Textos com a Tag 'Torá'

Compreender O Significado Da Torá

Dr. Michael LaitmanO Livro do Zohar, “Vayikra” (O Senhor chamou), item 88: …isso indica que não há nada na Torá que seja fraco ou quebrado. Quando você observar e conhecê-lo, você vai achar que é tão forte como um martelo que quebra a pedra. E se ele for fraco, é de você, como está escrito: “Pois não é coisa vã para você”, e se estiver vazio, é de você.

Se nós não mantemos todas as condições, princípios, definições e regras que estão na Torá, ficamos vazios. Não podemos ser preenchidos com a Luz que foi preparada para nós de acordo com a nossa correção.

Infelizmente, uma leitura vazia da Torá é típica da maioria da humanidade. Mas a verdadeira condição de uma pessoa deve ser revelada a ela com cuidado. É melhor se ela descobre isso por nossas questões principais. Desta forma, será a sua realização, e, portanto, ela vai mudar a si mesma.

Nenhuma pressão, nem mesmo a mínima pressão, vai levar a algo. Uma pessoa deve ser levada a tal sociedade e às condições onde ela vai aprender tudo nas aulas e nos workshops por si mesma, onde todos se complementam mutuamente. O professor deve se sentar próximo e corrigir seus alunos apenas à distância.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 24/10/13

Busca Interna

Dr. Michael LaitmanA Torá, “Êxodo” (Pekudei), 39:1-39:2, 39:22, 39:27: Fizeram também as vestes do ministério, para ministrar no Santuário, de azul, e de púrpura e de carmesim; também fizeram as vestes santas, para Arão, como o Senhor ordenara a Moisés. Assim se fez o éfode de ouro, de azul, e de púrpura, e de carmesim e de linho fino torcido. E fez-se o manto do éfode de obra tecida, todo de azul. Fizeram também as túnicas de linho fino, de obra tecida, para Arão e para seus filhos.

As vestimentas do ministério, o Ephod (éfode), Choshen (manto), são todas vestimentas de uma pessoa totalmente corrigida que simbolizam diferentes Masachim (telas).

Trata-se dos níveis aos quais devemos elevar nossos desejos, os níveis do inanimado, vegetal e animal, de modo que eles vão criar o correto Masach e nos permitir trabalhar no nível falante, no nível do sacerdote.

Nós temos que corrigir 613 desejos de acordo com o amor e a doção, como o atributo da Luz Superior exige de nós.

Ao ler a descrição, que é uma alegoria das ações espirituais, nós temos que entender o que acontece durante essas ações: onde a púrpura, o carmesim, o Choshen, o éfode e o Tabernáculo estão em nós, e olhar para tudo internamente.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 16/10/13

E Cada Sábio De Coração Fez O Tabernáculo

Dr. Michael LaitmanA Torá, “Êxodo” (Vayakhel), 36:8, 36:13, 36:20: Assim todo o sábio de coração, entre os que faziam a obra, fez o Tabernáculo (Mishkan) de dez cortinas de linho fino torcido, e de azul, e de púrpura, e de carmesim, com querubins; da obra mais esmerada as fez. Também fez cinquenta colchetes de ouro, e com estes colchetes uniu as cortinas uma com a outra; e assim foi feito um tabernáculo. Também fez, de madeira de acácia, tábuas levantadas para o Tabernáculo (Mishkan), que foram colocadas verticalmente.

Trata-se da criação do Masach (tela) antiegoísta, da Luz de Retorno, e todas as outras ações espirituais que são apenas a fim de doar. Também fez, de madeira de acácia, tábuas levantadas para o Tabernáculo (Mishkan), que foram colocadas verticalmente, o que significa que o sábio de coração elevou o Masach até a altura desejada e deixou o ego sob o Masach.

Os colchetes de ouro e as outras joias simbolizam os nossos desejos egoístas, tudo o que está tão perto do nosso ego. Se nós mostrarmos essas coisas aos animais, por exemplo, eles não vão sequer olhar para elas, mas elas são muito importantes para o ego humano. Os seres humanos diferem dos animais nisso. Isso é realmente o que o nosso ego ama. Assim, a ascensão a um certo nível simboliza a adaptação do Masach ao ego de uma pessoa, o que ela pode suportar e se opor.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 10/07/13

Fazer Um Ser Humano Fora De Mim

Dr. Michael LaitmanA Torá, “Êxodo” (Vayakhel), 36:4-36:6: E vieram todos os sábios que faziam toda a obra do santuário, cada um da obra que fazia. E falaram a Moisés, dizendo: “O povo traz muito mais do que basta para o serviço da obra que o Senhor ordenou se fizesse”. Então mandou Moisés que proclamassem por todo o arraial, dizendo: “Nenhum homem, nem mulher, faça mais obra alguma para a oferta alçada do santuário. Assim o povo foi proibido de trazer mais”.

Pergunta: O que devemos fazer com o fato de que as pessoas dão ao Criador mais contribuições do que o necessário?

Resposta: Trata-se da nossa percepção de que há um limite para a auto-restrição em cada nível.

Nós começamos gradualmente a criar um vaso geral (Kli), um desejo geral que visa à doação, ao amor mútuo e à incorporação no outro. Aqui, nós devemos saber como trabalhar com nossas incorporações mútuas, já que há estados pequenos, médios e grandes de cada alma e de todas juntas. A correção e a reunião das partes corrigidas são graduais, e todas as partes não estão misturadas, apenas em certa medida.

Todo o trabalho é realizado acima da Masach (tela), o que significa que a pessoa deve se limitar na doação espiritual, apesar das grandes pressões e anseios. Essa é a parte interessante.

Pergunta: No entanto, é dito que Moisés limita a nação aqui.

Resposta: Moisés é a minha parte. Eu preciso aprender a gerir os atributos de doação e os atributos de recepção e a trabalhar com eles como com duas rédeas para avançar corretamente. É porque eu não posso trabalhar só para doar, já que o meu ego não desaparece. Acontece que eu existo entre doação e recepção. Só dessa maneira! Eu crio a mim mesmo a partir desses dois atributos.

Eu não me dissolvo no Criador e não caio na escuridão egoísta, mas existo no estado corrigido. Eu tenho as duas rédeas e, assim, avanço em direção ao todo e a eternidade.

As duas forças derivam do Criador. Ele é a linha direita, o atributo de doação, e Ele criou a linha esquerda, a força egoísta. Se eu me aderir a uma linha ou a outra, eu estou totalmente sob seu controle, mas se eu segurar as duas rédeas e executar as corretas ações mútuas entre elas, é como se eu construísse a linha do meio entre elas, e isso sou eu.

Ao receber Dele dois atributos opostos, eu alcanço a combinação correta dos dois dentro de mim em todos os níveis da minha subida. Ao incorporar cada vez mais as duas propriedades com a combinação certa entre elas dentro de mim, eu cresço, e de um pequeno ser humano me transformo num ser humano maior e mais maduro, até me tornar equivalente ao Criador.

Este movimento espiritual parece muito complicado na primeira vez, já que os dois opostos devem se apoiar mutuamente e não negam um ao outro. Agora nós não podemos comparar isso dentro de nós, porque estamos numa linha: tanto na doação total ou na recepção total. Afinal de contas, o nosso mundo é o egoísmo absoluto e o mundo espiritual é a doação absoluta.

Nós podemos imaginar algo, mas é muito difícil existir no meio destas duas propriedades. Mas isso é realmente o que temos que fazer. Então, nós estaremos livres do Criador, já que isso é o que Ele quer, assim como nós queremos que os nossos filhos se tornem totalmente independentes.

Nós só podemos chegar a isso se recebermos tudo Dele e nos concentrarmos em usar todas as forças corretamente na criação.

Ao atingir os níveis da ascensão, onde todas as forças cooperam em harmonia, a pessoa começa a compreender em que medida entre elas é que nós realmente começamos a sentir o resultado de sua correta conexão mútua, que é chamada de Adão (ser humano), a parte do meio, que o Criador não pode criar por si mesmo.

Ele criou uma futura imagem do homem e que criou o homem, que é a imagem do Criador. É um fenômeno totalmente diferente quando nós mesmos esculpimos o Criador. Assim, nós temos algumas propriedades de Bezalel, que já estão em nós. Tudo o que temos a fazer é revelá-las, reuní-las e desenvolvê-las gradualmente.

Quando falamos sobre a alegria no avanço espiritual, nos referimos à alegria que sentimos na conexão destas duas linhas.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 07/10/13

Dando O Mais Precioso

A Torá, “Êxodo” (Vayakhel), 35:22: Homens e mulheres, todos os corações que os moveram, todos os que desejavam fazer uma oferenda de elevação de ouro para o Senhor, vieram trazer broches, brincos, anéis e pingentes- objetos de ouro de todos os tipos.

Uma doação refere-se a rasgar, o que é caro para o nosso ego, de nós mesmos. Estas são as “jóias” que temos que sacrificar a fim de fazer com elas a parte comum da alma onde a Luz pode entrar.

A palavra sacrifício decorre da raiz “próximo”, em hebraico, aproximar-se. Isto significa que, por um lado, nós as rasgamos do nosso ego e, de outro lado, chegamos mais perto do Criador.

Nossa missão é preparar as condições para a Luz ser revelada entre nós, na parte central, onde todos nós somos conectados. Ao rejeitar o ego, nos aproximamos apenas por nossas partes altruístas, pelo nosso coração desejoso, o que significa, apenas pela parte que pode entrar em contato com os outros. [Leia mais →]

Sem Mais Performances Teatrais

Dr. Michael LaitmanPergunta: A época de Mordechai (Mardoqueu) e Ester foi o Zivug mais elevado, que corresponde ao fim da correção. O que precisa ser feito para atingir esse mesmo estado de novo?

Resposta: Nós temos que viver por meio de todas as ações materiais que têm raízes espirituais.

Houve todos estes acontecimentos: antiga Babilônia, escravidão egípcia, vagar no deserto, entrada na terra de Israel, construção do Primeiro Templo e sua posterior destruição, exílio babilônico, construção do Segundo Templo, sua devastação e exílio; todos esses eventos ocorreram por uma razão. Agora, nós estamos nos aproximando do fim.

Os eventos de Purim aconteceram durante o exílio babilônico. Desde a destruição do Primeiro Templo, nós perdemos a Luz de Mochin de Haya que estava incluída em nossa Reshimo. Esta Luz estava adormecida e era impossível despertá-la. Ela desperta apenas como resultado da ação chamada Purim, apenas sob sua influência.

Devido ao fato de que os judeus venceram a guerra de Purim guerra, eles foram capazes de revelar a Raiz Superior. Agora, nós temos que repetir essa ação em escala mundial. Se não fosse a necessidade de corrigir o mundo inteiro, nós construiríamos o Templo na terra de Israel como resultado do nosso desejo chamado Isra-el (Yashar-Kel: direto ao Criador). Nós estamos falando apenas sobre a espiritualidade, não sobre a materialidade. No momento da correção final, os níveis inanimado, vegetal, animal e falante serão incluídos num único nível espiritual.

Além do povo de Israel, existem nações do mundo, e elas não são capazes de se conectar diretamente com a espiritualidade. É por isso que o povo de Israel foi exilado e teve que se espalhar entre elas. Durante o último exílio nós nos misturamos com as nações mais distantes do mundo. Como para nações fechadas, nós nos misturaramos com elas durante exílios anteriores. A principal conexão aconteceu entre persas e o nosso povo durante o exílio babilônico.

Rainha Ester é um personagem histórico real. Seu filho, Koresh, ajudou a construir o Segundo Templo. Ele deu dinheiro para os judeus e os trouxe de volta para a terra de Israel. Ele também ajudou a reconstruir o país inteiro e investiu muito em sua ressurreição.

Todos estes eventos devem ser revelada ao mundo como ramos que se originam de raízes espirituais. Hoje, nós chegamos à época da libertação completa. É por isso que nunca haverá uma nova rainha Ester, Assuero, Hamã: todos estes foram personagens materiais que participaram de um espetáculo teatral. Neste momento, apenas as forças espirituais que estão prestes a serem discernidas estão agindo.

Estas forças espirituais estão desprendidas da materialidade. É por isso que é incorreto afirmar que os iranianos modernos são os mesmos antigos babilônios que eram nossos inimigos em algum ponto. Nem um pouco! Nós devemos ter uma visão mais ampla. Em qualquer lugar do mundo está a terra de Israel, a Babilônia, o Egito, etc. Nós não devemos olhar para o mapa, mas para a natureza humana. Hoje, nós estamos no estado do último exílio, que trata apenas da espiritualidade, porque neste momento o mundo se tornou global, como uma família.

Tudo se refere apenas ao desejo. Nós devemos dividir esse desejo geral nos níveis inanimado, vegetal, animal e falante. Temos que filtrar esses níveis para que cada vez consideremos as coisas de acordo com nossa etapa atual, sem conectar isso à corporalidade. Não há materialidade. Tudo é determinado pelo desejo.

É por isso que Purim, Mordechai, Ester e Assuero referem-se apenas aos caminhos espirituais. As forças espirituais são a única coisa que devemos considerar neste mundo corporal.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 18/03/14, Escritos do Rabash

Um Coração Generoso

Dr. Michael LaitmanA Torá, “Êxodo” (VaYakhel), 35:4-35:6: E Moisés falou com toda a comunidade dos filhos de Israel, dizendo: “Esta é a palavra que o Senhor ordenou dizer: ‘Leve de vós uma oferenda para o Senhor; todas as pessoas de coração generoso trarão [a saber] a oferenda do Senhor: ouro, prata e cobre; e lã azul, púrpura e carmesim; e linha e cabelo de cabra”…

Nosso coração é o ego. Mas quando certa inclinação à doação, conexão e amor aparece no coração e ele entende que é impossível continuar vivendo egoisticamente, isso é chamado de coração generoso.

Hoje nós já percebemos pelo sofrimento que devemos de alguma forma mudar a humanidade: nossa natureza, a sociedade, as conexões entre nós, porque o mundo já se desenvolveu e já sofreu o suficiente para se sentir decepcionado com sua atual evolução egoísta. Portanto, a palavra “generoso”, no sentido espiritual, significa “dar”. Um coração generoso é o reconhecimento de nossa natureza egoísta e trabalhar acima dela.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 10/10/13

História Ilustrada

Dr. Michael LaitmanA Torá, “Êxodo” (Ki Tissa), 34:29-34:30: E aconteceu que, descendo Moisés do monte Sinai trazia as duas tábuas do testemunho, e ele não sabia que a pele do seu rosto resplandecia, já que ele tinha falado com Ele. Olhando, pois, Arão e todos os filhos de Israel para Moisés, eis que a pele do seu rosto resplandecia; por isso temeram chegar perto dele.

A história viva da Torá é expressa por meio de imagens e assim nós podemos pensar que a Torá é a fonte dos desenho de ícones e figuras com uma auréola. Mas, na verdade, ícones entraram em uso como um meio de dizer às pessoas ignorantes o que não pode ser expresso por escrito, pois as pessoas eram analfabetas. Assim, o conteúdo da Torá foi transmitido oralmente e expresso em imagens.

As imagens são símbolos convencionais originais, cada uma transmitindo um evento específico, como a “vida do sagrado”. Este é o lugar onde todos os ícones e do qual tudo o que nós chamamos de “imagens dos santos” derivam. No geral, é um meio de transmissão de informações, já que naquela época não havia outros meios, mas desenhos.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 30/09/13

Dar Tudo Pela Verdade

Dr. Michael LaitmanA Torá, “Êxodo” (Ki Tissa), 34:31-34:34: Então Moisés os chamou, e Aarão e todos os chefes da assembleia voltaram-se a ele, e Moisés lhes falou. Depois chegaram também todos os filhos de Israel, e ele lhes ordenou tudo o que o Senhor falara com ele no monte Sinai. Assim que Moisés acabou de falar com eles, pôs um véu sobre o seu rosto. Porém, entrando Moisés perante o Senhor, para falar com Ele, tirava o véu até sair; e, saindo, falava com os filhos de Israel o que lhe era ordenado…

Quando Moisés apela ao Criador, ele recebe o dobro, na medida em que ele tem que passar às pessoas. O Partzuf do meio recebe uma porção dupla do Partzuf superior, a fim de ser grande também, a fim de compreender, e, assim, ele passa uma pequena porção da Luz para o inferior.

Em nosso mundo, para uma menina ser mãe e ter um filho, ela tem que crescer e se tornar uma mulher, o que significa a aquisição de um estado de grandeza, a fim de dar à Luz a um estado menor. Da mesma forma, Moisés atinge o nível de conexão com o Criador apenas para passar todo o método de correção para o inferior.

Pergunta: O que significa que “ele pôs um véu sobre o rosto?”

Resposta: Esconder o rosto simboliza a passagem da Luz pela Masach (tela), o que enfraquece a Luz, pois, caso contrário, as pessoas não vão ser capazes de recebê-la. Suponha que Moisés tenha Reshimot (genes espirituais) do tipo 3,2 e as pessoas têm Reshimot do tipo 2,1, que é o próximo nível. Moisés tem que se abaixar e sair do seu estado, a fim de se alinhar com as pessoas, uma vez que qualquer transferência espiritual é de acordo com a equivalência de forma.

Por um lado, ele tem que estar em contato com o Criador, e por isso ele revela seu rosto e coopera com Ele. Então ele tem que cobrir o rosto, o que significa se abaixar para cooperar com o inferior.

Moisés é o condutor entre o Criador e as pessoas, e ele se prepara para isso desde o começo ao dizer ao Criador, “destrua-me”, já que não há nada para mim neste nível. Ele não come nem bebe por 40 dias, o que significa que ele sobe para um nível em que nada resta de uma pessoa, exceto as Reshimo de sua vida anterior.

Nós percebemos este estado através do nosso ego, e ele parece um sofrimento sem fim. Mas, na realidade, é uma alegria enorme, um desprendimento da falsidade e tornar-se parte da verdade. Na realidade, é a única coisa que justifica tudo, já que a verdade inclui um estado que é contrastado pelo nada.

Tudo o resto é falso, calúnia, maledicência, ficção, pensamentos ociosos, infundados e imaginários. Na realidade, é a única coisa que existe, e por isso uma pessoa pode desistir de tudo para estar neste estado.

Assim, pois, viam os filhos de Israel o rosto de Moisés, e que resplandecia a pele do seu rosto. Moisés, então, tornava a pôr o véu sobre o seu rosto, até entrar para falar com Ele (A Torá, “Êxodo” (Ki Tissa), 34:35). O povo de Israel gradualmente recebe pequenas porções de Luz a partir de Moisés, que as corrige e eleva, e isso é chamado de peregrinação no deserto, a construção do Tabernáculo, etc.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 30/09/13

Quem Pode Ouvir A Torá?

Dr. Michael LaitmanA Torá, “Êxodo” (Ki Tissa), 34:4-7: Então Moisés lavrou duas tábuas de pedra, como as primeiras, e levantando-se no início da manhã, subiu ao monte Sinai, como o Senhor lhe tinha ordenado, e levou as duas tábuas de pedra em suas mãos. E o Senhor desceu numa nuvem e se pôs ali junto a ele, e ele proclamou o nome do Senhor. Passando, pois, o Senhor perante ele, clamou: O Senhor, o Senhor Deus, misericordioso e piedoso, tardio em irar-se e grande em beneficência e verdade, que guarda a beneficência em milhares, que perdoa a iniquidade, e a transgressão e o pecado, que ao culpado não tem por inocente, que visita a iniquidade dos pais sobre os filhos e sobre os filhos dos filhos até a terceira e quarta geração”.

“Até a terceira e quarta gerações” refere-se ao terceiro e quarto níveis quando a Luz já decorre de um estado espiritual e todas as Reshimot (genes espirituais) cessam. Em geral é isso que Moisés alcança e expressa na sua realização. Ele vê claramente duas linhas: a direita e a esquerda, uma bênção e uma maldição, que descem do Criador e governam o ego puxando-o para frente em perfeito acordo entre elas, forçando-o a querer mudar.

Pergunta: Será que todas as pessoas ouvem o que o Criador proclama?

Resposta: Não, apenas o atributo de Moisés; as outras pessoas não ouvem nada! A questão não é onde elas estão, visto que a montanha só simboliza a distância. Assim, sob o ódio, que são os atributos remanescentes de uma pessoa, elas não percebem o atributo de doação e ele não existe para elas.

Graças à primeira restrição, sob a qual elas estão submetidas, elas só podem ver o que está acontecendo à distância. Uma montanha coberta de névoa significa que o próprio ego está escondido do povo. As pessoas sequer compreendem o ego que está diante delas e que elas devem superar. Elas não sentem como o Monte Sinai se torna o deserto do Sinai que elas têm que passar.

A montanha se torna um deserto porque as pessoas não podem ascender ao nível de Moisés, e os seus desejos egoístas parecem agora se abrir gradualmente diante delas à medida que elas avançam. Avançar significa corrigir todos os desejos que elas têm e, no final, subir para o Monte Sinai, mas isso acontece durante os quarenta anos vagando.

Acontece que apenas uma pessoa que está perto dos atributos de Moisés pode ouvir a Torá que Moisés escreveu. De fato, a Torá é totalmente escondida de todos, de modo que todas as tentativas e esforços são apenas exercícios que as ajudam a chegar mais perto de Moisés, para decifrar todas as fases de sua ascensão e segui-lo.

Portanto, não vamos apenas ler, ouvir e sentir tudo o que é dito na Torá, mas vamos realmente cumpri-la, o que significa que vamos atingir o estado de amor e doação. A Torá não é um segredo, mas um método que só pode ser revelado em nós na medida em que o aceitamos com antecedência. Sua realização em nosso mundo é muito simples se começarmos a implantá-lo com precisão, sem quaisquer projetos obscuros.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 16/09/13