Textos com a Tag 'Zohar'

Uma Fórmula Muito Simples

Dr. Michael LaitmanPergunta: Se lermos O Zohar com a intenção certa e exigirmos o dobro do tempo – uma hora e meia por dia em vez de 45 minutos – vamos alcançar a correção completa duas vezes mais rápido? Ou existe uma fórmula diferente de trabalhar aqui?

Resposta: A fórmula é muito simples. O hábito do meu professor, o Rabash, era que lêssemos O Zohar meia hora por dia. O Rabash não explicava nada e não adicionava uma única palavra. Nós simplesmente líamos o texto, sem parar, sem perguntar-lhe nada, por meia hora antes de dormir. É por isso que eu sigo a mesma ordem.

Você quer estudar o dobro do tempo? É por isso que eu acrescentei mais um quarto de hora à aula.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 17/03/11, O Zohar

Características Especiais Da Alma

Dr. Michael LaitmanO Zohar, Capítulo “Yitro (Jethro)”, Item 190: Isto é um homem zangado, mas não rapidamente. Ele detém o seu estado de repouso, finge ser sábio quando não o é, e levanta sempre a sua cabeça para olhar. Fora, ele é combativo, mas na sua casa, não o é. Ele não respeita a Torá, para a observar. As palavras das pessoas são um fardo para ele e responde-lhes de forma vigorosa.

O Zohar fala acerca da pessoa em nós, que é revelada constantemente. Existem 125 camadas dentro do nosso desejo comum de desfrutar, e cada uma delas contém as suas próprias camadas ou estados. De cada vez, dentro do novo desejo, uma nova camada de qualidades se revela – uma nova imagem da pessoa em mim, a imagem da minha equivalência com o Criador, a imagem do Criador dentro de mim, a imagem da minha semelhança e oposição ao Criador.

A combinação inteira das qualidades interiores e exteriores que estão presentes na Rosh (cabeça), Toch (corpo), Sof (os fins do Partzuf da alma), Kelim (desejos) que podem ser usados e desejos que não podem ser usados por agora, uma vez que não há tela sobre eles, assim como desejos que não podem ser usados até à correcção completa, chamados “Lev HaEven” (o Coração de Pedra) – ao agregado completo destes desejos é chamado o humano em nós.

De toda e cada vez, a cada momento do meu caminho, à medida que avanço em direcção ao estado do humano perfeito, revelo a imagem do humano em mim. Como posso reconhecer que tipo de pessoa se revelou em mim agora e quem sou eu neste momento de acordo com os sinais interiores e exteriores que eu descubro dentro de mim próprio?

Através de todas as várias características especiais que eu revelo nos Sefirot da Rosh, Toch e Sof do Partzuf da minha alma, posso dizer que imagem está agora inerente a mim. É como se lê-se acerca de mim próprio no meu bilhete de identidade que tenha uma descrição detalhada das minhas características.

Daqui percebo quem sou e o que sou. Percebo-me a mim próprio, isto é, às minhas qualidades, quais delas trabalham em prol da doação, quais trabalham contra ela, as que são ainda egoístas, quanto as tenho restringido, quantas estão na Klipa, e até que ponto estão sujeitas a correcções.

Tudo isto é a imagem de uma pessoa e não há nada além dela. Esta imagem incorpora tudo.

Portanto, enquanto lemos este capítulo n’O Livro do Zohar, devemos pensar constantemente sobre os nossos estados espirituais como se fotogramas de uma banda de filme se desenrolassem perante mim, revelando constantemente uma nova imagem da pessoa em mim até que todas estas imagens se juntassem e eu alcançasse um único estado. Contudo, todas as imagens anteriores são também salvas.

Então, com base em todos os pecados e transgressões, eu alcanço a minha imagem verdadeira e perfeita – o Humano que é semelhante ao Criador.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 16/3/11, O Zohar

Perguntas Durante A Lição Do Zohar, Parte 2

Dr. Michael LaitmanPergunta: Será que temos que pensar nos outros, mesmo se entendermos que no fundo é uma mentira? Será que temos que mentir para nós mesmos durante a leitura do Livro do Zohar ?

Resposta: Nós mentimos sobre tudo, porque não temos a verdadeira conexão com o outro, mas apenas “brincamos” como se tivéssemos. Eu não desejo me conectar com os outros, mas eu brinco de ser um “bom menino”: eu li O Zohar desejando mudar sob a influência dessa leitura, para compreender a forma na qual não estou corrigido, e porque não consigo atingir o estado perfeito. Eu procuro! Em suma, durante a leitura do Zohar, eu espero mudanças para melhor. Isso é chamado de “aguardar o resgate”.

Pergunta: Eu me obrigo a voltar para a intenção mesmo que isso seja realmente uma guerra. Isso vai ajudar o nosso trabalho em grupo?

Resposta: Justamente a guerra interna nos dá um bom resultado! Sem esta guerra, a pessoa não avança, porque os seus desejos não são renovados. Somente sob a condição de que ela conduza uma guerra consigo mesma é que novas Reshimot despertam nela, e ela constantemente sente oposição. É assim que as coisas deveriam ser!

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabaá 13/01/11, O Zohar

Alcance-O E Você Vai Receber A Resposta

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que você muitas vezes se recusa a responder perguntas sobre o  texto do Zohar?

Resposta: Qual é a razão de responder? A pessoa que o alcança recebe a resposta por si mesma. Mas a pessoa que não o alcança esta tem que trabalhar para alcançá-lo.

A resposta a uma pergunta que é percebida por nossa mente mundana deixa-nos no nível deste mundo material, acalmando-nos com uma falsa compreensão. Mas esta não é uma resposta real e não nos ajuda. Afinal, nesse caso, a pessoa não tenta adquirir uma conexão com a Torá – com a Luz que corrige – mas pretende atingir a sabedoria, e isto é oposto ao nosso caminho.

É claro que temos que conhecer um pouco o material, a fim de estarmos conectado um pouco a ele, pelo menos exteriormente, como crianças pequenas que entram em contato com alguma coisa em nosso mundo sem ainda compreendê-la. No entanto, não deveríamos receber respostas que extinguem o nosso desejo de realização. Afinal, estamos lendo o texto por causa da realização. Ao alcançá-la, vamos receber a resposta. E essa vai ser a resposta verdadeira.

Portanto, não há praticamente nada para perguntar sobre o texto do Zohar – sobre os nomes, títulos, forças, e anjos. Qual é o sentido disso? Quem o entende? Quem vai lhe dar uma resposta enquanto você ainda não o revelou dentro de você?

Portanto, todo o nosso estudo serve apenas para revelar os Kelim (vasos) ou desejos, onde tudo o que estudamos será revelado.

Da 2ª Parte da Lição Diária de Cabalá 7/3/11, O Zohar

O Caminho Para A Unidade Superior

Dr. Michael Laitman“Introdução ao Livro do Zohar”, Artigo “Explicação da Divisão dos Quatorze Mandamentos em Dez Enunciados”:  Quarto enunciado: “E Deus disse: ‘Que as águas se reúnam’”. O terceiro mandamento é para saber que existe um grande Deus que reina sobre o mundo inteiro,  para uní-lo diariamente com a unificação adequada, a unificação do “Ouve, Ó Israel”, chamada “a unificação superior”. Esta é uma extensão de VAK dos três enunciados anteriores em ZA, VAK de Gadlut, Vav de HaVaYaH.

Tudo existe em um estado imutável, e todas as mudanças ocorrem apenas na percepção do homem.  Através da correção de suas qualidades, a pessoa alcança grau por grau, e os “enunciados”, “mandamentos”, ou “dias do início da criação” mudam para ela. Tudo isso foi dividido e agora muda a seus olhos, uma vez que a pessoa em si, em seu desejo interior, é corrigida.

O desejo dentro de nós sofre transformações. Elas ocorrem gradualmente, camada por camada, passando por todos os níveis de sua Aviut  (espessura, aspereza): Shoresh (raiz), Aleph (1), Bet (2), Gimel (3), e Dalet (4) em cada grau.

À medida que corrigimos o nosso desejo, começamos a revelar as Luzes, as fontes: de onde esta influência vem, qual a correção que ela realiza na minha alma, qual Luz se revela, de onde ela se origina, com Quem eu me conecto, quem é O Ser Superior que eu revelo.

Esta é uma correção gradual da alma realizada pela pessoa. Paralelo a isso, O Zohar descreve quais desejos (Kelim) sofrem correção, quais Luzes são reveladas de um conjunto  de dez enunciados, 14 mandamentos, ou sete dias do início da criação, isto é, sete níveis de Zeir Anpin (ZA), até que Nukva e ZA alcançem o estado das duas grandes luzes, a correção total (Gmar Tikun). Em última análise, nós estamos falando sobre as etapas do nosso progresso.

A Torá descreve todo o processo da nossa correção. No início do capítulo “Beresheet”  (Gênesis), todos esses enunciados são apresentados como um resumo de tudo o que ocorre posteriormente na Torá. Então, a partir deste capítulo, do mesmo modo que a partir do ponto inicial da letra “Yod“, todas as outras partes com respeito ao HaVaYaH pleno evoluem, até que toda a narrativa da Torá termina com a palavra “Israel”.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 03/03/11, “Introdução ao Livro do Zohar“

Da Tela Material À Tela Espiritual

Dr. Michael LaitmanO Zohar, Capítulo “Yitro (Jetro)”, Item 180: … Devemos olhar para as formas das pessoas em seis discernimentos e conhecer exaustivamente a sabedoria. Esses são os cabelos, olhos, nariz, lábios, rosto e mãos, ou seja, as linhas das mãos.

A ciência da Cabalá explica todas as qualidades espirituais com palavras materiais. Isso porque não há palavras ou letras no mundo espiritual, mas somente sensação, realização e compreensão. Portanto, não temos outra maneira de expressar e transmitir informações e impressões espirituais de uma pessoa para outra. É por isso que pegamos as palavras do nosso mundo, porque o nosso mundo, esta realidade material, é uma impressão da realidade superior e tudo o que existe nele tem raiz no mundo espiritual.

Portanto, quando O Zohar fala sobre as características do rosto de uma pessoa, seus órgãos internos, ou partes do corpo, tudo isso está descrevendo as forças correspondentes agindo no espaço espiritual, ou seja, entre as almas, dentro de sua conexão. Desta forma, usando “a linguagem dos ramos”, nós transmitimos informações sobre o mundo espiritual de um para o outro.

Isso pode ser comparado às forças elétricas, através das quais nós criamos uma imagem em uma tela de computador. Dentro do computador, há forças elétricas, mas nós as usamos para descrever as imagens que compreendemos.

Nós podemos falar de forças elétricas internas usando seus resultados externos: termos gráficos, cores e figuras geométricas. Nós podemos nomear estas forças elétricas por sua imagem gráfica, mesmo que elas não sejam cores, linhas ou imagens. É que na manifestação externa, elas criam estas formas para nós, e nós usamos os nomes dessas formas para nomear essas forças.

Portanto temos que entender que os autores do Zohar não se envolvem em misticismo, fisiologia, ou coisas do gênero, mas querem descrever a estrutura interna da alma em detalhe. A pessoa que está no mundo espiritual imagina tudo que está escrito no Zohar no sentido espiritual, sabendo que ele está falando da espiritualidade. Ela vê isso, porque a impressão espiritual é muito mais poderosa do que a material. Assim, ela observa a imagem espiritual antes de mais nada.

Por outro lado, a pessoa que está apenas no mundo material e, por enquanto, só percebe a realidade material em sua tela, vê as imagens materiais por trás das palavras do Zohar.

Portanto, ao ler O Zohar, vamos tentar ir de uma tela à outra, da tela externa na qual as imagens materiais nos são representadas, para a estrutura interna da alma. Vamos tentar imaginar as qualidades da alma. E mesmo que não entendamos o que O Zohar está falando, nossos esforços atraem a Luz que nos corrige.

O Baal HaSulam escreve o seguinte na “Introdução ao Talmud Eser Sefirot”: Portanto, devemos perguntar, por que então os Cabalistas obrigam todos a estudar a sabedoria da Cabalá? De fato, há algo grande nela, digno de ser publicado: há um remédio maravilhoso e inestimável para aqueles que se ocupam da sabedoria da Cabalá. Embora eles não entendam o que estão aprendendo, através do desejo e do grande desejo de entender o que estão aprendendo, eles despertam sobre si as Luzes que circundam suas almas.

O nosso desejo não deve ser para entender, mas para sentir essa imagem espiritual interior. Através desse desejo nós atraimos a Luz de lá, que nos corrige. Então, entramos na sensação do mundo interior.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 4/3/11, O Zohar

A Vida Na Teia Do Universo

Dr. Michael LaitmanDurante a leitura do Zohar, vocês não devem esquecer que ele fala apenas sobre as relações entre nós. Os ímpios e os justos, a véspera de sábado e os dias de semana, dia e noite, a natureza inanimada, vegetal e animal, o homem, o templo, o campo e a árvore, todas estas palavras descrevem apenas os tipos de relações entre as almas, a sua conexão nos níveis inanimado, vegetal, animal e falante.

Eles falam somente disso, porque nada mais existe. Dentro desta conexão, nos seus tipos, nós experimentamos o mundo. As combinações de forças amarrando as almas juntas, desenham as figuras do nosso mundo em uma tela para nós. Assim, percebemos a realidade.

Os livros Cabalísticos descrevem apenas as conexões entre nós, pois não há mais nada para escrever. Não há nada mais, e os mundos são descrições dos níveis de conexão entre as almas.

Há um desejo sem forma para sentir prazer, e o que é descrito são as etapas de sua transformação, a fim de manter contato com outras pessoas. Ao unir-se com os outros, fazendo esforços, e atraindo a Luz que corrige, discerne, e preenche, o ser criado revela a teia de conexões entre todas as partes da alma integral, Malchut do Infinito. Isso é o que estamos lendo.

Os Cabalistas não percebem nada mais. O ser criado vivencia a realidade isolada da conexão com os outros e a denomina “este mundo”, ou sente os laços com os outros nas forças de doação que lhe dá vida e, nesse caso, o mundo superior torna-se revelado a ele.

O mundo superior representa as relações com os outros e tudo o que eu encontro neles. O que eu encontro? A propriedade de doação. Isto é considerado como “doar com a intenção de doar”. Relações deste tipo são descritas como “Não faça aos outros aquilo que você odeia”. Posteriormente, essas relações se tornam mais fortes, e nós sentimos o amor nelas, que é considerado como “Amarás ao próximo como a si mesmo”.

As relações de doação conduzidas pelo princípio do “Não faça aos outros aquilo que você odeia” são consideradas como o Segundo Templo, o nível de Bina, Mochin de Neshamah. As relações de “Amarás ao próximo como a si mesmo” são o Primeiro Templo, o nível de Mochin de Haya.

Tudo fala exclusivamente dos laços entre as pessoas. Todas as palavras que podemos usar, toda a realidade que podemos revelar, tudo continua sendo nada mais do que a conexão entre as pessoas.

A falta de conexão que estamos vivendo atualmente parece como este mundo para nós. Minha visão, minha percepção na rede egoísta entre todos, no seu grau mínimo, é considerado como “este mundo”. Conseqüentemente, eu revelo a conexão real, poderosa, egoísta entre todos nós como a linha da esquerda, a Klipa (casca, uma força  impura).

No entanto, não temos outra percepção, entendimento, outra realidade e existência, exceto como na conexão entre nós, não importa se ela é boa ou ruim. O Livro do Zohar fala exclusivamente sobre os tipos desta conexão.

O que mais os Cabalistas podem escrever? Não há mais nada na realidade. Tudo o que me parece como reinos inanimado, vegetal, animal e humano, vários objetos, atos, pensamentos, decisões, construções, móveis e veículos, tudo o que podemos imaginar, são as relações humanas em sua forma correta ou incorreta.

Da 2a parte da Lição Diária de Cabalá 27/02/11, “Introdução do Livro do Zohar”

O Zohar Para A Nossa Geração

Dr. Michael Laitman“Introdução do Livro do Zohar”, Artigo “O Décimo Segundo Mandamento”, item 245: … [é] dito sobre a décima primeira Mitzva e não sobre esta Mitzva. De fato, o Zohar mistura-as logo no início da décima primeira Mitzva, pois diz: “Há duas Mitzvot aqui”. O impressor, no entanto, a dividiu em duas.

O Livro do Zohar em sua forma inicial foi um comentário sobre toda a TaNaCh (a Torá, Nevi’im ou os Profetas, e Ketuvim ou as Escrituras), o que implica que o seu volume era muito maior do que o que chegou até nós. Mas, por razões diversas, a maior parte do Zohar desapareceu, e nós temos que aceitar o que restou do texto original que nos foi dado pelo governo superior para que possamos nos corrigir.

Evidentemente, não precisamos mais que isso. Cada geração é dotada do que é necessário para o tipo de almas que aparecem nessa geração no nosso mundo corpóreo.

Portanto, temos que abraçar o Zohar como ele veio até nós, já que seus componentes são impressos e misturados. A Luz que emana deste Livro nos corrige; seu efeito é evidente. Nós devemos aceitar tudo como um fato e fazer o trabalho que somos responsáveis.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 24/02/11, “Introdução do Livro do Zohar”

Abre-Te Sésamo!

Dr. Michael LaitmanPergunta: No que nos ajuda  ler o Comentário Sulam ao Livro do Zohar, se suas explicações nos levam na direção errada? Não é melhor ler O Zohar no aramaico original, uma língua que não entendemos, e permanecer na intenção correta que nos conduz ao nosso objetivo?

Resposta: Nesse caso, talvez você também possa ler O Zohar em chinês ou outra língua que você não entende. Ou apenas olhar para os símbolos sem conhecer as letras, como em um quadro, sem compreender que essas letras se conectam em grupos chamados de “palavras”, e as palavras se combinam para formar sentenças, e as sentenças em parágrafos? Entretanto, eu não sei nada, olhando para a página do texto como se fosse um  código.

A questão é que eu tenho que me conectar ao texto através do meu desejo de revelar os estados de minha alma, que ele descreve. O texto está falando sobre o que acontece dentro de mim, dentro da minha conexão com o Criador. É por isso que eu quero revelá-lo.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 22/2/11, O Zohar

Não Coloque Muito Tempero!

Dr. Michael LaitmanAo ler O Zohar, devemos sempre pensar sobre a conexão entre nós, e com base neste pensamento constante e poderoso, devemos apenas ouvir um pouco o texto, tanto quanto seja possível, como um complemento, um tempero. O pensamento sobre a união tem de ser poderoso e incessante. Somente conforme somos capazes de fazer isso é que devemos adicionar o texto a ele, ou seja, o pensamento sobre isso e a sensação dele. Isso tem que ser feito apenas com a condição de que esta base, o pensamento constante sobre a união, não desapareça ou se torne mais fraca.

Nós podemos facilmente estar na intenção correta se soubermos que O Zohar, assim como toda Torá, fala somente dos tipos de conexão entre nós. Portanto, tudo o que estudamos e tudo o que agora queremos ver como resultado do nosso trabalho – a união entre nós, nossos tipos de conexão, suas características especiais, tudo que está acontecendo entre nós -, é disso que O Livro do Zohar nos fala.

Portanto, nós estamos falando da mesma questão – o ponto de união entre eu e os outros. Este ponto contém todos os tipos possíveis de conexões entre eu e todos. É disso que a Torá fala.

Portanto, se eu me dirigir corretamente, eu compreendo que ela só fala disso: que relações existem entre nós? Como posso me conectar? Como posso conseguir isso?

Nesse caso, nós queremos alcançar o que nós estudamos, embora não o conheçamos. Como resultado da aspiração de alcançá-lo, para nos unir em um desejo integral ou Kli, e discernir todos os tipos de conexão que a Torá nos fala, a Luz que Corrige vem e cria essa conexão, trazendo-a à luz. Então, nós a revelamos realmente.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 21/01/11, O Zohar