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Você é Convidado a Entrar no Congresso


Uma pergunta que recebi: Eu tenho um amigo que quer descobrir a Cabalá e O Livro do Zohar. Eu devo levá-lo à preparação noturna do Congresso, e ao próprio Congresso?

Minha Resposta: Eu acho que você deve convidá-lo. Mesmo se a pessoa estiver caminhando “acidentalmente” na rua, e por acaso passar pelo local do Congresso, e nunca tiver ouvido falar sobre Cabalá, mas ela não tem nada para fazer hoje, e está apenas andando, e de repente vê este lugar onde ela pode entrar para ver o que está acontecendo lá, então deixe-a entrar! Não existe casualidades!

Se eu tenho um amigo que pode me levar ao Congresso, então ele foi, de alguma forma, colocado ao meu lado de propósito. É um sinal de que eu fui convidado pelo Alto. Se a pessoa estava apenas caminhando e decidiu “visitar” o Congresso, para mim isso é um sinal do Alto.

A Linguagem do Zohar Pode Fazer Qualquer Coisa

Está escrito que a linguagem da O Zohar pode fazer qualquer coisa. O que significa isso exatamente?

Nós existimos dentro de um sistema. Este sistema é composto de almas individuais que se separaram umas das outras após a quebra do Alto. No espaço entre nós, que está fora dos nossos pontos no coração, estamos construindo um Kli (vaso) para sentirmos o mundo espiritual. Este vaso é necessário para que o Criador seja revelado à criatura. Este é o objetivo da ciência Cabalística, assim como a meta de toda a nossa existência.

 

A nossa intenção deve ser destinada a tornar a conexão entre nós forte o suficiente para que este vaso torne-se similar à Luz, transformando-se num vaso de doação. No momento em que o vaso tornar-se similar à Luz no mais ínfimo dos níveis, a Luz será revelada em conformidade com a lei da equivalência de forma. Todas as nossas reuniões e congressos, e todo o nosso trabalho é destinado apenas que criemos este vaso comum de doação.

Na criação deste vaso comum ocorre um fenômeno muito interessante. Naturalmente, todos nós devemos pensar apenas sobre a conexão entre nós, sobre a parceria, a garantia mútua e a unificação “como um homem com um coração”. Esta é a condição para a criação deste vaso e o Criador revelando-se nele. Caso contrário, Ele não será revelado.

Ao mesmo tempo, não pode ser que eu trabalhe com grande esforço, enquanto outros ainda estejam impedindo a criação deste vaso comum. Ao não exercer o grau de esforço exigido para a sua revelação, os outros estão sufocando todo o processo. Eu posso trabalhar bastante e fazer com que o vaso alcance seu poder máximo, enquanto eu ainda não sinto este estado, nem os resultados dos meus esforços.

Afinal, neste vaso comum da alma, todos dependem uns dos outros. Isso se chama garantia mútua. Cada pessoa é responsável por todos os outros, para melhor ou para pior. Para melhor quando todos puderem apoiar, encorajar e ajudar uns aos outros no trabalho. Isso se chama garantia mútua positiva.

A garantia mútua negativa é quando todo mundo está conectado um ao outro quer queiram ou não. Isso ocorre porque o sistema já foi formado no primeiro estado (estado Aleph) do Infinito. No entanto, todos também afetam os outros de forma negativa se forem preguiçosos e descuidados. Isso faz com que os outros também sintam a falta do desejo de avançar e o objetivo se torna vago.

No entanto, como dizem os Cabalistas, a linguagem do O Zohar não pode fazer nada. Todo o nosso avanço está gravado, permanece e existe no sistema. Mesmo que não seja revelado, nenhum dos nossos esforços desaparecem no mundo espiritual. Pelo contrário, todos os nossos esforços continuam e estão salvos no sistema.

Assim que o nosso vaso comum esteja pronto para ser como a Luz (doação), no nível mais ínfimo, a Luz será revelada. Nós estamos falando tanto sobre a quantidade de amigos, como sobre a sua unidade como um todo, para formar um vaso comum para sentir o mundo espiritual.

Portanto, nós devemos abordar o estudo do Livro do Zohar com a intenção correta, com a sensação de que tudo é construído na conexão entre nós, e cada um deve cuidar de seu amigo.

Onde Está a Minha Alma?

No “Prefácio ao Livro do Zohar”, o Baal HaSulam explica que a ciência Cabalística analisa tudo o que diz respeito à alma. Isso porque nós não estamos realmente conscientes de algo fora de nós mesmos; mas sim, nós revelamos, percebemos e avaliar as coisas através de nossos sentimentos.

Portanto, quando lemos sobre os processos que ocorrem entre Zeir Anpin, Bina e Malchut, e a conexão e as ações entre eles, tudo está acontecendo dentro de nós, na conexão entre os outros e eu. Nós aprendemos sobre o que acontece em nossa alma, ou o que nossa alma sente e nos revela. Onde se sente e se revela isso é somente dentro dela.

Essa conexão entre eu e os outros é, na verdade, a minha alma. No entanto, agora nós sentimos que existimos no nosso matrial interior; este é o nosso mundo, porque não percebemos nada.

Você Está Se Fazendo As Perguntas Corretas Durante o Estudo do Zohar?


Recebi uma pergunta: Enquanto leio o Livro do Zohar, eu tento imaginar o que estou lendo dentro de meu próprio desejo, mas isso me desconecta do texto e me submerge em meu estresse interno. Então, eu percebo que perdi o foco e é como se eu estivesse flutuando, não entendendo nada. O que devo fazer?

Minha resposta: A coisa mais importante é se essas “jornadas interiores” são apoiadas pela pergunta: “Quando a salvação vai chegar, trazida a nós pela Luz que Reforma?

Não importa como a pessoa imagina o que está escrito no Zohar ou como ela vai através da sua busca interior. O mais importante é que no fundo dos seus pensamentos e esforços, ela continue a esperar que a Luz venha. Ela espera que ela a transforme e revele os conteúdos do Livro do Zohar – a sensação do Mundo Superior e a propriedade de doação.

O que mais importa é: A pessoa sente que seu coração deseja se mover nessa direção? Se ela sente, então seus pensamentos, confusão, e reminiscências sobre si mesma, bem como o fato de que ela não ouve o leitor, se tornam sem importância. Debaixo de tudo isso, a pessoa está somente perturbada por um único pensamento: “Quando a ajuda do Alto chegará a mim?”

Não Podemos Revelar O Zohar Por Conta Própria


No Zohar, lemos sobre todos os tipos de qualidades e desejos que existem dentro de cada um de nós, bem como os estados pelos quais eles passam. Juntos, nós precisamos fazer o esforço de tentar reconhecê-los em nós.

Não é eficaz para cada pessoa, individualmente, tentar e revelar essas qualidades e desejos. De preferência, deveríamos todos esforçar-nos para revelá-los dentro de nossos vasos comuns da alma (Kli) como se esses desejos, como o Faraó, Moisés, e outros, não existissem dentro da própria pessoa. Uma pessoa não sabe quem eles são ou o que eles simbolizam. Ela não pode reconhecer essas qualidades, ver as conexões entre elas, ou avaliar seu nível. Ela somente ouve os sons e as palavras. Ela precisa tentar vê-las como uma estrutura coletiva e como as dez Sefirot comuns de nossa alma.

De fato, os autores do Livro do Zohar eram dez amigos que se uniram em um só vaso e alcançaram a correção de todos os graus. Da mesma forma, nós precisamos imaginar nosso próprio estado.

Claro, cada pessoa tem seu próprio sentido pessoal com o qual sente o mundo espiritual, pois cada um de nós é formado por dez Sefirot. No entanto, nosso trabalho não será completo a menos que nos conectemos em um vaso comum da alma, que também inclui dez Sefirot, dentro da completa HaVaYaH.

Você Não Entende O Zohar. Ponto Final


Ao lermos O Zohar temos que entender duas coisas:

1. Que nós não entendemos nada! Isso é o resultado de nossa oposição a esse livro. O Zohar nos mostra que nossa natureza é oposta à natureza dos Cabalistas que o escreveram.
2. Que precisamos nos relacionar com esse livro como uma “ferramenta miraculosa”, a fonte de nossa correção, e a correção é a única coisa que deveríamos exigir dele.

Nós não precisamos procurar entender. Mesmo que pareça que entendemos o que está sendo descrito no livro, como quando fala sobre Partzufim e Sefirot, ou Moisés, Abraão e Egito, mesmo que as palavras pareçam familiares a mim ou não, na verdade é que eu não o entendo. As palavras do Zohar não significam o que eu penso que significam.

Há duas formas de natureza: recepção e doação, e ambas são descritas usando-se as mesmas palavras, símbolos e letras. Mas existe uma enorme diferença entre esses dois mundos- o mundo da recepção e o mundo da doação. Não há nada em comum entre elas.

Assim, não faz sentido tentar entender e interpretar o texto do Zohar. Ao desejar “entendê-lo”, não deveríamos aspirar a um entendimento direto (o que é impossível), mas adquirir uma segunda natureza. Então, na medida em que nossa natureza mudar, nós entenderemos sobre o que O Zohar fala. Isso de repente se tornará claro e o livro será revelado para nós.

Assim, temos que relacionar a leitura como uma ferramenta miraculosa e entender que nossa falta de entendimento é correta – assim se espera que seja. Nós temos que contar com o poder escondido nesse livro, que influencia o leitor.

Quanto mais eu desejar entendê-lo através das mudanças na minha natureza, mais esse livro me afetará. Para entender sobre o que o santo Livro do Zohar fala, nós precisamos primeiramente adquirir a mesma natureza dos Cabalistas que o escreveram. Temos que alcançar a mesma forma pela qual eles expressaram seus pensamentos.

Não Faz Nenhum Sentido, Mas É Fascinante


Recebi uma pergunta: Por que deveríamos ler sobre todos os numerosos detalhes descritos no Livro do Zohar se não somos capazes de identificá-los dentro de nós?

Minha resposta: Precisamos ser como uma criança que olha para o mundo ao seu redor e não entende nada, mesmo assim ela gradualmente se desenvolve. Ela fica excitada quando vê um ônibus passar porque olha para ele como algo muito grande que está se movendo. Existe outro fenômeno natural onde gansos recém- nascidos tomam o primeiro objeto que se move perto deles e o seguem como se fosse sua mãe. Isso faz com que eles se desenvolvam.

Da mesma maneira, quando nós estamos lendo O Zohar, existe uma parte que não entendemos de nenhuma maneira ainda, e outra parte com a qual já podemos nos conectar. Isso nos desenvolve. Temos que entender que não somos capazes de entendê-lo ainda, mas um dia iremos certamente entender tudo plenamente. Quando desejamos e tentamos entender o que estamos ouvindo, nós despertamos a força que nos desenvolve. De outra forma, como podemos nos desenvolver?

Quanto mais avançarmos, mais sabor sentiremos no estudo.

Tornando-se Um Espelho Para o Criador


O Zohar Capitulo “Miketz”, Item 61: Nukva é chamada “noite”, e ela é um espelho, que significa iluminação de Hochma. E desde que não há iluminação de Hochma em qualquer Partzuf além dela, Nukva é chamada “espelho” ou “visão”. Consequentemente, o nome “noite” é visão.

Nukva é o desejo a ser satisfeito que é capaz de se tornar semelhante ao Criador, o desejo de doar, porque ele O vê antes. Todos os nossos desejos sobem a Nukva, a Malchut do Mundo de Atzilut.

Se esses desejos são dirigidos à doação e desejam unir-se com outras almas, eles entram em Malchut do Mundo de Atzilut e se unem uns com os outros. Dessa forma, eles se tornam semelhante à Zeir Anpin do Mundo de Atzilut e a conexão emerge conforme Zeir Anpin e Malchut estejam em adesão.

Nukva se torna semelhante à Zeir Anpin, ou dito de outra forma, a criatura se torna semelhante ao Criador. Quando a criatura se prepara apropriadamente, o Criador é impresso nela, e assim, a criação se torna Seu “espelho”, Por essa razão, é chamada uma “fotografia do Criador”.

O Significado de “Estarmos Juntos”


Uma pergunta que recebi: Como devemos nos preparar ao longo do dia para a leitura de O Zohar, especialmente agora que o Congresso está a aproximar-se?

Minha Resposta: Devemos aspirar à Luz que Corrige em conjunto. Este é um lema muito simples, onde “estarmos juntos” significa unir-se. Mas estamos a unir-nos para quê? É para que cada um de nós seja influenciado pela Luz que Corrige, que irá corrigir a nossa natureza do mal, nomeadamente, a nossa falta de vontade de nos unirmos.

Tudo pode ser encontrado dentro de um conceito. Existe Malchut, o conjunto das almas, e nós temos de nos unir dentro dela através de uma demanda comum a Yesod, solicitando-lhe que nos dê a Luz que Corrige e a Luz da Realização. Isto é tudo. Esta deve ser a nossa intenção, no próximo Congresso.

Se pensarmos sobre isto e entendermos que todo o nosso futuro depende desta unidade porque nos torna semelhantes à força de doação, então não precisaremos de mais nada. Devemos reler a história da recepção da Torá, no sopé do Monte Sinai, porque nos encontramos exactamente na mesma situação. Está escrito que cada pessoa deve se ver a si mesma como estando sob o monte Sinai e recebendo a Torá.

A Torá é-nos dada todos os dias. Mas nós só seremos capazes de recebê-la, se todos nos unirmos como um homem com um coração, de pé em frente ao Criador, que é também Uno. Nós, então, estabeleceremos contacto com Ele e receberemos a Luz Circundante.

Temos de nos preparar para este estado, em que as nossas almas recusam os seus egos individuais e se unem, a fim de atrair a Luz que Corrige. A Luz vai fazer com que a nossa unidade aconteça, e, no seu interior, vamos revelar o Criador.

A Chance de Trazer Luz ao Mundo


Ao estudar O Zohar, devemos sentir que estamos no sopé do Monte Sinai diante dos nossos desejos egoístas, da nossa natureza. Nós já verificámos e nos convencemos de que não somos capazes de controlar a nossa natureza, não conseguimos ter sucesso com isso nem mesmo na nossa vida material.

De acordo com o Plano Superior, a nossa natureza está deliberadamente a levar-nos para falhas maiores. É por isso que temos de pedir a Luz que Corrige, a chamada Torá. Está escrito: “Eu criei a inclinação ao mal e dei a Torá para a sua correcção”, porque a Luz da Torá reforma-nos.

Este é o estado de estar no sopé do Monte Sinai, onde sentimos ódio entre todos. Mas nós odiamos o ódio pelo outro, e isto resulta num pedido enorme, porque só o poder da Torá – O Livro o Zohar que nos ilumina com a Luz que Corrige, é capaz de mudar a nossa natureza. Este livro vai ajudar-nos a abrir os nossos olhos e o coração, e alcançarmos a dimensão espiritual.

Se estudarmos O Livro of Zohar todos os dias com esta intenção, então estaremos no sopé do Monte Sinai. Conforme nos aproximamos do grande evento chamado “Zohar – O Congresso de 2010”, se nós unirmos todos os nossos esforços e concentrarmos todas as nossas forças em direcção a esse pedido comum, então há uma grande oportunidade para nós trazermos  Luz ao mundo.