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No Meio Do Campo De Batalha Entre As Forças Do Bem E Do Mal

laitman_263A guerra entre os hasmoneanos e os gregos é uma guerra interna em uma pessoa que descobre que consiste em duas forças opostas que devem ser constantemente mantidas uma contra a outra. O problema é que nos rendemos às forças negativas, ao nosso egoísmo, uma vez que é mais conveniente agradá-lo do que lutar com ele o tempo todo. Como resultado, a pessoa entende que não há saída e que deve recorrer ao Criador para lutar por ela, porque ela própria é incapaz de lutar com sua inclinação ao mal, que também vem do Criador. Uma ação contra forças egoístas é o apelo ao Criador, no qual a pessoa, com seu egoísmo, faz uma guerra contra os gregos rumo à vitória completa.

Esta guerra não termina até que a pessoa vença e alcance a luz. Que isso seja um pouco de luz no vaso de Bina, mas este já é o começo da revelação da alma.

Antes de tudo, devemos revelar que estamos em perigo e que não podemos escapar do poder do nosso egoísmo, que não nos permite recorrer ao Criador. Toda essa guerra é apenas para recorrer ao Criador, a quem pedimos forças para se unir. O sucesso da guerra é medido apenas por isso. É assim que avançamos até vencermos. 1 1

O egoísmo não nos deixa voltar ao Criador através da dezena, mas não nos impede de nos voltarmos a Ele pessoalmente. O mundo inteiro apela ao Criador, porque esta é uma Klipa, oposta à espiritualidade. O Criador pode ser revelado apenas através da dezena, e se o apelo não é através da dezena, não é para o Criador.

O poder do apelo ao Criador é o poder dos Macabeus, o poder da dezena. Antes de tudo, precisamos unir e criar uma força comum, talvez pequena, mas precisa, que terá sucesso.

Você pode se tornar um herói através da quantidade e qualidade. Aqueles que estão desconectados são fortes em número. E aqueles que estão unidos como uma pessoa possuem o poder da qualidade.

O principal é ter a oportunidade de recorrer ao Criador, porque toda essa guerra visa revelar o que está diante de nós e obter equivalência com Ele. A unidade não é o objetivo final, mas o meio de revelar o poder superior que uma vez criou essa unidade e a quebrou. 2

A música de Chanucá, “A Poderosa Rocha da Minha Salvação”, diz: “Os gregos nos atacaram nos dias dos Hasmoneanos e romperam a parede da torre…” Isso significa que devemos alcançar um certo nível de conexão, construir uma torre. Então sentiremos como os “gregos” nos atacam, rompem os muros de nossa fortaleza, ou seja, ataques de egoísmo tentando romper nossos pensamentos, desejos e nos destruir. 3

Se em nossa dezena queremos que a grandeza do Criador entre em todo o nosso ser, afetando-nos como se realmente O víssemos e O sentíssemos, atraímos a luz de retorno que constrói esse sentimento dentro de nós. Assim, já estamos atrás do muro da fortaleza. Então os gregos aparecem, querendo romper as paredes de nossa torre, ou seja, esses são todos os tipos de pensamentos estranhos de todas as direções, tentando romper nossa fé acima da razão.

Fé acima da razão – porque dentro da minha razão não vejo nem sinto nada. Eu recebi uma luz de fundo que me mantém no ar como um ímã segurando um pedaço de metal. Graças a isso, estou na torre atrás do muro. Esta torre e a parede foram construídas para mim pela luz superior, então eu dependo dela.

A fim de me tornar ainda mais dependente da luz superior e exigir ainda mais fortemente, o Criador revela em mim falhas chamadas “os gregos”. Eu devo pedir a Ele e exigir que Ele faça novamente um milagre e me deixe ficar contra eles. É claro que não tenho forças e, se o Criador não realizar um milagre, certamente cairei. Portanto, não tenho nada a esperar, exceto o Criador.

Tudo funciona de acordo com um sistema: o Criador faz algo ruim, eu peço a Ele que corrija esse mal, e Ele faz o bem. E assim acontece a cada passo. Toda vez a mesma história se repete. Finalmente, precisamos entender como isso acontece e o que precisa ser feito hoje: como recorrer ao Criador pedindo o poder da fé acima da razão para avançar com ela.

O Criador constrói um muro e envia os gregos para destruí-lo. O Criador opera em todos os lugares, e nós estamos no meio deste campo de batalha, entre os poderes do bem e do mal, a fim de combiná-los. Então nós, como seres criados pela força oposta ao Criador e tendo recebido uma forma semelhante ao Criador, nos tornamos um com Ele. 4

Devemos pedir a fé acima da razão, porque esta é a parede atrás da qual podemos nos esconder. E a torre é a grandeza do Criador construída dentro do muro – a fé acima da razão é superior à nossa razão e sentimentos – apenas graças às orações ao Criador e a Suas ações. Nós só precisamos clamar juntos. Se pedirmos juntos, certamente teremos sucesso.

Portanto, precisamos reunir nosso conhecimento, orações, aspirações e desejos, a fim de entender exatamente o que queremos. Todos devem separar o máximo possível de seu próprio “eu” e cuidar da torre e do muro, isto é, da grandeza do Criador que está dentro da fé acima da razão. 5

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 24/12/19, “Chanucá”

1 Minuto 3:40
2 Minuto 6:10
3 Minuto 11:20
4 Minuto 14:58
5 Minuto 23:20

2020: Dez Anos Em Dez Minutos

Dr. Michael Laitman

Da Minha Página no Facebook Michael Laitman 01/01/20

Resoluções De Ano Novo

Dr. Michael Laitman

Da Minha Página No Facebook Michael Laitman 29/12/19

Quanto mais fortes nossas relações com os outros, mais felizes somos.

A resolução mais importante do Ano Novo é investir na única fonte de verdadeira satisfação, uma fonte que pode ser encontrada através da conexão humana positiva, em nossa unidade coletiva, onde cada pessoa se concentra externamente em construir amizades e beneficiar a sociedade.

Se nosso desejo estiver focado fora de nós mesmos, em doar aos outros, não nos sentiremos vazios o tempo todo. Nesse estado de conexão, seremos capazes de alcançar uma vida bela e completa, livre de sofrimento. Essa fonte de realização é ilimitada e não apenas relevante para o novo ano, mas para toda a nossa vida.

Leia meu artigo completo (em inglês):

Compreendendo A Raiz Espiritual Dos Símbolos De Chanucá

Dr. Michael Laitman

Da Minha Página No Facebook Michael Laitman 29/12/19

Existe um sentido espiritual por trás do “Sufganiyah” (o Donut de Chanucá)?

Como Fazer Um Milagre


Nesta época do ano, estamos propensos a esperar por milagres. No entanto, e se realmente não precisarmos esperar por milagres, mas criá-los nós mesmos, ficando mais suscetíveis aos outros?

Se as pessoas que sentem uma forte rejeição e ódio uma pela outra, começam conscientemente a se elevar acima disso e se conectar, elas literalmente atraem a luz da completa doação e amor.

Quando cada pessoa começa a ser gentil com os outros, sem suprimir sua rejeição, mas superá-la, sua vida também melhora significativamente e tudo se encaixa. Fora da escuridão, da qual a pessoa estava clamando pelos milagres, ela alcança um estado de felicidade e realização.

O que é um milagre? É tudo o que é bom. Se começarmos a nos unir acima da rejeição que instintivamente sentimos, teremos a oportunidade de deixar isso bom no mundo.

Cartão De Chanucá – Unidade

Dr. Michael Laitman

Da Minha Página No Facebook Michael Laitman 23/12/19

Que todos possamos nos unir e compartilhar nossa unidade com o mundo inteiro.

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Feliz Chanucá! 🕎

Aprenda tudo sobre o significado espiritual de Chanucá

“O Que É Chanucá?” (Quora)

Dr. Michael LaitmanMichael Laitman, no Quora:O Que É Chanucá?

Chanucá (também escrito “Hanukkah”, Heb. “חנוכה“), que começa em 25 Kislev (início a meados de dezembro), também é conhecido como o Festival das Luzes. Designa o início de nossa percepção e sensação da força única e unificada da natureza, o primeiro cruzamento da fronteira que separa o nosso ego da força altruísta da natureza. Os conceitos e costumes de Chanucá – a guerra entre Macabeus e Gregos, o milagre de Chanucá, a vela, a luz, o óleo e o pavio – todos se conectam à passagem dessa fronteira entre a percepção egoísta e a percepção altruísta.

Para atravessar essa fronteira, precisamos superar nossos desejos egoístas. A guerra entre Macabeus e Gregos ocorre dentro da pessoa, entre as racionalizações e raciocínios egoístas de uma pessoa, que os gregos representam, e a inclinação para se unir, atraindo a força unificadora da natureza em nossas conexões, que os Macabeus representam.

No entanto, como o egoísmo é a natureza humana, como podemos encontrar a capacidade de superá-lo? Além disso, qualquer desejo de unificar, amar e dar aos outros é minúsculo em comparação com o egoísmo, que procura incessantemente receber prazer próprio.

Entre no milagre de Chanucá…

Nossa perseverança em unificar-se acima do egoísmo atrai a força unificadora de amor e doação que habita a natureza, também chamada de “luz” na sabedoria da Cabalá. Apesar de nosso desejo muito pequeno de se unir, amar e dar em comparação com nossos desejos egoístas que abrangem toda a nossa natureza, se nos apoiarmos de modo a nos mantermos aderidos ao nosso esforço de se unir, finalmente chegaremos a um estado desamparado: sentimos uma total incapacidade de elevar-se acima do nosso ego, ou seja, derrotar os gregos e, nesse ponto, uma luz milagrosa acende – a aparência da força unificadora de amor e doação que habita a natureza, que nos concede a força que precisamos para superar nossos desejos egoístas com uma tendência unificadora, amorosa e generosa. Esse é o significado dos Macabeus vencendo a guerra contra os gregos.

Nós prosperamos quando, por um lado, sentimos a necessidade de vencer a guerra, mas, por outro, nos encontramos sem opções e em desespero, isto é, sob o ataque dos gregos. Enquanto estamos sob ataque, sentimos que precisamos continuar lutando com tudo o que temos, porém sem sucesso à vista. De qualquer forma, devido à sensação da responsabilidade de vencer a guerra, não jogamos a toalha, porque seria como concordar em sermos trancados no confinamento solitário do ego.

Nesse ponto, o milagre acontece – a iluminação da luz da unidade, amor e doação. Ela nos carrega com sua energia onipresente, e nós vencemos a guerra.

A guerra de Chanucá é interna, ocorrendo na fronteira entre os desejos egoístas e os desejos de unidade, amor e doação. Nossos desejos e pensamentos egoístas são os que filtram nossa percepção da força ilimitada de amor e doação que nos rodeia e permeia, e nos deleitamos com a revelação dessa força quando vencemos a batalha pela unificação acima de nossos desejos egoístas.

“Como É Uma Chanucá Para A Humanidade (Não Apenas Judeus)” (Newsmax)

Meu artigo no Newsmax: “Como É Uma Chanucá Para A Humanidade (Não Apenas Judeus)

Enquanto a festa de Chanucá na Casa Branca causou repercussões na nova ordem executiva de Trump e judeus em todo o mundo se preparam para um de seus principais feriados, vamos dar uma olhada em como seria uma Chanucá para a humanidade, não apenas judeus.

Chanucá é um pit stop na pista de corrida da vida, vindo das palavras “Hanu” (“estacionar”) e “Koh” (“aqui”).

Quanto mais avançamos em nossas vidas, mais encontramos tais paradas. Elas nos permitem discernir o que fizemos e se devemos mudar nossa direção para progredir de maneira ideal.

Em um ponto ou outro, nos encontramos em situações que nos fazem parar e repensar o curso inteiro de nossas vidas. Além disso, às vezes precisamos nos forçar a parar, mesmo se quisermos continuar, recalcular para onde estamos indo e se devemos impactar uma mudança para um futuro melhor.

Portanto, devemos ver nas palavras “Hanu” e “Koh” (“estacione aqui”), um desejo que se forma na humanidade de gritar e parar o modo atual como estamos conduzindo nossas vidas, e mudar para uma direção mais frutífera.

Nossos estilos de vida individualistas, consumistas e materialistas atuais estão nos levando a uma dívida maior. Nossa dívida não é apenas monetária, é o nosso atraso no equilíbrio com as crescentes demandas da natureza: conectar nossas atitudes umas às outras a fim de combinar a conexão da natureza.

É impossível pagar a dívida massiva que acumulamos, mas de uma forma ou de outra, teremos que pagar. Enquanto isso, continuamos extraindo da natureza o máximo que pudermos.

Essencialmente, a sociedade hoje precisa parar por um momento e pensar em como pode obter mais equilíbrio consigo mesma e com a natureza. Chanucá é muito mais do que um feriado marcado em alguns calendários. É o que a humanidade como um todo precisa passar.

No entanto, não podemos parar até reconhecer a causa de nosso estilo de vida individualista, consumista e materialista, conscientizando-nos de como o ciclo consumista – fabricando produtos que não precisamos, anunciando-os para que os queiramos, comprando, vendendo e descartando-os – em última análise, não faz bem a nós mesmos ou ao nosso planeta.

Estamos atrasados ​​em fazer este pit stop.

Se continuarmos os negócios como de costume, podemos simplesmente contar os dias que levarão até que a natureza ative um grande golpe sobre nós: pressões e desastres que tornariam a vida insuportável.

No entanto, qual é a alternativa?

Se pararmos nossa atual corrida consumista, o que seria capaz de substituí-la?

E como saberíamos que sua substituição seria melhor?

A alternativa ao consumismo desenfreado é a conexão positiva. Para entender essa alternativa, precisamos primeiro entender a importância da influência social.

A sociedade determina nossos valores de acordo com o que nos promove como agradável, valioso e importante. O fato de nos compararmos com os outros, visto que incessantemente nos promovem bens de consumo, vendo celebridades, influenciadores, amigos e conhecidos gostando e discutindo-os, também os queremos.

Portanto, precisamos determinar o que é mais vantajoso para todos nós desfrutarmos, para que não vivamos nossas vidas de uma maneira que esvazie nossos bolsos para encher bolsos mais ricos, sempre que fizermos uma transação para comprar outra coisa que não precisamos.

Por exemplo, em vez da Black Friday, poderíamos anunciar um “Dia Global do Piquenique”, um dia em que famílias e amigos se reúnem em um parque, na praia, na natureza ou no cinema ou em uma viagem a algum lugar – para promover um dia divertido junto com a família e amigos.

Tudo depende do que decidimos promover para nós mesmos.

Se víssemos pessoas em todo o mundo postando sobre si mesmas no Dia Mundial do Piquenique, nas notícias e nas mídias sociais, celebrando-o de diferentes maneiras, também estaríamos querendo participar. Também descobriríamos que esse dia daria às pessoas muito mais prazer do que um dia global de compra e venda.

Então, por que não fazemos isso?

Em vez de desperdiçar nosso dinheiro comprando um monte de coisas que vamos descartar principalmente, nos concentraríamos em nos divertir numa conexão positiva com outras pessoas.

Portanto, se nos estacionássemos no lado da pista de corrida da vida por um momento, poderíamos estourar a bolha materialista-consumista que criamos em torno de nós mesmos e começar a anunciar uma nova abordagem da vida da qual poderíamos finalmente desfrutar muito mais: uma em que nos concentramos em conectar positivamente um com o outro e que nos levaria a um maior equilíbrio em nossos relacionamentos e com a natureza em geral.

Milagre De Chanucá

Dr. Michael Laitman

Da Minha Página No Facebook Michael Laitman 19/12/19

O que é um milagre?

O Chanucá é um ótimo momento para conversar sobre milagres.

Um milagre, por definição, é algo que, de acordo com as leis da natureza, não deveria acontecer. Por exemplo, se no final dos oito dias de Chanucá eu ganhei apenas dois quilos ou menos, isso certamente pode se qualificar como um milagre…

Mas, mais seriamente, como você define algo como “desafiar as leis da natureza?” E se algo desafia as leis da natureza, desafia apenas as leis da natureza que conhecemos ou as leis de toda a natureza?

Feliz Chanucá !!

Veja o Cartão completo de Chanucá
Sinta-se à vontade para imprimi-lo e compartilhá-lo com sua comunidade.

Aprenda tudo sobre o significado espiritual de Chanucá

“A Luz De Chanucá Para Curar Um Mundo De Divisões” (Times Of Israel)

O The Times of Israel publicou meu novo artigo: “A Luz De Chanucá Para Curar Um Mundo De Divisões

A comemoração do milagre de Chanucá, o Festival das Luzes, acontece este ano em tempos conturbados, quando a escuridão do antissemitismo volta a atingir o povo judeu em todo o mundo. Nossa própria existência é um milagre depois de ser perseguida ao longo da história e sobreviver, e agora não deve ser diferente. Novamente seremos capazes de superar todas as dificuldades no momento em que nos unirmos. No entanto, essa unidade não será alcançada através de decretos presidenciais ou simpatia dos líderes políticos. Tais medidas apenas nos dão tempo para perceber o que realmente precisamos fazer para prosperar e viver com segurança.

“Eu tenho orgulho de que os judeus façam parte da minha família”, declarou o presidente Trump em uma cerimônia para o Chanucá na Casa Branca dias atrás. Naquela ocasião, ele assinou uma ordem executiva para combater o antissemitismo, reconhecendo o judaísmo como uma identidade nacional e não apenas uma religião, tornando possível reter fundos federais de instituições que fornecem aos judeus proteção contra discriminação e racismo. A medida trouxe algum alívio a uma grande parte da comunidade judaica na América, onde o mundo acadêmico se tornou um bastião do ódio contra judeus e Israel. Uma sensação de relaxamento também foi experimentada pelos judeus britânicos após a vitória de Brian Johnson sobre o antissemita Jeremy Corbyn. Mas essa calma é apenas por um tempo limitado.

Apesar do tapa nos ombros e do derramamento de presentes no feriado, o antissemitismo fervente não cessará. O fenômeno aumentará e o ódio pelos judeus se tornará mais forte e mais saliente até chegarmos a um acordo com a causa principal do problema: a falta de compreensão do que nos torna judeus. Nossa essência principal como nação é alcançar a unidade acima das divisões e ser uma “luz para as nações”, a vitória da luz sobre a escuridão e da unidade sobre a divisão. É exatamente isso que o festival do Chanucá simboliza, a vitória dos Macabeus (simbólicos das forças da unidade) sobre os gregos (simbólicos das forças da divisão).

O Papel do Povo Judeu

Trazer uma luz positiva ao mundo é o que a humanidade identifica como nosso papel judaico. Portanto, até que unamos e conduzamos a humanidade a uma conexão positiva, as nações do mundo continuarão nos pressionando, o que é expresso como ameaças, condenação e ódio.

Como podemos deter a animosidade contra os judeus? Podemos fazer isso utilizando o atual período de graça política para nos tornarmos um canal positivo de unidade para o mundo. Devemos começar a nos mover nessa direção. Trump e Johnson não estarão eternamente no poder, e quando novos líderes os substituírem, a ajuda que temos agora terá desaparecido.

É nossa responsabilidade mudar e ser mudados. Simplesmente mudando nossa consciência, podemos corrigir o mundo e promover a unidade das nações, para ser “como um homem com um coração”. Todos nós, sem exceção, somos obrigados como o Cabalista Rav Yehuda Ashlag escreve: “É certo e inequívoco, que o propósito da criação esteja nos ombros de toda a raça humana, preto, branco ou amarelo, sem nenhuma diferença essencial” (O Arvut).

Nosso período de carência tem uma data de validade e precisamos nos apressar e nos organizar para trazer proximidade entre nós. É nossa tarefa entregar e disponibilizar o método de conexão – a sabedoria da Cabalá para o povo de Israel e, através deles, para todas as nações do mundo. O método de conexão trará o equilíbrio adequado do mundo, a cura que tornará as coisas melhores.

Se nos esquivarmos de nosso dever, há o perigo de que o apoio atual de alguns líderes mundiais possa nos dar uma sensação exagerada de confiança, a história se repita e dê outro golpe. Não devemos esquecer que, no passado, o regime nazista tinha inicialmente consultores pró-sionistas por perto, que depois mudaram e se tornaram ferozes antissemitas levando à Solução Final, conforme documentado aqui.

O Processo de Cura

A ilusão de que temos apoiadores inabaláveis ​​é semelhante aos sentimentos amortecidos de uma pessoa com uma doença que recebeu analgésico. Ela se sente bem, embora a doença continue se espalhando. Enquanto isso, ela está deitada na cama, conversando e rindo com outras pessoas ao seu redor, todo mundo pensando que está tudo bem, enquanto ela está apenas dessensibilizada com a doença que apodrece sob a superfície rumo a um surto irreversível.

Hoje, temos um período de folga em que precisamos digerir o processo que se desenrola diante de nossos olhos, nosso papel no processo e agir em conformidade. Não devemos simplesmente pensar que tudo é como de costume, porque nada vai sarar dessa maneira.

A doença da divisão é desenfreada no corpo do povo de Israel, e a cura está exatamente na direção oposta, em nossa unidade. A cura é encontrada no amor ao próximo, na construção de relacionamentos positivos com base na grande regra: “Ame seu amigo como a si mesmo”.

Quanto mais internalizarmos e descobrirmos o segredo da sabedoria da Cabalá, mais descobriremos que precisamos apenas dar um pequeno passo para nos aproximar de uma unidade acima de nossas diferenças e da relativa igualdade que salvaguardará a singularidade de cada indivíduo, ao mesmo tempo em que une todas as partes em uma.

Portanto, não devemos nos cansar, desesperar ou desistir. Nosso foco deve estar em internalizar e transmitir o fato de que uma vida boa depende dos laços positivos entre nós. A unidade é o único remédio para consertar a nós mesmos e curar o mundo.

Feliz Chanucá!