Textos com a Tag 'Egito'

Na Beira de Uma Ascensão Geral

Baal HaSulam, “Herança da Terra”: E assim Abraão perguntou: “Como vou saber que vou possuí-la?” Significa – como vou saber que os Filhos de Israel receberão uma recompensa tão grande, uma vez que onde conseguirão vasos tão grandes que serão dignos de receber esta maravilha, e para isso, o Senhor respondeu-lhe: “Sabe com certeza que a sua descendência será peregrina em uma terra que não é deles, e os servirá, e serão afligidos por 400 anos, e depois eles farão grandes esforços na Torá e mitzvot…. “Este é o caso para aqueles que lidam com a Torá, mas aqueles que lidam com os recheios deste mundo e não estão preparados para lidar com ela, como irão receber esses vasos? Na verdade, a resposta é que isso é o que está dito no Midrash, que Israel não será resgatada até que esteja unida….”.

Então, vemos que temos que conectar com o mundo que nos fornece as suas deficiências, porque não temos suficiente deficiências da nossa parte. Da mesma forma que recebemos os desejos dos egípcios, no tempo do Êxodo do Egito.

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Exílio É A Separação Dos Irmãos

Pergunta: O que é o exílio egípcio em relação aos amigos?

Resposta: O exílio significa que eu não posso estabelecer o tipo certo de conexão com os amigos, porque o Faraó fica entre nós e pondo regras. Acontece que eu sou forçado a trabalhar para o Faraó em vez de trabalhar por causa dos amigos. Isso significa que estou no exílio egípcio, na escravidão.

No início, eu me sinto bem neste exílio. Eu não me importo com os amigos, eu só me preocupo com o Faraó, o rei, que me permite viver bem e me traz satisfação egoísta, realizando a minha inveja, cobiça, ambição e o desejo de força e poder. Uno-me ao Faraó e estou pronto para trabalhar para ele.

No entanto, aos poucos, começo a revelar que isso não é bom e eu não posso viver assim. Desde que eu não avance desta maneira e não esclareça o objetivo da criação, eu começo a sentir que estou no exílio. Como se diz: “E os filhos de Israel clamaram do trabalho”, quando revelaram que as esplêndidas cidades de Pitom e Ramsés, que eles estavam construindo para o Faraó, estavam se tornando pobres e infelizes para eles. [Leia mais →]

Deserto Que Flui Leite e Mel

Estamos em um lugar muito especial, um deserto. Na verdade, esta é a mesma paisagem, o mesmo lugar onde as pessoas que estavam dispostas a sair do seu ego (do seu Egito) e chegar a um desejo dirigido “direto para o Criador”, o superior, passaram.

Este deserto parece morto, mas isso não é certo pois encontramos uma terra cheia de vida. Há de tudo aqui, e as pessoas podem viver em um deserto. Existem águas subterrâneas, ar especial, animais e plantas aqui. Para uma pessoa,é como se não houvesse nada aqui, porque ela não está acostumada a viver em um estado, no qual ela se eleva acima de si mesma. Quando ela revela esse estado, ela vê que não precisa de mais nada, só subir.

Assim, existe um deserto em um desejo egoísta, mas quando nos elevamos acima dele com nossos próprios esforços, sentimos que ele é realmente uma terra que emana leite e mel, que tem todo o necessário. Assim, o deserto se transforma na terra de Israel onde se revela o mundo superior.

Já que esse lugar é extremamente especial de acordo com sua raiz e ramo, tem que nos ajudar. Não há pensamentos estranhos aqui, nem desejo estranho. Vamos tentar fazer isso! Todo mundo tem que tentar superar-se internamente no desejo comum, da mesma forma que gotas de água se unem para tornar-se uma gota, um todo, e não um conjunto de algumas gotas. Essa é a natureza da qualidade de doação. Da mesma forma, temos a sensação de que aqui existe apenas um desejo, um pensamento, uma intenção.

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Da Lição 1, Arvut, Convenção no Deserto Arava  de 18/11/2011

Hoje Nós Saímos Do Egito

Dr. Michael LaitmanDiz-se que a cada dia a pessoa deve ver a si mesma como se tivesse saído do Egito, o que significa que ela deve procurar a inclinação ao mal dentro de si, a fim de precisar da Torá, a Luz que Corrige. Se a pessoa chega a este estado, a partir desse momento em diante ela começa a viver – segue no caminho certo.

Se ela não sente a necessidade de corrigir a si mesma, se ela não sente o desejo quebrado dentro de si (o ego, o Faraó, os vasos que foram levados do Egito, a partir do estado em que ela descobriu sua inclinação ao mal com relação à conexão com os outros), ela não tem nada com que chegar ao monte Sinai. É porque você chega lá apenas para se conectar.

Se nós estamos prontos para isso, nós recebemos a Torá, a Luz que corrige, a qual percebe a nossa conexão. Com relação a isso é dito: “Vocês estão todos aqui hoje…”. Mas se isso não existir, não há nenhum ponto a partir do qual tudo pode começar.

Então, primeiro há o trabalho mais simples que nós podemos realizar em nosso estado. É este mundo material que nos permite começar a trabalhar, porque nós podemos fazer coisas nele, mesmo sem a intenção correta. É por isso que eu me conecto com outras pessoas, embora eu não tenha nenhum desejo por isso, ou tento alcançar diferentes objetivos egoístas, na esperança de ganhar algo com isso.

É por isso que nós fomos trazidos a este mundo material, e a partir dele nós começamos a subir. Cada vez nós tentamos reproduzir o estado espiritual de forma mais natural, e assim atraimos a Luz que Corrige sobre nós. O mundo espiritual está em ocultação, e se nós ansiamos por ele, é o suficiente para atrairmos a Luz de lá.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 26/10/11, Escritos do Rabash

O Que Está Faltando Para Avançar

Dr. Michael LaitmanUma vez, quando eu estudava com o Rabash, o grupo estava num estado de inspiração especial, e eu perguntei ao Rabash: “O que nos falta para avançar?”. Ele respondeu: “Está faltando um ataque”.

Foi um ano em que investimos grandes esforços nos preparativos para o feriado de Sucot. Nós construímos uma nova Sucá de acordo com regras rigorosas que o Rabash queria defender. Ela foi feita totalmente de madeira, sem um único prego de metal, e com a cobertura tão densa que a luz não poderia passar por ela.

Nós investimos muito nela, trabalhando juntos, e talvez por isso uma atmosfera muito especial e calorosa tenha sido criada. O Rabash deu explicações especiais em suas aulas, ou ele só nos parecia assim, porque conseguíamos entender mais. Então, eu perguntei: “O que mais nos falta? Durante uma semana, nós estamos juntos diariamente numa Sucá, aprendendo, conversando. Por que não aconteceu?”.

Então, ele disse que isso ainda não era suficiente. A fim de atingir uma conexão, era necessário um ataque. É assim que ocorreu durante a saída do Egito. As pessoas se uniram e escaparam. Não é possível sair sem uma conexão. Também foi assim antes, quando o povo de Israel suspirou pelo trabalho duro nas cidades de tendas de Pitom e Ramsés e chorou junto ao Criador, sentindo que não teria sucesso.

Também foi assim na abertura do Mar Vermelho quando o povo de Israel sentiu as tropas do Faraó o alcançando por trás, e a frente o Mar Vermelho estava bloqueando o caminho. E quando ele ficou ao pé do Monte Sinai, de um lado as mulheres empurravam (e está escrito que o povo saiu do Egito graças às mulheres justas que pressionaram os homens), e do outro lado o Criador colocou uma condição: ou vocês se conectam ou este será o lugar de seu sepultamento.

Nós vemos que as condições que são reveladas aqui não são de modo algum simples. Elas são como as dores de parto. Somente se aceitarmos estas condições é que realmente nasceremos num novo mundo.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 14/10/11, Escritos do Rabash

Uma Aplicação Para Uso Interno

Ao longo de toda a nossa história de desenvolvimento, além do período do Êxodo do Egito até a destruição do Templo quando Israel existia como uma nação espiritual, durante os últimos dois mil anos, os Cabalistas tinham o costume de estabelecer pequenos grupos entre si e isso era o suficiente.

Mas agora, temos que construir o novo sistema de guarantia mútua de uma forma absolutamente tangível, como todas as conexões e sistemas operacionais neste mundo. Ou seja, devemos construí-la não apenas nas relações internas entre nós, como os grupos de cabalistas que revelam a qualidade de doação entre si, mas sim, hoje a qualidade de doação tem que se percebida na matéria deste mundo! [Leia mais →]

Pavimentar O Caminho Para A Luz

Dr. Michael LaitmanA escravidão no Egito começa com o desejo de José de se unir com seus irmãos, mas, ao invés disso, o ódio se revela entre eles. Esse é ponto quando eles entram no Egito e o vendem.

José (o homem justo, o fundamento do mundo) é o que é chamado de solo (base), Sefira, que conecta todas as Sefirot precedentes a ela, ou “os filhos de Jacó”. Ele quis unir todos eles, mas eles não acataram; cada um deles desejou ficar sozinho. E José diz: “Vocês devem se unir em mim”, uma vez que a Sefira Yesod une dentro dela todas as outras Sefirot; ela não tem nada dela mesma.

Porém, todas as outras qualidades no homem são opostas a ela, e por isso eles começaram a experimentar o exílio no Egito. Em outras palavras, todo nosso trabalho pertence somente à unificação, na qual você tem o grupo mundial, bem como os grupos locais. E cada um de nós tem oportunidades de avançar quer nos grupos físicos ou nos virtuais. Ademais, todos já fizeram alguma preparação para a união, mas nós ainda não fomos capazes de tomar a decisão final.

E pode ser que nós tenhamos que tomar a decisão final a cada instante e que nada irá acontecer a menos que nos unamos, acima do egoísmo pessoal de cada um. Lá, no ponto de nossa união, está a espiritualidade. Esse minúsculo ponto escuro de repente se revela e nós encontramos nele a entrada para o mundo espiritual . Ele é como uma passagem estreita e apertada e seria difícil de acreditar que algo realmente pudesse se abrir ali.

É semelhante a dar à luz. Primeiro, a saída está fechada, o embrião permanece dentro do útero, considerado como “Mem Stuma” (a letra “Mem” é a qualidade de Biná, fechada por todos os lados). E só depois, quando o enorme desejo de nascer está presente, essa letra “Mem” se divide em duas portas (as letras “Dalet”, da palavra “porta” ou “Delet”) em duas articulações (“Tzirim” ou “dobradiças”, a palavra que também significa contrações do parto), e é assim que o bebê nasce.

Mas, no instante que antecede, o recém-nascido não tem nenhuma chance de saber, prever, ou sentir que o estado em que está pode se abrir. Desta forma, um ambiente forte é necessário. Ele irá pressionar constantemente cada um de nós e nos assegurar a garantia: o poder de apoiar, a força de despertar que sempre ira me trazer de volta à intenção pela união.

Da 3a parte da Lição Diária de Cabalá 21/04/11, Beit Shaar HaKavanot

Cruzar A Fronteira Do Egito

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que posso fazer se tenho um grande desejo de união com os amigos, mas não importa o quanto me esforço para fazer isso, sou incapaz de ficar assim por mais de cinco minutos e sou levado por toda sorte de pensamentos irrelevantes?

Resposta: Você precisa se transferir de um pensamento para outro, repetidamente. O que você pode fazer se nosso trabalho é feito em pequenos passos, como crianças que crescem pouco a pouco a cada dia. Mas, a criança não trabalha o dia inteiro para avançar. Ela constantemente testa o ambiente e a si mesma: o quanto ela pode se adequar a ele e empregá-lo, como desenvolver-se, para tirar o maior proveito do ambiente.

Mas, nós não fazemos o mesmo. A cada segundo nós não examinamos como devemos usar nosso ambiente, qual o melhor jeito de nos conectar com ele. Nós não desejamos nos unir e nos testar: Doamos ao ambiente? Você pode realmente fazer isso a cada momento, como uma criança faz? É aí que estão os nossos problemas; essa é a razão do nosso progresso ser tão lento.

Nada está nos detendo. Nós recebemos todos os instrumentos; tudo está escrito para nós; tudo está explicado; e tudo que precisamos é pular nisso juntos e fazer só isso! Então, toda e qualquer pessoa, mesmo que esteja no canto mais distante da Terra, também irá sentir que não pode fazer isso de outra maneira.

O Egito não é tão necessário se nós estamos atravessando-o juntos. O Criador organizou tudo para que possamos tolerar essa confusão que é considerada como a “dor de amor”, quando eu sonho em me encontrar com alguém que eu amo e anseio por Ele, por essa antecipação do encontro que está adiante.

Eu naturalmente sofro, já vez que ainda não cheguei a esse encontro e nós não nos reunimos, mas eu já estou ansioso por ele, na antecipação iluminada do futuro. A única dificuldade nesse caminho é a falta de união entre nós. Além disso, não há nada mais.

Da 3a parte da Lição Diária de Cabalá 21/04/11, Beit Shaar HaKavanot

Vamos Mostrar Nosso Desejo De Existir Nosso Egito!

Baal HaSulam “Comentário ao Hagadá sobre a Páscoa” (Do artigo “Isto é para Yehuda”) É por isso que gostamos de nos lembrar da ingestão de Matza, no Egito [primeiro grupo cabalístico] ainda hoje [durante o jantar da Páscoa] já que [hoje], também, somos como quando fomos escravizados no exterior [a terra de Israel é"Eretz Israel" em hebraico , que significa "desejos destinados diretamente para o Criador"]. Também, com este Mitzva, pretendemos estender a redenção [do Faraó, o egoísmo] que vai acontecer em breve nos nossos dias, amém, assim como os nossos pais [espiritual] comeram no Egito.

Esta passagem fala sobre um grupo de cabalistas que existiu e funcionava sob a orientação de Abraão que saiu da Babilônia em torno de 3700 anos atrás, a fim de conectar os laços de amor entre eles, que está descrito como ” ame aos outros como você ama a si mesmo.” E eles aprenderam da sua própria experiência como corações endurecem e quanto mais forte o poder do Faraó (ego) que nos governa se torna. [Leia mais →]

Missão Possível

Celebração da Pessach (Páscoa) é um momento especial. É como se estivéssamos envoltos em uma névoa sútil provocada pelo cansaço que vem do nosso estado usual. É um momento especial em todo o mundo, quando as Luzes Circundantes estão fazendo o trabalho de acordo com a ordem proveniente das leis de ramos e raízes.

Além disso, estamos entrando um feriado que se refere diretamente a nós. Não há raiz espiritual mais e mais vital para nós do que a da Páscoa. É tudo que queremos. Tendo saído do egoísmo, repetidamente nos lembramos do êxodo do Egito e só corrigimos várias vezes no restante do caminho todo, até o final da correção. Afinal, devemos conter-nos completamente do Egito, de tal forma a transformá-lo em seu oposto: Doação. [Leia mais →]