Textos com a Tag 'Zohar'

Juntando E Colando Todos Os Pedaços

Quando eu me volto para O Zohar e começo a ler, a que estou chegando, o que estou trazendo em minhas mãos para correção? Estou trazendo grandes pilhas de fragmentos e de laços rompidos com as outras almas. Na medida em que eu lamento que eles estejam quebrados, eu posso transferir para O Zohar o meu desejo e minha necessidade de união.

Nisto repousa nosso livre arbítrio: aumentar uns nos outros esse desejo por união. Nenhum de nós sente a necessidade de fazer isso, mas ao me conectar com o grupo e com o ambiente, eu começo a desejar o que nunca desejei antes, algo que eu, possivelmente, não posso vir a desejar por mim mesmo. Eu começo a sentir a necessidade de me unir a outros, e pedir a eles por essa união.

Desta forma, cada vez que começamos a ler O Zohar, nós precisamos nos sintonizar para sentir os valores do grupo, colocar-nos sob sua influência, “comprar um amigo”. Rebaixar-me frente ao grupo para que cada indivíduo e o grupo como um todo seja inspirado pela necessidade da união, e exigir correção, que é a restauração dos laços rompidos.

Com esse desejo, nós atrairemos a Luz da Correção. A Luz não virá sem uma razão. Precisamos saber precisamente o que queremos; de outra forma, isso será hipocrisia e não uma prece.

Se nos juntarmos para revelar esse desejo único por correção preparado para nós pelo Criador, nós rezaremos pela correção da fragmentação. Esse pedido será atendido pelo Alto, e os laços entre nós serão reparados. Então, juntos, nós revelaremos tudo o que O Zohar deseja revelar a nós.

Se A Espiritualidade Se Tornasse A Nossa Vida…

Dr. Michael LaitmanDurante a leitura do Livro do Zohar, a coisa mais importante é pensarmos sobre a conexão entre nós, a fim de nos tornarmos “como um homem com um só coração”. A Luz que Corrige está perto e tudo depende dos nossos esforços em nos unirmos no sistema de Adam HaRishon.

Esta Luz influencia exatamente as conexões quebradas entre nós. Se nós tentamos nos unir e somos incapazes disso, então, a Luz nos une. É dito no número 155 da “Introdução ao Talmud Eser Sefirot” que a pessoa é influenciada pela Luz Circundante na medida em que ela aspira saber o que estuda. O que significa “saber o que você estuda”? Não significa adquirir conhecimento, como no nosso mundo.

Na espiritualidade tudo é alcançado através da conexão. Portanto, “conhecer” significa conectar- se, como está escrito: “E Adão conheceu Eva”. Portanto, quanto mais nós aspiramos nos conectar uns com os outros através do desejo de doação e amor, mais despertarmos a Luz Circundante, e, depois, a Luz da Sabedoria (Ohr Hochma). Esta Luz surge e age apenas no local onde nós desejamos nos unir mas não conseguimos.

Portanto, não faz sentido tentarmos estudar O Livro do Zohar como uma ciência ou sabedoria, pois nós não entendemos sua linguagem ou sobre o que ele está falando. Para compreendê-lo, nós temos que estar no mesmo mundo.

Portanto, nós temos que tentar nos unir. Então, a Luz Circundante surgirá exatamente nos lugares onde falta a conexão entre nós. A Luz nos unirá, e através das conexões restauradas nós sentiremos a qualidade de doação, o Criador, a Luz de Hassadim, e dentro dela revelaremos a Luz de Hochma.

Portanto, o nosso estudo como um todo deve ser precedido pelo desejo de nos unirmos uns com os outros, e não devemos esquecer isto enquanto estudamos O Zohar. O Baal HaSulam escreve o seguinte no item 17 da “Introdução ao Talmud Eser Sefirot“: “Portanto, o estudante promete, antes do estudo, fortalecer-se na fé”, isto é, na qualidade de doação, que ele deseja alcançar como resultado do estudo, de modo que ela se torne sua vida.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 6/07/10, O Zohar

O Zohar É Revelado Na Conexão Entre Nós

Dr. Michael LaitmanO Zohar, Capítulo “VaYetze ( Jacó saiu)”, item 252: Mas Jetro não atuou desta maneira em relação a Moisés, pois Labão era um feiticeiro, e ele fez todos os seus atos contra Jacó com  bruxaria. E como agora Jacó não queria ser retido lá, visto que o Criador lhe disse: “Retorne para a terra de seus pais”, ele não queria ser retido e abandonar o mandamento de seu Senhor. É por isso que ele não pediu sua permissão.

Existem dois tipos de forças. Por um lado, existem as forças que nos previnem de unir, chamadas “ajuda contrária”, que parecem se opor à nossa unificação. Por outro lado, existem as forças que promovem a unificação. Nós precisamos de ambas. Nós temos de reconhecer as forças aparentemente negativas, todos estes “perversos” dentro de nós (Labão, Esaú, e outros), assim como as forças aparentemente positivas (Jacó, Isaac, e outras) contrárias a eles.

Todas estas forças trabalham “a favor” ou “contra” a nossa unificação. E depende de nós decidirmos quem irá ganhar e como. Então nós descobrimos que tudo deve ser como descrito na Torá, e assim revelar toda a sua narrativa. Onde? Ela é revelada na conexão entre nós, à medida que trabalhamos com as forças de desunião e as de conexão.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 1/07/10, O Zohar

O “Pão Da Aflição”

Dr. Michael LaitmanO Zohar, Capítulo “VaYetze (E Jacó saiu) – Parte 2″, item 219: Quando o Criador quis aproximá-los , Ele deu-lhes o grau do pão da aflição. O pão da aflição é o rei David, de quem está escrito: “Porque estou aflito e necessitado”.

O Rei David é Nukva. Quando ela recebe a iluminação da esquerda de Bina, ela está no mesmo nível que ZA, a quarta perna do trono, Bina. Naquele momento, Nukva é anexada à Bina e não copula com ZA, seu esposo. Assim, ela é pobre e sem luz, e é chamada de “pão da aflição”, uma vez que Hochma não brilha sem Hassadim. Naquele momento, está escrito: “Porque estou aflito e necessitado”. Este grau de Nukva é o seu primeiro grau.

Parece existir abundância na Luz de Hochma. No entanto, que bem ela faz para você se você não pode usá-la? Sem vesti-la com a Luz de Hassadim, ela só lhe traz escuridão. É preferível não ter a Luz de Hochma antes de você receber a Luz de Hassadim. Toda sua abundância se revela na Luz de Hochma, na medida em que a Luz de Hassadim estiver presente.

Portanto, a abundância é medida apenas pelo grau da Luz de Hassadim no vaso (Kli) espiritual. Hochma só pode brilhar de acordo com a presença de Hassadim. Isto explica porque “o pão da aflição” implica que você já tenha a Luz de Hochma, mas ainda falta a possibilidade de sua revelação, já que você está precisando da Luz de Hassadim, ou seja, você experimenta a ausência de doação e amor.

Da 2a parte da Lição Diária de Cabalá 30/06/10, O Zohar

O Retrato Da Nossa Realidade: Como Ela É Construída?

Dr. Michael LaitmanUma pergunta que recebi: Por que é cada vez mais difícil estudar O Zohar? Eu não só não sinto que estou progredindo, mas também que estou regredindo. Eu abro o livro e sinto como se uma garnde carga caísse sobre mim.

Minha resposta: Imagine uma pessoa que está sobrecarregada com um grande problema e está constantemente pensando nisso. Mesmo quando ela está executando diversas outras funções, o seu coração e mente estão concentrados no problema. Por exemplo, uma mulher que vai ao trabalho e deve deixar o filho doente em casa, ela só pensará nele .

Quando o seu coração adquirir um desejo que for capaz de pensar anti- egoisticamente, você será capaz de compreender que O Zohar está falando apenas sobre a união. Gradualmente, você desenvolverá uma necessidade por ela. Depois, ela surgirá como uma sensação. Afinal, tudo o que sentimos é a conexão (o Mundo Superior), ou a falta dela (nosso mundo). É assim que a imagem do mundo é construída.

Da 2a parte da Lição Diária de Cabalá 30/06/10, O Zohar

O Que Se Esconde Por Trás De Cada Palavra de O Zohar?

Dr. Michael LaitmanO Zohar, Capitulo “VaYetze (E Jacó Saiu)”, Item 133: …E dado que essas NHY se juntam com o inferior durante a Katnut, posteriormente, durante a Gadlut, quando o superior trás suas NHY de volta ao seu grau, do lugar do inferior, ele sobe juntamente com elas ao lugar do superior, e o inferior é anexado a elas, também. Logo, o inferior recebe as luzes que estão no superior….

Suponhamos, nós lemos uma passagem de O Zohar. Sobre que falou ele? O Zohar falou da relação entre as almas, entre as partes da realidade e nada mais. Não importa que palavras são usadas para descrever isso, seja HGT, o Superior, Léia, e assim por diante. Independentemente, nós não fazemos ideia do que se está a passar aqui. Os Cabalistas usam as palavras do mundo corpóreo para exprimir a relação de forças na espiritualidade, que é uma realidade completamente diferente.

Quando leio cada palavra, eu tenho de me dizer a mim mesmo: “Esta é a conexão entre as almas. Essa é a qualidade de doação habitando entre nós, e a Luz Superior que preenche as almas (nossos desejos), conectando-os em um recipiente (vaso) comum. Este é o Criador revelado na criatura, e esta é a criatura percepcionando o Criador”. Por trás de todas estas palavras, eu devo sempre ver uma realidade. Então, não faz diferença que palavras eu estou a ler. Depois de cada palavra que eu leio eu recordo-me a mim mesmo que o Livro está a falar sobre união, a qualidade de doação que preenche todo desejo de desfrutar.

A abordagem mais correcta e interna é de sentir constantemente que tudo isso fala sobre união, conexão, amor, adesão, uma única realidade singular, e garantia mútua. Logo, todas as palavras só explicam em mais detalhe essas sensações experimentadas na minha mente e pensamentos. Esta abordagem irá tornar mais fácil perceber tudo o que lemos em O Zohar de forma mais correcta.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabala 25/06/10, O Zohar

As Obras Do Criador São Numerosas

Dr. Michael LaitmanO Zohar, Capítulo “VaYetze ( Jacó saiu )“, item 190: “Quão numerosas são as tuas obras, ó Senhor! Em sabedoria fizeste todas elas”. “Quão numerosas são as tuas obras, ó Senhor” indica que não há nenhum número para elas, o que significa Mochin de Hassadim (Luz da Misericórdia). “Em sabedoria fizeste todas elas”, indica o Mochin de um número, de Hochma.

É impossível contar Hassadim, porque não há nenhuma restrição sobre a qualidade de doação e amor, não há espessura (Aviut) do desejo, telas, ou altura. Mesmo se não contarmos Hassadim, nós o fazemos de acordo com a Luz de Hochma, os desejos (Kelim) de recepção, com base nos quais adquirimos Hassadim. No entanto, não há contagem para a Luz de Hassadim em si; não há nenhuma restrição sobre ela ou medida para ela.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 29/06/10, O Zohar

Eu Alcançarei Algo Bom

Dr. Michael LaitmanNós continuamos com a leitura do Zohar depois de nos prepararmos estudando os artigos do Rabash na primeira parte da aula, ou seja, depois que estamos prontos para receber a Luz que Corrige. O que significa, “Estamos prontos”? Significa que temos um desejo por ela, um desejo pela dimensão interna  em particular, pela aquisição da qualidade de doação para além de nossa mente e sensações terrenas. Nós queremos que esta qualidade governe sobre nós.

E se a pessoa não tem nenhum desejo por isso? Se ela não sente que carece da propriedade qualidade de doação, e nem sequer deseja sentir essa carência? O que ela deve fazer? Ela também deve permanecer com aqueles que desejam adquirir a qualidade de doação. A pessoa que não sente praticamente desejo algum por isso deve se agarrar como um recém-nascido àqueles que estudam. Diz-se sobre a ciência Cabalística: ” Ele curará toda a carne”.

Em nosso mundo, mesmo uma pessoa saudável, realiza ocasionalmente exames médicos: “E se elas acham alguma doença?”, “Por que eu preciso disso se sou saudável ?”, “Eu quero ter certeza de que não tenho nenhuma doença que esteja progredindo enquanto não tenha conhecimento dela”.

O mesmo se aplica a nós . Mesmo se nós não sentirmos que nos falta a qualidade de doação e nos consideramos ” saudáveis”, nós confiamos nos grande Cabalistas que nos aconselham a nos auto-examinarmos. Assim, nós lemos O Livro de Zohar mesmo que não sintamos necessidade. Talvez, graças a essa leitura, que eu particularmente não me identifico ou sinto qualquer gosto ou necessidade, eu vou, no entanto, examinar-me e perceber que possuo qualidades negativas. Ao corrigí-las, eu alcançarei algo bom. (Eu ficarei melhor).

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabala 6/28/10, O Zohar

Infinidade É Somente Um Momento

No Zohar, Capítulo “VaYetze (E Jacó Saiu) – Parte 1”, item 129: “E lhe parecia como poucos dias por causa do seu amor por ela.” Todos os sete anos foram para ele como sete anos na parte superior de Bina, que são aqueles, em uma unificação, e não são separados. Eles são todos um, desde que eles se conectem uns aos outros pelo amor que ele a amava, pois ela era para ele como a unificação superior em Bina.

Como definir o infinito? É quando o tempo de duração infinita, ou quando não há tempo e é igual a zero? Como pode ser que quando eu amo, eu passo sete anos trabalhando para ela, e na minha percepção destes anos voam? Não deveria ser ao contrário? Não deveria ser infinitamente longo, porque demora sete anos para poderemos estar juntos?

Na realidade, é infinito quando o tempo se reduz a zero. Em nosso mundo, acreditamos que o infinito é algo infinitamente distante porque nós imaginamos que o fim (morte) é empurrado para além do infinito. Percebemos infinito desta forma porque a nossa percepção é moldada a partir da falta, em vez da realização.

Mas, na espiritualidade, onde todas as nossas ações são ditadas pela doação é a da maneira inversa. Infinito é quando tudo está em um lugar como se compactados em zero. Tudo existe no mesmo momento,  “ao mesmo tempo, no mesmo lugar, na mesma mulher.”

Da 2 ª parte da lição diária de 24/6/10 da Cabalá, O Zohar

Material Relacionado:

A chave para a luz

https://laitman.com.br/2010/06/a-chave-para-a-luz/A

Deste Mundo Para O Próximo

Dr. Michael LaitmanO Zohar, Capítulo “VaYetze (Jacó saiu)”, item 88: Está escrito: “Um Salmo de Davi, quando ele fugia”. Ele pronunciou o salmo enquanto fugia porque antes ele pensava que o Criador iria puni-lo por seus pecados no mundo vindouro. E quando ele viu que Ele desejava vingá-lo aqui neste mundo, ele ficou feliz e pronunciou um salmo.

“Este mundo” e “o mundo vindouro” são dois níveis espirituais, porque nós existimos na Luz Superior e percebemos as nossas qualidades em torno de nós em oposição a esta Luz. Isto determina a realidade que nós percebemos.

Consequentemente, qualquer estado que nós experimentamos é um estado de ocultação da Luz Superior, que se oculta de nós por trás de nossas qualidades egoístas. Ele só é revelado na medida em que nossas qualidades tornam-se semelhantes a ele. Disso resulta que cada um de nossos estados é chamado de “mundo”, (em hebraico “Olam“, da palavra “Olama” ou ocultação), isto é, uma medida de ocultação que alcançamos .

Portanto, “este mundo” e o “outro mundo” são dois graus. Um deles é o que eu sinto e observo neste momento, ou o que eu posso verificar, investigar e estudar. O outro é o estado ao qual eu aspiro, uma medida de ocultação que eu quero revelar e alcançar. Isso é o que os Cabalistas chamam de meu próximo mundo.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 23/06/10, O Zohar