Textos com a Tag 'Torá'

Com Uma Herança Eterna E Temporária

laitman_766_2A Torá, “Levítico”, 25:31: Mas as casas dos povoados sem muros ao redor serão consideradas campo aberto. Poderão ser resgatadas e serão devolvidas no Jubileu.

Tudo o que se encontra fora dos muros da cidade (fora do mundo de Atzilut) não é considerado pertencente à cidade (não é corrigido), porque no mundo de Atzilut, acima de Parsa (fronteira), tudo se encontra em plenitude.

Mas as casas dos povoados sem muros ao redor serão consideradas campo aberto. Poderão ser resgatadas e serão devolvidas [a posse do comprador] no Jubileu.

Mas as casas dos povoados sem muros ao redor serão consideradas campo aberto. Estes são os nossos desejos não corrigidos, que são para a recepção para si mesmo, e não em prol de doar e amar, de modo que são como um vento num campo.

Mas quando eles estão numa cidade, eles devem pertencer aos seus primeiros e verdadeiros donos. Eu posso tomá-los dele e pagar por eles, a fim de usar essas características e devolvê-las depois disso, e assim por diante. Isso se refere ao fluxo das características corretas de um desejo para outro.

No caso das cidades dos Levitas, eles sempre terão direito de resgatar suas casas nas cidades que lhes pertencem (Levítico 25:32).

O “Levita” é o estado de uma pessoa que se encontra com a característica de doação (Bina). Portanto, nenhuma limitação se aplica a ele: sete anos, Jubileu, o empréstimo anual, e assim por diante.

Quando a cidade de um Levita está dentro de mim, isso não é meramente Malchut de Atzilut, mas Malchut que subiu à Bina de Atzilut, ou seja, a característica de doação pura. É possível transmiti-la e fazer tudo o que quiser com ela, porque essa característica pode estar em todos os estados.

Mas as pastagens pertencentes às suas cidades não serão vendidas; são sua herança eterna (Levítico 25:34).

“Mas as pastagens pertencentes às suas cidades” representa essas características (AHP) que os Levitas devem adicionar a si mesmos. Esses desejos devem ser corrigidos e preenchidos com a Luz de Hochma.

Somente os Levitas (a característica de Bina) podem combiná-las com eles mesmos e continuar a receber a Luz de Hochma nelas. Assim, “mas as pastagens pertencentes às cidades dos Levitas” não podem ser transferidas para outros proprietários. Eles mesmos devem corrigi-las.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 18/10/14

Anulando As Fronteiras Dentro De Mim

laitman_627_1A Torá, “Levítico”, 25:30: Se não for resgatada antes de se completar um ano, a casa da cidade murada pertencerá definitivamente ao comprador e aos seus descendentes; não será devolvida no Jubileu.

No trabalho espiritual existem leis de tal forma que, se eu não corrigir totalmente as minhas características (49 = 7 x 7 características, 49 anos), então, no 50o ano elas são todas renovadas e eu vou começar a trabalhar novamente. É interessante que, de acordo com as leis da Torá, é proibido vender ou comprar qualquer coisa por mais de 49 anos. Eu posso comprar uma casa, campo ou campo arado para uso temporário, e depois isso vai voltar para o proprietário de qualquer maneira. Isto significa que a pessoa que possui terra (Eretz) deve corrigir esse desejo (Ratzon) por si mesma e se ela o “transmite”, o que significa que ela usa outras características para a sua correção, este é apenas um estado temporário.

Assim, em nosso mundo, essas leis estão mostrando uma forma muito interessante, pois em última análise tudo volta ao seu estado anterior e o proprietário continua a ser o proprietário. Quando cada tribo entrou na terra de Israel, eles receberam a sua herança; todas as seções foram claramente indicadas e ninguém tinha o direito de alterar os limites. Além disso, ninguém tinha o direito de se casar com alguém de outra tribo.

Mas nós devemos entender que a Torá não está falando de casas, ovelhas ou escravos, mas de leis espirituais. Se o povo de Israel começar a usar essas leis internamente, quando eles voltarem para a terra de Israel eles também manifestarão essas leis em sua forma exterior.

Pergunta: Na Torá é dito que se você vender uma casa, depois de certo período você pode comprá-la de volta. Qual a necessidade da compra e venda?

Resposta: No final do desenvolvimento todos devem realizar um desejo comumente compartilhado; O Criador irá revelar este desejo sob a forma de uma corrente de desejos, um dentro do outro, e as conexões entre eles.

Portanto, nós precisamos casar, ter filhos, estar em relações de compra e venda entre nós, ter conexões familiares, etc. Isso significa que as conexões devem preencher toda a sociedade humana com um grande número de conexões, de modo que todas as nossas características de doação ao outro serão realizadas, e através disso o poder único e singular, o Criador, será revelado.

Comentário: Isto é, tudo o que acontece dentro de mim, a compra e venda, o fluxo de desejo para outro, isso é o que estamos vendo agora no mundo…

Resposta: Hoje nós realmente alcançamos isso, porque nenhuma nação e nenhum indivíduo pode se dar bem sem usar o mundo inteiro. Se tomarmos cada um de nós e vermos como ele se veste, o que ele usa em sua casa, no trabalho, na rua, vemos que estamos totalmente conectados com o mundo inteiro! Este é o resultado da mistura dos desejos dentro de uma pessoa.

Assim, nós chamamos o nosso mundo de global, integral. Nós estamos caminhando para um estado onde o mundo vai existir sem fronteiras, sem governos. Porque, se eu dependo de todos os outros, o que o governo pode me dar? Eu já não dependo dele. Os governos começarão a se esgotar e desaparecer.

Em última análise, os relacionamentos humanos plenos e mutuamente dependentes irão abranger o mundo inteiro, e nós precisamos descobrir isso aqui num aspecto que não é tão bom, porque as relações que existem entre nós agora são totalmente egoístas. Se o sistema está mutuamente conectado, ele deve ser recíproco, e, por enquanto, não temos reciprocidade.

Segue-se que, por um lado, nós estamos sob rigorosas condições egoístas, mas, por outro lado, a mesma força que nos governa, e que já nos tem atraído a avançar até ela, é totalmente altruísta. Essas são duas forças opostas e aqui nós precisamos produzir dentro de nós um enorme número de correções.

Nós vamos alcançar isso. Por um lado, seremos obrigados a anular as fronteiras, e, por outro lado, veremos que é impossível fazer isso. Desta forma, nós entendemos que a ideia não se refere às fronteiras; pelo contrário, se refere a nós mesmos. Nós temos que mudar a nós mesmos, anular as fronteiras dentro de nós, o que significa que temos que aniquilar a distância entre eu e os outros. Será claro para nós que não podemos fazer isso por nós mesmos. Vamos precisar do Criador.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 08/10/14

O Mundo Inteiro Está Dentro De Nós

Dr. Michael LaitmanA Torá aborda somente os seres humanos e fala sobre coisas que são internas para nós: o Criador, Moisés, pessoas, etc. Cada um de nós deve organizar esses elementos, porque não importa o que sentimos, nós sentimos dentro de nós.

Você pode continuar a dizer mil vezes que um copo existe fora de você. No entanto, como isso é possível, se você o percebe internamente? “Não! Eu o vejo em cima da mesa!” Portanto, isso significa que você sente tanto o copo como a mesa dentro de você.

Por conseguinte, tudo o que falamos, o mundo inteiro, está dentro de nós, incluindo o Criador.

Isso explica porque quando retratamos o Criador na Cabalá, a primeira coisa que desenhamos é o ponto (ponto) da letra “Yod” e só depois nós escrevemos “Yod Hey Hey Vav“, os quatro estágios de desenvolvimento do desejo que começam com este ponto. A quarta etapa é um desejo completo que parece tangível, sério e maduro para nós.

A última fase do desejo foi instigada desde o ponto inicial, semelhante a todo o universo que se originou de uma pequena centelha que continha energia suficiente para alimentar este mundo e cada um de nós até hoje. Nesse ponto minúsculo reside toda a informação e toda a matéria do universo.

É um ponto que instigou tudo o que apareceu como resultado de uma explosão e é o começo da letra “Yod“. É por isso que se diz na Torá que cada pessoa é um pequeno mundo que engloba tudo.

Não importa o que sentimos, isso está dentro de nós. É por isso que a ciência moderna, que tem avançado um bilhão de anos-luz, mais uma vez retoma a exploração dos seres humanos e se concentra em nosso potencial e nas particularidades de nossa percepção. Coisas que pareciam remotas e fora de nós devem de fato ser exploradas dentro de nós.

A falta de compreensão da maneira como nós percebemos as coisas externas nos impede um maior avanço e se opõe ao entendimento da essência da vida e da organização da nossa existência futura. Em um futuro próximo, todas as ciências vão acabar estudando Cabalá.

Vai se tornar óbvio para o mundo científico que sem essa sabedoria é impossível estabelecer uma base sólida que permita aos seres humanos se relacionar corretamente às nossas sensações, noções e cognição.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 08 /10/14

E Então Vocês Ouvirão Música

Dr. Michael LaitmanA Torá, “Levítico 25:19”: Então a terra dará o seu fruto, e vocês comerão até fartar-se e ali viverão em segurança.

Se nós estivermos em conformidade com o programa geral da natureza, nós começaremos a viver em harmonia com ela. Nada vai ficar confuso na natureza: você vai semear o campo, a chuva vai cair, virá o tempo para a colheita das culturas, o sol vai sair, e tudo ficará normal.

Nós precisamos dirigir o vasto organismo da natureza, de modo que ele nos influencie positiva e beneficamente na saúde, família, animais, colheita, e em tudo. Diante de nós, está um imenso mecanismo e nós podemos direcioná-lo de modo que a chuva caia ou o sol saia.

Tudo vai soar harmonioso, como um instrumento musical bem afinado. É necessário investir apenas um pouco de esforço, mas principalmente entender como alcançar a harmonia. E depois de entendermos isso, vamos dedilhar algumas cordas e você vai ouvir a música.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 13/08/14

Nós Dependemos Uns Dos Outros

Pergunta: Existe uma razão para todos os nossos problemas?

Resposta: Se houver um conflito com nosso cônjuge, nossos filhos, nossos vizinhos, no trabalho, e até mesmo dentro de nós mesmos, isso significa que o nosso ego, chamado Faraó, nos domina.

Pergunta: Mas a escravidão no Egito, de que a Torá nos fala, só foi em tempos antigos e terminou há muito tempo.

Resposta: O Faraó nos domina o tempo todo, até mesmo agora. Os eventos descritos na Torá não estão relacionados a um determinado período de tempo e não são uma estória histórica. Nós ainda estamos escravizados ao mesmo ego, à nossa natureza egoísta, que não nos permite viver uma vida normal.

Nós vivemos em um mundo especial hoje, em um momento especial. Estamos todos conectados em uma rede, num mundo integral, uma economia integral, e dependentes uns dos outros. Se a comunidade internacional impõe certas sanções contra qualquer país, ela corta as suas ligações com aquele país, como o Irã, por exemplo, este estado cai, já que todo mundo depende de todo mundo. [Leia mais →]

À Terra Ou Ao Céu…

Laitman_712_03A Torá, “Levítico”, 25:14 – 25:15: Se vocês venderem alguma propriedade ao seu próximo ou se comprarem alguma propriedade dele, não engane o seu irmão.

O que comprarem do seu próximo será avaliado com base no número de anos desde o Jubileu. E fará a venda com base no número de anos que restam de colheitas.

Pergunta: É dito “não engane a seu irmão…”. Qual é o significado de enganar?

Resposta: Primeiro a pessoa engana a si mesma. Se pudéssemos sentir em cada ação que fazemos que tudo é temporário e não víssemos nossas ações e relações como um componente eterno, percebendo em que medida elas são condicionais e frágeis, tudo seria muito mais fácil e simples.

Mas cada vez nós nos agarramos ao nosso desejo, a nossa opinião, ao nosso menor estado de espírito temporário, e acreditamos que essa é a coisa principal, uma vez que opera em mim num determinado momento e me preenche, e este é o meu pequeno mundo.

Mas se ao mesmo tempo eu pudesse incluir todo o mundo dentro de mim, a esfera maior, e agir em conformidade, apesar do fato de que estou sob o domínio do meu pequeno desejo, eu teria certa conta com o nível superior e certamente poderia sentir e me sintonizar de uma maneira totalmente diferente.

Uma pessoa não tem nada seu. Meu melhor estado é quando eu não sinto que meu corpo é meu, sem falar de coisas mais externas.

Eu só tenho um ponto interno e o adoro. Isso significa que eu quero anexá-lo ao Criador a partir do meu próprio lugar pessoal, aderir a minha terra, ao meu pequeno quadrado que é a combinação de todos os meus atributos internos, a combinação das linhas direita e esquerda.

É parte minha, uma pequena célula do corpo geral, e ao se conectar a ela eu volto à minha origem, ao meu lugar. Este é o estado mais perfeito, o fim de todas as correções.

No entanto, para fazer isso, eu tenho que sentir todo o corpo geral. Só então é que posso encontrar meu lugar no que diz respeito a todos os outros pontos, todos os outros pequenos quadrados como o meu, de onde a imagem do Criador é feita. Ela na verdade não existe, mas nós reunimos essa imagem ao reunir nossos desejos corrigidos numa imagem, numa forma que tem volume, e adaptando-nos um ao outro.

Se nós pudéssemos entender que este é o papel e a meta da existência de uma pessoa em nosso mundo, nós realizaríamos todas as nossas ações com uma intenção diferente. Portanto, por um lado, todas as nossas ações teriam um peso totalmente diferente, mas, por outro lado, nós os concentraríamos em alcançar o estado espiritual e eles perderiam seu significado momentâneo e adquiriam um significado eterno.

Nós renunciaríamos ao benefício momentâneo menor em prol de uma causa maior, eterna, e nos comportaríamos de uma maneira totalmente diferente, usando cada momento não para agarrar rapidamente alguma coisa, mas para dar mais um passo em direção ao nosso ponto eterno de conexão com o Criador.

Pergunta: Ao mesmo tempo, conceitos como a minha casa, o meu trabalho, o meu território, e “é necessário passar aos filhos”, desaparecem…

Resposta: Existem leis para tudo isso, as leis da Torá, que explicam cada ação que eu faço: como eu devo lavar, vestir, andar e me comunicar com as pessoas e com os animais, com tudo e todos.

É porque eu tenho que ser compatível não com o que eu quero ou o que eu imagino no momento, mas com o estado eterno perfeito que eu deveria alcançar. Embora eu realmente não saiba disso agora e não veja ou entenda, esta é a razão com pela qual me foram dadas as instruções da Torá, para que eu pudesse avançar no caminho certo que foi pré-determinado, mesmo que eu não entenda as coisas.

É como voar num avião de acordo com o que os instrumentos mostram e não ver nada além disso. Eu me concentro no objetivo de acordo com os instrumentos, em contraste com o que sinto no estado atual, o que significa que nós recebemos dois estados que orientam uma pessoa: um estado temporário e um estado eterno, e eles são considerados como o cumprimento das leis da Torá.

O problema é que eu me torno totalmente dedicado ao estado temporário e acredito que é a parte principal. Eu mergulho nele de cabeça e me perco nele. Ele simplesmente me suga.

A fim de sair, eu preciso de poderes especiais que vêm de cima, que gradualmente me tiram um pouco e me permitem decidir. Eu estou no meio, no ponto de decisão: Será que volto para a terra ou avanço para o céu?

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 13/08/14

O Desejo É A Única Imagem De Uma Pessoa

Dr. Michael LaitmanA Torá, “Levítico”, 25: 6-7: Mas os frutos do sábado da terra vos serão por alimento, a ti, e ao teu servo, e à tua serva, e ao teu diarista, e ao estrangeiro que peregrina contigo; e ao teu gado, e aos teus animais, que estão na tua terra, todo o seu produto será por mantimento.

Tudo o que pertence a uma pessoa, a seu vaso, que é formado das partes dos níveis inanimado, vegetal, animal e falante, dividido horizontalmente, verticalmente e para cima, tem que estar incluído em seu trabalho. Ela tem que preparar os seus desejos para que eles estejam prontos para ser preenchidos com a Luz Superior. Um servo, uma empregada, o gado e os animais são todos partes de uma pessoa.

Quando chegarmos a esse estado, veremos que todas as outras partes da natureza (o inanimado, vegetal e animal), que sentimos externamente a nós, serão preenchidas com a mesma Luz e ficará claro que não são externas, mas que todas existem internamente. Nós vamos descobrir que o nosso mundo externo e interno é um mundo geral, completo. Isto significa que a minha parte animal e todo o mundo animal que me rodeia, a minha parte vegetal e todo o mundo vegetal que é externo a mim, a parte da natureza inanimada em mim e todo o universo, são, na verdade, um único todo.

Acontece que a figura humana singular que criamos quando nos conectamos totalmente inclui toda a criação no seu interior, que nós sentimos como um todo. Não há divisão em eu e outros. Os seres humanos, animais, plantas e a natureza inanimada, todos se tornam um único desejo, onde o conceito de um Criador é atingido, que é a força singular da natureza. Isso é tipificado pelo sétimo milênio.

E a atitude do Criador em relação a isso – a realização do pensamento de Sua criação, o plano, Suas ações, Seu principal desejo inicial de criar o ser criado em Sua forma e imagem – já é os próximos três milênios: o oitavo, nono e décimo. Então tudo é encerrado num todo único que não é dividido em milhares de anos, e o ser criado entra em outra dimensão, sobre a qual não sabemos nada. Mas ela existe, uma vez que temos pistas disso nos escritos de grandes Cabalistas, mas nada mais.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 13/08/14

O Ano Do Criador

A Torá, “Levítico”, 25:1 – 25:5: E o Senhor falou a Moisés no Monte Sinai, dizendo: Fala aos filhos de Israel e você deve dizer-lhes: Você pode semear seu campo por seis anos, e por seis anos você pode podar a sua vinha, e colherás os seus frutos, mas, no sétimo ano, a terra deve ter um descanso completo, o sábado do Senhor; você não semeará seu campo, nem podará a sua vinha. Você não deve colher o que crescer depois de sua colheita, e você não deve escolher as uvas que você tinha reservado [para si], [devido à] este deve ser um ano de descanso para a terra.

À primeira vista, parece que na seção semanal da Torá Ba’har nos são dadas leis que nos dizem como trabalhar a terra, plantar e cultivar a terra. Mas se examinarmos esta seção a partir da perspectiva dos nossos desejos interiores, que são divididos nas naturezas da natureza inanimada, vegetal, animal, e falante (os quatro níveis dos desejos egoístas), podemos compreender como nos focar na correção, no nosso trabalho espiritual.

Os desejos no nível da natureza inanimada, por exemplo, não se desenvolvem ou desenvolvem tão lentamente que não sentem o seu desenvolvimento durante a sua existência, o que significa durante um ciclo de vida inteiro. Os desejos, que se mantêm a um nível fixo, pertencem ao nível da natureza inanimada. Eu não quero que eles mudem, mas eu tenho que fazer esforços, a fim de conseguir isso.

Vamos dizer que eu tenho que, constantemente, amar e preocupar-me com os meus amigos. Ou seja, o meu nível de interação com eles é constante e não-vivente, porque eu não os desenvolvo. Mas, ao mesmo tempo, o nível desenvolve-se, pois trabalho constantemente na sua estabilidade. Assim, ele avança e as relações mútuas com os meus amigos mudam. Quando permanecem no nível da natureza inanimada o nosso caráter não muda, mas nós ascendemos a um nível ainda mais elevado. Portanto, nossa mutualidade, amor e nossa incorporação no outro, o entendimento de que partilhamos e o apoio muda constantemente.

Pergunta: Será que isso significa que as relações mútuas entre os amigos tornam-se mais fortes se atingirem um nível ainda mais alto?

Resposta: Eles se tornam mais fortes, mas isto é quando eu concentro todas as minhas ações em manter a estabilidade da natureza de nossas relações mútuas. Imaginem em que medida o nível da natureza inanimada está verdadeiramente vivo, uma vez que pertence a mim e não à natureza externa que o rodeia.

Pergunta: Então, o que simbolizam nossos desejos no nível vegetativo do vegetativo? A Torá diz: Você pode semear seu campo por seis anos, e por seis anos você pode podar a sua vinha, e colherás a sua produção.

Resposta: Isso significa que eu processo o nível vegetativo do desejo, o que significa que eu incluo todos os meus pensamentos independentes e desejos, a fim de manter as relações com o amigo na unidade bilateral mais forte, em garantia mútua.

Eu desenvolvo-os sobre os próximos níveis quando eu os crio a partir do nível inanimado ao nível vegetativo e depois para o nível animal e nível falante. Em relação a estes níveis eu, constantemente, certifico-me de que todas as minhas ações pertencem à natureza inanimada é assim que eu mantenho o nível fixo de relações mútuas.

O sétimo ano é uma ação muito especial, que, graças ao fato de que eu tenho trabalhado em todos os meus seis parâmetros (Hesed, gevura, Tiferet, Netzach, Hod, Yesod), recebo, do Alto, o próximo nível de subida.

Eu salto sobre ele como um número no balcão, sem qualquer esforço adicional de minha parte. No sétimo ano, eu não faço nada, já que tudo vem a mim do Alto.

Em outras palavras, o nível inanimado da natureza só parece ser a natureza inanimada para nós, já que todos os outros níveis originam-se dele. A fim de avançar eu tenho que trabalhar com o nível inanimado, primeiro, que é simbolizado pela terra.

Então, eu tenho que trabalhar com o nível do vegetativo sobre a terra, a fim de produzir frutos para me alimentar. A fim de fazer isso eu aro e semeio a terra com a ajuda de um tipo especial de nível animal (animais) que foram criados para que possamos usá-los, a fim de nos desenvolver.

Quando recebemos o fruto da terra, temos que usá-los, a fim de nutrir a terra na forma de fertilizantes. Isso é feito tanto pelo nível animal ou pelo nível vegetativo. Então eu transformo-os em alimento para o vegetal, animal, e os níveis humanos.

Acontece que o nível inanimado da natureza alimenta todo o ciclo, e então, quando eu chegar ao sétimo ano eu não trabalho, porque Malchut conecta e opera na Luz de Retorno (Ohr Hozer) e tudo o que eu tenho feito entra em erupção a partir de baixo. Assim, quando eu conecto o trabalho que tem sido feito eu posso entrar em contato com o Criador.

Esta é a razão que o sétimo ano é chamado o ano do Criador. Tudo o que eu criei pelo meu esforço é vertido para este ano, recebendo o poder da Luz que me suspende para o próximo nível. Não posso ascender a ele por mim. Quando eu cumprir internamente todos os esforços sobre os quatro tipos de desejos, eu completo o trabalho e vou para o próximo nível, onde acontece a mesma coisa, mas de uma qualidade diferente, e eu passo por uma experiência totalmente diferente.

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De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 16/7/14

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Um Juramento Que Não Pode Ser Quebrado

laitman_528_02A Torá, “Levítico”, 23:24-23:25: …No dia primeiro do sétimo mês vocês terão um dia de descanso (Shabat), uma reunião sagrada, comemorada com toques de trombeta (Shofar). Não realizem trabalho algum, mas apresentem ao Senhor uma oferta preparada no fogo.

A pessoa é um desejo de receber, de desfrutar. Não há nada nela, exceto um desejo egoísta. Isso significa que ela tem que se limitar de alguma forma e sacrificar seu ego. Eu, por exemplo, parei de fumar, se é que isso pode ser contado como um sacrifício de certos prazeres.

Na verdade, não é um sacrifício, mas um cálculo simples: eu quero ser mais saudável, o que significa que sob a influência do ambiente a pessoa calcula o que é mais benéfico e o ambiente aumenta os benefícios desta ação específica. Foi o que aconteceu quando eu parei de fumar. Eu estava com um casal de amigos e nós juramos um ao outro que iríamos parar de fumar. Todo mundo jogou seu maço de cigarros no centro do círculo e nós juramos que nos empenharíamos em manter o juramento.

Em outras palavras, se eu prometi aos meus amigos no círculo, eu tenho que manter a minha promessa, uma vez que se tratava de uma ação espiritual que eu estava prestes a realizar com os amigos com quem cheguei a esta decisão unificada. Eu queria estabelecer uma conexão ainda maior com eles através dessa ação, que é a preparação para o sentimento da revelação do Criador, e assim eu vejo isso como uma ação espiritual.

Não há maior traição do que quebrar um juramento (promessa), porque é trocar um estado pelo outro quando elevamos a decisão terrena ao nível espiritual. De um modo geral, com tal anseio pela unidade nós podemos nos comprometer com qualquer coisa e isso vai ser alcançado. Isso já depende das pessoas.

Pergunta: Por que as pessoas às vezes quebram seus juramentos (promessas)?

Resposta: A pessoa se desprende do círculo. Existem duas abordagens que ela deveria constantemente renovar internamente e até mesmo cultivar: primeiro, ela se agarra ao ponto de vista de que agora ela é muito mais do que plena, perfeita, mais pura e superior em comparação com o estado em que estava antes, quando fumava, por exemplo, e, assim, atinge um novo nível. Em segundo lugar, ela tem que sentir constantemente que está na frente de seus amigos e que não pode traí-los, já que o Criador é um testemunho desse juramento.

Se eu continuo me encorajando de que estou num nível superior ao que estava antes, ou que estou diante dos amigos e prometo-lhes (na verdade, não para eles, mas para mim mesmo) que nunca mais vou fumar um cigarro, isso me dá energia e eu sinto que nada é tão difícil. Eu sei que poderia sofrer muito se não fosse pelos amigos, uma vez que a fisiologia de uma pessoa não muda. Mas é, na verdade, porque eu imagino que estou comprometido com eles que não tenho nenhum problema.

Para nós foi uma lembrança de Israel. Nós entendemos que havíamos nos reunido não simplesmente para parar de fumar, mas que também pudéssemos usar este meio (o grupo), a fim de nos purificarmos ou até mesmo para percebermos que isso era possível, com a ajuda da sabedoria da Cabalá e nosso avanço.

Pergunta: A que se refere o toque do Shofar neste caso?

Resposta: O toque do Shofar refere-se a algo que não pode ser expresso, que decorre do coração, não de um indivíduo, mas de todos juntos. O toque do Shofar simboliza esse estado, que decorre de Malchut que quer que o Criador apareça, a fim de realizar uma conexão espiritual e dar à Luz ao próximo nível.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 11/06/14

A Luz Da Torá E A Influência Da Mitzvah

laitman_527O Zohar com o “Comentário Sulam“, “Parshat Tzav“, parágrafo 50: Além disso, “O fogo arderá continuamente sobre o altar…”. Esta é a Torá; isso é o que é dito sobre ela. “Certamente, as minhas palavras são como fogo”, diz o Criador, você certamente não vai extingui-las, pois uma transgressão não extingue a Torá. Mas uma transgressão extingue uma Mitzvah….

Há Torá e há Mitzvah. Torá é a Luz geral que age sobre nós e nos faz avançar. Este é o sistema geral.

Suponha que no mundo físico, a física e as leis em que nós existimos nos ajudam a explorar algum espaço. O mesmo ocorre com a Luz da Torá. Ela nos mantém em níveis espirituais o tempo todo; não faz diferença se estamos acima, abaixo, numa descida ou subida. Nós estamos em descidas e subidas o tempo todo, uma vez que devemos cair constantemente no ego e transformá-lo em altruísmo até nos movermos por todo o nosso ego e corrigi-lo por meio do altruísmo.

As intenções “a fim de receber” são deixadas de lado e nós movemos nossos desejos para o outro lado com as intenções “a fim de doar”. A queda no ego e a nossa saída dele são semelhantes ao movimento de um pistão para cima e para baixo, do menor ponto crítico ao ponto mais alto onde nos encontramos em estados contrastantes: com uma intenção altruísta ou uma intenção completamente egoísta. A fim de sair deste estado existe uma força geral chamada Torá, a Luz que nos avança.

A queda num estado inferior é chamada de pecado. A subida para o estado mais elevado é chamada de Mitzvah, correção. Nós estamos constantemente entre o pecado e a correção, pecado – correção. Por isso, diz, “Não há Tzadik (justo) na terra que faça o bem e não tenha pecado” (Midrash Rabá Kohelet 7), e só depois que ele corrige o pecado é que se torna um Tzadik. O estado em que eu me encontro no ponto alto depois de ter corrigido o pecado é chamado de Mitzvah. É assim que a ignição é criada em mim. Da mesma maneira que um êmbolo que atinge o ponto mais alto quando comprime a mistura de combustível e entra em ignição, a Luz também aparece em mim, que é uma força adicional pela qual eu avanço.

Graças a esse poder de movimento, eu começo a entender mais, a reconhecer, a ver, ser integrado em tudo. É exatamente isso que me ajuda e me obriga a descer para a próxima situação, num ponto ainda mais baixo, num ego maior. Afinal, se eu acumular energia suficiente, eu posso descer, perceber meu desejo egoísta, descer na escuridão absoluta, passar pelo ponto mais baixo e subir novamente.

A Mitzvah é um estado elevado, uma Luz adicional que é criada como resultado da queima do meu poder egoísta, transformando-o em altruísmo. Isto significa que na Luz geral da Torá é adicionada a Luz chamada Mitzvah. Tanto a Torá como a Mitzvah existem apenas na parte superior. A Luz adicional possibilita que eu desça na parte mais baixa e egoísta. Mas quanto mais eu desço, o poder da Luz da Mitzvah também desce. Então, quando eu chego à parte inferior, eu estou pronto para passar por ela só porque tenho uma pequena Ohr Makif (Luz Circundante) geral, que é chamada de Luz da Torá. Ela me atinge a partir do ambiente, do grupo, tal como um líquido que flui de um vaso para outro.

Pergunta: Por que não podemos explicar isso às pessoas?

Resposta: Depende da própria pessoa a produção de todos esses estados dentro de si. Caso contrário, as minhas palavras só vão continuar sendo um bom exemplo para ela. Depois de um dia ou dois, mesmo depois de dois minutos, ela vai esquecer tudo. Mas, apesar de tudo, ela ainda deve pesquisar e se obrigar a passar por esses estados, como uma criança que recebe intencionalmente uma tarefa de modo que sue e tente, e assim cresça. Os exemplos prontos não ajudam.

Pergunta: Mas será que uma pessoa está preparada para lidar com isso sozinha?

Resposta: Não, ela só pode fazer isso com a ajuda do grupo. Para onde eu iria dirigir a Luz que recebi depois que desci? Ao grupo, assim como um receptáculo.

Por exemplo, o torque do virabrequim opera o pistão. O torque rotativo que acumula a energia é o grupo. Portanto, eu sempre posso avançar para cima e para baixo através de movimentos para trás e para frente em relação ao grupo.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 27/11/13