Textos com a Tag 'Torá'

Cabalistas Sobre a Torá e Mandamentos Parte 33

Caros amigos, por favor, façam perguntas sobre estas passagens dos grandes Cabalistas. Os comentários entre parênteses são meus.

O que é a Oração?

A essência do trabalho [espiritual] [a correção da intenção, a atitude para com o Criador] é a escolha, o que significa “Por isso escolhemos a vida”, que é Dvekut (adesão), que é Lishma (pelo seu nome). Por isso, é recompensada com adesão à Vida das Vidas.

Quando há Providência aberta, não há espaço para a escolha. Assim, o Superior [Partzuf Superior] Malchut elevado, que é Midat ha Din (qualidade do julgamento), no [seu] Eynaim (olhos), o que causou uma ocultação [nisso, com relação ao inferior], significando que o inferior vê que o superior é deficiente, que não há Gadlut (grandeza) no Alto.

Naquela época, as qualidades do Superior estão previstas no inferior, o que significa que está faltando. Daqui resulta que estes Kelim [do Superior] têm igualdade com [os desejos, as propriedades do] inferior: Como não há vitalidade no inferior, [parece menor que] não há vitalidade na qualidade superior, o que significa que a Torá e Mitzvot são de mau gosto, sem vida. [Leia mais →]

O Livro do Zohar – A Grande Porta da Torá

Rashbi compôs O Livro do Zohar devido à iluminação, que veio a ele durante a correção na caverna … Esta é uma grande e temível composição que revela a profundidade dos segredos, controlando a própria Torá. E isso é chamado de revelação da Torá em sua interioridade. – O Ramchal, Adir BaMarom (Poder do Alto), 24

Rabi Shimon Bar Yochai estava revelando os segredos da Torá, e os amigos estavam escutando a sua voz, conectando-se com ele, e cada um contribuiu com sua parte para essa unidade. Assim como a Mishná foi criado pelo Tannaim: Rabi Yehuda haNasi expressa a opinião comum ao compilar o livro.

Isto é o que Rabi Shimon Bar Yochai queria, que o Livro do Zohar incluísse os artigos de seus discípulos e fosse composto na Torá. Os outros livros falam de assuntos particulares, mas o Zohar que está escrito na Torá é a maior revelação da totalidade da Torá. Rabi Shimon Bar Yochai ordenou rabino Abba para escrever e organizar tudo o que os membros de seu grupo falaram sobre o acordo com a ordem da narrativa da Torá. – O Ramchal Adir BaMaron (Poder do Alto), 24

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A União Sempre Prevalece

Cabalistas Sobre A Torá E Os Mandamentos, Parte 31

Dr. Michael LaitmanCaros amigos, por favor, façam perguntas sobre estas passagens dos grandes Cabalistas. Os comentários entre parênteses são meus.

O que é a Oração?

Quando ocultação (da espiritualidade, o pensamento sobre a doação e o amor dos outros) subjuga a pessoa e esta chega a um estado onde o trabalho (conquista da propriedade de doação e amor ao próximo) torna-se insípido, e ela não consegue imaginar e sentir qualquer amor (pelo Criador, a única propriedade de amor) ou temor (que não será capaz de responder a Ele com o mesmo amor que recebe Dele), não consegue fazer nada em santidade (alcançá-la por sua própria força), então o seu único conselho (é assim que isso é revelado a ela) é chorar ao Criador para que tenha piedade dela (uma vez que ela já não pode mais por si mesma) e retire a venda (o escudo de seu egoísmo) de seus olhos e coração.

A questão de chorar é muito importante. É como nossos sábios escrevem: “Todos os portões estavam trancados, exceto o portão das lágrimas”. O mundo pergunta sobre isso: Se o portão de lágrimas não está trancado, qual é a necessidade dos demais portões? (Por que a pessoa não pode entrar no mundo superior diretamente pelo portão das lágrimas?). Ele disse que é como uma pessoa que pede ao seu amigo algum objeto necessário. Este objeto toca seu coração, e ela pede e implora a ele através de todas as formas de oração e súplica. No entanto, seu amigo não presta atenção. E quando a pessoa vê que não há mais razão para orações e súplicas (não vê outra solução),  ela eleva sua voz em choro (como resultado da desesperança e do desespero; desespero porque ela quer desesperadamente alcançar o que é desejado, e desesperança porque se convenceu que isso está além do seu poder).

Diz-se sobre isso: “Todas os portões estavam trancados, exceto o portão das lágrimas”. Portanto, quando que o portão das  lágrimas não foi trancado? Precisamente quando todos os portões (que a pessoa experimentou na tentativa de entrar no mundo superior) foram bloqueados (ela tornou-se pessoalmente convencida da sua inutilidade). É quando (ela pessoalmente vê) há espaço para o portão de lágrimas, e ela percebe que ele não estava trancado (para ela, e só então ela é capaz de usá-lo, isto é, suplicar realmente pela redenção do egoísmo e aquisição da propriedade de doação).

No entanto, quando o portão da oração é aberto, o portão das  lágrimas e do choro é irrelevante. Este é o sentido do portão das  lágrimas que está sendo trancado. Portanto, quando o portão das  lágrimas não está trancado? Exatamente quando todos os portões  estão trancados, o portão das lágrimas esta aberto. Isso é  porque a pessoa ainda tem o consolo da oração e da suplica.

Este é o significado de “A minha alma chorará em segredo”, ou seja, quando a pessoa chega a um estado de ocultação, e depois, “Minha alma chorará”, porque ela não tem outra opção.
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Baal HaSulam, Shamati (Eu Escutei), Artigo No. 18, “O Que Significa Minha Alma Chorará em Segredo”

Diga-me Quem És, E Eu Te Direi Como Teu Mundo Se Parece

Tudo acontece dentro da pessoa. No caminho espiritual, ela começa a compreender que não existem forças fora dela. As forças da  natureza, a força do grupo, tudo está dentro dela, e ela trata tudo como relevante para ela. Nesse caso, o grupo entra, as forças dos amigos aparecem dentro, e a pessoa vê mais claramente que tudo depende do grau de suas qualidades.

Por exemplo: o capítulo da Tora dessa semana (“Mishpatim”) nos fala sobre preceitos judiciários. Ela proíbe se casar sob certas circunstâncias, se deitar com bestas, roubar, julgar injustamente, etc.. Tudo isso se refere a “processos” internos. Uma pessoa precisa construir relações corretas com sua “besta”, “ladrão” e “a mulher de outro”. Tudo é interno. [Leia mais →]

O Pensamento Superior é Doação

Toda a criação é o desejo de receber prazer, e é por isso que requer transformação e realização. Mas isto pode ser feito apenas por uma parte em que ela vai ganhar a compreensão, a sabedoria. Esta parte não pertence à própria criação, desce para ela a partir do Criador, a partir do desejo de doar.

Não há nada no universo, exceto estas duas forças: o desejo de receber e o desejo de doar. Da relação entre essas duas propriedades, a criatura começa a analisar como a natureza que da força o afeta. Como resultado, no desejo de desfrutar um mecanismo é formado, que é considerado como uma “cabeça” (um “Partzuf’s Rosh”), significando uma mente, pensamento e discernimento. Com o poder deste pensamento, o desejo começa a atingir-la.

No inanimado, vegetativo, e nos níveis animados, o desejo de desfrutar age instintivamente. E uma criatura deste mundo chamado “homem” age instintivamente está também incluído nisto. Tente ver como podemos medir e avaliar a nós mesmos pelos nossos próprios meios ou pela opinião dos outros, julgamos sempre dentro do nosso egoísmo. [Leia mais →]

Cabalistas Sobre a Torá e Seus Mandamentos, Parte 23

Caros amigos, por favor, façam perguntas sobre estas passagens dos grandes Cabalistas. Os comentários entre parênteses são meus.

O que É a Oração?

Entanto , a oração deve ser uma oração inteira, ou seja, do fundo do coração. Isso significa que a pessoa sabe cem por cento que não há ninguém neste mundo que possa ajudá-la, mas o Próprio Criador.

Contudo, como se sabe, que não há ninguém para ajudá-la, mas o Próprio Criador? Pode-se adquirir esta consciência se ela precisamente exerceu todos os poderes à sua disposição e não a ajudou. Assim, é preciso fazer todo o possível no mundo para atingir “para o Criador”. Então uma pessoa pode rezar a partir do fundo do seu coração e Ela ouve a sua oração. -Baal HaSulam, Shamati, do artigo nº 5  “Lishma é Um Despertar de Cima, e Por Que Precisamos de um Despertar de Baixo”

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Cabalistas Sobre A Torá E Os Mandamentos, Parte 22

Queridos Amigos, por favor, façam perguntas dobre estas passagens dos grandes Cabalistas. Os comentários entre parenteses são meus.

O Que é a Oração?

Um pedido é algo que a pessoa sente que lhe falta. Está no coração. Não faz diferença o que ela diz, uma vez que “um pedido” significa que a pessoa pede o que lhe falta, e todos os pedidos da pessoa não estão na boca, mas no coração. Portanto, não faz diferença o que ela diz, mas o Criador conhece os seus pensamentos. Assim, Acima, apenas o que o coração pede é ouvido, não o que a boca pede, pela razão acima de que a boca não é deficiente nem precisa ser satisfeita. – Rabash, Os Degraus da Escada, “O que é, ‘Uma Mulher Que Insemina Primeiro, Dá Luz a um Homem’ no Trabalho”

 O Criador ouve aquele que ora, e espera apenas a oração plena. – Baal HaSulam, Carta nº 57

Cabalistas Sobre A Torá E Os Mandamentos, Parte 16

Dr. Michael LaitmanCaros amigos, por favor, façam perguntas sobre estas passagens dos grandes Cabalistas. Os comentários entre parênteses são meus.

A Torá Desenvolve o Reconhecimento do Mal na Pessoa

A Torá e Mitzvot (correção de si mesmo através do estudo da Cabalá) foram dadas apenas para purificar Israel (para se unir em um único desejo), para desenvolver em nós o sentimento de reconhecimento do mal (egoísmo), impresso em nós ao nascer, que é geralmente definido como nosso amor-próprio, e para alcançar o bom puro definido como o “amor ao próximo”, que é a única transição ao amor a Deus.
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Baal HaSulam, “A Liberdade”

Quando a pessoa se empenha na Torá (método de correção do próprio egoísmo inato, e se a pessoa realmente estuda a verdadeira Torá) , ela percebe a verdade, ou seja, a medida do seu afastamento da espiritualidade, e vê que é como uma criatura inferior, que não existe uma pessoa pior na terra do que ela.
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Baal HaSulam, Shamati # 56, “A Torá é Chamada de Indicação”

Cabalistas Sobre A Torá E Os Mandamentos, Parte 15

Dr. Michael LaitmanCaros amigos, por favor, façam perguntas sobre estas passagens dos grandes Cabalistas. Os comentários entre parênteses são meus.

A Torá Desenvolve o Reconhecimento do Mal na Pessoa

Quando alguém se engaja na Torá (atrai sobre si a Luz que corrige o egoísmo], sente o seu  distanciamento (da espiritualidade) na medida do próprio esforço.

– Baal HaSulam, Shamati, Artigo # 56, “A Torá É Chamada Indicação”

Pois se engajar nas Mitzvot (trabalhar no seu egoísmo, que consiste de 613 desejos egoístas) e trabalhar em dar alegria ao nosso Criador, desenvolve rapidamente esse sentido de reconhecimento do mal (revela o egoísmo oculto em nossos 613 desejos).
– Baal HaSulam, “A Essência Da Religião E Seu Objetivo”

Cabalistas Sobre A Torá E Os Mandamentos, Parte 14

Dr. Michael LaitmanCaros amigos, por favor, façam  perguntas sobre estas passagens dos grandes Cabalistas. Os comentários entre parênteses são meus.

613 Sugestões e 613 Depósitos

A linguagem do Zohar chama as Mitzvot (mandamentos) na Torá de 613 depósitos. No entanto, eles também são chamados de 613 sugestões. A diferença entre eles é que tudo tem o anterior e o posterior. A preparação (correção do desejo) para algo é chamada de “posterior”, e a realização (no desejo corrigido) é chamada de “anterior”.

Consequentemente, a Torá e as Mitzvot têm o aspecto de fazer e o aspecto de ouvir, como nossos sábios escreveram (Shabat 88): “Quem cumpre a Sua palavra, ouvindo a voz da Sua palavra”; primeiro fazer (corrigir seus desejos) e depois ouvir (o que eles receberão na qualidade de doação, Bina). As Mitzvot são chamadas de 613 sugestões, e são consideradas “posterior”, e quando recompensadas com ouvir a voz da Sua palavra (porque adquiriram a capacidade de ouvir, a qualidade de doação, Bina], as 613 Mitzvot se tornam depósitos, da expressão “deposita (a propagação da Luz de Hochma na Luz de Hassadim)”, já que há 613 Mitzvot, e em cada Mitzva, a Luz é depositada a partir de um determinado grau, correspondente a um órgão específico dos 613 órgãos e tendões da alma e do corpo.
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Rabash, Os Degraus Da Escada, “O Que É Uma Metade De Um Shekel, no trabalho (1)”