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Peneira Egípcia

laitman_258Antes de entrar no mundo espiritual, a pessoa passa por um estágio muito difícil que é chamado de “sete anos de fome”, o endurecimento do coração. Ela vê que está se afogando em seu egoísmo, é incapaz de se livrar e nunca será capaz de escapar dele. Esta é a verdade porque o desejo de desfrutar é a nossa única natureza.

Este período é perigoso porque a pessoa acha que é bom permanecer em seus desejos egoístas e que não vale a pena lutar com eles. Por que sofrer em vão tentando se livrar dele se não vai dar em nada? O egoísmo retrata para a pessoa que ela não tem qualquer esperança de salvação.

Este é realmente o caso: não há esperança de receber qualquer satisfação em nosso desejo de desfrutar. E a pessoa ainda não tem o desejo de doar. Portanto, ela foge para a religião ou para todos os tipos de “práticas espirituais”, a fim de não sentir que sua natureza está contra ela. O principal é não sentir que você está enfrentando o Faraó. Portanto, ela foge do Egito.

Como está escrito: “Mil pessoas entram na sala e uma sai para a Luz” – é assim que somos peneirados através de uma peneira egípcia. “E apenas os heróis dentre eles, cuja paciência perdurou, derrotaram os guardas e abriram o portão”. Precisamos entender que este é um período prolongado e amargo, chamado de exílio. Ele requer uma conexão, resistência e apoio mútuo, caso contrário, a pessoa não consegue sobreviver. A saída mais próxima pela qual as pessoas deixam esse caminho é a religião, que permite ir dentro da razão e não na fé acima da razão.

Portanto, é necessário criar um ambiente forte, uma atmosfera de apoio e garantia mútua para ajudar uns aos outros a construir um Kli (vaso) para a revelação futura. 1

Antes do êxodo do Egito, a pessoa entra em um período sombrio quando se encontra cada vez mais fundo em seu egoísmo, cada dia tendo menos força para lutar contra ele. O desejo de desfrutar envia-lhe todos os tipos de pensamentos, desejos e ações estranhos, cada vez mais distantes da espiritualidade. A pessoa acha que em vez de avançar, retrocede.

Então, ela é tentada a voltar-se à religião, que promete uma recompensa por cada ação tomada na hora certa, como se ela sozinha fosse suficiente para a correção. Isso é certamente atraente e a pessoa parte.

Rabash escreve que especificamente pessoas que se envolveram na Cabalá por um longo tempo fizeram um bom progresso, e então partiram sem entrar no mundo espiritual, arriscando-se tornar os maiores oponentes da Cabalá e até mesmo inimigos. Afinal de contas, por um lado, eles parecem entender do que ela fala e, por outro lado, não alcançam isso. 2

Não há outra força atuando na realidade exceto o Criador. A única coisa que Ele permite ao ser criado é perceber o que está acontecendo com ele e o que a força superior está fazendo com ele. O ser criado deve aplicar todos os esforços possíveis em direção a esse ponto de consciência. Mas, de fato, no passado, agora e no futuro, em todos os momentos, em todos os níveis, somente o Criador agiu, age e agirá.

E nós fomos designados para revelar o Seu trabalho. Por isso, não influenciamos o trabalho em si, mas queremos apreciá-lo e alcançar toda a grandeza do Criador. 3

Está escrito: “Eu e não um mensageiro”. Isto é, o próprio Criador nos leva para fora do Egito. Isso significa que estamos em contato direto com o Criador, com a força superior, sem intermediários. “Intermediário” significa que na minha demanda eu ainda não me sinto diretamente diante do Criador e não conecto todas as minhas esperanças de salvação somente com Ele. 4

Precisamos fazer enormes esforços agora para que todos examinem sua própria condição e sintam que esse é o exílio egípcio. O sinal da proximidade do êxodo do Egito é um sentimento de total desesperança em absolutamente tudo, de todos os lados. Nesse estado de desespero, o Criador se revela e nos salva.

No entanto, precisamos examinar esse estado juntos – essa deve ser nossa decisão comum. Não se pode sair do Egito sozinho, mas apenas graças a uma consciência séria no Kli geral. 5

O egoísmo assegura à pessoa que o caminho não deve ser tão difícil e intransigente quanto a sabedoria da Cabalá sugere. Por que se atormentar lutando com seu egoísmo? Existem muitos métodos psicológicos que permitem que você se acalme e se dê bem com seu desejo de desfrutar.

Certamente, isso é muito atraente. Portanto, a partir do momento em que a sabedoria da Cabalá surgiu, ao longo da história, muitas metodologias diferentes foram desenvolvidas em paralelo a ela. E quando a sabedoria da Cabalá entrou em ocultação, isso serviu como razão para o surgimento das três religiões do mundo.

A religião adoça a vida de uma pessoa. Permite que as pessoas executem ações externas em vez de ações internas e promete uma recompensa para elas neste mundo e no mundo vindouro. É claro que o egoísmo está procurando uma compensação para si mesmo.

No entanto, isso é especificamente organizado de cima para que existam outros sistemas, além da Cabalá, que ajudem a descobrir o que é o egoísmo em relação à força de doação, a força do Criador. Portanto, todas as religiões e metodologias são necessárias e nada pode ser destruído. Nossa tarefa é apenas continuar esclarecendo o desejo do superior. 6

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá de 28/03/18, Escritos do Rabash: “A Diferença entre Misericórdia e Verdade e Misericórdia Falsa”

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O Mundo Inteiro É O Egito

Laitman_182.02Nosso mundo inteiro, toda a nossa vida, é o Egito, o lugar de exílio. Nós nascemos aqui e crescemos sentindo-nos numa realidade errada, muito distante do poder de doação, amor, auto sacrifício, unidade, ou seja, as propriedades do Criador.

O estudo da sabedoria da Cabalá destina-se a colocar-nos numa visão cada vez mais correta do mundo, para que possamos ver que há apenas uma pessoa no mundo.

Cada um deve se ver como essa única pessoa. Se ele incorpora toda a humanidade em si mesmo, graças à unidade e amor e várias correções que ele deve executar em si mesmo, ele realmente verá apenas uma pessoa existindo no mundo.

Enquanto isso, nós descobrimos uma infinidade de forças no mundo contraditórias e opostas entre si. Precisamos unir todas a uma fonte, a um desejo, a uma força ao lado da qual não há nada. Desta forma, vamos gradualmente chegar à conclusão de que só a auto anulação é a única ação que temos que realizar a cada instante, abolindo todas as forças que vêm de mim, dos outros, d os outros, de modo que apenas uma força superior que domina completamente tudo permanece.

Este é o estado que nos coloca à frente do Criador, ao Seu lado, para aderir a Ele, e para ser incluído Nele.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 27/03/18, Escritos de Rabash

Corredor Egípcio

laitman_617Baal HaSulam escreve que a vantagem que uma pessoa tem sobre um animal é que o desejo pela espiritualidade desperta em uma pessoa. Se não fosse por isso, ela levaria uma existência animalesca. A aspiração espiritual é o que cria um ser humano (Adam) de uma pessoa.

“Escravidão egípcia” é um estado que precede a espiritualidade, como um corredor que devemos passar para entrar no mundo espiritual. Portanto, primeiro entramos no Egito. Uma vez lá, começamos a esclarecer nossos desejos e nos preparar para o grau espiritual.

O Egito é caracterizado por um imenso aumento do egoísmo até que a pessoa queira engolir o mundo inteiro. A pessoa começa então a perguntar: “Qual é o sentido da minha vida” e a procurar a resposta. No final, ela vê que o egoísmo a domina completamente, fazendo dela um escravo do Faraó. Ela não concorda com isso e quer trabalhar para o Criador.

Mas ela descobre que não pode fazer isso. Portanto, ela grita e faz exigências até que esteja em completo desespero que seus esforços não trazem nenhum resultado, como está escrito: “E os filhos de Israel suspiraram por causa do trabalho”.

A pessoa sente golpes porque está se esforçando para o trabalho espiritual, mas não vê resultado nisso, e um grito explode dela. Isto é, o desejo certo, o pedido, surge nela e ela sai do Egito.

Quantas vezes, durante os anos de nosso trabalho, tentamos doar, unir, pensar bem dos outros e cuidar, mas até agora não vimos nenhum resultado? Para onde vão todos os nossos esforços? Afinal, nada desaparece sem deixar vestígios. Nós estamos em um sistema fechado onde funciona a lei de conservação de energia. Mas onde está o fruto do meu trabalho, meus desejos, cuidados, sucessos e fracassos – tudo isso simplesmente desaparece?

Não. Tudo se acumula: o trabalho de vocês, o meu e o da humanidade em todos os momentos. Portanto, há pessoas que recebem esse peso no coração que as leva ao êxodo do Egito. Outras continuam a escravidão egípcia por enquanto, mas, de geração em geração, acumulam seus esforços. Isso se aplica a toda a humanidade, sem exceção.

Até mesmo um pequeno piolho, que faz esforços para comer e sobreviver, também contribui para o cofrinho comum, porque também pertence ao desejo comum criado pelo Criador.

Da 1a Parte da Lição Diária de Cabalá de 11/03/18 , “Preparação para Pesach”, Parte 1

Egito E Unidade: Duas Coisas Incompatíveis

laitman_934O trabalho dos filhos de Israel no Egito é o trabalho de unificação na dezena. No entanto, essa unificação é impossível no Egito; portanto, eles fogem de lá. Afinal, eles queriam se unir no desejo de desfrutar. Todos os problemas no Egito são a percepção de que somos incapazes de nos unir, não importa o quanto tentemos.

Assim, sete anos de saciedade e sete anos de fome passam em nossas tentativas fracassadas. No entanto, cada vez ganhamos definições mais e mais sutis e sublimes e, finalmente, chegamos à necessidade de sair do Egito. Moisés entende que é necessário separar-se do Faraó; ele vai até o Faraó e exige que o povo seja solto.

Mas anteriormente não havia tal consciência e não estava claro que o desejo de desfrutar domina completamente a pessoa. Mesmo agora nos parece que basta fazer um esforço e nos uniremos. Então tentamos de novo e de novo e 400 anos se passam nessas tentativas, isto é, em todos os quatro estágios.

Não pode haver unificação no Egito; afinal, estamos em nosso egoísmo! E mesmo que alcancemos algum tipo de unidade, no próximo grau, descobrimos que ela era egoísta e não em prol da doação, como nos parecia.

Os anos de exílio são graus. Se estamos no 250º ano do exílio, significa que conseguimos nos unir no 250º grau. Mas, de repente, a linha esquerda é revelada mostrando-me que não há união e eu odeio todo mundo. Significa que agora, no nível 251, eu descobri um desejo muito maior de desfrutar do que antes. Então nós subimos os degraus, pisando com o pé esquerdo e depois com o direito.

Há unidade no Egito, mas ela é egoísta. Afinal, todo o Egito está disposto a entender que não teremos vida no egoísmo.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabala 09/03/18, Escritos do Rabash, Os Degraus da Escada, “Quais São Os Dois Discernimentos Antes De Lishma

Saia Do Egito Todos Os Dias

laitman_236.01Antes de mais nada, é necessário conectar-se ao Criador e depois tentar perceber todos os obstáculos através desse ponto de conexão, para que eles sejam usados ​​para intensificar a conexão com o Criador, ao invés de nos levar mais fundo em nossos problemas diários.

Eu devo deixar todos os meus medos e preocupações e me aderir ao “Não há outro além Dele”. Eu me conecto ao Criador, a esta única realidade existente, como um ponto, como no começo da criação.

“Veja que antes que as emanações fossem emanadas e as criaturas fossem criadas, a Luz superior simples preenchia toda a existência. E não havia vazio, como uma atmosfera vazia, uma cavidade ou um buraco, mas tudo estava cheio de luz simples e ilimitada”. Então, nesta Luz, um ponto negro se solidificou em oposição à Luz em seu desejo de receber.

Mas ele se anula completamente diante da Luz e eu quero fazer exatamente o mesmo! E depois que eu alcançar a adesão com a Luz neste único ponto, em outras palavras, em tudo o que está acontecendo comigo eu vejo apenas o Criador, eu serei capaz de começar a abrir minha mente, coração, pensamentos e desejos na medida que for capaz de relacioná-los ao Criador.

Eu mesmo não tenho nada; eu permaneço um único ponto. Nenhuma das minhas sensações pertence a mim, todas elas são enviadas pelo Criador para que eu me apegue ainda mais a Ele. Então meu ponto de adesão começará a se expandir sobre todos esses distúrbios e meu grau de conexão com o Criador aumentará. Acontece que estes não são obstáculos. Eles são um pouco uma “ajuda contra Ele”, pois para mim, este ponto está em oposição ao Criador, mas me ajuda a fortalecer cada vez mais nossa adesão.

Eu nem sempre sou capaz de relacionar tudo ao Criador, embora entenda que é assim que deve ser. Podem surgir problemas e medos de que eu seja incapaz de manter minha adesão com o Criador. O sinal de adesão é a alegria pelo fato de não haver mais outro além Dele, o bom que faz o bem. Quando estou em união com Ele, sinto-me completo e perfeito, porque quem está em perfeita adesão também é perfeito.

Se, no entanto, não há alegria, significa que estou no exílio e não em adesão com “Não há outro além Dele”.

Eu me sento no trabalho e me experimento no exílio, desperdiçando desnecessariamente meu tempo. Alguém veio com todas essas tarefas e eu tenho que perder toda a minha vida nelas. Não há escapatória; eu devo continuar, mas com a constante intenção de que, juntamente com toda esta atividade, estou me conectando ao Criador e me anulando diante Dele. E é especificamente por causa do meu trabalho e de todos os problemas, o chamado mundo ilusório, que tenho a possibilidade de fortalecer minha conexão.

E se eu alcanço a adesão, então eu deixo de experimentar este mundo, ele desaparece. Em vez de se separar, ele se torna unificador, em vez de esconder a tela, ele revela a tela.

Eu transformo o exílio em libertação apenas levando tudo ao Criador, e isso é suficiente. Toda a diferença entre o Egito e Israel é que o mesmo desejo exato que foi revelado no Egito muda sua intenção de doar, depois de passar pelo deserto e entrar na terra de Israel. É por isso que todos os dias devemos nos ver como saindo do Egito.

Cada dia deve ser dedicado a alcançar a adesão com o Criador; é assim que eu revelo que estou no exílio. É por isso que eu terei um trabalho diário de me aderir ao Criador acima de todas as distrações e transformar a minha inclinação ao mal em bem, transformar o anjo da morte no anjo da vida.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 07/03/18, Escritos do Rabash, “A Verdadeira Oração Está Acima Da Deficiência”

O Grupo No Egito

laitman_275Somente os “filhos de Jacó” entram no Egito, ou seja, as qualidades que já estão em alguma forma de contato com o Criador. Mas com relação ao processo geral de correção, é praticamente nada: apenas o reconhecimento do mal.

Eles ainda não estão prontos para receber a Torá para a correção de sua própria inclinação ao mal, já que ainda não escaparam do Faraó. Mas eles precisam da Luz que reforma para revelar que são escravos do Faraó.

O Egito é a descoberta do desejo original de receber prazer, que até este ponto não se manifestou nos filhos de Israel. É por isso que o antepassado, Abraão, perguntou ao Criador: “Como eu sei que meus descendentes herdarão esta terra?” E o Criador o assegurou que eles revelariam um grande desejo de prazer, que é chamado de “ajuda contrária a ele”, em seus esforços para atingir o objetivo da criação.

Um indivíduo não pode trabalhar sem satisfação. Nossa matéria, o desejo de receber prazer, não desaparece e não se extingue; nós apenas mudamos o conteúdo do desejo. Nós precisamos trabalhar para adquirir um desejo que corresponda exatamente ao que o Criador quer dar. Este tipo de desejo não aparece por conta própria por meios naturais.

Em outras palavras, é necessário se conectar ao Doador e sentir como Ele é preenchido por Seu ato de me dar. Então eu sinto e entendo todas as maneiras como Ele se relaciona comigo; Seu prazer está em receber e sentir o prazer Dele dar.

O Criador recebe prazer da minha compreensão de Sua intenção em relação a mim e da minha experiência de prazer do conhecimento de que isso O agrada, e que estou preparado para responder a Ele com a mesma atitude. Você precisa passar por muitos estágios de realização do Criador para começar a realmente lhe dar satisfação.

“Os filhos de Israel no Egito” significa o grupo Cabalístico. É impossível pedir a si mesmo – apenas ao grupo, pois nele realizamos a correção do desejo para doar ao Criador. Como está escrito: “Do amor dos amigos, ao amor do Criador”.

Eu peço aos outros, ao grupo, à unidade e não para mim. Acontece que a oração correta e verdadeira é uma oração ao Criador, uma vez que estamos fazendo tudo isso apenas para Lhe proporcionar prazer.

Os golpes que nos levaram para fora do Egito – são exatamente o que nos separam do grupo, da dezena. Outros problemas não são os golpes, eles estão apenas passando inconveniências. Quando um indivíduo não está trabalhando em grupo pela unidade e correção, recebe outros problemas.

Se você não quer se juntar ao grupo, você será empurrado até ele de forma indireta: problemas no trabalho, em casa, com a polícia, para que você venha gradualmente para a correção dentro do grupo através de todas essas formas indiretas. Mas esse trabalho leva muito tempo e tem uma eficiência muito baixa.

Se, no entanto, desde o início pensamos apenas em fortalecer a dezena e construir nela uma estrutura de conexão unificada e forte entre nós, começamos a descobrir as pragas do Egito e rapidamente saímos do Egito, acelerando significativamente o tempo.

A principal coisa a entender é que todo o Egito e, em geral, todo o trabalho, é apenas no grupo. Tudo é revelado apenas dentro dele, fora dele, nada existe.

Dentro da dezena, temos apenas um objetivo, uma direção acima da natureza egoísta e das intenções de cada um. No centro da dezena, no centro da nossa unidade, queremos revelar o Criador de acordo com a equivalência da forma.

Assim que conseguimos nos unir com a intenção de revelar o Criador, Ele é imediatamente revelado porque entramos na mesma faixa de frequência, na mesma qualidade que Ele. Isso é chamado de embrião espiritual.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 09/03/18, Escritos do Rabash

O Egoísmo E As Pragas Do Egito

Laitman_049_01Pergunta: Como o ego sente as pragas do Egito?

Resposta: As pragas do Egito são sentidas quando o ego criado numa pessoa é construído na forma de Egito e Faraó, que é oposta à forma da nação de Israel e Moisés. Estes golpes são necessários para nos afastar do ego e para nos preparar para romper com ele.

Pergunta: Eu não entendo como podemos subir acima do ego e amá-lo ao mesmo tempo. Nós estamos acostumados a suprimir o nosso ego, erradicá-lo em todos os sentidos possíveis. O que significa subir acima dele?

Resposta: Significa que você deve concentrar seus desejos em preencher os outros e receber prazer com isso.

Pergunta: Como eu posso entender que o ego é mau se os grupos não falam sobre isso e tentam velá-lo através de jogos de amor?

Resposta: Nós devemos falar sobre isso!

As Dez Pragas Do Egito

Laitman_514_04Pergunta: O que são as “dez pragas do Egito”?

Resposta: O propósito da criação é ir ao próximo nível de existência, o mundo superior. Enquanto vivemos na Terra, temos que sentir o mundo superior, ver o sistema de gestão, o Criador de tudo o que existe neste mundo e que está escondido de nós hoje.

O egoísmo, que é a nossa base, a enorme força da natureza que devemos transcender, é quem nos “dirige”. Por um lado, o ego nos impulsiona para cima; por outro lado, ele não irá nos libertar. Afinal, se fosse para nos conduzir como de costume dentro de si mesmo através de todas as configurações e estruturas por meio das quais temos passado no curso da evolução – a era humana primitiva, a era da escravidão, a era feudal, a era capitalista, e a era socialista – não seria claro para onde iríamos continuar.

Mas o egoísmo coloca uma “parede” na nossa frente, não podemos avançar; assim, a fase atual é chamada de “a última fase do desenvolvimento humano na Terra”. Em outras palavras, o egoísmo está nos obrigando a nos tornarmos redondos, para se unir por um lado, mas por outro lado, ele não vai nos deixar unir. Portanto, a única solução que podemos alcançar é transcender o “Faraó” (egoísmo), acima do Egito, para o próximo nível de existência, o sistema superior de gestão.

É sobre isso que a sabedoria da Cabalá fala. Isto é o que temos que alcançar. As “Dez Pragas do Egito” existem para se separar completamente do egoísmo. Isto é porque o nosso egoísmo é formado de dez partes, que são as dez Sefirot: Keter, Hochma, Bina, Hesed, Guevurá, Netzah, Hod, YesodMalchut. Cada uma delas “retrata” para nós um tipo particular de existência dentro do ego.

Nós devemos nos libertar gradualmente destas dez Sefirot, destes dez modos de existência. Isso acontece quando começamos a ver que cada um deles é finito, incompleto, levando a um beco sem saída e sem nos dar esperança de continuar nossa existência dentro do ego.

A fase final de cada um destes dez níveis, dessas características, dessas partes do nosso ego, é as dez pragas do Egito. Depois delas, não é mais possível permanecer dentro do ego. Em vez disso, nós devemos nos levantar e fugir disso cegamente. No nível atual, não podemos ver o próximo nível. Assim, a fuga do Egito acontece à meia-noite, na escuridão total.

As dez pragas do Egito são, de fato, uma separação do nosso egoísmo, quando fugimos no escuro e não está claro para onde estamos indo. Mas o principal é que estamos fugindo dele! Assim, gradualmente, desenvolvemos diante de nós uma nova vida, um novo mundo, novas extensões eternas, infinitas e perfeitas.

Pergunta: É possível passar sem as pragas?

Resposta: Não. Na verdade, não é dor, mas introspecção, iluminação. As pragas passam sobre o nosso ego e nestes estados nós nos elevamos acima dele!

Comentário: Acontece que se eu me identifico com o ego, eu sinto as pragas. Mas se eu subo acima dele, ou seja, me identifico com Moisés que está me levando para a frente, eu não as sinto.

Resposta: É assim que funcionam as pragas. Elas obrigam a pessoa a subir acima delas, e ela deixa de sentir o ego. Se a pessoa é elevada acima disso, ela deixa de senti-lo. Então, uma nova vida descontraída começa.

Na verdade, as dez pragas não são realmente pragas. Elas são o presente mais elevado que o Criador dá a uma pessoa, empurrando-a para fora do egoísmo com força. Portanto, vamos lá, vamos fugir disso e ganhar um novo mundo!

De KabTV “Notícias com Michael Laitman” 12/04/16

Vida Nova # 544 – Cultura Judaica: A Páscoa de Hagadá

 

Vida Nova # 544 – Cultura Judaica: A Páscoa de Hagadá

Dr. Michael Laitman em conversa com Oren Levi e Yael Leshed-Harel

Resumo

“O que torna esta noite diferente?” Esta noite nos sentimos livres. Éramos escravos e agora estamos livres ...

Nós éramos escravos: fomos escravos do Faraó e não poderíamos escapar por nós mesmos. Hoje também estamos escravizados ao nosso ego, a inclinação ao mal que nos divide e emite centelhas de disputas entre nós e não nos deixa ser. Como podemos ser liberados? Temos de decidir na mesa do Seder que não mais nos relacionaremos nesta forma egoísta.

A Torá falou acerca de quatro filhos: O sábio que é inteligente, o maligno, que não quer envolver-se em conexão, o simples que não entende nada, e aquele que não sabe como pedir e percebe que há algo sublime sobre a conexão, mas por enquanto não podemos assimilá-lo.

Isto é o que restou a nossos pais e a nós: se quisermos subir acima do nosso ego, seremos recompensados com uma força que nos ajudará, a força de conexão.

E o Senhor salvou-nos: O Criador colocou o Irã e todos contra nós para que possamos subir acima do nosso ego. Se construirmos relações corrigidas entre nós, a atitude do Iran e do resto do mundo logo mudará para melhor.

Os egípcios nos trataram mal; após a abundância material vem um sentimento de vazio e dor de modo que ascenderemos. [Leia mais →]

Nova Vida # 537 – Cultura Judaica: Saída Do Egito

Nova Vida # 537 – Cultura Judaica: Saída Do Egito
Dr. Michael Laitman em conversa com Oren Levi e Tal Mandelbaum ben Moshe

O que a Cabalá nos ensina sobre o ego e o ódio infundado, que são imprimidos naturalmente em nós? Como eles nos aprisionam dentro do mal e como podemos nos libertar dessa escravidão?

Resumo

A época de Abraão é o início da era dos Patriarcas, e após o êxodo do Egito, é o início da era dos filhos.

Abraão nos ensinou a construir conexões acima do nosso egoísmo e ódio infundado: “O amor cobrirá todas as transgressões”. Mesmo na família ou na política o amor deve estar acima de quaisquer divergências que possam existir.

O Egito simboliza o período de nossa escravização ao ego. A decisão de sair do ego vem após as pragas. Pesach (Páscoa Judaica) é um nascimento. O Egito foi o berço da nação, o nascimento de uma nova visão de mundo através da conexão. Uma pessoa é um escravo dentro de seu ego, e fora do ego é livre. Essa é toda a história do êxodo do Egito.

Inicialmente você examina a si mesmo e como o ego o governa em todos os sentidos. É uma fase de autoreconhecimento. O ego parece estar a nosso favor, mas, na verdade, ele arruína nossa vida. Se o seu vizinho compra um carro novo, você fica triste porque seu ego sofre. Nós só conseguiremos viver uma boa vida quando aprendermos a se relacionar com todos como com a nossa família. Essa é toda a ideia de Pesach.

De KabTV “Nova Vida # 537 – Cultura Judaica: A Saída Do Egito” 22/03/15