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LiçãoMatinal Sobre O Zohar: 02/05/2010, Resumo

O Livro do Zohar, itens 16 a 21 (resumo): A narrativa da Torá começa com a ação executada na alma que já passou pela quebra dos kli, a mistura das partes fragmentadas, e a queda dentro do ódio e rejeição. Em outras palavras, a Tora está falando sobre a alma que já está pronta para a correção.

Estando no estado de ocultamento, a pessoa em nosso mundo não se sente incompleta, miserável e cheia de hostilidade e ódio. Somente a influência da Luz Superior irá desvelar e nos ajudar a entender nossa verdadeira natureza, que está sob total controle da gratificação imediata e dos prazeres.

Para se libertar do egoísmo e vir para o estado de prazer eterno, a criatura, Malchut, precisa mudar sua intenção de “receber para seu próprio bem” para “receber para doar”. Isso dá elevação à propriedade de Bina que demonstra como o desejo de receber pode se tornar o desejo de doar. [Leia mais →]

“Abre Para Mim Uma Abertura Como A Ponta De Uma Agulha”

O Zohar, capítulo “Emor (Fala)”, item 129: Abre para mim uma abertura como a ponta de uma agulha, e eu abrirei os elevados portões para você… Por isso quando Davi desejou se tornar Rei, ele disse: “Abre para mim os portões da justiça… Esse é o portão do Senhor”. Os portões da justiça é Malchut, é o caminho para o Rei entrar. “Esse é o portão do Senhor”, para encontrá-Lo e aderir a Ele. Então, “Abre para mim, minha irmã, meu amor”, para emparceirar-me contigo e para sempre estar em paz contigo.

Em uma de suas cartas, Baal HaSulam descreve a entrada no mundo espiritual. Existe um muro frente a nós, estamos andando ao longo dele, procurando por uma entrada, mas não podemos encontrá-la. Porém, no instante em que a pessoa se torna semelhante ao Único que está atrás do muro, uma entrada aparece no muro. [Leia mais →]

Imagine-se no Infinito

Recebi uma pergunta: O senhor disse que existem três componentes da intenção enquanto lemos O Zohar:

1) Tudo o que leio no Zohar acontece dentro de mim;

2) Eu sinto que estudo O Zohar junto com meus amigos, e eu os sinto; e

3) A unificação entre nós é possível somente devido à Luz Superior. Como é possível manter essas três intenções simultaneamente e continuamente; qual delas teve ter prioridade?

Minha resposta: A intenção deve sempre consistir de todos os três componentes juntos. Como Baal Hasulam escreveu: uma pessoa deve constantemente estar em intenção, “Israel, Torah, e o Criador são um”. Se a pessoa escolhe um deles em detrimento dos outros, ela se distancia do caminho. [Leia mais →]

“Venha e Veja” A Nova Realidade

Todo o nosso problema no avanço espiritual é que nós abordamos a Cabalá, a revelação do Mundo Superior, como se ela fosse uma teoria científica que devemos atingir com nossa mente e realizar com nossas próprias forças. No entanto, a Cabalá nos oferece algo completamente atípico: a oportunidade de adquirir novas qualidades. Enquanto a pessoa não adquiri-las, não descobrirá o que a Cabalá aborda.

Toda Cabalá é sobre o método de desenvolvimento de uma nova qualidade na pessoa, a qualidade de “amor ao próximo”. Ela também é chamada de “Criador”. Assim, a Cabalá é o método de passar da negação total  Dele à Sua revelação completa. Nossos primeiros sentimentos e pensamentos (mente) “terrenos” não têm qualquer relação com a revelação do Criador. A revelação do Criador é a criação de Sua qualidade dentro da pessoa. A Cabalá é o método para se formar a qualidade de doação dentro de nós, o estado do Criador.

Toda a nossa realidade consiste de dois componentes: sentimentos e pensamentos (mente). Quando a pessoa cria a imagem do Criador dentro de si, adquire uma nova mente e um novo sentimento, em vez dos anteriores. É assim que ela vai da percepção (ou sensação) deste mundo à percepção (ou sensação) do Mundo Superior.

A nova sensação no interior da pessoa é chamada Criador, “Boreh”, que significa “venha e veja”. Ela também é chamada de alma.

O principal desafio para a pessoa que começa a estudar Cabalá é a incapacidade de conectar todo o seu desenvolvimento com a Luz que tem que transformá-la, com a força que deve trazer-lhe uma nova mente e sentimentos. Nós nos apegamos a formas externas e aspiramos perceber o texto que foi escrito pelos Cabalistas com nossos sentimentos e pensamentos terrenos. Tentamos adaptar a espiritualidade à nossa existência terrena. Contudo, em todos os livros Cabalísticos, nem uma única palavra fala sobre o nosso mundo. O nosso estado é necessário apenas para atrairmos a Luz que Corrige através do estudo em grupo. A nossa tarefa é esperar pelo nascimento de novos sentimentos e pensamentos dentro de nós, que nos dará a percepção da nova realidade.

Toda a nossa batalha com a nossa natureza é encontrar novos instrumentos de percepção do mundo e, depois, perceber e realizar através deles.

Da terceira parte da Lição Diária de Cabalá 04/05/10, “Matan Torah”.

A Doação Tem Milhares de Nomes

Todas as palavras são nomes das qualidades de Malchut; esta é a única coisa que lemos nos livros Cabalísticos. Você pode contestar o porque das letras originarem-se da seguinte forma: nove vêm de ZAT de Bina, nove vêm de Zeir Anpin, e apenas as quatro últimas letras do alfabeto estão contidas em Malchut . Então, por que todas as palavras vêm de Malchut? Porque nós recebemos tudo como uma marca (impressão) em Malchut, não importa de onde venha.

Cada nome é um desejo de desfrutar através da ação de doação, ou seja, através da recepção em prol da doação. A intenção de doar é que dá ao desejo uma forma específica. Nós não nomeamos o desejo e a Luz em si, mas a sua conexão, a relação entre o desejo e a Luz. Só ela tem um nome.

Por exemplo, uma “planta” não é apenas um desejo de desfrutar, mas um desejo que contém a força da Luz que a transforma numa planta, que é um desejo do tipo vegetativo. O Kli Havayah original ainda não é um nome, mas apenas a sua base. Os nomes são realizações que estão contidas dentro deste nome, ou as Luzes que podem revestir dentro desta matéria de acordo com a equivalência de forma. É por isso que todos os nomes vêm de Malchut.

Da segunda parte da Lição Diária de Cabalá 04/05/10, Beit Shaar HaKavanot

Porque É a Relva Sempre Mais Verde Do Outro Lado?

Laitman_718_02Nós sempre temos a impressão do desejo (Reshimo de Aviut) e da Luz (Reshimo de Hitlabshut), que não têm correspondência entre si. Nós sentimos que podemos receber uma Luz maior do que atualmente acomodamos, e isso, na verdade, é bom! Todas as nossas qualidades – inveja, ambição, aspiração pelo poder e honra – derivam disto.

Se eu sou uma “célula” sensorial que sente o desejo por algo definitivo (“A”, a Reshimo de Aviut), eu vejo à minha volta apenas o que se relaciona a “A”. Se eu tenho dados adicionais (“B”, a Reshimo de Hitlabshut) dentro de mim, eu observo algo relacionado a “B”.

A discrepância ou diferença entre as Reshimot (registros informativos) do desejo e da Luz (prazer) faz-me ver “a relva do meu vizinho” como sendo mais verde que a minha própria. Por outras palavras, eu tenho a capacidade de invejar, compreender mais, comparar-me a mim mesmo com os outros, e reconhecer que há alguém que é maior que eu. Esta capacidade de percepcionar e reconhecer novos níveis adicionais é uma propriedade humana.

Esta divergência desencadeia nosso desenvolvimento. Não há tal discrepância nas Reshimot dos níveis inanimado, vegetativo ou animal. Apenas o homem possui esta qualidade, devido a sua forma espiritual especial.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabala 30/04/10, Prefácio à Sabedoria da Cabala

Limpando Os Céus Depois Do Vulcão: Está A Completa União na Previsão?

Laitman_715Nas Noticias (Da CBSNews.com): A União Europeia e a agência de tráfego aéreo querem avançar rápido para abolir os espaços aéreos nacionais da Europa que eles dizem exacerbaram as interrupções de tráfego aéreo que castigaram mais de 100,000 vôos devido à cinza vulcânica na semana passada.

Representantes da industria, reguladores, e analistas prevêem que o resultado mais importante das reuniões post-mortem começando esta semana serão um passo em frente para um espaço aéreo unificado à custa das nações ainda procurando invejosamente guardar o céu como um símbolo da soberania nacional.

Meu Comentário: A crise fez os Europeus se aperceberem que têm de embarcar numa integração maior e renunciar sua soberania. Caso contrário, a incompleta integração resulta numa conexão contrária e negativa.

Os Europeus têm de completar o processo de unificação até o fim e formar um governo unificado. Se não, as forças centrífugas irão rasgar o “BE” (Bazar Europeu) ao meio, levando a uma perversa guerra.

Quem Está Nos Puxando Pela Corda?

Laitman_069_01Nas Notícias (da Universidade Northeastern): O comportamento humano é 93 por cento previsível, descobriu recentemente um grupo dos principais cientistas de rede da Universidade Northeastern. O Ilustre Professor de Física Albert-László Barabási e sua equipe estudaram os padrões de mobilidade dos usuários anônimos de celular, e concluiram que, apesar da percepção comum de que nossas ações são aleatórias e imprevisíveis, a mobilidade humana segue padrões surpreendentemente regulares.

Meu comentário: A nossa individualidade se manifesta somente no momento da revelação do Criador dentro de nós, isto é, quando começamos a construir Sua imagem dentro de nós. Na verdade, essa é a única ação individual nova e livre. Ao lado dela, tudo é simplesmente pré-programado pelo desejo de receber prazer (egoísmo), que funciona apenas de acordo com o princípio da “máxima recepção com o mínimo esforço”.

Portanto, todas as nossas ações podem ser previstas com antecedência. Por essa razão, a Cabalá nos chama de “animais”. Nós nos tornamos “pessoas” ao percebermos nossa única liberdade de escolha: sairmos do egoísmo e nos tornarmos semelhante ao Criador.

A Espiritualidade Está Ao Virar A Esquina

Laitman_401_01É essencial para a pessoa que pretende revelar a espiritualidade tentar alcançar que “aos seus olhos tudo seria como novo”, como se eu tivesse acabado de nascer e estivesse a começar do zero. Eu não sei em que mundo estou, ou quem eu sou. Quando leio um artigo, eu não tenho idéia sobre o ele que fala, como se eu não soubesse nada sobre estas coisas. Eu apago todas as minhas visões anteriores, como se eu chegasse aqui de outro planeta sem compreender uma coisa sobre a ordem do universo. Eu quero percepcioná-lo de novo.

Por quê? Nos seus ensinamentos, os Cabalistas desejam mostrar-nos que existem fenômenos espirituais no nosso mundo. Contudo, eles estão ocultados a nós, pois se não houvesse nada de espiritualidade no nosso mundo, a espiritualidade não seria chamada oculta. É por isso que temos de tentar discernir a espiritualidade na nossa realidade. Mas como podemos fazer isso? Que tipo de luz especial, que iluminação me pode ajudar a ver a realidade espiritual? Eu não sei; eu tenho de dominar isto.

Os Cabalistas dizem-nos o seguinte: se você quer reconhecer a espiritualidade que está ocultada aqui neste mundo, você pode percepcioná-la como um novo relacionamento entre você e o ambiente. Aqui reside a entrada para o mundo espiritual, e você pode penetrá-lo. Através da descoberta desta abertura, você irá começar a ver um novo mundo. A entrada está no seu relacionamento com o ambiente, mas este é um novo relacionamento que você irá revelar inesperadamente.

Subitamente você verá que a entrada para outro mundo é proveniente do mundo que o rodeia. Ninguém a reconhece. É como se você estivesse a descer a rua e ao virar a esquina você estivesse na realidade espiritual. Esta entrada abre quando você olha para o seu mundo de uma maneira diferente, como se fosse totalmente desconhecido a ele; com uma abordagem nova você percebe a realidade do “eu e o ambiente” como nova.

Da Lição Diária de Cabala 30/04/10, Rabash, Artigo 17, 1986

O Descontentamento É O Catalisador Para o Desenvolvimento

Laitman_068A diferença entre a Luz e o desejo compele-nos a avançar em frente. Quando a Luz preenche o desejo, nós (o desejo) nos acalmamos. Nós somos tão pacificados que somos incapazes de nos mover porque não sentimos a necessidade de o fazer; nós não sentimos qualquer carência que seja. Nós começamos a preocupar-nos e a lutar pelo equilíbrio interno apenas à medidad que a Luz difere do desejo.

Nós lutamos pelo equilíbrio tanto em termos de quantidade quanto de qualidade. Quando a Luz criou o desejo de desfrutar e o preencheu (Fase Um, Behina Alef), a criatura não sentiu quaisquer problemas, dado que a Luz veio primeiro. Apenas posteriormente emerge a diferença entre Behina Alef preenchida pelo Criador e o Próprio Criador.

Uma certa adição ocorre. A Luz começa a introduzir novas propriedades no desejo original, e a criatura começa a sentir a fonte do prazer. “Há alguém que me preenche! É mais alto que eu, é alguém que vem antes de mim. É alguém que dá; é o meu Gerador, o Criador”. Desta forma uma sensação adicional é introduzida no desejo da Fase Um. Esta sensação força a criatura a compensar por isso; ela compele-nos a desenvolver.

O tipo de “fricção” determina tudo. Na Fase Um, Hochma, a fricção foi a sensação do Superior. Na Fase Dois, Bina, esta será a sensação de realizar insuficientemente o desejo de doar.

Bina queria dar, tornou-se preenchida com a Luz de Hassadim (Hafetz Hesed), e desta forma não não quis mover-se para lado algum ou fazer alguma coisa. Mas então sentiu: “O Criador está a dar verdadeiramente, e que dou eu?”, o que produziu o sentimento de descontentamento. Assim, o movimento inicia, o que leva a um novo estado. Desta maneira, a incompatibilidade entre as propriedades do Criador e da criatura, o Kli e a Luz, o desejo e o preenchimento, causam o movimento constante ou desenvolvimento.

Da Lição da Tarde do Zohar 29/04/10