Textos na Categoria 'Feriados'

O Sacrifício Da Páscoa

Dr. Michael LaitmanPor que não foi o suficiente recebermos uma página de texto dos nossos professores, dos Cabalistas, dos grandes sábios, que descobriram todo o sistema superior e a força superior que nos conectam a eles? Em vez disso, escreveram muitos artigos sobre diferentes estados, feriados, e sobre todos os níveis para se alcançar o Criador. Afinal, não há nada, exceto a realização da força superior ao se estudar as mudanças que ocorrem no sistema superior.

Os Cabalistas descreveram todos esses estados, porque nós devemos atrair a Luz que Reforma, em todos os sentidos possíveis, em todas as direções, em todos os níveis, embora nós ainda não estejamos lá.

Hoje nós estamos lendo sobre estes estados no momento que coincide com os seus ramos corporais, o momento especial que está ligado à Páscoa: nós lemos sobre o êxodo do exílio no Egito e sobre o sacrifício da Páscoa, que significa como se aproximar (a mesma raiz hebraica korban e karov) e transcender a Machsom (barreira). Além disso, estamos fazendo isso junto, no grupo. Isso simboliza toda a essência do êxodo do Egito, da transição da separação para a conexão.

Nós sentimos a separação como sendo escravizados pelo nosso desejo de receber, como separação e quebra. A conexão parece liberdade, redenção, o milagre desejado! Se lermos os artigos com esta intenção e quisermos atrair a Luz que Reforma, ela virá.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 22/04/12, Zohar para Todos

Nós Devemos Preferir A Internalidade

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Introdução ao Livro do Zohar”, Item 71: Cada um de nós remanescentes deve tomar para si a responsabilidade, em alma e coração, de intensificar de agora em diante a internalidade da Torá, e dar a ela seu lugar de direito, de acordo com seu mérito sobre a externalidade da Torá.

Então, todos nós seremos recompensados com a intensificação de sua própria interioridade, ou seja, Israel dentro de nós, que são as necessidades da alma sobre a nossa própria exterioridade, que são as nações do mundo dentro de nós, ou seja, as necessidades do corpo. Essa força chegará a Israel, até que as nações do mundo dentro de nós reconheçam o mérito dos grandes sábios de Israel sobre elas, e os ouça e obedeça.

Além disso, a internalidade das nações do mundo, os justos das nações do mundo, vai dominar e submeter a sua exterioridade, que são os destruidores. E a internalidade do mundo, também, que é Israel, deve se elevar em todo seu mérito e virtude sobre a exterioridade do mundo, que são as nações. Então, todas as nações do mundo reconhecerão o mérito de Israel sobre elas. Elas devem seguir as palavras (Isaías 14, 2), “E as pessoas devem levá-las e trazê-las ao seu lugar, e a casa de Israel as possuirá na terra do Senhor”. E também (Isaías 49, 22), “E eles trarão os teus filhos nos braços, e as tuas filhas serão levadas em seus ombros”.

Em cada nível, tudo depende da correlação entre a interioridade e exterioridade, e os níveis superiores determinam o que vai acontecer nos níveis mais inferiores. Então, cada um de nós, ou seja, qualquer um que estiver estudando a sabedoria da Cabalá e que pertença a “Israel”, isto é, à categoria que aspira diretamente ao Criador (Yashar-El), determina como as coisas vão se desenvolver, preferindo a internalidade sobre a externalidade, colocando o avanço espiritual, o amor, o respeito e a doação sobre a parte externa dentro de si, que se baseia no interesse próprio, sucesso, honra, no desejo de controlar os outros, etc. Este conflito interno dentro de cada um de nós e a forma como está expresso no grupo determina onde o mundo caminha.

Mas se tudo depende de nós, pra que precisamos da disseminação? A questão é que hoje o mundo inteiro precisa examinar a relação entre a internalidade e a externalidade. Em cada grau, em todos os níveis, todos devem tomar uma decisão sobre isso e preferir a unificação, a fim de se juntar a nós. Então, “as nações do mundo”, ou os nossos desejos egoístas, apoiarão a parte altruísta que leva o mundo adiante.

Assim, como eu disse, tudo depende da correlação entre a interioridade e a exterioridade, entre o avanço espiritual e todos os interesses corpóreos. Assim, a grande pergunta é: O que podemos fazer para que não haja mais desastres? Por mais difícil que possa parecer, devemos aceitar o que o Baal HaSulam diz: “Não há outro além Dele”, e “a lei é dada e não pode ser transgredida”, e ninguém pode influenciar o avanço do mundo, exceto aqueles que têm acesso à Luz que Reforma.

Portanto, nós temos que admitir que somos responsáveis ​​pelas aflições do mundo e os problemas que vivemos. Isto é o que Baal HaSulam diz: Como Israel preferiu a externalidade sobre a internalidade e não abrir revelou a sabedoria da Cabalá na hora certa, desta forma atraiu o Holocausto sobre si…

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 19/04/12, Dia em Memória do Holocausto

Um Bom Salário Pelo Trabalho No Egito

Dr. Michael LaitmanNo Egito nós tínhamos abundância de benefícios materiais, tudo, exceto uma coisa: a doação sem qualquer cálculo pessoal, que é chamada de trabalho espiritual no deserto. O homem não se esforça por isso, e é impossível lutar por isso acima do ego que cresce constantemente. A pessoa deve lutar constantemente à medida que ela se conecta cada vez mais com os outros, até que todos se tornem um todo único.

“O fato é que, na verdade, eles gostavam muito do trabalho no Egito”. Era uma sociedade de consumo maravilhosa: você trabalhou, ganhou e conseguiu. Tudo dependia só de você; tudo era claro, de acordo com a ordem e as leis da democracia.

Como se diz: “‘…Mas eles se misturaram com as nações, e aprenderam as suas obras’”. Ou seja, tudo era gerido apenas pelo desejo de receber em todos os níveis, em cada apelo. “Isso significa que, se Israel está sob o domínio de determinada nação…”, isto é, se o ponto no coração, a direção para a doação, a centelha espiritual, está sob o domínio do ego de uma pessoa, o desejo pela espiritualidade só ajuda o ego a se desenvolver em diferentes direções. E não há como se libertar dessa escravidão, porque a pessoa vê que pode até mesmo lucrar com sua aspiração à espiritualidade.

Assim, diferentes organizações altruísticas e práticas místicas, qualquer coisa que esteja um pouco acima do simples ego e possa preencher uma pessoa, passa a existir. Essas pessoas sentem que são preenchidas, perfeitas e elevadas, e parece que não lhes falta nada. Este é um sinal de que o ponto no coração está sob o domínio de Faraó, e é por isso que tudo parece tão bom: o altruísmo, o misticismo ou a Nova Era. Estas pessoas não sofrem e só querem tornar os outros como elas.

Enquanto que Israel (aqueles que anseiam pelo Criador) sofre, trabalha duro e luta com problemas. Afinal, a pessoa trabalha contra o ego que está ficando mais forte o tempo todo. Por um lado, ela tem todos os benefícios materiais, um “pote cheio de carne”, como no Egito, e na espiritualidade não há nada: o deserto, a terra seca, só a fé. Assim, a pessoa está constantemente dividida entre os dois pontos, tentando decidir o que deveria fazer.

Parece que ao deixar o Egito nós estamos nos separando dele totalmente. Mas, na espiritualidade isso não é assim, porque quando você cai, é como se você retrocedesse. Claro, não é o mesmo estado, porque é um novo nível, e assim os problemas já começam no deserto: cobras, escorpiões, brigas, todos os tipos de problemas e doenças. As subidas e descidas vêm uma após a outra e estão combinadas numa só pessoa.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 08/04/12, Shamati # 159

Para O Egito Como Um Grupo, Do Egito Como Uma Nação

To Egypt As A Group, From Egypt As A NationDurante a preparação para a correção, a ordem do trabalho interior é a seguinte: Querendo me conectar com os amigos, eu pressiono a mim mesmo e faço grandes esforços. Em resposta, a Luz, a força que me ajuda a conectar, brilha em mim. Finalmente, eu completo a conexão e imediatamente o AHP do grau superior, cujo desejo de receber é ainda mais inferior e espesso que o meu, é revelado. Como resultado, eu sinto que estou num exílio ainda maior.

Assim, verifica-se que quanto mais eu tento chegar à bondade, à doação, mais eu afundo no mal. No entanto, essa imersão no mal é composta de duas partes: por um lado, eu ainda me lembro da conexão que foi alcançada, a proximidade com os amigos e, por outro lado, um novo desejo corrompido é agora revelado a mim, ainda pior do que antes.

Assim, durante o período de exílio, eu não cresço de forma linear, mas passo a passo. Ao atingir a conexão eu caio, e não um grau, mas dois. Isso porque no começo eu me elevei à unificação (+), depois eu sofri a separação (-), e agora sinto uma descida dupla (x2). Então, tudo se repete uma e outra vez: eu subo e desço ainda mais baixo.

Eu sempre caio não do nível anterior do ego, mas do nível que eu subi. Portanto, a cada subida, a queda seguinte é duas vezes pior. Quando eu subo, eu subo em doação, e quando eu caio, eu caio na recepção e na imundície.
Assim, a pessoa expande seus vasos construindo o bem de acordo com o mal, e graças a isso ela avança durante os 400 anos de exílio.

O exílio começa quando nos aproximamos da unificação no grupo. Ele termina quando, depois de ter dado todas as nossas forças à unificação, nós chegamos ao ponto em que não conseguimos nos conectar.

Durante este processo, nós nos unimos e nos tornamos o povo de Israel. Não é o mesmo grupo pequeno que uma vez desceu para o Egito por causa de conflitos internos, como o conflito de José e seus irmãos, por exemplo. Uma nação unida sai do Egito, embora ainda seja impossível atingir a Santidade por essa unificação. No estado atual a forma de união é revelada como o controle sobre o desejo de receber. Somente através do nosso último esforço é que ocorre a fuga, a saída do ego.

Na espiritualidade, nós também andamos sobre “duas pernas”: da união à separação e, depois, à união novamente. O Faraó cresce, assim como Moisés oposto a ele, e o Criador é revelado… Todos estes discernimentos se tornam cada vez maiores e nós não fugimos deles, mas continuamos com o nosso trabalho.

Da 4ª parte do Lição Diária de Cabalá 05/04/12, Escritos do Rabash

Não Há Nenhum Avanço Sem Obstáculos

Até o “Êxodo do Egito”, passamos por muitos períodos diferentes, aventuras, e estados que afirmamos serem tão bastante dramáticos onde estamos diante da força egoísta tentando fazer algo com ela. Em geral, não precisamos lutar contra isso, só devemos procurar as conexões certas entre nós. Então, essa força vai nos ajudar.

É constantemente evocada, criando interrupções e problemas que você deve resolver através da cooperação mútua com os outros. Você os resolve elevando-se acima deles.  Você está construindo o amor acima do ódio.

É impossível chegar a qualquer coisa sem obstáculos. Eles são os que nos ajudam a nos unir, assim como outros obstáculos e problemas menores dão um sabor de amar. Caso contrário, seria um sentimento contínuo, o que seria de mau gosto e totalmente não entenderíamos.

Devemos preparar-nos para estes estados, de modo que cada vez que, quando somos repelidos pela unidade entre nós, vamos responder imediatamente a ela corretamente.

Se um pessoa está deprimida, sente-se insatisfeita, decepcionada, impotente, ela deve compreender que ela tem que ter força “trazer” a si mesma para o grupo e então seus olhos imediatamente vão abrir. E ela vai sentir a vida e emoções diferentes.

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Do KabTV de “Fundamentos da Sociedade Integral” 4/1/12

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Trabalhando Com Distúrbios
Usando Os Obstáculos Para Nosso Benefício
Trabalhando com Distúrbios 2

A Primavera Da Liberdade

Pergunta: Este sábado é tradicionalmente chamado do Grande Sábado (Shabat Ha Gadol), pois antecede o feriado de libertação, a Páscoa. O que torna o trabalho espiritual que é realizado neste sábado tão especial?

Resposta: Este sábado é chamado de “grande” porque a luz adicional está presente nele. No trabalho espiritual,  este Grade sábado não vem a uma pessoa como um calendário na parede, mas pode acontecer em qualquer época do ano.

No entanto, há uma conexão entre o ramo material e sua raiz espiritual, e este sábado é, de alguma maneira, original. Outros atos da luz durante o grande sábado é capaz de despertar uma pessoa para sair do exílio o que o feriado da Páscoa é dedicado. Todo esse tempo é especial e extremamente favorável para o trabalho interior.

Essa influência aparece no nível inanimado, mas não podemos deixar de responder a esse tipo de influência também. Sente-se em todos os aspectos da vida. Mesmo a natureza está acordando, é primavera!

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Da 1 ª parte da Lição Diária de Cabala de 20/03/2012, Shamati # 190

Material Relacionado:
O “Despertar Do Alto” No Sábado

As Sementes De Luz São Semeadas Agora

Dr. Michael LaitmanO feriado de Pessach (Páscoa) começa amanhã. Nós temos que entender o que ele é. Em primeiro lugar, “Pessach” é o estado mais importante. Lembramo-nos deste êxodo do Egito em todas as correções subsequentes. Por quê? Porque este é o fundamento, de onde a escada dos degraus espirituais começa.

Em segundo lugar, Pessach é o nascimento espiritual do ser humano.

Em terceiro lugar, nós estamos falando da escuridão, onde construímos a base preparatória para as nossas correções, porque não temos mais nada para corrigir, exceto o que é revelado no “Egito”. Por um lado, esses anos de preparação são úteis porque revelam nossos desejos corruptos; por outro lado, eles são difíceis porque o exílio é uma coisa desagradável.

No entanto, tudo depende de como nós aceitamos o que está acontecendo, nos esforçando para compreender, entender e reconhecer este estado, o quanto somos cientes de sua necessidade no grupo, e quanto podemos nos sentir florescendo nele.

Da mesma forma, a Idade Média foi um período escuro da história, que foi caracterizado pela brutalidade, confusão humana, a crueldade da inquisição, a agressão religiosa e costumes animalescos. No entanto, indo mais fundo, vemos que ela se tornou a preparação para a eclosão da Renascença, para o desenvolvimento da ciência e outras conquistas posteriores.

Até o fim da Idade Média a humanidade foi adquirindo grandes vasos, desejos. Depois, ocorreu uma explosão cultural, e a Idade do Iluminismo começou, durante a qual usamos o que tínhamos preparado antes. Agora, nós estamos nos aproximando de um resultado lógico: a crise de todos os desejos que se esgotaram e não há mais nada a fazer em nosso mundo.

Se traçarmos um paralelo com a espiritualidade, a preparação atual nos permite alcançar o fim da correção e usar corretamente os nossos desejos. Afinal, nós revelamos o nosso mal durante o período de exílio do Egito. É por isso que todas as novas correções são chamadas de “memória” do êxodo do Egito.

Neste caso, o mal nos é revelado somente nas relações entre amigos. Por conseguinte, se percebermos corretamente os problemas que surgem entre nós, nós nos preparamos para a subida. Nós devemos solicitar a correção desses estados; porém, sob a condição de que queremos unir, nós sentimos a necessidade disso, vemos que não podemos e, no entanto, continuamos forçando. Quanto menos formos bem sucedidos, mais pressionamos.

Nós precisamos revelar a doação particularmente nesta pressão mútua entre nós. Mesmo se, em vez disso, nós revelamos a recepção, o mal, que se manifesta acima do bem, nós não recuamos, não relaxamos e não nos desesperamos. Nós vamos até o fim, até que o estado sobre o qual é dito na Torá: “E os filhos de Israel gemiam do trabalho” (Êxodo 2:23).

Não serão apenas gemidos; nós vamos realmente sentir que somos impotentes para fazer qualquer outra coisa. Ou seja, quando uma pessoa levanta as mãos para o Criador e se funde na oração coletiva.

Assim, nós devemos respeitar o período atual. Não podemos sair dele até prepararmos o desejo por novas correções. É impossível receber a revelação do Alto, se não pressionarmos, forçando a força superior a nos revelar o nosso mal.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 05/04/12, Escritos do Rabash

Um Salto Para A Liberdade

Dr. Michael LaitmanO atributo de doação é atingido no grupo, na sociedade, sob condições especiais que são descritas pelos Cabalistas a partir do estado que foi preparado para nós pela quebra do primeiro homem (Adão HaRishon), a alma geral. Se nós usarmos corretamente o pequeno ambiente que nos foi dado, e nele tentarmos chegar à doação mútua, vamos descobrir que estamos no exílio do Egito.

Nós descobrimos que não há como alcançar a espiritualidade, o Criador, o atributo de doação, se não alcançarmos o amor dos amigos em primeiro lugar. Mas todas as nossas tentativas para chegar à conexão e ao amor dos amigos terminam em fracasso completo, como está escrito, “os filhos de Israel clamaram pela obra”, porque nós descobrimos que nós construímos cidades medíocres, Pitom e Ramsés para o Faraó, o que significa que nós só aumentamos o nosso desejo de receber.

Apesar de nos desesperarmos com este trabalho, nós não o deixamos e gritamos: “Salve-nos!”. Afinal, o nosso ego, o Faraó, não nos deixa conectar, e se isso continuar desta forma, nunca deixaremos o exílio nem alcançaremos a conexão com a força superior.

Este é realmente um grito de desespero do fundo do coração. Em seguida, uma força especial e geral, chamada “Moisés”, é revelada. Ela é revelada no grupo e passa por muitas mudanças. Uma vez revelada é novamente ocultada, até a estabilizarmos e colocarmos contra o nosso ego.

Quando estamos prontos para lutar contra nosso ego coletivo que nos impede de nos conectar, colocando a força coletiva da conexão chamada “Moisés” contra ele, começa a luta de vida ou morte. Nós apoiamos essa força tanto quanto podemos e até mesmo acima de nossas forças! Aqui nós descobrimos em nosso ponto geral coletivo a ajuda do Alto. Neste ponto, o Criador diz: “Venha ao Faraó, vamos enfrentá-lo juntos!”. Isto significa que Ele concorda em se conectar com o nosso ponto coletivo, e este nos tira do Egito.

Durante esse processo, diferentes fenômenos ocorrem, descritos pela Hagadá, e nós temos que passar por tudo isso. Isso se refere apenas às nossas tentativas de chegar à conexão e, de alguma forma, realizá-la. Finalmente, nós saímos deste estado, da nossa incapacidade de nos conectar, e alcançamos o que queríamos. O método de conexão chamado Torá nos é revelado contra o ego e o ódio.

Agora, surge o sistema que podemos usar. Ele é chamado de Torá, a Luz que Reforma, que gradualmente começa a nos influenciar para nos corrigir. Há o Monte Sinai que nos separa, o ego coletivo que fica no caminho da conexão entre nós. Quando a Luz corrige o ódio em conexão, esse monte se torna se a “montanha da Santidade”.

É disso que trata o feriado de Pessach ou Páscoa judaica (da palavra hebraica que significa “escapar”), que simboliza as transições do exílio à liberdade. Exílio é a minha incapacidade de me conectar. Eu não sei como fazer isso, mas anseio por ela e a exijo.

Redenção simboliza o fato de que me foi dada uma chance, um sistema, um método que me permite corrigir o mal em mim, e transformá-lo em bem. Bem significa a garantia mútua, amor dos amigos, onde eu descubro a força que me permite realizar esta atitude e aderir ao Criador. Afinal de contas, Ele é o objetivo pelo qual eu ansiava desde o início.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 01/04/12, Shamati # 41

Luz É Quando Ela Ilumina Dentro

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como eu posso chegar à Luz da Fé?

Resposta: O nosso desejo determina tudo, mas a Luz não muda. Todas as mudanças ocorrem apenas dentro da pessoa: para onde ela dirige seu desejo e, em relação a este, que força ele precisa. Ele recebe de acordo com isso.

Nós estamos sempre sob a influência de alguma Luz, mas ela é muito fraca. Nós não combinamos com esta Luz, mas sentimos sua falta, e é por isso que nós não a percebemos.

A Luz é uma força, mas ela nos afeta tanto conforme a nossa semelhança com ela ou o oposto. É por isso que a Luz do feriado da Páscoa é uma Luz enorme, mas que não se manifesta abertamente.

Nós pensamos que está iluminado é quando há Luz fora. Mas não há nada fora: o mundo inteiro está dentro de nós. É por isso que Luz significa a Luz da mente, a Luz do sentimento, revelando-se em nosso coração e pensamentos.

Um vasto mundo que parece nos cercar é revelado, de fato, em nossas sensações e mente. E a Luz é a força da revelação no sentimento ou pensamento.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 02/04/12, Shamati 59

Celebrando A Vitória Da Intenção

Dr. Michael LaitmanRabash, artigo “Purim“: Diz-se que no fim da correção todos os feriados serão anulados, exceto o Livro de Ester, pois nunca houve um milagre tão grande como naquele dia. Nem nos sábados, nem em outros dias especiais, uma Luz tão grande foi revelada, mas apenas durante os dias de Purim. É por isso que há uma grande vantagem do Purim sobre todos os outros dias.

De fato, antes do fim da correção é impossível corrigir todas as centelhas e vasos quebrados, mas apenas 288 centelhas de 320, de forma a conectá-las à doação. E isto é esclarecido gradualmente, mas 32 centelhas de todas as centelhas são deixadas, que não podem ser esclarecidas.

E isso é chamado de “coração de pedra (Lev HaEven)”. Somente quando todas as 288 centelhas forem esclarecidas completamente, é que o coração de pedra vai ser corrigido, como é dito: “E tirarei o coração de pedra da sua carne, e vos darei coração de carne, e a morte desaparecerá para sempre, e todo o mal será corrigido em bondade, e as trevas brilharão como a Luz”.

Disso resulta que a Luz de Purim corresponde ao fim da correção e é revelada somente por milagre. Por essa razão, todos os feriados são anulados, exceto Purim, que pertence ao fim da correção, quando todo o mal será corrigido e não haverá diferença entre o condenado Hamã e o abençoado Mordechai, e Haman também vai ser corrigido para a bondade.

Haman é o ego que se manifesta quando subimos do exílio e atingimos o nível chamado “doar a fim de doar” que caracteriza Mordechai, o justo. O justo simboliza o atributo de Bina (Hafetz Hesed) do qual subimos ainda mais e apagamos totalmente a memória de Amalek por alcançarmos o nível de “receber a fim de doar”. Este já é o próximo nível.

Quando Mordechai, a intenção de “doar a fim de doar”, o ponto no coração, se manifesta numa pessoa, ele começa a lutar com o desejo de receber dentro dela. Haman é o neto de Amalek, o que significa que ele está por trás de Amalek em dois graus. Quando Haman é corrigido por Mordechai, ele se aproxima de Amalek em um grau e torna-se seu filho.

Haman e Amalek são as forças egoístas, Klipot (cascas). Haman é revelado no começo do nosso caminho, e nós temos que levá-lo à correção, ” doar a fim de doar”, que é chamado de Mordechai. Assim, nós subimos um grau para cima, até o nível do filho. Então chegamos ao próprio Amalek, a casca que se opõe à intenção de “receber a fim de doar”. Isto coincide com a Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal.

Amalek simboliza a intenção egoísta, todo o enorme desejo de receber para si mesmo, que a pessoa descobre e corrige gradualmente. Haman é a parte de Amalek que é revelada ao se entrar na espiritualidade, o atributo de Bina. Então, muitos outros ímpios descritos na Torá são revelados, e todos eles são descendentes de Amalek. Nós só temos que destruir os descendentes de Amalek, “apagar a memória de Amalek“, porque ela é a intenção egoísta.

Claro, não se trata de pessoas ou ações, mas apenas de intenções.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 08/03/12, Escritos do Rabash