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O Zohar: O Programa De Gestão Do “Computador” Da Criação

Dr. Michael LaitmanO Livro do Zohar, “A Noite da Noiva”, Item 145: A palavra HaVaYaH aparece escrita seis vezes e há seis versículos desde “os Céus proclamam” até “A Torá do Criador é perfeita” (Tehilim [Salmos] — 19:2-8). E este é o segredo da palavra BERESHIT, que é formada por seis letras: O CRIADOR CRIOU ET (OS) CÉUS E A TERRA, seis palavras ao todo.

O Zohar explica o programa: “Há um programa diante de vocês. Leiam-no, falem sobre ele, e discutam-no. Aqueles que puderem, lembrem-se dele, e quem não puder, esqueça, não importa. Trabalhem com ele. De qualquer forma, vocês não vão entendê-lo. Mas, ao se ocupar com esse programa, lendo sobre ele e querendo saber o que ele é e do que ele fala, vocês estão gradualmente reunindo-o dentro de vocês em seus vasos, em seus discernimentos”.

É por isso que nós lemos sobre o programa operacional. Ele se veste em nós na medida em que queremos que ele seja vestido em nós. O próprio texto nos ajuda a estar, de alguma forma, conectados a esse programa.

Existem diferentes almas. Para a primeira geração o programa que foi escrito na forma da Torá foi suficiente, as gerações que se seguiram necessitaram de acréscimos, os profetas, a Mishná, Gemará, e, em seguida, mais e mais novos livros. Em geral, no entanto, todos eles explicam o programa inicial, os cinco livros da Torá, ajudando-nos a querer reunir este programa em nós para que possamos realmente começar a operar de acordo com este programa.

Pergunta: Se seguirmos a analogia do computador e do programa, o hardware é o nosso desejo de receber. O que o programa faz com o desejo de receber? Como ele o opera de forma diferente?

Resposta: Em nosso caso, o hardware, o desejo de receber, não muda. Ele permanece o mesmo. A julgar pelo hardware, o computador é perfeito. Toda a diferença entre os programas está nas conexões, em seus números, na sua capacidade de se conectar.

O software só conecta todas as partes do computador, dá a cada célula de memória um número, conforme a sua importância, e conecta todas as células. Deste modo, cada célula de memória contém determinadas informações e todas estão conectadas de acordo com certa ordem. Esta ordem também pode mudar, mas é tudo parte do mesmo software.

Isso é tudo o que realmente temos. Agora, todas as células contêm um e zero, e isso depende da conexão entre essas células. Esta é a vida, isto é todo o software, todo o programa operacional, e tudo o que existe. Nós não levamos em conta as verdadeiras células de memória, o zero e o um em cada célula. O que importa e o que determina as coisas é a ordem das conexões entre elas e a dinâmica das conexões mútuas que constantemente mudam, uma vez que isso é o que determina o fluxo de informações que é sentido em nós como o fluxo da vida. A mesma coisa acontece em nosso corpo agora.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 29/07/13, O Livro do Zohar – Introdução

Quem É O Condutor de Burros?

Dr. Michael LaitmanO Livro do Zohar , Introdução, “O Condutor de Burros”, No. 85: Rabi Elazar e Rabi Aba desceram de seus burros e o beijaram. Eles disseram: “Tão grande é a tua sabedoria, e ainda assim você dirige burros atrás de nós! Quem é você, então?” Ele respondeu-lhes: “Não me perguntem quem eu sou, mas vamos seguir em frente e estudar a Torá. Cada um de nós vai falar de sua sabedoria, de modo a iluminar o nosso caminho”.

O condutor de burros é a “Luz Circundante”, a Luz que Reforma. Qual é a diferença entre ele e a Luz que é descoberta mais tarde? A Luz Circundante se torna “Luz Interior”. Quando ela for descoberta, vai ficar claro que esta é, por exemplo, a luz de Yechida, e até então nós não sabemos que nível nós estamos abordando, quem é o nosso guia.

O condutor de burros é a Luz Circundante que nos leva através da densidade do desejo de nossos “burros” de nível para nível.

Da 2a parte da Lição Diária de Cabalá 23/06/13, O Zohar

A Maravilhosa Droga Chamada “Zohar”

Dr. Michael LaitmanEsforçar-se como “um boi para a carga e um burro para o fardo” significa trabalhar sem sentir qualquer gosto no trabalho. Eu li o Livro do Zohar porque o médico disse que ele funciona como uma droga que vai me ajudar a me recuperar. Normalmente, ele é desagradável e bastante difícil. Ele está em contraste com os meus desejos corporais e não é para o meu gosto, mas o médico o receitou e assim o faço.

Eu não desejo sentir prazer em minha mente e coração ao ler O Zohar. Embora a leitura do Zohar me traga alegria, eu não estou feliz porque pareço entender, sentir e seguir o enredo como num livro de aventura, seguindo as jornadas dos grandes sábios como sigo os grandes exploradores de novas terras e continentes. Eu estou feliz só porque aceito essa leitura como um medicamento.

Não é a leitura em si que me traz alegria, mas o processo que eu passo. Em primeiro lugar, eu sigo as ordens dos sábios, o que significa que me curvo diante deles. Em segundo lugar, eu ouvi dizer que isso traz satisfação e prazer ao Criador. Finalmente, eu me corrijo dessa forma e me aproximo do Criador!

Se você mergulha no texto, isso significa que você age em seu desejo de receber, tentando preenchê-lo de alguma forma com seu coração e mente egoísta. Assim, você rouba a intensidade do seu estudo, a intensidade do estado. No entanto, no final, as coisas vão se inverter e vai chegar um momento em que de repente você percebe que não tem nada. Esta tristeza egoísta vai fazer você entender que você tem estudado do jeito errado.

Esta abordagem não é 100% exata, pois como eu posso tentar entender com minha mente corpórea do que se trata O Livro do Zohar? Se você é um cientista, você estuda este mundo com as ferramentas que tem, com suas emoções e sua mente, tentando compreendê-lo em sua mente. É assim que a ciência funciona neste mundo, e é chamado de “razão”.

No entanto, o mundo espiritual está num nível diferente. É uma dimensão onde suas emoções e sua mente não têm controle de nada. Você não pode sequer imaginar como é. Trata-se de uma frequência totalmente diferente. É como se você recebesse uma frequência de 100 kHz enquanto alguém trabalha numa frequência de 100 MHz. Estas são frequências totalmente diferentes, uma é longa e a outra é curta. Elas não podem se comunicar, nem gerar quaisquer formas comuns.

Como você pode falar sobre um mundo que não consegue perceber? Ao que você pode se prender? A nada! No entanto, você recebeu livros que não entende. Você não vai entender nada, a menos que atinja o nível do livro. Este nível de qualidade é alcançado mudando todos os seus sentidos e sua mente. Tudo mudou em você, e você recebe novas emoções e mente, em vez das antigas. Antes você não tinha nenhuma conexão com o livro chamado “Torá”, exceto por sua qualidade única.

Da 2a parte da Lição Diária de Cabalá 02/07/13, O Zohar

Não Julgue Pelo Número De Páginas

Dr. Michael LaitmanTodos os livros de Cabalá são chamados de livros da Torá, já que foram escritos por pessoas que atingiram a espiritualidade e estão além da Machsom (barreira) que nos separa do mundo espiritual. A única coisa que você precisa desses livros é a qualidade única neles.

A qualidade única significa que todos os seus atributos atuais, suas emoções, sua mente, sua rapidez e sua inteligência, todos os seus atributos humanos, não têm nada a ver com a realização espiritual e, portanto, são inúteis aqui. Você pode ser o mais tolo ou mais inteligente, é totalmente irrelevante. Você pode estudar o dia todo como um tolo, sem entender uma palavra e nem sequer conhecer a língua em que foram escritos, não faz diferença, e é exatamente como saber o livro inteiro de cor.

Há apenas uma coisa que pode ajudá-lo: se você usar este livro como uma qualidade única. A qualidade única é a conexão especial que você pode estabelecer com estas páginas. No entanto, como você opera quaisquer forças através destas páginas? Você não sabe. É porque você não conhece a si mesmo. Você não sabe o que essas páginas são. Você não sabe o sistema superior. No entanto, no momento em que você percebe o texto como uma qualidade única, você opera um determinado sistema que desconhece.

Em seguida, o sistema começa a operar em você! No entanto, isso não tem nada a ver com suas emoções ou sua mente. Você pode rir ou chorar enquanto lê e isso não significa nada. Tudo o que você deve fazer é operar a qualidade única que está neste livro. É uma condição especial que conecta você a alguma força superior.

Você não sabe o que esta força significa, onde ela está escondida, ou como ela opera em você e o influencia. Você simplesmente a utiliza como uma qualidade única. Você não precisa saber nada, exceto o termo “qualidade única”.

Mesmo se você estude tudo o que está escrito aqui de cor, isso não vai lhe aproximar da espiritualidade. Pelo contrário, isso só vai empurrá-lo para trás. Como está escrito: “O ponto de vista dos proprietários é o oposto do ponto de vista da Torá”. Sabedoria sem intenção não ajuda a pessoa a avançar na espiritualidade, uma vez que não tem nenhuma qualidade única. Esta é a razão de não julgarmos pela quantidade de conhecimento, mas sim operamos “acima da razão”, tentando atrair a força que está acima de nossas emoções e nossa mente.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 02/07/13, O Zohar

O Condutor Do Meu “Burro”

O Criador guia o nosso “burro” (hamor – חמור), o que significa que ele gere a nossa matéria (homer – חומר) (que tem a mesma raiz em Hebraico), o nosso desejo, pela Luz que Reforma.

Desde o início da criação Ele desenvolve o desejo de receber como algo do nada, através das quatro fases de luz direta (a estrutura do primeiro HaVaYah) e assim por diante. A Luz sempre opera em todos os lugares, como é dito, “Eu sou o primeiro”, e ao mesmo tempo, “o fim do ato é o pensamento inicial,” para que o objetivo do nosso desenvolvimento é pré-determinado para fazer o ser criado independente.

O Criador fez o primeiro ato, que é de fato o único ato chamado “criação”. Ele tirou algo de si mesmo. É por isto que é chamado de Beria, criação, em hebraico, que significa bar – fora de si mesmo. Por outro lado, Ele trouxe o desejo para a perfeição e isto foi feito imediatamente.

Na perceção do ser criado, há todo um processo que tem de ser descoberto por ele mesmo: quem ele é, o que é ele, em relação a quem ele existe, e porque acontece desta forma. Ele tem que o aceitar com base na sua natureza.

O principal é que, como resultado de todos os sentimentos e esclarecimentos pelos quais ele passa, ele atinga um estado chamado de adesão, esta adesão é o resultado de saber, como é dito: “Conhece o teu Senhor.” Assim, o ser criado atinge o meio ponto, a Sefira de Keter (a Coroa Luminosa) ou a Sefira do conhecimento, que é a mente do superior.

Assim, realizamos diferentes ações, com o propósito de descobrir onde estamos realmente e em que estado. Os estados pelos quais passamos estão divididos em níveis dos mundos: este mundo, o mundo de Assiya, Yetzirah, Beria, Atzilut, e o mundo de Ein Sof (Infinito). Isto é o que chamamos aos estados que foram preparados para nós com antecedência durante, a descida do topo para baixo, até o momento em que nós sentimos que existimos e começamos a perguntarmo-nos: “O que vamos fazer agora, o que podemos fazer? Como podemos cumprir? O que é esperado? Como é que somos geridos e como nos conseguimos gerir a nós mesmos.”

Chega um momento em que eu me pergunto a mim mesmo: “Quem sou eu?” Eu vejo um tipo de realidade perante mim e o meu sentimento é dividido em dois:

• A interioridade, que é o sentimento do eu, do meu corpo, do meu desejo, etc.

• Fora de mim, que é são os estados/fases: imóvel, vegetal, animal, e expressivo (da fala), o mundo inteiro, e os diferentes sentimentos dos outros mundos que os cabalistas falam, que estão todos dentro de mim, no meu vaso espiritual, que eu tenho de unificar.

Então o que é que a força superior? Quem é o condutor do “burro”?

É óbvio que não podemos, falar de um modo abstrato sobre o Criador, sobre a Luz superior. Nós temos que O “vestir” de alguma forma que entendamos, e assim, em O Livro do Zohar no artigo “O Condutor Dos Burros”, Rabbi Shimon quer transmitir-nos os pontos pelos quais podemos apreender a força superior que orienta e gerência matéria. Nós, no entanto, temos que tentar e sentir isto, tanto quanto pudermos, tanto no nosso coração e na nossa mente, tanto quanto precisarmos.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 21/06/13, O Livro do Zohar – Intodução, “O Condutor Dos Burros”

Uma Chave Para Compreender O Zohar

Dr. Michael LaitmanSe quisermos entender O Livro do Zohar, temos que imaginar as relações entre nós: como a intensidade da conexão aumenta e diminui de acordo com nossas ações e esforços. A rede que nos une é descrita em detalhes no TES (Talmud Eser Sefirot): Keter, Hochma, Bina, Zeir Anpin e Malchut ou os Partzufim de Atik e Arich Anpin que é Keter, Abba e Ima, que é Hochma e Bina, e ZON, que é Zeir Anpin e Malchut.

Nós estamos ligados por esta rede, incluídos nela. Quanto mais clara esta rede se torna, mais alto podemos subir. Quanto menos clara ela se torna, mais baixo descemos. É assim como atuamos.

Assim, todo o nosso trabalho é evocar a conexão mais forte possível com as dez Sefirot em que existimos. Deste modo, cada um vai se ver como Malchut que opera todas estas dez Sefirot, até que todas elas assumam sua forma final, a forma do mundo de Ein Sof (Infinito).

Portanto, o TES, e especialmente O Livro do Zohar, foram escritos para nos incitar a ver que estamos em Malchut do sistema superior, do qual queremos evocar todo o sistema.

Nós somos parte de uma rede, e devemos estimular esta rede. Então, cada um será impressionado e sentirá o outro, e também será capaz de analisar e entender como operar todo este sistema.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 02/06/13, “O Livro do Zohar, Introdução”

Pertencer A Um Órgão Espiritual

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Um Discurso para a Conclusão do Zohar“: Nossos sábios disseram, “Faça um Rav para mesmo si e compre para si mesmo um amigo”. Isto significa que a pessoa pode criar um novo ambiente para si mesma. Este ambiente irá ajudá-la a obter a grandeza de seu Rav através do amor dos amigos que apreciam o Rav. Através da discussão dos amigos sobre a grandeza do Rav, cada um recebe a sensação de sua grandeza. Assim, a doação ao Rav se tornará recepção e motivação suficiente, de forma que levará a pessoa a se envolver em Torá e Mitzvot Lishma.

Eles disseram que, “A Torá é adquirida por quarenta e oito virtudes, ao servir os amigos e pelo rigor dos sábios”. Isto é assim porque além de servir o Rav, a pessoa precisa do rigor dos amigos, bem como da influência dos amigos, ou seja, que eles irão lhe afetar ao elevar a grandeza de seu Rav. Isto é assim porque obter a grandeza depende inteiramente do ambiente, e uma única pessoa não pode fazer nada com relação a isso.

Sem a pressão do grupo, sem sentir que o ambiente valoriza muito o mentor espiritual, a pessoa não pode estimá-lo. O egoísmo não lhe permite fazê-lo. É claro que aqui precisamos da ajuda da sociedade; só ela pode obrigar-nos a ter a atitude correta para com o professor, através do qual teremos ajuda de Cima.

O professor é um grau superior, e o grupo deve incutir na pessoa a importância deste grau superior. A diferença entre o mundo material e o espiritual é que basta que o aluno siga as instruções do professor, realize alguns trabalhos materiais juntamente com ele, e isso já vai conectá-lo ao professor, mesmo que ele não tenha atingido as mesmas propriedades espirituais. Uma ajuda simples é suficiente para fazer uma conexão com o grau superior e para começar a receber a Luz que Reforma.

No entanto, tudo isto é possível somente sob a condição de que a pessoa venere o professor. E isso está em desacordo com a natureza humana, e esta é a razão pela qual isso só pode ser conseguido devido à influência do ambiente. Quanto mais o ambiente venera o professor, mais fácil é para a pessoa curvar a cabeça diante dele e, portanto, receber ajuda de Cima, de acordo com a ordem dos graus espirituais.

As dez Sefirot do vaso de espiritual da pessoa são seus amigos, e a fonte superior da qual eles recebem a Luz é o professor. Assim, a pessoa sobe os degraus da escada.

Estar neste mundo imaginário nos dá uma oportunidade única, através da utilização de nosso desejo egoísta, para entrar em contacto com o grau espiritual superior e também para construir nossa união espiritual através da conexão material com os amigos. Caso contrário, não haveria nenhuma chance de conectar-se ao desejo de doação do fundo do nosso egoísmo.

É esta forma material e imaginária que nos permite usar nosso desejo egoísta para subir os graus espirituais com a ajuda de ações físicas. Isso acontece até o topo da escada espiritual: a mesma atitude permanece para com o grupo e o professor. Quanto mais a pessoa sobe, mais alto ou mais baixo sente a si mesma, dependendo do seu estado. Ela aprecia mais o grupo e ama os amigos, ou vice-versa, odeia-os mais. Da mesma forma, o professor parece-lhe mais insignificante, ou mais exaltado.

Esta conexão nunca é perdida. Não importa em que mundos os amigos e professores existem, neste mundo, ou se parte deles já entrou no outro mundo, ou seja, perdeu sua forma material. Em geral, sua conexão com os outros é preservada para sempre na estrutura da alma, como se eles pertencessem ao mesmo órgão espiritual.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 05/06/13

Roupas Para O Recém-Nascido No Mundo Espiritual

Dr. Michael LaitmanO Livro do Zohar – Introdução: “A Mãe Empresta Suas Roupas para Sua Filha”. A Mãe é Bina ou YESHSUT. Sua filha é Malchut. Malchut é o desejo de desfrutar, que não existe em Bina. Malchut só pode estar associada à Keter se recebe de Bina a tela e a Luz Refletida. Isso é chamado de “roupas”, a peça principal, a vestimenta de HASSADIM.

Esta é o princípio fundamental da sabedoria da Cabalá: como obter toda a abundância que o Criador quer tanto nos dar.

Todo o mundo espiritual é o sistema de relações entre os Partzufim superiores, de Malchut a Arich Anpin. Malchut do mundo de Atzilut é o contato com este mundo. Arich Anpin é a correção final (Gmar Tikkun). Assim, nós estamos nos movendo o tempo todo entre esses estados.

Malchut, situando-se no ponto do Parsa, deve mudar todas as suas vestimentas quando está localizada abaixo do Parsa, deixando apenas um ponto de si mesma, e, em vez disso, receber todas as vestimentas acima do Parsa. Isso se chama que ela avança pela fé acima da razão, a lealdade da alma, e nenhuma veste anterior permanece com ela – nenhuma mente, nenhum sentimento, nenhuma prova, nenhuma abordagem, nada do que lhe pertence abaixo do Parsa, nada do que é pessoalmente seu. Não existe “meu!”. Existe apenas um ponto que permanece incolor e sem forma. E tudo que eu recebo, eu recebo do que está acima do Parsa, e isso se torna o meu “eu”, a minha realidade.

Esta é a transição para o mundo espiritual: substituir tudo que existe sob o Parsa por tudo que existe acima dele. Nada do passado é deixado na pessoa – nenhuma memória, nenhuma prova, nenhuma razão, nem sentimentos.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 20/05/13, O Livro do Zohar – Introdução

Deixe O Zohar Agir Em Mim

Dr. Michael LaitmanPergunta: Você disse que, durante a leitura do Livro do Zohar, nós temos que deixar o livro agir em nós. Como devemos fazer isso?

Resposta: É através da simples leitura, na esperança de que ela vai me influenciar. Não é o livro que eu leio, mas um texto que foi escrito por Cabalistas que estão além da Machsom (barreira) e não apenas além da Machsom, mas em GAR (três Sefirot superiores) do mundo de Atzilut.

Eu me conecto a eles através dessas letras. Meu desejo de receber, minha mente e meu coração, de alguma forma estabelece uma conexão com o seu coração e mente. Sua mente e coração já estão em adesão com o Criador.

Assim, com a ajuda do livro, eu me conecto a força superior. Agora, tudo depende do que eu quero dele. Eu posso querer ganhar dinheiro no mercado de ações, graças à sua qualidade especial, ou melhorar a minha saúde, ou obter algum benefício para que eu me sinta bem. Se eu quiser que “minhas ações sejam como os feitos dos antepassados”, esta é realmente a intenção desejável.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 02/05/13, O Zohar

A Chave Para Alcançar O Livro Do Zohar

Pergunta: Qual é a diferença entre O Livro do Zohar e sua “Introdução”, que começámos a estudar?

Resposta: Na “Introdução“, há um extenso e proeminente comentário para as pessoas que querem conhecer O Livro do Zohar, mesmo que eles não tenham começado a alcançá-lo ainda. Em qualquer caso, esta “Introdução” avança uma pessoa. Se ele o estuda, mais tarde será capaz de continuar e estudar O Livro do Zohar, embora O Livro do Zohar seja muito mais difícil do que a “Introdução”.

Há maiores forças auxiliares na “Introdução”. A “Introdução” é construída de modo que uma pessoa que a estuda amolece e assume uma forma adequada para mergulhar na profundidade de O Livro do Zohar. A imagem de uma pessoa torna-se adaptável ao Livro do Zohar. É porque tudo exige uma preparação e a “Introdução” fornece-nos isso.

Estudei-a com Rabash, e ele disse que a “Introdução” inclui todo o Livro do Zohar. Iremos descobrir o que isto significa no futuro.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabala 01/05/13, O Livro do Zohar, Introdução “A Rosa”