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A Fórmula Do Avanço Ideal

Dr. Michael LaitmanO Zohar é a fonte mais poderosa de força espiritual de onde podemos atrair Luz, força, tudo que o homem deseja. Mas é necessário compreender que recebemos tudo de acordo com nosso desejo.

Quando o desejo alcança o propósito da criação, e eu me dirijo diretamente a ele, eu recebo dele 100% de força e ajuda.

Mas quando eu me movo numa direção diferente, a Luz deve me influenciar, influenciar o meu desejo de receber prazer, na medida do meu desvio, de modo a dominá-lo e me fazer voltar ao caminho correto.

Eu percebo a diferença entre ser dirigido precisamente ao objetivo e desviar dele como sofrimento. Este sofrimento me obriga a voltar.

É como quando uma criança pequena, cujas mãos eu estou segurando, quer me puxar para outro lugar e eu a seguro e puxo, então ela me puxa em outra direção, e eu a puxo de volta novamente.

É o mesmo conosco. Quando nos desviamos do caminho, a Luz nos faz retornar à força. Mas nós sentimos essa força agindo em oposição ao nosso desejo, nós a sentimos como mal: doenças, problemas, sofrimento, guerras e morte.

Isto é porque, se quisermos avançar no bom sentido, como bons filhos, de modo a não sofrermos mais, nós precisamos perguntar: como podemos obedecer e avançar para o caminho correto, reto e sem erros?

Baal HaSulam escreve que há uma fórmula simples: “Israel (aqueles que aspiram ao Criador: Yashar – direto e El – Criador), Torá (que vem das palavras “Ohr“– Luz e “Ora’a“– instrução) e o Criador são um”.

Eu sou Israel. Torá é a Luz que irá me influenciar, avançando-me para o caminho bom e correto. O Criador é doação.

Como eu faço para avançar de acordo com esta fórmula? No artigo “A Liberdade”, Baal HaSulam explica que isto só pode ser feito com a ajuda do grupo.

Quando eu conecto a realização do objetivo com o grupo, no grupo, eu me torno parte dele e desejo revelar o Criador na conexão entre nós. Eu definitivamente estou avançando na direção certa quando faço isso.

Por esta razão, quando lemos o Zohar, desejando atrair sua Luz para nós, precisamos nos preocupar tanto quanto possível para que esta Luz se torne devidamente manifestada.

Isso ocorre porque a Torá pode ser tanto o elixir da vida como o veneno mortal. E pode acontecer de irmos numa direção completamente diferente, e então está escrito: “De preferência, sente-se e não faça nada”.

É por isso que devemos nos armar com a intenção correta e lembrar que estamos todos lendo o Zohar, de modo que a Luz vai nos trazer a unidade.

E não importa o que lemos, quanto entendemos, se ouvimos e compreendemos a linguagem. A intenção é o que importa.

Isso ocorre porque a “incrível” força (Segula) do Zohar afeta somente o homem de acordo com seu desejo. Por esta razão, uma vez que quisermos nos conectar, o Criador irá se revelar neste contexto.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 22/10/10, O Zohar

Os Acusadores


O Zohar, Capítulo “Bo” (Venha ao Faraó): Veja como as pessoas devem seguir o caminho do Criador e manter os mandamentos da Torá, para que através dela, sejam recompensadas ​​com o outro mundo, e salvas de todos os acusadores acima e abaixo.

Se o grupo deu ao homem uma demanda de cinco por cento pela doação, então a Luz o influencia em conformidade.

Os outros noventa e cinco por cento do seu desejo ainda não estão conectados ao grupo e estão orientados para a recepção. Esta parte também é influenciada pela Luz que Reforma, mas o faz sob a forma de um “ajuda contra ele”, uma correção do curso, de modo que homem veria: suas exigências são dirigidas no caminho errado.

A “ajuda contra ele” vem na forma dos “acusadores”, aqueles que aparentam resistir ao caminho, ao objetivo, ao grupo: tudo o que se relaciona com a espiritualidade. Basicamente, eles são nós em dado momento, porque nossa demanda ainda não é pura.

Na realidade, a única Luz de cima. Ela não se divide como na imagem, ela simplesmente influencia os meus desejos e as propriedades de diferentes maneiras; ela varia o grau da influência positiva e negativa. Tudo só vem para me orientar corretamente em meu caminho.

Quando eu me incluo no grupo, ele me lembra que eu não deveria lutar contra “os acusadores”. O objetivo desses “inimigos” é o de ser uma grande ajuda para mim e me dar força.

A pessoa não deve lutar contra as tentações do nosso mundo ou as queixas sobre o caminho espiritual. Em vez disso, ela precisa pedir ao Criador a força para superar os “acusadores”, em vez de combatê-los face a face.

Da mesma forma, é impossível lutar contra o Faraó, só se pode fugir dele. Eu só manifesto o mal, e, quando atingir sua máxima força, vou adquirir a força necessária para fugir.

A pessoa precisa ter uma atitude prática para com os “acusadores”, porque eles representam as forças que atuam sobre nós. Sua oposição é causada pela minha falta de contato adequado com o Criador neste momento. Este é o defeito que eu preciso corrigir.

É difícil para o homem passar por todas as suas queixas pelo Criador, lembrando que foi Ele que as enviou. Aqui é necessário ter uma opinião comum, uma base comum, uma aspiração comum, e um acordo do grupo.

No grupo nós temos um princípio forte: tudo vem do Criador, e é preciso se voltar a Ele, em vez de se voltar aos “acusadores”. Assim, nós os usamos de forma rápida e correta como se pretendia.

No fim das contas, o homem é grato pelo “mal”, assim como pelo bem, e se une com a fonte única, que envia apenas bem para ele.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 20/10/10, Escritos do Rabash

Cabalistas Sobre O Livro Do Zohar, Parte 2

Estudar O Livro do Zohar por uma hora traz mais resultados do que estudar uma interpretação normal por um ano. “Kisle Melech”, Tikkun 43, Capítulo 60

Isso é necessário hoje para nos proteger do mal, porque, onde as gerações anteriores estavam mais perto do Criador, nossa geração está distante do Criador. Só a Cabalá pode nos proteger. Ya, Tsemach, “Prefácio ao Etz Chaim“

A proibição de estudar Cabalá vigorou somente até o ano de 5250. A partir de então, a proibição foi suspensa e, ao contrário, houve uma diretriz para estudar o Livro do Zohar. A partir do ano 5300, todo mundo era obrigado a estudar a Cabalá. Uma vez que o Mashiach virá como consequência, não temos o direito de adiar isso. ” Ohr Hama” Prefácio

Se estudássemos o Livro do Zohar com crianças de nove ou dez anos de idade, aproximaríamos a salvação. “Keilot Yakov“, Capítulo “Sod“

A libertação virá apenas com o poder do Livro do Zohar. “Kise Eliyahu“, Capítulo 4.

Hoje, é urgente a necessidade de se tornar proficiente em Cabalá. O Livro do Zohar é necessário para abrir o caminho para a salvação. Rav Kook, “Orot,” 57.

Uma Praga Espiritual

Pergunta: Todos os dias nós trazemos nosso desejo para a aula da manhã e, especialmente, durante o estudo do Zohar. Como podemos reunir e aumentar a nossa demanda, o nosso pedido ao Criador, durante a aula, de modo a não nos concentrarmos no quadro descrito, mas ver acima dele?

Resposta: Claro, não devemos nos concentrar nas imagens que são descritas, mas devemos vir para a aula com as impressões que temos acumulado durante o dia:

  • Até que ponto eu consegui superar o meu apego à minha percepção rígida por pensar que eu doo às pessoas e que elas doam a mim;
  • Em que medida eu tentei sentir o Criador em tudo isso, e que tudo decorre Dele;
  • Em que medida eu tentei ver apenas o lado positivo em tudo para que eu possa avançar espiritualmente, apesar de diferentes sentimentos negativos, impaciência, interrupções e raiva;
  • Em que medida eu tentei direcionar tudo para a importância da conexão com o grupo, a fim de encontrar a conexão com o Criador.

Eu tenho que trazer todas as impressões e experiências que eu acumulo para a reunião com o grupo, e durante a aula, tentar concentrar todos os meus esforços na unidade com o Criador, através dos amigos, o que significa sentir o corpo espiritual que está no meio de nós, entre eu e os amigos.

Se eu não tiver acumulado potencial negativo, não tenho nada para trazer para a aula. Eu preciso vir para a aula, como para um evento especial, em que eu corrijo o que eu não podia fazer por mim mesmo, sem a conexão com os amigos, sem abrir o livro do Zohar com eles, e receber através dele a luz que cola e nos solda juntos.

É porque eu tentei fazê-lo sem a conexão física com os amigos, sem a leitura do Zohar juntamente com eles, mas não tive sucesso! Ou eu poderia ter conseguido um pouco, mas só para saber que me falta ainda a participação deles e então eu tenho que vir para as aulas. Eu não vim porque sou forçado ou sou obrigado, mas porque eu anseio fazê-lo. Eu me preparei para isso.

Pode parecer que eu fale sobre algum estado ideal, mas temos que aspirar a isso. É claro que se eu vir para a aula assim, terei muitas expectativas com isto; eu vou tremer e ter medo de perder esta oportunidade. Isto é o que temos que alcançar e nós podemos fazer isto apenas na forma de um vírus, ao infectarmos um ao outro por ele. Se este é o espírito entre os amigos, a pessoa verá como tudo funciona para ela e como ela tem êxito em tudo que faz.

Da Discussão numa Refeição no Congresso em Toronto, 8/4/14

A Ciência Da Dimensão Superior

O Livro do Zohar, o artigo “Entre todos os sábios das nações do mundo, Não Há Nenhum Como Você”, artigo 161: Entre todos os sábios das nações do mundo e entre todos os seus reinos, não há ninguém que chegará até você. Nós existimos dentro de uma realidade particular. Existem duas abordagens para perceber a realidade. A primeira abordagem é uma pesquisa científica.

De acordo com esta abordagem, através de nossos sentidos e os instrumentos que construímos para expandir nossos sentidos em profundidade e amplitude, percebemos a realidade que podemos sentir com os nossos cinco sentidos corpóreos, terrenos, que também existem em animais.

O estudo da realidade como ela é, revelado aos nossos sentidos, é chamado de ciência. A base da ciência é a filosofia, a abordagem para a compreensão da percepção humana da realidade. Isso não significa que a filosofia de hoje, que se tornou uma palavra ruim, uma vez que não tem qualquer fundamento real, mas a filosofia original, o que ela uma vez foi. A partir daí, graus em todas as disciplinas são chamados de Doutor em Filosofia (PhD), pois é a base para todas as ciências. [Leia mais →]

Não Há Nenhuma Crueldade No Palácio Do Rei

Dr. Michael LaitmanO Livro do Zohar, Introdução ao Livro do Zohar, Artigo “A Noite da Noiva”, seção 132: Quando isso aconteceu com o Rei David, o medo o envolveu. Logo em seguida, Duma subiu ao Criador, e disse: “Mestre do mundo, é dito na Torá (Vayicrá, 20:10): ‘E o homem que comete adultério com a mulher de outro homem… ‘David quebrou sua aliança, não foi?” O Criador respondeu-lhe: “David é justo, e sua santa aliança permanece pura, pois é conhecido por Mim que BatSheva foi destinada a ele desde a criação do mundo”.

“Você não tem permissão de trazer a morte sobre ele… “Então Duma imediatamente desistiu de suas queixas, e voltou, desanimado, para o seu lugar”.

Pergunta: Por que o anjo Duma quer que o Rei Davi morra, tanto que ele “voltou, desanimado, para o seu lugar”, quando não foi bem sucedido?

Resposta: Duma só ajuda a fazer esclarecimentos. Ele é um anjo do Criador, é uma força espiritual.

Está escrito que Duma “voltou, desanimado, para o seu lugar”, porque uma Klipa (casca) também deve crescer para estar em equilíbrio com Kedusha (santidade). Caso contrário, não vamos ter livre escolha ou o poder de esclarecimento. Como eu posso esclarecer alguma coisa, se diante de mim nada se opõe a mim, nem mesmo alguém que seja tão sábio e forte como eu sou e que não tem nada contra mim?

Duma age contra Urias e não contra David. Enquanto que, graças a ambos, David esclarece seu verdadeiro estado.

Tudo o que a Kedusha recebe, a Klipa pode sugar e extrair dela depois. O benefício aqui é enorme. Graças a isso, nós esclarecemos cada vez mais novos Shevirot (quebras). Assim, nós somos obrigados a realizar transgressões graças às quais o Kli (vaso), o desejo, é revelado numa maior profundidade, maior densidade.

Isso é um pouco como um poço cheio de água. Esta água é Ohr Hassidim (Luz da Misericórdia), Hesed (misericórdia), e o poço é o Kli, o desejo. Enquanto o desejo está cheio de Hassadim, nós não o vemos.

Mas quando erramos, nós estamos realizando uma transgressão e Hassadim desaparece, ou seja, a água vaza para fora do poço, e nós vemos suas paredes. Verifica-se que há ainda outras fissuras através das quais somos levados a uma maior profundidade. A água flui ainda mais longe e você afunda mais profundamente no desejo e é assim que o Kli é descoberto e é assim que você se familiariza com ele.

É impossível investigar o Kli enquanto ele está cheio de Hassadim. Pois Hassadim é Hesed, misericórdia. Portanto, todo o desejo é cheio de Hassadim e tudo é maravilhoso. Hassadim cobre tudo como a água e não possibilita realizar esclarecimentos. Mesmo o amor pode ser cego.

Portanto, transgressões especificamente ajudam a examinar os nossos desejos. Nós vemos isso em particular no que diz respeito à peregrinação do povo de Israel no deserto, onde eles cometeram transgressões a cada passo do caminho. Eles arrastaram essas transgressões do Egito, porque tomaram os vasos egípcios de lá.

Se o seu saco está cheio de prata e vasos de ouro, então você descobre um vaso após o outro, outro desejo mau, e mais outro. A descoberta de um desejo egoísta é chamada de transgressão, mas, em seguida, torna-se possível corrigi-lo.

Portanto, o anjo Duma realiza um trabalho muito bom e grande ao revelar os desejos. Nós precisamos entender que “não há crueldade no palácio do rei”; em vez disso, todos se ajudam e se apóiam. No entanto, sem o conhecimento da Cabalá é impossível entender essa história que aconteceu com o Rei Davi, que parece ser um criminoso, uma vez que matou o marido para possuir a esposa do homem.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá28/05/14, O Livro do Zohar

Finalmente Entender Depois Da 101ª Vez!

laitman_528_04Pergunta: Como eu posso me conectar em pensamento com os amigos durante a leitura do Livro do Zohar, se não sinto os seus pensamentos e emoções, mas só sinto a mim mesmo?

Resposta: Nós temos que tentar fazer isso, e, como resultado da nossa persistência, Kelim (vasos) começarão a ser organizados gradualmente em nós. Não há mais nada a ser feito. Todos começam a partir de uma falta de sentimento, e os sentimentos vem através do hábito.

É como se você chegasse a um novo local de trabalho e lhe pedissem para fazer alguma coisa. No entanto, você nunca fez isso, e não tem nenhuma habilidade. Assim, você tenta fazê-lo de uma forma ou de outra, e adquire experiência. Ao repetir o mesmo trabalho repetidamente, de repente, uma nova inteligência e novas emoções chegam até você. Você começa a sentir o material, que suas observações humanos e escrutínios são relevantes para o inanimado, vegetal, animal e humano.

Isso é derivado de sua conexão. Tudo o que você vê neste grande mundo é parte de sua alma; só parece ser externo. Assim, você recebe impressões deles.

É como um artista ou um profissional que fala sobre o material com o qual trabalha como se fosse um ser vivo. Ele incorpora este material em si mesmo e atribui todasas suas características a ele.

Então, eu começo a pensar cada vez mais no grupo, nos amigos. Não importa se eles estão longe de mim e não ao meu lado. No entanto, através de pensamentos permanentes e constantes sobre eles, eu aguço e desenvolvo meus sentidos.

Esta é uma lei da natureza. Em nosso mundo, não há outro caminho possível para avançar além de retornar repetidamente a estes pensamentos. Esta é a diferença entre alguém que aprende depois de 100 vezes ou depois de 101 vezes.

Isso não significa que eu tenho que aprender um artigo de cor. Pelo contrário, o investimento na aprendizagem traz um novo sentimento.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá30/05/14, O Livro do Zohar

É Impossível Chorar E Dizer Obrigado

Dr. Michael LaitmanO Livro do Zohar, Introdução ao Livro do Zohar, Artigo “A Noite da Noiva”, seção 138:  Isso decorre do fato de que o homem não pode perceber o mal óbvio do Criador, pois isso prejudicaria muito a percepção das criaturas do grande e perfeito Criador, pois o Perfeito não pode criar o mal.

Portanto, na medida em que o homem se sente mal e nega a Divina Providência, um véu cai imediatamente sobre ele, e a sensação da existência do Criador desaparece. Este é o pior castigo do mundo!

Por isso, a sensação de bem e mal na governação do Criador nos dá a sensação de recompensa e castigo. Isso porque aquele que se esforça para não perder a fé na existência e governança do Criador, mesmo que prove o mal em Sua governança, é recompensado com encontrar forças para não perder a fé na governança e bom propósito da influência “má” do Criador. Mas, se ele ainda não mereceu a oportunidade de se esforçar em acreditar que o Criador persegue um propósito definido, enviando-lhe sensações desagradáveis, ele é punido com o afastamento da fé no Criador e da sensação de Sua existência.

Disso fica claro de onde a recompensa e castigo, e a ocultação e revelação vêm, quais são as condições para que uma pessoa mereça isso, e como ela constrói a si mesma quando se confronta com uma sensação ruim, uma sensação de sofrimento.

É impossível chorar e dizer: “Muito obrigado.” Na medida em que você não está acomodado com a Luz, você sente ocultação e assim condena o Criador. Segue-se que não temos escolha; se quisermos nos aproximar do Criador e abençoa-Lo, devemos chegar à revelação.

Da ocultação, quer queiramos ou não, nós sempre somos obrigados a amaldiçoá-Lo. Assim, apenas os Cabalistas, que alcançam a intenção correta e transformam a escuridão em Luz, bendizem o poder superior. Nessa medida, eles estão em adesão com Ele.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 01/06/14, O Livro do Zohar

Com Fé No Mérito

Dr. Michael LaitmanPergunta: Qual deve ser a nossa intenção quando lemos O Livro do Zohar?

Resposta: Quando nós estudamos diferentes fontes, nós discutimos os nossos desejos, problemas, sucessos e fracassos. Agora nós começamos a ler O Livro do Zohar para descobrir todas as nossas deficiências: as que sentimos e as que não sentimos, o consciente e o inconsciente, o exposto e o esquecido. Nós queremos corrigir tudo isso.

O que é uma correção? Nós realmente não compreendemos os outros e estamos bastante confusos. De onde a correção deveria vir? Nós não sabemos e ela está oculta de nós. Por isso, é chamada de mérito.

Nós simplesmente pedimos a correção e pronto! Quando isso acontecer, nós veremos o que ela significa. Mas nós já podemos pedir, como um bebê cuja mãe entende quando ele chora e lhe dá o que ele quer ou precisa; embora ele não possa expressar o seu pedido por uma palavra sequer, ela entende o que ele precisa por sua voz.

É o mesmo com os animais. Em geral, em todos os níveis, o nível inferior não sabe e não pode compreender o nível superior. O pedido do inferior não é realista e é, certamente, incorreto no que diz respeito ao superior. Mas a diferença entre os níveis compensa esta falha e a corrige.

Portanto, não faz diferença se o nosso pedido não é claro e não é expressado corretamente. Ele ainda é aceito. Sempre haverá uma lacuna entre o superior e o inferior, o qual não pode pedir o que o superior tem. Se nós tivéssemos os desejos do superior, já estaríamos em Seu lugar.

Eu tenho os meus próprios desejos e só preciso pedir para receber. O pedido do inferior ao superior é compatível com as habilidades do inferior, e a resposta do superior é compatível com as do superior. A diferença entre eles é chamada mérito.

É impossível sentir a influência do mérito diretamente. Uma pessoa executa muitas ações: trabalha no grupo, na disseminação, na cozinha, prepara a sala para a aula, e é claro para ela que ela investe suas seus próprias forças aqui. Mas quando ela simplesmente senta e ouve o que é lido, parece que nada acontece.

Aqui nós temos a fé nos sábios, segundo a qual não existe uma fonte de Luz mais forte do que O Livro do Zohar. Nós não a vemos nem sentimos, mas é real. Nós simplesmente temos que continuar a lê-lo, mesmo meia hora por dia, e ele funciona. Deixe a Luz agir em você.

Nós só vemos os resultados em nossos desejos, mas não sabemos como a Luz funciona. É como a eletricidade que nós realmente não sabemos, mas se conectarmos diferentes aparelhos a ela: um motor, uma lâmpada, ou um dispositivo de medição, veremos que existe eletricidade circulando na rede. Mas ela é invisível em si mesma, e nós a descobrimos apenas por suas ações. Por isso, é chamada de força que atua na criatura que é gerida por esta força.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 02/05/14, O Livro do Zohar

O Coração Do Mundo

Dr. Michael LaitmanO Livro do Zohar, “Pinchas“, item 152: Israel, o Criador os fez o coração do mundo, e esta é a forma como Israel está entre as outras nações, como um coração entre os outros órgãos. Assim como os órgãos do corpo não podem existir no mundo, mesmo por um momento, sem o coração, os outros países também não podem existir no mundo sem Israel.

Não há diferenças no mundo de Ein Sof (Infinito). Lá, todo mundo é igual, já que a Luz superior criou a todos igualmente de acordo com a sua natureza.

Depois houve a primeira restrição (Tzimtzum Aleph) e a Luz desapareceu igualmente de todas as fronteiras de Malchut de Ein Sof, e concentrou-se em torno de um ponto central. É assim que realmente aconteceu até a quebra dos vasos.

Após a quebra, os vasos caíram e foram organizados de cima para baixo, e, desde então, os vasos com o menor Aviut (espessura) estão no topo.

No mundo de Nikudim já havia dez Sefirot. Sua parte superior era Bina e a parte inferior era Malchut. Assim, os vasos da fase da raiz, primeira fase, e parte da segunda fase são os vasos de doação (Israel) e os vasos de Aviut três e quatro são vasos de recepção (as nações do mundo).

Assim, os vasos de Bina são esclarecidos em primeiro lugar. Abraão começou esse processo na antiga Babilônia. Como o primeiro ponto, a linha direita, Abraão virou-se para todos os babilônios, para todos os vasos, mas aqueles que se juntaram a ele foram os vasos de doação que sentiram a Luz que iluminava de Abraão quando ele espalhava a sua mensagem. Portanto, eles são chamados de Israel de acordo com os Reshimot (genes espirituais) que foram revelados neles.

Os outros se dispersaram por todo o mundo e, hoje, eles compõem toda a humanidade, que é formada por sete bilhões de pessoas.

Mais tarde, nós temos que entender que há uma grande diferença na essência interior das pessoas que pertencem a essas duas categorias: Israel e as nações do mundo. Em Israel, há Reshimo de Malchut em Bina, e nas nações do mundo, há Reshimo de Bina em Malchut, em conformidade. Malchut domina as nações do mundo e o nível de Bina está nela, e Bina domina Israel com Malchut incorporada nela.

Assim, os Reshimot de Malchut e Bina foram integrados como resultado da quebra, e esta integração existe em cada pessoa, uma vez que somos todos os produtos da quebra da alma comum de Adam HaRishon (o primeiro homem). No entanto, em algumas pessoas, Malchut domina Bina, e em outras Bina domina Malchut.

Isto leva a uma grande diferença durante o despertar. Israel desperta quando a Luz que Corrige os afeta, enquanto que aqueles que estão sob o domínio de Malchut não podem despertar por esta Luz. Eles só podem participar de Bina como Malchut. Quando Malchut se anula diante de Bina, ela constrói a si mesma.

É nisso que nós baseamos nossa disseminação. Afinal, mesmo em Israel, há aqueles que são semelhantes às nações do mundo, e nas nações do mundo, há aqueles que são semelhantes a Israel. Aqueles dentre as nações do mundo que se assemelham a Israel vêm se juntar a nós. Aqueles de nós que lembram as nações do mundo se juntam às nações do mundo. É assim como a disseminação ocorre, sobre a qual se diz: “Israel foi para o exílio apenas para fixar as almas dos gentios a eles”. Esse processo determina o nosso trabalho e nós entendemos que a lei, segundo a qual a correção é feita da parte mais leve para a parte mais pesada, age aqui. É por isso que começamos com pessoas que são atraídas até nós e depois expandimos os círculos de nossa disseminação.

Além disso, de acordo com o Zohar, Israel é o coração do mundo. Isto significa que a Luz só pode vir ao mundo através de alguém que esteja conectado, alguém que possa ser um tubo, um adaptador, um elo, entre o Criador e os vasos, que são as nações do mundo. É o papel de Israel, uma vez que estão conectados tanto à Bina e à Malchut como Malchut está conectada à Keter na sua parte superior, e na sua parte inferior, ZAT de Bina está conectada a Malchut.

Portanto, Israel é um grupo especial que devemos reunir em todo o mundo. Por este tipo de trabalho nós estabelecemos a passagem neste mundo entre a humanidade e o Criador.

Mas o objetivo da criação, em nome do Criador, é que a humanidade entre em contato com Ele. Nós somos apenas uma passagem e servimos tanto ao Criador quanto à humanidade. A nossa honra e o nosso destino reside, na verdade, em estabelecer este contato. Se não fosse pela conexão entre o Criador e as nações do mundo e se nós não pensássemos que iríamos agradá-Lo ao levar toda a humanidade até Ele, não cumpriríamos o nosso papel.

Portanto, nós temos que tratar muito bem as nações do mundo e nos preocupar com o que acontece com elas. Hoje, nós vemos que elas têm problemas, angústias e aflições e este deve ser um sinal para nós de que não estamos tendo sucesso em nosso trabalho.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 02/05/14, A Missão do Povo de Israel