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Lições Sobre Um Novo Mundo: A Sociedade De Pessoas Perfeitas

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que o indivíduo no novo mundo precisa saber sobre si mesmo?

Resposta: Todos devem saber sobre tudo apenas na medida em que possam entender e perceber isso devido à sua educação geral. Mas oindivíduo deve ser um “ser humano perfeito” até certo ponto, pelo menos em pequena medida. Ele pode ter um volume pequeno ou grande, mas todos serão perfeitos como as 10 Sefirot completas. Ele não pode dizer, “eu só sei uma coisa, e nada mais!”.

Ele deve se encaixar no sistema geral. Esta é a condição do sistema global, de modo que possamos compreender um pouco e nos tornemos imbuídos de tudo que ela contém. Eu também tenho que ser “redondo”. Ou seja, o objetivo do curso é dar à pessoa uma mínima imagem perfeita do novo mundo, da sociedade e da humanidade.

De “Lições Sobre um Novo Mundo”  01/12/11

Lições Sobre Um Novo Mundo: Avançando Com Pequenos Passos

Dr. Michael LaitmanPergunta: Digamos que a Grécia esteja atravessando uma situação econômica difícil: falência e desemprego elevado. Ao mesmo tempo, os seus cidadãos esperam que algum dia a crise acabe e eles voltem à sua vida anterior.

O propósito do curso proposto é mudar essa abordagem, de modo que a pessoa não espere que a crise acabe em um, dois ou cinco anos. Ela deve compreender que este processo é consistente com a lei da natureza e ela é parte desse processo. Em geral, o mundo inteiro está mudando. Isso significa que a pessoa tem que mudar depois de fazer este curso?

Resposta: Este curso proporciona a compreensão do novo mundo e ajuda a entrar nele. Deve ficar claro para o governo que ele abre os olhos da pessoa. Ela se torna inteligente e ganha a capacidade de entender. Ela simplesmente não vai sair nas ruas para protestar e quebrar as vitrines. Antes de mais nada, nós estamos falando de acalmar as tensões. Nós daremos pequenos passos ao invés de iniciar uma revolução espiritual.

De “Lições Sobre um Novo Mundo”  01/12/11

O Primeiro Vislumbre Da Luz

Dr. Michael LaitmanPergunta: O Baal HaSulam escreve no artigo “A Liberdade” que o método da Cabalá é destinado à purificação de Israel, e isso se refere ao reconhecimento do mal. Como um está ligado ao outro?

Resposta: Você realmente alcança alguma coisa boa reconhecendo o seu próprio mal? É claro, porque isso lhe levou à purificação, você se tornou melhor, mais receptivo; você sente mais, entende mais, permeia a matéria do seu desejo. Antes, ele se caracterizava por sensações boas ou ruins, e você não tinha conhecimento de nada. Você simplesmente conseguia responder a estímulos como um animal muito primitivo, assim como a perna de um sapo automaticamente se contrai sob a influência de um impulso elétrico.

Agora você se pergunta: “Por que faço isso? De onde vem isso? O que é isso? É para o bem ou o para o mal?”. Você se eleva acima da sua natureza ao analisar a situação, e de alguma forma é o mesmo que sair de sua natureza. Como um verme numa maçã, você começa a fazer o seu caminho em direção à Luz.

Imagine uma maçã vermelha e suculenta, e você está dentro dela. Então surge uma abertura para o exterior. Mesmo que você ainda não tenha passado por isso, você já começa a distinguir que há uma luz lá, e está escuro aqui. A diferenciação entre elas se torna o seu reconhecimento do mal.

Esta é uma enorme conquista em meio ao tamanho da criação, que serve como a nossa “maça”…

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 05/01/12, “A Liberdade”

Meu Coração Está Precisando De Bons Donos

Dr. Michael LaitmanA oração é o desejo que aparece no coração a cada momento. O trabalho principal está em compreender a sua oração: o que eu quero, o que eu deveria querer, e se minha oração atingiu as alturas dos antepassados. Em outras palavras, eu examino o que meu coração está sentindo. Afinal, eu não sou seu dono, e eu tenho que colocar guardas e protetores rígidos sobre ele para observá-lo e construir um sistema para influenciá-lo.

Só o meu ambiente, meus amigos, governam meu coração. Se eu criar esse ambiente, ele será capaz de controlá-lo, mas eu não posso controlá-lo por conta própria. Esta é a minha única liberdade de escolha.

Segue-se que a minha oração depende completamente do ambiente e deve alcançar a minha “metade da moeda” com a sua ajuda, um desejo completo (100%) pela Luz, a doação. Por esta razão, com uma atitude correta para com o ambiente e uma demanda para eles convencerem o meu coração a ter o desejo de doar (a importância do mesmo), eles vão criar a oração correta em mim. É desta maneira que vou completar a minha metade da moeda e terminar meu trabalho.

Acontece que em vez de trabalhar diretamente com a satisfação e com o coração, eu trabalho com o ambiente, orientando-o de modo que ele vai influenciar o meu coração e fazê-lo querer o tipo certo de satisfação, ou seja, ser preenchido com a qualidade de doar, o amor ao próximo. É exatamente isso que me falta agora. Quando eu completar todo este processo, eu encontro a “segunda metade da moeda”, a satisfação.

E aqui “o comum e o privado são iguais”, todos são totalmente iguais. Afinal, cada elemento é igualmente importante num sistema integrado analógico. Ninguém é grande ou pequeno, rico ou pobre, todos têm que ganhar sua metade da moeda e chegar a um completo desejo específico que só é atribuído a eles.

É por isso que ninguém é mais especial do que os outros, maior ou menor nesse tipo de trabalho; todos os amigos são totalmente iguais. Afinal, se o menor desejo corrigido estiver faltando, nós não vamos conseguir a metade perfeita da moeda. É por isso que é necessário cuidar de todos.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 05/01/12, Escritos do Rabash

100% De Doação Hoje!

Dr. Michael LaitmanPergunta: Qual é o “bom sinal” que devemos alcançar nos estudos, e como podemos verificá-lo?

Resposta: O “bom sinal” nos estudos é a obtenção da doação, “Lishma“. Obviamente, nós temos que cuidar dele para que não percamos tempo em vão. Ninguém tem uma garantia prévia de que alcançará o sucesso.Mas você diz: “Não, eu quero uma recompensa: deixe-me vê-la e senti-la!”. No entanto, isso poderia arruinar todos os seus esforços na disseminação. Agora você está revelando o nome do Criador para o mundo e quer que todos alcancem a redenção plena, o fim da correção, conforme o planejado. E você não recebe qualquer benefício para si mesmo – e isso é maravilhoso!

Talvez você deva apenas concordar com isso com todo o seu coração e alma e não queira mais nada! Então, você só pode começar a receber…

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 05/01/12, Talmud Eser Sefirot

Você Deve Investir Num Grupo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Se eu invejo muito os meus amigos, como eu faço para transformar essa inveja destrutiva em construtiva?

Resposta: A pessoa não ouve palavras que dizem que o vaso espiritual é um vaso comum. “Vou fazer alguma coisa agora e avançar”, ela pensa. O nosso egoísmo continua nos convencendo de que a meta espiritual pode ser alcançada da mesma forma que uma meta corporal: de forma individual e pessoal. Isso só é necessário para nos dar a força de resistência, que impele o homem dentro de si. Quanto mais forte a materialidade impelir, mais ela vai dar depois, porque a pessoa se aproveitou dela. Porque está escrito: “A pessoa engoliu abundância e depois a expulsou”.

No entanto, nós devemos acelerar o tempo, e a única oportunidade de fazer isso é resistir às correntes centrípetas. Caso contrário, nada sairá disso.

“Não é o inteligente que aprende”. O caminho espiritual não é indicado para o perspicaz, mas para aquele que investe (se envolve). Este caminho consiste em ações simples, da mesma maneira que um computador executa cálculos muito complicados por uma seqüência de operações elementares.

Só pode haver um conselho para o homem: anular a mente e realizar a ação. Seus pequenos passos criarão um caminho que levará você para o sentimento de entrosamento. É como um pai que se torna imbuído do amor pelo seu filho recém-nascido quando cuida dele. Os cuidados diários despertam sentimentos. E isso se aplica a tudo: o seu coração se liga ao que você investe.

É por isso que você precisa fechar os olhos e investir toda sua energia no grupo. Esta é a única maneira de você sentir como ele está perto de você, como ele é seu e, assim, você será capaz de construir um Kli (vaso) comum, em conjunto com ele. Seu investimento, que passou de uma conta egoísta excessiva para a conta do grupo, é o seu vaso espiritual.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 21/11/11, “A Arvut”

Nós Nos Encontraremos Amanhã No Deserto

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como eu posso despertar o grupo para uma deficiência tão grande de modo que eles estarão prontos para ir para o deserto se conectar amanhã?

Resposta: A única coisa que precisamos é de uma preocupação interna. Todas as outras coisas deixam de funcionar. Nossa percepção do nosso mundo se transforma ao ficar mais e mais próxima da espiritualidade, e notamos que existem forças mais “sutis”, por assim dizer, “não corporais”, operando nela.

Existem tais ações, que podem ser descritas como simplesmente mecânicas – elas já são mais “espirituais”, relativas à força do pensamento, ao cuidado e preocupação emocional que ocorrem na mente e no coração. No nosso mundo atual existem forças que não podem ser atribuídas às forças físicas ou campos eletromagnéticos.

Se você quiser doar aos outros, a principal influência é realizada dentro do pensamento e do desejo, e através deles estamos todos ligados uns aos outros.

É claro que é possível alcançar isso também através de algumas ações físicas, mas isso é muito difícil. Nós vemos que, de acordo com a aspereza da força, mais tempo e energia são necessários para ativá-la. Observamos isso a partir do desenvolvimento do planeta Terra. Por exemplo: no nível inanimado, a criação da Terra levou milhões de anos para ser criada. Para o surgimento do nível vegetal, outros milhões de anos, e depois para o mundo animal, um tempo um pouco menor do que fora exigido. E quando os estágios de desenvolvimento alcançaram o homem, então, no total, apenas algumas dezenas de milhares de anos foram necessárias.

Na medida em que a força é de maior qualidade, o tempo para desenvolvê-la é mais curto: a quantidade muda para qualidade. Se você quer influenciar os amigos de uma forma rápida e forte, então vale a pena que isso aconteça amanhã. O principal é a preocupação do coração, do pensamento e do desejo.

Nós não usamos isso o suficiente. E é especialmente aqui que a força da Aviut está oculta. Ela não significa assinaturas num papel de contrato ou ter bens em comum. Tudo é esclarecido internamente, com a ajuda da força comum: o nosso desejo, como aprendido na preocupação, e com o intelecto, como aprendido na intenção, a fim de sacudir e despertar a rede que nos conecta. É como quando você tira uma peça de roupa e a sacode; nós também precisamos sacudir a conexão entre nós, de modo que as vibrações do nosso coração e mente passem através dela.

Tudo isso acontece como num jogo. Não é real, afinal, pois nós ainda não a alcançamos. Nós somente queremos que isso aconteça, até que no final, realmente acontece. E trabalho como este com respeito aos amigos, nós devemos realizar com respeito ao Criador. Isso significa provocar o acasalamento espiritual (retornar à coroa). Nós estamos chegando cada vez mais perto disso, até recebermos uma direção na seriedade e pensamentos, apesar de sermos opostos a isso. O acasalamento espiritual é chamado de Zivug de Haka’a, “acasalamento (acoplamento) por golpe”. Isto porque ele é uma colisão real. Caso contrário, ela não seria sentida.

Está escrito: “a semente da pessoa também é abençoada”, já que de um lado há resistência e do outro lado a conexão irrompe. E ambos os atributos opostos criam a sensação de acasalamento, a clareza da conexão, o ponto de união, o orgasmo espiritual.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 02/01/12, Escritos do Rabash

Lições Sobre Um Novo Mundo: Formato do Curso

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como serão organizadas as aulas para os adultos? Eles vão se sentar na carteira escolar, olhando para o professor, escrevendo no quadro negro?

Resposta: Eu acho que se esta é uma aula ou palestra, ela pode ser conduzida como numa sala de aula. As pessoas estão acostumadas a esta forma de estudar, e ela ainda é aceita em toda parte. Eu não penso que devemos romper imediatamente o quadro convencional. Pelo contrário, precisamos mostrar que continuamos com o que era antes, de modo que isso seja percebido como algo familiar e habitual, por isso eles ficarão “a vontade” com isso.

Tudo permanece exatamente como era, somente que eu frequento um curso além do meu trabalho. Então, gradualmente, à medida que as pessoas forem mudando sem qualquer coerção, será possível envolvê-las em novas formas de comunicação entre elas e seus estudos. Os cursos serão mudados gradativamente de acordo com as mudanças que ocorrerem nos alunos.

De “Lições Sobre Um Novo Mundo ” 01/12/11

Amigos Inseparáveis Com Dentes Muito Afiados

Dr. Michael LaitmanPergunta: Quais os desejos que devemos revelar quando nos conectamos? Por que eu preciso ver os desejos de receber (AHP) se não sou capaz de usá-los?

Resposta: Cada um de nós é como uma engrenagem, um roda dentada. Meus desejos de doar (Galgalta ve Eynaim) estão dentro da roda, e os dentes do lado de fora são meus desejos de receber (AHP). Eu me conecto com os outros através desses desejos de receber.

Eu só desejo doar (Hafetz Hesed) dentro do meu Galgalta ve Eynaim. Em outras palavras, eu não preciso de nada, e não há nada que eu possa fazer com ele.

Galgalta ve Eynaim é a condição da minha presença no sistema sem causar nenhum dano. Eu possuo esse poder de resistência contra meu desejo egoísta.

Galgalta ve Eynaim não são apenas pequenos desejos de pouca força (Aviut 0, 1. 2). Eles representam o fato de que eu posso suprir todos os meus 620 desejos com uma intenção em prol da doação, como Bina. Eu não trabalho com esses desejos, e não quero usá-los para o meu próprio benefício.

Quando eu faço um cálculo para todo meu vaso (desejo), sem querer receber para meu próprio benefício, eu coloco uma tela (Masach) na minha frente. Isso se refere a estar dentro dos desejos de doar: Galgalta ve Eynaim.

Esta não é uma restrição. Isso porque eu simplesmente me recuso a receber durante a restrição. Aqui, eu sinto meus 620 desejos, e digo: “não” em resposta a cada desejo, porque eu prefiro me unir com o superior. A conexão com o grupo, através da qual eu alcançarei o Criador, é mais importante para mim. No entanto, eu sinto todos esses desejos, e isso significa estar dentro de Galgalta ve Eynaim.

Se eu também posso trabalhar com esses desejos e me conectar ao superior ainda mais fortemente, para empregar esses desejos para receber o AHP (os dentes), e usá-los para me agarrar e conectar com alguém, em vez de simplesmente ficar no caminho de alguém, isso significa que eu trabalho com os Kelim de recepção, AHP.

Da Lição de 23/12/11, “Estudo das Dez Sefirot

O Malabarismo Dos “Anjos” E “Demônios”

Baal HaSulam, “A Liberdade”: “Embora nossa força não seja suficiente para enfrentar o primeiro fator(a “fonte”), nós ainda temos a capacidade e o livre arbítrio para nos proteger contra os outros três fatores, pelos quais a fonte muda suas partes individuais, e algumas vezes sua parte geral, bem como, através do hábito, que confere a ela uma segunda natureza”.

Eu sinto diferentes influências e embora eu não possa resistir a elas, eu posso “brincar” com suas “combinações”, “fazer malabarismo” com elas e tomar uma decisão. Mas, que decisão exatamente?

Embora as minhas ações sejam artificiais, existem diferentes fatores que podem evocá-las. Se houvesse apenas um fator, eu conseguiria fazer nada. Quando há dois fatores, eu já posso dirigir a relação entre eles e influenciar o equilíbrio do poder. Assim, eu posso influenciar o meu destino e as mudanças em mim; agora, existe o meu “eu” que toma decisões.

Aqui há um grande problema filosófico que obrigou as pessoas a dividir a realidade em bem e mal. Uma força é inconcebível, inatingível. Somente a idéia de múltiplas forças, em certa medida, permite que as pessoas ajam e façam “malabarismos” com elas. Mesmo que as pessoas reconheçam a existência de uma força superior, elas ainda têm a necessidade de acreditar em diferentes “anjos” e “demônios”, que separadamente as governam.

Nós vemos que no trabalho espiritual este problema é resolvido de uma forma totalmente diferente. A pessoa está sob diferentes tipos de influências vindas do Criador e pode preferir uma em detrimento da outra. Ainda não está claro como isso acontece, mas vemos que a solução para a nossa participação independente no processo está aqui.

Pergunta: Acontece que eu estou tentando jogar com as razões (causas), embora eu realmente não tenha controle sobre elas, porque eu mesmo sou um resultado.

Resposta: Eu posso mudar certa influência em mim e, por isso, há outro fator. Eu adiciono o meu fator às leis da natureza e quero saber o que eu evoco com isso. Assim, eu posso realmente decidir algo e aprender novos fenômenos. Isso pode ser feito pela investigação científica e pela investigação espiritual; com a ajuda do meu fator eu começo a estudar a força superior.

A fim de fazer isso eu tenho que ser feito de duas forças, e eu as tenho: por um lado, o ego, que é uma grande ajuda, e por outro lado, o grupo, no qual o Criador (a Luz superior) está oculto. Entre eles, na resistência entre eles, nasce o meu “eu”. Assim, eu descubro o Criador conforme eu consigo conectar essas duas forças dentro de mim. Eu não posso descobri-Lo com apenas uma delas. Nós precisamos da combinação das duas.

A questão é que o termo “um” é revelado acima da matéria e acima da Luz. A Luz é a medida de doação; a matéria é a medida de recepção, e o Criador acima delas é a consciência, o pensamento da criação, e não a duplicidade das forças do bem e do mal, luz e escuridão, doação e recepção. Isso ainda não é doação, mas o desejo de doar que a precede.

Neste desejo essas são partes que se desprendem da verdadeira doação. Eu quero alcançá-las, saber quem é o Criador, não em relação a mim, mas quem Ele realmente é. Na Cabalá isto é chamado de “Atzmuto”, a essência do Criador, à qual não temos acesso hoje, embora nós também queiramos alcançá-la. É para isso que nossa curiosidade é atraída.

Então, eu tenho que criar todas as condições, como num laboratório projetado para estudo de campo. Tudo deriva do Criador, mas sua doação me rodeia por todos os lados. Eu procuro o meu lugar, a oportunidade de descobrir o Criador através desse experimento. Na verdade, nós sempre nos comportamos assim quando estudamos algo novo. Só temos que organizar tudo em seu lugar, entender com o que estamos lidando e como alcançamos o resultado.

Em geral, por trás de cada experiência nós descobrimos uma atitude, uma fórmula e a conexão entre diferentes fenômenos. Além disso, nós descobrimos a lógica por trás deles. Estes não são apenas fatos áridos que nos deixam no mesmo nível em que nós os descobrimos. Não, nós sempre procuramos pela razão: por que eles estão conectados assim? O que os obriga a ser assim? Qual é a razão? Por trás de cada fenômeno que eu vejo na matéria, eu quero ver o que o causou, a parte superior do Partzuf. Eu quero saber a razão para os dados que recebi; esta razão é o resultado real do experimento.

Então, no meu trabalho espiritual eu desenvolvo uma espécie de “laboratório” da atitude em relação à realidade. O “laboratório” neste caso sou eu e a abordagem permanece totalmente científica.