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Um Negócio Não É Um Obstáculo Para A Correção

Pergunta: O que eu faço se, enquanto leio O Livro do Zohar, eu fico pensando sobre várias coisas inclusive em meu novo negócio?

Resposta: Isso é maravilhoso! Deixe seu egoísmo pedir junto como o grupo sobre a revelação do mal e sua correção e também sobre a prosperidade dos seus negócios. Mas, tem que ser tudo junto!

Não há nada fora do sistema de correção. Foi dito que todos os “pecadores” (desejos egoístas) serão corrigidos e se juntarão com os “justos” (desejos de doação e amor). Por que seu negócio não pode estar dentro deles? Não menospreze nada; inclua tudo dentro da correção.

Quando as palavras “fuga do Faraó”são ditas, elas não significam fugir do Faraó, mas ascender acima dele. Está dito: “Nós deixamos o Egito com grandes pertences”. Nós pegamos tudo o que existe lá, todo o nosso ego, e saímos. Assim, nosso ego se corrige.

O Ponto Central De Conexão

Dr. Michael LaitmanPergunta: Onde nós encontramos no Zohar a descrição da doação mútua entre a pessoa e o grupo?

Resposta: Ela está por toda a parte e a cada instante! Todo o Livro fala exclusivamente sobre ela. O Zohar descreve-nos o ponto de conexão entre nós: as almas se unem em Malchut e, a partir de sua conexão, elas estabelecem uma conexão com Zeir Anpin (ZA) ou o Criador (Kadosh Baruch Hu). Isso é chamado de “Israel (aqueles que aspiram ao Criador), a Torá (a Luz), e o Criador são um”. O Zohar descreve tudo do ponto de vista destes três componentes interconectados: 1. cada um de nós; 2. todos nós juntos, e 3. o Criador.

O texto fala constantemente do ponto de conexão destes três componentes em suas diversas manifestações: vários estados em sua aproximação e ascensão, até a adesão total. Nós sentimos a diversidade do mundo espiritual, ou mesmo a variedade de nossas atuais sensações corporais, a partir do mesmo ponto de conexão ou da falta dela. Além deste ponto, não existe mais nada.

Esse mesmo ponto de Malchut do Mundo de Atzilut, que sente que não está conectado com os outros e o Criador, é chamado de Malchut deste mundo. Quando esse ponto começa a adquirir uma conexão com os outros e com o Criador, então nós podemos falar sobre os tipos de conexão entre nós, e isso é a espiritualidade.

Isso continua até que alcancemos o Mundo do Infinito, que também percebemos dentro desta Malchut, dentro da conexão entre os três componentes. Quando essa conexão se torna infinita, ela é definido como Malchut do Infinito. Em outras palavras, apenas Malchut do Mundo de Atzilut em todas as suas manifestações é o lugar onde a conexão entre nós, e o Criador nela, são revelados.

Portanto, O Zohar descreve somente o que está acontecendo no ponto de conexão e acrescenta informações que nos permitem montar um quadro mais preciso. Isso é semelhante à forma como eu olho uma imagem borrada na tela do computador e não sei qual é o problema. Um especialista chega e me explica em detalhes o que exatamente precisa ser corrigido.

Assim, o comentário do Baal HaSulam para O Livro do Zohar nos fornece a informação detalhada sobre os componentes que devemos concentrar-nos para construir uma imagem integral.

Da 2 ª parte da Lição Diária de Cabala 10/10/10, O Zohar

Contator Espiritual

A espiritualidade não existe em alguma distância no espaço, mas está escondida entre os nossos relacionamentos egoístas. Tão logo conseguimos conectar-nos,  no ponto de contato entre nós, vamos descobrir a espiritualidade; todo o sistema vai começar a trabalhar, a Luz será revelada, e ela irá criar uma imagem espiritual em você.

Este é exatamente o que deveríamos pensar ao ler o Livro do Zohar .

Da 2a. parte da Lição Diária de Cabala de 7/10/10, o Zohar

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Benção E Condenação

Pergunta: Quais são as bênçãos e condenações das quais o Zohar fala?

Resposta: A bênção é uma força que me permite elevar-me acima do egoísmo e contatar com outras pessoas. Para abençoar significa dar a força de amar e doar. A condenação é uma ação reversa, quando uma pessoa está privada da possibilidade de amar e doar.

Da 2a parte da Lição Diária de Cabala de 9/24/10 , o Zohar

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Revelando O Criador Através Do Zohar

Dr. Michael LaitmanÀ medida que nós lemos O Zohar, o que é importante para mim? Conhecer o texto em todos os seus detalhes ou conhecer o Criador? Afinal de contas, O Zohar fala sobre Ele e Suas ações. Será que eu quero saber o que está escrito a respeito das ações em si, ou sobre onde e de Quem vêm essas ações?

Há um ponto de quebra oculto aqui, que leva ao sucesso ou fracasso, à Luz ou escuridão, à revelação do Criador ou lembrança do texto, estudar a Torá ou alcançar Aquele que dá a Torá. O objetivo é revelar e conhecer o Criador que está por trás do texto. Ele é exatamente o que é importante para mim, e é por isso que eu penso sobre a forma de revelar a força através das ações que são descritas aqui.

É como se eu me sentasse à mesa com o Anfitrião que preparou os pratos mais requintados para mim. No entanto, eu nem sequer olho para os pratos ou presto atenção em qualquer coisa a minha volta. Não significa que eu abandono tudo; eu só uso isso para revelá-Lo e para obter uma conexão com Ele.

Antes de mais nada, por que eu vim para essa mesa? Eu vim por causa do Anfitrião, a fim de encontrá-Lo, e não pela comida. Uma vez que eu realizo várias ações a fim de conhecê-Lo, eu estou autorizado a pegar qualquer coisa que eu queira da mesa, para saboreá-la e apreciá-la. Eu posso fazer qualquer coisa, desde que Ele seja importante para mim e o restante seja apenas um meio.

À medida que lemos O Zohar, nós estudamos as ações do Criador, e o único propósito para isso é revelá-Lo. Nós devemos nos concentrar no que está por trás do texto e tentar penetrar através dele. Por um lado, o livro parece confundir-me. Por outro lado, através do meu esforço em penetrá-lo, de repente eu começo a perceber o Criador por trás dele. Não há nenhuma outra oportunidade de revelá-Lo. Não há nenhuma outra conexão com o Anfitrião.

Eu não O compreendo, porque Ele se esconde atrás da mesa. Eu só posso compreendê-Lo ao estudar os pratos que me foram dados. Por exemplo, eu gosto de doces e Ele os preparou para mim. Ele criou-me para gostar de doces e Ele os deu para mim. O que Ele deseja com isso? Além disso, eu realmente não gosto de coisas amargas, mas Ele me dá o amargo. Por quê? Eu preciso revelá-lo através de mim.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabala 20/09/10, O Zohar

Os Mundos Entre Nós

Dr. Michael LaitmanÀs vezes, a linguagem do Zohar parece muito estranha, mas, na verdade, a história por trás dela é extremamente simples. Existe “eu” e o meu “próximo” (semelhante). Existe uma distância entre nós, dividida em cinco partes. A parte mais distante é sentida como “este mundo”. Se eu me conecto com o meu próximo de forma plena e alcanço a união total com ele, eu sentirei o “Mundo do Infinito”.

A minha aproximação em relação ao meu próximo ocorre em cinco etapas: eu ascendo aos mundos de Assia, Beria, Yetzira, Atzilut e Adam Kadmon. Cinco mundos com 25 níveis em cada resulta em 125 níveis de nossa aproximação. Antes de começar este processo, enquanto eu ainda estou neste mundo, eu tenho que entender que estou separado do meu próximo (a compreensão do mal).

Eu percebo a mim mesmo e o mundo à minha volta na conexão entre eu e o meu “próximo”. O Zohar fala exclusivamente sobre o que está acontecendo entre nós: os níveis inanimado, vegetativo, animado e falante da natureza descritos no Zohar, representam, na verdade, os meus desejos dos níveis inanimado, vegetativo, animado e falante em relação ao meu próximo (as outras almas).

Toda a Torá fala somente sobre as formas de se construir a conexão entre eu e o meu “próximo”. É o que se chama de “método da correção”.

A Torá é a Luz que está oculta no texto, e eu posso extraí-la à medida que desejo unir-me com o outro. No momento que eu me conecto com o outro, eu revelo o Mundo Superior dentro desta conexão e existo na espiritualidade, conforme essa conexão.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabala 17/09/10, O Zohar

Uma Ponte Maravilhosa Para O Zohar

Dr. Michael LaitmanNós temos um problema com a percepção do Livro do Zohar, porque embora o Rashbi o tenha escrito para a nossa época, ele o fez desde a altura de sua alma e utilizou um estilo antigo, de 2000 anos atrás. Obviamente, este livro não nos convém nesta forma, porque nós estamos no fim do exílio final, totalmente desvinculados do mundo espiritual. Portanto, nós não sabemos como abrir este livro e como usá-lo para trabalhar em nós mesmos.

É por isso que o Baal HaSulam criou uma “escada” (Sulam) para nós, para que possamos subir ao longo dela até a altura do Livro do Zohar. Essa escada é construída de modo que existam comentários para cada trecho do Livro do Zohar. E não importa o quanto nós entendemos deste livro! A verdade é que nós não compreendemos o comentário ou o próprio livro. No entanto, o comentário cria uma conexão entre eu e o texto original do Zohar.

A mesma coisa acontece em todos os níveis. À medida que nós subimos ao longo dos níveis, nós entramos no Livro do Zohar através do Comentário Sulam. Sem esse comentário seria impossível se conectar com O Livro do Zohar.

O Sulam não serve para a compreensão, mas para nós alcançarmos a união interna. Mesmo que eu não entenda o Comentário Sulam ou O Livro do Zohar, mas os utilizo e conecto-me à fonte, O Zohar começa a influenciar-me.

No início, o Sulam é necessário a fim de nos conectar à Luz que Corrige. Sem ele não teríamos possibilidade de utilizar este meio maravilhoso.

Conforme leio, eu sou influenciado pela Luz por meio da leitura, do estudo e do grupo, e a Luz desperta novas qualidades em mim. Estas novas qualidades permitem que eu realmente estabeleça um contato com O Livro do Zohar e comece a sentir o que acontece lá, o que está escrito lá. Só então nós poderemos falar sobre a compreensão do Zohar.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabala 16/09/10, Yahrtzeit Baal HaSulam

Eu Sou do Meu Amado e Meu Amado É Meu

Laitman_706Pergunta: Qual é a diferença entre a Luz que estamos tentando atrair do Zohar e a Luz que nos anula e nos faz retornar ao nível animado?
Resposta: Só existe uma Luz, mas o jeito que ela se expressa depende de nós. É como a eletricidade, que esfria ou esquenta algo dependendo a que está conectada.

Como a Luz se expressa depende da preparação da pessoa, mas a Luz mesma não muda – nem sua intensidade muda, nem sua natureza. Está escrito que o Criador permanece em repouso. Ele é “Bom, que faz o bem”, o Mundo Infinito.

O sistema da conexão das almas que foi criado pelo Criador no Mundo Infinito se revela a mim gradualmente, passo a passo. A natureza dessa revelação depende de minha preparação, de minha atitude com respeito a esse processo – se eu o desejo ou não.

Quando eu vejo o processo como desejável, desde que ele me leva para perto do Criador e isso é a coisa mais importante para mim, então eu sinto que “Eu sou do meu amado e Ele é meu”. Isso significa que eu estou sempre no estado de ascensão; eu sou justo porque eu justifico todas as ações do Criador, Eu estou no Mundo Infinito, em paz.

Porém, se eu desejo estar perto d’Ele somente quando isso me beneficia, então meu amor depende do que eu recebo. Isso significa que eu vou de ascensos a descensos dependendo do modo como eu me sinto, e por essa razão eu sou um pecador. Eu dependo das condições, não do amor. Tudo muda – algumas vezes para melhor e algumas vezes para pior. Assim, o que muda não é a Luz, mas eu mesmo – minha atitude com respeito ao meu Amado.

Podemos ver isso através do famoso exemplo: uma jovem senhora (a alma, Shechina, Malchut) aspira estar com seu pobre amado (Zeir Anpin, o Criador) em consideração ao amor acima de qualquer cálculo, enquanto sua família (parentes egoístas, Klipot) é contra essa união, e ela oferece a ela outro pretendente – um que é rico e só se preocupa com satisfações, e tudo é calculado.

O Elo Vital

Dr. Michael LaitmanSem os artigos do Rabash, nós não saberíamos como nos dirigir à meta de forma correta, visto que o Baal HaSulam nos dá sábios conselhos de grandes alturas espirituais. Nós somos incapazes de extrapolar os detalhes para nossa união a partir deste nível, a fim de darmos ao menos um passo e colocá-lo em prática. Enquanto isso, o Rabash começa do ponto inicial e explica cada passo para nós. Depois disso, nós somos capazes de entender e colocar em prática o método do Baal HaSulam.

Quando nós começamos a abordar a Cabala prática, a revelação real do Criador, os artigos do Rabash e O Zohar tornam-se vitais para nós. Os artigos do Rabash nos ajudam a formar a intenção correta, e O Livro do Zohar ajuda-nos a atrair a Luz que revela o mundo espiritual com essa intenção.

O Rabash fez o que nenhum Cabalista havia feito antes. Ele descreveu todas as fases do trabalho interior do homem, que é a realização prática da Torá. Ele foi o único elo de toda a cadeia de Cabalistas, desde Adão HaRishon, que transmitiu-nos uma explicação detalhada do trabalho individual e em grupo, tão vital para nós hoje.

Antes do Rabash, os Cabalistas escreveram sobre a sua própria realização individual, pois tal foi a evolução espiritual durante os 2000 anos de ocultação, o exílio da espiritualidade. Antes do exílio, o povo vivia na realização espiritual; portanto, não havia necessidade de se falar sobre o que cada criança estava aprendendo à medida que ela crescia. No entanto, a fim de ascendermos da ocultação do nosso tempo, nós precisamos das fontes que nos dirigissem na passagem para o mundo espiritual. Isto só pode ser alcançado através do estudo dos artigos escritos pelo Rabash.

Sem os artigos do Rabash, nós também não seríamos capazes de entender corretamente outros textos Cabalísticos. Portanto, o nosso trabalho consiste das seguintes partes:
1. Estudar os artigos do Rabash.
2. Se nós nos sintonizarmos corretamente, poderemos prosseguir com O Livro do Zohar ou O Estudo das Dez Sefirot. Agora, nós podemos trabalhar com eles de forma correta e atrair a Luz que Corrige.

O Rabash era muito reservado e humilde. Ele sempre se manteve na sombra de seu grande pai. Toda a sua força e magnitude estavam profundamente ocultadas em seu interior, e era impossível ver de lado. Ele foi o primeiro que começou a ensinar Cabala ao público não-religioso, independentemente da sua origem. Ele considerava de suma importância a disseminação da Cabala para as massas.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabala 12/09/10“Carta 38”

Através Das Sete Cores Do Arco Íris À Luz Branca e Simples

Dr. Michael LaitmanTudo o que O Zohar e a sabedoria Cabalística falam são formas ou tipos de conexão entre nós. O Criador ou a Luz Superior não tem forma; nós não podemos senti-Lo. Os tipos e formas de conexão de doação e amor entre nós, por serem equivalentes à Luz, dão forma, cor e gradações de qualidades à Luz. Eu posso distinguir e “captar” a Luz em minhas próprias qualidades na medida em que elas forem semelhantes a Ele.

Portanto, tudo o que nós lemos no Zohar sempre se refere aos tipos de conexão entre as almas. Nós revelamos a Luz de acordo com as formas de conexão que se manifestam entre nós. Caso contrário, é impossível “captar” (revelar) a Luz. “Não há luz” se eu não a pinto com diferentes cores. A Luz que chega a mim deve necessariamente estar colorida como as sete cores do arco-íris. Sem isso, eu, como criatura, não a verei; eu serei incapaz de sentir ou percebê-la.

Suponha que exista um prisma ao qual a Luz branca e simples é dirigida. Como ela é refratada atarvés dele, ela se separa nas sete cores do arco-íris, do vermelho ao violeta.

É isso que faz Zeir Anpin do Mundo de Atzilut: ele traz a Luz de Bina de cima, quebrando-a em sete cores. E eu, Malchut, atuo no sentido oposto (através da tela): eu reuno todas essas luzes/cores, trago-as de volta (Ohr Hozer, a Luz Refletida) para o “prisma”, o que resulta em uma Luz.

Eu não sinto a Luz simples e branca que chega até eu, uma vez que ela não tem cor. No entanto, eu reuno todas as sete cores que chegam de Zeir Anpin à Malchut em mim e sinto a Luz simples. Malchut é chamada de “reunião”, uma vez que reúne e integra todas as sete Sefirot de Zeir Anpin.

Ao tornar-se semelhante a este “prisma”, que divide a luz branca em sete cores, Malchut obtém novamente a Luz branca. É assim que ela sente ou imagina essa Luz. Ela não recebe a Luz branca, mas tornando-se semelhante a esta, ela pode obtê-la e misturar-se com ela, de acordo com a regra do “Eu conhecerei Você de Suas ações” (MiMaaseicha Ikarnucha).

A partir de 613 ações, nossas correções, nós construimos uma “imagem” do Criador. Afinal de contas, o Criador não tem uma imagem; nós a criamos de nossas qualidades.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabala 8/09/10, O Zohar