Textos com a Tag 'Zohar'

O Mais Importante É Encontrado No Final

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Introdução ao Livro do Zohar“, Item 64: …no que diz respeito à sabedoria da Torá, ela é cada vez mais revelada nas últimas gerações. Isto é assim pela razão já mencionada, de que a medida global é completada especificamente por estas últimas. É por isso que as Luzes mais completas são estendidas a elas, embora sua própria essência seja muito pior.

Isso decorre da ordem inversa entre vasos e Luzes. Quanto mais puros e refinados são os vasos, menos Luz há neles, embora estes vasos sejam expressos e corrigidos pelos vasos que os precedem. Inversamente, quanto maior e mais profunda a “espessura” dos vasos, mais difícil é para corrigi-los. Em contraste com isto, as Luzes neles são maiores e são reveladas por meio de sua correção.

Estas luzes são especificamente vestidas nos vasos mais finos e refinados, sendo que as Luzes são implantados na ordem de NRNHY, enquanto que a ordem da correção do vaso é KHB ZON. Em outras palavras, os vasos são revelados de Keter à Malchut, do mais alto ao mais baixo, enquanto que com as Luzes é o oposto, de Nefesh à Yechida, da menor a maior. Elas estão ligadas entre si em tal sequência.

Este princípio não é simples e nos confunde, e é muito difícil para a nossa compreensão das relações recíprocas dentro do sistema em geral, em todos os mundos e entre os mundos. Às vezes nós precisamos simplesmente aceitar isso como uma regra geral, como uma lei, até que isso gradualmente “se resolva” e seja integrado com novos vasos internos. E só depois que a pessoa sente a essência é que ela começa a entender isso. No início, o sentimento vem dentro dos vasos corrigido para um determinado grau; depois disso, vem o entendimento. Assim, o intelecto sempre segue o sentimento.

As pessoas que não estão ligadas à essência interior da Torá e são guiadas por seu intelecto externo não entendem este princípio e, portanto, não veem a singularidade de nosso tempo e geração. Elas estão familiarizadas com o processo de deterioração geral; entretanto, junto com isso, elas se abstêm da responsabilidade de corrigir o mundo. Elas supõem que: “Se nós já nos deterioramos tanto, então tudo o que nos resta é apenas a esperança para a vinda do Messias”.

No entanto, isso não está certo. A nossa geração é a mais importante para a meta geral. E mesmo que sejamos dobrados pelo pesado fardo do nosso ego, o objetivo é que vamos trabalhar nele e não vamos nos livrar dele. Através de um trabalho como esse, nós atraímos Luzes muito grandes pelas maiores almas que estão começando a corrigir a humanidade, e essas almas são Adão, Abraão, e assim por diante. E recebemos uma Luz fina e pequena de acordo com o nosso lugar no sistema geral, e nós avançamos neste caminho até chegarmos às dez Sefirot completas de toda a criação.

Então, na verdade, nós chegamos a atingir e entender o difícil trabalho que realizamos. Mesmo se estivéssemos prestes a cometer um erro e ser confundidos, apesar de não conseguirmos resolver e interpretar, mesmo que tenhamos errado e violado, isso não é importante. Caso contrário, é impossível. No final, tudo vai chegar a análise correta, ao relato verdadeiro, e só então, no mais alto nível, nós podemos avaliar corretamente o nosso estado e discernir o seu significado. Nesse meio tempo, cabe a nós continuar com “fé acima da razão” e acreditar no Baal HaSulam que escreveu que as primeiras gerações foram significativas por causa de seus desejos refinados, enquanto nós somos significativos por causa de nossa “espessura”.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 27/02/14, Escritos do Baal HaSulam

Uma Geração Sem Fontes

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Introdução ao Livro do Zohar“, Artigo 63: ….esta é a regra em todos os Partzufim (plural para Partzuf) dos mundos e das almas, que o mais puro é o primeiro a ser escolhido no Partzuf.  Portanto, os Kelim mais puros, HBD, foram escolhidos primeiro no mundo e nas almas.

Assim, as almas nos dois primeiros milênios eram muito superiores. No entanto, elas não podiam receber a medida completa da Luz, devido à falta das partes mais inferiores do mundo e em si mesmas, que são HGT NHYM.

Baal HaSulam explica o declínio gradual das gerações. Como resultado disso, nossa geração é a mais inferior e desceu até o fundo.

Hoje nós não sabemos de onde viemos, para onde vamos e por quê. Nós não conhecemos nossa raiz ou o nosso propósito, ou o que precisamos fazer em nossas vidas. Nós não temos qualquer conexão com as fontes; basicamente, nós não temos noção do que significa a Torá e as Mitzvot em seu sentido verdadeiro e interior.

Para que e por que estamos vivos? Qual é a razão das nossas vidas? Tudo isso é desconhecido para nós. Não há mais nenhum dos grandes Cabalistas que possa nos levar como pastores, guias. Mas o principal é que a conexão com a fonte, com os fundamentos da nação, está perdido, desapareceu. Portanto, nós nos encontramos na escuridão total.

Não é por acaso que nos encontramos nesta escuridão. Isso ocorre porque a revelação do Criador à criatura, do começo ao fim, é dividida em seis mil níveis que são chamados de “seis mil anos”.

Nós começamos a contar estes níveis a partir da primeira revelação do Criador à criatura, que se chama, Adam HaRishon. Este foi o primeiro ser humano que descobriu o Criador; este foi o primeiro Reshimo a ser realizado, ou seja, que se corrigiu. Além disso, dele até o último Reshimo que deve se corrigir, seis mil níveis devem ser percorridos, que são divididos em três períodos de dois mil anos cada: HBD, HGT, NHY.

Disso, é compreensível para nós que o declínio das gerações não é derivado da culpa de ninguém. Desde o início, nós tivemos que descer ao estado atual, até a nossa vida atual. Precisamente dessa vida miserável, do abismo profundo, nós podemos começar a subida até o cume. Então, vamos entender o quão grande é a diferença entre o vaso e a Luz, e graças a isso, podemos realmente apreciar o Criador.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 25/02/14, Escritos do Baal HaSulam

O Que Devemos Esperar Ao Estudar O Livro Do Zohar?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Qual é a intenção correta que devemos ter quando abrimos o Livro do Zohar?

Resposta: O Livro do Zohar foi escrito como resultado da conexão entre as almas e por isso opera e nos influencia no caminho certo se nos conectarmos. Mesmo se eu o leio por mim mesmo, ele vai me afetar ao me empurrar à conexão. Mas é impossível compreender este livro, a menos que você esteja conectado com outras pessoas.

Não é apenas uma compreensão intelectual, mas uma revelação. Eu sinto como eu supero o meu ego e começo a sentir os outros em minha conexão com eles. Eu sinto novos poderes e novos atributos na conexão com os outros, e por isso descubro o mundo superior.

O Livro do Zohar me dá a sensação dos outros, revelando um campo de força de amor e doação entre nós que é o mundo espiritual. Este é o resultado certo que devemos esperar ao estudar O Livro do Zohar.

Da Semana Mundial do Zohar “Convenção Mundial do Zohar”, Dia Um 05/02/14, Lição 1

Precisamos De Todos

Pergunta: Sinto que todo mundo já está unido e conectado, todavia, eu não tive, de forma alguma, sucesso em alcançar isto. Como é possível, a partir desse vazio, que eu possa pedir para os amigos e o que exatamente eu preciso solicitar?

Resposta: Sem a sua participação ativa, não alcançamos nada. Você precisa perguntar com todos os tipos de palavras, para ser incluído junto com a gente no sistema coletivo. E nós precisamos mostrar que sem você nós não atingiremos essa harmonia, que é imperativo, para descobrirmos o Criador. Se o Criador escolhe uma determinada quantidade de pessoas, para participar do vaso coletivo, dentro do qual Ele quer ser descoberto, então temos que fazer isto.

O sistema espiritual é construído de acordo com o princípio da aceitação mútua e equilíbrio, que flui para o fim da correção. Há, nisto, todos os tipos de componentes, que completam o sistema. Mas, apesar de tudo isso, se a pessoa está ligada a nós, de alguma forma, então devemos mostrar a ela que sem a participação ativa de sua parte, não podemos alcançar qualquer coisa, precisamos dela.

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Da Semana Mundial do Zohar “Convenção de Educação Integral” Terceiro Dia 4/2/14, Workshop 5

“Noé Andava Com Deus”

Dr. Michael LaitmanO Livro do Zohar, Introdução, “O Segundo Mandamento”, Item 198: Diz-se: “Noé andava com Deus, na medida em que Noé devia ser cuidado e apoiado, uma vez que era apoiado pela grande abundância que o Criador doou a ele“.

Noé (Noah) se refere ao amor condicional. Quanto mais o Criador doa a ele, mais dependente ele se sente com relação ao Criador. Embora Noé esteja ciente de todo o bem que recebe do Criador e se sinta grato, ainda é um nível de amor incompleto.

Já é uma realização espiritual, já que eu recebo do Criador, entendo e sei disso. Diz-se: “Noé andava com Deus”, o que significa que ele entende e está ciente do seu estado, mas não pode subir acima dele e ser livre da dependência de recebê-lo. Ele está ciente disso, visto que no momento em que recebe algo ruim, seu amor diminui.

Uma pessoa não pode fazer nada por si mesma: no momento em que recebe um golpe, ela foge do Criador, e quando recebe algo doce, ela se aproxima. Mas ela não pode parar de fazer qualquer outro movimento para frente ou para trás. Ela é simplesmente incapaz disso, uma vez que esta é uma reação natural do seu corpo. Ela não pode colocar a mão no fogo, pois irá retirá-la imediatamente por causa da dor. Uma pessoa não pode fazer esforços que estão além de sua natureza.

Noé é o nível de reconhecimento do amor condicional. Uma pessoa que chega a esse nível atinge o nível de Noé. Não devemos subestimá-lo, já que é um nível muito alto. Diz-se: “Noé andava com Deus”. Embora Abraão não precisasse de apoio, como se diz, “ande em minha presença e seja justo”, uma vez que andar em minha presença significa sem apoio, mas em minha presença, embora você não saiba se eu vou segui-lo para apoiá-lo. Este é o amor completo, o grande amor. Apesar de eu não lhe dar nada, o seu amor ainda será completo, “para se aderir a Mim em seu coração e alma”.

Abraão alcançou o nível de Bina, a fé, a força de doação. Isso significa que não depende de quanto ele recebe ou não recebe. Há também a questão do que vai acontecer se ele receber algo negativo? Será que ele vai continuar a amar o doador assim como fez quando recebeu algo bom Dele? Mas pelo menos o seu amor não depende da quantidade de bondade que ele recebe.

A Luz Superior já afeta a pessoa de tal forma que a sustenta num nível em que ela valoriza o próprio Criador, o atributo de amor e doação, e não o benefício que ela recebe dele. Isto significa que a pessoa se divide em duas partes. A primeira parte é o burro nela (sua matéria), que desfruta mais ou menos, ou não desfruta nada. A outra parte é o ser humano nela, o nível de sua semelhança com o Criador, que é determinado pelo quanto ela valoriza os atributos sublimes, a Divindade, o amor, a doação, algo acima de seus interesses corpóreos egoístas.

Abraão já está dividido em duas partes e estas não dependem da quantidade de prazer que ele recebe. Isso não afeta o seu apreço pelo Criador, o seu amor do atributo de amor e doação, de forma alguma.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 10/01/14, Escritos do Baal HaSulam, “Introdução ao Livro do Zohar“

O Livro Do Zohar: Essa É A Nossa Árvore Da Vida

Dr. Michael Laitman“O Zohar deveria ser ocultado no futuro… até que a última geração viesse no fim dos dias, quando então ele seria revelado.” – Rabino Isaías HaLevi Horowitz, o Santo Shlah.

Muitos Cabalistas falaram sobre a anulação da proibição de estudar a sabedoria da Cabalá: o grande cabalista da Idade Média, Avraham Azulai, bem como o Ari e todos os Cabalistas ligados a ele – o Ramak, o Ramchal, o rabino Chaim Vital. O Ari foi o Cabalista que fez uma ruptura com todo o processo do exílio e encerrou-o. E a partir dele, a Era do Messias começou.

Mas este era para ser um período completo que se desenvolveria gradualmente de acordo com os níveis de 0-1-2-3, e hoje nós já estamos entrando no último nível, o nível 4, que pertence à Era do Messias. Portanto, o mundo inteiro está em queda, enquanto a Cabalá está começando a ser revelada mais e mais.

Até a época do Ari, O Livro do Zohar estava oculto. Ele foi revelado um pouco pelo rabino Moshe de Leon, mas apenas através do Ari nós merecemos ver o que está escrito nele. Portanto, nós contamos a Era do Messias a partir dos dias do Ari em diante.

“Messias” significa que através do nosso trabalho em atrair (Limshoh) a Luz que Reforma, nós podemos fazer um “Itaruta de Letata” (despertar de baixo), expressando o nosso desejo que nos elevará a todos os níveis e irá atrair a Luz até nos que corrigirá as relações entre nós. Então, nós sentiremos que já não estamos neste mundo; em vez disso, nós realmente entramos no mundo superior. Tudo isso é esclarecido por meio da conexão entre nós. Se essa conexão é integrada, transformando-se corretamente, dessa forma nós começamos a nos sentir no mundo superior e a subir cada vez mais através dos 125 níveis.

“E porque no futuro Israel vai provar da Árvore da Vida, que é este Livro do Zohar, eles vão deixar o exílio com misericórdia”. O Livro do Zohar, “Naso“, seção 90.

Se nós estivermos séria e diligentemente envolvidos com O Livro do Zohar, então certamente vamos deixar o exílio com misericórdia. E se não, vai acontecer como está escrito: “Eu colocarei sobre vocês um rei como Hamã, e contra a sua vontade ele os devolverá à correção”. Em outras palavras, nós temos a possibilidade de sair do exílio de uma forma boa, pelo caminho da Torá, através da Luz que Reforma, que é projetada exclusivamente para a correção da inclinação ao mal. Se soubermos como nos envolver corretamente com o Livro do Zohar, vamos atrair a Luz que Reforma sobre nós e vamos deixar o exílio, ou seja, o ódio sem causa e a sensação temporária de uma existência miserável neste mundo. Tudo vai ser alterado de acordo com a conexão entre nós.

Nós podemos fazer a mesma mudança através do caminho do sofrimento, que é realmente um caminho muito difícil e longo. Mas através da Luz que evocamos, nós avançamos numa forma muito curta, fácil e agradável.

Da Semana Mundial do Zohar “Convenção Mundial do Zohar” Dia Um 04/02/14, Lição 1

+125 Graus De Acordo Com O Zohar

Dr. Michael LaitmanMuito tem sido dito sobre O Livro do Zohar ultimamente, mas ainda é como uma gota no oceano, pois como pode a fonte de nossa vida espiritual, a força que sustenta toda a realidade, a expressão e a revelação do Criador às criaturas, que O Livro do Zohar é, ser descrita em palavras? Como pode toda a abundância, toda a Luz Superior que deve ser transmitida a toda a criação, através deste livro, tudo de Malchut do Infinito, toda a alma geral, a fim de corrigir e preenchê-la, ser descrita em palavras?

O Livro do Zohar é realmente um sistema que une o Criador a todas as criaturas, e assim não temos palavras para expressar o louvor e o respeito que temos por ele. Como pequenos seres humanos como nós podem possivelmente falar sobre esse imenso sistema de mundos que cuida de nós profundamente nas profundezas desta matéria?

Mas é precisamente quando entramos em contato com este imenso sistema chamado O Livro de Zohar que recebemos um despertar, sentimos ansiedade por entrar em contato com algo que é muito grande, uma excepcional fonte que é forte, poderosa e especial. Se nos adaptarmos a este sistema, a este mecanismo, a este livro, mesmo um pouco, tanto quanto pudermos, seremos recompensados com certo nível de contato com ele, e através deste contato, seremos recompensados ​​com a Luz que nos corrige, com um medicamento que irá nos curar com a poção da vida.

Para estar de acordo com O Livro do Zohar, nós precisamos nos conectar numa só pessoa. Esta é a primeira condição, mas apenas se estivermos focados no Criador. Se isso não for feito, não estaremos organizados como um, já que precisamos da Luz para conectar as muitas partículas num todo. Este um deve estar focado no Criador, estar perto Dele, o que significa perto da força de amor e doação.

Mas O Livro do Zohar nos ajuda a avançar em direção a essa condição até mesmo a partir de estados muito distantes, uma vez que realmente começamos do zero. Como um termômetro na escala espiritual, há um positivo, que está acima do zero, e um negativo, que está abaixo de zero. Existem +125 graus acima de zero e -125 graus abaixo de zero. É impossível subir mais se você não descer para o negativo do mesmo grau. Na verdade, é o negativo que se transforma num positivo.

O Livro do Zohar inclui todos os níveis, todos os nossos negativos. Tudo o que pode acontecer está lá. “Aquele que é maior do que seu amigo, o seu desejo é ainda maior”, o que significa que ele desce mais baixo e mais profundo do que o seu amigo se ele sobe para um nível superior. O Livro do Zohar certamente pode nos ajudar a corrigir todas as nossas transgressões menores, todos nossos erros bobos, salvar-nos e levar-nos à santidade, ao amor e doação.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 10/02/14, Escritos do Baal HaSulam

Qualquer Um Pode Se Tornar Um “Homem De Luz”

Dr. Michael LaitmanO Livro do Zohar, “Beha’alotcha“, Item 88: E os sábios brilharão como o brilho do “firmamento” são os autores da Cabalá. Eles são os únicos que se esforçam neste brilho, chamado O Livro do Zohar.

Isto se refere àqueles que estão se esforçando para entrar no Livro do Zohar, e este livro é de igual valor para todas as gerações, porque foi escrito a partir do nível da correção final em comparação com todo o resto dos livros da Cabalá. Baal HaSulam também atingiu a conclusão da correção, e, portanto, foi capaz de escrever um comentário completo para O Livro do Zohar.

Portanto, O Livro do Zohar pertence a todas as gerações, e cada pessoa que está envolvida e aprende com ele torna-se um “homem de Luz”, ou seja, começa a brilhar como o brilho do firmamento. Em outras palavras, as suas características são alteradas para que a Luz Superior comece a ser irradiada por ela.

Da Convenção Mundial Zohar 05/02/14, Lição 1

Em Parceria Comigo

Dr. Michael Laitman“Introdução ao Livro do Zohar“, Artigo, “Você está em Parceria Comigo”, Item 64: Quando essa palavra de sabedoria que foi inovada neste mundo se eleva, ela se conecta a essas palavras de Atik Yomin, sobe e desce com elas, e entra em dezoito mundos ocultos, que “Nem o olho viu um Deus além de Ti”. Elas saem de lá e passeiam, e vêm completas e inteiras, e se reúnem diante de Atik.

O Zohar explica como nós podemos alcançar a parceria com o Criador. Na medida em que nós controlamos o nosso desejo de receber egoísta, nós nos encontramos em parceria com o Criador nesta medida. O Criador domina toda a realidade e toda a realidade foi criada a partir de um desejo de receber. Portanto, nós também pedimos ao Criador para nos dar o controle sobre o nosso desejo de receber. E assim nós chegamos à equivalência de forma com o Criador.

O nosso desejo de receber é esse campo onde nós trabalhamos juntos: o Criador e nós. Nós agimos dentro deste campo, e dentro dele, encontramos o Criador, e lá nos tornamos Seus parceiros. Afinal de contas, nós pedimos que a força do Criador possibilite gerenciar e controlar nosso desejo de receber, assim como Ele nos controla. O Criador criou todos os mundos, e nós queremos criá-los; Ele quebrou os mundos, e nós os corrigimos.

Nós nos tornamos parceiros do Criador na medida em que estamos no controle quando nos deparamos com o ego, quando nos deparamos com o nosso desejo de receber. Nosso grau de controle sobre o desejo de receber determina o nosso grau de adesão com o Criador e nossos níveis espirituais. Toda a hierarquia de níveis é o nosso nível cada vez maior de parceria com o Criador, o nosso trabalho em conjunto.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 23/01/14, Escritos do Baal HaSulam

Portões De Alcançar Sabedoria

“Introdução ao Livro do Zohar,” Artigo “Dois Pontos”, Item 121: Este é o significado das fechaduras nos portões. Primeiro, todas as muitas contradições de Sua singularidade, que provamos neste mundo, nos separaram do Criador. Contudo, quando nos esforçamos para manter Torá e Mitzvot com amor, com nossa alma e força, como somos ordenados — dar contentamento ao nosso Criador — todas aquelas forças de separação não nos afetam em subtração de qualquer amor do Criador com todas as nossas almas e poder. Pelo contrário, nesse estado, cada contradição que ultrapassamos torna-se um portão para a realização da Sua sabedoria.

Pergunta: O que significa “cada contradição que ultrapassámos torna-se um portão para a realização da sua sabedoria…”? O que é uma contradição?

Resposta: Uma contradição é algo que pode ser resolvido com isso e aquilo. Uma contradição é quando a pessoa não vê, ou concorda ou entende. É algo que não se conecta com Sua singularidade e com a noção de “não há ninguém mais além Dele” ou com o conceito de “Bom que faz o bem.” Só não encaixa. [Leia mais →]