Textos com a Tag 'Egito'

Uma Ponte Sobre O Conflito Eterno

Arava ConventionDa Lição dedicada ao Dia da Independência de Israel

Em um dia como hoje, nós normalmente não falamos sobre as deficiências, ou seja, os desejos não realizados, mas sempre medimos tudo em relação aos vasos.

Primeiro temos que entender que o termo “Israel” simboliza a intenção de “Yashar – El” (direto para o Criador). Nós vamos realmente comemorar o verdadeiro dia da independência de Israel quando formos libertados do domínio do nosso ego, quando nos reunirmos acima do amor próprio, quando mantivermos esta conexão, pelo menos, em um nível mínimo, e quando ela prevalecer sobre o desejo separado que se enfurece dentro de nós como a inclinação para o mal. Então, o poder da união irá governar sobre o poder da separação. Este é o êxodo do exílio para a independência.

Será que nós somos livres no nível corporal? O nosso grupo é livre no mundo espiritual? Isto é o que devemos perguntar a nós mesmos e medir. Afinal, tudo é relativo, e à medida que subirmos os níveis espirituais, vamos descobrir o tamanho poderoso da separação repetidamente, de acordo com novas Reshimot (reminiscências). Então, vamos adquirir o poder da união com a ajuda da Luz que Reforma.

Este é o caminho: a união e a separação alternadamente substituindo uma à outra. Então, onde está a nossa independência? Ela se reduz a nossa supervisão do processo. Mesmo quando caímos e parecemos perder a nossa independência sob o governo de maus desejos, nós ainda sabemos como a subir. Portanto, somos chamados de independentes.

Hoje ainda somos dominados pelas nossas necessidades e desejos egoístas. Neste mundo nós ainda não estamos unidos como uma nação, ainda rejeitamos um ao outro e não queremos o amor fraternal, ainda não aceitamos isso como nosso objetivo, mas vemos como uma opção: é desejável, é possível, mas “não há pressa”. E nós sentimos dor, pois este fogo não está ardendo dentro de nós.

Nós estamos num estado de exílio e não num estado de liberdade e independência. Afinal, a independência significa que pelo menos nós fazemos os esforços para atingi-la. Nós recebemos todos os meios necessários de Cima, a fim de determinar a nossa independência, subindo acima do nosso ego em união geral. Nós não a atingimos ainda de modo a transmiti-la imediatamente para o povo e para o mundo.

Todos os nossos amigos ao redor do mundo precisam sentir isso, tanto na corporalidade quanto na espiritualidade, e nós temos que cumprir nossa missão e alcançar a independência do desejo de doar sobre o desejo de receber. Isso é chamado de “fé acima da razão”. Isto é o que estamos enfrentando.

A singularidade do nosso tempo está no fato de que tudo está pronto para correção. O mundo está se aproximando disso e nós entendemos isso melhor e temos o que é necessário. Ninguém está se contrapondo em nosso caminho, nem fisicamente, nem moralmente, e nem mentalmente. Nós não temos inimigos ferozes que nos impedem de realizar a nossa missão.

Então, o problema está só em nós. Temos que realmente sentir que estamos sob o domínio do Faraó que reina dentro de nós, uma força estranha, e só ela não nos permite guerrear pela independência.

Pergunta: Há uma crescente necessidade de mudança. Todo mundo já entende o motivo de todos os nossos problemas, nós entendemos que tudo se resume ao ambiente, a separação e a falta de confiança mútua. Como as pessoas podem alcançar uma perspectiva comum?

Resposta: “O amor vai cobrir todos os pecados”. Este é todo o segredo. Nós não corrigimos nada diretamente, mas simplesmente construímos nossa união acima de todos os problemas e divergências.

Permanecendo num labirinto de opostos, nós não vamos conseguir nada. Se você começar a purificar este pântano, o Egito vai simplesmente “engolir” você, e enterrá-lo sob suas pirâmides maciças. Este é o exílio no Egito, do qual não seremos capazes de nos elevar se trabalharmos diretamente com os defeitos que são revelados entre os amigos. Nós não devemos fazer isso. É por isso que o Faraó, o ego, nos força e parece estar logicamente nos mostrando os problemas que precisam ser resolvidos primeiro. Ele está dizendo: “Bravo, continue com o avanço espiritual, mas só no meu território, nas relações corruptas mútuas entre nós”. Nós não devemos ouvi-lo!

Deixe o ego, você não o está corrigindo, você quer construir uma ponte de amor sobre ele. Só então você vai ter sucesso, na “fé acima da razão”. Afinal, a espiritualidade está acima da corporeidade. O Criador dispôs as coisas desta maneira. Portanto, eu só tenho que escapar do Faraó, ou em outras palavras, subir acima dele. Nós não temos que destruí-lo ou corrigi-lo. Quando eu começar a construir algo em cima dele, o “anjo da morte” vai se transformar no “anjo sagrado”. Isto é o que Moisés está pedindo: “Deixe meu povo ir!”.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 26/04/12, “A Nação Israelense (Dia da Independência)”

Egito Aos Olhos De Um Escravo E Aos Olhos De Um Homem Livre

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como uma pessoa pode contar os 400 anos (níveis) de sua permanência no exílio se o Egito está na escuridão total?

Resposta: É impossível contar isso, e é por isso que a fuga ocorre de repente, com pressa. A pessoa não sabe quando vai sair do exílio. Suponha que os 400 anos de exílio devam terminar hoje às 13h30min, mas você não pode saber disso. Você não percebe que, segundo a história, a fuga é súbita? Dizem-lhe apenas o que você deve levar consigo: os componentes que compõem o seu vaso espiritual, para que mais tarde você seja capaz de subir acima dele.

Segundo a história, depois que saímos do Egito, não deixamos nada para trás. Eu pego todo o ouro, todas as ovelhas e o gado, toda a propriedade, e deixo para trás um país vazio e destruído. Eu destruo o solo do país que uma vez floresceu grande e próspero, com belas cidades, e eu abandono.

Claro, abandono por uma vida melhor, e não há nada a perder. Não há razão para ficar no Egito, onde não há sequer água para beber, porque tudo se transformou em sangue, e tudo está morto.

É assim que a pessoa vê o mundo corporal que abandona. Na verdade, os belos palácios ainda estão lá, assim como todas as coisas boas, tudo está florescendo, mas, aos meus olhos, parece uma terra destruída na escuridão. Esta é a forma como isso é percebido em meus novos discernimentos que me obrigam a desrespeitar todo o luxo, a vê-lo como lixo e querer fugir dele.

No entanto, se eu olhasse para tudo através dos olhos de um escravo, eu veria a terra rica e acharia que não há necessidade de escapar. Afinal, a terra do Egito é cercada por um deserto.

Mas, de repente, eu decido que ficar lá é a pior coisa, e não há nada pior do que isso. Não é apenas um deserto, mas um lugar de terrível destruição e humildade. É tudo aos olhos de quem vê.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 18/04/12, TES

É Hora Da Ação Espiritual!

Dr. Michael LaitmanPor milhares de anos, o nosso desenvolvimento continua nos níveis inanimado, vegetal e animal, que não são simples, uma vez que se baseiam na quebra da primeira entidade espiritual (Homem), isto é, as almas divididas. Desde o momento em que foi fragmentado, cada elemento quebrado inclui todos os outros nele. Cada partícula adquiriu a chance de viver: receber e dar, consumir e liberar.

Todas as formas de existência surgiram de duas forças: recepção e doação. O desejo por prazer em sua forma pura não pode subsistir por conta própria. Ele precisa de alguma força que atue contra ele, isto é, ele requer o desejo de doar.

É assim que a matéria (desejo) se desenvolve até atingir o nível humano (falante), que, por seu turno, também começa a progredir. O avanço do nível humano precisa de “tratamento” especial, exigindo uma maior intensidade de poder espiritual. É por isso que um grupo específico de pessoas chamado “Israel” se espalhou; a tradução direta da palavra “Israel” é “Yashar-El“, “direto ao Criador”.

Depois de sair da Babilônia, esse grupo de pessoas desceu para o Egito a fim de absorver poderosos desejos adicionais enquanto ainda estava num estado de aspiração imensa; este foi chamado de “exílio Egípcio”. Depois de receber uma parcela adicional do desejo de receber, a este grupo foi concedida a oportunidade de trabalhar com ele, a fim de transformá-lo no desejo de doar.

Naquela época, as nações do mundo costumavam estar num nível médio, do qual este grupo particular de pessoas caiu para o grau de “menos quatrocentos (400) anos”, que significa o “exílio Egípcio”. Ele caiu 400 degraus de acordo com o ciclo completo de desenvolvimento, quatro estágios descendentes da Luz Direta.

Enquanto esteve no Egito, o grupo adquiriu um desejo adicional, e junto com o desejo adicional, ele saiu do Egito, recebeu a Torá e subiu para o nível do Primeiro Templo. No entanto, este foi destruído e caiu. O Segundo Templo foi construído, mas foi novamente destruído. Como resultado, o grupo desceu para a profundidade do ultimo (atual) exílio onde todos nós estamos neste momento.

O grau da queda que aconteceu durante a escravidão Egípcia é igual ao nível quando os Templos existiam. Tudo acima aconteceu para nos fazer cair de nossa altura anterior e chegar à quebra final (exílio), que continua até hoje. A queda na qual estamos atualmente é tão profunda que nós simplesmente não podemos descer mais baixo. A partir daqui, nós podemos subir junto com as outras nações e completar nossa correção.

Cada ação espiritual provoca consequências materiais nesse mundo. Assim, somos obrigados a continuar trabalhando neste reino material durante todo o período do exílio. Exílio significa separação da espiritualidade e a incapacidade de produzir quaisquer ações espirituais. No entanto, como nós agimos de forma materialista e perseguimos desejos egoístas através de nossos corpos, ao invés de nossas almas, nós ainda cumprimos o trabalho preparatório que está associado com o período do exílio.

O último exílio está chegando ao fim e todos nós temos que mudar para a liberdade. A diferença entre o exílio (Galut) e a libertação (Geula) está apenas em uma letra “Aleph“, que representa a “revelação do Criador”. Isso significa que nós temos que chegar ao mundo superior para alcançar o estado no qual o Criador preenche todo o universo.

A realidade em que vivemos hoje vai permanecer intacta. Tudo que vamos fazer é adicionar a Luz superior, o poder de doação, às nossas sensações e pensamentos anteriores. Eles vão preencher todo o mundo no qual vamos descobrir a realidade superior, uma vez que obtivermos diferentes qualidades corrigidas.

Nesse ponto, vamos entender a essência do trabalho de preparação que fizemos anteriormente mediante o cumprimento de mandamentos materiais, uma vez que éramos incapazes de fazer qualquer outra coisa enquanto ainda estávamos no exílio. Assim, depois de conseguirmos voltar à terra física de Israel, a nossa tarefa hoje é subir para a terra espiritual (desejo) de Israel.

Diz-se: “Cada ação deixa uma marca”. Isso se aplica até mesmo às ações materiais, uma vez que construimos ações espirituais acima delas. As gerações anteriores deveriam realizar a obra neste mundo material, enquanto que o nosso dever é realizar atividades espirituais. É por isso que nos concentramos apenas no trabalho espiritual: as intenções e desejos humanos, a atitude de ocultação e revelação, e a propriedade de doação que estamos prestes a adquirir.

Da 2a parte da Lição Diária de Cabalá 30/03/12, O Zohar

O Rei Do Egito Morreu!

Dr. Michael LaitmanShamati, artigo 159: E sucedeu que, no decorrer de muitos dias, o rei do Egito morreu… (Êxodo). A grandeza do ego, toda a boa vida corpórea e o desejo da pessoa de se sentir melhor na vida, tudo cai, entra em colapso e morre. Então, o que a pessoa pode fazer? Isto é o que a humanidade como um todo, e cada indivíduo, está passando agora. Não podemos agir de acordo com o ego comum, pelas causas corporais comuns.

Então, os filhos de Israel suspiraram por causa da escravidão, que são aqueles que anseiam pela espiritualidade, mesmo que ainda não saibam o que ela é, e aqueles que já estão perto dela, que pouco entendem que a espiritualidade simboliza doação e amor, independentemente de seus interesses pessoais. Assim, eles começam a verificar e ver que não podem ir por esse caminho.

Esta é uma pirâmide que contém aqueles que simplesmente não podem ser consumidores e servir o seu ego através daqueles que já entenderam que a espiritualidade simboliza doação, em vez de amor-próprio. Todos têm seu lugar nela e todos “suspiram” de seu próprio ponto desta escravidão egoísta.

Há aqueles em quem o “ponto no coração” despertou, e há aqueles que simplesmente sofrem sem saber por quê. Todos suspiram sob o fardo da sua situação, se saber como satisfazerem-se.

E o seu clamor subiu a Deus por causa da servidão – eles não apenas clamam; é por causa do trabalho duro: das tentativas fúteis de satisfazer o seu ego ou daqueles que estão mais avançados, mas ainda não conseguem deixar seus velhos hábitos e tomar para si a responsabilidade da obra de Deus e começar a trabalhar em doação e amor aos outros.

Mas, apesar de tudo, “E Deus ouviu seu gemido“. O Criador ouve todos que respondem ao que o Criador faz com eles. O sistema é construído de tal forma que o superior cuida de todos, segundo o nível de cada um, mas especialmente daqueles que entendem e procuram se dirigir de forma prática à doação e amor no grupo, como “irmãos sentados juntos”, entre aqueles que anseiam pelo Criador.

Eles sofreram tanto que não podiam suportar por mais tempo. Então, o povo pediu tanto em oração que o seu clamor subiu a Deus; eles estavam exaustos por este trabalho. Mas, por outro lado, vemos que eles estavam dizendo: “Será que nós tínhamos… quando estávamos sentados junto às panelas de carne, quando comíamos pão a fartar”. E eles também disseram: “Lembramo-nos dos peixes que estávamos acostumados a comer no Egito por nada…”, o que significa que parece que antes tudo estava bem.

A pessoa tem dois pontos ao mesmo tempo: um é corporal e o outro é aparentemente espiritual. Então, ela está entre eles; quanto mais distantes eles estiverem, mais espaço ela tem e mais ela sabe o seu lugar e o que ela faz.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 08/04/12, Shamati # 159

Um Bom Salário Pelo Trabalho No Egito

Dr. Michael LaitmanNo Egito nós tínhamos abundância de benefícios materiais, tudo, exceto uma coisa: a doação sem qualquer cálculo pessoal, que é chamada de trabalho espiritual no deserto. O homem não se esforça por isso, e é impossível lutar por isso acima do ego que cresce constantemente. A pessoa deve lutar constantemente à medida que ela se conecta cada vez mais com os outros, até que todos se tornem um todo único.

“O fato é que, na verdade, eles gostavam muito do trabalho no Egito”. Era uma sociedade de consumo maravilhosa: você trabalhou, ganhou e conseguiu. Tudo dependia só de você; tudo era claro, de acordo com a ordem e as leis da democracia.

Como se diz: “‘…Mas eles se misturaram com as nações, e aprenderam as suas obras’”. Ou seja, tudo era gerido apenas pelo desejo de receber em todos os níveis, em cada apelo. “Isso significa que, se Israel está sob o domínio de determinada nação…”, isto é, se o ponto no coração, a direção para a doação, a centelha espiritual, está sob o domínio do ego de uma pessoa, o desejo pela espiritualidade só ajuda o ego a se desenvolver em diferentes direções. E não há como se libertar dessa escravidão, porque a pessoa vê que pode até mesmo lucrar com sua aspiração à espiritualidade.

Assim, diferentes organizações altruísticas e práticas místicas, qualquer coisa que esteja um pouco acima do simples ego e possa preencher uma pessoa, passa a existir. Essas pessoas sentem que são preenchidas, perfeitas e elevadas, e parece que não lhes falta nada. Este é um sinal de que o ponto no coração está sob o domínio de Faraó, e é por isso que tudo parece tão bom: o altruísmo, o misticismo ou a Nova Era. Estas pessoas não sofrem e só querem tornar os outros como elas.

Enquanto que Israel (aqueles que anseiam pelo Criador) sofre, trabalha duro e luta com problemas. Afinal, a pessoa trabalha contra o ego que está ficando mais forte o tempo todo. Por um lado, ela tem todos os benefícios materiais, um “pote cheio de carne”, como no Egito, e na espiritualidade não há nada: o deserto, a terra seca, só a fé. Assim, a pessoa está constantemente dividida entre os dois pontos, tentando decidir o que deveria fazer.

Parece que ao deixar o Egito nós estamos nos separando dele totalmente. Mas, na espiritualidade isso não é assim, porque quando você cai, é como se você retrocedesse. Claro, não é o mesmo estado, porque é um novo nível, e assim os problemas já começam no deserto: cobras, escorpiões, brigas, todos os tipos de problemas e doenças. As subidas e descidas vêm uma após a outra e estão combinadas numa só pessoa.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 08/04/12, Shamati # 159

Para O Egito Como Um Grupo, Do Egito Como Uma Nação

To Egypt As A Group, From Egypt As A NationDurante a preparação para a correção, a ordem do trabalho interior é a seguinte: Querendo me conectar com os amigos, eu pressiono a mim mesmo e faço grandes esforços. Em resposta, a Luz, a força que me ajuda a conectar, brilha em mim. Finalmente, eu completo a conexão e imediatamente o AHP do grau superior, cujo desejo de receber é ainda mais inferior e espesso que o meu, é revelado. Como resultado, eu sinto que estou num exílio ainda maior.

Assim, verifica-se que quanto mais eu tento chegar à bondade, à doação, mais eu afundo no mal. No entanto, essa imersão no mal é composta de duas partes: por um lado, eu ainda me lembro da conexão que foi alcançada, a proximidade com os amigos e, por outro lado, um novo desejo corrompido é agora revelado a mim, ainda pior do que antes.

Assim, durante o período de exílio, eu não cresço de forma linear, mas passo a passo. Ao atingir a conexão eu caio, e não um grau, mas dois. Isso porque no começo eu me elevei à unificação (+), depois eu sofri a separação (-), e agora sinto uma descida dupla (x2). Então, tudo se repete uma e outra vez: eu subo e desço ainda mais baixo.

Eu sempre caio não do nível anterior do ego, mas do nível que eu subi. Portanto, a cada subida, a queda seguinte é duas vezes pior. Quando eu subo, eu subo em doação, e quando eu caio, eu caio na recepção e na imundície.
Assim, a pessoa expande seus vasos construindo o bem de acordo com o mal, e graças a isso ela avança durante os 400 anos de exílio.

O exílio começa quando nos aproximamos da unificação no grupo. Ele termina quando, depois de ter dado todas as nossas forças à unificação, nós chegamos ao ponto em que não conseguimos nos conectar.

Durante este processo, nós nos unimos e nos tornamos o povo de Israel. Não é o mesmo grupo pequeno que uma vez desceu para o Egito por causa de conflitos internos, como o conflito de José e seus irmãos, por exemplo. Uma nação unida sai do Egito, embora ainda seja impossível atingir a Santidade por essa unificação. No estado atual a forma de união é revelada como o controle sobre o desejo de receber. Somente através do nosso último esforço é que ocorre a fuga, a saída do ego.

Na espiritualidade, nós também andamos sobre “duas pernas”: da união à separação e, depois, à união novamente. O Faraó cresce, assim como Moisés oposto a ele, e o Criador é revelado… Todos estes discernimentos se tornam cada vez maiores e nós não fugimos deles, mas continuamos com o nosso trabalho.

Da 4ª parte do Lição Diária de Cabalá 05/04/12, Escritos do Rabash

O Salto Para O “Mar Vermelho”

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que significa quando você tem que saltar para o “Mar Vermelho”, a fim de escapar do “Faraó”?

Resposta: É um estado de desespero, quando o Faraó (o seu ego) o empurra por trás. Ele não deixa você, ele quer engolir, comer você, e você sente que estar nele é pior que a morte.

Quando as Torres Gêmeas queimaram em Nova York, as pessoas pularam do 50º andar. Não havia sentido, mas a pessoa simplesmente conseguia ficar no fogo. Para ela ficar um segundo sequer fora do fogo parecia a redenção, e assim ela saltava.

A pessoa sente a mesma coisa ao escapar do Egito. Você não pode ficar nesta situação mais um segundo e está pronto para saltar no mar, não importa onde, pois para você isso é a redenção. Quando você chega a este estado o mar se abre.

Você supera o ponto de separação, o ponto de ruptura, e não há volta. Você já tomou a decisão e consigo matou totalmente, cortou e quebrou a conexão com o seu ego.

Pergunta: Será que o ego hoje chegou a este estado, em que você só consegue superá-lo num grupo?

Resposta: Sim, este é o ponto coletivo no grupo que é descrito como Nachshon, aquele pulou na água primeiro.

É o ponto de “Moisés”, o centro do grupo, mas que muda o seu papel a cada vez, de acordo com o atributo que é revelado a cada momento.

Assim, o ponto de Nachshon é revelado no grupo, quando todo o grupo está convencido de que proximidade, união e apoio mútuo, são as coisas mais importantes para ele.

Ao mesmo tempo, as pessoas não se importam de estar no escuro. O importante é chegar mais perto, mesmo que elas morram juntas. Isso é mais importante do que estar sozinho no ego e existir nele da forma mais confortável e bestial. Este é todo o nosso livre arbítrio.

Então, o mar é dividido, o que significa que você simplesmente descobre o próximo nível, ou seja, o salto para o “Mar Vermelho”.

Este é o fim do período em que você viveu sob o controle do seu ego. A partir desse momento você não retorna a ele.

Você nunca mais volta ao nível anterior. Se você acha que está numa situação pior, é só porque você recebeu o nível seguinte, que ainda não está corrigido.

De KabTV “Fundamentos da Sociedade Integral” 01/04/12

Em Frente Em Direção ao Escuro

Pergunta: Para sair do Egito o nosso ego tem que vivenciar as  “dez pragas”, o que isso significa?

Resposta: As dez pragas do Egito são as dez pragas que uma pessoa sente em si mesma, em seu ego, que a ajudam a se livrar dele. Se eu não sentisse os golpes, eu gostaria de permanecer no ego. Mas porque eu sinto os golpes, dentro do meu ego, eles me ajudam a romper com ele.

Cada golpe é mais forte na qualidade do que o anterior. Suponha que eu perdi tudo que eu tinha no jogo, (embora não seja assim com todos), o golpe seguinte pode ser a perda de um ente querido, etc. Na verdade, nem tudo no mundo acontece com o dinheiro nem com os parentes e com qualquer coisa, mas o sentimento interno é como se você tivesse perdido tudo.

Há um artigo no livro Shamati sobre isso, quando uma pessoa entra na espiritualidade ela pensa que deixa o mundo inteiro, sua família, e que está desprendida de tudo. Esse distanciamento é necessário. As dez pragas nos ajudam a crescer sistematicamente acima de determinadas camadas do nosso ego, até que totalmente saímos, o que significa que nós escapamos dele.

Acima do último nível estamos na escuridão total fazendo mais um esforço. A escuridão simboliza que não sabemos o que se espera pela frente. Mas já que estamos caminhando para o atributo de doação, a escuridão nos ajuda. [Leia mais →]

Não Há Nenhum Avanço Sem Obstáculos

Até o “Êxodo do Egito”, passamos por muitos períodos diferentes, aventuras, e estados que afirmamos serem tão bastante dramáticos onde estamos diante da força egoísta tentando fazer algo com ela. Em geral, não precisamos lutar contra isso, só devemos procurar as conexões certas entre nós. Então, essa força vai nos ajudar.

É constantemente evocada, criando interrupções e problemas que você deve resolver através da cooperação mútua com os outros. Você os resolve elevando-se acima deles.  Você está construindo o amor acima do ódio.

É impossível chegar a qualquer coisa sem obstáculos. Eles são os que nos ajudam a nos unir, assim como outros obstáculos e problemas menores dão um sabor de amar. Caso contrário, seria um sentimento contínuo, o que seria de mau gosto e totalmente não entenderíamos.

Devemos preparar-nos para estes estados, de modo que cada vez que, quando somos repelidos pela unidade entre nós, vamos responder imediatamente a ela corretamente.

Se um pessoa está deprimida, sente-se insatisfeita, decepcionada, impotente, ela deve compreender que ela tem que ter força “trazer” a si mesma para o grupo e então seus olhos imediatamente vão abrir. E ela vai sentir a vida e emoções diferentes.

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Do KabTV de “Fundamentos da Sociedade Integral” 4/1/12

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A Oração É Um Desejo De Conexão

Nós não passamos pelos níveis dos “antepassados”, e tudo o que aconteceu no início: “Primeiro Homem”, Babel, a Terra de Canaã, Jacó e seus doze filhos, a descida para o Egito. Começamos a descobrir a nós mesmos como se já estivéssemosno Egito. Este tempo pertencia aos “antepassados” e é incorporado em nós na forma de Reshimot (reminiscências, genes informacionais), nossos atributos internos.

Começamos a trabalhar no Egito até que descobrimos que estamos em um desejo egoísta e que temos que fugir, porque nós recebemos cada vez menos vitalidade deles. Anos se passam até que descobrimos isto, a fim de escapar.

Se ao mesmo tempo, estamos em um grupo e vamos ajudar um ao outro, ele diz “e os Filhos de Israel suspiraram pelo trabalho”, que significa todos juntos. O êxodo do Egito ocorre em conjunto.
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