navio é trazido para dentro de um conjunto de eclusas onde a água se situa num certo nível. Em seguida, as portas são fechadas e a eclusa é preenchida com água, levantando o navio para um nível mais elevado que coincide com o conjunto seguinte de eclusas.

Depois o navio passa para um outro conjunto de eclusas, mais uma vez a porta é fechada, o navio se eleva, e segue em frente. É assim que temmos que guiar as nações do mundo através de todos os “conjuntos de eclusas” para o mundo superior.

Primeiro temos que nos conectar as pessoas, para encontrar os pontos comuns, “para abrir a porta para elas”, para aproximá-las de nós e atraí-las ao nosso sistema, o que significa bloquear a barragem. Então, com este nível de água, começamos a elevá-las até o próximo nível. Posteriormente, elas serão capazes de passar para o seguinte “conjunto de eclusas”, de estudar no curso seguinte, e assim vamos gradualmente levando-as de um mundo para o outro.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 01/07/12, “MatanTorah (A Entrega da Torá)”

O Mundo Na Escala De Justificação

Dr. Michael LaitmanO homem se esquece de que ele está sempre diante da Luz, o Criador, o bom Que faz o bem, sem quaisquer limitações. E todas as limitações, obstáculos, interferências, distância e ocultação existem no próprio homem. Tudo o que ele precisa fazer é remover essa capa, destruir o obstáculo, e isso vai desaparecer. Todos os distúrbios que existem dentro do homem são consequência da preguiça e orgulho que estão sendo colocados como obstáculo à sua frente pelo seu desejo egoísta arruinado. Nós precisamos entender que, se a Luz superior preenche tudo, todas as perturbações vêm somente de nós.

Se a pessoa realmente chega a desejar se livrar dos distúrbios através do ambiente (professor, livros, amigos, grupo, e todo o trabalho que vem com ele), isto significa que ela realmente se anula. Isto porque seus esforços se transformam numa tela e na Luz Refletida. A perturbação foi causada pela ausência da tela e da Luz Refletida, e surgiu no homem como resultado da quebra. Cada um dos nossos estados vem da quebra porque não há nada em nós que não seja um desejo egoísta quebrado que descreva um quadro distorcido de imagens e formas, sensações, opiniões, pensamentos e desejos para nós em nossas qualidades arruinadas; nós chamamos todas estes coisas “este mundo”.

Mas no momento em que queremos superar esta quebra, entendemos que estamos passando por tudo isso dentro do nosso desejo arruinado, que precisa ser virado do avesso. Nós não precisamos de outra coisa senão o desejo de transformar tudo ao contrário. É uma demanda chamada de oração, um apelo, um grito, sobre o qual está escrito: “Meus filhos me derrotaram”, porque eles forçaram o Criador a mudar essa sensação e visão deformada pela verdadeira.

Assim que nós nos inclinamos para a correção, inclinamos todo o nosso mundo para a justificação, e ele se inverte. Nós pensamos que o Criador faz isso, mas nós realmente o fazemos com nossas próprias mãos. A Luz está sempre em repouso absoluto e está sempre pronta para nos ajudar a fazer alguma coisa. Tudo depende se seremos capazes de evocá-la e obrigá-la a fazê-lo.

É por isso que precisamos dizer: “Ninguém vai me ajudar, exceto eu!”. Porque tudo está nas mãos da pessoa: a centelha espiritual, o desejo corrigido e o ambiente que precisa ser organizado para que ele represente um sistema de valores apropriados, uma escala de prioridades. Com tudo isso, a pessoa será capaz de avançar e exigir a correção da Luz, a fonte, que passará a ser revelada no momento em que a pessoa realmente deseja.

Por um lado, está escrito que o Criador faz tudo. Mas por outro lado, está escrito que tudo depende da pessoa. Na realidade, tudo é feito pela Luz superior, a força superior, mas apenas a pedido da pessoa. Mesmo quando sofremos hoje e parece que queremos nos livrar do sofrimento, na realidade, não queremos nos livrar dela. Se realmente quiséssemos, teríamos terminado todo o sofrimento há muito tempo.

Em outras palavras, a Luz, o Criador, faz todas as ações, mas o homem toma a decisão com respeito a essas ações. Está escrito: “Ele se esforçou e encontrou”; isso não acontecer de outra maneira. É por isso que é preciso compreender que todas as ferramentas são conhecidas e o local de análise é claro. É também necessário analisar a intenção da pessoa, a direção do próprio pensamento e a meta. Quando uma pessoa faz as análises corretas, usa seu ambiente e todas as ferramentas dadas a ela da forma correta, a Luz superior está pronta para fazer esta ação no momento em que esse desejo surge no homem.

Da 1ª parte da Lição Diária da Cabalá 27/06/12, Escritos do Baal HaSulam, Igrot, “Carta 34

O Tipo De Persistência Necessária No Caminho

Dr. Michael LaitmanPergunta: Será que a persistência obstinada (teimosa) no caminho ajuda a superar todos os obstáculos no trabalho?

Resposta: Não apenas a perseverança obstinada é exigida de nós, mas também esclarecimentos persistentes. Minha tarefa não é simplesmente resistir como um bloco de concreto, inflexível a qualquer mudança e permanecer com minhas opiniões e compreensão previamente formadas. Naturalmente, este não é o caminho do avanço. O Criador quer que nos desenvolvamos, para analisar os nossos estados de cada vez e alcançar esclarecimentos internos cada vez mais qualitativos.

Na espiritualidade, o poder não é determinado pela quantidade, pela amplificação do “volume”. Maior poder sempre significa maior qualidade. Na espiritualidade, não há mudanças quantitativas numa força, mas apenas mudanças na qualidade.

Cada grau superior está acima não porque é simplesmente mais poderoso. Existem três fases: embrião, alimentação e maturidade (Ibur, Yenika, Mochin), e cada uma contém 10 Sefirot. Como elas são diferentes entre si? Neste mundo, nós vemos claramente que um bebê primeiro cresce até se tornar uma criança grande e, em seguida, cresce totalmente e se torna um adulto. Mas, na espiritualidade, tudo é determinado pela medida de entendimento, a qualidade de esclarecimentos.

Em primeiro lugar, a pessoa não sabe ou não sente nada e é incapaz de discernir ou esclarecer qualquer coisa. Mas pelo menos ela se anula; isto é chamado de nível inanimado, NHY (a parte inferior do Partzuf: Netzach, Hod, Yesod). Depois, em cada estado ela já é capaz de permanecer em doação (Hafetz Hesed)HGT (a parte do meio do Partzuf: Hesed, Gevura, Tifferet). Quando ela se une com a razão superior, com a força superior acima dela, isso é chamado de HBD (a parte superior do Partzuf: Hochma, Bina, Daat).

Todos estes são esclarecimentos qualitativos e não mera obstinação (teimosia). A obstinação é necessária para usarmos corretamente cada momento.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 27/06/12, Escritos do Baal HaSulam

Desfrutar O Jogo Com A Morte

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que nós preferimos ficar no sofrimento e não queremos fugir dele, como se o desfrutássemos?

Resposta: Nós gostamos de nosso sofrimento. O mundo inteiro gosta de sofrer, porque não há uma maneira muito simples para escapar dele e atingir um estado maravilhoso de Deus, que é ainda impossível de descrever. Mas as pessoas preferem sofrer.

Nosso desejo de receber é responsável por isto, pois ele gosta de sofrer. Todo o nosso prazer vem da superação do sofrimento. É um verdadeiro masoquismo. Todos os nossos prazeres, do menor ao maior, de todos os tipos, vêm apenas do sofrimento. Nós gostamos quando somos capazes de evitar sofrer um pouco, subindo acima dele, mas em qualquer caso, tudo está enraizado no sofrimento. Esta é a natureza do desejo de receber.

A fim de desfrutar, precisamos de uma deficiência e, depois, preenchê-la. No nosso caso, a deficiência é a falta de realização, a morte. E um pouco acima da morte já é considerado prazer, mas mesmo assim, ainda está associado à morte. Prazer é quando há um pouco mais do que o estado de morte.

No entanto, o prazer espiritual é diferente. Lá, há o prazer pela doação. Assim, mesmo o nível mais baixo, básico, já dá força e simboliza a vida, já que eu não sinto deficiência em nada. Eu pessoalmente não preciso de nada para mim. Eu estou no estado de Bina,Hafetz Hesed (Desejo pela Doação)”, como um monge que vive na floresta e nem sequer sente a necessidade de uma camisa.

Acima deste estado, eu sinto ainda mais vida, mais doação, mais liberdade. Ao mesmo tempo, em nosso desejo de receber, nós sentimos apenas morte e sofrimento e não conseguimos fugir dele. Sem isso, o ego não pode sentir prazer. Nós devemos sempre adicionar um pouco de “sal e pimenta” na comida para temperá-la.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 27/06/12, Escritos do Baal HaSulam

Uma Aventura Para Adultos

Dr. Michael LaitmanPergunta: De que forma o congresso no Norte é diferente do que tivemos no deserto de Arava?

Resposta: Nós já falamos sobre isso ontem no workshop quando falamos sobre como nossos sentimentos mudam como resultado dos workshops e nossa atitude para com eles. Nós vimos que cada vez o início é mais difícil – é mais difícil vir para o workshop – mas a entrada e a conexão vêm mais rapidamente e nossa impressão cresce e se torna mais clara e estável.

É o mesmo quando se trata de congressos, uma vez que um congresso é uma espécie de workshop, mas mais complexo, pois é feito de muitas partes, e nós temos que nos relacionar com ele de acordo.

Claro, é mais difícil se preparar para o próximo congresso e para a impressão que devemos receber dele em comparação à convenção de Arava, na qual nos sentimos como se estivéssemos deixando o Egito e chegando perto do Monte Sinai. Havia algo da lenda lá, uma espécie de aventura. Hoje nós estamos enfrentando um trabalho rotineiro: nós estamos chegando a um novo lugar, fixamos o que é necessário, temos palestras… a impressão anterior está faltando, ela foi alterada para um “procedimento padrão”, rotineiro.

Isso é bom, uma vez que é assim que a natureza nos proporciona uma atitude mais madura, para que possamos tentar penetrar nossos sentimentos e nos impressionar com coisas mais profundas.
Nós dizemos que em Arava atingimos o nível de Shoresh (o nível da raiz) de nosso vaso. O fogo ardia em nós e nos sentimos como heróis ansiosos por uma aventura. Agora nós estamos no nível um ou dois, o desejo é também “mais grosso” (espesso), e nossa atitude deve ser mais grave. Aqui não há espaço para a euforia “etérea”, para uma impressão mais infantil; nós devemos procurar tudo isso dentro, nas profundezas do nosso sentimento e entendimento. Isso é que é importante.

Hoje nós devemos atingir a conexão em condições difíceis, sem a primeira impressão, com um desejo que é mais grosso. Nós temos que ser gratos por termos recebido um desejo mais grosso. Aparentemente, nós conseguimos fazer alguma coisa no passado e agora devemos alcançar uma impressão muito mais forte do que antes, que não é infantil, mas muito mais madura.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 02/07/12 , “Perguntas sobre o Congresso de Consolidação no Norte de Israel”

Não Espere Um “Talvez”

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como uma mulher que estuda Cabalá deve manter o equilíbrio entre a vida material e espiritual, e isso é necessário? Ela deve simplesmente se afastar de tudo que é material e aspirar apenas à espiritualidade?

Resposta: Eu não entendo por que isso se aplica às mulheres. Por que isso não se aplica a qualquer pessoa? Primeiro de tudo, não importa se é um homem ou uma mulher.

De forma alguma nós devemos nos afastar da vida material. A Cabalá não é a favor da vida monástica ou da reclusão. Nós temos que pensar sobre este mundo, sobre os elementos essenciais para a vida, isso é expresso na Cabalá. A pessoa deve se munir de tudo o que precisa, ao invés de esperar que “talvez alguém ajude”. Ela precisa ter o seu lugar e sua renda normal e razoável. É uma obrigação! Antes de tudo, nós temos que cuidar disso, em vez de confiar nos outros, à espera da ajuda.

Da Conversa durante a Refeição em Toronto 19/06/12

“O Racismo Está ‘Embutido’ No Cérebro Humano”

Dr. Michael LaitmanNas notícias (do MailOnline):“O racismo está embutido (programado) no cérebro, e as pessoas podem ser prejudicados sem saber, dizem os cientistas – e ele age inconscientemente.

“Os mesmos circuitos no cérebro que nos permitem ver a que grupo étnico uma pessoa pertence coincidem com outros que dirigem as decisões emocionais.

“O resultado é que mesmo indivíduos sensatos tomam decisões inconscientes com base na raça de uma pessoa.

“As varreduras cerebrais revelaram que interações com pessoas de outras origens étnicas acionaram reações que podem ser completamente desconhecidas para nós mesmos conscientes.

“A descoberta pode forçar os pesquisadores a pensar sobre o racismo de formas totalmente novas.

“É possível, dizem os pesquisadores, que até mesmo pessoas sensatas, ‘igualitárias’, possam abrigar atitudes racistas sem saber.

“Os produtos químicos envolvidos na percepção de etnias coincidem com os do processamento da emoção e tomada de decisões, de acordo com novas pesquisas”.

Meu comentário: É impossível reconstruir o cérebro; a humanidade sofrerá a partir da sua natureza; nós podemos culpá-la por todas as nossas más inclinações, e, portanto, a solução só é possível com a correção de nossa natureza egoísta. Ela só pode ser mudada com a força que nos criou e que nos desenvolve, nosso egoísmo.

Hoje, nós chegamos ao topo do desenvolvimento egoísta, e é por isso que podemos revelar a finitude do nosso desenvolvimento. Nós estamos diante de um beco sem saída que pode se tornar o ponto do nosso nascimento em novas qualidades. Este nascimento é pré-programado. Apenas o caminho para ele não é programado; ele pode ser por meio de sofrimentos ou consciente, como com uma criança teimosa. Só a transformação da nossa própria natureza vai mudar a nós e toda a nossa vida. Primeiro nós precisamos reconhecer que o desenvolvimento humano é negativo!