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Um Problema Para Ajudá-Lo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como eu posso realmente transformar o desejo que desperta em mim em doação?

Resposta: Vamos supor que eu esteja muito preocupado com alguma coisa desde a manhã. Este desejo não satisfeito dá origem a um pensamento que eu tenho que acalmar. Estou atormentado por esse problema, imerso nele, e estou procurando uma maneira de resolvê-lo.

Eu recebi tudo isso do Alto. Se o meu problema está relacionado com algo que é essencial, então eu tenho que resolvê-lo sem prestar muita atenção em trabalhar com a intenção. Primeiramente, tenho que me abastecer com as necessidades vitais. Está escrito sobre isso: “Sem pão não há Torá”.

No entanto, se não for algo essencial, algo que eu precise no nível animal ou corporal, eu tenho que tentar transferir esse pensamento para o formato correto. Eu recebi isso do Criador para que eu construísse a reação correta em relação a ele. Isso é “ajuda contra o Criador”. Ela é contra o objetivo, embora, ao mesmo tempo, me ajude a reagir corretamente, e ao me afastar dela, eu posso atingir o objetivo.

Meu objetivo é a adesão com o Criador. O Criador é bom e faz o bem e não há outro além Dele. Ele me envia todos os problemas e preocupações, a fim de me ajudar. Portanto, acima da minha preocupação, como se fizesse uma imagem invertida dela, eu me dirijo a Ele, que é bom e faz o bem.

Eu tenho que alcançar a sensação de que o meu problema me ajuda a compreender a atitude do Criador em relação a mim, que é oposta às sensações que despertam em mim. É assim que eu construo a imagem do Criador. Por ter uma atitude cuidadosa e precisa, eu serei capaz de identificar porque certa preocupação ou problema está sendo enviado para mim exatamente desta forma. Eu verei um molde invertido dele, a forma Daquele que é bom e faz o bem, e que gravou isso em mim.

Em virtude desta “inversão”, eu subirei ao grau do homem justo e justificarei o Criador de alguma forma. Fazendo isso eu estarei no caminho certo. A coisa mais importante é seguir em frente, sem cair no sono durante qualquer estado no fundo de qualquer forma negativa que o Criador me envia.

Eu só posso reagir a elas corretamente a cada segundo se eu me equipar com o apoio do ambiente. Sem ele, os meus esforços são esporádicos; mas com ele, eu estou constantemente “informado”. O grupo determina inteiramente a velocidade do meu progresso.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 4/01/11, Escritos do Rabash

Preste Atenção No Criador

Dr. Michael LaitmanSomente quando nós começamos a juntar as partes quebradas de Adam HaRishon (o Primeiro Homem) em um todo, é que começamos a notar como tudo o que aconteceu conosco neste mundo começa a se encaixar de forma milagrosa. Todos os eventos, desde os mais desagradáveis até os mais agradáveis, importantes ou não, inexplicáveis e aparentemente acidentais, chegam ao fim e se encaixam perfeitamente, nos mínimos detalhes.

Então, começamos a compreender a necessidade de toda a pressão e crise que o mundo está passando hoje, bem como os estados dolorosos que cada pessoa está experimentando em sua vida individual. Tudo isso serve apenas para empurrar cada um de nós em direção ao seu local, missão, e sua realização correta. Somente se prestarmos atenção ao que o Criador deseja fazer com cada um de nós, se exercitamos o “Não há outro alé Dele”, convidando-O a fazer Sua obra sobre nós e ouvindo-O, será suficiente.

Mas, para ouvi-Lo, precisamos nos preparar para isso com nossas ações, conforme descrito em “Faremos e ouviremos”, já que ouvir o que o Criador faz significa ter atingido o nível de Bina (ouvir é o nível de Bina, um nível muito elevado). Portanto, em primeiro lugar, devem ser realizados certos atos, como descrito em pé no Monte Sinai: “Faremos e ouviremos”.

Nós temos que passar pelo mesmo processo através do esforço em nos aproximarmos uns dos outros em corações, como um homem com um coração, e para alcançarmos a garantia mútua, ajudando uns aos outros a se unirem. Afinal, somente juntos, desejando ardentemente conectar todos os nossos pontos nos corações, nossos desejos, estamos reconstruindo este Kli (desejo) quebrado, montando-o a partir das partes e restaurando-o novamente.

Da Lição 2, da Convenção no Deserto de Arava 31/12/10

Ao Atravessar Para A Espiritualidade

Dr. Michael LaitmanFalando sobre atualizar a sabedoria da Cabala, nós devemos levar em consideração que o nosso atual Gilgul (ciclo de vida) está longe de ser o primeiro. Temos passado por múltiplos ciclos, e ninguém sabe exatamente quantos cada um de nós tem. Isto será revelado para nós mais adiante, mas, francamente, não há muita utilidade em rever as nossas encarnações passadas, já que todas estavam ainda nos níveis vegetal ou animal da evolução do desejo de desfrutar.

A nossa evolução aconteceu com base nisso. Primeiro, nós existíamos no nível inanimado de desenvolvimento, seguido do vegetal, quando experimentávamos a realidade como as plantas fazem. Mais adiante, cada um de nós evoluiu para nível animal, percebendo a realidade da mesma forma que os animais.

Assim, nós passamos por várias vidas, até que (como está escrito na Árvore da Vida do ARI e no Estudo das Dez Sefirot, Parte 3, do Baal HaSulam), do nível animal, através dos símios (nível intermediário entre o animal e o homem), nós finalmente alcançamos o nível humano neste mundo. Os seres humanos também são uma espécie animal, mas muito mais evoluídos do que os animais.

No nível falante deste mundo, nós também passamos por muitas vidas, até atingir nossa condição atual. Agora, nesta encarnação, estamos fazendo um tipo especial de trabalho, a fim de ascender a um nível completamente novo e experimentar uma nova realidade espiritual: a realidade do Criador.

Durante as transições, de nível em nível e de estado para estado, existem fases intermédiárias. Como o ARI descreve, entre os níveis inanimado e vegetal, existem corais que combinam ambas as características: inanimada e vegetal. Entre os níveis vegetal e animal, há uma criatura intermediária, um pequeno animal chamado de “cachorro do campo” que vive na terra e alimenta-se da terra como uma planta, mas cujo corpo se comporta como o de um animal. Entre o animal e o humano, existe o macaco, um mamífero com características humanas rudimentares.

Atualmente, nós estamos na transição entre o ser humano deste mundo, que vive como todos os outros sete bilhões de pessoas, e algo espiritual. Nós não sabemos ainda o que significa este “espiritual”, mas estamos entre estes dois estados.

Pela primeira vez, nestas transições que temos passado desde os níveis inanimado ao vegetal, do vegetal ao animal, e do animal ao falante (humano), ignorando o que aconteceu conosco e vivendo como todas as pessoas neste mundo, nós agora temos de fazer a transição conscientemente, participando dela de forma plena. Seremos nós que decidiremos se isso acontecerá ou não. Apenas o nosso desejo pode fazer com isso aconteça.

Esta evolução depende de nós. Essa transição é única e diferente de qualquer outra, porque somos nós que cultivamos o ser humano em nós, o humano idêntico ao Criador.

Assim, pela primeira vez na nossa história, em toda a nossa evolução, a sabedoria da Cabalá está sendo revelada para nós. Ela se destina a acompanhar-nos como um manual de instrução, a diretriz principal, um código de leis, uma ciência, com a ajuda da qual completaremos essa transição. Afinal, se não esclarecermos isso para nós mesmos, não a desejaremos e não a estudaremos; não seremos capazes de triunfar.

É por isso que somos chamados de “judeus” (“Ivrim”, da palavra hebraica “Laavor”, atravessar), pois estamos atravessando do estado de humano deste mundo para o nível humano espiritual, semelhante a Adam HaRishon, ou a imagem do Primeiro Homem. Épocas atrás, ele parecia ter sido quebrado em fragmentos, e agora temos que voltar a remontá-lo de novo, suas partes masculina e feminina.

Tudo isso tem que ser implemenatdo em nosso trabalho coletivo. Nós temos todas as ferramentas necessárias para isso, mas cabe a nos esclarecer tudo, aprender o que nos falta para nos transformarmos nesse Humano, e desenvolvê-lo.

Da Lição 2, da Convenção no Deserto de Arava 31/12/10

Doação A Prazo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como a pessoa pode escolher a doação, em vez da recepção?

Resposta: Primeiro de tudo, isto exige preparação da parte dela. Ela tem que desejar que isso aconteça. Mesmo que ela seja desviada do caminho, porque o Criador aumentará  seu desejo egoísta e seus pensamentos discrepantes, a preparação que ela fez ainda fará o seu trabalho.

Em segundo lugar, a pessoa precisa separar um tempo para estudar e fazer coisas relacionadas com a doação. Isso também lhe dará forças para voltar ao caminho.

Em terceiro lugar, uma pessoa deve motivar o ambiente a doar e alcançar a garantia mútua, para que nenhum dos amigos possa parar para pensar nisso, mas sempre aspirará a ascender acima da razão e do egoísmo. O pensamento constante e comum do grupo é a garantia mais segura que pode haver.

Está escrito: “Faça tudo que esteja a seu alcance”.  No final do dia, os nossos esforços comuns despertam a Luz que Corrige. Uma pessoa tem que entender que é necessário obrigar o Criador a dar-lhe a Luz. O Criador constantemente  aumenta seu desejo egoísta, e apenas às vezes desperta na pessoa o desejo de doar, a Luz, a fim de acender sua centelha interior, a qual ela tem que levar ao grupo. No entanto, isso só pode acontecer algumas vezes e não devemos esperar que isso aconteça, pois este tipo de despertar está ligado a um cálculo muito desagradável.

Isso porque o Criador não pode dar-lhe um desejo de doar “de graça.” Portanto, se você está esperando por isso, você terá que experimentar o sofrimento e pagar integralmente pelo apoio. Por outro lado, você pode pedir isto com antecedência, de acordo com o princípio, “Dirija-se a mim e eu darei a você”. Você pode pedir ao Criador as forças de doação e, então, pagar por elas.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 4/1/11, Escritos do Rabash

A Linguagem Das Forças Espirituais

Dr. Michael LaitmanPergunta: Será que é importante para o nosso avanço espiritual se lemos O Livro do Zohar em hebraico ou traduzido para outros idiomas?

Resposta: Eu tenho que dizer faz. A singularidade da língua hebraica vem do fato de que ela tem raízes espirituais. Por isso, a forma das letras, bem como sua seqüência, refletem combinações de forças espirituais.

O hebraico não é minha língua nativa, e, especificamente, como eu não estou acostumado com ele, eu posso ver nas combinações das letras e suas formas uma lógica verdadeiramente matemática. Elas são cálculos e signos expressos em forma de letras. A letra é um signo.

O Zohar descreve as letras, as suas formas, e as ordena tão detalhadamente que, a despeito disso, se você o ler em outro idioma você será incapaz de fazê-lo. O mesmo se refere  à ordem das palavras e à seqüência das letras.

Digamos: o hebraico tem muitas coisas que parecem desnecessárias: as letras “Shin” e “Sin”, que têm o mesmo significado, mas são pronunciadas de forma diferente, ou “Tav” e “Tet”, que são letras diferentes, mas pronunciadas da mesma maneira, ou a ortografia das letras e palavras.

Outras línguas tem-se modificado durante o decorrer do tempo; no entanto, ainda existem elementos do idioma antigo no idioma moderno, tais como as terminações no idioma francês, por exemplo. Quanto ao hebraico, ele não mudou com a história. As forças encarregadas de criar os significados das palavras na espiritualidade estão organizadas de tal maneira que, mesmo ao longo de milênios, é impossível mudar tanto a ortografia das palavras quanto as formas das letras.

Cada idioma tem uma versão antiga e outramoderna, ao passo que o hebraico não. Existe uma gíria coloquial, mas a linguagem em si não foi alterada. Ela não pode mudar, pois sua estrutura é baseada nas forças que criam os signos considerados como letras e palavras.

Este idioma só desaparecerá no final da correção (Gmar Tikkun), quando ascenderemos de ZAT (as sete Sefirot inferiores) de Bina e ZON para GAR (as três Sefirot superiores) de Bina, onde as letras desaparecerão. É quando toda a matéria também se dissolverá.

Portanto, quando perguntarem: “Devo ou não aprender hebraico?”, eu responderia que é necessário, até certo ponto. Se a pessoa tem tempo e oportunidade para fazê-lo, vale a pena fazer um esforço.

Da 2a parte da Lição Diária de Cabalá  30/12/10, “Introdução Ao Livro do Zohar”,  artigo “Yitro (Jetro)”

O Coração Do Homem Entre Duas Chamas

Dr. Michael LaitmanPergunta: Desde o início da crise, muitas pessoas aceitam o que a Cabalá explica; elas concordam que precisamos da união e que o egoísmo é o culpado. Mas elas também perguntam: “O que precisamos fazer exatamente?”. Nós não podemos fazer todo mundo sentar e estudar O Zohar, podemos?

Resposta: É evidente que não podemos fazer com que todos se sentem e estudem Cabalá se eles não têm aspiração por ela. Mas eles têm que aprender os fundamentos que o Baal HaSulam explica em seus escritos, porém em uma forma acessível e clara: sobre a sociedade, a conexão integral, a necessidade de união, e uma atitude diferente entre cada um de nós. Isso seria suficiente para atrair sobre nós a força do desenvolvimento.

É semelhante à forma como nós projetamos um livro para crianças, usando uma linguagem que elas possam compreender e fotos coloridas. Mas ele as educa e desenvolve. Do mesmo modo para o adulto, nós temos que dar a ele um livro diferente, adequado ao seu nível de desenvolvimento. O conteúdo ainda é o mesmo, ainda que simplificado, adaptado a cada grupo: para homens, mulheres e crianças. Se os artigos do Baal HaSulam forem adaptados e abreviados, eles podem atingir a mente e o coração de qualquer pessoa.

Se, no entanto, as pessoas logo perguntam o que fazer fisicamente, então a resposta é: “Não faça nada!”. Se começarmos a agir somente fisicamente, estragaremos o método. Antes de mais nada, mude seu padrão de pensamento, e ele corrigirá o resto! “Tudo fica esclarecido no pensamento”, e é impossível começar algo com ações.

As únicas ações que realizamos são destinadas à disseminação da Cabalá e ajudar nossa união interna. Nenhuma outra ação é necessária. Qualquer refeição ou convenção é uma mera oportunidade para se conectar. Tudo é dirigido de dentro. Se pudéssemos sobreviver sem elas, nenhuma ação seria necessária. Toda a ação ocorre interiormente, no coração da pessoa. Nós precisamos transformar o coração.

Os artigos do Baal HaSulam devem simplesmente se tornar um “tesouro nacional”, e todo mundo tem que entender, discutir e se familiarizar com eles. E quando toda a humanidade estiver atravessando e experimentando eventos que se aproximam de nós, você verá como um se conectará com o outro.

O homem se descobrirá no meio. Por um lado, o Criador irá pressioná-lo externa e internamente por meio da intensificação da crise. Por outro lado, a humanidade terá a sabedoria da Cabalá de uma forma simples, correspondendo ao seu estado atual, e o homem começará a mudar. Ele se descobrirá entre essas duas influências: o sofrimento de um lado e o método da Cabalá, a Luz, do outro.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 29/12/10, “A Sabedoria da Cabalà e a Filosofia”

Ter O Superior Sobre Seus Ombros

Dr. Michael LaitmanEscritos do Rabash, “Aquele que Não Fez Um Esforço Na Véspera do Shabat…”: Os principais esforços são feitos no trabalho contra o conhecimento, quando a pessoa não sabe em prol do que deve trabalhar. Isto é muito difícil.

Pergunta: Por que é tão difícil?

Resposta: Porque contradiz completamente tudo o que eu sou. Na realidade, isso não é apenas muito difícil, mas impossível. Eu não terei êxito nisso com a minha própria força, porque não tenho nenhum meio para realizar qualquer ação em minha mente ou sentimentos que esteja acima do conhecimento.

Eu sempre atuo com base em meus próprios pensamentos e desejos. Pode ser o contrário? O que mais uma pessoa tem?

No entanto, a fim de tornar a ação correta, a pessoa deve estar equipada com a mente do Criador, em vez da criação. Isso significa que eu preciso de Sua cabeça em vez da minha. Mas como eu posso conseguir isso?

É por isso que os Cabalistas dão-nos conselhos. Quando a pessoa quer servir alguém grande, o grupo ou os amigos, ela tenta desligar sua mente e seus sentimentos, aceitando em vez disso a mente e o sentimento do outro. Com a ajuda destes exercícios nós construímos a mesma atitude para com o Criador.

Uma pessoa pequena sempre carece de uma “mente” ou compreensão. Ela não sabe como se tornar semelhante ao Superior e não O entende. É por isso que ela tem que receber ou aceitar uma parte da mente do Superior. Trabalhar com a mente do Superior em vez da sua própria significa fé acima da razão.

Por que “fé”? Não poderia simplesmente dizer, “a mente do Superior”? A questão é que o inferior adquire a cabeça do Superior, rejeitando sua própria mente na qualidade de Hafetz Hesed, a qualidade de doação. Caso contrário, ele não pode fazer isso. Ele não pode ver a ação do Superior e tornar-se semelhante a Ele.

Os meios mais eficazes que permitem à pessoa adquirir a sabedoria e a grandeza de um novo nível é tentar neutralizar sua mente e sentimento, a fim de aceitar a mente e o sentimento do outro, que é superior a ela. Caso contrário a pessoa cresce somente na parte animal, crescendo quantitativamente e não qualitativamente.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 3/01/11, Escritos do Rabash

Sete Bilhões De Centelhas Brilhantes

Dr. Michael LaitmanPergunta: Pode a leitura do Livro do Zohar nos ajudar a adquirir uma percepção geral e universal? Isso não seria anular a singularidade de cada ser humano?

Resposta: Que singularidade pode haver neste momento? Que ser humano?  Nós estamos falando de sua “besta”, que temos que transformar em um Ser Humano.

Você tem um “burro” (“burro” em hebraico é “Hamor“, da palavra “Homer” – “matéria”), e só há uma centelha espiritual nele. Nós queremos ajudá-lo a extrair essa centelha do “burro” e conectá-la com o resto das centelhas brilhantes, acima do rebanho de “burros”.

Imagine sete bilhões de “burros” e uma centelha brilhante acima de cada um deles. Nós queremos unir essas centelhas e construir a partir delas o Ser Humano, equivalente ao Criador. Só então elas poderão adquirir uma percepção geral da alma coletiva de Adam HaRishon.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 03/01/11, “Introdução do  Livro do Zohar”, Artigo “Yitro (Jetro)”

O Único Meio De Estudar

Quando eu vim estudar com Rabash, eu tinha 33 anos. Eu era uma pessoa forte e bem sucedida; eu tinha uma família, casa, e negócios de sucesso. Perguntei-lhe: “Agora, eu vou investir toda a minha vida em você. Eu estarei ao seu lado até o fim, porque senão é impossível aprender algo. Estou pronto para fazer isso, mas como eu posso ter certeza de que estou no lugar certo?”.

O Rabash respondeu que eu tinha todo o direito de fazer essa pergunta. No entanto, eu tenho que escolher sozinho o professor ao qual quero agarrar-me. Ninguém deve interferir ou influenciar a minha decisão. Ele disse: “Vá e verifique outros lugares!”.

Mas depois de tomar a sua decisão e escolher o seu lugar, você deve jogar fora qualquer dúvida sobre isso e não balançar de um lado para outro no meio do caminho. Você não pode estar sob qualquer outra influência, exceto a do seu professor.

Em outras palavras, se você se tornar meu aluno, você é obrigado a receber apenas o meu espírito e não ouvir ninguém. Afinal, você vai se desenvolver e é proibido para uma pessoa ouvir outras opiniões durante seu crescimento.

Da 2ª lição, Convenção no Deserto de Arava 31/12/10

Cabalistas Sobre A Torá E Mandamentos, Parte 9

Dr. Michael LaitmanCaros amigos, por favor, façam perguntas sobre estas passagens dos grandes Cabalistas. Os comentários entre parênteses são meus.

A Essência do Trabalho na Torá e Mitzvot

Todas as Mitzvot descritas na Torá, ou aquelas aceitas, estabelecidas pelos Patriarcas, embora sejam em sua maioria ações (de uma pessoa neste mundo) ou palavras (que devem ser pronunciadas) (cumprindo assim os mandamentos), todas elas (mandamentos, isto é, conselhos) são para corrigir o coração (desejos da pessoa), “pois o Senhor buca (quer nos corrigir) todos os corações, e entende todas as inclinações (egoístas) dos pensamentos (intenções)”.
– Rav Abraham Eben Esdras, Yesod Morah, p. 8b