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Chanucá É A Estação Espiritual Mais Próxima

laitman_285.04Todos os feriados judaicos, dias alegres e tristes, referem-se ao processo espiritual seguido pelo grupo especial chamado Israel. No passado, esse grupo já passou por alguns estados em potencial e agora precisa implementá-los na prática. Estamos nos aproximando desta implementação e, portanto, temos que aprender o que deve ser feito em cada feriado ou dia especial, como está escrito: “As ações dos pais são um sinal para os filhos”.

Alguns feriados foram originalmente estabelecidos através de um despertar de cima e outros foram definidos por pessoas através de um despertar de baixo. Chanucá é um feriado especial que não é mencionado na Torá. Ele vem inteiramente do despertar de baixo, do grau de Bina, dos seres criados que desejam atingir a doação, o estado de pequenez, GE, parando ao longo do caminho (Chanu-ko) antes de continuar.

Depois de adquirir os desejos de doação de GE (Galgalta ve Eynaim), nos movemos para o propósito da criação, para os desejos de AHP. Este feriado é chamado espiritual porque se relaciona aos desejos de doação de GE, ao grau de Bina, diferentemente de Purim onde usamos os desejos de recepção, e assim, os costumes são completamente opostos. Purim refere-se ao fim da correção e é chamado de feriado corpóreo, porque o espiritual desce ao mundo corpóreo, corrigindo e satisfazendo os desejos de AHP.

Chanucá está mais próximo de nós do que Purim e, portanto, é mais compreensível. Podemos imaginar o que é estar em doação, acima do nosso desejo, oposto a ele, agindo acima dele. Portanto, vale a pena estudar os costumes de Chanucá para tentar aproximar-se do grau espiritual mais próximo. Todos os graus espirituais são baseados nesta condição porque cada um deles começa com GE, o estado de pequenez, que é o principal, e o estado de grandeza é apenas uma adição que vem e vai.

Chanucá é um feriado muito especial e nós esperamos que durante a semana de comemoração possamos alcançar este estado, examiná-lo e compreendê-lo.1

Os eventos relacionados ao feriado de Chanucá são contados em uma linguagem alegórica, mas nossa dificuldade é que, em vez de um estado espiritual, imaginamos um corpo corpóreo. Na verdade, trata-se de ações internas e fenômenos em que apenas o desejo e a Luz, o Criador e o ser criado, participam, nada mais.

Se quisermos saber o que está acontecendo dentro de tal estado, a Luz vem e começa a corrigir o desejo, elevando-o ao grau de Bina. Malchut sobe à Bina, isto é, ao grau de Chanucá. Malchut deve subir à Keter, mas faz uma parada em Bina ao longo do caminho.

Em nossa vida corpórea, também celebramos tal estado, porque houve um grupo que começou a se desenvolver na espiritualidade, formado por representantes de várias nações que viviam na antiga Babilônia, e eles se chamavam Israel. Em seu desenvolvimento espiritual interior, eles experimentaram tais estados e relataram sobre eles nas palavras do mundo corpóreo. Agora estamos estudando isso tanto em forma corporal quanto espiritual.

Eles estabeleceram um calendário de acordo com o qual celebramos esses eventos especiais e os chamaram de tradições externas, que incluem acender velas e cozinhar alimentos em óleo.

O feriado de Chanucá dura sete dias porque a correção deve passar por todas as Sefirot do Partzuf: Hessed, Gevura, Tiferet, Netzach, Hod, Yesod e Malchut. Trata-se apenas de desejos interiores.2

O mais importante são os distúrbios e o trabalho neles. É impossível avançar sem distúrbios. Os distúrbios e nossa reação a eles são a única coisa que nos leva ao propósito da criação. Então entendemos que não são distúrbios, mas uma “ajuda contrária”. O progresso só é possível através deo egoísmo adicional, o desejo de desfrutar, devido ao qual caímos, paramos de compreender e sentir, não podemos nos mover e só queremos dormir.

Esses são os próprias distúrbios pelos quais, quando os superamos e de preferência rapidamente com a ajuda do grupo, estamos avançando. Todo o nosso trabalho, nosso desenvolvimento, cada passo à frente ocorre apenas através da revelação de distúrbios. Está escrito: “Mil vezes os justos cairão e se levantarão”.

O avanço é baseado em descidas e subidas. Você precisa ver o distúrbio com antecedência e usá-lo como uma ajuda ao longo do caminho. O trabalho com obstáculos e distúrbios acontece continuamente.3

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá, 02/12/18, Lição sobre o Tópico de “Chanucá”
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Feliz Feriado Da Concepção Espiritual!

laitman_293.1Quanto mais nos aprofundamos em explicar o feriado de Chanucá, mais estamos convencidos de que ele contém todo o caminho, todos os eventos e todos os estados que uma pessoa que deseja revelar o mundo espiritual, a força superior, passa.

Pode parecer uma história antiga que se transformou em um folclore ou feriado infantil: acendendo velas, comendo rosquinhas doces…

No entanto, Chanucá contém toda a luta de uma pessoa ao sair deste mundo para cima. Ela supera todos os obstáculos que o Criador coloca na sua frente para revelar, acima deles, o mundo superior, seu estado eterno e perfeito, a “vantagem da Luz a partir da escuridão”.

Isso se torna revelado precisamente contra os estados transitórios e imperfeitos que nos chegam em tempos de grandes calamidades e guerras, a realização da natureza egoísta humana.

Discernimentos, discernimentos, discernimentos… através de todos os estados que estamos destinados a sofrer. Ninguém trilhando este caminho pode contornar ou pular qualquer discernimento ou obstáculo; é preciso passar por eles um após o outro. Ninguém receberá mais ou menos trabalho do que os outros – cada pessoa pode ter seus próprios sotaques e medidas, mas, na realidade, cada um de nós passa por todos os passos nesse caminho.

Não apenas somos todos partes de um corpo, mas através da quebra também nos tornamos incluídos um no outro e cada um está dentro de todos. Uma vez, antes da quebra, a penetração recíproca só existia entre os desejos de doação.

No entanto, após a queda do pecado de Adam HaRishon, os desejos de recepção e doação misturaram-se, juntamente com a Luz superior que os preenchia no momento da quebra. Como resultado, todo estado inclui todos os outros, e só se torna discernido pela falta de correção. Portanto, toda pessoa tem que passar por todos os estados.

A qualidade de doação, Bina, deve ser revelada durante Chanucá. Ela explica todos os nossos personagens para nós, nosso caminho, a saída da pessoa de revelar este mundo para revelar o mundo superior que lhe mostra o que ela deve separar e se livrar, o que deve se distanciar e o que deve se aproximar, clivar, conectar e de que forma.

Tudo isso está contido no feriado de Chanucá, nas correções pelas quais temos que passar. Poderíamos chamá-lo de “feriado da concepção espiritual e da amamentação”, isto é, um pequeno estado por enquanto. No entanto, já é um estado espiritual: mesmo que uma pessoa ainda não possa usá-los de forma prática, já está adquirindo o entendimento e as forças que pertencem ao mundo espiritual superior.

Ela entra no grau de Bina, e essa é a entrada para o Jardim do Éden! A partir deste estágio, ela se constrói em equivalência com o Criador. Antes do feriado de Chanucá, ela estava apenas se corrigindo para se elevar acima de seu egoísmo, para se libertar e separar-se dele. Ao ler artigos sobre Chanucá, nos esforçamos para verificar, discernir e entender as condições que nos permitem adquirir a qualidade de doação, Bina.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá, 15/12/17, “Lição sobre o Tópico: Chanucá de Acordo com a Cabalá”

Na Guerra Com Ilusão

laitman_565.01Agora é um período especial do feriado de Chanucá. Mas, em essência, Chanucá é um processo que existe até o fim da correção e é experimentado no início de cada novo grau.

Cada vez que novos registros informativos (Reshimot) da quebra são revelados em nós, precisamos fazer uma restrição, uma tela e uma Luz refletida; tudo isso é a essência da correção de Chanucá.

Nós estamos sempre tentando permanecer dentro da razão, viver de acordo com nosso intelecto e experiência terrena, nosso egoísmo habitual aceito por este mundo. Mas, em contraste, precisamos construir uma forma diferente. Tudo o que vemos, experimentamos e compreendemos com nossos corações e mentes é revelado apenas dentro de nossos órgãos egoístas de percepção, como está escrito: “Eles têm olhos e não veem, têm ouvidos, mas não ouvem”.

Nós queremos experimentar o que está acontecendo no desejo de doar, que é chamado de fé acima da razão, decidindo que tudo vem de uma força superior, o bem que faz o bem. E assim a cada momento.

Há momentos em que somos capazes de fazer isso e outras vezes não somos bem-sucedidos, mas essa guerra se mantém continuamente. Basicamente, esta é a guerra dos Macabeus contra os gregos. Esta guerra está sendo travada dentro da razão, dentro de nossa experiência deste mundo, nossas mentes racionais e nossas filosofias, dentro de nossa mente egoísta com a qual construímos tantos sistemas de conexões entre nós.

Nós estamos lutando para estabelecer uma forma diferente de existência, reconhecendo que todas as nossas experiências sensoriais e percepções estão erradas. Esta é uma imagem falsa, uma percepção falsa da realidade, porque surge dentro da mente egoísta.

Através da percepção da realidade dentro de nossas mentes racionais, nós precisamos tentar sentir que tudo vem apenas de uma força superior totalmente benevolente. E toda forma percebida na mente só nos é dada para nos elevar à percepção diferente, à fé acima da razão.

Em outras palavras, concordamos que tudo vem do Criador e esta é a forma específica com a qual Ele pode nos levar à verdadeira percepção da realidade, ao mundo da verdade. Nós devemos tentar estabelecer a verdade a cada momento, 24 horas todos os dias, apesar de todas as impressões em nossos sentimentos terrestres e na mente racional, que não estão sujeitas a dúvida, isto é, dentro da razão.

Além disso, não fugimos dessa percepção racional, porque “… um contra o outro Ele os criou”. Nós não descartamos nada, apenas tentamos processá-lo corretamente: um contra o outro até que possamos desenvolver o entendimento acima razão para cada entendimento dentro da razão.

É assim que alcançamos a percepção da realidade espiritual e começamos a funcionar em dois níveis: no nível material, observando todas as suas leis e regras aceitas entre as pessoas deste mundo, e também na verdadeira realidade espiritual.

Então a Luz superior é revelada porque agora somos capazes de acender o jarro de óleo de acordo com todas as condições, e dessa forma, alcançamos a revelação do Criador e do mundo superior.

Durante o dia, um dia após o outro, e a cada momento, devemos tentar nos ver nesta batalha, imaginando a imagem dentro da razão e justaposta a ela, a imagem acima da razão. Esta é a guerra dos Macabeus contra os gregos: os gregos estão dentro da razão e os Macabeus estão acima dela.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá, 14/12/17, Lição sobre o Tópico: “Chanucá pela Sabedoria da Cabalá”

O Milagre De Chanucá

laitman_943Pergunta: Um milagre aconteceu em Chanucá quando uma vela que só podia queimar por um dia continuou queimando por oito dias. O que é uma vela, um pavio e óleo da perspectiva Cabalística?

Resposta: A vela é um barril com óleo e um pavio flutuando dentro dele. Graças ao pavio, podemos acender o óleo que sobe o pavio e queima. Separadamente, o óleo e o pavio não queimam, mas quando o óleo entra no pavio, a vela acende.

O pavio encarna a rejeição da luz. O óleo representa o combustível, mas não pode queimar sozinho. Portanto, devemos entender que o nosso crescente egoísmo é transformado através do nosso trabalho em seu oposto, como está escrito: “O anjo do mal se torna o anjo bom” ou “O anjo da morte se torna o anjo da vida”.

Os Macabeus encontraram o barril de óleo porque tentaram alcançar a qualidade de amor e doação, a conexão entre eles, e conseguiram acendê-lo porque tinham grande resistência àqueles segmentos da população que se curvavam aos ídolos gregos e construíam Templos gregos em Jerusalém.

A guerra dos Macabeus era interna, dentro deles, não externa com os gregos ou os helenistas dentro de Israel. Quando superaram a resistência egoísta, eles transformaram o ressentimento entre si no pavio dentro do óleo e conseguiram acendê-lo.

Portanto, o barril de óleo com um pavio incorpora especificamente o trabalho espiritual da pessoa. Não significa simplesmente encontrar um barril: o principal é poder acendê-lo. Quando os Macabeus, ao superar a resistência de seus egos, se uniram, o barril foi encontrado, no qual foram capazes de colocar o pavio e acendê-lo. Em outras palavras, eles transformaram seu egoísmo e ele começou a ser iluminado pela Luz superior, e suas almas se acenderam, iluminadas pela Luz. Este é o milagre de Chanucá.

Pergunta: Por que a vela queimou por oito dias ao invés de um?

Resposta: Porque se você trabalha com o propósito de amor e doação, você ascende mais alto. Há oito Sefirot de Malchut à Bina, oito partes de desejos. Mesmo que haja apenas uma Malchut, através da resistência, ou seja, a fé acima da razão, ela ilumina todas as Sefirot até a mais alta delas: Bina.

Os Macabeus foram capazes de elevar-se à verdadeira qualidade de doação, que é chamada de fé acima da razão. A razão está em Malchut, enquanto a fé – em Bina. A ascensão de Malchut à Bina encarna o milagre de Chanucá.

De KabTV “Significado Cabalístico de Chanucá”, 07/12/17

Quando Os Macabeus Retornarão?

laitman_750.02Pergunta: Qual é o significado Cabalístico do feriado de Chanucá?

Resposta: O significado Cabalístico do feriado é que, tendo descoberto que somos egoístas absolutos que não têm conexão com o mundo espiritual e que vivem apenas suas vidas animais, percebemos que devemos sacudir o pó do egoísmo de nós mesmos e começar a viver com a Luz dentro do coração: com a aspiração de uma conexão sincera entre si.

Somente na conexão entre nós pode o mundo superior, a força superior, ser revelado. Acender uma pequena chama entre nós – a qualidade de doação e amor mútuo – é chamado “Chanucá”. Daquela pequena Luz chamada Nefesh, depois Ruach, Neshama, Haya e Yechida, que são todas relações fraternais mútuas, gradualmente começam a florescer, o que nos permite conectar todas as nossas qualidades e aspirações entre nós e começar a nos sentir como uma família amável e solidária.

Isso acontece gradualmente. Existem sete estágios no mundo espiritual: Chesed, Gevurah, Tiferet, Netzach, Hod, Yesod e Malchut. É justo que estamos subindo de baixo para cima, de Malchut para o mais alto, à Chesed, acendendo dentro de nós uma luz cada vez maior.

Isto é o que Chanucá representa (do hebraico “hanu-kah”, “hanaya” – escala). Após esta escala, há um período até Purim, quando alcançamos as Sefirot acima de Chesed: Bina, Hochma e Keter. Então, a unidade absoluta, a completa iluminação e a consagração de nossa conexão mútua serão alcançadas, quando realmente nos tornaremos como um todo, uma alma, chamada “Adão”.

Nós temos que aspirar a isso, porque este é o objetivo de nossas vidas, de nossa existência, o objetivo da criação.

Pergunta: Onde estão os gregos neste caminho?

Resposta: Os gregos estão entre nós, são forças que nos separam, nos impedem de nos unir, nos afastam uns dos outros, como os egípcios fizeram antes.

Em outras palavras, tudo o que impede a nossa unidade e adesão é chamado de egípcios, romanos ou gregos, dependendo do nível. Mas, em princípio, é o nosso egoísmo.

Mesmo agora, nós obedecemos aos egípcios, romanos e gregos – as chamadas “nações do mundo”, que existem dentro de nós – as forças egoístas que nos controlam.

Pergunta: Então agora não estamos em guerra com eles?

Resposta: de jeito nenhum. Que guerra? Pelo contrário, nós atraímos todos os nossos inimigos externos para nós. Nós sequer os consideramos inimigos. Somos elitistas. Pensamos que sua cultura, ciência e educação são o que é melhor para nós. Nem estamos planejando nos unir.

Pergunta: Em outras palavras, queremos viver como eles, mas devemos querer viver como a nação de Israel?

Resposta: Viver como a nação de Israel não significa sentar de manhã à noite lendo a Torá. Precisamos construir o tipo certo de sociedade em que todos estariam conectados pelas leis de amizade e amor. “Ama o próximo como a ti mesmo” é a principal lei da Torá que devemos começar a obedecer.

Pergunta: Quando os Macabeus virão e começarão a guerra?

Resposta: Estamos tentando fazer o máximo que podemos.

Pergunta: Isso acontecerá de repente? No último momento, quando tudo chega a um beco sem saída, em sofrimento?

Resposta: Espero que não seja assim. Os Macabeus viream quando não havia outra alternativa, e o Macabeu Judá gritou: “Quem for a favor do Criador, siga-me!”

No entanto, vamos esperar que, gradualmente, através da disseminação da Cabalá, cheguemos a um tempo em que as pessoas começarão a nos entender e desejarão abordar essa ideia.

Pergunta: Se estamos falando em termos do mundo material, então os Macabeus eram Cabalistas?

Resposta: Claro. “Todo aquele que for a favor do Criador, siga-me!” É um chamado Cabalístico, isto é: “Vamos nos unir! Concordamos em ser o ponto central de conexão”. O Macabeu Judá era um grande estudioso, um grande sábio, um Cohen, e é por isso que foi capaz de fazer isso. Em seu nível espiritual, ele realmente tinha o poder de atrair toda a nação para si mesmo.

Pergunta: Em outras palavras, o Criador é unidade?

Resposta: Sim. A experiência da unidade ou a experiência do Criador é a mesma coisa. O Criador não é algo que existe fora de nós, mas a força de unidade e amor que alcançamos. Nós a chamamos de Criador.

De KabTV “O Significado Cabalístico de Chanucá”, 07/12/17

Sucot

laitman_294.1É importante ver que ação espiritual cada feriado e que “bom dia” indica e como realizá-lo. Quando falamos dos símbolos do feriado de Sucot na linguagem dos ramos: sobre a cobertura da Sucá feita a partir do lixo do celeiro e da adega, a bênção dos Arba Minim (quatro espécies de plantas), devemos sempre apontar para a raiz superior. A partir disso, seremos capazes de entender melhor o que fazer com nossos desejos e intenções, como realizar essas ações em conexão entre nós com a ajuda do trabalho material, construindo uma forma espiritual dentro da dezena.

Sentar-se à sombra da Sucá significa estar sob uma tela. Juntos, podemos construir uma tela tão grande que não podemos apenas dar, mas até mesmo receber em prol da doação – este é um feriado real. Nós poderemos receber “convidados” nesta Sucá, isto é, toda vez que tivermos a Luz de Hassadim suficiente para alguma revelação da Luz de Hochma.

No feriado de Sucot, deixamos nosso lar permanente e entramos em um lar temporário, a Sucá. A morada temporária muda a cada vez, mas é mais valiosa para nós do que o lar permanente porque assim adquirimos uma “sombra”, isto é, a tela na Sefira de Malchut, e podemos receber em prol da doação como um Partzuf espiritual.1

Um feriado, um “bom dia” (Yom Tov) é receber a Luz que retorna à fonte, que nos dá uma tela para nosso desejo de desfrutar e nos torna semelhantes ao mundo superior, ao Criador, à doação. É chamado de “dia” porque, por meio dessa iluminação, podemos obter a intenção de doar, e o “bom” é a recepção da Luz em prol da doação.

A cobertura da Sucá deve ser suficientemente densa, de modo que a sombra nela seja maior do que a luz do sol penetrando na cobertura. É o símbolo de uma preocupação constante por tal Grande Luz de Hassadim que cobre todos os nossos desejos de modo a não se ter medo de receber a Luz para si mesmo.2

O feriado de Sucot simboliza a construção da tela anti-egoísta. Nós vivemos em segurança em nosso “lar permanente”, no desejo de desfrutar, e agora temos que sair para uma morada temporária, que é o símbolo de seguir um caminho espiritual. Afinal, não há nada de permanente na espiritualidade: estamos constantemente em “moradia temporária”, em constantes mudanças, cuidando da cobertura, da tela, para não retornar ao “lar permanente”.

A casa mais permanente é a sepultura; não haverá mais mudanças lá. E no intervalo entre a sepultura e a eternidade, nos é dada uma casa material.

Se somos capazes de viver o tempo todo em uma morada temporária, isto é, em mudanças, cuidando da tela, elevando-nos acima de nossos desejos e nos esforçando para nos tornar semelhantes à doação, ao Criador, então vivemos como se flutuando no ar. em um colchão de ar. O principal é tomar cuidado para que a doação esteja no topo, que a cobertura da Sucá esteja acima da cabeça, porque é o símbolo da tela. Portanto, em Sucot é aceito comer somente na Sucá .3

Sucot é a alegria de superar o egoísmo pessoal e receber a Luz do sol em prol da doação através da cobertura da Sucá, através da tela que construímos sobre nossas cabeças. Este é o retorno ao amor: “Eu sou do meu amado e meu amado é meu”. Primeiro, “Eu sou do meu amado”: na medida em que sou capaz de doar ao Criador, sinto que Ele me doa. Todos os símbolos do feriado de Sucot – um abraço à direita, um abraço à esquerda, um beijo, uma fusão – são resultado de correções feitas em Rosh Hashaná, Yom Kipur, os Dias do Arrependimento.

A alegria de Sucot vem do fato de que conseguimos superar nosso desejo de desfrutar e construir uma tela, uma cobertura sobre ele.4

A primeira correção é a restrição do egoísmo da pessoa. Como se eu saísse de casa e fechasse a porta atrás de mim, garantindo que não voltaria mais à recepção egoísta.5

Se alcançamos uma conexão na dezena, o Criador é certamente revelado entre nós. Ele mostra se existe uma conexão entre nós ou não. Se só podemos doar em prol da doação, então a Luz de Hassadim é revelada, isto é, o Criador é revelado de longe, como um adulto, um professor entre crianças. Se já podemos receber em prol da doação, isto é, no amor, e não apenas apoiando um ao outro, o Criador é revelado como nosso parceiro, preenchendo e abraçando a todos.6

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 23/9/18, Lição sobre o Tema “Sucot
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Yom Kippur: Revelação Dos Desejos Que Precisam De Correção

laitman_294.2O calendário terrestre com suas festas não reflete exatamente o que está acontecendo no mundo espiritual. O estado chamado “Yom Kippur” pode ser realizado em Chanucá ou Purim, e Pessach, o êxodo do Egito, pode acontecer a qualquer momento. Em nosso mundo, tudo é determinado por um sistema inanimado comum, mas na espiritualidade, tudo depende de uma pessoa, de seu desenvolvimento individual. Portanto, é bem possível que um de nós esteja no estado de Purim, outro esteja no estado de Pessach e outro ainda esteja em um dia de semana comum ou no dia 9 de Av.

Os estados espirituais referem-se à unificação das pessoas até a completa restauração do sistema comum do primeiro homem, Adão. Este sistema foi quebrado e precisamos remontá-lo. Gradualmente, todas as suas conexões quebradas são reveladas, toda a severidade da quebra que penetrou nas profundezas da natureza.

Yom Kippur é um estado severo. No entanto, é muito importante para a correção, porque neste dia a falta de conexão entre nós é revelada, a falta de fé, a falta do sentimento do Criador. Além disso, a correção deste dia é: “Retorne, ó Israel, ao Senhor seu Deus”, isto é, sentir a força superior como a si mesmo. Ao nos conectarmos uns com os outros, permitimos que o Criador seja revelado entre nós e possamos nos aderir a Ele.

Yom Kippur é a revelação de todos os desejos que precisam de correção. O principal é revelar o mal da pessoa, porque a correção já será realizada pela Luz superior. Nossa tarefa é perceber nosso próprio mal, odiá-lo e querer sair dele. E o Criador completará este trabalho para nós.1

Todos os pecados ocorrem apenas por uma razão: a ausência do sentimento do Criador. A pessoa pode até dizer que a ausência do sentimento do Criador é o principal crime.2

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá, 18/09/18, “Yom Kippur
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Gratidão A Baal HaSulam

226O Yahrzeit [aniversário da morte de Baal HaSulam] do Baal HaSulam é um dia especial de recordação e gratidão a uma alma muito especial e elevada que desceu a este mundo como mensageira do Criador para abrir um caminho para nós, uma entrada para o mundo superior, para que possamos alcançá-lo aqui, durante a nossa vida.

Baal HaSulam fez muito para unir nosso Kli (vaso) corpóreo e o Kli espiritual, o que nos permite conectar com ele, e através dele alcançar conexão com o Criador. Ele abriu um caminho muito longo e especial, exatamente como o Baal Shem Tov e o Ari faziam em seus tempos. Nós somos incapazes de apreciar plenamente o que essa alma fez.

Em última análise, devemos ser gratos ao Criador por nos enviar tal alma, uma tremenda ajuda. Quando aprendemos com os livros do Baal HaSulam e abordamos o objetivo com sua ajuda, devemos apreciar, agradecer, honrar e amar essa pessoa extraordinária, essa ferramenta especial que cria uma conexão entre nós, aqueles que estão abaixo e aqueles que estão acima.

Devemos estar tão orgulhosos desta honra e assumir ainda mais compromissos para sermos dignos de nos conectarmos com tal alma. Nós somos incapazes de perceber sua contribuição para conosco e seu poder, mas ainda assim, devemos amá-lo, como as crianças amam seus pais. Então devemos nos aproximar e nos apegar a esta alma, que abriu a passagem para o Criador em nosso tempo. Nós não teríamos chance sem ele.

Houve muitos Cabalistas antes, mas em nosso tempo, não há outro método que permita, na prática, a revelação do Criador e tornar-se Seus parceiros, apoiadores em Sua obra com a criação. Graças ao Baal HaSulam, podemos com nossas pequenas almas facilitar sua ascensão e, junto com ele, as nossas. Ficamos honrados em receber um convite, um passe para o mundo superior e a escolha está em nossas mãos.

Apenas duzentos anos atrás era impossível conceber que pessoas completamente seculares como nós, sem qualquer preparação ou conexão com a Torá, pudessem ter qualquer chance de se aproximar da espiritualidade. Então veio a alma de Baal HaSulam e abriu uma passagem para nós, e agora podemos passar por este túnel apenas por causa de nosso desejo puro.

O mais importante é o desejo. Não importa que uma pessoa tenha afundado no sentido corpóreo, isso não tem relevância na espiritualidade. Se você olhar sobre o Machsom para o mundo espiritual, verá a pessoa como se fosse um raio X: sem carne ou gordura, apenas os ossos, que é a essência. E de acordo com essa essência, de acordo com o nosso desejo, somos aceitos na espiritualidade.

Estou tão feliz que existam tantas pessoas conosco ao redor do mundo que anseiam de acordo com sua essência interior em direção à verdade, e de acordo com seu desejo estão prontas, através do método de Baal HaSulam, para atravessar esse caminho e alcançar a perfeição.

A chave para isso é muito simples: nossa união. Nós avançamos na medida em que nos unimos; a cada movimento em direção à unidade, damos outro passo em nosso avanço. Este túnel coloca pressão constante sobre nós, nos aperta e nos força a nos conectar ainda mais firmemente ao ponto de passar pelo buraco de uma agulha. O segredo do nosso sucesso reside exclusivamente na nossa unidade.

Da Lição Diária de Cabalá, “Yahrzeit Baal Sulam”, 19/09/18

The Times Of Israel: “Sucot: Como A Humanidade Pode Viver Em Harmonia Sob Um Só Teto”

O The Times of Israel publicou meu novo artigo: “Sucot: Como A Humanidade Pode Viver Em Harmonia Sob Um Só Teto

Lar é agora um conceito relativo para as massas de pessoas em todo o mundo. Todos os dias, a busca de melhores oportunidades e empregos leva muitos a migrar para novos locais. Os números recordes simplesmente não têm opção e são deslocados à força como resultado de guerras, perseguições, crimes ou desastres naturais. Vamos ver o que o feriado de Sucot pode nos ensinar sobre a criação de um sentimento real de pertencimento e coexistência pacífica …

Primeiro, vamos ter uma perspectiva sobre a demografia. Segundo as Nações Unidas, estima-se que 258 milhões de pessoas em todo o mundo estão vivendo em um país que não seja seu local de nascimento, um aumento de 49% nas últimas duas décadas. Um terço delss teve que fugir de condições de risco de vida para procurar um refúgio seguro, com os olhos voltados principalmente para países ricos.

Os líderes da UE estão tentando, sem sucesso, resolver o que é considerado a maior crise de refugiados e deslocamento do nosso tempo. Sentimentos antimigrantes rapidamente se transformaram em profundas tensões sociais em algumas cidades europeias. Enquanto isso, nos Estados Unidos, estima-se que mais de 11 milhões de imigrantes indocumentados estejam tentando entrar, resultando em uma crise humanitária ao longo da fronteira com os EUA.

No mundo de hoje, é difícil encontrar exemplos de estabilidade, constância e poder. A dinâmica do nosso mundo global e interconectado, onde o movimento de cada indivíduo afeta os outros, constantemente nos pressiona com instabilidade e imprevisibilidade. Em um sistema de interconexão mútua, todos nós dependemos uns dos outros. Não pode ser bom para um, se não for bom para todos.

Curso Natural de Desenvolvimento

A migração de milhões de um país para outro faz parte do programa evolutivo da natureza. O mesmo vale para a mudança do clima global, outra poderosa causa de realocação e incerteza. Os exemplos mais recentes são a devastação causada pelo tufão Mangkhut, nas Filipinas, e o furacão Florence, nos EUA. Este último deixou uma trilha de destruição estimada em US$ 22 bilhões em danos e milhares de pessoas deslocadas devido a evacuações obrigatórias.

No entanto, o fato é que podemos evitar esses golpes. Se, antes do golpe da natureza, entendêssemos o plano de desenvolvimento definido pela natureza, poderíamos conduzir toda a raça humana a um horizonte novo e brilhante.

O que, então, nos impede de criar uma vida boa para todas as pessoas?

Não é outro senão o ego humano – o desejo de desfrutar às custas dos outros. Como parte da evolução natural da humanidade, o ego cresceu para proporções grotescas como um câncer dentro do sistema, enquanto a natureza espera que mantenhamos sua lei básica de equilíbrio entre todos os seus elementos: inanimado, vegetativo, animado e humano.

Quanto mais cedo compreendermos a lição que a natureza nos ensina, mais cedo poderemos transformar nossa vida frágil e fugaz em algo positivo, estável e pacífico.

Criaturas de Hábito

Uma pessoa, como qualquer outro animal, aspira por conforto e segurança. Curiosamente, o feriado de Sucot (A Festa dos Tabernáculos) é um chamado para sair do nosso confortável “lar” egoísta e construir uma nova estrutura, uma sucá, o símbolo do novo mundo que podemos construir para nós mesmos e transformar nossa natureza egoísta na qualidade de doação.

Por que essa reconstrução e realocação são importantes? Além disso, o que isso tem a ver conosco?

À medida que a humanidade se desenvolveu, ela se esforçou em garantir um futuro sólido, mas a triste realidade é que a vida só se tornou mais complexa ao longo do tempo. No passado, tudo parecia mais simples. A vida parecia ter continuidade, conforto e estabilidade. Os pais herdavam lares e os deixavam para os filhos. As pessoas se sentiam seguras em suas profissões e tinham poucas preocupações com uma futura fonte de renda. Mas tudo parece ter perdido rapidamente o valor nos últimos anos.

As famílias estão cada vez mais em frangalhos. Tudo parece sujeito a mudanças. Em geral, pode-se dizer que o lar confortável de ontem tornou-se o abrigo temporário de hoje da tempestade que se aproxima de nós.

Qual é uma das ironias mais angustiantes da nossa época? É que, em uma era tecnológica em que temos uma abundância de recursos para garantir uma vida boa e segura para todos, usamos nossos avanços para prejudicar uns aos outros, travando guerras, conflitos e lutas constantes e criando uma atmosfera de crescente ansiedade, em vez de aumentar a confiança. Nossa natureza maligna está dominando nossas aspirações por uma vida agradável.

Nossa aposta mais segura hoje é explorar a natureza em profundidade e identificar suas regras rígidas. Ao entender a tendência do desenvolvimento da natureza, podemos garantir um progresso indolor e rápido.

O conhecimento sobre o funcionamento interno do sistema da natureza é nossa única âncora no mundo em mudança. Precisamos obter conhecimento universal que inclua o reconhecimento do sistema natural, entendendo como ele funciona e direcionando nosso desenvolvimento como seres humanos. Quando entendermos esse sistema, nos alinharemos com a lei geral da natureza, a força que opera e controla tudo na realidade.

Do Amor-Próprio ao Amor pelos Outros

A fórmula pela qual podemos começar a nos apegar a esse poder superior é “ama o próximo como a ti mesmo”. A observância dessa regra requer a saída do ego com o qual fomos criados – saindo do nosso lar permanente de amor-próprio e entrando em uma nova morada de amor pelos outros. Isto é o que a sabedoria da Cabalá ensina e esta é a mensagem interior de Sucot.

Ama o próximo como a ti mesmo é o meio para descobrir um novo lar. No caminho do amor de si mesmo ao amor pelos outros, nossa imagem da realidade é substituída. Nossos sentidos são invertidos, a mente e o coração mudam de direção de dentro para fora, e um mundo oposto é revelado a nós. De repente, vemos um mundo cada vez mais amplo no qual o programa de desenvolvimento e gerenciamento de nossas vidas está localizado.

Além disso, quando nossos olhos se abrem para ver que somos todos um, deixamos de cometer erros e asseguramos uma feliz convivência sob um teto comum e global.

Feliz Sucot!

The Times Of Israel: “O Significado De Nosso Yom Kippur Pessoal E Sua Conexão Com O Mundo“

O The Times of Israel publicou meu novo artigo: “O Significado De Nosso Yom Kippur Pessoal E Sua Conexão Com O Mundo

Em primeiro lugar, vamos criar o contexto. Yom Kippur, o Dia da Expiação, não existe. De acordo com a sabedoria da Cabalá, ele está esperando para ser construído dentro de cada um de nós, e somente depois disso pode ser verdadeiramente realizadp.

A Cabalá explica que, além do fato de que o Yom Kippur é o feriado mais solene no calendário judaico, na verdade, refere-se a uma inclinação interna para a correção. Como podemos perceber este desenvolvimento interno? Começamos por julgar a nós mesmos, nossos desejos e intenções egoístas corrompidos em relação aos outros. Embora eu possa me arrepender do meu estado e querer com coração e alma separar-me dele – a fonte de todas as dores, desconfiança e divisão -, sou incapaz de fazer isso sozinho, porque isso é totalmente contra a minha natureza. Neste momento em minha expiação, eu clamo ao Criador por ajuda, por correção. Este processo interno é a essência do Yom Kippur.

Ao elevar-nos acima do nosso egoísmo pessoal, revelamos o mundo como um sistema unificado. Hoje, quando o mundo precisa desesperadamente de unidade, a nação judaica que deveria dar o exemplo para os outros seguirem, é despedaçada. Lutas de poder entre facções judaicas em certas ocasiões acabaram em brigas violentas. Além do crescente fosso entre a diáspora e Israel, quase metade dos judeus americanos considera a religião organizada como sem sentido.

Qual é a conexão entre nossa instável fundação judaica e a pressão cada vez mais hostil do mundo, obrigando os judeus a se unirem? A resposta a essa pergunta é explicada em detalhes em um artigo que publiquei no The New York Times (edição impressa) intitulado “O Que Nós Judeus Devemos Ao Mundo?”. Quatro anos se passaram desde a sua publicação e o estado da nação judaica, em vez de melhorar, tornou-se cada vez mais incerto. Antes que seja tarde demais, vamos revisar, então, a solução para nossa crise sempre crescente em prol do futuro de nossos filhos e para nós mesmos.

Comprando Nosso Caminho Para O Céu

O dia mais sagrado do ano para os judeus é o Yom Kippur, quando jejuamos e oramos. Uma parte fundamental da oração é ler o livro de Jonas, o Profeta. Curiosamente, muitos judeus observadores acreditam que comprar o privilégio de ler o livro os tornará bem-sucedidos durante o resto do ano.

Naturalmente, apenas os mais ricos da comunidade podem competir por isso. As somas variam de acordo com a afluência da comunidade e, em alguns casos, o privilégio é vendido por mais de meio milhão de dólares.

Quebrando o Código

O que as pessoas não estão cientes, no entanto, é a verdadeira razão pela qual o livro de Jonas é tão importante. Os Cabalistas determinaram que esta leitura é a mais importante do ano porque detalha o código para salvar a humanidade.

A história de Jonas é especial porque fala de um profeta que primeiro tentou se esquivar de sua missão, mas finalmente se arrependeu. Outro aspecto especial da história de Jonas é que sua missão não era advertir o povo de Israel, mas salvar a cidade de Nínive, cujos moradores não eram judeus. À luz do atual estado precário do mundo, devemos Olhar Mais De Perto Essa História E Seu Significado Para Cada Um De Nós.

Tome Jeito Ou Dê O Fora

Na história, Deus ordena a Jonas que diga ao povo de Nínive, que se tornaram muito malvados entre si, para corrigir seus relacionamentos uns com os outros, se quiserem sobreviver. No entanto, Jonas saiu de sua missão e foi para o mar em um esforço para escapar do mandamento de Deus.

Como Jonas, nós judeus temos inadvertidamente evitado nossa missão nos últimos 2.000 anos. No entanto, não podemos nos permitir evitar isso. Temos uma tarefa que nos foi transmitida quando Moisés nos uniu em uma nação baseada no princípio: “Ama o próximo como a ti mesmo”, e é nosso dever estabelecer um exemplo de unidade para o resto do mundo. Nossos antepassados, Abraão e Moisés, queriam unir toda a humanidade, mas naquela época o mundo não estava pronto (para mais sobre isso, veja meu artigo, “Por Que As Pessoas Odeiam Os Judeus?”).

Esse grupo, ou seja, o povo de Israel, ainda deve se tornar um modelo para o mundo. Rav Kook, o primeiro Rabino Chefe de Israel, colocou poeticamente em seu livro, Orot Kodesh (Luzes Sagradas): “Visto que fomos arruinados pelo ódio infundado e o mundo foi arruinado conosco, seremos reconstruídos pelo amor infundado, e o mundo será reconstruído conosco.

Dormindo na tempestade

Na história, a fuga de Jonas de sua missão pelo navio fez o mar rugir e quase afundar o navio. No auge da tempestade, Jonas foi dormir, separando-se do tumulto e deixando os marinheiros se defenderem sozinhos. Aos poucos, eles começaram a suspeitar que alguém entre eles era a causa da tempestade. Eles tiraram a sorte e esta caiu sobre Jonas, o único judeu a bordo.

De muitas maneiras, o mundo de hoje é semelhante ao navio de Jonas. Como disse Christine Lagarde, chefe do Fundo Monetário Internacional: “Estamos todos em um só barco, uma economia global. Nossas fortunas crescem juntas e caem juntas. (…) Temos uma responsabilidade coletiva: criar um mundo mais estável e mais próspero, um mundo em que todas as pessoas em todos os países possam atingir seu pleno potencial”. No entanto, o mar em nosso entorno está enfurecido e os marinheiros, que é toda a humanidade, estão culpando o judeu a bordo por todos os seus problemas.

Como Jonas, estamos dormindo. Embora estejamos começando a despertar para a existência do ódio contra nós, ainda não percebemos que não cumprir nossa missão é a razão do ódio. Se não acordarmos em breve, os marinheiros nos atirarão ao mar, como fizeram com Jonas. Rav Yehuda Ashlag, autor do comentário Sulam (Escada) sobre O Zohar, escreveu em seu ensaio “O Arvut” (Garantia Mútua): “Cabe à nação israelense qualificar a si e ao resto das pessoas no mundo a evoluir para assumir este trabalho sublime de amor aos outros”.

O Chamado De Despertar

Jonas diz aos marinheiros para jogá-lo ao mar, pois só isso acalmará o mar. Relutantemente, os marinheiros obedecem e a tempestade se acalma. Uma baleia engole Jonas e, ​​durante três dias e três noites, ele permanece em seu abdome, examinando suas ações e decisões. Ele implora por sua vida e promete cumprir sua missão.

Como Jonas, cada um de nós carrega algo que está agitando o mundo. Nós, o povo de Israel, levamos um método para alcançar a paz através da conexão. A unidade é a raiz do nosso ser. Este DNA é o que nos torna um povo porque fomos declarados uma nação somente depois que nos comprometemos a ser “como um homem com um coração” e nos esforçamos para amar nosso próximo como a nós mesmos”. Hoje devemos reavivar esse vínculo porque onde quer que formos, o poder inexplorado está desestabilizando o mundo ao nosso redor, a fim de nos obrigar a uni-lo e reacendê-lo.

Assim como a separação atual entre nós projeta a separação para toda a humanidade, a união entre nós irá inspirar o resto das nações a se unir também. Quando nos unirmos, dotaremos a humanidade da energia necessária para alcançar a unidade mundial, onde todas as pessoas vivem “como um homem com um coração”. Então a única questão é se assumimos nossa responsabilidade, ou preferimos ser jogados ao mar, apenas para posteriormente concordar em realizar nossa tarefa.

Se quisermos acabar com nossos problemas, nos livrar do antissemitismo e ter uma vida segura e feliz, devemos nos unir e, assim, estabelecer um exemplo de unidade para todas as nações. É assim que vamos trazer paz e tranquilidade ao mundo. Caso contrário, o ódio das nações em relação a nós continuará crescendo.

Agora vemos que quando as pessoas pagam muito pelo privilégio de ler o livro de Jonas em Yom Kippur, inadvertidamente declaram seu apoio à missão do povo judeu em relação ao mundo: ser uma luz para as nações mostrando um exemplo de unidade e conexão. Para concluir, deixem-me citar mais uma vez o grande Rav Kook: “Qualquer turbulência no mundo vem apenas para Israel. Agora somos chamados a realizar uma grande tarefa de boa vontade e conscientemente: construir a nós mesmos e a todo o mundo arruinado conosco” (Igrot [Cartas]).