Textos com a Tag 'Zohar'

Segure Minha Mão

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Introdução ao Livro do Zohar“: No entanto, antes de ser recompensado com a inversão do desejo de receber em nós, através da Torá e Mitzvot, na recepção a fim de doar, há fortes fechaduras nos portões para o Criador, pois eles têm a função oposta: nos afastar do Criador. Isto é porque as forças de separação são chamadas “fechaduras”, uma vez que bloqueiam as portas de aproximação e nos afastam do Criador.

Mas se nós as superarmos, de modo elas não nos afetem, esfriando Seu amor de nossos corações, as fechaduras tornam-se as portas, a escuridão se torna Luz e o amargo se torna doce. Ao longo de todos a fechaduras, nós recebemos um grau especial na Sua Providência, e elas se tornam aberturas, graus de realização do Criador.

Nós devemos apenas ver as forças que operam sobre nós em todos os eventos de nossas vidas. Não importa como elas agem, já que são destinadas a nos empurrar para o Criador, para descobrir e aderir a Ele.

Se a pessoa trabalha em conjunto com estas forças e cuida das necessidades do seu físico apenas na medida necessária para a existência do seu corpo animal, dedicando tudo o mais para as necessidades de sua alma, então, tentando esclarecer estas forças e criticando-as, ela descobre que não há nenhuma coincidência neste mundo e que tudo acontece somente para que ela se una mais fortemente ao Criador.

Ela alcança um estado em que se encontra não perante as forças que a separam do Criador, que está do outro lado, mas quando ouve um convite do Criador: “Venha ao Faraó”! Isto significa que a pessoa e o Criador ficam juntos lado a lado, um passo à frente diante do Faraó, enquanto estas forças avançam contra eles. O Criador diz à pessoa: “Segura minha mão e nós vamos juntos”!

Este é um ponto muito importante que a pessoa tem que esclarecer na sua vida, conforme ela esclarece onde está com respeito ao Criador e com relação aos obstáculos. Será que ela e o Criador estão nos dois lados dos obstáculos, ou seja, os obstáculos separam a pessoa do Criador? Ou a pessoa se anula e adere ao Criador e, daí se encontra em Seus braços, ou segurando Sua mão, como uma criança ao lado de um adulto, e, em seguida, os dois enfrentam os obstáculos, como se diz: “Venha ao Faraó”!

Então o trabalho muda, já que ela se agarra às forças que vêm para fortalecer a adesão entre eles, para conectar a pessoa ao Criador. É como um cão que ladra para uma criança, obrigando-a a se agarrar à sua mãe ou ao pai por medo. Ou seja, se a pessoa está do mesmo lado do Criador que a convida para ir ao Faraó juntos, então essas forças são sentidas imediatamente como ajuda. Então o Faraó age para aproximá-los, e isso faz toda a diferença.

Da Preparação para Lição Diária de Cabalá 29/04/13

 

O Indefinido Mistério da Vida

A sabedoria da Cabala considera a criação inteira como uma vontade de receber dividida em quatro níveis: Inanimado, vegetal, animal, e falante.

Essencialmente, ela, a sabedoria da Cabala, está falando sobre a força vital que age dentro desta vontade de receber. No nível básico do inanimado, esta força vital constitui apenas a necessidade obrigatória para manter a sua estrutura. Então, tudo começa a partir de uma polaridade simples, de “mais” e “menos”, a partir de um elétron e um próton, aos quais se reúnem outras partículas, formando uma “galáxia” completa dentro do átomo.

Então, os átomos constroem todos os tipos de formas de matéria inanimada: gases, líquidos, sólidos, plasma. E, no nível seguinte, se ligam em moléculas, e em um determinado momento a vida é formada dentro da matéria.

Nós não entendemos como isso acontece. Por que até agora as partículas foram conectadas umas às outras “mecanicamente”, então de repente aparece algo novo entre elas. [Leia mais →]

Livre Com Um Jugo No Pescoço

Dr. Michael LaitmanRabash, Carta 59: O Zohar diz, “Cada um é o que supõe seu coração. Nessa medida, a Luz do Criador ilumina sobre ele e isso é chamado de fase da fé”.

Aqui nós falamos sobre o nível humano, o qual valoriza a grandeza do Criador no coração. Nessa medida eu adquiro o nível de equivalência com o Criador, e descubro a Luz superior em mim.

Primeiro, nós estamos todos no desejo egoísta, e por um longo tempo assumimos que podemos alcançar algo. Este período é chamado de “os sete anos de saciedade”. Depois, nós começamos a entender que o ego não nos dará nada, e ao nos decepcionarmos com isso nos voltamos para o desejo de doar.

Essa já é uma grande revolução, “e um novo rei surgiu no Egito”. Em outras palavras, o desejo egoísta, no qual eu via tudo o que é bom, agora jorra golpes em cima de mim. O que são esses golpes? Se olharmos para o mundo moderno, vemos que ele está cheio de abundância em tudo. Da mesma maneira, os filhos de Israel não careciam de nada, eles tinham mais do que “carne” suficiente. Então, qual era o problema? O que estava faltando? O que é esta nova dominação?

A questão é que eu começo a entender e a sentir que o meu ego não sou eu. Ele se torna um novo rei cruel para mim. Eu não me identifico mais com ele e procuro algo acima dele, mas ele se agarra em mim e não me deixa ir…

Hoje, mesmo os pobres vivem muito melhor do que a maioria das pessoas vivia há dois séculos. Um trabalhador simples aprecia o que costumava ser luxo para poucos no passado. Mas o problema é que eu me sinto mal e não consigo fazer nada com relação a esse sentimento.

No momento em que nós sentimos este novo domínio, nós começamos a procurar uma saída, uma vez que este tipo de vida é sem sentido. Mas acontece que não conseguimos escapar. Eu odeio a minha vida, eu me sinto impotente, no exílio, preso. Eu sinto que eu sou “encurralado” pela minha família, meu trabalho, minhas dívidas, e pelo consumismo. Do nascimento até a morte, eu sou um escravo que imagina estar livre e ao mesmo tempo descobre o jugo no pescoço.

Eu quero fugir dessa escravidão, mas encontro uma questão ainda mais difícil: “Para que estou vivendo?”. Os prazeres simples deste mundo e sua existência “animal” não me satisfazem mais, e assim eu olho para cima para ver se há algo lá.

Então, eu recebo a oportunidade de me elevar acima desta vida. Eu começo a entender e sentir que estamos realmente vivendo numa realidade diferente, e que a percepção atual é simplesmente irreal. Este é o lugar onde o trabalho começa, a busca, graças a qual nós descobrimos que a única maneira de abrir amplamente nossos olhos e emoções, a fim de abrir a porta para a vida real, é através da unidade.

Existe a perspectiva pessoal individual e existe a perspectiva geral que passa pela conexão geral. Ao nos conectarmos, nós descobrimos uma imagem totalmente diferente, mas é muito difícil discernir esta imagem. Depois de tudo, eu tenho que me anular, e reorientar a minha percepção do mundo e a minha atitude perante a vida, a fim de ver tudo através do grupo, do conjunto de pessoas cujas opiniões e desejos se tornam uma “lupa”, uma “lente”, através da qual eu vejo a realidade.

É muito difícil baixar a cabeça diante dos amigos, reconhecer o fato de que eles são grandes, e permitir-lhes formar a imagem do mundo para mim, em minha mente e coração. Se nós realizamos estes exercícios com uma frequência suficiente, de acordo com o método que temos, nós vemos os resultados, e é como se recuperássemos nossa visão, o que significa que começamos a ver o sistema atual em que vivemos, um sistema que anteriormente estava fora da minha vista.

Portanto, a correção inicial durante a fase de preparação começa quando eu “baixo a cabeça” perante os outros. A primeira fase da anulação é chamada de “êxodo do Egito”. Se antes o ego me subjugou e me impediu de conectar, agora eu deixo a sua dominação e já consigo me conectar. Assim eu escapo do ego, me separo dele e o abandono.

Mas, por enquanto, isso é apenas uma fuga. Mais tarde eu realizo maiores esforços para anular a mim mesmo, e no tempo de “pequenez”, durante a “contagem do Omer“, eu sou pequeno e só quero me conectar com os amigos, tanto quanto posso com todas as minhas forças.

Isto é o que nós estamos passando agora. Se tentarmos, vamos chegar à entrega da Torá, ou seja, a Luz que Reforma. Mesmo se não virmos nada e se não entendermos, mas nos esforçarmos, querendo conectar acima do Faraó, acima de tudo o que está em nós, vamos atingir a conexão onde o Criador é revelado. Isso é chamado de entrega da Torá. Então nós continuamos a nossa conexão na prática.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 05/04/13, Escritos do Rabash

Olhando Para O Resultado Final

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Introdução ao Livro do Zohar,” Item 4: Para compreender essas questões e dúvidas, a única tática é examinar o final do ato, ou seja, o propósito da Criação. Pois nada pode ser entendido no meio do processo, mas somente no seu final.

Esta é a regra, apenas ao observar o final do ato nós podemos entender todos os detalhes, fases, razões para tudo e o processo inteiro. É porque só no final é que se torna claro como cada detalhe é essencial, e até que ponto todos estes detalhes tiveram que ser dispostos um após o outro nesta ordem; só no final nós vemos que tudo está completo. O final completo só é possível quando todos os detalhes são organizados corretamente. Mas como podemos chegar ao final, se estamos no meio do nosso caminho?

Está claro que não há nenhum ato sem um propósito. Nós vemos isso hoje na ciência moderna, onde tudo realmente age de acordo com uma relação de causa e efeito e de acordo com leis absolutas. Pelo menos ao nível da natureza inanimada, vegetal e animal, eu descubro grande sabedoria, lógica e bom senso; não há nada de redundante, e tudo está organizado de modo que cada pequeno detalhe está conectado a todos os outros detalhes infinitos. Assim, eu posso chegar a uma conclusão sobre o nível “falante”: que a corrupção que vejo decorre da minha própria percepção corrupta, que não me permite ver a ordem maravilhosa que está também no nível “falante”, mas, pelo contrário, mostra-me uma imagem que é o oposto da verdade. Nós realmente vemos corrupção e grande transtorno na sociedade humana, mas é porque estamos causando isso.

Claro, pode haver outra explicação para este fenômeno: podemos dizer que o Criador é bom e benevolente e que Ele inclui tudo e faz tudo, mas que Ele abandonou Sua criação. Baal HaSulam traz diferentes análises desta abordagem, em seu artigo “A Paz”. No entanto, se eu já respondo ao que vejo na vida e uso diferentes abordagens, eu entendo melhor que é preferível olhar para o resultado final. Com a experiência de nossos estudos, nós vemos que a natureza se desenvolve segundo determinado objetivo. Assim, Baal HaSulam diz que devemos primeiro olhar para o objetivo da criação, uma vez que é impossível entender qualquer coisa no meio do caminho, mas apenas olhando para o resultado final.

Eu sei que há aqueles que lançam sobre suas costas o fardo da Torá e Mitzvot, dizendo que o Criador criou toda a realidade,  e depois a abandonou sozinha. Aqui, Baal HaSulam refere-se às pessoas que não acreditam que tudo foi criado para o homem, que o homem é o centro da criação, e que somente deste ponto podemos nos desenvolver corretamente. Tudo foi criado para mim — todo o nosso mundo e todos os mundos — e eu tenho que aceitar isso, revelar isso e controlar a situação; “para mim” significa que posso corrigir e usar isso. Este uso é chamado de “observar as Mitzvot” o que faço com a ajuda da Luz que Reforma ou “Torá”. Assim eu atinjo a meta da criação.

Na verdade, eles falaram sem conhecimento, pois é impossível comentar sobre a nossa baixeza e falta de sentido antes de decidirmos que criamos a nós mesmos com nossas naturezas corrompidas e perniciosas. É claro que não somos um todo, mas é impossível decidir que o mundo é baixo se não vemos como tudo nele gradualmente revela a sua plenitude.

A pergunta é: se o Criador é completo, então Ele não criou a evolução de uma forma perfeita desde o início? Mas isso não é possível, já que também deve haver uma realidade na criatutra. Esta realidade é o oposto do Criador, e por isso tem que ser constituída de duas partes opostas: o atributo do Criador e o atributo da criatura. Os dois atributos têm que crescer na criação e dentro dela enfrentar um ao outro; ela está no meio entre os dois atributos, construindo-se de duas forças: a força de doação e a força de recepção.

Isso significa que se nós não compreendermos a meta, definitivamente não seremos capazes de justificar a criação e vamos encontrar diferentes justificativas, tais como: o Criador que é um todo está decepcionado conosco, nos deixou e encontra-se em algum lugar em Sua plenitude. Outras versões são de que o Criador não se encontra nestas duas forças, a força boa e a força má, ou que pode haver muitas forças boas e muitas forças do mal, etc.

De uma forma ou de outra é claramente impossível justificar o que está acontecendo, a menos que a pessoa receba a Torá, isto é, a menos que atinja o estado que entende que está num sistema corrupto e que é dessa forma que ela se tornará parte dele, vai corrigi-lo pela Luz conforme atrai a si mesma cada vez mais para operar o sistema. Então ela descobre que tudo foi criado para ela e que era impossível alcançar o nível do Criador sem primeiro corrigir o sistema, ou para ser mais exato, instalá-lo. Da mesma forma que crianças constroem a si mesmas através de jogos, coletando e juntando seus brinquedos, o mesmo ocorre em nosso trabalho, a conexão das partes. Por isso temos que jogar jogos de conexão, união e garantia mútua, a fim de entender a meta.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 28/02/13, “Introdução ao Livro do Zohar”

Realização Aqui E Agora

Dr. Michael LaitmanO Zohar é uma qualidade única, a Luz superior que vem para corrigir-nos se estivermos prontos para a correção e descobrirmos o lugar que precisa ser corrigido. Este lugar é a conexão entre nós, e uma vez que somos o resultado da quebra, temos que tentar nos conectar a fim de encontrar o atributo comum de doação entre os nossos vasos (desejos).

Quando descobrimos que isso não existe entre nós, nos arrependemos e queremos que a Luz nos influencie e transforme o ódio e a repulsa que ocorre entre nós na doação e amor mútuo que queremos descobrir. Então, vamos exigir que a Luz execute esse trabalho e nos transforme daqueles que são repelidos por aqueles que se aproximam e se conectam entre si e estão unidos.

Então, conforme a intensidade da conexão que alcançamos, vamos sentir a força comum de doação que é chamada de Luz de Hassadim. Se quisermos realmente nos esforçar para doar um ao outro, a fim de descobrir o Criador (que já é um tipo diferente e mais sublime de trabalho), então na mesma Luz de Hassadim que é revelada entre nós, vamos ver o que precisa ser feito, que esforços internos especiais, e neles vamos descobrir a real ação de doação chamada de “revelação do Criador às criaturas”. Nós sentimos como doamos e damos prazer a mesma força, ao mesmo pensamento, a mesma raiz. Nós temos que tentar alcançar tudo isso aqui e agora, na conexão entre nós.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 04/03/13, O Zohar

Como Penetrar O Texto Do Zohar

Dr. Michael LaitmanDurante a leitura do Zohar, a pessoa deve ansiar alcançar o estado sobre o qual ela lê ou ouve, de modo que sua conexão com os amigos e sua conexão com o Criador se tornem a mesma coisa para ela. É porque O Zohar, como todos os outros livros de Cabalá, fala sobre a conexão entre nós e a conexão entre nós e o Criador. Portanto, se o texto que eu ouço ao ler O Zohar me separa do grupo e do Criador, se a história não corresponde ao que penso sobre a minha conexão com o Criador, eu ainda não estou no texto, no entanto, eu estou absorvido nele.

Primeiro, antes de ler um texto, eu tenho que pensar no lugar que precisamos corrigir, na conexão entre nós num todo, e onde o Criador, a força geral de doação, a Luz, vai ser revelada em nós. Isso é exatamente o que lemos. Cada livro de Cabalá que eu abrir, seja Salmos, ou Shulchan Aruch, o Talmude Babilônico, a Torah, a Bíblia, o Zohar, ou TES, todos eles falam a mesma coisa: sobre como nos conectamos de todas as formas possíveis e como de acordo com o que o Criador isso é revelado.

Portanto, eu sempre leio sobre a ação que realizo e anseio que todos se tornem um todo: o texto que eu ouço e vejo diante de mim, e como eu imagino que é expresso no ambiente, na minha relação com os amigos e com o Criador. Eu anseio que eles sejam vestidos um em cima do outro. Então, quanto mais eu sinto a disparidade entre eles e quanto mais tento conectá-los, mais eu atraio a Luz que Reforma, que é uma oração, MAN.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 04/03/13, O Zohar

Tornar-se Um “Trapo”

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Introdução ao Livro do Zohar“, Item 5: Portanto, o senso comum afirma que nós entendemos o oposto do que parece ser superficialmente, e decidimos que somos verdadeiramente criaturas nobres e dignas, de importância imensurável, realmente dignas do Trabalhador que nos fez.

Pergunta: Como é que isso concorda com o que o Rabash disse-lhe uma vez: “Agora você é um trapo como eu sou”?

Resposta: Há muitos discernimentos e elementos no termo “trapo”: eu sou incapaz de qualquer coisa, sou dependente do Criador e estou feliz por ter descoberto este fato. Por isso, eu quero ver o início e o fim das minhas ações, e em cada ação eu tenho que fazer esforços para atingir o conceito de “trapo”, e depois me aderir ao Criador e com isso obrigá-Lo a fazer algo.

Assim, o estado de “trapo” vem depois de todo o esforço, de acordo com o princípio “Eu me esforcei e encontrei”. É a fase final e é um nível muito importante para que eu entenda melhor que não tenho nada, que estou totalmente “espremido”, impotente, carente de energia e motivação que devo receber da Luz.

Eu não consigo realizar a correção, não posso acumular os discernimentos necessários, mas posso atingir o desejo necessário para me esforçar que recebo do ambiente. Eu poderia ficar no nível “animal” para sempre, se o Criador não me deixasse subir para um nível mais elevado sobre o qual Baal HaSulam escreve.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 03/03/13, “Introdução ao Livro do Zohar“

Retirada Não É Uma Opção

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Um Discurso para a Conclusão do Zohar“: Este ambiente irá ajudá-lo a obter a grandeza do seu Rav através do amor dos amigos que apreciam o Rav.

Pergunta: Como é que o amor dos amigos ajuda a atingir a grandeza do Rav?

Resposta: O termo “Rav” inclui o Criador, e em geral tudo que ajuda a pessoa a se elevar ao próximo nível. Os amigos não são aqueles que ajudam a pessoa a subir ao próximo nível, mas em reconhecer a grandeza desse nível. A pessoa não se vê no próximo nível, mas com a ajuda do grupo e graças à influência dos amigos, ela começa a imaginar a grandeza do próximo nível.

Nós usamos o “combustível” do grupo, embora ninguém tenha ainda atingido o nível mais alto. O espírito geral e a atmosfera geral são suficientes, porque esta é a nossa natureza: a pessoa aprecia os valores do seu ambiente e os considera importante. É de acordo com este princípio que nós crescemos.

Pergunta: Portanto, por que eu devo amar os amigos? Não basta simplesmente apreciá-los?

Resposta: O amor dos amigos já é a satisfação. O primeiro passo que eu devo dar é aceitar o caminho e a meta, concordar em aceitar o sistema e a ideia da força superior a qual conectamos e aceitamos. Então, como eu posso elevar esses valores acima de mim mesmo? Através do apoio do ambiente que vai me ajudar a sentir a grandeza da meta.

O “ambiente” são os livros de Cabalá, os amigos e o professor. Juntos, eles me levarão ao Criador. Isto significa que todos esses fatores devem ser constantemente importantes para mim, estar acima da minha autoimportância. Só então eu serei capaz de avançar.

Comentário: Ainda assim, na vida comum, o ambiente nos influencia até mesmo se não pensarmos positivamente nele.

Resposta: É verdade, quer gostemos ou não, o ambiente nos influencia usando o nosso ego, nosso desejo de receber que está sempre pronto para desfrutar. É simplesmente mostrado diferentes tipos de prazer; eles os percebem como isca e os engole.

Por outro lado, eu não sou atraído para as metas que o grupo apresenta. Pelo contrário, por causa delas eu tenho que desistir de coisas e aspirar receber prazer da doação, a qual eu realmente não entendo. Eu não a entendo a tal ponto que até sinto repulsa por ela. O caminho todo é feito de concessões, de autoanulação, de anulação perante o grupo, embora nada em mim seja atraído a algo assim.

Acontece que eu não gosto do grupo e da mensagem do professor sobre o Criador. Deve haver trabalho mútuo por parte do indivíduo e por parte do grupo. Os amigos têm que trabalhar juntos para que todos sintam que essas coisas são obrigatórias e desejáveis​​, de modo que cada um veja como elas são essenciais e importantes, e que o entusiasmo geral inunde a sua consciência e a sua alma.

Se não criarmos uma espécie de “lavagem cerebral” aqui, nós simplesmente não seremos capazes de avançar. Impressões externas não vão nos ajudar aqui, nem boas palavras ou ações amigas. Internamente, a pessoa ainda rejeitará a ideia de doação se ela não for reforçada pela atitude séria do grupo, onde todos estão prontos para investir nela e estimular um ao outro.

As pessoas que se agarram a sua exterioridade, girarm em torno da meta, do sistema, por décadas. Algumas se tornam Hassidim, algumas se envolvem no estudo árido, e outras lidam com a disseminação, mas não implantam o método de forma correta e eficiente.

Tudo isso é porque o ambiente não é forte o suficiente para varrer uma pessoa em direção à meta. Afinal, com isso nós lutamos contra a nossa natureza, o nosso desejo de receber, que temos que neutralizar e até mesmo atrair para a doação. Isto é extremamente difícil, mas esta é a chave. Se tivermos sucesso, vamos avançar em direção à dimensão superior, e se não, como se diz “vamos nos aposentar”. …

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 21/02/13, “Um Discurso para a Conclusão do Zohar“

Esclarecer

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Introdução ao Livro do Zohar“, Item 2: A fim de esclarecer tudo isso, nós precisamos fazer algumas perguntas preliminares. E não, Deus me livre, onde é proibido, na essência do Criador, da qual não temos qualquer pensamento ou percepção, e, portanto, não temos pensamento ou expressão Dele, mas onde a averiguação é uma Mitzva (mandamento / boa ação), a averiguação de seus atos. É como a Torá nos ordena: “Conheça o Deus de teu pai e sirva-O”, e como diz o poema de unificação, “Por suas ações o conhecemos”.

No início da “Introdução ao Livro do Zohar“, Baal HaSulam levanta cinco questões principais que a pessoa enfrenta em seu caminho para a espiritualidade, e ele acrescenta averiguações preliminares a elas que são feitas para “esclarecer as coisas”. Afinal, meus questionamentos são acompanhados de confusão e cercados por lixo e “ervas daninhas” que impedem o meu entendimento, a análise clara, a disposição de tudo em seu lugar e a capacidade de diferenciar as coisas.

É como se eu procurasse num lugar sujo e bagunçado, e por isso a primeira coisa que devo fazer é limpá-lo e descobrir o que exatamente estou procurando, exatamente onde, por que, e de acordo com que regras. Isto significa que há muitas condições adicionais que tenho que descobrir a fim de esclarecer as minhas perguntas e encontrar as respostas e satisfação para eles.

Portanto, nós primeiro nos livramos de tudo o que é redundante; nós nos livramos disso de forma simples, e não temos nenhum contato com o Criador enquanto procuramos. O Doador permanece fora de alcance porque não está vestido na matéria do nosso desejo. Por isso, não podemos estudá-lo. Da “Introdução ao Livro do Zohar” nós sabemos que só podemos estudar e investigar a matéria e a forma vestida na matéria; se vestirmos nossa matéria com a forma de doação, a partir dela, o que significa a partir das ações do Criador (“por Suas ações O conhecemos”), podemos estudá-Lo.

Trata-se das ações que Ele realiza em mim por ter me criado. A partir desse momento, eu começo a trabalhar nas mudanças internas, tendo me conectado a Ele, até que eu atinjo todo o processo, até o fim da minha correção. Assim eu começo a conhecê-Lo melhor, e Ele opera em mim cada vez e mais. No final da minha correção, eu atinjo exatamente o mesmo que Ele tem e o superior é completamente vestido em mim.

Assim, “por Suas ações o conhecemos”, eu não O conheço, mas Sua imagem que é vestida em mim por Suas ações. Esta é a origem da palavra “Bore – Criador” , que significa “Bo-reh: venha e veja”.

Nós resolvemos muitos problemas desta forma: nós imediatamente “flutuamos nas nuvens”, numa tentativa de estudar o superior e “descer à terra”, para a base de tudo. É porque a coisa mais importante para nós é descobrir o Criador.

Todas as nossas outras ações estão organizadas em torno disso, toda a nossa vida, toda a realidade. Tudo isso é apenas para que a criatura descubra o Criador.

Portanto, nós temos que lembrar que estamos limitados de forma inata à nossa própria forma. Apenas pelas ações do Criador podemos conhecê-Lo, como se diz: “Por Suas ações o conhecemos”. Essa abordagem resolve muitos problemas filosóficos e, além disso, me coloca na direção certa, mostrando que eu é que preciso mudar e não o Criador. Eu tenho que agir para descobrir Suas ações; todos os começos estão em mim. Eu sou o elemento transformador no sistema. É a coisa mais importante.

Nós não estamos falando de Atzmuto (Sua essência), de Ein Sof (Infinito), da eternidade, da totalidade, do absoluto. Só eu descubro o Criador de acordo com as mudanças em mim; isso esclarece as coisas confusas e o lixo usual, e nos aproxima da correta implantação.

Pergunta: Por que nós alcançamos o Criador por Suas ações, como se diz: “Nós O conhecemos por Suas ações?”

Resposta: Se você me falar sobre sua mãe, eu provavelmente ouvirei sobre como ela é uma grande cozinheira e como cuida de você. Você está me contando sobre suas ações, mas não realmente sobre ela! Tente extrair as ações da história, e verá que isso é impossível.

Pergunta: Portanto, quais são as ações do Criador?

Resposta: Você é Sua ação. É Sua obra; é assim como somos feitos, incapazes de atingir qualquer coisa, exceto por Suas ações. São só Suas ações e não sua essência que vemos e trata-se apenas de Suas ações que falamos.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 27/02/13, “Introdução ao Livro do Zohar“

Os Segredos Da Leitura Do Zohar

Dr. Michael LaitmanPergunta: É verdade que as pessoas dizem que quando olhamos para as letras do Livro do Zohar escrito em aramaico ele automaticamente nos conecta à Luz, apesar de não entendermos o idioma?

Resposta: Nada acontece automaticamente. Isso pode ser comparado a um bebê que nasce e vive neste mundo e que cresce porque cuidam dele, já que ele se anula perante os adultos. É um atributo inato, e, por isso, ele permite que os pais cuidem dele. Eles tomam conta dele, e ele cresce.

Se a pessoa se anula durante o estudo, na leitura do Livro do Zohar, ela está sob a influência e o cuidado dos amigos, mesmo que não entenda e não sinta nada, mas quer se colocar sob a influência das Luzes, dos amigos e da sociedade principal que ela lida. No entanto, ela precisa ter essa intenção. Mesmo que ela se esqueça disso, ela ainda precisa sentir que pertence.

Pergunta: Como podemos seguir o texto durante a leitura do Livro do Zohar e ao mesmo tempo manter a intenção correta?

Resposta:
O principal é a intenção, e o texto é importante na medida em que a pessoa pode atribui-lo à intenção correta. Aos poucos, ela começa a ver o significado correto das palavras nele: uma “criança”, “sábios”, Sefirot, Malchut e Bina. Ele vai ver isso. Sob a influência da Luz que Reforma, que age de forma muito lenta e gradual, pouco a pouco, a pessoa vai começar a sentir diferentes impressões. Ela vai sentir uma conexão com o que lê.

Pergunta: Qual deve ser a nossa abordagem durante a leitura do Livro do Zohar ou o que deve mudar nela para que a Luz nos influencie e mude?

Resposta: Nós temos que nos conectar. A pessoa deve sentir que está num grupo unido como uma tropa de elite, como num todo que é formado de partes separadas. Ela precisa sentir isso naturalmente. Caso contrário, suas intenções não são as intenções corretas.

Portanto, à medida que ela sente toda a realidade conectada nela, ela quer pertencer ao Criador junto com tudo isso, se conectar e aderir a Ele. Ela entende que isso acontece como resultado de sua mudança interior e espera por isso.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 21/02/13, O Zohar