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Feliz Shavuot Desde Israel

Dr. Michael Laitman

Da Minha Página no Facebook Michael Laitman 17/05/18

A recepção da Torá é a recepção da Luz que conecta nossos corações como um só.

Graus De Independência

Dr. Michael LaitmanAlcançar a independência é, em essência, todo o trabalho de uma pessoa neste mundo. Todo o processo – desde o momento do nosso nascimento neste mundo e antes de entrar no mundo espiritual, e o subsequente desenvolvimento da alma até o fim de sua correção – é um avanço em direção à independência.

A independência é realizada ao se alcançar equivalência com a força superior, o Criador, nada mais do que isso. Até que a pessoa alcance o grau e poder do Criador, e a equivalência com Ele em todas as qualidades, ela não completará seu desenvolvimento e não obterá independência.

Baal HaSulam, “Introdução ao Livro Panim Meirot uMasbirot”, “Está escrito no Zohar: “Com esta composição, os Filhos de Israel serão redimidos do exílio”. Também, em muitos outros lugares, somente através da expansão da Sabedoria da Cabalá nas massas, obteremos a redenção completa. Eles também disseram: “A Luz nela o reforma”. Eles foram intencionalmente meticulosos sobre isso, para nos mostrar que somente a Luz contida nela é a cura que reforma uma pessoa.

Portanto, está claro que só assim é possível alcançar a independência que tanto queremos e se tornar livre, mesmo no sentido material. Só assim poderemos nos libertar da ameaça externa que não nos deixa nem por um momento, cada vez nos obrigando a lutar por nossa sobrevivência.

Afinal, a oportunidade de retornar à sua terra foi dada ao povo de Israel como uma oportunidade por um período limitado de tempo, justamente para alcançar a independência que depende da revelação da sabedoria da Cabalá entre as massas.

Nós existimos dentro do sistema da natureza, em uma rede especial que age de acordo com suas leis. É possível estudar formas particulares da manifestação dessas leis nos graus inanimado, vegetativo e animado, assim como a física (o nível inanimado), a botânica (o vegetativo), a biologia, a zoologia e a genética (o animado, isto é, tudo relacionado a organismos vivos).

Há também uma parte relacionada ao mundo interno de uma pessoa. Psicologia e psiquiatria envolvem-se nisso, mas suas habilidades são muito limitadas e, na verdade, essa área permanece praticamente desconhecida.

A única ciência que realmente lida com o mundo interno da pessoa é a sabedoria da Cabalá. Ela estuda a pessoa como um sistema interno agindo de acordo com certas leis prescritas, e permite que você entenda essas leis e as use para mudar a natureza humana e levar a pessoa à boa forma de existência.

Nós podemos melhorar nosso ambiente e torná-lo confortável, conhecendo as leis da física, química e outras ciências. Podemos também melhorar as qualidades internas de uma pessoa, conhecendo as leis que a sabedoria da Cabalá nos explica.

Essas leis permanecem inalteradas e absolutas de geração para geração. Elas estão prontas para o nosso uso, ao contrário das leis da psicologia que mudam constantemente, com declarações de que algo considerado prejudicial ontem é considerado útil hoje.

A natureza interna da pessoa está sujeita às leis absolutas e imutáveis. Essas leis vêm do Criador, a força mais elevada da natureza que compreendemos nas profundezas da criação, cuja natureza é oposta ao Criador.

Portanto, Baal HaSulam escreve que somente através da revelação da sabedoria da Cabalá pode o mundo inteiro mudar do exílio para a redenção. O povo de Israel deve fazer isso primeiro e dar o exemplo a todas as outras nações. Isso é chamado de “ser uma Luz para as nações”.

Desta forma, nós saímos de todas as limitações deste mundo. Somos obrigados a existir neste mundo para apoiar nosso corpo, tentando a todo momento prover as condições mais confortáveis. Passamos toda a nossa vida cuidando do corpo, que acaba morrendo, transformando todos os nossos esforços em cinzas.

No entanto, podemos começar a trabalhar em nós mesmos a fim de alcançar graus verdadeiros e eternos de existência que estão acima do cuidado de nosso corpo animalista. Quando fazemos isso, nossa principal preocupação é alcançar a força superior e a equivalência de qualidades com ela.

Na medida em que nos tornamos semelhantes ao Criador, recebemos uma oportunidade de sermos tão eternos quanto Ele é. Então começamos a subir os graus, alcançando uma força cada vez maior de eternidade e perfeição.

É de suma importância elevar-se acima de nosso corpo que nos é dado apenas para nos acompanhar por algum tempo, até que o abandonemos. Se eu me dedico ao cuidado dele, ou seja, se me coloco dentro dele, então estou envolvido em um negócio perdedor desde o começo.

Acontece que eu invisto todas as minhas forças e toda a minha vida no desenvolvimento e preenchimento de algo que inevitavelmente irá morrer. Isso significa que todos os meus esforços são completamente inúteis. Portanto, somos simplesmente obrigados a perceber oportunidades que a sabedoria da Cabalá nos dá.

Israel Tem 70 Anos!

Setenta anos – para um país esta é uma idade jovem. No entanto, é hora de dar uma olhada nos resultados. Estou muito feliz por termos algo de que nos orgulhar em nosso 70º aniversário. Israel de hoje é um país avançado. Ciência, alta tecnologia, medicina, tecnologia militar, agricultura…, em muitas áreas somos reconhecidos como líderes mundiais.

No entanto, acima de tudo, estou feliz com outra das conquistas de Israel: o fato de que hoje a sabedoria da Cabalá está sendo revelada cada vez mais. Podemos falar abertamente sobre isso, espalhar seu conhecimento e as pessoas nos ouvem. Elas já entendem que a Cabalá não é nem misticismo nem feitiçaria, mas uma ciência que constrói fortes pontes de amor entre todas as pessoas, independentemente de sua raça e local de residência.

Podemos ver como pessoas de numerosos países vêm a nossas Convenções em Israel. Na última Convenção, havia representantes de 75 países. Eles vêm ao chamado da alma, e vemos quão calorosamente eles falam sobre o nosso país, com tanta gratidão e amor!

E isso vai contra o pano de fundo de atitudes extremamente negativas em relação a nós de muitos países do mundo. Isso não os impede. Eles sentem que “ama ao próximo como a si mesmo”, que é a base da nossa nação, é a única direção verdadeira na vida.

Feliz feriado, queridos amigos!

Feriados Da Perspectiva Da Cabalá

laitman_572.02Pergunta: O que um feriado significa do ponto de vista da Cabalá?

Resposta: De acordo com a sabedoria da Cabalá, existem vários níveis da Luz que descem sobre nós. Sua intensidade determina um estado especial chamado feriado.

“Feriado” em hebraico é chamado de “Ha” da palavra “Mehuga” (seta), que gira constantemente, repetindo seus círculos. Em outras palavras, um feriado é algo que se repete de ano a ano. No entanto, ele se repete de tal maneira que, naquele momento, certa Luz desce e leva todos a um estado especial.

Assim, no mundo espiritual, você pode existir no estado de “Ano Novo” enquanto eu estou no estado de “Pessach”. Além disso, um não interfere no outro. Para você, é um estado; para mim, é diferente. Todo mundo tem seu próprio tempo e seus próprios níveis.

Da Lição de Cabalá em Russo, 31/12/17

“Não Engula O Maror Sem Mastigá-lo”

Laitman_725“Não engula o maror sem mastigá-lo” significa que precisamos trabalhar em nossa unidade com maior perseverança, apesar de nossa incapacidade de alcançá-la. Se no grupo concordamos com a necessidade de nos unir, entramos no Egito.

Anteriormente, não concordamos nem falamos sobre isso. Primeiro, os irmãos negligenciam José e o expulsam. Mas depois há uma fome e eles concordam em se unir, e entram no Egito.

No início, eles vivem bem no Egito, mas depois começam a perceber que não conseguem se conectar. “E os filhos de Israel suspiraram pelo trabalho”, pois não podiam realizar nada. É então que “o clamor deles ascendeu a Deus por meio do trabalho”.

Este é o significado de “Não engula o Maror sem mastigá-lo”. Nós somos obrigados a “mastigar” esse trabalho e a sentir toda a sua amargura e peso, como o amargo e duro rábano de que o Maror é feito. Do trabalho árduo e do nosso fracasso, nós amolecemos e, por desespero, nos voltamos ao Criador.

Somente depois de muito trabalho nós começamos a sentir nosso cativeiro e a necessidade de sair dele, e começamos a sentir que há uma força que pode nos ajudar.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabala 20/03/18, Escritos do Rabash

Livros Sobre O Eterno

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Se começarmos a explicar a uma criança de três ou quatro anos nossos problemas de adultos, obviamente, de acordo com seu desenvolvimento mental, psicológico e espiritual, ela será incapaz de compreendê-los. Ela não está interessada neles e eles não estão incluídos em suas definições.

É assim que lemos livros escritos por Cabalistas; devemos tentar perceber que não entendemos o que eles dizem.

Digamos que leiamos o artigo “Sobre o Amor dos Amigos”, mas não sabemos o que são os amigos ou o que é o amor. “Amigos” na espiritualidade são partes da minha alma; no entanto, eu não os sinto dessa maneira. Imediatamente, eu confundo a palavra “amigos” com a amizade habitual neste mundo: com conhecidos, alguém com quem é agradável passar uma noite, viajar, ou com amigos de infância.

No entanto, aqui tem um significado completamente diferente. Eu quero revelar a minha alma, a parte eterna da realidade, mas até agora só tenho uma existência temporária e ilusória em nosso mundo imaginário que realmente não existe. Portanto, eu devo entender que os livros falam da minha alma eterna, que surge diante de mim na forma de algumas pessoas especiais com as quais me juntei por um governo superior, pela rede quebrada de conexões entre nós.

É necessário formar uma representação de tal sistema dentro de nós, ainda que seja imaginário, mas tão próximo quanto possível do sistema espiritual. Além disso, precisamos definir com precisão quem é “uma pessoa” em geral e “amigos” em particular, e o que é “amor dos amigos”? Os amigos não são aqueles com quem é legal sair, tomar uma bebida, fazer uma refeição, dançar ou estudar.

Amigos são uma conexão espiritual especial, que não tem o propósito de trazer prazer uns aos outros. O prazer só pode ser o meio. Mas, na verdade, o amor dos amigos é quando cada um age em vez do outro. Essa é uma das dificuldades de estudar Cabalá.

A segunda dificuldade é que nós percebemos a Torá como uma história sobre o nosso mundo: como se houvesse tempo, espaço e movimento, que não existem no mundo espiritual. Portanto, essa “história” que ouvimos da Torá também não existe! Não há nem Egito nem o exílio egípcio.

Eu não deveria imaginar que isso aconteceu alguma vez em nosso mundo. A Torá não descreve eventos históricos, mas uma sequência de estados preparatórios pelos quais os Cabalistas passaram para alcançar a verdadeira e única percepção da realidade existente.

Portanto, eu também deveria constantemente me imaginar não estudando a história que ocorreu nos tempos antigos com um grupo de pessoas fugindo de um lugar para outro. Não é sobre isso, mas sobre as impressões sensoriais de uma pessoa, encontrando-se em um estado que ela define como exílio espiritual, exilada do mundo espiritual. Então é possível imaginar o que é a redenção e o desenvolvimento espiritual. Trata-se apenas do que está acontecendo dentro de uma pessoa.

Todos os dias eu quero me separar cada vez mais das histórias, da história e da geografia, e explicá-las a mim mesmo no nível interior, sensorial: o meu ou o de outra pessoa que quer se desenvolver espiritualmente. Tudo isso se aplica apenas ao período de desenvolvimento espiritual de uma pessoa. Portanto, “amor dos amigos” e, em geral, toda a Torá devem ser considerados apenas na forma interna, em relação ao nosso desenvolvimento.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 06/03/18, Lição sobre o Tópico: “Preparação para Pessach 

Pessach: Feriado Do Início Da Correção

749.02Estamos nos aproximando do feriado de Pessach (Páscoa judaica), que simboliza o início da correção. Tudo começa com a saída do Egito, seguido pela entrega da Torá.

As correções só são possíveis em uma pessoa que já passou pelo exílio egípcio. A criatura começa com o pecado da Árvore do Conhecimento e a quebra da alma, e então o processo de sua correção acontece.

Portanto, é claro que primeiro o reconhecimento do mal é necessário, o esclarecimento do estado em que nos encontramos após a destruição da Árvore do Conhecimento, onde a alma foi dividida em muitas partes que agora precisamos remontar. Isso ocorre junto com o desejo egoísta de desfrutar, que até agora governa nossas relações.

Assim, nós anexamos todo o desdobramento da inclinação ao mal à alma, que está sendo restaurada para nós, isto é, toda a força da Luz que estava preenchendo a alma e levou à rejeição de cada parte das outras. Quando nos reconectamos, trabalhando contra a força da Luz que uma vez preencheu a alma e agora se tornou hostil a ela, alcançamos as qualidades do Criador e da Criatura corrigidas.

No entanto, tudo isso começa com o reconhecimento do mal do estado em que estamos agora, com a revelação do egoísmo reinando entre nós, a rejeição, o ódio, o mal-entendido e o esclarecimento de quão profundamente cada um está imerso em si mesmo e incapaz de sair. Tudo isso é o primeiro e necessário estágio no caminho do estudo do Criador.

Todos os artigos sobre Pessach devem ser percebidos apenas com referência ao nosso distanciamento e conexão. Quando nos afastamos um do outro, as forças do mal se elevam e revelam um sentimento de exílio em nós.

Então, imediatamente, podemos falar sobre conexão e correção, e a redenção começa. Isto é, devemos ver tudo à luz do exílio e da redenção, distanciamento e reaproximação, revelação da quebra e sua correção.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá de 08/03/18, Escritos do Rabash

The Times Of Israel: “A Passagem (Pessach) Do Materialismo À Unidade”

The Times of Israel publicou meu novo artigo “ A Passagem (Pessach) Do Materialismo À Unidade

A Páscoa judaica (Pessach) é uma oportunidade de passar de um estado de divisão, desrespeito e frieza na sociedade moderna, para um de unidade, cuidado e calor.

Embora o ano judaico comece formalmente em Rosh Hashaná, há uma visão mais ampla dos feriados judaicos que mostra Pessach como o início do ano judaico. Para ver isso dessa perspectiva, precisamos entender o significado mais profundo de Pessach.

Pessach descreve um processo interno onde um período de intensificação da divisão leva à decisão de se unir, seguido pela descoberta de um estado mais unificado. Além disso, Pessach indica o que torna o povo judeu único.

O Que Torna O Povo Judeu Único?

Ao contrário de outras nações e raças, o povo judeu não surgiu organicamente de uma descendência familiar ou proximidade terrestre. Os judeus eram originalmente uma reunião de pessoas que ficaram conhecidas como “os judeus” quando se dedicaram a se unir “como um homem com um só coração” e aceitaram a responsabilidade de ser “uma luz para as nações” (a palavra hebraica para “judeu” [Yehudi] vem da palavra “unido” [yihudi] [Yaarot Devash, Parte 2, Drush nº 2]).

O feriado de Pessach explica essa transição.

Ele começa numa época em que o povo de Israel vivia excepcionalmente bem no Egito. Em termos de valores sociais comumente aceitos, eles tinham tudo: conforto, riqueza e sucesso, ou como está escrito na Torá, “no Egito… nos sentamos em torno de potes de carne e comíamos toda a comida que queríamos” (Êxodo, 16:3). No entanto, mesmo com toda a sua abundância material, eles sentiram que algo estava faltando.

Neste ponto, vamos nos afastar para ver o processo que isso descreve: a natureza humana, que é o desejo de receber prazer, constantemente nos incita a nos preenchermos. Quanto mais nos preenchemos, mais nos sentimos vazios, e mais sentimos a necessidade de buscar mais e mais realizações vez após vez. Assim, nosso desejo de desfrutar cresce e evoluímos através de vários estágios do crescimento do desejo. Depois de satisfazer nossas necessidades básicas de alimento, sexo, abrigo e família, nosso desejo cresce e desenvolvemos desejos sociais – dinheiro, respeito, controle e conhecimento – que continuamente tentamos satisfazer.

Então, encontramos um problema.

Como um cachorro perseguindo seu rabo, ​​nós perseguimos todos esses prazeres, mas continuamos nos descobrindo querendo algo mais ou diferente deles, sem sermos capazes de apontar o que realmente queremos. A história de Pessach descreve esse novo desejo: quando nossos desejos materiais são apagados, surge um novo desejo de conexão social positiva. Esse desejo é chamado de “Moisés”.

Moisés esteve presente o tempo todo em que o povo de Israel prosperava no Egito. Ele cresceu na casa do Faraó até que ele mesmo exauriu a busca material da felicidade. Foi quando o exílio egípcio começou. O Faraó, ou seja, nosso ego, se recusa a aceitar a unidade. Ele não pode pensar em nada pior do que a ideia de viver a vida com o objetivo do “ama teu amigo como a ti mesmo”.

Assim como o povo de Israel prosperou no Egito, eles naturalmente começaram a querer mais do que aquilo que tinham, e a ideia de unificação social – Moisés – começou a se formar entre eles. Então veio a luta entre Moisés e o Faraó. Por um lado, Moisés apontou o caminho para a união e o amor ao próximo, enquanto o Faraó insistia em que ele governasse, isto é, que eles continuassem vivendo e trabalhando apenas para realizações materiais egoístas. Quando o Faraó viu o povo de Israel aceitar Moisés, ele se tornou o rei selvagem que a história de Pessach descreve.

Através de um longo processo, o povo de Israel permaneceu ao lado de Moisés, exigiu sua união e triunfou. Eles se uniram ao pé do Monte Sinai e aceitaram a lei do “ama teu amigo como a ti mesmo”. Depois eles foram se purificar do hametz (fermento), isto é, o seu ego, e fizeram a transição do egocentrismo para a unificação, percebendo a ideia e orientação de Moisés.

Pessach Hoje

Visto que Pessach descreve o processo de superação do egoísmo com a unidade, ela é tão relevante hoje como sempre foi. A cultura materialista de hoje parece cada vez mais com o Egito descrito na história de Pessach: nós desfrutamos das maravilhas do materialismo por um bom tempo, mas cada vez mais pessoas estão sentindo cada vez mais que suas vidas estão perdendo alguma coisa.

Nós vemos isso expresso entre indivíduos com aumento da depressão, estresse e solidão, e na sociedade com a intensificação da divisão social, xenofobia e antissemitismo. Todos esses fenômenos nos mostram que podemos ter toda a abundância material que queremos, mas isso ainda não nos satisfará, e o que realmente precisamos para cumprir nosso novo e maior desejo é a união, a conexão social positiva.

Ao contrário de nossas realizações materiais, não podemos imaginar como seria se unir acima de nossas divisões. Não vemos nenhum exemplo de unidade com o qual possamos preencher nossos meios de comunicação e sistemas educacionais, e assim continuamos regurgitando e reinventando ideias, histórias e produtos materialistas, já que não vemos nem sabemos mais nada.

À medida que a sociedade se envolve continuamente nesse ciclo materialista de perseguição de prazer sem qualquer outro objetivo à vista, e à medida que os problemas surgem cada vez mais dessa configuração, mais a sociedade aponta o dedo da culpa para os judeus. O sentimento antissemita aumenta assim porque o povo judeu, em sua ancestralidade, possui o modelo para realizar o novo desejo de conexão. Se o povo judeu não conseguir apontar e trabalhar em direção à unificação em um tempo em que não apenas os judeus, mas o mundo em geral, precisam de unidade, o mundo inconscientemente começará a sentir o povo judeu como a causa de seus problemas.

Nossos antepassados ​​passaram pelo processo de união, salvando-se da ruína no processo. Hoje, visto que o dedo da culpa está em nós por todos os tipos de razões, cabe a nós identificar a razão principal de toda essa culpa – que, de todas as pessoas, nós recebemos as chaves para nos unirmos acima de todas as diferenças, e isso é o que o mundo realmente precisa de nós. É como se o mundo não prestasse atenção a toda a tecnologia, cultura e medicina que trazemos ao mundo. No entanto, se fizermos como nossos antepassados ​​fizeram, vamos perceber a razão de termos sido colocados aqui, e veremos como a atitude do mundo para com os judeus mudará para uma de respeito e valorização.

Eu espero que comecemos a prestar atenção às causas e tendências profundas por trás dos problemas do mundo, e que neste Pessach, possamos dar um passo em direção à sua solução final: a união.

Feliz Pessach!

Corredor Egípcio

laitman_617Baal HaSulam escreve que a vantagem que uma pessoa tem sobre um animal é que o desejo pela espiritualidade desperta em uma pessoa. Se não fosse por isso, ela levaria uma existência animalesca. A aspiração espiritual é o que cria um ser humano (Adam) de uma pessoa.

“Escravidão egípcia” é um estado que precede a espiritualidade, como um corredor que devemos passar para entrar no mundo espiritual. Portanto, primeiro entramos no Egito. Uma vez lá, começamos a esclarecer nossos desejos e nos preparar para o grau espiritual.

O Egito é caracterizado por um imenso aumento do egoísmo até que a pessoa queira engolir o mundo inteiro. A pessoa começa então a perguntar: “Qual é o sentido da minha vida” e a procurar a resposta. No final, ela vê que o egoísmo a domina completamente, fazendo dela um escravo do Faraó. Ela não concorda com isso e quer trabalhar para o Criador.

Mas ela descobre que não pode fazer isso. Portanto, ela grita e faz exigências até que esteja em completo desespero que seus esforços não trazem nenhum resultado, como está escrito: “E os filhos de Israel suspiraram por causa do trabalho”.

A pessoa sente golpes porque está se esforçando para o trabalho espiritual, mas não vê resultado nisso, e um grito explode dela. Isto é, o desejo certo, o pedido, surge nela e ela sai do Egito.

Quantas vezes, durante os anos de nosso trabalho, tentamos doar, unir, pensar bem dos outros e cuidar, mas até agora não vimos nenhum resultado? Para onde vão todos os nossos esforços? Afinal, nada desaparece sem deixar vestígios. Nós estamos em um sistema fechado onde funciona a lei de conservação de energia. Mas onde está o fruto do meu trabalho, meus desejos, cuidados, sucessos e fracassos – tudo isso simplesmente desaparece?

Não. Tudo se acumula: o trabalho de vocês, o meu e o da humanidade em todos os momentos. Portanto, há pessoas que recebem esse peso no coração que as leva ao êxodo do Egito. Outras continuam a escravidão egípcia por enquanto, mas, de geração em geração, acumulam seus esforços. Isso se aplica a toda a humanidade, sem exceção.

Até mesmo um pequeno piolho, que faz esforços para comer e sobreviver, também contribui para o cofrinho comum, porque também pertence ao desejo comum criado pelo Criador.

Da 1a Parte da Lição Diária de Cabalá de 11/03/18 , “Preparação para Pesach”, Parte 1

Pessach, Matza, Maror

laitman_284.03Nós não temos necessidade de espiritualidade: ela nos é dada de cima. Ninguém sozinho se ilumina com a aspiração de estudar Cabalá e revelar o Criador. A pessoa é levada até lá de cima, e isso é chamado “no devido tempo” (Beito), pelo caminho natural do desenvolvimento. No entanto, se quisermos avançar por conta própria de acordo com a “aceleração do tempo” (Achishena), precisamos da garantia mútua. Através da conexão com o grupo, eu posso receber dos amigos e fornecer a cada um deles as necessidades espirituais corretas através das quais seremos capazes de avançar.

Não há outro caminho. Eu não posso extrair a aspiração correta pela espiritualidade de mim mesmo; seria por qualquer coisa exceto a espiritualidade. Não devemos ter vergonha ou medo dos desejos que surgem no grupo. Afinal, a inveja, o orgulho, a honra e o desejo de poder, que, consciente ou inconscientemente, se manifestam no grupo, ajudam-nos a alcançar o mundo espiritual. Enquanto isso, uma pessoa pode experimentar os desejos mais honrados e puros, mas se eles não passarem pelo grupo, não ajudarão no progresso. *

Durante Pessach (Páscoa judaica) a pessoa deve dizer: “Pessach, Matza, Maror“. Caso contrário, não sairá do Egito. A Matza é a guerra com a inclinação ao mal. O Maror é a amargura insuportável do trabalho, da sua incapacidade de se unir e doar. Portanto, primeiro chegamos à Pessach (Pasach significa a passagem) e depois à salvação.

Um segue o outro: Pessach, Matza, Maror. Pessach não depende da pessoa; é o Criador dando a força para escapar (Pasach). E Matza e Maror são seus deveres de engolir seu trabalho para sufocar a amargura do egoísmo e gritar. **

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 20/03/18, Escritos de Rabash — Igrot (Cartas)/Carta nº 72
* (Minuto 11:30)

** (minuto 17:00)