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Quando o Motor se Descontrola

Hoje descobrimos que todos os problemas residem no nosso ego. Evidentemente, se nós resolvermos muda-lo, atualiza-lo, se fizermos isso, iremos subir ao próximo nível.

Em essência , este é o caminho que o desenvolvimento humano sempre leva: Inicialmente, cada nova fase parece ser algo maravilhoso, brilhante, conveniente e progressiva. Cada mudança das formações sociais prometem uma vida nova, bonita. E então, depois de ficar familiarizados com outra formação, de ter vivido nela por um tempo, descobrimos que não é tão maravilhosa. O desenvolvimento posterior revela sensações negativas, fatos e estados. E apesar de continuar avançando, todos os negativos vão-se acumulando, e em um determinado ponto não podemos mais suportar isso.

Então, por falta de outra opção, as revoluções estouram, guerras são travadas, ou conseguimos chegar a um entendimento e conseguir grandes mudanças na bifurcação, isto é, ponto de ruptura. Assim, somos transformados, chegando a novos valores e a uma filosofia de vida nova, e iniciamos o desenvolvimento na fase seguinte.

Evidentemente, hoje estamos diante de uma tal transição. O antigo estado tornou-se negativo, e vemos o seu problema, o nosso ego, que destrói todas as nossas bases. Nenhum dos elementos da nossa vida anterior está funcionando. E isso significa claramente que a nossa natureza de hoje exige mudanças.

Nisto reside a singularidade do nosso novo estado. Afinal, nunca antes mudamos a natureza humana. Cada vez, nós simplesmente nos transferimos para um maior grau de desenvolvimento, como mudamos as engrenagens para acelerar. Mas agora que chegamos a quinta marcha e vamos em velocidade máxima, o motor de repente se descontrola. E nós não podemos manter dirigindo mais desta forma.

Portanto, devemos mudar o paradigma, os valores, o objetivo, o combustível, o motor em si. Isto é o que faz a nossa situação atual e o novo período que estamos entrando ser especial.

Temos que mudar a natureza humana, este motor egoísta que sempre nos levou a desenvolver, consumir, sentir, entender e descobrir algo novo. Hoje não funciona mais, ele não pode nos levar adiante. E é por isso que temos que mudar a força natural do desenvolvimento.

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A partir de uma “Conversa Sobre uma Vida Nova” # 20, 28/3/12

Com Que Você Está Desperdiçando Sua Vida?

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot“, item 115: Que tal pessoa, que ainda carece de um mandamento, vai se considerar meia indigna e meia digna. Isto é, a pessoa deve imaginar que quando lhe foi concedido o arrependimento estava no meio de seus anos…

Assim, na primeira metade de seus anos, ela é indigna, e na segunda metade de seus anos, ela é digna.

Pergunta: Se uma pessoa quer completar todo o processo nesta vida, como ela deve fazer um esforço no trabalho?

Resposta: Durante o período de preparação a pessoa odeia todo mundo. Depois, as transgressões tornam-se erros e ele se conecta com todos. Mas esta correção ainda não está completa. Ela ainda está num estado de Hafetz Hesed. No final, no nível seguinte, a pessoa se conecta até estar em adesão.

Portanto, todo o processo destina-se à união, e a pessoa pode alcançar a maior união a partir da maior separação.

Toda mudança é chamada de “reencarnação”. A pessoa pode viver por 80 anos sem nem mesmo começar a mudar e não passar por uma reencarnação. Um carro novo, um novo apartamento, essas coisas não têm nada a ver com a reencarnação. O corpo animal vive e morre, e isso também não tem nada a ver com a reencarnação.

Por outro lado, todos podem terminar o processo n um tempo de vida. Se a pessoa vai fazer isso é outra questão. Isso depende dela; ela precisa querer acabar com isso. Não há nada mais na criação, exceto o desejo. Se o desejo individual da pessoa for pequeno, ela deve encontrar formas de aumentá-lo; ela deve encontrar apoio na sabedoria da Cabalá e na Luz que está nela. Não há outras opções.

Algumas pessoas chegam até nós uma vez por semana, algumas vêm apenas nas férias, algumas vêm todos os dias, outros vêm de manhã e à noite, e outras ainda tentam passar o dia inteiro fazendo o que é importante. Há pessoas que passam o dia inteiro aqui, porque é conveniente e se sentem seguras, se sentem como um embrião no útero. Outras querem lutar contra seu ego. Tudo depende da intenção da pessoa e de como ela usa os meios à sua disposição.

Pergunta: O que significa “meia-idade”?

Resposta: É a idade simbólica de 40, isto é, a etapa em que a pessoa termina a sua correção em Bina. Bina é chamada de “Mem” (ם) bloqueada, cujo valor numérico é 40. Somente após este nível é possível se mover para receber a fim de doar.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 20/03/12, “Introdução ao TES

Uma Vida Boa Para Todos

Dr. Michael LaitmanPergunta: O desenvolvimento da chamada boa vida para os desempregados é o propósito do curso sobre educação integral?

Resposta: Em geral, nós pretendemos criar uma vida boa para todos.

Nós queremos fazê-lo de tal forma que as pessoas desempregadas (digamos, um bilhão de pessoas) tenham algo para fazer. Nós queremos distribuir o trabalho entre todas as pessoas segundo as suas habilidades, de modo que todas trabalhem de duas a três horas por dia e se sintam obrigadas e capazes de dar à sociedade. Mas, o resto do tempo, as pessoas ficariam no sistema de educação e formação integral.

Da “Discussão sobre Educação Integral” # 12, 16/12/11

O Que É A Nossa Vida? Um Jogo?

Dr. Michael LaitmanUma vez que a sabedoria da Cabalá eleva a pessoa do nível “animal” para o “humano” (“Adão” ou “homem” vem da palavra “Domeh” ou semelhante à natureza, ao atributo de doação e amor), a pessoa que sobe enfrenta o problema de “ir para o desconhecido”. Para nos ajudar a subir ao estado desconhecido uma e outra vez, nos é oferecido um jogo, um exercício, para preparar dentro de nós, junto com o grupo, nosso próximo e mais altruístico estado. Além disso, mesmo se falharmos, ele nos leva à solução correta: um pedido pela força de doação, uma subida acima do nosso egoísmo.

Hoje, toda a humanidade deve dominar este método de avanço em tudo o que faz. Devemos também estar prontos para as descidas, para sentir os erros, e a partir deles entender que somente a força superior da natureza pode nos fornecer novos atributos para investigar, alcançar, e construir a nós mesmos, a família, a sociedade, a educação, e a economia corretamente.

Até agora os erros e fracassos não foram reconhecidos pelas pessoas, mas somente pelos Cabalistas porque somente eles subiram acima da natureza geral da humanidade, o egoísmo, para o atributo da natureza, o amor. Mas hoje nós temos que adquirir esse novo atributo em relação a nós mesmos, em relação aos que nos rodeiam e ao mundo, e ensinar nossas crianças a se desenvolver aprendendo com seus erros.

Não devemos só aprender com os nossos erros, mas também entender de onde eles vêm: do surgimento do novo nível ao qual não estamos adaptados. Assim, um erro (uma descida) é a realização de nossa falta de correspondência com o novo estado, e ele deve nos fazer ansiar implementá-lo internamente. Isto é atingido no grupo, pela aspiração pela força geral da natureza e pela equivalência com ela.

A Diferença Fundamental De Uma Nova Vida

Dr. Michael LaitmanA diferença fundamental da nova vida que nós temos que construir agora está no fato de que, no passado, nós avançávamos instintivamente, porque éramos governados somente pela força de recepção. Eu procurava receber mais em qualquer lugar.

Agora, eu tenho que desenvolver uma abordagem que mostre o máximo de empatia possível pelos outros, para que eu possa me conectar, completar e unir a eles. Então, as duas forças vão começar a trabalhar juntas dentro de mim: aquela que eu estou desenvolvendo agora, que é a força de doação, conexão, participação mútua e amor, e a velha força de recepção dentro de mim.

A força da recepção não morre. Ela não permanece a mesma, mas continua a crescer e se desenvolver junto com a força de doação. Agora, essas duas forças se completam no grau humano, e isso me dá mais espaço para a criatividade.

Este desenvolvimento já não é cego; eu já não me movo na direção que o egoísmo me empurra, quando eu, obedientemente, corro atrás de cada isca, saltando em todas as direções. Agora, eu estou me desenvolvendo com entendimento e sentimento, de forma consciente e avaliando criticamente o que está acontecendo. Eu faço correções através da combinação dessas duas forças, completando-as e juntando-as, de modo a atingir um estado mais equilibrado o tempo todo.

Há um equilíbrio em cada átomo, molécula ou organismo vivo. Então, em cima desse equilíbrio, nós descobrimos um desejo adicional e alcançamos o equilíbrio num nível superior. Assim, nós evoluímos de um estado perfeito para um estado mais perfeito. Este é o processo que temos que atravessar.

O objetivo principal deste processo é o desenvolvimento de nossa consciência: para que servimos, e em que sistema nós realmente existimos? Em seguida, penetrando nas profundezas de nossa natureza, equilibrando as duas forças internas, nós começamos a sentir as camadas ocultas, forças e espaços que agora são inacessíveis para nós.

Então, nós vamos entrar no sistema das forças que estão acima do tempo, espaço e movimento. Vamos chegar a realizações e satisfações internas em nossos sentimentos e mente, que não têm qualquer conexão com a existência do nosso corpo. Afinal, isso acontece apenas na realização espiritual, na nova consciência que obtemos. Nosso corpo é apenas um veículo para as forças instintivas iniciais, necessárias para alcançarmos o grau humano.

É por isso que nós devemos apreciar este período e esses estados de transição, entendendo como o nosso tempo e condições são únicos. Nós nos aproximamos do momento do nosso nascimento como ser humano, Adão, “semelhante” à natureza. Temos diante de nós um desenvolvimento agradável e gentil, que inclui a compreensão e realização pessoal, que nos leva a uma vida maravilhosa, sem quaisquer restrições.

De KabTV  “Uma Nova Vida” Epis[odio 12, 10/01/12

A Vida Num Estado Elevado

Dr. Michael LaitmanPergunta: Quando as pessoas passam várias horas por dia num grupo de educação integral, há lugar para música e canções? Eu sei que há muita música, alegria e estados sublimes em seu centro.

Resposta: Nós estamos constantemente tentando estar num estado elevado, não o jogando, mas realmente examinando-o em nós mesmos. Primeiro de tudo, isso nos ajuda a sentir o quão real isso está conectado com a natureza e que este é o objetivo do nosso desenvolvimento, o objetivo da natureza.

Quando feito de maneira diferente, quando criamos isso artificialmente, então isso não carrega nenhum valor! Pelo contrário, só traz prejuízo!

Uma união boa e adequada, quando ninguém é suprimido e todos tentam trabalhar pela comunidade, produz uma grande quantidade de energia positiva, e a pessoa não quer sair deste estado.

De repente, ela descobre que este estado não é chato, não é difícil, e é possível estar sempre nele. Ela dorme e acorda com ele. Ela começa a sentir que este estado contém todas as oportunidades de auto-realização dela com a sociedade e com este novo nível que ela está atingindo.

Ela começa a ver que, em comparação ao estado anterior, este é muito mais amplo e elevado; ele simplesmente revela diante dela toda a possibilidade de harmonia. É como quando um músico ouve algo fora de sintonia em relação a uma composição bem executada de Beethoven ou Mozart.

Esta é a maneira como a pessoa percebe a diferença entre sua vida privada anterior e a harmonia que ela revela. Ela não pode ir lá. No começo, isso geralmente a deixa cansada, porque ela ainda precisa fazer um esforço emocional interno, mas depois de algum tempo ela não pode mais ficar sem ele.

Então, isso se torna sua vida, uma necessidade. Ela revela que toda a natureza também existe nessa harmonia e nada mais existe!

Ela começa a entender que o nível anterior de sua existência consistia apenas em cuidar de seu corpo físico. Em outras palavras, este era um nível animal de existência. Ela concorda e entende isso. E o nível “humano” é a imagem coletiva que estamos construindo aqui.

Da “Discussão sobre a Educação Integral” # 9, 15/12/11

A Chance De Uma Vida

Dr. Michael LaitmanPergunta: A próxima convenção me faz sentir medo e pressão que são muito fortes. Eu não sinto felicidade e amor, mas apenas instruções e avisos. Eu não sinto mais que estou indo para a convenção. Por que cheguei a este estado?

Resposta: Porque você nunca pensou que uma convenção não é um piquenique. Você sempre chegou às nossas convenções como a um festival cheio de palestras, performances, dança, e refeições… Se a pessoa desperta a si mesma com a ajuda de tais atividades, elas são sérias e benéficas a ela. Mas se ela não desperta, ela pode simplesmente desfrutar a vida, sem abordar o que é importante.

No passado, também, as pessoas costumavam ir ao Templo porque sempre havia carne fresca e um bom vinho lá. Enquanto outras costumavam ir lá com pensamentos bem diferentes.

Hoje, nós fazemos as pessoas entender onde elas estão. Todo mundo tem que entender e concordar com isso, todo mundo deve sentir muito medo. A Torá mesmo descreve os sinais externos deste estado, tais como tremores no solo, trovões e assim por diante. É realmente assim.

Ao mesmo tempo, esta situação muito importante deve evocar a felicidade em nós. Você está em Gevurot (rigor), mas o nível superior é revelado a você, se você merecer, é claro. Se você não fizer isso, aqui será o lugar de seu sepultamento. Então, você deve decidir se deve vir ou não.

A qualidade dos participantes é mais importante do que a quantidade. A disseminação em massa do princípio da garantia mútua é uma coisa, enquanto que a ascensão espiritual no deserto é outra coisa.

Se a pessoa chega lá como se fosse a um piquenique, ela vai causar um grande dano a si mesma. Ela irá diminuir nosso poder e nos perturbará com seus pensamentos e desejos estranhos, e ela vai ser punida por isso no futuro. Tal pessoa não deve vir. Aqui só há espaço para aqueles que são muito sérios.

Eu entendo as pessoas que decidirão ficar em casa. Isso realmente será uma atitude séria: a pessoa teme, não tem certeza de si mesma, entende que ainda é fraca internamente…

Bem, talvez nos próximos dois mil anos você terá outra chance!

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 20/02/12, “Conselhos para a Convenção de Arava”

Uma Nova Perspectiva De Vida

Dr. Michael LaitmanÉ importante lembrar que o estado atual é o último estágio no desenvolvimento da humanidade, e uma fruta verde e azeda deve se tornar doce, saborosa e perfumada. Todos esses acréscimos brotam do fruto de acordo com o amor da natureza em relação a ele. A natureza nos desenvolve como uma mãe cuidando de seu bebê. Nós temos que alcançar o poder do amor, a doação, a reciprocidade e a união global entre nós, bem como com a natureza como um todo.

Esta oportunidade só pode ser realizada quando entendermos e sentirmos como esse desenvolvimento ocorre dentro de nós. Não podemos prometer a uma pessoa uma vida boa, a menos que ela se eleve acima de si mesma, acima do jeito que ela nasceu, escalando os níveis de compreensão e sentimento. Ela deve recobrar a consciência. Ela deve saber em que tipo de mundo está vivendo. Ela deve descobrir toda a natureza.
A menos que todos deixem de ser espertos, a menos que ela saiba para que nasceu e em direção a qual meta a natureza a avança, a humanidade não avançará e sofrerá desastres.

Pergunta: Mas você acabou de descrever um objetivo muito elevado…

Resposta: Você estudou história e geografia, botânica e física, a história da humanidade, bem como outros assuntos gerais e globais na escola. Agora, você também vai continuar a estudar. Afinal, você não será capaz de mudar a si mesmo sem conhecer o processo, sem saber que depende dos outros. Você não tem que ser um especialista, mas deve conhecer as diretrizes gerais. É como quando você termina a escola e começa a esquecer as coisas que você aprendeu, mas ainda há uma impressão geral deixada em você de processos históricos, geografia, biologia e botânica que você aprendeu. De uma forma ou de outra, o que você ouviu fica em você.

É o mesmo aqui, exceto que agora você está estudando os níveis subseqüentes de desenvolvimento. Na verdade, você aprende o que é mais essencial hoje em dia: como levar uma vida boa. Não há necessidade de estudar qualquer coisa de cor, porque mais tarde os estudos práticos do ambiente irão começar: você vai doar a ele, e ele vai doar a você, e você vai aprender a conviver.

Mas você ainda precisa de várias lições gerais sobre o novo mundo, a nova sociedade e a nova perspectiva do mundo.

De KabTV, “Uma Nova Vida” Episódio 2, 28/12/11

Não Começou A Desfrutar, Mas Começou A Viver

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como eu posso, como um órgão individual da alma geral, sentir o mal que estou causando em todo o corpo pela minha corrupção? Como posso sentir os sofrimentos da alma geral?

Resposta: Você vai senti-lo de acordo com o quanto você sente a dor da alma geral. Você deve sentir o dano; tente ser incorporado na sociedade e se conectar a ela. Então, você vai sentir de que ela sofre, e vai atribuir todo este dano a si mesmo.

O sentimento de cooperação é o resultado da conexão: tanto a alegria coletiva quanto a tristeza coletiva, o compromisso para com a sociedade e a liberdade dela. Tudo depende da pessoa, e de quanto ela se esforça para atingir o seu estado e seu sentimento.

Diz-se que a pessoa deve sentir pena da tristeza da Shechiná. Nós vemos como a humanidade sofre. Nós podemos ajudá-la?

Os Cabalistas dizem que o Criador quer ser revelado dentro dos seres criados, isto é, Ele também parece estar sofrendo, porque os outros sofrem. Seu sofrimento é completamente diferente do nosso.

Imagine uma família que tem uma criança com retardo mental. Quanto é que a criança sofre? Às vezes ela nem sente que está doente e que é diferente das outras crianças. Nós também estamos vivendo agora uma vida pacífica, sem nos preocupar com nada. Nós pensamos que está tudo bem, e ficamos surpresos quando nos é dito sobre a crise e diferentes problemas.

As pessoas protestam: “O que é todo esse ruído e o que são essas afirmações de que as pessoas estão sofrendo? Ninguém está sofrendo, tudo está bem. Não nos perturbem e nos deixem aproveitar a vida!”. Mas este tipo de vida é como a vida de uma criança com retardo mental que não tem conhecimento de sua condição. Ela brinca com alguma coisa e é feliz. Para outros a sua condição é fisicamente aparente, mas a criança está feliz, ela não sofre. Aqueles que estão perto dela sofrem.

Isso porque conhecem a sua condição, como a criança está doente, e o quanto ela é desprovido de vida. Todo mundo que a vê sofre. Esta é a “tristeza da Shechiná“, que nos vê como a criança com retardo.

Mas se ela começa a melhorar, a ficar melhor, a entender e sentir mais, então, à medida que ela acrescenta conhecimento, acrescenta dor. Ela começa a sentir os problemas e pressões, ela vê que nem todo mundo quer ser seu amigo. Primeiro, ela sentia o mundo inteiro como bom e ela estava bem, ela vivia como se estivesse num sonho.

Agora, quanto mais ela acorda, mais fortemente sente os diferentes estados e sua dependência dos outros. Só agora é que ela entende onde realmente está. Acontece que todo este mundo está cheio de preocupações e problemas e você tem que conviver com pessoas e ter cuidado com diferentes perigos.

Mas os pais estão felizes! Por que eles estão felizes? Afinal, a criança não é mais feliz. Verdade, ela não está feliz ainda, mas ela começou a viver!

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 22/01/12, Shamati # 1

Preparação Para Começar A Vida

Dr. Michael LaitmanEscritos do Rabash, “Não há Santidade Maior que o Criador”: O mais importante é alcançar o grau do embrião espiritual. Como na corporalidade, no momento em que a mulher fica grávida, é definido que ela também vai dar à luz. Mas todas as preocupações são de que a mulher precisa ficar grávida. É assim no trabalho espiritual. O mais difícil para nós, é entrar no estado do embrião espiritual, isto é, receber em nosso desejo de desfrutar outro desejo chamado desejo de doar.

Quando o homem merece se tornar o embrião espiritual, isto é, quando o desejo de doar entra no desejo de receber, isso significa que o Criador restringe uma forma dentro de outra forma. Isso é uma grande inovação, um verdadeiro milagre, porque é contra a nossa natureza. Somente o Criador pode mudar a natureza, e não está nas mãos do homem.

Esta é realmente uma grande inovação para a pessoa, que descobre essas mudanças dentro de si. À medida que a pessoa passa por estas fases no trabalho espiritual, a força superior constrói nela diferentes formas e formas dentro de formas. Como resultado, quando a pessoa descobre as formas que despertam nela, ela constrói a si mesma.

A força superior opera, e nós somos o resultado de sua ação, a obra do Criador. O nosso trabalho é tentar descobrir a Sua obra, isto é, as novas formas que são criadas dentro de nós.

A “forma” é uma intenção em prol da doação. Depois, surge uma forma adicional: o desejo de receber, que adota a forma de doação e recebe em prol da doação. A partir da conexão e da inclusão entre as diferentes formas, uma por uma, nós alcançamos o Criador, como é dito: “Por Suas ações nós O conheceremos”.

Todas essas mudanças acontecem com nossa substância, e nós as alcançamos. Afinal, nossa substância é o desejo, e nós sentimos as mudanças que ele atravessa: bom, ruim, em relação a nós ou aos outros. Desta forma, a pessoa constrói suas respostas às formas que ela atravessa.

Quanto mais ela se eleva acima do seu sentimento, a fim de ser um observador que não depende de seus sentimentos, mais rápido ela descobre a natureza interna dessa ação, sem qualquer conexão com a substância. Este é o significado de “fé acima da razão”.

Se ela só busca novas formas e se abre em relação a elas, sem evitá-las, mas se eleva acima de seus sentimentos e quer descobrir as formas de doação, ela se torna parceira do Criador neste trabalho. Depois, a pessoa começa a se mover com o Criador e faz exatamente os mesmos movimentos.

Ela até mesmo precede o Criador e se prepara com antecedência para todas as mudanças que estão prestes a acontecer consigo a cada momento. Esta preparação acelera seu avanço e faz com que ela alegremente receba cada forma que chega até ela, agradável ​ou desagradável. Na verdade, ela já se elevou acima de seus sentimentos e desejos egoístas e agora se identifica apenas com as formas de doação.

Isso se chama atingir a Masach (tela), a força de superar os sentimentos desagradáveis ​​dentro de seus desejos egoístas.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 13/11/11, Escritos do Rabash