Textos na Categoria 'Economia'

A Europa Está Abalada

Laitman_421_01Nas Notícias (The Wall Street Journal): “Os funcionários de governos europeus têm se “iludido” de que a crise acabou e que a zona do euro se recuperaria, disse Charles Wyplosz, professor de economia internacional do Instituto de Pós-Graduação de Geneva. …‘O que vemos agora é a revelação de que a situação na zona do euro é muito precária’, disse ele. ‘Nós estamos sentados sobre um barril de pólvora…”.

“Os críticos há muito tempo alertam que uma moeda comum sustentável requer algo mais, uma união política e fiscal que coloca a força financeira coletiva da Europa a serviço dos seus membros mais fracos”.

“A zona euro é uma grande ameaça para a economia mundial, a região, cuja participação no produto bruto mundial é a quinta parte, se move para a estagnação e deflação”, escreve a revista The Economist

“No contexto da instabilidade geral na economia mundial, os problemas internos da Europa, como a pobre demografia, mercados de trabalho problemáticos e grandes dívidas, arriscam derrubar sua economia e, com isso, criar sérios problemas para o mundo inteiro”. (Fonte: CypLive)

Meu Comentário: Você deve começar reeducando as pessoas. Apenas de acordo com seu nível de consciência da necessidade de uma verdadeira integração e unificação dos povos do continente, reside a possível solução pacífica para a crise.

O Segredo Essencial Dos Judeus, Parte 64

Do livro: O Segredo Essencial Dos Judeus, M. Brushtein

A Crise Está De Acordo Com Um Padrão Consistente

O fato de que a crise é uma coisa regular tem sido conhecido há muito tempo. Os estudos de Nikolai D. Kondratiev são amplamente conhecidos.

Ondas de Kondratiev são longos ciclos de atividade econômica, cuja existência foi prevista pelo economista russo Nikolai D. Kondratieff (1892-1931), que foi morto durante os expurgos de Stalin.

A duração do ciclo é definido como tendo cerca de 40 anos. A última queda na produção foi responsável pela depressão na década de 1930. (Dicionário Acadêmico)

É interessante que, de acordo com as observações de Kondratieff, ciclos consistem de quatro fases. Por sua vez, os ciclos de Kondratieff, eles mesmos, são parte de outros quatro.

Ciclos econômicos:

Ciclo Kitchin 2-3 anos;

Ciclo de Juglar 6-13 anos;

Ciclo de Kuznets 15-20 anos;

Ciclo Kondratieff 50-60 anos.

A propósito, vamos recordar o que falamos sobre as quatro fases de desenvolvimento no Capítulo 2.

Precisamos dizer o seguinte em relação aos ciclos. A questão não é em que ordem e como as crises econômicas passam. O problema é que mesmo o estudo mais profundo da crise não nos aproximou de uma compreensão de suas causas. Por que precisamos saber quando a próxima crise virá? Seria melhor que isso absolutamente não acontecesse.

“Uma pessoa inteligente resolve um problema. Uma pessoa sábia o evita”. (Albert Einstein)

O fato é que as causas das crises estão na relação incorreta entre as pessoas, disse Abraham uma vez. Hoje, estamos finalmente começando a entendê-la.

Nós não nos desenvolvemos harmoniosamente e nosso desenvolvimento espiritual está tão para trás que somos vítimas de uma avalanche do crescimento tecnológico. Não podemos sair deste fluxo, mesmo que queiramos.

Como resultado, quando a humanidade tinha uma necessidade por uma nova energia para o desenvolvimento tecnológico, quando descobriu esta energia, então, moralmente ela não estava pronta para usá-lo para sua vantagem.

Então, em termos de desenvolvimento histórico, começamos a desconfiar tanto uns dos outros, não acreditando que podemos ajudar uns aos outros (embora tudo tenha sido feito para sobrevivermos juntos) que cada um de nós, pessoalmente, na verdade, não participa da vida pública (Andrei A. Tarkovski, cineasta russo, escritor, editor de cinema, teórico de cinema, teatro e diretor de ópera).

Não sabemos como resolver este problema. Abraão resolveu este problema.

“Ele (Abraão) conseguiu criar uma grande nação da descendência. Unificada, apesar de todas as mudanças de lugares e vicissitudes”. (Johann Wolfgang von Goethe, escritor alemão e estadista).

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Material Relacionado:
O Segredo Essencial Dos Judeus, Parte 63
O Segredo Essencial Dos Judeus, Parte 62
O Segredo Essencial dos Judeus, Parte 61

Coisas Predatórias Do Século

Dr. Michael LaitmanOpinião (de Psyfactor): “Os profetas do Antigo Testamento chamavam aquelas pessoas que adoravam objetos e coisas que faziam com as próprias mãos de ‘idólatras’. Seus ‘deuses’ eram coisas feitas de madeira ou pedra”.

“‘O significado de idolatria está em tranferir todos os sentimentos, a força do amor e o poder do pensamento a objetos externos. As pessoas contemporâneas são idólatras. Nós percebemos a nós mesmos apenas através de coisas que possuímos’”. (Eric Fromm)

“O mundo das coisas continua a crescer. O ser humano torna-se menor ao lado de tantos objetos. As pessoas contemporâneas definem a sua existência, anunciando: ‘Eu compro, logo existo’. Sendo uma ‘coisa’, nós confirmamos que estamos vivos apenas porque nos comunicamos com outros objetos”.

“Custos de casas, móveis, carros, roupas, relógios, computadores, aparelhos de TV são a base para o status social de um indivíduo. Quando as pessoas perdem uma parte de seus pertences, é como se perdessem parte de si mesmas. Quando elas perdem tudo o que têm, estão totalmente perdidas”.

“Durante as crises econômicas, aqueles que perdem parte significativa de sua propriedade cometem suicídio; eles pulam das janelas dos arranha-céus. Sua riqueza era de fato um substituto para a sua personalidade. Cometer suicídio como resultado da falência financeira em tal sistema de valores culturais é muito lógico. Os atos suicidas significar a falência de uma personalidade, de uma individualidade”.

“Anteriormente, as pessoas também se associavam com as coisas, mas nunca antes objetos inanimados ocuparam um ranking elevado no sistema de reconhecimento social, como nas últimas décadas, quando o consumo se transformou em meio de avaliação do estado de um indivíduo”.

“O programa de educação daqueles que subordinam suas vidas ao trabalho começou; uma nova fase foi lançada – o estágio de transformar as pessoas em “consumidores”. A economia precisava não só de trabalhadores disciplinados; clientes bons e disciplinados que conrtiuanavam comprando novos bens na medida em que eles apareciam no mercado eram extremamente essenciais”.

“A publicidade do comportamento do consumidor foi concebida para se livrar das tradições seculares de comprar apenas necessárias coisas. A propaganda de uma nova ideologia fez as pessoas pensarem que a felicidade era sobre um processo de compra sem parar de coisas novas”.

“Os consumidores ficam certos de que são os únicos que fazem uma escolha se devem ou não comprar determinados produtos. No entanto, os gastos com publicidade frequentemente atingem mais de 50% do custo das mercadorias vendidas. Esse fato fala por si só: os números mostram o quanto de energia e talento contribuiu para o processo de convencencimento dos consumidores a continuar comprando”.

Meu Comentário: Neste momento, nós podemos avaliar e compreender estágios anteriores de desenvolvimento, na medida em que nos afastamos do atual modelo de consumo da sociedade. Isso está acontecendo não porque nos tornamos internamente mais ricos e, assim, não precisamos de quaisquer sinais externos para demonstrar a nossa importância. Em vez disso, o desejo que requer um novo tipo de satisfação, uma realização do propósito de nossa existência, evolui constantemente em nós.

Embora afetações em palcos e telas nos empurrem para trás, o envolvimento contínuo de nossa aspiração em revelar a essência da vida é inevitável. Ele acabará por nos levar ao reconhecimento da sabedoria da Cabalá.

Referências:

Coisas Predatórias do Século, uma história de ficcção científica dos escritores soviéticos Arkady e Boris Strugatsky, escrita em 1964 e publicada na União Soviética em 1965, e depois de uma longa pausa em 1980. O livro tem uma epígrafe: “Há apenas um problema – o primeiro e único no mundo – para retornar as pessoas à espiritualidade, a ajuda espiritual `mútua”.

Erich Fromm Zeligmann (23 de março de 1900, Frankfurt on Main – 18 de março de 1980, Locarno), sociólogo alemão, filósofo, psicólogo social, psicanalista, representante da Escola de Frankfurt, um dos fundadores do neo-freudismo e freydo-Marksizmo.

Erich Fromm nasceu numa família de judeus ortodoxos. Sua mãe, Rose Fromm, nee Krause, era filha de um rabino que emigrou da Rússia. O pai, Erich Fromm Naftali, também era filho e neto de rabinos, e ao se ocupar do comércio, preservou e manteve a família nas tradições religiosas ortodoxas.

A Crise Das Elites Globais

Dr. Michael LaitmanNas Notícias (de Slon): “Apenas cinco por cento dos votos separaram a Escócia da independência, ou seja, quase metade da população quer se separar do Reino Unido.

“O partido de extrema-direita na Suécia dobrou o número de assentos no parlamento: a economia está crescendo, mas o padrão de vida, não. O padrão de vida da classe média em todo o mundo após a crise de 2008 tem caído.

“A sociedade sente intuitivamente que o bem-estar dos ricos multiplica, e a renda da classe média diminui. Como consequência, os sentimentos nacionalistas estão crescendo em todo o mundo. Os partidos de direita tornaram-se os principais partidos na Polônia, Espanha, Alemanha, Bulgária e Lituânia. Na Ucrânia, a independência nacional está em ascensão. Na Espanha, os separatistas catalães receberam o poder de convocar um referendo de secessão.

“Todos os esforços dos políticos do século XXI, visando a alianças políticas e econômicas, podem ser quebrados com uma simples pergunta pessoal: por que a minha vida não melhora? Sentimentos separatistas e a influência crescente da ultradireita é apenas o começo da crise da ordem mundial.

“Além disso o crescimento da população e da expectativa de vida, com redução simultânea de recursos, só vai piorar a situação. Se as elites políticas não reconsiderarem a distribuição da riqueza na sociedade, a tensão causará sua dolorosa mudança”.

Meu Comentário: A solução está apenas em alcançar um padrão de vida razoável. Além disso, um igual para todos. Isso só é possível depois de uma educação integral ativa e formação para todos. A humanidade deve se tornar diferente: unificada e global. Caso contrário, ela não vai sobreviver em nossas atuais condições planetárias limitadas.

Desculpas como “há o suficiente para a nossa vida” não são corretas, porque as crises irrompem muito antes do que os recursos se esgotam, e começa a surgir a partir da incongruência entre a humanidade e as novas condições futuras que automaticamente são suportadas nos níveis inanimado, vegetal e animal da natureza. De acordo com a Cabalá, nós estamos mais de cem anos atrás em nosso desenvolvimento em relação ao nosso próximo estado.

“O Banco Mundial Adverte Os Ministros Do Trabalho Do G20 Sobre A ‘Crise Global De Emprego’”

Dr. Michael LaitmanNas Notícias (de International Business Times): “O mundo enfrentará uma crise global de emprego se a atual trajetória de crescimento do emprego continuar, de acordo com um relatório conjunto do Banco Mundial, a Organização Internacional do Trabalho e a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico.

“As organizações disseram que serão necessários 600 milhões de novos postos de trabalho em todo o mundo em 2030 para lidar com populações em expansão, e não haverá empregos de qualidade suficientes.

“‘Não há dúvida de que há uma crise mundial de emprego’, disse Nigel Twose, diretor sênior para emprego do Banco Mundial. …

“O fraco desempenho do mercado de trabalho também está ameaçando a recuperação econômica, porque está limitando o consumo e os investimentos, com mais de 100 milhões de pessoas ainda desempregadas nas economias do G-20 e 447 milhões de ‘trabalhadores pobres’ vivendo com menos de 2 dólares por dia em economias emergentes do G20″.

Meu Comentário: A solução não é criar empregos. O desemprego vai continuar a crescer com o desenvolvimento de novas tecnologias. Trabalhar “em vão” significa esgotar os recursos só para ocupar as pessoas. No longo prazo, não mais do que 2 a 3% da população estará envolvida no trabalho, a fim de prover a população mundial com tudo o necessário.

A solução é incluir todos na educação integral, e, assim, na medida de sua assimilação, mudar a estrutura social para uma sociedade de consumo racional.

Marx Estava Certo?

Dr. Michael LaitmanOpinião (Umair Haque, consultor e autor, sediado em Londres, diretor da Havas Media Labs):

  • Empobrecimento. Marx afirmou que o capitalismo iria empobrecer os trabalhadores: ele quis dizer que o trabalho seria ‘explorado’ – não apenas num sentido puramente ético, mas num sentido mais econômico: que os salários reais cairiam, e as condições de trabalho se deteriorariam. Como Marx está lidando com isso? Eu diria que medianamente: salários em muitas economias avançadas – nomeadamente, as mais puramente capitalistas num sentido financeirizado – não conseguiram manter o ritmo com a produtividade; não por anos, mas por décadas. (o salário médio dos Estados Unidos tem se estagnado há cerca de 40 anos.) Em termos macro, a participação do trabalho na renda caiu, enquanto a maior parte do crescimento tem se acumulado para aqueles que estão no topo.
  • Crise. Como os trabalhadores ganhavam cada vez menos, o capitalismo estaria propenso a crises crônicas, perpétuas de superprodução – pois eles não teriam meios para comprar ou investir em bens suficientes para manter a economia crescendo. Como disse Marx, seria provavelmente “a pobreza no meio da abundância”…
  • Estagnação. Aqui está a previsão mais polêmica – e mais curiosa – de Marx. Que, na medida em que as economias estagnassem, as taxas reais de lucro cairiam. Como é que isso se sustenta? À primeira vista, isso parece ter sido totalmente desacreditado: os lucros das empresas ultrapassaram o teto e chegaram à estratosfera. Mas pense novamente nisso em termos econômicos: a previsão de Marx travava de “lucro real”, e não apenas de números de carne processada servidos por contadores de feijão, e mastigados com gosto por “analistas”. …
  • “Alienação. Na medida em que os trabalhadores eram separados da saída de seu trabalho, Marx afirmou, o seu sentido de auto determinação diminuía, alienando-os de um senso de significado, propósito e realização. Como Marx está lidando com isso? Eu diria que muito bem: mesmo os mais auto proclamados modernos locais de trabalho humano, com todos os seus confortos, são bastiões de tédio esmagador e medíocres sugadores de alma, cheios de encontros tristes, tarefas deprimentes e objetivos inúteis, que estão bem, só um pouco alienantes. …
  • “Fetichismo da mercadoria. Um objeto fetichizado é aquele que é mais do que um símbolo: acredita-se que tenha realmente o poder que o símbolo representa (como um ídolo, ou um totem com propriedades mágicas). Marx afirmava que, sob as regras do capitalismo da era industrial, as commodities se tornariam talismãs reverenciados, adorados por meio de trocas transacionais, imbuídos de poderes místicos que lhes dão valor inerente – e obscurecendo o valor das pessoas, e as próprias pessoas, que trabalharam neles, em primeiro lugar. É um dos conceitos mais sutis e matizados de Marx. Será que isso é legítimo? Mais uma vez, eu vou apenas apontar para as sociedades que buscam o mais, o  maior, o mais rápido, o mais barato, o mais desagradável, o agora, sejam os templos de varejo dos mega shoppings dos EUA, ou os desordeiros de Londres roubando, não pão, mas jogos de videogame”.

Meu Comentário: Marx tinha razão no fato de que acreditava que só a educação e a formação humana levariam a pessoa à transformação do sistema capitalista num verdadeiro sistema socialista, e se isso acontecer com violência, pela pressão externa (uma revolução), e não pelo livre arbítrio das pessoas corrigidas, haverá um nazismo alemão ou de estilo soviético.

A Globalização Está Se Desintegrando

Dr. Michael LaitmanOpinião (Michael Khazin, economista): “Processos acompanham as tendências globais e são contra elas. Desde a década de 1990 até 2005, tem sido uma tendência global o aumento da globalização, mas processos de integração regional foram contra isso, e foi muito difícil e caro mantê-los.

“Desde 2008, um mecanismo para estimular a demanda por meio de emissão, a questão do dólar, parou de funcionar, e continua a prolongar a queda dos padrões de vida, ou a alterar o mecanismo para manter a demanda com a questão do dólar para os centros de emissão regionais.

“O fim do capitalismo está à frente, o que a Europa e os EUA não estão dispostos a admitir. A integração regional tornou-se uma tendência global. A globalização está se desintegrando. Tudo será decidido no âmbito dos processos de integração regional”.

Meu Comentário: Tudo será resolvido apenas através da conexão em círculos. Deixe-a ser chamada de integração regional. Aos poucos, suas fronteiras se expandirão para cobrir o mundo inteiro.

A Ciência Da Felicidade

Dr. Michael LaitmanOpinião (Karlheinz Ruckriegel, pesquisador da felicidade na Universidade de Artes Aplicadas Georg-Simon-Ohm Hochschule de Nuremberg): “Lá, onde as pessoas passam pela luta diária para sobreviver, é pouco provável que elas sejam totalmente satisfeitas com suas vidas. Elas têm uma relação direta entre renda e satisfação. Elas dizem que a felicidade não é o dinheiro, mas em sua quantidade.

“No entanto, a partir do PIB per capita de 10 mil dólares por ano, esta dependência enfraquece e após 20 mil é perdida completamente. Anteriormente, os trabalhadores simplesmente trabalhavam duro do início ao fim, eram pagos e não exigiam nada.

“Hoje, o que importa é a auto realização, de estar envolvido em assuntos interessantes. No trabalho, as pessoas buscam sucesso, amizade, reconhecimento, projetos com futuro e oportunidades para revelar seus talentos. Em geral, o produto interno bruto não é um indicador de satisfação do público.

“Quanto maior a desigualdade social, menos felizes são os seus cidadãos. Isto é particularmente evidente quando já no nascimento, as pessoas têm chances desiguais, e em toda a sua vida podem mudar essa situação. Isso afeta ambos os indicadores objetivos, como expectativa de vida e saúde.

“O nível de bem-estar é afetado por contatos sociais, participação ativa na vida pública, trabalho que traz satisfação, benevolência, saúde e a liberdade interior.

“As teses da ciência da felicidade já não são controversas, mas cientificamente comprovadas”.

Meu Comentário: O nosso egoísmo está crescendo e exigindo maior satisfação qualitativa. Então, hoje mais do que nunca, as pessoas estão estudando muito seriamente as fontes de felicidade.

A Relação Inversa Entre Dinheiro E Felicidade

Dr. Michael LaitmanNas Notícias (de VOX): “A ligação entre o aumento da renda nacional e uma maior satisfação na vida nacional é fundamental para a formulação de políticas econômicas. Há uma relação clara e positiva nos países e regiões mais pobres, mas ela se achata em torno de US$ 30.000 a 35.000 dólares, e depois torna-se negativa”.

Meu Comentário: Muitos estudos semelhantes foram realizados hoje e todos chegaram à mesma conclusão. A Cabalá diz as mesmas coisas: uma pessoa precisa da satisfação racional de suas necessidades corporais (seu nível animal), e todas as outras satisfações (da alma), ela deve receber apenas da revelação do Criador.

Cientistas Encorajados A Abandonar O PIB

Dr. Michael LaitmanNas Notícias (do ABC Net): “Num comentário na Nature desta semana, o Dr. Robert Costanza, catedrático em Políticas Públicas na ANU, e seus colegas argumentam que o PIB deve ser substituído por uma métrica mais sofisticado que representa uma conta mais abrangente do bem-estar econômico de uma nação. …

“O que quer que você pense que torna a vida digna de ser vivida, como Robert F. Kennedy apontou em 1968, é quase uma aposta certa de que não é medido pelo Produto Interno Bruto, ou PIB.

O PIB simplesmente mede a atividade econômica bruta de uma nação em termos de produção e consumo. Ele não faz nenhuma tentativa de levar em consideração o esgotamento dos recursos naturais ou a degradação do meio ambiente. Não se preocupa com a desigualdade de renda e todos os males que vêm com ela. Ele não pretende discriminar entre atividade econômica benéfica (nova infraestrutura, investimento em educação, prevenção de doenças, etc.) e atividade negativa (o custo do crime, a poluição, etc.). E ele ignora inteiramente faixas inteiras de atividade frutífera, como o trabalho doméstico ou o voluntariado na comunidade.

“Um sinal de como o PIB é destituído de uma métrica de bem-estar é que ele tende a subir após um desastre natural. Reconstrução e remediação estimulam uma intensa atividade que é registrada pelo PIB, enquanto que destruição, vidas perdidas, sofrimento e perturbação para as famílias e comunidades, na sequência de uma inundação, ciclone ou incêndios florestais, são ignorados.

“Um dos pioneiros a substituir o PIB é o Indicador de Progresso Genuíno (GPI). Ele foi proposto em 1989 e vem sendo desenvolvido desde então para medir com precisão não apenas a atividade econômica, mas também como essa atividade tem impacto no bem-estar das pessoas que vivem nessa economia, e como essa atividade é sustentável.

“Ele efetivamente usa o PIB como seu fundamento, mas, em seguida, examina a atividade econômica com mais detalhes, fazendo subtrações para a atividade negativa e adicionando na atividade benéfica que é negligenciada pelo PIB. …

“É também usa como fatores o ambiente, em termos de custo da poluição, a perda de zonas húmidas e terras agrícolas, o esgotamento dos recursos naturais e a emissão de dióxido de carbono. Ele também leva em conta o custo do crime, não só em termos de impactos diretos, mas também o custo de policiamento, prisões e até mesmo a quantidade de dinheiro gasto com travas e alarmes.

“O GPI não é a única alternativa para o PIB, mas é um dos mais respeitados pelos economistas e especialistas em políticas públicas em todo o mundo. A questão agora é: o que está nos impedindo de adotá-lo?

“Isso vai exigir alguma terapia para fazer a transição para uma economia sustentável, que não se baseia em crescimento ou PIB, mas na melhoria do bem-estar”, disse Costanza.

“Enquanto a busca desenfreada do crescimento do PIB não tem feito muito para aumentar o nosso bem-estar ao longo das últimas décadas, tem sido um triunfo para as grandes empresas e o setor financeiro, ou seja, aqueles que se beneficiam desproporcionalmente da atividade econômica crua. Não é de surpreender, como resultado desta colheita, esses setores – e os políticos que os servem – são susceptíveis de resistir a qualquer mudança para uma métrica mais abrangente de bem-estar econômico nacional”.

Meu Comentário: Não importa o que é medido ou como. O que importa é o princípio, o objetivo do desenvolvimento, para quê? É necessário reduzir o apetite, extrair da natureza apenas o que é necessário, e usar o nosso tempo livre para reeducar a humanidade. Caso contrário, nós estamos caminhando para um confronto iminente com a natureza, o qual será refletido em todos os aspectos da nossa vida.

Normalmente, as pessoas entendem a natureza do mundo que nos rodeia, no nível do inanimado, vegetal e animal, e nos excluem desta definição. Esta é a nossa culpa; afinal de contas, nós também estamos sob o controle da natureza e sob suas leis. Nós usamos essas leis erroneamente, prejudicamos a nós mesmos, e usamos a inteligência que nos foi dada contra nós mesmos. A Cabalá adverte a retribuição iminente pelo nosso desrespeito da natureza.