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O Feriado De Sucot: José

509José é chamado de justo; um justo é a fundação do mundo. É José quem conduz o homem através de seu egoísmo e estabelece sua conexão com o Faraó. Então, com a ajuda de José, o homem se conecta com propriedades superiores, com Moisés.

Por meio de José, nós começamos a nos familiarizar com o sistema superior; graças a ele podemos nos unir e tentar descobrir qualidades espirituais para que possamos nos aproximar da força superior e alcançar o Criador. Cada atributo espiritual é percebido por meio de José, por meio da Sefira Yesod, por meio de nossa conexão.

José é o justo, a fundação do mundo porque somente por meio da conexão, por meio de Yesod, alcançamos todas as outras qualidades espirituais superiores. José em nosso trabalho é o sentimento mais necessário e mais próximo de nós: a conexão no grupo. Por meio do ponto de unidade, começamos a reconhecer a qualidade de José.

A Torá conta como os irmãos venderam José como escravo. Eles ainda não entendem essa propriedade porque são superiores a ele e ainda não estão familiarizados com a qualidade chamada José. Eles consideram José um irmão mais novo e não querem que ele se destaque.

A principal coisa sobre José é que ele nos leva à unificação. José não tem suas próprias qualidades individuais; ele combina todas as outras qualidades em seu esforço por conexão e, por meio dele, com o Criador. José é uma propriedade comum na qual todos os outros irmãos estão incluídos e se revela graças ao desejo crescente de receber, ou seja, o Faraó.

Assim, da qualidade de José, de Yesod, vem o sustento, a força da vida e o poder de realização. A revelação do Faraó também ocorre por meio de José. No início da escravidão no Egito, o Faraó era gentil e não se sentia em absoluto como escravidão. Pelo contrário, nos desenvolvemos, e tudo isso com a ajuda de José. José é o início da revelação do bem e do mal em todas as nossas vidas e, portanto, ele está mais próximo de nós.

A qualidade de José é percebida por meio de nossa conexão. É por isso que é chamado de “Todos”, combinando todas as propriedades nele mesmo e nos conectando com o Criador por meio delas. Alcançar José é alcançar a conexão, a essência de nossa conexão. Este é o primeiro passo que nos tira deste mundo e nos conduz à realização do Criador, o mundo espiritual superior.

José é como uma árvore que nos traz todos os frutos da vida. É a conexão com a raiz superior da qual todo o bem flui para o mundo. Comemos dele, vivemos graças a ele, nos reproduzimos e nos multiplicamos. É o lugar onde nos conectamos uns com os outros e com o Criador; isto é, o lugar onde deixamos o sentimento deste mundo material e entramos no mundo espiritual. Tudo isso é feito por meio da qualidade de José, o grau mais próximo de nós.

É sabido que, para dar um passo à frente, precisamos nos conectar na dezena. Yosef (José) é chamado de “Todos” porque ele combina todas as nossas propriedades. Cada uma das dez pessoas tem suas próprias qualidades diferentes, mas se nos elevarmos acima de nós mesmos, podemos ficar juntos. Se nos elevarmos acima de nossas diferenças egoístas, cada um de nós acima de seu egoísmo, nos tornamos semelhantes, iguais e podemos nos conectar para preencher um ao outro.

Isso é entendido quando se atinge a Sefira Yesod, que é chamada de “Tudo”. Quando nos elevamos acima de nosso egoísmo e chegamos à fé acima da razão, à unidade na dezena, criamos uma nova qualidade espiritual que é comum a todos, chamada Criador. Ela nasce do vínculo entre nós, como se diz: “Como se você me fizesse!”

Acontece que, por nossa união, criamos o Criador; é assim que Ele se revela a nós. O primeiro contato com o Criador, com a força superior, o mundo superior, ocorre por meio da qualidade de Yesod.

Os convidados ilustres, Ushpizin, que vêm para a Sucá, organizam o ambiente certo para nós. E José é o último nesta cadeia como se estivesse representando Malchut.

Da Lição Diária de Cabalá 08/10/20, “Sucot

O Feriado De Sucot: Aarão

177.13A Torá realmente não distingue Aarão. Ele acompanha Moisés o tempo todo, como se estivesse se escondendo em sua sombra. Moisés atua como um conector entre o Criador e o povo, e Aarão fica ao lado dele como seu assistente e irmão.

O papel de Aarão não fica muito claro na história. Mas exatamente porque não é compreendido, parece mais oculto. Significa que está mais próximo de uma pessoa, de você e de mim em relação ao nosso trabalho.

Aarão prepara os vasos, a conexão do povo com o Criador. Moisés vem de cima, e Aarão vem de baixo, do povo, de todas as propriedades de uma pessoa, o grupo inteiro, a dezena em relação ao Criador. Portanto, o papel de Aarão não se destaca tanto porque se deve adicionar sua obra a ele. Moisés atua como o representante do Criador perante o povo, e Aarão é o representante do povo perante o Criador.

Se estou sob o governo do Criador e não há outro além Dele, eu devo estar sempre satisfeito em qualquer estado. E se estou insatisfeito com algo, isso significa que estou separado do Criador. Portanto, preciso retornar à conexão com Ele, e um sinal de que tenho essa conexão será minha alegria em qualquer estado, seja qual for.

A qualidade de Aarão é a qualidade mais importante em uma pessoa. As qualidades de Abraão, Isaque, Jacó e Moisés são apenas uma preparação do alto. E a qualidade de Aarão é o nosso trabalho de baixo, que percebemos quando alcançamos a fé acima da razão, isto é, a misericórdia (Hesed), que é acima de tudo, doação, que está acima de qualquer desejo de receber prazer.

Estudar as qualidades de Aarão significa aceitá-lo como convidado em nossa Sucá. Queremos que sua propriedade edifique nossa alma, a conexão certa entre nós. Vestir a propriedade de Hesed com todas as suas propriedades internas chamadas “o povo de Israel” significa fazer o trabalho de Arão – assumir o controle de sua propriedade sobre você, em todos os seus desejos de receber prazer.

Da Lição Diária de Cabalá 07/10/20, “Sucot“

O Feriado De Sucot: Moisés

276.02Os dias de Sucot representam a construção de nossa alma, uma Sefira após a outra. Os primeiros três dias são dedicados às três primeiras qualidades: Abraão, Isaque, Jacó – Hesed, Gevura, Tiferet (HGT). Esses são os primeiros estágios do trabalho do Criador dentro da criação e, portanto, eles são chamados de antepassados.

Depois passamos aos filhos Moisés, Aarão, José e Davi e completamos toda a estrutura. Portanto, a Sucá que é construída é chamada de Sucá de Davi.

Moisés é o personagem principal da Torá, a qualidade principal. É ele quem recebe a Torá e a passa para o povo de Israel e os antepassados ​​são o sistema superior. É por isso que é tão importante compreender o trabalho de Moisés dentro de nossa alma e dentro do grupo Cabalístico.

O principal é permitir que a força superior que já construiu as três primeiras qualidades, Abraão, Isaque e Jacó, desça de HGT em nosso desejo de desfrutar NHY (Netzach, Hod, Yesod). Aqui todo o trabalho prossegue pela fé acima da razão quando eu me anulo e desejo que o Criador me controle e me preencha, me dando tudo o que Ele tem nas qualidades de HGT —Abraão, Isaque e Jacó, ou seja, trazê-lo para minha dezena.

Portanto, o trabalho de Moisés consiste na anulação total perante as três primeiras qualidades de Abraão, Isaque e Jacó, então as qualidades de HGT podem ser revestidas de NHY. Moisés é chamado de “pastor fiel” porque é importante para ele se anular completamente ao que o Criador quer realizar por meio dele, ou seja, com sua ajuda, com todo o desejo de desfrutar, com todas as pessoas.

O Criador se dirige ao povo através das qualidades de Israel que são capazes de se unir e se esforçar pelo Criador em prol da doação e adquirir Suas qualidades, Sua forma. Então essas qualidades ficam impressas em toda a humanidade, em toda a realidade.

A obra de Moisés é na fé acima da razão porque ele está no meio entre o poder da fé, a força superior de doação e a força inferior de recepção. Ele é o primeiro das Sefirot NHY onde a força superior é revestida com o desejo de desfrutar e, portanto, ele fica no meio entre o Criador e a criação e desempenha um papel tão importante na Torá.

Toda a Torá fala dos passos da ascensão de Moisés. Esta é a ação prática mais importante porque nos guia por todos os estados e organiza as criações para que possamos adquirir a forma do Criador. A tarefa de Moisés é estabelecer a conexão correta entre o Criador e a criação e, portanto, a Torá é chamada por seu nome: A Torá de Moisés.

Afinal, a Torá é dada com esse propósito, para que possamos ganhar fé acima da razão. A qualidade de Moisés, a fé, deve sempre estar acima do desejo de desfrutar por nós, para que esse desejo tome a forma de Moisés e comece a trabalhar em doação.

Imprimir as qualidades de HGT dentro das Sefirot de NHY significa estabelecer o poder do Criador dentro da criação. Vamos fazer isso em um desejo e um coração, em uma conexão comum. É mais importante aqui do que nunca. Este já é um trabalho prático em conexão entre nós.

Moisés foi o maior de todos os profetas. Um profeta não é uma pessoa, mas uma qualidade especial. Um desejo que é completamente devotado ao Criador e assume Sua forma é chamado de profeta, ou seja, é a vestimenta das Sefirot HGT em NHY.

É por isso que Moisés é chamado de “pastor fiel” porque ele nos mostra um exemplo, cuida de nós e traz a qualidade de doação até nós de cima para que, ao revelar essa qualidade dentro de nós, possamos gradualmente construir a forma do Criador dentro de nós. A qualidade de Moisés nos leva à semelhança com o Criador, à adesão a Ele.

Da Lição Diária de Cabalá 06/10/20, “Sucot

Convidado De Honra – Abraão

530O Partzuf espiritual começa a ser construído a partir de Keter. Hochma, Bina – essas são propriedades que vêm de cima até nós. E nós precisamos reproduzi-las dentro de nós, na conexão entre nós, ou seja, não dentro de cada um, mas na dezena.

Portanto, a construção do Partzuf começa com a Sefira Hesed, a qualidade de Abraão. Isso significa que toda a dezena está trabalhando na qualidade de Abraão para se conectar uns com os outros por meio dessa qualidade.

Ela deve reinar em nós e começar a nos governar para que entendamos e sintamos que o poder de Abraão, Hesed (misericórdia), nos reveste. Abraão, de que fala a Torá, é uma força da natureza.

É aqui que começa o Partzuf espiritual, ou seja, a sensação de nossa alma. Durante a semana do feriado de Sucot, tentaremos compreender dentro de nós as propriedades de todas as Sefirot: Hesed, Gevura, Tiferet, Netzach, Hod, Yesod e Malchut. Então elas se manifestarão em nós e começarão a viver. Ou seja, sentiremos essa estrutura espiritual, uma atmosfera especial que nos conecta, e a partir dela revelaremos todos os novos elementos e forças do mundo espiritual.

Ushpizin é um convite de um convidado, uma nova força do grupo. É quando nos esforçamos para nos unir e queremos que essa força seja revelada entre nós como o início de nossa alma. É sabido que tal força, a luz de Hochma, não pode brilhar em nós constantemente, mas escorre gota a gota intermitentemente, gotejamento-gotejamento, gotejamento-gotejamento. Quando recebemos essas gotas de luz, significa que a boa sorte chegou até nós.

E para receber essa luz, precisamos preparar um amplo espaço entre nós, ou seja, uma conexão na luz de Hassadim onde todos estão prontos para se abrir para encontrar o outro. A luz de Hochma pode brilhar apenas na vestimenta da luz de Hassadim. E a luz de Hassadim (misericórdia) é chamada de “largo”, como é dito, “coração largo” e “mão larga”.

A luz de Hochma é chamada de Ushpizin, um convidado que vem e se veste à luz de Hassadim. E se não houver luz de Hassadim, então a luz de Hochma não pode vir e se vestir em nós.

Estamos falando de dez amigos que desejam experimentar o espiritual. Portanto, eles devem se unir em doação mútua, a fim de se relacionarem “com um coração aberto e uma mão larga”, o que é chamado de qualidade de Abraão. Se eles organizam tal conexão um com o outro, a força de Abraão está revestida nela, a primeira sensação da revelação de uma força superior, um mundo superior, o Criador.

Não permitimos nenhuma crítica aos nossos amigos, nenhuma verificação, e assim construímos a base do Kli chamado Abraão, Hesed, dentro do qual sentimos a primeira revelação espiritual. A luz de Hochma começa a se desdobrar dentro da luz de Hassadim que criamos.

O principal é não fazer nenhum cálculo, exceto para nossa boa associação e tentar do fundo de nossos corações tratar os amigos como iguais e pensar apenas em como retribuir a eles. Isso significa que tento preparar um lugar para eles para a revelação do Criador para que Ele se abra em cada um deles. Isso significa que estou fazendo uma ação misericordiosa por eles.

Não pode haver nada de negativo na propriedade de Hesed (misericórdia). Ela está acima de quaisquer esclarecimentos e críticas como simples amor ao próximo, apenas uma atitude gentil.

Devemos fazer esforços constantemente para manter tal atitude, Hesed, porque esta é a base do Kli espiritual, a condição para estar no espaço espiritual. Portanto, Abraão é chamado de pai do povo. Todas as pessoas espirituais, ou seja, todos que desejam se aproximar do Criador, devem adquirir essa propriedade.

Da Lição Diária de Cabalá 03/10/20, “Sucot”

Sucot: O Começo Da Construção Da Alma

285.02O feriado de Sucot simboliza o início da construção da alma. A alma começa com a qualidade do Criador, a qualidade de Abraão, que é chamada de Hesed, doação, um coração aberto, tudo que visa amar os seres criados para seu benefício.

Obviamente, é impossível alcançar o propósito da criação desta forma porque a qualidade de Abraão ainda não possui a qualidade da criação, o desejo de receber, que deve estar presente em todo esse processo. Afinal, é para isso que foi criada.

Precisamos nos corrigir porque o propósito da criação é trazer uma pessoa ao grau do Criador, à adesão e equivalência com Ele. A qualidade de Abraão não é suficiente para isso; precisamos adicionar a ela a matéria da criação, o desejo de receber.

A qualidade de Abraão, Hesed, preenche todo o espaço criado pelo Criador. O Criador quer ver todos os seres criados lá, conectados uns aos outros em amor e unidade junto com Ele. No entanto, não há criação lá ainda. A criação aparece apenas após o nascimento de Isaque, o desejo de receber que se junta à qualidade de doação de Abraão.

Abraão e Isaque são opostos um ao outro. O resultado de sua combinação também não é suficiente para atingir a meta de criação e a adesão completa com o Criador, mas é um grande passo que se aproxima disso. Isso se deve principalmente ao sacrifício de Isaque, principal ação realizada nesta qualidade, no desejo de receber, a que é dedicado o segundo dia de Sucot.

Os patriarcas, Abraão, Isaque, Jacó, Moisés, Aarão, José e Davi, não são pessoas, mas sim as principais qualidades espirituais que existem no sistema criado pelo Criador por meio do qual podemos corrigir nossas almas.

No entanto, cada pessoa também tem que passar por todas essas mudanças dentro de si: primeiro se anular completamente diante da qualidade de Hesed, depois despertar um pouco uma atitude crítica e permitir que o desejo de receber se revele. Então, ela começa a combinar a qualidade de Abraão, Hesed, com a qualidade de Isaque, Gevura, pela fé acima da razão.

Isso significa que usamos nosso desejo de receber apenas a fim de estabelecer sobre ele o controle do desejo de doar. Somente dessa forma nos permitimos trabalhar com nosso egoísmo. Quando o corrigirmos desta forma, a linha do meio, Jacó, sairá disso.

Como podemos garantir que a linha esquerda na dezena obedeça à linha direita? Todo mundo abaixa a cabeça e deixa os outros serem superiores. Estamos competindo por quem mais se anula. Aquele que for o mais baixo ganhará mais e se elevará mais alto. Esta é uma competição de quem usa mais seu desejo de receber a fim de doar.

Da Lição Diária de Cabalá 04/10/20, “Sucot

O Feriado De Sucot: Abraão, Isaque E Jacó

200.01Jacó é o atributo espiritual mais importante e, portanto, é chamado de nosso antepassado. Abraão simboliza a doação do Criador e Isaque é a revelação do desejo de desfrutar da criação.

Jacó é uma combinação de duas qualidades, doação e recepção, a linha direita e a esquerda, devido ao trabalho interno de uma pessoa. O homem conecta essas duas linhas que vêm de cima para alcançar a equivalência com o Criador.

Homem, Adam, significa semelhante (Dome) ao Criador. Portanto, Portanto, Jacó é o mais importante dos três porque essas são as qualidades reveladas dentro de uma pessoa na medida de sua equivalência com o Criador. É por isso que a propriedade de Jacó é chamada de Tiferet – esplendor, beleza, honra – as propriedades do Criador reveladas na criação.

É por meio desse trabalho que o homem atinge a espiritualidade. Recebemos essas duas qualidades do alto, as inclinações boas e as más. A inclinação ao bem vem do Criador por meio de Abraão. A inclinação ao mal revelada na criação também vem do Criador que a criou. Mas a combinação certa dessas duas forças é alcançada por meio do trabalho do homem e devemos executá-la.

As linhas esquerda e direita não se anulam, mas enfatizam uma à outra. Se houver a linha direita, doação, então é permitido despertar a linha esquerda, recepção. E é precisamente porque a linha esquerda é oposta à direita que ela aumenta e a destaca.

É por isso que Jacó inclui ambas as linhas e as intensifica. O milagre do trabalho espiritual correto é que qualidades opostas são enfatizadas e aumentadas ainda mais, cada uma enfatizando a outra.

Precisamente por causa do fato de que existe a força de doação contra a força de recepção e a força de recepção contra a força de doação, cada uma se torna mais intensa, mais significativa. É por isso que a qualidade de Jacó é chamada de Tiferet (esplendor), porque combina duas forças opostas em uma.

Quando elas são combinadas corretamente e se realçam mutuamente na linha média, elas se manifestam no homem não como uma simples soma das linhas direita e esquerda, mas como uma ilustração de seus opostos e glória.

Em nosso mundo, há escuridão e luz. Mas se misturarmos escuridão com luz, obteremos muitos tons diferentes que não podem ser distinguidos nem na luz forte nem no escuro.

Toda a nossa vida se baseia na combinação das linhas esquerda e direita. Se quisermos revelar o Criador, precisamos das duas forças de doação e recepção. Ao criar todas as combinações possíveis de uma com a outra em todas as formas, revelaremos a qualidade do Criador em relação à qualidade da criação.

Abraão é o desejo de doar, Isaque é o desejo de receber e Jacó é a combinação dos desejos de receber e doar. Em combinação, essas duas qualidades começam a se realçar e enfatizar. Como resultado, as linhas direita e esquerda são reveladas em Jacó 620 vezes mais fortes do que eram antes de se combinarem nele.

Acontece que combinar corretamente a força de recepção com a força de doação nos permite vivenciar a força de doação em contraste com a recepção 620 vezes maior. É através da linha média que aumentamos a criação feita pelo Criador de um minúsculo Kli, um único ponto preto em luz branca infinita, à escala de toda a luz do infinito. Como é dito “As trevas brilharão como luz”.

Assim, revelamos o Criador dentro de nosso Kli e alcançamos toda a luz do Infinito nele. Mas este Kli começa como um ponto preto com uma mudança muito pequena na luz.

Da Lição Diária de Cabalá 05/10/20, “Sucot“

“Simchat Torah”

Dr. Michael Laitman

Da Minha Página Do Facebook Michael Laitman 09/10/20

Quando nos reunimos com pessoas que também desejam superar sua inclinação egoísta e exercer uma influência positiva no mundo, nos preparamos para receber a Torá. Ao fazer isso, estabelecemos as bases para uma sociedade capaz de mudar a direção caótica atual que o mundo está trilhando para uma direção positiva e equilibrada.

Então, podemos nos alegrar em nosso reconhecimento da causa real de todos os nossos problemas – nossa natureza egoísta – e em termos os meios à nossa disposição para redirecionar esta natureza para uma boa direção de conexão, amor e doação. Esse já é um grande passo em direção à reforma de que fala a Torá.

Boas festas a todos!

“O Que É A Alegria Em Simchat Torah?”

Dr. Michael Laitman

Da Minha Página Do Facebook Michael Laitman 09/10/20

Sexta-feira é o dia de Simchat Torah [lit. A Alegria da Torá]. Neste dia, celebramos a conclusão do ciclo de leitura das porções da Torá e o início de um novo ciclo. Mas por que completar um ciclo de leitura apenas para recomeçar é um motivo de comemoração? Não é. Se olharmos apenas para o nível superficial das coisas, não há nada para comemorar.

Se quisermos dar sentido a este dia festivo, temos que ir além do exterior, para o interior, o verdadeiro significado da Torá. Está escrito: “Eu criei a inclinação ao mal; Eu criei a Torá como um tempero” (Masechet Kidushin). Isso significa que a Torá não é uma parte do texto que devemos recitar sem aplicar seu conteúdo a nós mesmos, mas um meio para corrigir nossa inclinação ao mal. Se a usarmos para qualquer outro propósito, estaremos perdendo o ponto principal.

Se conseguirmos corrigir nossa inclinação ao mal, teremos um motivo para comemorar. Se não fizermos isso, devemos continuar trabalhando até atingir o estado de Simchat Torah, ou seja, a correção de nossa inclinação ao mal através do “tempero” da Torá.

Em hebraico, a palavra Torá significa “luz” e “instrução”. A “luz” nela é considerada como “a luz que reforma”, uma força que “corrige” nossa inclinação ao mal em uma inclinação ao bem. A parte “instrução” da Torá se refere ao que temos que fazer para nos “reformar”, e isso é amar nosso próximo como a nós mesmos. O velho Hilel disse sobre isso: “O que você odeia, não faça ao seu próximo; esta é toda a Torá” (Masechet Shabbat, 31a), e o Rabi Akiva acrescentou: “Ame o seu próximo como a si mesmo; esta é a grande regra da Torá” (Jerusalém Talmud, Nedarim, 30b).

No momento, o festival de Simchat Torah é simplesmente um lembrete do que devemos fazer e, nesse sentido, estou feliz com isso. Mas, na verdade, não temos motivo para comemoração, pois nada existe além do amor pelos outros entre nós. Mesmo que não fôssemos corrigidos, mas pelo menos quiséssemos usar a “luz” para nos reformar, já seria motivo de comemoração. Mas, atualmente, não vejo que estejamos reconhecendo nossa necessidade desesperada de mudar ou que estejamos dispostos e nos sintamos responsáveis ​​pelo estado de nossa nação.

A situação é ainda mais grave quando se trata de nossas relações com as nações do mundo. Como judeus, estamos constantemente sob os olhos vigilantes do mundo. Elas nos julgam por um padrão diferente do que julgam qualquer outra nação, e com bons motivos: elas sentem que é nosso dever trazê-las à luz, para ser “uma luz para as nações”. Isto é, não só devemos usar a luz que reforma sobre nós mesmos, mas também devemos transmiti-la para que o resto do mundo possa se livrar da inclinação ao mal. Mesmo que as nações não articulem esse pedido explicitamente, a acusação de que estamos causando tudo o que há de mal no mundo é, na verdade, o outro lado de dizer “Vocês não estão trazendo a luz que deveria, a luz que irá reformar nós e acabar com o mal entre nós”.

Até mesmo nossos próprios sábios nos dizem que nossa tarefa é trazer a luz da unidade ao mundo, e quando não fazemos isso, infligimos problemas às nações. O Talmude escreve: “Nenhuma calamidade vem ao mundo, senão por causa de Israel” (Masechet Yevamot, 63a). O Midrash é ainda mais específico: “Esta nação, a paz mundial habita nela” (Beresheet Rabbah, 66).

Nós vemos que quando os antissemitas nos acusam de causar guerras, eles estão de fato dizendo a mesma coisa que nossos sábios vêm dizendo há gerações, mas nos recusamos a ouvir. Como não quisemos ouvir, recebemos antissemitas para nos intimidar e nos forçar a ouvir. Talvez se tentássemos fazer o que nossos sábios, que certamente querem o nosso melhor, vêm nos aconselhando há milênios, não estaríamos sofrendo de antissemitismo até hoje, oitenta anos após os horrores do Holocausto.

O Livro da Consciência escreve: “Nós recebemos o mandamento de cada geração de fortalecer a unidade entre nós, para que nossos inimigos não nos governem”. Com estas palavras, eu gostaria de desejar a todos nós que, no próximo ano, nos unamos “como um homem com um só coração”, aprendamos o verdadeiro significado da Torá, regozijemo-nos nela e mereçamos as palavras do Rei David nos Salmos 29, “O Senhor dará força ao Seu povo; o Senhor abençoará Seu povo com paz ”.

“Simchat Torah, Razões Para Ser Alegre” (Times Of Israel)

O The Times of Israel publicou meu novo artigo: “Simchat Torah, Razões Para Ser Alegre

Simchat Torah marca a conclusão do ciclo de férias de Tishrei com uma celebração da alegria na Torá. Mas é possível sentir uma atmosfera feliz quando o mundo está enfrentando uma pandemia tão evidente? Na verdade, a situação atual nos dá a oportunidade de reconhecer a causa de nossos apuros – nossa inclinação egoísta de interesse próprio – e de transformá-los na direção certa de amor e conexão. Qual é o verdadeiro significado de se alegrar com a Torá? Onde está enraizada esta alegria? Para entender o significado mais profundo por trás desta celebração, devemos primeiro entender qual é o significado mais profundo por trás da própria Torá.

A Torá é a “luz que reforma” [Midrash Rabah, Eicha, “Introdução”, parágrafo 2]. Refere-se à força que desenvolve e sustenta todos os organismos vivos. A luz é o desejo de doar, e sua criação, particularmente nós, é o desejo de receber. A alegria que sentimos durante a Simchat Torah simboliza nossa descoberta desta luz, ou seja, a obtenção de sua qualidade característica de dar em nosso desejo de receber inato. Tal realização é sentir uma realidade muito mais expansiva do que aquela que sentimos quando apenas recebemos.

Embora sejamos um desejo de receber, completamente oposto à qualidade doadora da luz, não sentimos toda a intensidade dessa oposição, seu “mal” (“a inclinação do coração do homem é má desde a sua juventude” [Gênesis, 8:21]). O que sentimos é que quanto mais nos desenvolvemos, mais problemas e dores surgem. O propósito do desdobramento das crises em todos os campos da vida que vivemos hoje é nos fazer pesquisar por que elas estão acontecendo e como podem ser resolvidas.

Além disso, a condição globalmente interdependente de hoje, particularmente evidente devido à pandemia, nos mostra que quanto mais nos desenvolvemos sem trabalhar juntos para resolver as muitas questões pessoais, sociais, ecológicas e financeiras que nos pressionam e olhando para elas como um estado comum que exige responsabilidade mútua, então estamos fadados a cair em abismos mais profundos.

A crise global hoje está ocorrendo para nos levar à descoberta de nossa natureza – o desejo de receber prazer apenas para benefício próprio – como a causa de nossos problemas. Precisamos aprender como redirecionar nossos desejos a fim de corrigir esses problemas em sua essência. Como está escrito, “Eu criei a inclinação ao mal” e “Eu criei para ela a Torá como um tempero” [Talmude Babilônico, Masechet Kidushin, 30b] porque “a luz nela os reforma” [Midrash Rabah, Eicha, “Introdução”, Parágrafo 2].

Em outras palavras, nossos desejos egoístas foram criados com um meio de redirecioná-los para uma forma de doação, a Torá, e assim corrigi-los, adicionando assim satisfação e prazer às nossas vidas, um tempero. A questão então é: Como? Como podemos trabalhar com essa luz? Como podemos atrai-lo para nossas vidas, deixá-lo agir em nós e permitir que ele traga mudanças positivas? A resposta está em nossa conexão.

Quando nos reunimos com pessoas que também desejam superar sua inclinação egoísta e exercer uma influência positiva no mundo, nos preparamos para receber a Torá. Ao fazer isso, estabelecemos as bases para uma sociedade capaz de mudar a direção caótica atual que o mundo está trilhando para uma direção positiva e equilibrada.

Assim, podemos nos alegrar em nosso reconhecimento da causa real de todos os nossos problemas – nossa natureza egoísta – e em termos os meios à nossa disposição para redirecionar esta natureza para uma boa direção de conexão, amor e doação. Esse já é um grande passo em direção à reforma de que fala a Torá.

Boas festas a todos!

O Segredo Do Sucesso De Abraão

234A propriedade da misericórdia, Hesed, era o segredo da disseminação bem-sucedida de Abraão do conhecimento sobre o Criador porque é o amor que abre uma pessoa para o mundo inteiro.

Portanto, Abraão conseguiu explicar aos babilônios o que precisa ser feito nesta vida para ascender ao nível do Criador. Aqueles que o ouviram o seguiram, mas Abraão queria salvar a todos. Da mesma forma, hoje devemos continuar a obra de Abraão.

Somos obrigados a nos abrir a todos da mesma forma que Abraão fez e contar a todos sobre o propósito da vida, o propósito da criação, sobre a correção que o homem deve fazer. Este foi o início da correção de cada pessoa, do mundo inteiro, que Abraão realizou. E precisamos continuar da mesma maneira.

Será uma misericórdia porque explicaremos a todos que existe uma oportunidade de viver para sempre, de alcançar a perfeição, a saúde e o conhecimento, tudo o que se poderia desejar, para ser preenchido com todas as bênçãos. E tudo começa com a qualidade de Hesed, misericórdia. Esta é a primeira correção do desejo de desfrutar.

Todos devem descobrir por que existimos, a que forma devemos chegar e como implementar tudo isso para que todos os golpes que agora sentimos passem por nós.

Da Lição Diária de Cabalá 03/10/20, “Sucot