Textos na Categoria 'Feriados'

Não Há Paradas Pelo Caminho

Dr. Michael LaitmanPergunta: Qual é a “parada no caminho” que Chanukah simboliza?

Resposta: No mundo espiritual não há “paradas”, como nós conhecemos. Não significa que você está livre do trabalho espiritual e pode ir para casa. O significado de “uma parada” é que adquirimos o atributo de Bina e agora temos que fazer uma mudança. Nós elevamos Malchut a Bina e aqui surge Chanukah.

Agora nós começamos a fazer uma mudança, rebaixar Bina a Malchut, para trabalharmos com os vasos de rcepção (AHP). Assim, nós trabalhamos com um crescente desejo de receber, até descermos ao seu nível mais profundo. A subida de Malchut a Bina é chamada de “a guerra dos Macabeus”, “doar a fim de doar”, e a descida de Bina a Malchut já é Purim, “receber a fim de doar”.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 26/12/11, Escritos do Rabash

Uma Familiaridade Com o Novo Mundo

Quando nascemos no mundo da doação o que fazemos primeiro é familiarizar-se com ele, assim como a uma pessoa que começa um novo trabalho é dada algum tempo para ajustar e para conhecer o novo local de trabalho. Durante esse tempo só é ensinado a ele o que deve ser feito e ela só aprende e não produz nada.

É também como uma criança pequena que só é obrigada a ouvir e aprender, para ver e experimentar coisas. Não importa se ela comete erros ou age como tolo. Ela vai ser corrigida. Isto significa que, no mundo espiritual somos primeiros tratados como crianças pequenas são.

Mas tudo isso vem depois de grandes esforços que fazemos para transcender a Machsom (a barreira), a nascer no novo mundo e começar a viver no mundo de doação. Com relação ao nosso trabalho anterior, o tempo após o nosso nascimento é chamado de “estacionamento”, e Chanukah simboliza
isto (“Chanu-kah”- estacionados). Uma pessoa chega a uma situação confortável. Ela ainda faz esforços, mas eles são de outra natureza, a fim de conhecer o mundo bom. [Leia mais →]

“Uma Colher Para A Mamãe, Uma Colher Para O Papai”

Dr. Michael LaitmanTodos os feriados são símbolos do progresso espiritual do homem. Quando eu começo a desenvolver o desejo de doar em mim, eu atravesso o “arrependimento” (o período antes do Ano Novo, Rosh Hashaná), quando  esclareço a minha maldade. Em outras palavras, eu vejo o quão grande é o meu ego, ao qual não posso resistir e cometo muitos crimes, como está escrito na oração de Rosh Hashaná pela absolvição: “Nós transgredimos, nós traímos…”.

Então, eu vejo que o caminho deve começar do início, a partir de uma mudança interna, de egoísta, que dirige tudo para beneficiar a si mesmo, para doador, que só cuida do benefício do outro. Afinal, eu começo a entender que eu mesmo sou o verdadeiro “outro”, que parece ser um estranho para mim. E o que eu pensava ser eu realmente não sou eu, mas um espírito do mal, o meu ego, uma serpente sentada em mim, que constantemente exige satisfação de mim.

Quando a pessoa desenvolve este tipo de atitude em relação a si mesma, como se ela fosse uma serpente astuta e os outros fossem ela, seu verdadeiro “Eu”, essa mudança em sua consciência, chama-se o início do Ano Novo para ela.

Depois disso, ela não tem mais nada a fazer, exceto corrigir-se, tornar-se como a força superior, a força do Criador, uma doadora. A recepção para o nosso próprio benefício nos dá a sensação de “este mundo”. Mas quando o meu “eu” é direcionado para a doação, para fora, para os outros, nesta aspiração eu começo a sentir o outro, o mundo superior.

Doação é quando eu amo alguém e quero dar-lhe prazer, como um amigo a outro amigo ou um anfitrião a um convidado. Eu cuido tanto dele que eu restrinjo meus próprios desejos, e desejo não receber nenhum prazer, pensando apenas em seu prazer. Quando eu tenho esse “escudo”, que garante que eu não receba para mim, eu estou pronto para receber e assim agradar o outro.

Tudo que recebo é para ele, como nós dizemos a uma criança: “Uma colher para a mamãe, uma colher para o papai”. Mas essa não é uma simples ação no mundo espiritual. Eu devo limitar o meu desejo e abri-lo para o prazer, só pensando no outro. Em outras palavras, meu coração e mente estão nele, e todo o prazer que passa por mim só vale para o outro.

Da Lição Noturna de Hoshanah Rabbah 19/10/11, Shamati

Vamos Nos Reunir Na Sucá da Paz

Dr. Michael LaitmanEm nosso mundo, nós entendemos porque as crianças brincam e o que acontecerá quando elas crescerem. Mas o nosso mundo é uma cópia do mundo superior, e este jogo simboliza o fato de que temos que avançar lentamente em direção à verdade, constantemente escolhendo-a a partir da situação oposta em que nos encontramos.

O trabalho espiritual começa com o fato de que estamos apegados aos falsos prazeres e ações que são totalmente egoístas. No entanto, nós entendemos que só podemos crescer graças a eles, a fim de ter livre arbítrio e escolher, para purificar os nossos vasos, nossa atitude para com o superior, por nós mesmos.

Não há outra escolha. A cada vez nós caimos e subimos novamente, e assim avançamos, como se diz: “Mil vezes os justos cairão e subirão novamente”. É assim como nós avançamos, e temos que ser pacientes e entender que esta é a única maneira de construir um vaso perfeito e independente. Quem continua tem êxito. A questão principal aqui é a persistência.

Nós também vemos uma cópia de todos os processos espirituais na vida material. É por isso que nós nascemos como crianças pequenas e tolas; nós jogamos jogos sem sentido e somos incapazes de cuidar de nós mesmos, até que, gradualmente, graças a estes jogos, nós crescemos e progredimos com correções mais sérias. Muitos anos se passam até que a pessoa “sustenta-se com suas próprias pernas” e está pronta para a vida neste mundo.

Assim, após as Selichot (os dez dias de arrependimento), Rosh Hashanah (Ano Novo), Yom Kippur (Dia do Perdão), os cinco dias entre Yom Kipur e Sucot, e os sete dias de Sucot, nós alcançamos o nível de Shemini Atzeret (o Oitavo dia da Assembléia): a união com a Luz. Gradualmente, dia a dia, nós realizamos esclarecimentos, cujo símbolo é a cobertura da Sucá (Skhakh) feita de “resíduos (lixo) do celeiro e adega”. Ou seja, ela é feita do que a pessoa desrespeita e despreza, acreditando que o mais importante é a comida que recebemos do celeiro e da adega, e não o resíduo.

Especialmente o que lhe parecia como resíduo inútil se torna a coisa mais importante agora. Se eu elevar esse “desperdício” acima de mim e usá-lo para cobrir o meu ego, se eu me esconder sob esta cobertura, eu serei capaz de desfrutar sua sombra. É assim que descobrimos a Luz superior, que não é revelada diretamente, sem a sombra. Assim, nós chegamos à Sucá da paz (Sukkat Shalom), sob a cobertura perfeita (Shalem), a tela.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 11/10/11, Escritos do Rabash

“Sentei-Me À Sua Sombra Com Grande Deleite…”

Dr. Michael LaitmanÉ costume celebrar o feriado de Sucot (Festa dos Tabernáculos) numa estrutura temporária construída especificamente para este fim: a Sucá. A cobertura da Sucá (Skhakh) é a parte mais importante dela. Algumas pessoas chegam a beijar a cobertura porque ela simboliza a tela, a sombra que você construiu. Mas você constrói esta cobertura a partir de resíduos (lixo), “o resíduo do celeiro e da adega”, ou seja, dos lugares onde fazemos pão, que simboliza a Luz de Hassadim (Misericórdia), e vinho, que simboliza a Luz de Hochma (Sabedoria).

Quando os dois estão conectados corretamente, a pessoa constrói uma tela a partir desses resíduos, ou seja, daquilo que ela rejeitou e desrespeitou antes. Agora, ela eleva isso acima da cabeça, através da fé acima da razão, e, assim, constrói uma sombra de si mesma, sobre a qual se diz no Cântico dos Cânticos: “Sentei-me sob sua sombra com grande deleite…”. Assim, a pessoa adquire o vaso, que a Luz veste: a Luz de Hochma entra na Luz de Hassadim. Assim, o resíduo não é mais lixo, mas algo importante para ela. É assim que a pessoa avança espiritualmente.

O símbolo do resíduo que se transforma na coisa mais importante é semelhante à maneira como as crianças crescem brincando. É como uma menina, que amava boneca de pano mais do que tudo e não queria brincar com um bebê de verdade, desfrutará brincar com uma criança de verdade e não com uma boneca quando ela crescer. É o mesmo conosco. Não podemos tocar um prazer verdadeiro e entender que é a coisa verdadeira.

Até crescermos, nós precisamos de prazeres falsos, na forma de um plástico ou uma boneca de pano, e não podemos mudar para algo real. Este é o tempo da infância! Até que nossos vasos cresçam, não conseguimos entender que brincar com um bebê de verdade pode nos trazer prazer.

No entanto, quando amadurecemos, nossos vasos crescem. Assim, nosso trabalho é nos elevarmos. Na espiritualidade, nós não crescemos como na vida material, onde tudo acontece naturalmente. Se a pessoa trabalha, a fim de evitar sair do caminho, apesar dos obstáculos, se ela pede pela Luz e permite que a Luz atue sobre ela, ela gradualmente obtém o desejo que compreende quais são os verdadeiros prazeres.

O desprezo que sentia pelo bebê de verdade torna-se seu vaso corrigido para receber o prazer correto. Agora, ela entende como era ingênua a sua brincadeira com carros de brinquedo e bonecas de pano. Mas isso foi importante porque ela cresceu graças a isso.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 11/10/10, Escritos de Rabash

Yom Kippur E A Expiação Em Cada Alma

Dr. Michael LaitmanO objetivo de todo o processo que estamos atravessando é a revelação do Criador. Nós O revelamos através de Suas ações sobre nós. Com este propósito, o Criador cria um sistema, as leis segundo as quais ele existe e funciona, e o homem neste sistema.

Então, Ele coloca o homem e o sistema em movimento. A pessoa deve ouvir a influência do Criador, ao que está acontecendo dentro e fora dela, porque tudo isso são ações do Criador. Como é dito: “Não há outro além Dele”.

Se a pessoa concorda que tudo vem do Alto, do Criador, ela se torna sensível a tudo o que está acontecendo dentro e em torno dela, à forma como Ele a afeta. Assim, ela tenta entender o que o Criador quer revelar a ela.

Através da análise de todos os tipos de ações: boa e ruim, as que estão próximas a ela e as que estão distantes, as que ela percebe como bem ou mal, ela começa a decifrar o plano do Criador que diz respeito a ela. E quando ela descobre o grande abismo entre ela e o Criador, a oposição de seus pensamentos, ela começa a revelar os dois opostos, um em contraste com o outro.

Por um lado, ela sente que quer agir de acordo com sua própria natureza. Mas como ela já descobriu que é melhor seguir a natureza oposta, ela entende que deve agir de forma diferente. De tal forma que ela descobre o mal dentro de si, os pensamentos maliciosos.

Mas ela está feliz com isso! Afinal, quanto mais pecados ela descobrir dentro de si, quanto mais esforços ela fizer para revelá-los, mais perto ela chegará da verdadeira oração, ou seja, do pedido para corrigi-los. O pedido de correção é chamado de “expiação”.

Os pensamentos maliciosos não precisam desaparecer, mas eles devem ser “adoçados”. Ou seja, nós temos que adquirir uma nova intenção sobre todos os nossos desejos egoístas que se transformam em doação.

A descoberta dos pecados e crimes acontece com a ajuda de uma grande Luz, a Luz de Hochma (Sabedoria), que brilha na pessoa e lhe mostra quão má e oposta ao Criador ela é. Assim, conforme o seu esforço, ela pode se aproximar da correção.

Todas as correções, assim como todos os nossos pecados, são obra do Criador. Finalmente, todos os pecados e suas correções, toda a Luz que atraímos para esclarecer o mal e corrigi-lo, a Luz de adesão, serve apenas para dar contentamento ao Criador. Acontece que, ao revelar os pecados e sua expiação, a pessoa chega ao abraço com o Criador  e, depois, à adesão com Ele.

Da 1a parte da  Lição Diária de Cabalá 06/10/11Shamati # 177

Arrependimento Do Egoismo Mais Terrível No Mundo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como eu posso verificar a mim mesmo, a fim de ter certeza que estou me movendo de acordo com as instruções das fontes originais, ao invés de estar me submetendo ao meu próprio egoísmo?

Resposta: Com essa intenção, há o mês de Elul, o último mês do ano. O mundo foi criado cinco dias antes da criação do homem, e o dia em que o homem foi criado é chamado o primeiro dia do novo ano. Esses últimos cinco dias representam os cinco níveis antes do nível humano, as cinco fases. E você precisa verificar o seu mundo, ou seja, o seu ambiente.

Afinal, você vive e percebe a si mesmo em relação ao seu ambiente, você se verifica em relação a ele. Vocês vivem juntos, você e seu ambiente. Então, antes de você “nascer” como humano, verifique o ambiente que o rodeará. Assim, você será capaz de ver que tipo de pessoa você será.

Que ambiente você escolhe? Em outras palavras, o que você quer de sua vida, o mundo inteiro, o grupo e os livros, e o que você ouve do seu professor? Verifique como você se relaciona com tudo isso e o que você deseja alcançar.

Isto não é fácil. A pessoa se depara com um cálculo muito difícil aqui. A opinião da sociedade exterior exerce uma grande influência sobre nós, nos forçando a continuar perguntando: “Onde estou e onde está todo mundo? Há milhões, bilhões deles, enquanto eu sou apenas um”. Não é fácil manter-se no caminho, se este for um caminho pessoal, e não um caminho comumente aceito entre as massas.

Aqui, você precisa se manter afastado da confusão. De acordo com quais critérios você verifica este caminho? Ele não é avaliado de acordo com os padrões das pessoas comuns. E você não precisa acreditar em ninguém; tudo pode ser verificado e analisado. Assim, realize esta análise e construa o seu próprio relacionamento com o ambiente, o professor, os livros e o Criador. Isto é chamado de “arrependimento” do mês de Elul.

Estes esclarecimentos são muito delicados, e se tornam cada vez mais delicados com o tempo. É como se eles estivessem suspensos no vazio, sem apoio de terra firme, senão pela fé acima da razão. Isso porque, tendo verificado tudo no seu ego, você precisa se separar completamente dele e construir o seu relacionamento espiritual acima dele.

Sem o egoísmo, sem verificar dentro dele, você não pode verificar a si mesmo. É por isso que você tem que ser grato a todos os pensamentos e desejos egoístas, como ciúme, ódio, volúpia, ambição e arrogância em relação ao mundo, aos inimigos e amigos, à crítica dos amigos, ao professor e ao Criador. Tudo pode ser verificado, e com base neste fundamento, o seu novo nível pode ser construído, chamado de um novo começo.

Depois de verificar todo o seu mundo e sua condição atual, você começará a ver, acima de tudo isso, a imagem do objetivo para o qual você está se dirigindo. Depois de ter admitido todas as possíveis transgressões do seu egoísmo (as palavras de arrependimento da oração de Rosh Hashaná), verificado e compreendido sua verdadeira essência, você pode imaginar qual é o significado oposto. Caso contrário, não há como.

É por isso que o Criador criou a inclinação ao mal e, além disso, a Torá, os meios para a sua correção, porque a Luz que Corrige está contida nela. No entanto, se você não tem a inclinação ao mal, se você ainda não descobriu e viu o seu egoísmo, você não precisa de qualquer correção. Se você não pretende ser corrigido, a Torá não é para você.

Primeiro de tudo, você precisa sentir que não há nada pior do que você, que você quer engolir todos os outros, vencê-los, você está com ciúmes de todos e odeia a todos. Você se vê como a pior pessoa do mundo? Você consegue justificar o seu relacionamento ruim com alguém depois de ter cuidadosamente verificado isso?

Se você ver que todo pecado é realmente revelado dentro de você, e que você não tem escolha, você chega à oração do arrependimento de Rosh Hashaná. Você exalta a qualidade de doação, o amor pelo outro, ou seja, o Criador, e você quer que ela comece a governar dentro de você.

“Eu criei a inclinação ao mal” significa o arrependimento do mês de Elul, os cinco dias antes do início do novo ano, o período de tempo que levou para criar o homem. Durante estes dias, o mundo do homem está sendo criado, seu mundo terrível. É ele quem o vê tão terrível, em vez de ver o mundo cheio de Luz e bondade, onde apenas o Criador governa, apenas amor e doação.

No entanto, graças a isso, a pessoa chega ao início do novo ano, o novo nível. Ela tem a Torá, os meios para a correção, a Luz que Corrige. Agora, ela sabe como usar a força contida na natureza, como extraí-la em prol da sua correção e, com a ajuda desta força superior, voltar ao bem. Para mim, a força superior é a qualidade superior da doação, em relação às minhas forças egoístas.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 26/09/11, Escritos do Rabash

Escreva Uma Carta Em Seu Próprio Coração

Se desejarmos a cada pessoa feliz Ano Novo e aos outras a “inscrição no livro da vida”, nossas palavras contêm a força superior. Afinal, estamos conectados uns aos outros pela preparação mútua, o correto registro, em que descrevemos todos os nossos imóveis no fundo branco.

O fundo branco que escrevemos sobre é a mesma garantia mútua que podemos imaginar como “brancura” do grupo contra o que eu examinar os meus desejos, os atributos e ver como eles são opostos ao grupo, como eles são impróprios para a unidade com ele. No entanto, eu completo este escrito e eu não me rendo. Eu continuo, cada vez mais, a examinar as contradições.

Este trabalho um mês antes do ano novo é condicionado pelo princípio de “uma pessoa aspirante ao Criador (Israel), a Luz que Reforma (a Torá), e a força superior (o Criador) são um. “Israel é o único que quer unir com os outros. A Torá é a Luz que reforma a má inclinação revelada apenas no trabalho com o grupo. Apenas no grupo que descobrimos a nossa inclinação para o mal, como o preto no branco, se eu imagem do grupo como completamente “brancas”, corrigiu. [Leia mais →]

O Próximo Ano Vai Ser Um Bom Ano

De acordo com o calendário hebraico, um novo ano está se aproximando. Eu acho que será um ano especial. Pela primeira vez o sistema de garantia mútua está cada vez mais sendo revelado, e nós temos que trazê-lo para o mundo e fazer com que eles saibam que este é o sistema de interconexão que tem de ser estabelecido entre as pessoas. Esta é a única maneira que podemos avançar em direção a Deus.

Por esta razão, será um bom ano. Afinal, a palavra de bondade espalhou-se pelo mundo e, junto com a escalada da crise, vai sacudir as pessoas e levá-las aos nossos materiais. As pessoas vão reconhecer que há apenas um método que pode trazer o bem para as pessoas no nível corpóreo, e o mais importante, um enorme benefício, eterno e absoluto na espiritualidade.

 

Tenho certeza de que estamos entrando em um estado bom. Tudo depende do equilíbrio entre as forças do bem e do mal, e nosso avanço é maravilhoso e correto. Tudo o que precisamos é nos manter cada vez mais fortes.

Temos que construir um sistema forte de disseminação via internet em todas as línguas para que ela chegue a todas as pessoas com todos os tipos de mentalidades. Ao fazer isso, não vamos permitir que qualquer força negativa será revelada no mundo. Eu tenho um bom pressentimento sobre isso. Este é o feliz ano novo que eu desejo para todos.

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A partir da 5 ª parte da Lição Diária de Cabala de 28/09/20112011, “A Nação”

 

Eu Desejo Que Todos Cheguem Ao Final!

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que significa desistir de tudo em prol da meta espiritual?

Resposta: Desistir de tudo em prol da espiritualidade é determinar que a minha meta é chegar à doação, de modo que apenas essa qualidade reinará em mim, a tal ponto que o meu “eu” não será mais sentido. Assim como você não sente o Criador agora, você não sentirá a si mesmo. Não importa o que aconteça, não importa se as pessoas o repreendem ou o que quer que digam de você: nada externo o afetará.

Seu ego crescerá cada vez mais, mas você se elevará constantemente acima dele com o seu poder de doação. Então, você será equivalente ao Criador, até certo ponto.

Você vê, nós podemos nos irritar com Ele tanto quisermos, e isso não vai afetá-Lo. Como Ele consegue fazer isso? Será que a força superior não têm mente ou sentimentos? Não, ela é simplesmente o atributo de amor e doação que está acima de tudo. “O amor cobrirá todos os pecados!”. Se nós alcançarmos isso, significa que estamos prontos para Rosh Hashaná (o Ano Novo)…

Estas são situações muito difíceis, e quanto mais rápido você avança, mais você cai. É como nos esportes: a pessoa que chega ao final é aquela que está melhor preparada para alcançar a meta. A seleção se torna cada vez  mais inflexível, e assim cada vez menos chegam ao final. Portanto, não é de se admirar que as pessoas caiam ao longo do caminho. É uma pena, mas esta é a natureza das coisas.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 26/09/11, Escritos do Rabash