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Portas Fechadas, Portas Abertas

Dr. Michael LaitmanO Livro do Zohar, VaYikahel [E Moisés Reuniu], item 131: Assim, o nome de doze letras agiu, baixando Malchut mais uma vez do local de Bina de Malchut de Assiya ao seu lugar no Sium de suas dez Sefirot, e Bina e TM subindo para o seu grau como no início, sobre o firmamento de Malchut.

E uma vez que Elias estava agarrado a esse Avir – Bina e TM que subiram – segue-se que ele elevou Elias com ele, sobre o firmamento de Malchut, por causa da equivalência”.

Quando nós engolimos, músculos circulares empurram o alimento para o estômago. Vasos em linha reta agem de forma semelhante: eles criam uma cadeia coerente de acordo com o princípio de causa e efeito: pressão – relaxamento, pressão – relaxamento. O mesmo mecanismo é usado na tecnologia, por exemplo, existem bombas que funcionam desta forma.

Digamos que eu entro em algum lugar e a porta se fecha atrás de mim (A). Como eu posso continuar mais à frente? Quando a porta se fecha atrás de mim, surge uma nova porta bem à minha frente (B). Até então eu não a tinha notado, mas, de repente, eu vejo uma nova porta. Mais uma vez a porta se abre e eu entro no próximo lugar, onde vejo a terceira porta, e assim por diante.

Esta é uma ordem rígida que funciona tanto na materialidade como na espiritualidade. As portas que abrem e fecham são “os firmamentos”. Ao atravessar etapas espirituais, Malchut se eleva continuamente à Bina e depois diminui de lá. O AHP também cai e se eleva uma e outra vez. Quando ele cai, ele nos “pega” e nos eleva a um nível superior onde o associamos com Galgalta ve Eynaim (GE).

No AHP, nós só nos anulamos, enquanto que no GE, nós nos transformamos em Hafetz Hesed da etapa atual que ocupamos. Não é apenas uma auto anulação, mas um pequeno estado “infantil”. Então, nós sentimos o AHP do Alto e nos auto anulamos diante dele. Em seguida, ele nos eleva e o ciclo se repete. É assim que, gradualmente, crescemos.

É óbvio que a nossa subida durante este processo é acompanhada por alterações qualitativas. Nós passamos pela concepção (Ibur), amamentação (Yenika), e a idade adulta (Mochin) cada uma das quais também é dividida em três fases correspondentes.

Neste caminho, nós passamos pelo despertar tanto acima como abaixo e através de algumas outras etapas. Da mesma forma, neste mundo nós vivemos de acordo com o calendário que não depende de nós. Nós ajustamos nossas vidas de acordo com dias, semanas, meses, anos, como se fôssemos encorajados “de Cima” a agir assim.

Da mesma forma, na espiritualidade nós à vezes devemos “cair no sono” ou agir de uma forma mais reservada e passiva. Depois, nós voltamos para um regime de “horas do dia” novamente. Para ser breve, há mais mudanças por lá do que nesta vida, incluindo as possibilidades de iniciativa pessoal, porque o “despertar de baixo” depende de nós.

Em geral, todo o nosso trabalho está se tornando semelhante ao Superior. Como podemos testar a nós mesmos? Nós só podemos fazer isso através da nossa capacidade de anexar vasos inferiores a nós. É por isso que se diz “Eu habito no meio do meu povo”. A revelação do Criador só é possível entre “o povo”, por meio dos outros, através de seus desejos quebrados, quando os aceitamos como nossos.

Como resultado, eles se tornam mais caros para nós do que os nossos próprios desejos, uma vez que pertencem às camadas mais profundas; e quando como resultado de nossos esforços eles se agarram a nós, nós vemos que a sua estrutura e Partzuf espiritual são muito mais importantes do que os que nós tínhamos anteriormente. Seus vasos parecem ser externos a nós, uma vez que foram lançados para longe de nós no momento da quebra. Os que estavam mais próximos de nós anteriormente agora parecem ser os mais distantes de nós.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 03/01/14, O Zohar

Unidade Multilíngue Do Zohar

Dr. Michael LaitmanO Livro do Zohar diz que seu objetivo é tirar todo o mundo do exílio e levar-nos à libertação. Curiosamente, quando nós estudávamos os textos Cabalísticos no passado, nós não nos sintonizávamos com o Livro de Zohar. Nós estudávamos O Estudo das Dez Sefirot, “O Livro da Vida”, “O Portão da Casa das Intenções”, artigos e cartas escritas por Cabalistas, enfim um monte de textos. Por outro lado, O Livro de Zohar era ótimo, mas nós não o sentíamos isso ou nos sentíamos particularmente preocupados com isso.

Não é por acaso! Diz-se que O Livro de Zohar se revelará à nossa geração, quando o processo de correção final começa. A humanidade passou por muito sofrimento antes de descobrir que existe O Livro de Zohar e que sua missão é nos ajudar; agora, não podemos permanecer sem ele.

Nós precisamos de um monte de tempo para nos desenvolver internamente e para sermos capazes de acessar O Livro. A pessoa vem para a sabedoria da Cabalá, explora várias fontes, e só depois descobre que O Livro de Zohar possui um enorme poder e possibilidades incomuns que vêm com diferentes esclarecimentos e são acompanhados por um novo substrato sensual e racional. O Zohar é um livro que engloba tudo o que existe. Não é uma descoberta fácil!

Muitos de nossos amigos dormem durante as aulas do Zohar, uma vez que não sentem qualquer ligação com ele. No decorrer do tempo, eles vão ser capazes de sentir nas linhas que eles leem várias formas de doação e recepção, a correlação das Luzes e vasos, e vão aprender a conectá-los: a linguagem Cabalística dos ramos, a linguagem da Tanakh e Agadá. Tudo de que O Livro de Zohar é composto deve ser considerado como um todo. Ele fala sobre os detalhes da percepção usando diferentes idiomas.

Nós podemos expressar várias noções em diferentes linguagens do mundo; no entanto, todas são sobre uma única sensação, um fenômeno. No Zohar muitas linguagens estão intimamente ligadas. Existem inúmeras maneiras de apresentar o material. O leitor deve ser educado e preparado, deve perceber a realidade que está descrita no Livro, não importa qual for a linguagem usada lá para representá-la.

Semelhante a quando nós usamos palavras de origem estrangeira em nosso discurso, há palavras gregas e latinas no Livro de Zohar. Naquela época, essas linguagens eram muito difundidas e comuns. Os autores do Livro do Zohar não foram de todo relutantes em usá-las. Eles poderiam ter usado valores de Gematria, equivalentes em hebraico ou aramaico, mas optaram por não fazê-lo.

Isso significa que se aprendermos pelo menos um pouco das linguagens que são usadas no Livro do Zohar, ou seja, se nos tornarmos mais conhecedores dos estilos e formas de apresentação dos materiais que são descritos no Livro, estaremos expostos a muitas sensações adicionais às anteriormente experimentadas. Vamos ver qual a causa do seu “multilinguismo”: cada palavra ou frase no Livro do Zohar, seja Gematria, a linguagem das Sefirot, os conceitos da Tanakh ou termos da Halachá (o corpo coletivo de leis religiosas judaicas), reflete a essência espiritual.

Quando eu ligo a estação de rádio da Halachá, eu escuto coisas que são muito claras para mim a partir da minha experiência anterior: a Halachá fala sobre a preparação de nossos vasos, desejos, sobre as maneiras de se trabalhar com desejos egoístas nos níveis inanimado, vegetal, animal e falante. Este trabalho é regulado por um conjunto de leis chamadas “Halachá“. Ele descreve um tratamento correto dos vasos, a ordem de sua correção, e maneiras de ascender ao nível falante.

Afinal de contas, este nível dá expressão a tudo. Nós trabalhamos internamente com os desejos inanimado, vegetal e animal, com os desejos que correspondem ao nosso nível e também com os desejos dos nossos próximos. É assim que ocorre a preparação de todos os quatro níveis. Este é o lugar de onde deriva a linguagem ampla e rica da Halachá; nenhuma outra linguagem é mais precisa do que a da Halachá.

No entanto, vamos voltar ao Livro do Zohar: os autores e leitores encontrar o som iridescente e multilíngue do livro habitual e claro. É semelhante ao uso de conhecidas palavras estrangeiras em nosso discurso. O hábito é tudo que existe.

Baal HaSulam escreve que a linguagem da Cabalá inclui tudo. Eu espero que em breve sejamos capazes de entender que O Livro de Zohar abrange todo o complexo de noções e linguagens, inclui todos os componentes que se possa imaginar, e oferece a “cura” para nós da melhor maneira possível.

Da 1ª parte das Lição Diária de Cabalá 08/01/14, Lição sobre o Tema “Preparação para a Convenção”

O Despertar Da Manhã

Dr. Michael Laitman“Introdução ao Livro do Zohar“, Artigo, “A Torá e Oração”, item 183: E na manhã, quando ele se levanta de sua cama, ele deve abençoar seu Mestre, andar em Sua casa e se curvar diante do Seu salão com muito medo. Então, ele deve realizar a sua oração…

É claro que isso não está falando sobre o corpo físico despertando do sono. Manhã é o estado quando um novo espírito atinge a pessoa a partir da integração no grupo, a partir do estudo, dos workshops e da conexão com os outros. Ela não tem outra maneira de receber a força espiritual, exceto através do ambiente. Se ela tenta ir mais fundo no grupo e estar integrada com os amigos, ela pode extrair força de lá.

E este grupo pode ser pequeno desde o início. Ou seja, eles não precisam ter revelado todas as forças espirituais, isso não importa. Se a pessoa sabe como entrar e estar integrada com eles, ela vai receber o poder para o avanço, como no exemplo bem conhecido do Rabi Yossi ben Kisma.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 20/01/14, Escritos do Baal HaSulam

A Chave Para A Doçura

Dr. Michael LaitmanO Livro do Zohar, “Dois Pontos”, Item 121: …Assim, as fechaduras, as portas e os salões são três formas que surgem em nossa substância, o desejo de receber em nós. Antes de transformá-la em “recepção a fim de doar” ao nosso Criador, essa substância transforma a Luz em escuridão, e o doce em amargo, de acordo com o nosso gosto…

Na verdade, é a nossa intenção a fim de receber que transforma a doçura em amargura e nós sentimos amargo. Quando nós corrigimos a intenção, o amargo se torna doce. Isso significa que tudo depende da equivalência de forma entre nós e o que vem do Alto. Na medida em que temos a intenção a fim de doar, tudo pode ser sentido como doce e, acima de tudo, esta intenção é sentida como amarga já que eu não tenho nada para adoçá-la.

A intenção é que torna tudo amargo ou doce. Não há nada, exceto a intenção, e nós não precisamos trabalhar com nada, exceto a intenção. Deixe em paz seus desejos e atributos, eles não importam. Nós já sabemos pela nossa experiência que uma pessoa permanece com aquilo que ela nasce. Nada muda nela, exceto uma coisa. Portanto, só se preocupe com a intenção, com a sua atitude para com o Criador.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 13/01/14, Escritos do Baal HaSulam, “Introdução ao Livro do Zohar“

Quando Os Portões Se Abrem…

Dr. Michael LaitmanO Livro do Zohar, “Dois Pontos”, item 120: No final de todos os portões, Ele fez um portão com vários cadeados. Esse portão é chamado de Malchut de Malchut, o ponto final de todos os portões superiores. Este último portão é o primeiro portão para Hochma [sabedoria] superior. Ou seja, só é possível ser recompensado com Hochma superior após a conquista deste último portão especificamente, quanto à conquista da Hochma superior, que é o primeiro portão. É por isso que está escrito: “O temor do Senhor é o princípio da sabedoria”, pois “Temor do Senhor” é chamado de último portão, que é o primeiro lugar para a sabedoria do Senhor.

Comentário: É como se os portões estivessem dispostos um após o outro, para que possamos entrar neles, mas eles parecem bloquear a entrada. Portanto, verifica-se que existe um bloqueio quando se quer entrar.

Resposta: Claro. Entrar significa que a pessoa se encontra num determinado estado. Como você avança de um estado para outro? Ao abrir outra parte do desejo de receber e corrigindo-o com a intenção a fim de doar, e assim, através de todos os portões.

Assim, cada portão é o aumento do desejo e sua correção. Portões, fechaduras e aberturas são todos destinados para que a pessoa suba de um nível para o outro, mas sem portões, não haveria mudança de estados. O portão não é apenas uma entrada fechada que foi bloqueada. Você não vai sentir nada se não passar pelo portão, se não adquirir Aviut (espessura) e sua correção, e adaptar-se a esse estado que é chamado de um portão.

Não há nada após o portão na espiritualidade. Não é apenas o próximo portão. Cada passo é o próximo portão. Não há nenhum portão que se abre amplamente e por trás do qual existe uma grande cidade, e , em seguida, o próximo portão atrás do qual há um campo , e, em seguida, um outro portão e outro. Existem apenas portões que vêm um após o outro.

Pergunta: Então para onde eles levam para se não há nada por trás deles?

Resposta: Há tudo no portão, tanto o sentimento como a realização. Tudo começa e termina no portão. O que você precisa além dos portões, se você está avançando no sentido de se identificar com o Criador? O que mais está faltando, exceto os portões? Afinal, cada portão leva você para o que você tem que ser. Na verdade, todo o HaVaYaH é um portão atrás do outro, dez Sefirot. Depois, há mais dez Sefirot, e outras dez, etc.

Às vezes nós dizemos que apenas uma entrada é chamada de portão e, assim, a pessoa se desenvolve a partir dele, mas este desenvolvimento também pertence aos portões.

Pergunta: O que você sente quando chega a um portão ?

Resposta: Você sente um caminho bloqueado.

Pergunta: E como você abre o portão?

Resposta: Você abre o portão ao aceitar primeiro este bloqueio, ao aceitar o fato de que o caminho está bloqueado. Você aceita esta auto anulação e o temor do Criador, e assim em cada nível, até que este portão se torne uma entrada. Caso contrário, ele não vai se tornar uma entrada. O portão deve se abrir, e quando você passa pelo portão, isso significa que você aceita todo o Aviut corretamente, e neste novo Aviut, você vê um mundo novo.

Pergunta: O que significa que você aceita que o caminho está oculto?

Resposta: Aceitar que tudo é para o nosso benefício. É também um processo de aceitar e ser grato por isso.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 13/01/14, Escritos do Baal HaSulam

Desconforto Como Motor Do Desenvolvimento

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Introdução ao Livro do Zohar“, Item 21:  Mas, como já dissemos, toda a substância da criação, tanto a substância dos objetos espirituais como a substância dos objetos corpóreos, não é nada mais nada menos do que o desejo de receber.

Estudando a realidade, vemos que todos os elementos tendem a atrair tudo o que é útil e rejeitar tudo o que é prejudicial. Este é o desejo de receber agindo desta forma em todos os níveis, começando a partir das partículas elementares e moléculas. Tudo se inclina para o mais conveniente de todos os estados possíveis.

No mundo à nossa volta, nós observamos várias formas do desejo de receber perseguindo tudo em seu próprio benefício a cada momento. A pedra que foi lançada cai, a água flui para baixo, o vento equilibra a pressão, todos alcançando assim o estado de repouso.

Cada partícula do universo, cada conjunto de partículas, tudo nos níveis inanimado, vegetal e animal da natureza, assim como as pessoas, todo este sistema integral e cada uma de suas partes, deseja chegar ao seu estado mais confortável.

Esse é o objetivo do desejo de receber. Todo mundo sempre escolhe o bem maior ou o menor de dois males. No entanto, na natureza, em seus três primeiros níveis, que provêm da raiz, essa lei se manifesta instintivamente, e o quarto nível é caracterizado por suas próprias iniciativas específicas.

Em suas três primeiras fases, o desejo também se desenvolve instintivamente de uma maneira diferente, sem livre arbítrio, mas por sensações. Sem escolher, o desejo ainda se esforça para frente, embarca numa busca, incentiva a ciência, a educação, a indústria, o comércio, etc. Hoje, ele entra na quarta fase, o que torna o nosso tempo tão especial.

Assim, nós vemos apenas o desejo de receber, em sua espessura, em seções ao longo dos eixos, ao longo de sua história. Não há nada, exceto o desejo e sua ação. No entanto, como regra, não fazemos perguntas sobre o desejo de receber, não vamos aos princípios de suas ações. Nós só queremos desfrutar. Por que uma pessoa investigaria as causas, mecanismos e consequências? O principal é o prazer como ele é.

No entanto, quando o prazer desaparece, quando ele está fora de alcance, quando os problemas e sofrimento surgem, nós somos forçados a começar a estudar: “Por que nos sentimos mal? O que podemos fazer? Como podemos desfrutar?” Em desespero, a mente começa a agir e procura uma solução. Diz-se: “Um monte de sabedoria – muitas dores”. Por outro lado, não podemos obter conhecimento sem essas dores.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 12/01/14, Escritos do Baal HaSulam

Sem Mais Delongas

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Introdução ao Livro do Zohar“, Item 21: Não seja desviado pelos filósofos que dizem que a própria essência da alma é a substância intelectual, e que ela só existe através dos conceitos que ela aprende, que ela cresce com eles, e que eles são a sua própria essência.

De acordo com os filósofos, vendo apenas este mundo, nós também alcançamos algo espiritual. Com base no que eles pensam assim? Com base no raciocínio. Eles não sabem e não estudam a natureza, mas só a escolástica de sua própria mente, e é por isso que, obviamente, não têm conhecimento real. Sua esfera é fantasia, sem base em qualquer estudo empírico e dentro dos limites da teorização.

Assim, a visão filosófica da alma humana é: “Se refletirmos e debatermos sobre a alma, teremos contato com ela”.

Por outro lado, os Cabalistas explicam que tudo isso é uma grande mentira. Ninguém no mundo tem uma alma. A fim de obter a alma, é preciso obter a qualidade de doação que está acima do nosso desejo, acima da nossa natureza. Aquele que alcançou isso tem uma alma e quem não alcançou não tem.

Nós ainda devemos descobrir o que é a existência atual que chamamos de “vida”. De qualquer maneira, não há conexão entre os nossos desejos atuais e a alma. Afinal de contas, a alma é o desejo de doar, e não pode se relacionar conosco. Em nossa percepção, nós temos que separar estas duas partes por um verdadeiro “muro de ferro”.

Ou tudo numa pessoa é baseado nos desejos terrenos, “animais”, ou ela está do outro lado e os governa. Neste caso, todas as suas ações não são comparáveis ​​com o seu desejo de doar, com a possibilidade de doação. Esse desejo, essa ação, é chamada de alma, que cresce subindo-se os 125 degraus da escada espiritual.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 12/01/14, Escritos do Baal HaSulam

Desintegração E Renascimento

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Introdução ao Livro do Zohar“, Item 14:  Mesmo as almas dos justos não serão capazes de se alegrar no Jardim do Éden após a sua morte, mas só depois que seus corpos apodrecerem no pó.

O corpo é o desejo de receber e deve desintegrar-se e perder sua forma atual. Hoje ele é totalmente corrompido pela intenção egoísta “a fim de receber”, e por isso tem que morrer, para se livrar da forma “a fim de receber”, apodrecer e se desintegrar.

Até agora, a atração cruel aos prazeres manteve o desejo de desfrutar o mais unido possível. O corpo é feito de muitos desejos de receber que, juntos, formam uma “gangue” que está fortemente conectada a um corpo e que é totalmente apenas a fim de receber. Ele aspira a vencer o Criador, a usá-Lo até o final e se beneficiar Dele, tanto quanto possível.

Portanto, este corpo corrompido tem que morrer e determinar que este estado é a morte, mas isso não é suficiente. Ele tem que apodrecer de maneira que todas as partes do “grupo” irão se desintegrar, ser separadas e apodrecer no solo. Esta é a correção fundamental, a desintegração do corpo em partes separadas, em pequenos grãos do desejo anterior que deve ser totalmente inertes e vazios. Eles chegam a um estado de pó, o que significa que não há mais nada de sua forma anterior corrupta.

Assim, o desejo desce através dos mundos de ABYA de impureza ao longo da linha esquerda até o nível zero, para completar a desintegração, e, depois começa a adquirir a forma dos mundos de ABYA de santidade, ou seja, a intenção “a fim de doar”. Agora todas as partes se conectam para doar aos outros e não para receber. Este já é o momento da correção.

Assim, o corpo tem que morrer e estar totalmente desconectado da inclinação “a fim de receber”, o que significa se restringir do “a fim de receber” e, em seguida, apodrecer em pequenas partículas de pó, que é o último nível após o fogo, a água e o vento, apodrecer completamente, e depois reunir e juntar novamente essas partículas, mas com a intenção “a fim de doar”.

Onde ele pode encontrar essa intenção? Da Luz Superior, o Criador mostra Sua forma, se você quiser se assemelhar a Ele. Como um convidado, tudo que você precisa fazer é pedir, e o anfitrião vai fazer o que você precisa. Ele não vai impor a Sua doação a você, Ele vai ser atencioso com o seu estado e vai acrescentar Sua forma aos poucos, e assim você vai adquirir Sua forma e ao mesmo tempo receber satisfação. Mas será Sua satisfação agora e não a satisfação que você tinha antes. Você vai sentir o que o Criador sente. Isto é o que Ele quer que você sinta, o que é chamado de fazer o bem aos Seus seres criados.

Mas você deve ser incorporado com estas duas partes opostas, a positiva e a negativa. Caso contrário, você não vai ser um verdadeiro ser criado. Você tem que ter algo que o Criador não tem para existir de forma independente, e, ao mesmo tempo, deve ser como ele. É como se o Criador duplicasse a Si mesmo, mas essa duplicação tem que ser independente, uma vez que sua forma interna é “a fim de receber”, mas a intenção “a fim de doar” está vestida em seu lado externo. Embora possa parecer muito simples, na verdade é uma invenção genial.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 03/01/14, Escritos do Baal HaSulam

O Triângulo De Subida

Dr. Michael LaitmanO Livro do Zohar, “VaYikahel“, item 131: Isto é assim porque após a separação ZA foi estabelecido como inteiramente Hassadim, na linha direita, e Malchut como todas Gevurot, na linha esquerda. Portanto, eles são dispostos como em duas linhas, a direita e esquerda de Bina, até ZA subir na linha do meio e estabelecer a paz entre eles, unindo-os um com o outro.

Disto depende a nossa subida, na medida em que possamos atribuir tudo, todas as razões, a uma causa, a um estado, à linha do meio. A linha do meio não é encontrada na natureza; ela vem da Luz que Reforma.

Se nós tentamos estabelecer a linha do meio por nós mesmos, a linha esquerda é revelada em contraste com isso, como se diz: “Aquele que é maior do que seu amigo (na linha direita), seu desejo é ainda maior (do que a linha à esquerda)”. Então, as duas linhas convergem para a linha do meio, e nós subimos.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 25/12/13, Escritos do Baal HaSulam

Degraus Para O Zohar

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, Artigo, ““Um Discurso para a Conclusão do Zohar“: Nós podemos ver que todas as interpretações do Livro do Zohar anteriores a nós não esclareceram nem dez por cento das partes difíceis no Zohar. E, no pouco que esclareceram, suas palavras são quase tão vagas quanto as palavras do Zohar em si.

Como o Baal HaSulam escreve na “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot“, no parágrafo 155, que os livros de Cabalá foram escritos para aqueles que já alcançaram a realização espiritual ou desejam adquiri-la. Para essas pessoas, esses livros são como um meio para o avanço; é possível atrair a Luz que Corrige com eles.

Então, por que as interpretações e explicações importam para nós? Por que o Baal HaSulam escreveu o Comentário Sulam para O Livro do Zohar?

O Comentário Sulam nos ajuda a subir até o texto do Livro do Zohar, a fim de usá-lo e obter a Luz que Reforma de lá. Primeiro é necessário abordar, se aproximar, subir até este livro, e assim você se beneficia, desfruta e recebe dele a Luz que Reforma. Depois disso eu subo novamente, me aproximo, e novamente recebo a Luz que Corrige dele. É assim que acontece em todos os 125 níveis.

Isto é, há 125 níveis no Livro do Zohar, e o Comentário Sulam também tem 125 níveis que me permitem subir ao nível do Livro do Zohar e usá-lo de acordo com a sua missão, para atrair a Luz que Corrige e me corrigir. É como se eu estivesse subindo uma escada numa biblioteca, indo de camada em camada, recebendo cada vez uma nova edição do mesmo livro.

Consequentemente, o Comentário Sulam não é apenas uma explicação do livro. Daí o nome, porque “Sulam” significa escada. Portanto, ao me envolver com o Livro do Zohar e este comentário juntos, eu posso usar a linguagem da Cabalá e a linguagem do Midrash, “a linguagem dos ramos”, que me permitem chegar perto do texto e ansiar ativar o que ele descreve lá e alcançar o que está latente lá.

Eu não imagino um Jardim do Éden com almas flutuando, mas sei que ele está falando do meu mundo interior, de como estou ligado a um grupo, como descrevo para mim mesmo a imagem do estado espiritual que surge dentro do meu desejo de receber através da rejeição e redução da Luz refletida.

Portanto, o livro deve nos preparar para a compreensão correta do que eles escreveram. E desde o início ficou claro que O Livro do Zohar não só deveria ser ocultado até o nosso dia, mas também tinha que receber um complemento que tornasse possível para a nossa geração usá-lo, a fim de extrair a Luz que Corrige dele.

Sem o Comentário Sulam não teríamos a possibilidade de extrair a Luz que Reforma deste livro. De fato, por mil anos após a descoberta do Livro do Zohar não podíamos realmente usá-lo até que o tempo chegasse para apresentá-lo ao povo. Assim, o Baal HaSulam veio e deu seu Comentário para ele, que é usado como uma “escada”, através da qual temos a possibilidade de subir a todos os níveis dos 125 níveis da realização espiritual.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 23/12/13, Escritos do Baal HaSulam