Textos com a Tag 'Torá'

Sobre A Beleza Interna

laitman_543_02A Torá, “Levítico”, 21:16-21:18: Disse ainda o Senhor a Moisés: Diga a Aarão: Pelas suas gerações, nenhum dos seus descendentes que tenha algum defeito poderá aproximar-se para trazer ao seu Deus ofertas de alimento. Nenhum homem que tenha algum defeito poderá aproximar-se: ninguém que seja cego ou aleijado, que tenha o rosto defeituoso ou o corpo deformado;

Do ponto de vista espiritual, um “defeito” é uma falha, a corrupção interna de uma pessoa, uma falha no seu anseio espiritual pela conexão e unidade.

Pergunta: Como é determinada a falha interna de uma pessoa?

Resposta: É impossível determiná-la externamente, já que ela está oculta até mesmo da pessoa até que ela a descubra dentro dela sozinha. Isto é chamado de sabedoria oculta ou conhecimento oculto. É apenas na medida em que a pessoa pode revelar o defeito dentro dela e suportá-lo que ela pode realiza-lo corretamente.

O defeito é totalmente não sentido e não pode ser visto de fora, já que ninguém sabe quais são as intenções de uma pessoa. Ela pode executar ações que podem parecer totalmente estúpidas e até prejudiciais, totalmente insípidas e egoístas, de fora, mas, na verdade, tudo é totalmente diferente, porque o caráter e a qualidade da ação determinam a intenção.

Comentário: Mas em nosso mundo tudo é oposto à Torá, que se refere apenas às intenções quando fala sobre uma pessoa.

Resposta: Essas limitações não se referem à aparência externa da pessoa, claro. Moisés, por exemplo, é descrito como muito bonito, alto e fortemente estruturado. Pode uma pessoa de 120 anos de idade realmente parecer dessa maneira? Trata-se apenas da sua pureza e beleza interna.

Eu entendi isso pela primeira vez quando estudei com o Rabash. Ele me pediu para ajudar a encontrar um par para certa garota… e eu decidi apresentá-la a um cara que estudou com a gente. A menina era muito inteligente, muito esperta e uma pintora talentosa que mais tarde deu uma de suas pinturas como presente para o Rabash. Eu convidei o garoto e a garota para almoçar na minha casa e eles conversaram; depois, eu fui dar uma volta e duas horas depois ele veio para a aula e me disse que não gostou da aparência dela. Eu passei esta informação para o Rabash, vitos que o futuro da garota era muito importante para ele. No começo ele não entendeu o que tinha acontecido, mas quando eu expliquei-lhe, ele perguntou: “Então, ele apenas olhou para sua externalidade?!” O cara não conseguiu subir acima de sua razão, e, no final, a vida não deu certo para ele ou para a garota. Ele se casou e teve cinco filhos, mas eles se divorciaram depois de um tempo. Ela se casou e teve um filho e se divorciou do marido.

Rabash sempre disse simplesmente: “O amor é um tipo de animal que é construído por concessões mútuas”.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 28/04/14

Nutrição Humana

laitman_560A Torá, “Levítico”, 23:14: Vocês não poderão comer pão algum, nem cereal (feito de farinha) tostado, nem cereal novo, até o dia em que trouxerem essa oferta ao Deus de vocês. Este é um decreto perpétuo para as suas gerações, onde quer que morarem.

O pão representa a característica de Hassadim (misericórdia), de modo que a correção de uma pessoa ocorre precisamente em torno destes estados.

Em nossa correção espiritual antes do Omer (feixe), nós estamos envolvidos com tudo, não só com pão. Pão é alimento humano. Aqueles que corrigem o Omer dentro deles — ou seja, aqueles que colhem, reúnem, amarram e o transformam em produtos cozidos feitos com farinha — alcançam o nível de doação completa.

Pastelarias (produtos cozidos feitos de farinha) referem-se à realização de desejos egoístas que crescem do chão, do estado mais baixo, onde a pessoa pode cultivá-los e transformá-los na característica de doação.

Como regra geral, características egoístas no nível inanimado são encontradas em cada um de nós, para que possamos corrigi-las sem qualquer problema. Mas aqui isso está falando sobre como desenvolver as características egoístas dentro de nós mesmos que se transformam em alimento para o nível espiritual, Adam.

Com isso, nós criamos nossa investigação pessoal interna porque sabemos como desenvolver o ego dentro de nós, como gerenciá-lo, como ele crescerá nas linhas esquerda e direita, e, assim, podemos corrigi-lo, comparando e combinando-as, avançando na linha do meio.

Tudo o que é mencionado na Torá é destinado apenas para a nossa conexão e unificação e ensina em que nível, em que condições, quais partes do nosso desejo, estão conectadas e se completam mutuamente com semelhança e equivalência com o Criador. Isto é tudo o que uma pessoa precisa fazer neste mundo além da satisfação mínima de suas necessidades básicas.

Quando nós terminarmos nossa correção espiritual, provendo-nos com os níveis inanimado, vegetal e animal através dos “frutos da terra”, este mundo desaparece. E nós continuamos existindo num estado eterno e corrigido. Nós tentamos alcançar isso enquanto ainda estamos vivos neste mundo. A sabedoria da Cabalá nos foi dada para esse propósito.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 28/05/14

Parentes, Parentes

laitman_232_04A Torá, “Levítico”, 21:1 – 21:3: Disse ainda o Senhor a Moisés: Diga o seguinte aos Cohanim (sacerdotes), os filhos de Aarão: um Cohen (sacerdote) não poderá tornar-se impuro por causa de alguém do seu povo que venha a morrer, a não ser por um parente próximo, como mãe ou pai, filho ou filha, irmão, ou irmã virgem dependente dele por ainda não ter marido; por causa dela, poderá tornar-se impuro.

No trabalho espiritual, a pessoa se encontra sempre como um componente intermediário entre características superiores e inferiores. As características superiores do sacerdote são dirigidas ao Criador. As características inferiores são aquelas que sustentam e apoiam um desejo que é dirigido ao Criador e procedem de acordo com uma hierarquia dirigida para baixo. A pessoa se baseia aparentemente nesses desejos, e cada um deles está conectado a ela no nível dela, quando ela se anula e está incluída em sua ânsia pelo Criador. Com isso, eles justificam sua missão.

Isto é, “… por um parente próximo…” simboliza os desejos do sacerdote (Cohen) que não são relevantes para a sua conexão direta com o Criador, mas para níveis inferiores.

Na criação, nada foi criado além do desejo. Portanto, nosso trabalho é dirigi-lo à doação, ao Criador, assim como Ele dirige Sua ação a nós, e então nós atingimos a adesão.

O sacerdote (Cohen) é uma característica que está pronta para elevar todos os desejos que estão abaixo de acordo com uma hierarquia e dirigi-los à conexão com o Criador.

Os Levitas são o mecanismo de execução, moldando os desejos que se encontram abaixo do sacerdote. Eles entendem os sacerdotes e sabem como realizar suas instruções.

Israel representa os desejos ainda inferiores que podem ser subservientes aos Levitas e, através deles, ao sacerdote (Cohen), e eles constituem uma conexão entre os desejos superiores e os desejos que se chamam as “nações do mundo”, e abaixo dos desejos das nações do mundo estão os desejos do animal, vegetal e inanimado.

Todos os desejos devem ser dirigidos juntos à unidade geral, e quando ela for atingida, dentro dela a característica de doação total mútua é descoberta. Imagine por um longo tempo que você está meticulosamente reunindo algo, e de repente isso começa a brilhar internamente. Isto significa que o poder dos desejos atinge este tipo de unidade, quando começa a brilhar. Esta é a descoberta do Criador.

Em outras palavras, essa unificação mútua entre as características das criaturas acontece quando o Criador é descoberto. Ele brilha por toda a pirâmide de acordo com a lei de equivalência entre o desejo e a Luz. Este é o objetivo do nosso desenvolvimento, enquanto que o objetivo da nossa existência é atingir este estado e avançar rumo a algo que, por enquanto, ainda é desconhecido para nós.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 28/04/14

O Livro De Ester: A Tela Cai

Dr. Michael LaitmanO rei responde favoravelmente a proposta de Hamã e informa-o de sua decisão de destruir todos os judeus em todo o reino.

Mardoqueu transmite a mensagem para Ester sobre a necessidade de ir ao rei com um pedido de misericórdia. No entanto, Ester estabelece uma condição e através de Mardoqueu ela se vira para o seu povo com uma chamada para se conectar e se unir. Então, ela está pronta para se voltar ao rei com o pedido de misericórdia e perdão pelos condenados à morte. O destino dos judeus dependia unicamente de dua unidade.

É Assim Que Ganhamos

Há muitos “Hamãs” em todo o mundo. Cada nação tem seu Hamã, o principal inimigo dos judeus, e ai dos judeus se eles se esquecerem disso.

A condição que transforma os judeus num povo é a condição para a qual eles estavam no Monte Sinai: a sua prontidão de se unir e responder positivamente ao chamado pela unificação. É assim que isso aconteceu nos dias de Purim, há 2.500 anos. O rei se lembrou que devia a Mardoqueu por ter salvado sua vida. Ester redigiu o pedido de Mardoqueu perante o rei e os judeus foram salvos. Muito mais tarde, o rei Ciro da Pérsia, o filho de Ester, ajudou-os a voltar à terra de Israel e construir o segundo Beit HaMikdash (Templo).

Do Folheto sobre o Feriado de Purim, 03/2015

O Livro De Ester: Punição Coletiva

Dr. Michael LaitmanPor centenas de anos nós temos tentado organizar uma vida normal nos países em que vivemos, mas as circunstâncias constantemente nos forçaram a voltar à realização da unidade. O exemplo mais claro disso é a história de Purim.

Os judeus foram espalhados por todo o império babilônico, e com o tempo começaram a esquecer a sua missão. Eles simplesmente queriam ser como todos os povos da Babilônia e viver como todo mundo, mas uma série de eventos os colocou em perigo de aniquilação.

Tudo começou com um judeu chamado Mardoqueu que vivia na capital de Susan. Sua protegida Ester, por ocultar sua origem, foi levada ao palácio e se tornou a rainha.

Houve um tempo em que Mardoqueu expôs uma tentativa de assassinar o Rei, e por esta ação, ele salvou a vida do rei, mas não mereceu uma expressão de agradecimento e gratidão. Além disso, em vez de Mardoqueu, o rei promoveu Hamã e promoveu-o como ministro sobre todos os ministros e instruiu todos os seus súditos a curvar-se diante dele.

E isso é o que todo mundo fez, exceto Mardoqueu. Hamã ficou furioso, cheio de raiva, e por isso decidiu aniquilar todos os judeus. Ele informou ao rei que havia um povo espalhado e separado em seu reino que não aceitava as ordens do rei, então eles tinham que ser aniquilados.

Do Folheto sobre o Feriado de Purim, 03/2015

O Livro De Ester É Nossa Herança Espiritual

Dr. Michael LaitmanO Livro de Ester 3: 8: Então Hamã disse ao rei Xerxes (Assuero): Exis­te certo povo disperso e espalhado entre os povos de todas as províncias do teu império, cujos costumes são diferentes dos de todos os outros povos e que não obedecem às leis do rei; não convém ao rei tolerá-los. A unidade foi sempre a base e o fundamento do povo judeu, e a força que não os deixou se dissolver no exílio.

Há um destino maravilhoso para esta unidade, e no início dela estava Adão, o primeiro homem a subir acima de si mesmo.

Herança Espiritual

Adão lançou as bases para a história espiritual da humanidade. Ele foi o primeiro entre todos os seres humanos que ascendeu acima das propriedades do ego e do amor próprio ao nível mais elevado do amor ao próximo. Nesta característica superior ele descobriu o mundo superior, um mundo fora de si mesmo e fora do seu ego.

Seus alunos continuaram a elevação espiritual de Adão, e com a passagem de 20 gerações, esta cadeia atingiu a antiga Babilônia, que foi o berço da civilização atual.

Abraão viveu aqui e continuou o caminho de Adão. Depois de reunir pessoas dentre os babilônios que possuíam uma visão idêntica, Abraão foi com eles à terra de Israel, a fim de dar ao mundo inteiro um exemplo de unidade real. A continuação deste grupo tornou-se o mesmo grupo que ainda assombra a humanidade.

Assim, o povo judeu não surgiu inicialmente numa base étnica, mas ideológica. Nossos ancestrais tomaram uma ideia ao longo da história da humanidade, e ela sozinha determina o nosso caminho comum: o caminho para a unificação universal da humanidade.

Com a passagem de quase 1000 anos depois de deixar a antiga Babilônia, nós caímos do nível do amor ao próximo para o do egoísmo crescente, e, com isso, mais uma vez nos encontramos na mesma Babilônia, e no exílio.

Do Folheto sobre o Feriado de Purim, 03/2015

O Gene Do Sacerdote

Laitman_167A Torá, “Levítico”, 22:12: “E se a filha do Cohen se casar com um não-Cohen, ela [não] comerá da oferta das coisas sagradas”.

Filhos e filhas do Cohen (sacerdote) é o nível que o segue e deve se conectar com os outros níveis de uma forma muito clara em função da hierarquia.

No conjunto, a filha do Cohen (sacerdote) é casada com o filho de um Cohen (sacerdote) e, assim, este equilíbrio é mantido. Mas se ele é interrompido, ela se afasta e é separada da casa de seus pais, já que agora está totalmente sob o domínio de seu marido. Mesmo que ela estivesse conectada a seu pai antes, agora ela rompe com seu pai e está conectada através de uma outra parte masculina.

Pergunta: Será que a geração de sacerdotes (Cohen) também continua desta forma no mundo corporal?

Resposta: Os geneticistas que estudam essa questão chegaram a resultados surpreendentes: a partir de Aarão, o que significa da época do Egito em diante, eles observaram uma cadeia genética muito interessante. Eles observaram a mesma sequência genética num círculo fechado de pessoas por 3.000 anos. Acontece que você pode estudar uma pessoa que tem 3.000 anos de idade e ela está bem diante de você como uma pessoa viva. Isso não existe em nenhuma nação do mundo.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 28/04/14

Como Evitar Uma Situação Desesperadora

Dr. Michael LaitmanA Torá, “Levítico”, 22:26-22:28: Disse ainda o Senhor a Moisés: Quando nascer um bezerro, um cordeiro ou um cabrito, este ficará sete dias com sua mãe. Do oitavo dia em diante será aceito como oferta ao Senhor preparada no fogo. Não matem uma vaca ou uma ovelha ou uma cabra e sua cria no mesmo dia.

Isso se refere à parte corporal do desejo de uma pessoa e como ele pode ser elevado e corrigido em relação ao nível anterior.

Em primeiro lugar, há o desenvolvimento “in útero” e depois o período de aleitamento. Uma semana é o suficiente para um animal receber e se adaptar a um nível de HGT NHYM, uma vez que um animal passa por apenas sete níveis de desenvolvimento e não dez como o homem.

Durante os sete dias (sete níveis) o animal recebe e se adapta a tudo desde o nível superior e se desprende dele. Ele vive de acordo com leis instintivas, e, por conseguinte, um ser humano que está no nível animal age instintivamente.

Quando você olha para o mundo, você vê que todo mundo aprende com os outros como viver e repete o que vê. Os animais não têm as três Sefirot superiores que simbolizam a cabeça e, portanto, sua cabeça está no mesmo nível que o seu corpo, e não acima dele.

A mesma coisa acontece hoje com o mundo que está atualmente no nível animal de desenvolvimento. Sua cabeça desapareceu algumas eras atrás, quando as verdadeiras grandes mentes desapareceram.

A humanidade evolui de uma forma totalmente automática, apesar do que os cientistas, filósofos, governos, banqueiros ou as massas dizem. Eles só acumulam suas parcas mudanças em cada nível da natureza, mas não mudam a percepção de sua evolução.

O momento crítico foi quando o homem começou a produzir e a ganhar mais do que o necessário. Daquele ponto em diante, o capitalismo começou a se desenvolver, mas até aquele momento tudo era simples e natural. O homem viveu provendo suas necessidades básicas, não porque quisesse, mas porque não havia novas tecnologias para ajudá-lo.

Mas quando o homem inventou o arado que lhe permitiu lavrar profundamente a terra, ele começou a se envolver em fazer cerâmica e trabalho em metal, que eram oportunidades para ter mais lucro do que o necessário.

O valor agregado inspirou o ego, e o ego começou a impulsionar o valor agregado. Em vez do desenvolvimento interno, moral, ético do homem, o mundo virou na direção do desenvolvimento tecnológico e este foi o ponto da virada que determinou a direção que a humanidade viria a seguir.

Mas hoje nós estamos no final deste caminho, onde o nosso desenvolvimento tecnológico está em colapso e nós estamos diante de uma situação desesperadora. Nós temos que entender que devemos diminuir os nossos desejos para um nível que seja adequado para uma vida decente. É como em matemática: uma condição necessária e suficiente. Isso significa que o consumo deve ser sensível, enquanto toda a nossa energia e opções devem ser focadas em atingir a meta superior, tornando-nos seres humanos juntamente com toda a humanidade.

Comentário: Acontece que não há escolha, assim como na lenda de Pushkin do Pescador e o Peixe Dourado. Ele deveria ter parado quando tinha palácios de luxo, mas a velha senhora não pôde e, por fim, acabou sem nada. Nós estamos no mesmo ponto agora.

Resposta: Mas nós temos a opção de um pouso suave. Ao usar a sabedoria da Cabalá, nós podemos mostrar a humanidade, de uma maneira boa e sensata, o que pode acontecer se não aceitarmos esse método. Caso contrário, vamos continuar a cumprir o objetivo da criação, mas de uma maneira mais difícil, através de revoluções, guerras e problemas.

Nós vemos como os conflitos de repente surgem num lugar aparentemente vazio. Você só precisa acender um fósforo. Há grande ódio no mundo na medida em que todo mundo odeia a todo mundo e, portanto, a centelha mais ínfima pode começar um incêndio.

Nós temos que dar o nosso melhor para fazer com que o mundo entenda que a Torá fala sobre o aprimoramento e as modificações do homem ao longo de um bom, seguro, saudável e suave caminho da evolução harmoniosa. Será que nós já não sofremos o suficiente para que não queiramos isso? Será que temos que sofrer muito mais para mudar o nosso caminho para a evolução positiva? É aí que reside o nosso problema.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 28/05/14

A Filha do Sacerdote

A Torá, “Levítico” 21:09: Se a filha de um Sacerdote torna-se profanada por adultério ela profana seu pai; ela será queimada no fogo.

“A Filha do Sacerdote” é o desejo de receber, que vem do mais alto grau. Se isto dirige para o bem da própria realização (que significa “desonrar-se”), então isto deve ser destruído, “queimado no fogo.”

Devido ao nível do desejo “a filha do sacerdote” não pode ser purificada por apedrejamento, nem pela morte ou censura, mas apenas pela queima da intenção de “para o seu próprio benefício”. Os desejos em si não são perdidos e não mudam, apenas as intenções mudam.

“Será queimado no fogo” significa que o tribunal muda a intenção de estar ao mais alto nível, ao nível de fogo.

Todos os conceitos mencionados acima não devem ser apreendidos em formas humanas uma vez que mesmo o nosso mundo é retratado por nós como uma imagem em uma tela de computador que, na verdade, não existe: isto é representado por cargas elétricas em uma tela fluorescente. E todos os nomes dos supostos objetos e fenômenos são apenas legendas que surgem em nossas mentes, que transformam os sinais elétricos.

Somente quando a pessoa alcança a espiritualidade é que ele entenderá o que a Torá fala. Nós vemos e sentimos tudo de dentro de nós mesmos. Não há nada fora de nós! O mundo inteiro está dentro de mim. Então, nós estamos trabalhando em nós mesmos, imaginando que tudo que é falado está dentro de nós. É, especificamente, desta forma, que podemos começar a sentir o que é falado na Torá e podemos compreendê-la.

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De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 21/5/14

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O Feriado Que Não Notamos

Dr. Michael LaitmanTorá, “Levítico”, 23:03: [Por] seis dias realize os seus trabalhos, mas o sétimo dia é dia de descanso e de reunião sagrada. Não realizem trabalho algum; onde quer que morarem, será Shabat dedicado ao Senhor

No mundo material, o sábado vem no final de cada semana. Por isso, psicologicamente falando, nós temos o hábito de não tomá-lo como um estado espiritual.

Na verdade, é a mais poderosa ferramenta para o desenvolvimento. No sétimo dia, Malchut recebe tudo o que foi feito em seis dias, e, se eu não cumprir com os termos do Shabat, não vou subir ou alcançar novos níveis espirituais que já se caracterizam como feriados.

O sábado é como uma volta no trabalho espiritual, e, depois, há outra volta, e mais outra. Depois de certo número de voltas, eu chego a um estágio festivo no qual é impossível ir sem o Shabat.

Portanto, no mundo espiritual, o sábado é o maior feriado. Depois de investir no trabalho, na força sobre o egoísmo, eu chego a um ponto em que todos os estados são realizados em mim e dão frutos.

Neste estado, eu não tenho que fazer nada, mas permitir que a Luz Superior me reforme.

Digamos que eu produzo repetidamente esforços para trabalhar dentro dos chamados seis dias (seis graus), que são Hesed, Gevura, Tiferet, Netzach, Hod e Yesod. Ao juntar seis esforços consecutivamente definidos e claramente desenhados, a sétima força vem de cima, porque eu não era capaz de fazer isso sozinho. Só ela pode fazer a maior Luz, que vem e me muda.

No mundo espiritual, se eu não cumprir essa condição, não vou ser capaz de formar todos os outros estados.

No mundo material, isso pode ser representado na forma de uma pessoa que sempre aspira a algo, e, em algum momento, chega à realização. Em outras palavras, os chamados seis dias podem levar vários anos.

Em essência, toda a vida da humanidade é de sete dias, desde Adão, que primeiro alcançou o sistema de correção espiritual, até a pessoa mais recente na qual o sistema chegará ao fim depois de sete mil anos, onde cada dia é mil anos.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 28/05/14