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Como Criar Uma Criança Confiante

962.1Comentário:  O psicólogo russo Mikhail Labkovsky dá cinco dicas (conselhos) aos pais para criar uma criança confiante.

A primeira é “Seja generosa com os elogios, mas elogie corretamente. Não ‘Você é a melhor, veja como você é linda, não como seus colegas de classe’. Sua mensagem deve ser que a criança é maravilhosa porque ela é, não porque é a melhor das melhores”.

Minha Resposta: Isso mesmo. Claro, não devemos incutir a ideia de superioridade sobre os outros em uma criança; ao contrário, a criança deve sentir que vale algo por si mesma, e não que é melhor do que os outros. Que ela deve ser grande, ótima, confiante, gentil e assim por diante.

Pergunta:  Então você não deve compará-la com os outros e nem mesmo tocar em seu “eu”?

Resposta: Sim. Os padrões devem ser abstratos, não superioridade sobre os outros.

Comentário: Eu ficava motivado todas as vezes que me diziam “Olha como a Sasha é legal nessa aula. Você pode fazer o mesmo. Vamos!” Nós encorajamos as crianças dessa forma. O que há de errado nisso? Eu não entendo.

Minha Resposta: Isso transforma a pessoa em um egoísta. As competições são boas quando tornam a pessoa melhor do que outras para o benefício de outras. Esse tipo de competição, entretanto, é apenas para suprimir os outros.

Pergunta: Eu involuntariamente começo a pensar em suprimir essa Sasha?

Resposta: Sim. Por que eu deveria me tornar melhor do que ele? Prefiro menosprezá-lo, e assim não terei que fazer nada comigo mesma.

Pergunta: Essa é uma resposta natural do egoísmo?

Resposta: Sim. Preciso mostrar à criança que é preciso trabalhar em si mesma para ser melhor e não suprimir ninguém para estar acima dele.

Comentário: O segundo conselho é: “Se uma criança cometeu uma ofensa, não fale sobre a criança, mas sobre o fato. O ato é ruim e a criança é boa. Espero que você já tenha tirado as palavras como desonesto, estúpido e sem vergonha do seu vocabulário”.

Resposta: Esse é um grande problema para muitos pais que grosseiramente apontam que a criança não pode fazer nada, que não vale nada; isso a priva de um senso de confiança, segurança e possibilidade interior. É muito importante manter isso em uma criança.

Muitos de nós somos culpados disso. A gente pressiona a criança, diz: “Você não vale nada, olha como deve ser feito. Por que você não pode?” e assim por diante. Ou seja, nós a tornamos um ser totalmente inseguro. Ela cresce assim e a vida inteira não consegue se livrar disso.

Pergunta: Mas e se ela, por exemplo, cometer uma má ação?

Resposta: Suavize. “Você fez isso incorretamente, da maneira errada. Talvez você não pudesse fazer de forma diferente. Veja agora como isso pode ser feito de forma diferente”. Para que ela possa aprender com isso e ainda ter confiança.

Pergunta: Isto é, não tocar na criança e em seu pequeno “eu”. O princípio básico é não tocar no “eu”?

Resposta: Sim. Temos pessoas exatamente assim morando em nosso planeta, sem confiança interior, “mortas” pelos pais, pessoas carentes desde a infância. Para se defender de alguma forma, elas criam problemas, querendo subir pelo menos um pouco acima de todos. No entanto, elas não sabem fazer isso para se sentirem normais.

Para isso, elas devem suprimir outros, destruir outros e assim por diante. Se você pegar alguém que mata, tortura os outros, comanda alguma gangue, verá por que isso aconteceu com ele.

Você vai olhar para a infância dele e ver como ele foi desfigurado lá da mesma maneira.

Comentário: O terceiro conselho: “Nunca a compare com ninguém, mesmo que a comparação seja a seu favor. Esse é o caminho direto para o narcisismo. E o narcisismo é a destruição da base da autoestima. Ou seja, a autoestima está totalmente destruída. A criança corre o risco de crescer como uma pessoa que sempre se compara aos outros e sofrerá que alguém seja melhor do que ela”.

Minha Resposta: Sim. No entanto, ainda precisamos ter certeza de que a criança tem uma ideia do que é perfeição. E ela deve de alguma forma avaliar a si mesma em relação a essa perfeição.

Pergunta: É necessário dar à criança algum tipo de padrão?

Resposta: Sim, mas não em relação aos outros. O padrão não deve ser uma pessoa, mas uma qualidade.

Pergunta: Como você pode explicar a qualidade a que ela deve aspirar?

Resposta: Antigamente isso era feito com a ajuda de alguns deuses ou grandes heróis. No entanto, tais exemplos podem ser em algo específico, particular, não mais do que isso.

Pergunta: Deve ser uma qualidade? Por exemplo, como você costumava amar, então devemos chegar ao mesmo amor?

Resposta: Sim.

Comentário: A quarta dica: “Elogie a criança não pelo resultado, mas pela coragem e esforço, pelo fato de não ter medo e se apresentar, se esforçar por si mesma na competição, se esforçar, dar o máximo. Isso a ensinará a se sustentar no futuro. A propósito, isso vai contribuir muito para o seu sucesso na vida adulta”.

Minha Resposta: Sim, é necessário apoiar a criança e inspirá-la. Independentemente de seu sucesso, ela deve sentir que você está atrás dela e confiante nela, e não exige nada mais dela do que apenas sua diligência, esforço.

Pergunta: Ou seja, não devemos dizer: “Você foi bem, ficou em primeiro lugar, que linda medalha”, certo?

Resposta: Sim. Não faça isso. Absolutamente não. É necessário que ela seja autossuficiente e feliz em suas ações.

Comentário: Mas temos orgulho das medalhas.

Resposta: Essa é a nossa sociedade, uma sociedade tão estreita e egoísta que joga todas as pessoas umas contra as outras, eleva a competição a tais níveis que uma pessoa dedica toda a sua vida e saúde a isso. E qual é o resultado? Vemos que isso não traz felicidade a ninguém.

Pergunta: Isso significa que se uma criança fala sobre sua vitória, o principal para ela deve ser quanto esforço ela fez, como ela treinou para isso?

Resposta: Claro. Do contrário, ela usará drogas e vencerá apenas com a ajuda delas. É nisso que o egoísmo transforma cada um de nós.

Comentário: Este, aliás, é um comentário muito preciso. Todos esses esteroides anabolizantes, drogas e tudo mais. Já é impossível assistir esportes, tudo é claro aí. Agora há o problema de como esconder a droga, não de como não tomá-la.

Minha Resposta: Sim. O principal para eles é a realização em comparação com os outros. Exceto para esportes em grupo. Os esportes coletivos são relativamente atraentes.

Pergunta: É porque há uma vitória da equipe aí?

Resposta: Sim. Um único “eu” é borrado entre muitos outros e, em geral, a oposição de um ao outro não é o mesmo que de uma oposição.

Pergunta: E quanto ao fato de algum jogador ainda se destacar? Por exemplo, Messi ou outra pessoa.

Resposta: Isso é ruim. Afinal, o time venceu. Mas ainda assim, pelo menos desta forma.

Comentário: O quinto e mais importante conselho: “Você mesmo tem que ter autoconfiança. Os pais muitas vezes me escrevem: ‘Eu faço tudo certo, elogio, apoio, mas a criança mostra insegurança o tempo todo’. Claro, cada caso específico deve ser analisado separadamente, mas se você realmente faz tudo para a confiança da criança e ela tem autoestima zero, isso é o que se chama ‘Um alerta para os pais’”.

Minha Resposta: Em todo caso, ainda temos que mostrar à criança nossa confiança nela, nosso amor por ela e que a aceitamos como ela é. O mais importante é não destruir, não nivelar seu “eu” e não exigir dela grandes vitórias e conquistas. Só nesse caso você pode torná-la uma pessoa normal e confiante.

Pergunta: Por que um psicólogo começa assim: “Você mesmo tem que ter autoconfiança”?

Resposta: Porque você está tentando incorporar na criança o que você mesmo não realizou.

Pergunta: Não vai funcionar mesmo se eu jogar na frente dela?

Resposta: Não.

Pergunta: Você tem autoconfiança?

Resposta: Não. Uma pessoa totalmente confiante é apenas um idiota, ela deve estar no nível de uma pedra. No entanto, estou confiante de que não estou confiante, mas posso fazer o que tenho que acreditar.

Comentário: Isso não é fácil.

Minha Resposta: Ninguém diz que isso pode ser alcançado. Mas devemos aspirar por isso. A vida é aspiração.

Comentário: Em geral, todo esse caminho está na incerteza na transição para a confiança e novamente na incerteza.

Minha Resposta: Todo o caminho está na incerteza de você se relacionar com o absoluto. Esta é a sua confiança. Portanto, não há nada assustador aqui. Existe uma força superior, você tem que saber como se posicionar em relação a ela e, então, você ganha total confiança. Não em você mesmo, mas no fato de que você está indo com ela.

Pergunta:  Que sua bússola segue nesta direção o tempo todo?

Resposta: Claro. Então tudo é muito simples. Você segura como um pequeno a mão do grandão.

Comentário: O professor.

Minha Resposta: Sim.

Pergunta: E se você for constantemente deslocado para a esquerda ou para a direita?

Resposta: É proposital para que você se apegue a Ele com mais força, para que possa ver para onde está indo com Ele e assim aprender.

Você mudou em relação a Ele e deve se agarrar com mais força e alinhar seu caminho com Ele, atrás Dele. Dessa forma, você aprende tanto com as adversidades do destino quanto com a reação Dele a esse destino.

Pergunta: Esse caminho é pela razão ou pela fé acima da razão?

Resposta: Esse caminho é pela adesão ao superior. Ele mostra duas linhas e você tem que caminhar entre elas.

De KabTV, “Notícias com o Dr. Michael Laitman”, 03/09/20

Como Não Aceitar Preconceitos?

629.3Pergunta: Nosso cérebro categoriza tudo o que sente. Destes, a categorização do que é conhecido como preconceito cresce. Ou seja, uma pessoa pensa em padrões e frequentemente toma decisões que estavam originalmente arraigadas nela. Às vezes, essas decisões podem ser erradas, injustas.

Os cientistas dizem que um dos métodos de prevenção do preconceito é parar uma pessoa a tempo e fazer-lhe as perguntas apropriadas. Basicamente, faça-a parar para que se pergunte: “Que suposições eu tenho? O que me influencia para tomar a decisão certa?”

Estamos sujeitos a preconceitos desde o nascimento. O que posso fazer a respeito? Como posso não sucumbir a isso?

Resposta: Eu acredito que nada vai ajudar, exceto o ambiente certo, que irá influenciar uma pessoa. Se alguém começar a se questionar, a se lembrar de alguns de seus esquemas, hábitos e padrões implantados desde a infância, não terá nenhum resultado. O único remédio é estar constantemente sob forte influência do ambiente certo.

Acontece que você só pode lutar contra o preconceito mudando-o para outro. Ou seja, uma pessoa está inicialmente sob a influência de uma sociedade, que forma algo nela. Então ela fica sob outra influência e isso forma algo novo nela.

Nada pode ser feito de outra forma. Então, haverá uma terceira sociedade, uma quarta e assim por diante, que a influenciarão cada vez mais. Porém, de cada ambiente, ela receberá o que a impregnou. Assim, ela começará a compreender tudo melhor e a subir degraus.

De KabTV. “Expresso de Cabalá”, 12/01/21

Como Alcançar Uma Conexão Espiritual

537Caro Michael Laitman, 

Às vezes tenho a sensação de que ainda estou dentro da minha mãe, como um feto. Então eu me sinto tão bem, todas as preocupações vão embora, todos os problemas são resolvidos, você está seguro, está sendo cuidado. Eu realmente me lembro disso? Poderia ser assim? Ou é uma ilusão?

Resposta: Em geral, isso é uma ilusão, embora muitas pessoas considerem essa sensação de desenvolvimento intrauterino confiável. Como diz o ditado: “Mãe, leve-me de volta”.

Mas, em princípio, não é por isso que devemos lutar.

Precisamos nos esforçar para perceber a força geral da natureza, que se chama mãe, para que nos coloquemos nela corretamente e passemos por todas as etapas do desenvolvimento espiritual, que também são chamadas de: concepção, desenvolvimento intrauterino, nascimento, amamentação e assim por diante, até nosso estado mais elevado.

Pergunta: O que é um embrião espiritual? É uma sensação de estar seguro, em paz?

Resposta: Sim. Quando você se dissolve completamente na natureza, quando se entrega completamente a ela e assim progride em seu desenvolvimento.

Pergunta: A pessoa começa a sentir espiritualmente que está dentro da natureza?

Resposta: Sim.

Pergunta: As sensações de uma pessoa são muito semelhantes às sensações do feto dentro da mãe? Só é preciso seguir em frente?

Resposta: Os Cabalistas falam sobre o avanço.

De KabTV, “Notícias com o Dr. Michael Laitman”, 26/11/20

Blitz De Dicas De Cabalá – 30/10/20

570Pergunta: O espaço pessoal e seus limites são importantes para você?

Resposta: Claro.

Pergunta: Como você evita que as pessoas cruzem seu espaço pessoal?

Resposta: Eu mostro que é aqui que nossos interesses comuns terminam.

Pergunta: Quanto tempo você consegue ficar sozinho, sem contato com as pessoas?

Resposta: Infinitamente.

Pergunta: Um Cabalista abre o acesso ao seu espaço pessoal escrevendo artigos, livros e outros materiais?

Resposta: O espaço pessoal é pessoal. Ao descrever minha vida na mídia impressa ou falando ao público, eu me revelo. Mas este não é de forma alguma meu espaço pessoal. Pessoal é onde apenas eu e o Criador estamos.

Pergunta: Por que as pessoas têm necessidade de tocar outras pessoas, de violar o espaço pessoal de outra pessoa?

Resposta: Querem uma reaproximação, querem transmitir as suas emoções, embora nem sempre seja acolhida favoravelmente pelo interlocutor.

Pergunta: Como nos relacionamos com uma pessoa que reage muito fortemente à violação do espaço pessoal? Por exemplo, ela é contra um abraço de boas-vindas.

Resposta: Precisamos colocar algum tipo de barreira entre nós e eles para não violar esse espaço. Talvez para você seja menos que um toque, mas para ele uma distância de um metro já está entrando em sua zona.

Pergunta: A redução da distância entre as pessoas consiste na correção da sociedade. De que distância você está falando?

Resposta: Estou falando sobre uma compreensão geral da meta da criação, a meta do desenvolvimento.

Pergunta: O que deve preencher o espaço entre nós?

Resposta: Amor.

Pergunta: Como toda pessoa, você provavelmente tem alunos próximos e distantes. Como você divide as pessoas nessas categorias?

Resposta: Por devoção. Não só para mim, o principal é o objetivo.

Pergunta: A sabedoria da Cabalá diz que todas as pessoas devem se tornar uma. Isso significa que não haverá distância alguma entre as pessoas?

Resposta: Não haverá. Embora sejam todos muito diferentes, não haverá distância.

Pergunta: O distanciamento social ajudará a conter a disseminação do coronavírus?

Resposta: Não. O coronavírus desaparecerá, como todos os outros problemas que surgirão, apenas se as pessoas começarem a se aproximar umas das outras em seus corações.

De KabTV, “Habilidades de Comunicação”, 30/10/20

Politicamente Incorreto Artificial

552.03Pergunta: Hoje, em muitos países europeus, as pessoas em sua vida cotidiana são forçadas a verificar cada palavra para não serem acusadas de intolerância, sexismo ou racismo. Tal atitude em relação às minorias foi criada artificialmente na sociedade. O que você acha disso?

Resposta: Esses excessos locais são totalmente inaceitáveis. As minorias usam isso para seus próprios fins políticos. Mas no final chegaremos a um estado em que todos ganham, não uma parte da sociedade sobre a outra.

Pergunta: Atualmente, a tarefa do politicamente correto e da tolerância é evitar o uso de expressões que insinuem discriminação e racismo, uma vez que impedem a comunicação entre as pessoas.

Acontece que a tolerância é boa. Mesmo que eu não trate os outros assim, mas eu jogue, não ofendo ninguém de propósito. Um jogo como esse poderia nos levar a um estado melhor?

Digamos que eu seja racista por natureza. Mas existe uma lei no país e para segui-la não posso ofender ninguém. No entanto, podemos ver que isso não se desenvolve mais, não passa para a atenção plena, mas sempre permanece no nível externo. E na primeira oportunidade, tudo desmorona.

Resposta: Isso vai passar gradualmente. Por enquanto, vale a pena introduzir leis de tolerância, mesmo por métodos violentos, com cuidado, de forma gradual. Como resultado, as pessoas verão que realmente funciona.

Pergunta: Ao passar por cima de todas as causas da doença, não nos permitimos estabelecer o diagnóstico correto e chegar à conclusão de que sou realmente um racista. Essa correção política não o impede de chegar à compreensão do mal?

Resposta: Não. Pelo contrário, ao trabalhar em si mesmo, você começa a perceber quem você realmente é. Internamente, você percebe o mal de sua natureza, que realmente odeia os outros, que é um racista. Por outro lado, as leis, o politicamente correto, ainda o mantêm dentro dos limites.

De KabTV, “Habilidades de Comunicação”, 16/10/20

Blitz De Dicas De Cabalá – 09/10/20

281.02Pergunta: Por que um comportamento é aprovado socialmente e outro condenado? Qual é a origem das normas morais?

Resposta: O egoísmo, quão benéfico é para a sociedade.

Pergunta: Os idosos sempre pensam que os jovens são imorais. O que você acha?

Resposta: Acredito que os jovens percorrem seu próprio caminho de desenvolvimento, o que os leva a um desenvolvimento moral ainda maior do que a geração anterior.

Pergunta: Como a moralidade deve ser avaliada do ponto de vista da evolução: como um conjunto de regras culturais inventadas ou outra coisa?

Resposta: A moralidade é nosso relacionamento mútuo no único organismo da alma que devemos avaliar, definir e cumprir.

Pergunta: Os animais têm algum padrão moral?

Resposta: Eles não são morais, mas instintivos, naturais.

Pergunta: Qual é a diferença entre os conceitos de moralidade, ética e espiritualidade do seu ponto de vista?

Resposta: Nenhuma. Se essas condições forem atendidas corretamente, elas serão todas iguais.

Pergunta: Existe uma diferença entre a moralidade masculina e feminina?

Resposta: Não. Isso é expresso apenas no nível animado pelo cumprimento dessas condições morais e nada mais.

Pergunta: Como você se sente em relação às pessoas éticas e morais que seguem todas as regras?

Resposta: Eu as trato como crianças.

Pergunta: Você já fez algo que vai contra seus padrões morais?

Resposta: Obviamente, sim.

Pergunta: O que, em sua opinião, tem mais probabilidade de estimular o comportamento moral das pessoas?

Resposta: O exemplo.

Pergunta: O que deveria ser maior: os interesses do Estado expressos em regulamentos legais ou a visão de mundo do próprio homem, sua visão de comportamento justo em uma situação particular?

Resposta: A opinião pública. Eu devo obedecê-la mesmo se estiver em conflito com ela.

Pergunta: Como a moralidade e a ética afetam a inteligência humana?

Resposta: Na medida em que posso ser orientado pela ética e a moralidade do meio ambiente e meu espaço pessoal, nessa medida vou direto ao objetivo mais elevado.

Pergunta: É possível ter tal estado na sociedade quando cuidar de si mesmo é considerado imoral?

Resposta: Tudo o que não beneficia a sociedade é imoral.

Pergunta: Qual você acha que pode ser a moralidade pública do futuro nos países desenvolvidos?

Resposta: Os países desenvolvidos são aqueles que constante e consistentemente desenvolvem e adaptam o “amor ao próximo” como a maior lei de desenvolvimento de suas sociedades.

De KabTV, “Habilidades de Comunicação”, 09/10/20

Do “Eu” Ao “Nós”

557Pergunta: Especialistas da Universidade da Califórnia descobriram que o principal indicador de um relacionamento bom e feliz é quando o casal usa “nós” em uma conversa.

O uso da palavra “nós” é uma indicação de relações mais próximas entre as pessoas, que elas não estão presas a seus egos em seu relacionamento e que pretendem desenvolver uma cooperação frutífera entre si.

A humanidade vive constantemente em “eu, eu, eu” e continua a viver assim. Chegamos a um beco sem saída dessa maneira de falar?

Resposta: Não, o uso do “eu” não é um beco sem saída porque é minha essência. É nisso que estou, para onde estou indo, o que quero fazer para melhorar este mundo, e por isso não acho que seja uma forma negativa de falar. Pelo contrário, depende do que eu atraio e conecto a esse “eu”.

Pergunta: O que eu preciso anexar ao “eu?”

Resposta: Eu tenho uma opinião, tenho poder, tenho capacidade, tenho uma boa atitude para com os outros, quero incorporar tudo isso e, então, o “eu” é um elemento positivo.

Pergunta: E o que é um uso negativo do “eu?”

Resposta: É o oposto, é claro, quando quero dominar os outros por causa do meu “eu”. Na verdade, é o “eu” que precisa ser muito claro para a pessoa. Quem é esse “eu”?

Pergunta: E como uma pessoa avança da posição do “eu”?

Resposta: Do “eu” nos movemos em direção ao “nós”, mas o “nós” existe apenas e sempre como o denominador comum do nosso “eu” e não de qualquer outra forma. Quando começo a me submeter a “nós”, mas faço isso e não a outra pessoa que me diz “nós” de maneira familiar, quando me submeto e digo “nós”, o que significa que estou pronto para me conectar com os outros, sabendo que o resultado será o único “eu” comum, este já é um nível diferente.

Essa já é uma ascensão acima do pequeno “eu” ao grande “eu”, que inclui o “nós” nele.

De KabTV, “Notícias com o Dr. Michael Laitman”, 04/12/18

A Única Maneira De Chegar Mais Perto

565.01Pergunta: Como a ideologia intercultural ajuda o desenvolvimento espiritual pessoal de cada indivíduo?

Resposta: Ela nos ajuda a superar todas as diferenças. Eu dei aulas com alunos em Los Angeles e me perguntei como eles se comunicam entre si. Um deles é preto, o outro é amarelo, o terceiro é branco, este está envolto num lenço de cabeça muçulmano e aquele anda com a estrela de David. Eles responderam às minhas perguntas dizendo: “Sabe, não notamos isso”.

Hoje, pode não ser mais o caso. Mas, naqueles anos, eles disseram: “Nos tornamos tão acostumados um com o outro e nos comunicamos tão intimamente que todos esses atributos externos não nos incomodam”.

Comentário: Uma das vantagens desse tipo de sociedade é que os emigrantes são fonte de conhecimento e mão de obra qualificada. Eles trazem novos gostos, estilos, música, cultura, bem como a oportunidade de aprender diferentes línguas e religiões.

Mas todos esses interesses culturais e científicos dentro de diferentes nações desaparecem assim que o conflito surge. O que interfere com eles? Parece que houve uma formação na qual bilhões foram investidos e, no entanto, podemos ver o que está acontecendo agora, por exemplo, na América.

Minha Resposta: Essa educação está errada. Nada vai ajudar. O erro é que eles não aprenderam a se aproximarem da maneira certa. Todos têm liberdade em todos os aspectos e eles acreditam que encontraram a maneira certa de se aproximarem uns dos outros dessa forma. Isso está errado.

A natureza só tem uma maneira de se aproximar, que é a pessoa se elevar acima de sua natureza e preferir estar em conexão com seu próximo, acima de seu egoísmo. Isso deve ser ensinado. Isso deve ser introduzido gradualmente.

Sem mudar a natureza humana, é impossível resolver nada. Estamos nos aproximando dessa eventualidade hoje. Devemos compreender a natureza humana, caso contrário não sobreviveremos.

De KabTV, “Habilidades de Comunicação”, 16/10/20

Blitz De Dicas De Cabalá – 25/09/20

281.02Pergunta: Quais são os perigos do trabalho em grupo?

Resposta: Se agir corretamente, de acordo com o avanço da sociedade, não há perigo.

Pergunta: A inteligência coletiva é o futuro da humanidade ou a morte de um indivíduo?

Resposta: Eu acredito que a personalidade deve se dissolver no intelecto geral.

Pergunta: Existe transmissão genética de habilidades de grupo para os humanos?

Resposta: Sim. Até os cientistas dizem que existe algo chamado “memória interna”.

Pergunta: Um grupo de pessoas ao se unir pode aumentar a sabedoria de cada participante?

Resposta: Acho que não. O mais importante para nós é a conexão, onde começamos a sentir a unidade e a compreender essa força. A unidade é o resultado do nosso correto desenvolvimento.

Quando você se une a outros, sua inteligência pessoal se dissolve em todos. Em vez de ser individual, você adquire algo comum.

De KabTV,”Habilidades de Comunicação”, 25/09/20

Por Que Dar À Luz Filhos Neste Mundo Horrível?!

632.1Pergunta: De uma carta: “Estou cheio de ódio pelos pais que me trouxeram a este mundo! Por quê? Não viram que este mundo é um monte de lixo, que não serve para viver?! Não quero morar nele e não posso sair sozinho. Vivo com dores constantes.

Apesar disso, sou casado. Mas eu disse à minha esposa no primeiro encontro: “Não teremos filhos”. Ela concordou. Estamos casados ​​há cinco anos. Minha esposa me pediu para escrever para você e pedir sua opinião. Mas, para você saber, minha decisão está tomada”.

Essa pessoa escreve com uma opinião inequívoca de que não vai trazer filhos a este mundo. Mas sua esposa parece querer. O que fazemos com tudo isso? O mundo é mesmo tal que dá medo trazer filhos para cá?

Resposta: E daí? É assustador, mas você os traz. Faça a coisa certa, o que uma pessoa deve fazer. Faça tudo por isso.

Pergunta: Devo pensar nas crianças?

Resposta: Você deve pensar nos filhos, você vai pensar neles. Agora você não está pensando neles, está pensando em si mesmo.

Você tem que dar à luz a próxima geração. Porque é assim na natureza – olhe para os animais. Quanto à próxima geração, somos como animais. Cada casal deve dar à luz um menino e uma menina.

Pergunta: Aqueles que decidiram que não querem, podem ser chamados de família?

Resposta: Este é o egoísmo mais elevado e você não pode chamá-los de família.

Uma família é um indivíduo do sexo masculino e feminino que cria sua própria espécie.

Eu digo o que está escrito na Cabalá. A sabedoria Cabalística é mais elevada do que o nosso mundo e fala sobre como é estabelecida pela natureza. Chame isso de natureza ou o Criador. Somos obrigados a reproduzir nossa própria espécie e, portanto, continuamos em nossos descendentes.

Pergunta: E para aquelas pessoas que deliberadamente não continuam na descendência, algo, de alguma forma mais tarde responde a elas ou não?

Resposta: A história delas termina com elas. Mas uma pessoa deve se esforçar para continuar.

De KabTV, “Notícias com o Dr. Michael Laitman”, 30/11/20