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A Torá Começa A Partir De Um Segredo

laitman_527_05A possibilidade de atingir o poder superior da natureza foi revelada pela primeira vez a uma pessoa que viveu 5.775 anos atrás. Por esse motivo, ela foi chamada de Adam HaRishon (o primeiro homem). Isso é porque ela implementou em si mesma todos os tipos de correções, permitindo-lhe descobrir a capacidade de sentir, entender e atingir a maior superior em si mesma, para passar a uma dimensão em que esta força atua.

Adão foi o primeiro Cabalista porque descobriu um novo sentido que não se baseava na característica de recepção, mas na característica de doação. Ele escreveu um livro sobre a descoberta da força superior e foi imortalizado por seus alunos que começaram a desenvolver este método, tornando possível para qualquer pessoa desenvolver dentro de si mesma o sentido para sentir a força superior de acordo com seu desejo.

Pergunta: É estranho ouvir isso, porque estamos acostumados a ver esta pessoa como uma figura semi-lendária que vivia com sua esposa, Eva, no Jardim do Éden e que comeu a maçã da árvore do conhecimento.

Resposta: A ideia é que a Torá sempre fala em linguagem humana, mesmo quando fala sobre coisas muito exaltadas.

A Torá descreve um processo espiritual único em um número de níveis chamados PARDES (Pshat – Simplicidade, Remez – Dica, Drush – Alegoria, Sod – Segredo), e se soubermos lê-lo corretamente, podemos alcançar o estado de Adam HaRishon, Adão.

Este PARDES representa quatro níveis de compreensão da Torá, e a realização da Torá começa a partir de Sod, como o gigante Cabalista, o Gaon de Vilna, disse, porque ainda não sabemos nada. Então, quando começamos a partir de Adam HaRishon, que comeu a maçã, para nós este é um verdadeiro segredo, porque não entendemos o que a Torá está falando.

No entanto, se trabalharmos de acordo com o método Cabalístico, gradualmente nos aproximamos do reino oculto, a força superior escondida, e começamos a descobrir esta parte da criação. Então nós começamos a ver na Torá o que realmente está acontecendo lá, e, a partir de Sod, passamos à interpretação mais simples, ao Pshat.

O Pshat simboliza para nós que tudo o que é dito na Torá é simples e revelado à nossa compreensão.

Continua…

Do Programa da Rádio Israelense 103FM, 16/8/15

Um Novo Nível: A Descoberta Das Características Do Criador

laitman_276_01A Torá, “Números”, 14:10: Mas a comunidade toda falou em apedrejá-los. Então a glória do Senhor apareceu a todos os filhos de Israel na Tenda do Encontro.

O povo se levantou contra os dois Tzadikim (Justos), Caleb, filho de Jefoné, e Josué, filho de Nun, que lhes pediram para ir à terra de Israel sem temer seus habitantes e para derrotá-los. O Criador foi imediatamente envolvido aqui; isso se referia à transição para o próximo nível. Até agora, os filhos de Israel viviam no deserto e estavam trabalhando com a característica de Bina, doação em prol da doação. Considerando que agora eles estavam entrando na terra de Israel, eles estavam começando a trabalhar com o ego, por isso lembravam-se constantemente do Faraó.

A recepção com a intenção de doar é um nível completamente diferente. Quando os gigantes aparecem diante de nós, que são desejos egoístas que temos que trabalhar com a intenção de doar, não entendemos como isso é possível. Uma mudança interna muito séria acontece aqui porque o método de trabalhar com o ego mudou. No deserto eu só subo acima dele, me separo dele, pois a peregrinação no deserto é um grande êxodo do Egito. Enquanto que agora a entrada para a terra começa; de modo que o trabalho é totalmente diferente.

O Egito é o primeiro estado, o deserto é o segundo estado, a terra de Israel é o terceiro estado. O período do Egito terminou com subida acima do ego. Enquanto que, na terra de Israel, eu afundo novamente no ego, começo a cavá-lo, elevando-o até mim, e com a sua ajuda eu me conecto e me comunico com todos.

Em outras palavras, se eu me elevei acima do meu ego antes, dei tudo que podia e ajudei com tudo, agora eu começo a elevar o meu ego e os seus, e me comunico dentro dele. Isto significa que o trabalho está sendo feito aqui com características opostas que simplesmente não existiam antes.

E este trabalho produz gigantes. Se durante o processo de transição, que é chamado de deserto, nós somos elevados acima do ego e abordamos apenas as luzes de Nefesh e Ruach, agora começamos a alcançar a Luz de Hochma, porque já estamos trabalhando com o ego. A descoberta das características do Criador acontece com isso, que não poderíamos alcançar no deserto, só na terra de Israel.

Esse é um trabalho novo e complexo, que parece totalmente impossível; uma nova abordagem é necessária aqui. Então Moisés, nosso professor, como o líder de nossas características internas, que nos levou ao longo de todo o deserto, não pode ir mais longe conosco. Ele deve ser substituído porque todo o paradigma, a nossa relação com a  correção e o avanço, mudou.

Pergunta: O que o súbito aparecimento da Shechina (Divindade, Glória do Senhor) naquele momento, simboliza, quando o povo de Israel está prestes a apedrejar Calebe e Josué?

Resposta: Aqui já não é possível fazer nada, porque algumas pessoas da nação, do “rebanho” de ex-escravos, entendem que estão a frente e sabem como superar o obstáculo, ao passo que outras não entendem.

Surge a pergunta: onde está Moisés aqui? Ele deve estar a frente! Mas ele não pertence a este nível, de modo que não foi ver a terra. Além disso, ele morreu, assim como o nível que termina seu trabalho e, depois, começa um novo nível.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 15/04/15

Não Pare No Meio Do Caminho Rumo À Meta

laitman_750_03Torá, “Números”, 13:17-22: Quando Moisés os enviou para observarem Canaã, disse: “Subam pelo Neguebe e prossigam até a região montanhosa. Vejam como é a terra e se o povo que vive lá é forte ou fraco, se são muitos ou poucos; se a terra em que habitam é boa ou ruim; se as cidades em que vivem são cidades sem muros ou fortificadas; se o solo é fértil ou pobre; se existe ali floresta ou não. Sejam corajosos! Tragam alguns frutos da terra”. Era a época do início da colheita das uvas. Eles subiram e observaram a terra desde o deserto de Zim até Reobe, na direção de Lebo-Hamate. Subiram do Neguebe e chegaram a Hebron, onde viviam Aimã, Sesai e Talmai, descendentes de Enaque. Hebron havia sido construída sete anos antes de Zoã, no Egito.

Isso se refere a forças muito fortes que agem contra os filhos de Israel. É também ao próprio local, Hebron, e ao tempo do primeiro fruto das uvas, que simboliza o fruto de Hochma e também a Enaque e seus três filhos.

Em geral, tudo está agindo contra a possibilidade da pessoa de superar os obstáculos; ela não tem forças para isso. Isso exige uma nova força, a característica de doação, que eles não conseguiram alcançar no deserto. Portanto, como eles poderiam obtê-la agora na fronteira? Isso não é compreendido. Então, eles voltam e dizem tudo o que viram. De seu lado não havia pecados; a única coisa que dizem é: “Com o que temos, não podemos controlar o ego que está diante de nós. Não sabemos o que fazer. Não há uma resposta”.

Em princípio, eles levaram a cabo a sua missão de forma totalmente correta; descobriram corretamente tudo o que existe. Além disso, isso não era sequer nenhum de seus negócios. O problema é só que eles chegaram à conclusão errada, em que decidem que é proibido avançarem. Nós não precisamos parar. Precisamos procurar uma outra maneira, procurar o poder da fé acima da razão, fazer algo, mas não desistir do próximo nível de subida.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 30/03/15

O Papel Da Mente No Caminho Espiritual

Dr. Michael LaitmanA Torá, “Números”, 13:17-18: Quando Moisés os enviou para observarem Canaã, disse: “Subam pelo Neguebe e prossigam até a região montanhosa. Vejam como é a terra e se o povo que vive lá é forte ou fraco, se são muitos ou poucos”.

Subir a montanha e olhar a terra de cima significa evocar a Luz Superior, o que temporariamente eleva você só porque você pede por ela. Isso, porém, não acontece na prática, você só a vê, porque você não pode fazer nada, exceto ver.

Ver tanto pode elevar ou rebaixar você, mas é essencial para entender com o que você tem que trabalhar, o que significa trabalhar na fé acima da razão. A fim de fazer isso, você precisa ter grande conhecimento, porque não deve apenas seguir cegamente, mas deve compreender claramente todas as instruções, diretrizes, todo o sistema, e como trabalhar com a Luz Superior. Esta é a razão da mente superior ser ativada antes de cada nível.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 30/03/15

Ascenção Em Quarenta Passos

laitman_740_03A Torá, “Êxodo” 34:27-28: Disse o Senhor a Moisés: “Escreva essas palavras; porque é de acordo com elas que faço aliança com você e com Israel”. Moisés ficou ali com o Senhor quarenta dias e quarenta noites, sem comer pão e sem beber água. E escreveu nas tábuas as palavras da aliança: os Dez Mandamentos.

Isto se refere à ascensão de Malchut à Bina.

“Quarenta” é uma fase em que a pessoa sai completamente de seu estado egoísta, eleva-se acima dele em quarenta passos (o nível de Bina, doação) e atinge a característica de “Moisés”.

A Torá dá à pessoa o método para a sua elevação ao nível de “Adão”, onde ela é liberada de todas as suas características egoístas. Mas isso não significa que ela se torna um asceta, jejua, para de se envolver em coisas regulares, para de trabalhar, e não tem família. Não! Simplesmente dentro de si mesmo, ela só começa a ir mais fundo numa intenção em prol da doação.

Em tudo o resto ela tem uma forma normal de vida: trabalha, cuida de sua família, e se comunica com o mundo inteiro. Mas tudo isso agora é construído apenas no sentido de se aproximar da característica de doação.

Todas as necessidades permanecem, e tudo o que é necessário é gradualmente peneirado e a pessoa se move ascendendo a um nível onde uma intenção pura permanece para ela: chegar à característica de doação, que é chamado de “ascensão em quarenta passos”.

“…quarenta dias e quarenta noites, sem comer pão e sem beber água”, isso significa que a pessoa só está envolvida com a doação e a alcança quando já entra em contato com o Criador no nível de Bina.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 30/09/13

Espiões Na Terra De Canaã

Dr. Michael LaitmanA Torá, “Números”, 13:3-5: Assim Moisés os enviou do deserto de Parã, conforme a ordem do Senhor. Todos eles eram chefes dos israelitas. São estes os seus nomes: da tribo de Rúben, Samua, filho de Zacur; da tribo de Simeão, Safate, filho de Hori.

Todos os nomes na Torá, e especialmente os nomes dos espiões, têm um significado interno especial. Sua numerologia simboliza atributos pelos quais ao futuro terra de Israel pode ser explorada. Esta é a razão que temos que revelar e expor esses atributos dentro de nós, nos preparar para eles, e torná-los um grupo. Neste grupo, composto dos chefes das tribos, eles estão unidos corretamente. Graças a esta força de unidade, eles avançam rumo a igualdade gradual de seus atributos com aqueles que estão na terra de Canaã e veem até que ponto não podem lutar contra eles.

Em outras palavras, a força de união, conexão e unidade que eles atingiram não é suficiente para superar a força do ego que pode superá-los e despedaçá-los. Eles simplesmente não entendem como superar e dominá-lo. Mas o estado em que estão é absolutamente correto. É impossível dizer que eles perderam alguma coisa ao explorar a terra e que não poderiam esclarecer as coisas. Tudo está correto! Todos os atributos com os quais uma pessoa tem a intenção de conquistar a terra de Canaã não são suficientes para conquistá-la.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 30/03/15

Erev Rav E MAN (Mayin Nukvin, Águas Femininas) Dos Céus

Laitman_632_3A Torá, “Números”, 11:4-6: Mas a multidão que havia no meio deles encheu-se de gula, e até os próprios filhos de Israel tornaram a queixar-se, e diziam: “Ah, se tivéssemos carne para comer! Nós nos lembramos dos peixes que comíamos de graça no Egito, e também dos pepinos, das melancias, dos alhos porós, das cebolas e dos alhos. Mas agora perdemos o apetite; nunca vemos nada, a não ser este maná!”.

Por que razão a nação começa a se queixar, afinal, não havia quaisquer suposições anteriores? Uma vez que em seu meio estava “Erev Rav (a multidão mista)”. Isso significa que todos os desejos da nação ainda não tinham sido purificados do ego, e uma vez que estes desejos chamados, “Erev Rav” estavam tão perto, eles tinham do Criador, mas trabalhavam em seu próprio benefício, em benefício de seu “Faraó”.

Imagine um homem que tem medo do Criador e executa tudo o que está escrito nos livros sagrados: nos livros de oração, no Shulchan Aruch. Para quê? Eu realizo tudo o que é falado, e Você deve realizar o que me prometeu! Isso é chamado de “Erev Rav“. A pessoa existe como que perto do Criador, e como se provesse para si um futuro no Jardim do Éden. Ela pode até mesmo morrer sabendo que o Nirvana (descanso completo) a espera. Há casos conhecidos quando, no último momento, os terroristas foram presos e gritavam que queriam morrer. Isso é porque eles estavam prontos para entrar no céu num outro momento.

Erev Rav incita a nação, ou seja, os desejos da pessoa, e ela começa a reclamar. Ela não aceita. Isso ocorre porque todos os movimentos no deserto são movimentos vazios. A pessoa não recebe nada. Ela só precisa seguir em frente. Ela recebe apenas um pequeno sinal de que está indo para alguma coisa, uma pequena nuvem, fabricada. Quando ela pode sentir mais claramente a presença do Criador? Quando executa alguma violação e é punida por isso, “Oh! Eu soube que isso é proibido”. Em seguida, verifica-se que é preciso fazer alguma coisa. Esses desejos egoístas estão dizendo: “Nós não queremos nos contentar com o pedido do Criador”.

Qual é o significado de MAN (Mayin Nukvin – Águas Femininas) no deserto? Especificamente graças a minha estada no deserto, eu não tenho nada. É do estado de desespero completo que eu posso encontrar o único caminho, o caminho para o Criador. Eu não tenho mais ninguém a quem recorrer! Quando me volto a ELE, isso é chamado de MAN. Isto significa que MAN é a elevação da minha oração, especificamente o meu pedido ao Criador e só no deserto! Só quando eu estou completamente vazio e não tenho nada, não em benefício do corpo e para o benefício daqueles perto de mim, e nem mesmo para o próximo mundo, é que posso me voltar a Ele. Ao fazer isso eu me preencho, e este voltar-se ao Criador me enche.

Na verdade, eu não recebo nada, exceto uma conexão unilateral com o Criador. Se eu atuo dessa maneira, MAN vem do céu, e eu sou alimentado com ela e começo a preencher a minha alma. Mas ela é preenchida apenas com a minha virada ao Criador! Assim, nós não estamos falando de MAD (Mayin Duchrin – Águas Masculinas), que é o preenchimento de Cima (resposta do Criador), mas especificamente do encaminhamento fabricado, unilateral, sem resposta, que não se baseia em nada pelo Criador, de dentro do estado de desespero.

Eu não quero nenhum favor ou prazer deste mundo, não quero nada, exceto o deserto que me possibilita me dirigir a Ele de uma forma unilateral (porque não se sabe se eu me volto a Ele ou não), e isso é suficiente para mim. Isso preenche a minha alma. Se dessa maneira eu posso seguir em frente, eu vou ao deserto e passo por ele. É dito que o maná tinha todos os tipos de sabores. Tudo o que sinto no maná depende de quanto posso conectar os desejos egoístas à minha relação com o Criador. Então, nesse sentido, eu sinto como se estivesse preenchido com todos os tipos de coisas.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 11/02/15

Vá E Descubra O Que Foi Preparado Para Você

laitman_750_01A porção semanal da Torá, “Beshalach“, nos fala sobre os espiões que Moisés enviou à terra de Canaã, a futura terra de Israel.

Este é um truque da parte do Criador, que constantemente define diferentes armadilhas para nós. Por um lado, Ele parece me dizer: “Envie os espiões”, mas como eu posso enviar os espiões se estou pronto para seguir o Criador com os olhos vendados?

Assim, apesar desta inclinação e do meu desejo interno de segui-Lo, devo invocar diferentes desejos egoístas dentro de mim que são chamados de “o povo”, e enviar os espiões mais fortes e mais qualificados antes de mim, para que eles possam ver o que o Criador prepara para nós na terra de Israel.

Acontece que passamos por todo o caminho desde o Primeiro Homem, através da Babilônia, Egito, e no deserto, alcançamos as fronteiras da terra prometida e, de repente, Ele diz: “Vá e descubra o que foi preparado para você.”

Como pode ser? O Mar Vermelho foi dividido diante de nós, e não ficamos com medo de ir através do deserto e chegar ao Monte Sinai, e aqui Ele nos diz: “Confira com antecedência o que foi preparado para você”, apesar do grande anseio anterior e de nossa estreita relação.

Este é o outro lado da moeda. É hora de lutar contra os grandes desejos egoístas na terra de Israel, e se nós os vencermos, vamos adquirir um novo nível espiritual.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 30/03/15

Cadeias Paralelas Da Gestão Superior

laitman_546_02Dos setenta e dois sábios que Moisés escolheu por sorteio, dois Tzadikkim (justos) irregulares não apareceram no Mishkan (tabernáculo). Eles se esconderam no acampamento e disseram: Não merecemos a grande honra de nos tornar líderes do povo. E o Criador disse: Vocês se humilharam, por isso vou elevá-los acima de todos os anciãos. Quando os anciãos ficaram ao lado do Santo dos Santos, Eldad e Medad receberam o espírito do Criador e começaram a profetizar. Eldad profetizou: Moisés deixará este mundo e Josué, seu servo, irá sucedê-lo. Josué levará os judeus à terra e irá conquistá-la. Como recompensa para a humildade de Eldad e Medad, suas profecias subiram acima das profecias dos anciãos. O espírito santo que repousava sobre os anciãos possibilitava que eles previssem apenas o futuro próximo, enquanto que Eldad e Medad profetizavam o futuro distante, até o período da guerra de Gog e Magog (De “Midrash Rabá“, Parshat BeHa’alotcha).

Isso não se refere a dois profetas antigos, mas a características especiais. Moisés recebeu suas características claras, seu destino, seu papel, porque esta era a característica de Bina. E acima dela estão Hochma e Keter, que são sistemas muito sérios e elevados. Além disso, uma Luz muito original desceu de cima que produziu as duas características, “Eldad” e “Medad”. Isto é, muito muitos sistemas de liderança desceram de cima.

O papel de Moisés é remover todos os desejos da alma humana geral do Faraó, do Egito, através do Êxodo do Egito, dividindo-se o Mar Vermelho, em pé diante do monte Sinai, e atravessando o deserto até à entrada para a terra de Israel, e nada além disso. Moisés fala na Torá apenas desta forma. Mas, deste modo, todo o resto também pode se tornar claro para nós; afinal de contas, a Torá começa com Adão, o primeiro homem que alcançou o pensamento da criação. Há também outras fontes que não se referem a pessoas como personagens, mas sim a forças de gestão que trabalham mais além de Moisés.

No entanto, não houve nenhum profeta maior do que Moisés. Mas Eldad e Medad se encontravam um pouco de lado e profetizaram sobre o futuro depois de Moisés. Assim, parece-nos que um deles tinha que ser maior, alguém tinha que ser menor, embora a Torá não fale num nível como este. Ela simplesmente fala sobre a existência de cadeias paralelas de liderança que incluem Moisés, os setenta sábios, Eldad e Medad que mais tarde entrariam na terra de Israel e liderariam o povo por um tempo até que a construção do Templo. Isso significa que Eldad e Medad estavam sob a gestão direta do Criador e caminhavam em paralelo com Moisés.

Nós aprendemos a mesma coisa no “Estudo das Dez Sefirot“, onde dois sistemas superiores: Abba e Ima, são descritos. Estas não são pessoas, mas características do Criador, que são divididas em doação e recepção. Há uma divisão entre elas que corre em paralelo com as linhas regulares. Nós precisamos entrar gradualmente nesse espírito e entender que a Torá não fala sequer das características de uma pessoa, mas da conexão entre as pessoas. A Torá é projetada apenas para que alcancemos essa conexão; nisso vamos encontrar tudo o que ela fala, todo o caminho para a conclusão da correção, e, simultaneamente, começamos a atingir os níveis mais elevados: um estado fora do tempo e do espaço.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 25/02/15

A “Multidão Mista” No Trabalho Espiritual

Dr. Michael LaitmanA Torá, “Números”, 11:5: Nós nos lembramos dos peixes que comíamos de graça no Egito, e também dos pepinos, das melancias, dos alhos porós, das cebolas e dos alhos.

Pergunta: Por que a memória do que eles comeram no Egito surge de repente?

Resposta: O povo exigiu o que iria satisfazer o seu ego. Para isso, MAN era o alimento espiritual, a realização espiritual do qual eu dou quando satisfaço e me volto a alguém. Mas quando desejos egoístas surgem em mim, eu começo a sentir sua necessidade da mesma forma que eles existem nestes desejos, o que significa que o povo realmente queria a Luz da satisfação nesses desejos, a Luz de Haya e Yechida, que simboliza a carne. Eles estavam, aparentemente, dizendo: “Nós não temos nenhuma necessidade de realização espiritual, exigimos carne”, ou seja, o que estava no ego. Surgiram desejos egoístas neles chamados de “multidão mista” (multidão misturada).

Mas esses desejos surgem especificamente numa pessoa a partir da perspectiva de seu trabalho espiritual, convencendo-a, “Você não tem nenhuma necessidade disso; você pode ter tudo isso agora se for em outra direção. Nós lhe prometemos tanto o mundo vindouro e tudo o que você quer. Aqui, pegue este livro, realize o que está escrito nele e tudo vai ficar bem. Você não precisa trabalhar em si mesma”.

Os desejos da “multidão mista” obrigam a pessoa a examinar se ela está realizando corretamente as Mitzvot (mandamentos) deste mundo. Eles convocam a pessoa a manter a Torá com a ajuda de ações físicas, em vez de corrigir a sua alma, suas relações com os outros.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 11/02/15