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Como Preencher Esta Vida?

Laitman_079.01Pergunta: Em geral, existem três estratégias principais para combater o coronavírus no mundo.

A primeira é a quarentena, quando quase tudo está fechado, você não pode sair, exceto para o médico e o supermercado.

O segundo é o rastreamento de contatos, o que significa testes extensivos de todos os grupos populacionais de contatos, identificação de pacientes e seu isolamento da massa total de pessoas. Essa é uma maneira mais cara.

E a terceira é o desenvolvimento da imunidade nacional [de rebanho], quando apenas grupos de risco, por exemplo, pessoas com mais de 65 anos são isoladas, e todo mundo deve se contaminar e, assim, desenvolver imunidade ao vírus.

Que técnica é mais eficaz para o nosso desenvolvimento posterior como humanidade?

Resposta: Eu geralmente colocaria todos em quarentena absoluta, exceto aqueles que fornecem às pessoas tudo o necessário. Eu fecharia tudo, por exemplo, por um mês e descobriria, de todas as ocupações humanas, o que precisamos.

Por exemplo, precisamos da polícia, ensinar as crianças, distribuir comida, etc., ou seja, o mínimo necessário para a existência normal da humanidade.

As pessoas devem se acostumar ao fato de se comunicarem em um intervalo muito limitado e de obterem a comida que precisam e não mais do que isso. As crianças recebem educação escolar. Os adultos adquirem conhecimento sobre como o sistema mundial funciona e como devemos interagir com a natureza. Então veremos o que fazer a seguir, se queremos expandir o campo de nossa atividade. Mas primeiro, vamos nos acostumar com isso por meio ano.

Pergunta: Isto é, você limitaria todas as conexões egoístas e deixaria apenas o que é mais necessário para a existência do nosso corpo físico?

Resposta: Sim, como é dito na Cabalá. Como um animal que nunca consome o que não precisa, mas apenas o que é necessário no momento.

Pergunta: Você deixaria de fornecer um excesso do necessário por enquanto?

Resposta: Não apenas temporariamente, mas em geral. Então teríamos uma ecologia maravilhosa: ar, água, pássaros cantando, tudo ficaria bem. Trabalharíamos no máximo 2, 3 ou 4 horas por dia e todos ficariam felizes. E tudo o que é supérfluo que possa existir, não precisamos de nada.

Comentário: Mas não é fácil decidir o que é supérfluo. O que é supérfluo para você, por exemplo, não é para mim.

Minha Resposta: O que é desnecessário para o nosso organismo animal é supérfluo.

Pergunta: E quem decide isso?

Resposta: Vamos decidir juntos. Se você precisa praticar esportes, pode correr no parque. Isso não é um problema. Mas qual é a utilidade dos aviões voadores de um extremo ao outro da Terra como loucos?

Pergunta: E o que há de errado em viajar? Eu gosto de me vestir lindamente, gosto de ir ao teatro. Não sei se isso é supérfluo ou não do seu ponto de vista?

Resposta: Aqui é necessário traçar uma linha muito clara e razoável que não o leve a outra coisa: “Ah, o teatro? Se o teatro, então deve ser La Scala. Então, eu tenho que voar para a Itália. Ah, para a Itália? Coronavírus. O que eu farei?” Portanto, vamos limitar a vida humana a limites normais e razoáveis. Como? Por que existimos? Esta questão deve ser resolvida por nós.

Pergunta: Isto é, nós decidiremos o que é supérfluo e o que não é com relação a algum objetivo superior?

Resposta: E por que existimos? Apenas para assistir a um bom filme, ir ao teatro, ouvir música agradável, sentar-se em companhia de amigos, tomar uma bebida e comer? Tudo isso é maravilhoso, mas se você preencher a vida com isso e somente isso, o resultado será zero.

Depois desta vida, há muito mais. Vamos primeiro revelar o que existe depois. Eu faria isso. O fato de eu poder preencher essa vida com todo tipo de coisas interessantes, que eu entendo, eu já a vivi. Agora estou me perguntando se há algo mais por trás disso. E se sim, como posso continuar isso? Para que? Por quê?

Comentário: De fato, vale a pena considerar se existe vida após a morte e como podemos, estando aqui neste corpo, nos preparar para ela.

Minha Resposta: Não para se preparar, mas para vê-la! “Descubra o seu mundo futuro neste mundo”. É exatamente isso que a ciência da Cabalá nos ensina. Quando você tem uma imagem clara de sua vida futura, pode decidir como preencher essa vida.

De KabTV, “Coronavírus está Mudando a Realidade”, 26/03/20

Existe Vida Após A Morte?

Laitman_506.3Pergunta: Existe vida após a morte?

Resposta: É precisamente após a morte que há vida. Até que nos libertemos do nosso egoísmo, não há vida. Sentimos nossa existência dentro do ego, e ela é insignificante, muito mesquinha e limitada.

Assim que nos livramos do egoísmo, mesmo com a ajuda da morte de nosso corpo físico, apesar de ser uma redenção muito pequena e um nível muito pequeno de ascensão, ainda nos traz a libertação do primeiro nível egoísta. Estamos começando a entender que, de fato, a natureza e o mundo existem em uma dimensão diferente, acima do egoísmo.

Pergunta: As pessoas que vivem em seu círculo não têm tempo para pensar em nada além disso, porque precisam alimentar a si mesmas e suas famílias. Portanto, provavelmente, o egoísmo consome a humanidade hoje em dia. Como podemos sair desse pequeno círculo?

Resposta: Isso deve ser explicado, ensinado. É para esse fim que criei uma academia de Cabalá que opera em praticamente todas as línguas do mundo, em todos os continentes, e inclui vários milhões de estudantes. Realizamos aulas e palestras, nos conhecemos e organizamos conferências internacionais e outros eventos.

Mas o vírus atual, esse último sistema de percepção da natureza, que agora está entrando gradualmente em nossa consciência, leva a pessoa a perceber onde ela mora, por que ela existe. E aqui ela não tem saída.

Tanto no bem como no mal, teremos de entender o quadro completo da natureza integral e como existir nela. Devemos chegar à interação integral correta com ela. Nós mesmos devemos nos tornar integrais.

De KabTV, “Encontros com a Cabalá – Victoria Bonya”, 29/03/20

Nós Não Vivemos, Mas Apenas Brincamos Na Vida

laitman_423.03Antes do coronavírus, era comum viajar e ir a restaurantes e shopping centers. Isso dava satisfação, preenchia nossas vidas de sentido. Mas o coronavírus mudou tudo isso. Em que uma pessoa receberá satisfação no novo mundo em que estamos entrando?

Somos como crianças que de repente cresceram. Enquanto as crianças são pequenas, elas são levadas a andar, brincar nos playgrounds e andar em carrosséis. Mas depois elas crescem e precisam começar a aprender. E quando se tornam adultos, precisam ter uma profissão e um trabalho, além de assumir responsabilidades diferentes.

A vida não é um jardim de infância. E apesar de estarmos bem na infância e desejarmos voltar para lá, isso não é mais adequado para nós. Você concorda em voltar ao jardim de infância e brincar lá como uma criança?

A humanidade está passando por uma fase especial de crescimento, que afeta homens, mulheres e crianças, e isso não é fácil para nós. Teremos que perceber que precisamos nos relacionar com a vida de maneira diferente.

Lembro-me de como foi difícil para mim quando a infância despreocupada terminou e meus pais, que antes tinham me mimado, começaram a me exigir de repente, me forçaram a estudar e cuidar de mim. Eu não conseguia entender por que essa mudança ocorreu repentinamente.

Foi difícil sobreviver a isso até que percebi que a vida é dividida em duas partes. Na primeira metade, você é criança, e o pai e a mãe cuidam de tudo. Na segunda metade de sua vida, você se torna adulto e precisa cuidar de si mesmo, e seu pai e sua mãe não podem mais fazer tudo por você.

É isso que está acontecendo com a humanidade que antes era mimada pela natureza. Mas agora temos que nos tornar adultos. Essa maturidade não é abrir mais negócios, viajar pelo mundo, sentar em restaurantes e bares, como era antes do vírus, ou seja, aproveitar a vida. Já terminamos esse período e, a partir de agora, a natureza exigirá de nós como adultos.

E, como adultos, devemos saber por que vivemos, qual é o propósito da vida e para onde ela nos leva. Não podemos mais ser crianças despreocupadas. Devemos abrir os olhos e ver que temos uma vida séria à nossa frente, que exige uma atitude séria.

Nós devemos nos tornar novas pessoas vivendo em um novo mundo. E esse mundo já está aparecendo diante de nós, só que não queremos notá-lo, mas ainda brincamos como se estivéssemos em um jardim de infância.

No novo mundo, receberemos satisfação apenas da compreensão do sentido da vida. Enquanto isso, estávamos nos divertindo como crianças com brinquedos e bolas, construindo castelos na caixa de areia e destruindo-os, fazendo guerra um com o outro. De repente uma nova etapa chegou onde precisamos de uma atitude séria em relação à vida.

Até agora, não vivemos, apenas brincamos na vida. Construímos um mundo artificial e brincamos dentro da esfera que criamos. Se alguém olhasse para a Terra do espaço, não entenderia o que as pessoas estavam fazendo, por que estavam tão agitadas, qual é a utilidade disso?

Você precisa aprender a viver de uma nova maneira. Eu também queria uma vez continuar a viver como uma criança e para meus pais cuidarem de mim. Mas eles não concordaram e não puderam fazer isso, perceberam que eu já havia crescido. Portanto, eles gradualmente se afastaram de mim, reduzindo sua atenção e cuidado. Eles poderiam ajudar de alguma maneira de longe, mas cada vez menos e, portanto, fui forçado a crescer.

Portanto, agora precisamos entender como melhorar nossas vidas e de que forma precisamos viver, quais objetivos alcançar, a fim de parar de brincar em vários assuntos absurdos e começar a construir uma vida que faça sentido do ponto de vista. da natureza.

Para fazer isso, você precisa descobrir a natureza e entender o que está acontecendo conosco e o que precisa ser feito para ser adulto, de acordo com o programa estabelecido na natureza, que ainda não tocamos.

Viver significa entender, sentir e compreender sua essência e propósito, e enquanto ainda se está neste mundo, provar o sentido cósmico mais elevado da vida, abrangendo todo o universo, a totalidade da natureza. Vemos que na natureza tudo tem um significado, uma meta, e apenas nossa própria vida parece passar sem rumo. Este é o nosso trabalho: revelar o significado da vida, sua essência e propósito, e começar a realizá-lo. Essa é a tarefa que a natureza coloca diante de nós.

De KabTV, “O Mundo”, 12/03/20

“Viver Em Vez De Apenas Ganhar A Vida” (Medium)

Medium publicou meu novo artigo: “Viver Em Vez De Apenas Ganhar A Vida

Poderíamos chamar o período antes da pandemia de “vida” ou era apenas uma corrida obrigatória para ganhar a vida? Esta questão surge agora, pois somos forçados a fazer a transição rápida para um novo estado, uma nova realidade. Podemos tirar o melhor proveito de nosso novo começo se percebermos que existem objetivos mais satisfatórios na vida do que perseguir modismos passageiros e ambições inúteis.

“É isso que está acontecendo com a humanidade agora. Ela está passando por uma fase de crescimento, e o impulso que recebemos por isso não é fácil para nós”.

Eu me lembro de quando criança, como meus pais me mimavam e me davam tudo o que eu queria ou precisava. De repente, em certa idade, eles começaram a me pressionar e exigir autodisciplina em meus estudos, certificando-se de que eu cumprisse o que era necessário para mim. Não entendi o que estava acontecendo. Se eles queriam que eu fosse tão bem-sucedido, por que eles não organizavam isso? Por que tudo estava em mim de repente? Lembro-me de como essa pergunta me incomodava.

Levou um tempo para que eu pudesse aceitar com prazer que minha vida é dividida em dois períodos: o primeiro é a infância, quando eu estava sob a proteção completa de meus pais, e o segundo período, a idade adulta, durante o qual eu precisava permanecer por conta própria, não importa o quanto meus pais me amem e desejem o melhor para mim. Eu tinha que alcançar a maturidade sozinho.

É isso que está acontecendo com a humanidade agora. Ela está passando por uma fase de crescimento, e o impulso que recebemos para isso não é fácil para nós. Requer que comecemos a abordar a vida de maneira diferente, e não queremos. Queremos ser deixados sozinhos em nosso mundo particular e fazer o que quisermos, assim como fizemos até hoje.

Se “crescer” em nosso mundo significa entrar no mercado de trabalho, ir a bares e viajar pelo mundo sem nenhum objetivo ou realização real, é na verdade a definição de “infância”. Até agora, as pessoas se concentraram principalmente em objetivos de curto prazo, no que estava diante de seus olhos e era imediatamente relevante.

Gadgets materiais, passando de uma indulgência para a outra, competição sem fim para superar os outros, lutas e guerras pelo domínio, construindo e derrubando e construindo mais uma vez – esses são os nossos jogos infantis. De repente, chegou o momento em que nós, como sociedade global, somos obrigados a desviar os olhos do playground e perceber nossa situação na paisagem maior. Qual é o propósito deste mundo em que nos encontramos? O que é essa vida? Esses pensamentos são algo a que não estamos acostumados.

Até hoje, esperávamos viver a vida ao máximo, mas tentamos alcançar essa satisfação artificialmente, concentrando-nos em nos divertir sem considerar o que nos rodeia. Não prestamos atenção nos exemplos que o comportamento da natureza nos deu, que levam em consideração o equilíbrio de todo o ecossistema.

A maneira como conduzimos nossas vidas não é a vida real. Nem sequer começamos a entender o que a vida realmente significa. A idade adulta só será alcançada quando começarmos a crescer de acordo com o plano da natureza, quando começarmos a nos medir de acordo com suas regras e características que são integrais, conectadas.

Viver a vida significa entendê-la, sentir sua essência e seu objetivo. A vida real é a capacidade de provar o significado supremo de nossa existência, de sentir as intrincadas redes e elos dentro do universo. É o que podemos chamar de vida verdadeira: quando apreendemos que tudo que nasceu ou criou tem um propósito e uma meta para sua existência.

Para que vivemos? Por que fomos criados? Isso é algo que ainda precisamos descobrir. Isso será revelado quando crescermos não apenas cronologicamente, mas também por meio de nossos discernimentos internos. Esse exercício que a natureza nos deu hoje com o coronavírus é o nosso primeiro teste para crescer, ou seja, para revelar o sentido da vida.

Se quisermos ser crianças inteligentes, precisamos entender o que a vida reserva para nós e com alegria, entusiasmo e com grande expectativa avançar em direção a ela. Caso contrário, experimentaremos nossos exercícios na idade adulta como sofrimento. De uma forma ou de outra, teremos que crescer. Chegou a hora de deixar para trás os brinquedos da riqueza e da honra e encontrar o verdadeiro tesouro, o verdadeiro propósito da vida, que existe nas relações coesas e harmoniosas entre nós.

“Quais São Algumas Verdades Feias Da Vida?” (Quora)

Dr. Michael LaitmanMichael Laitman, no Quora: Quais São Algumas Verdades Feias Da Vida?

Enquanto sentimos que queremos mudar o mundo e outras pessoas para melhorar o mundo, a verdade feia é que o único que precisa mudar sou eu mesmo.

Nosso desejo de mudar o mundo e mudar os outros vem da nossa percepção egoísta intuitiva da realidade, onde queremos nos beneficiar às custas dos outros.

Ao querer mudar as pessoas e as coisas ao meu redor, eu basicamente exijo: “Me dê algo diferente do que tenho agora!”

No entanto, a verdadeira mudança é quando não exijo nada dos outros e do mundo, mas exijo dar aos outros de mim mesmo.

Isso é feio para a nossa própria natureza humana egoísta, da qual não podemos escapar, e que deseja inverter tudo o que puder no mundo para que possa colher o máximo benefício com o mínimo esforço.

Cada um de nós se sente a única criação excepcional que existe. Nossa natureza egoísta nos dá a todos um sentimento de singularidade, uma experiência exclusiva em que parece que eu existo sozinho, e todo mundo e tudo o mais tem importância secundária para mim.

Assim, nós sentimos que, se alguém deve mudar, deve ser os outros, não eu.

No entanto, a única maneira do mundo ao nosso redor mudar é se mudarmos a nós mesmos.

É ótimo se eu quero mudar o mundo. Eu só preciso mudar a mim mesmo para que mudanças em mim influenciem o mundo.

Esse tipo de mudança é factível. Eu posso mudar a mim mesmo a cada momento e, ao fazer isso, o mundo mudará.

Vida E Morte, Parte 10

laitman_600.01Prefira A Vida Em Doação

Baal HaSulam, “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot”: 3) “Veja, eu coloquei diante de você hoje a vida e o bem, e a morte e o mal… portanto, escolha a vida…”

Isso significa escolher a qualidade de doação e amor pelos outros. Não é fácil porque a escolha acontece acima do nosso egoísmo. É por isso que vivemos.

Nós precisamos passar por muitas coisas para realmente entender isso: preferir viver em doação, ou seja, servir outras pessoas a fim de conectá-las e, ao fazer isso, deixar que o Criador se revele entre elas. Este é o único objetivo da pessoa na vida. Todo o resto simplesmente desaparece, nada mais existe.

Não podemos imaginar como o universo está organizado fora do nosso atual estado inerentemente falso. Ele é totalmente errado, distorcido pelo nosso egoísmo. Se tivéssemos a oportunidade, como na câmera, de focar no que está acontecendo, veríamos como com uma diminuição ou aumento qualitativo no egoísmo, isto é, ao nos aproximarmos dos outros ou nos afastarmos dos outros, o mundo se tornaria diferente.

Vamos torcer para que isso seja revelado cada vez mais entre nós. No entanto, para fazer isso, é preciso estar em um grupo, na dezena. Somente lá, no grupo daqueles que desejam alcançar o objetivo da vida, podemos montar um modelo que será chamado de “vida após a morte” ou “mundo superior”. Isso pode ser simulado enquanto ainda estamos em nosso mundo, em nossa vida.

Portanto, se alguém tem esse desejo, deve vir para o nosso grupo e participar de aulas práticas de “laboratório”. Então ele verá que tudo isso é muito eficaz e viável. Aguardamos você.

De KabTV, “Fundamentos de Cabalá”, 14/01/19

Vida E Morte, Parte 9

laitman_214O Cabalista Teme A Morte?

Pergunta: Qual é a atitude correta em relação à morte?

Resposta: Eu penso que a melhor atitude é não pensar na morte, mas, antes, acreditar que existimos infinitamente, eternamente. Devemos garantir que alcancemos essa eternidade e infinito, pelo menos parcialmente, nesta vida, em nosso estado corporal.

Afinal, durante a nossa vida, nós existimos para revelar doação e amor como um meio de alcançar a eternidade, perfeição e o Criador, a força superior que controla tudo isso. Nosso avanço deve consistir nisso.

Ao pensar na vida animalesca e na morte, verifique-se: você realmente se importa com isso? Se você se importa, ainda não está aspirando seriamente às qualidades espirituais. Quando você está envolvido com a espiritualidade, não se importa com nada que aconteça com o seu corpo, esteja ele vivo ou não. Você existe e deseja existir na qualidade de doação e amor.

Pergunta: Um Cabalista se importa com seu corpo proteico? Através dele, entra em contato com outras pessoas que ainda não estão na espiritualidade. Se ele não tivesse esse corpo, não seria capaz de se comunicar com seus alunos.

Resposta: Sim, ele cuida do corpo, mas em um sentido mínimo, que é chamado de condição “necessária e suficiente”.

Pergunta: Um Cabalista pensa sobre o que acontecerá com seus alunos e sua família após sua morte?

Resposta: Família é uma preocupação corporal usual. Os alunos, no entanto, são uma coisa completamente diferente. Ele precisa prepará-los para que eles permaneçam com uma boa reserva de conhecimento e metodologia. É necessário organizar um ambiente de laboratório para que eles possam testar a si mesmos e avançar.

Pergunta: Isso significa que um Cabalista tem medo da morte, mas não no sentido egoísta?

Resposta: Não é o medo da morte, mas o desejo de deixar para trás um mundo que seja maximamente direcionado ao objetivo da criação e de nenhuma outra maneira.

O que mais você pode deixar? Não há mais nada. Estamos nos aproximando do estado em que uma pessoa começa a entender que a única maneira de deixar algo para trás é na forma de boas ações. Essas boas ações são registradas em sua conta e são um grande ganho na vida.

Pergunta: Até onde eu entendo, as boas ações são levar outras pessoas à revelação do Criador. Existem outras boas ações que você pode fazer em relação a outra pessoa?

Resposta: Não há mais nada: apenas aproximar os outros do Criador.

De KabTV, “Fundamentos da Cabalá”, 14/01/19

Vida E Morte, Parte 8

627.2Vida Após A Morte

Observação: Em todos os tipos de ensinamentos místicos, a vida após a morte é explicada em grandes detalhes. Nas religiões é bastante simples. Eles descrevem a mesma vida que aqui, com os mesmos problemas. Isto é, tudo o que é familiar para uma pessoa aqui, eles se transferem para lá.

Com a leitura de fontes Cabalísticas, é muito difícil entender o que está acontecendo. Praticamente nada se explica sobre reencarnações.

Meu Comentário: Não é porque os Cabalistas não querem, mas porque é impossível fazer isso.

Gradualmente, uma pessoa chega a isso sozinha e começa a sentir algum tipo de movimento interior, porque sensações, conhecimentos e todos os tipos de definições estão pouco a pouco se reunindo dentro da pessoa. Mais uma vez, quando isso realmente ocorrer dentro dela, não será possível transmiti-lo corretamente a ninguém. Portanto, está escrito: “O que lhe será revelado, você verá e mais ninguém”.

Pergunta: Então, isso significa que é impossível explicar, mostrar ou contar a uma pessoa sobre a vida após a morte?

Resposta: Não, mas ela existe.

De KabTV, “Fundamentos de Cabalá”, 14/01/19

Vida E Morte, Parte 6

laitman_293O Que Resta De Uma Pessoa Após A Morte?

Pergunta: Por que as pessoas não vivem por um número maior de anos ou indefinidamente? Por que mudar de corpo?

Resposta: Se vivêssemos até mil anos, ainda estaríamos com pressa de fazer algo porque a vida seria finita. Por outro lado, se vivêssemos indefinidamente, não sentiríamos que estamos sujeitos a quaisquer forças, aos limites do tempo.

Suponha que existimos como um organismo que apenas vive, sem começo nem fim. Não podemos nem imaginar tal estado, porque tudo é medido: existência – ausência, existência – ausência; isto é, a cada segundo algo nasce e algo morre. A morte é afortunada porque nos leva a entender a vida.

Pergunta: O que resta de uma pessoa que viveu um certo número de anos?

Resposta: A informação sensorial está no coração e na mente. A medida em que uma pessoa avançou em relação aos outros, até que ponto trouxe uma aproximação entre si e os outros, a fim de aproximar todos do Criador. Isso é o que resta de uma pessoa.

Somente isso permanece qualitativamente, porque a conexão é o propósito da criação.

O propósito da criação é conectar a humanidade em um único todo. Não em um pedaço de carne, mas em um único desejo, que consiste em muitos desejos diferentes, mas todos são direcionados para que ajudem a se conectar.

Pergunta: Isto é, todos estão conectados em um desejo de revelar o Criador?

Resposta: Sim.

Pergunta: Então, se uma pessoa faz isso durante sua vida, seus esforços, experiências e sentimentos permanecem e seguem em frente?

Resposta: Tudo isso permanece.

Pergunta: Mesmo se uma pessoa já está fazendo isso, mas não alcançou a meta, por que ela precisa morrer e nascer de novo em um corpo diferente?

Resposta: Não depende da pessoa, mas das condições gerais da humanidade.

De KabTV, “Fundamentos de Cabalá” da KabTV, 14/01/19

Vida E Morte, Parte 3

laitman_961.1Vida E Morte Do Ponto De Vista Da Cabalá

Pergunta: Durante milhares de anos do desenvolvimento da civilização humana, houve um grande número de todos os tipos de crenças. É surpreendente, mas verdadeiro, que quase todas as crenças falaram sobre a vida após a morte. Todo mundo acredita nisso. O que a Cabalá diz sobre isso?

Resposta: A Cabalá diz que a vida não é a existência do nosso corpo proteico e sua morte; é ser preenchido com a força superior, independentemente do estado em que nosso corpo se encontra.

Em outras palavras, temos a oportunidade de adquirir o desejo de doar, fora de nós mesmos, saindo de nós mesmos, de nosso egoísmo. Quando uma pessoa sai de si mesma e deseja satisfazer os outros, nesse estado, ela recebe o preenchimento de cima para passá-lo aos outros. Essa satisfação que passa através dela para os outros é a vida.

Meu desejo de preencher alguém fora de mim é chamado de vida. Eu quero preencher quase todo mundo. Se eu me relaciono com os outros e através deles com o Criador dessa maneira, uma grande luz passa através de mim, e essa luz, que me preenche, é chamada vida.

Pergunta: Então o que é a morte?

Resposta: No mundo espiritual, a morte é a queda da qualidade de doação para a qualidade de recepção. Isto é, o desejo de receber para si mesmo, de se encerrar em todos os prazeres, é a morte espiritual.

Pergunta: Isso significa que se estamos agora no desejo de receber, estamos mortos do ponto de vista do mundo espiritual?

Resposta: Do ponto de vista do mundo espiritual, não estamos mortos, nem sequer existimos.

Pergunta: Uma pessoa determina por si mesma se está viva ou morta no mundo espiritual?

Resposta: Sim. Se ela alcançou o estado de vida e essa qualidade cai dela e a luz desaparece, ela diz: “Agora estou no estado de morte”.

Enquanto isso, não estamos em nenhum estado. No que diz respeito aos estados espirituais, somos considerados animais, não pessoas.

Pergunta: É possível dizer que existimos em potencial?

Resposta: Sim. Podemos alcançar um grau espiritual e nos tornar pessoas, mas até agora não temos isso dentro de nós.

Pergunta: Qual é a raiz espiritual da morte?

Resposta: É uma transição para um estado diferente. No entanto, não é morte. De fato, não há morte. Consideramos a morte a ausência de desejo de doar, que é a natureza do Criador. Quando se manifesta em nós, chamamos isso de vida.

De KabTV, “Fundamentos da Cabalá”, 14/01/19