Textos com a Tag 'Torá'

“Não Oprimirás…”

laitman_283_01Torá, Deuteronômio 24:14-24:15: Não oprimirás o diarista pobre e necessitado de teus irmãos, ou de teus estrangeiros, que está na tua terra e nas tuas portas. No seu dia lhe pagarás a sua diária, e o sol não se porá sobre isso; porquanto pobre é, e sua vida depende disso; para que não clame contra ti ao Senhor, e haja em ti pecado.

Todos os problemas descritos na Torá entre o ser humano e os níveis inanimado, vegetal, animal e as outras pessoas, representam as relações dentro de uma pessoa, ou a relação entre as almas, que se corrigem e chegam a um estado de interação mútua.

Portanto, quando se diz sobre um diarista, um escravo, um vizinho, ou o seu irmão, etc., isso significa como eu conecto meus desejos dentro de mim, e não só o meu, mas como me conecto com outros desejos em um grupo, uma alma comum.

Portanto, a Torá fala sobre diferentes interações entre os diferentes desejos: um acima, um abaixo, um à direita e um à esquerda, em suas diferentes formas.

Assim, é dito: “Não oprimirás”. Você tem que fazer tudo para que cada desejo seja recebido de acordo com seu esforço.

De Kab TV “Segredos do Livro Eterno” 31/10/16

“De Seguir Exatamente As Instruções Dos Sacerdotes Levitas”

laitman_937Torá, Deuteronômio, 24:08: …. De seguir exatamente as instruções dos sacerdotes levitas…

Os sacerdotes (Cohanim) e os levitas estavam empenhados em ensinar, educar e servir a população. Eles não se sentavam e esperavam que as pessoas viessem receber uma benção; eles viajavam por todo o país, ensinando as pessoas a ler e a escrever.

Portanto, não havia pessoas analfabetas na nação de Israel. Como Moisés recebeu a Torá, todos foram obrigados a estudá-la. E os judeus receberam sua alfabetização de Abraão depois de terem saído da Babilônia.

A ausência de analfabetismo era o que distinguia os judeus de outros povos. Acreditava-se que um homem que não ensinava seu filho o transformava em um ladrão.

Todos tinham que saber que leis são descritas na Torá, como implementá-las e como interagir com outras pessoas. Os judeus estudavam o sistema judicial e o sistema tributário porque todos tinham que participar dele.

Além disso, eles tiveram que implementar as leis da Torá não só no nível interno, mas também no cotidiano: as leis da kashrut, o cultivo da terra, etc.

Os judeus conheciam a Torá, as Escrituras (Ketuvim), a Mishná e o Talmude de cor. Eles estavam dentro de cada um deles. Eles eram ensinados a pessoas sem livros- texto, porque apenas o Tanach (Torah, Neviim, Ketuvim) estava escrito em papel, e o resto não.

Este conhecimento era um código de vida diário para a pessoa, e eles sabiam como interagir com os outros. Portanto, o objetivo dos sacerdotes e dos levitas era educar a todos.

Com a idade de dois anos, uma criança aprendia o alfabeto com três anos – a ler a Torá e a Mishná, com cinco – aos nove já conhecia todas as leis e, aos 13 anos, tinha que saber tudo o que precisava para a vida.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 26/10/16

Sequestrando Seu Irmão

Laitman_631_4Torá, Deuteronômio, 24:07: Se um homem for pego sequestrando um dos seus irmãos, os filhos de Israel, tratando-o como escravo ou vendendo-o, o sequestrador terá que morrer. Eliminem o mal do meio de vocês.

Isso é totalmente proibido e, obviamente, não pode acontecer por causa do princípio “ama teu próximo como a ti mesmo”. E entre as nações do mundo, pessoas eram sequestradas o tempo todo.

A Torá fala sobre a atitude interior: você não pode usar egoisticamente seus desejos não corrigidos ou corrigidos.

Por exemplo, se você alcançou certo sucesso no trabalho em si mesmo e, de repente, o egoísmo se manifesta em você e diz: “Vamos transformar tudo o que você conseguiu em um negócio ou um passatempo agradável. Você merece”, então, com isso, você mata tudo o que fez.

Isso é chamado de “sequestrar seu irmão”, e vendê-lo. Se o seu desejo egoísta quer trabalhar dentro de você dessa maneira, você deve destruí-lo.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 26/10/16

“Não Se Tomará Em Penhor As Duas Pedras De Moinho”

laitman_629_3Torá, Deuteronômio, 24:06: Não se tomará em penhor as duas pedras de moinho, nem a pedra de cima nem a de baixo; pois se penhoraria assim a vida.

Você não pode dar algo aos outros e exigir deles como ferramentas de segurança de produção ou outras coisas sem as quais eles não podem sobreviver.

Tudo o que diz respeito à garantia é um sistema inteiro. Todo o Talmude fala sobre interações entre pessoas em diferentes níveis de comunicação.

Tudo nele é explicado de forma muito clara e demonstra mais uma vez que não é uma pessoa que muda, mas uma conexão, porque uma pessoa se manifesta em conexão com outros.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 26/10/16

“Para Que Ele Não Veja Coisa Desagradável Em Ti”

Laitman_049_03Torá, Deuteronômio, 23:14: Porquanto o Senhor teu Deus anda no meio de teu acampamento, para te livrar, e entregar a ti os teus inimigos; pelo que o teu acampamento será santo, para que Ele não veja coisa desagradável em ti, e se afaste de ti.

Há muitas leis na Torá que proíbem que a pessoa esteja nua. Durante o dia e a noite, ela deve estar coberta de roupas e se despir apenas quando entra na Mikva (a piscina para se banhar). No entanto, mesmo nisso, existem regras especiais.

Não se trata de estar limpo fisicamente, embora isso também importe. Isso significa que tudo deve estar em estrita conformidade com a ablução espiritual do corpo. “Corpo” é o desejo. Portanto, a Torá fala sobre a maneira de purificar o desejo de várias camadas impuras de intenções egoístas, de modo que os desejos tenham a intenção correta de doação e já possam ser usados.

Portanto, nos é dito para espremer todos os “excrementos” do desejo, enterrá-los no chão e lavar-se. Era preferível lavar e não limpar-se. Por sinal, essa lei permanece até hoje entre muitos povos asiáticos na Rússia e nos países do sul.

Muitas vezes, eu visitei Baku, no Azerbaijão, onde há um recipiente com água em cada banheiro. Isso é muito correto porque o que quer que corresponda à saúde espiritual também corresponde à saúde física.

Portanto, não podemos dizer que uma ação espiritual possa prejudicar o corpo físico. Por exemplo, nas nações que não se circuncidam, os homens são 20-30% mais propensos a ter câncer. Tudo está naturalmente conectado.

Pergunta: A Kashrut [o corpo de leis religiosas judaicas sobre a adequação dos alimentos, a aptidão ao uso de objetos rituais, etc.] é também benéfica para a saúde?

Resposta: Eu creio que a Kashrut é um benefício absoluto. Até agora, não podemos entender porque não temos conhecimento suficiente de por que é proibido comer animais artiodactyla (porcos, camelos e assim por diante), embora não haja nada nocivo neles do ponto de vista científico. No entanto, uma vez que esta é uma conseqüência da raiz espiritual, nós descobriremos o motivo desse fenômeno, se for necessário.

Tudo vem do mundo espiritual e, portanto, se você violar as proibições espirituais, isso tem conseqüências diretas e incorretas em nosso mundo.

Pergunta: Por que é proibido que uma pessoa esteja nua?

Resposta: Uma pessoa deve estar vestida o tempo todo, mesmo debaixo de um cobertor, porque a roupa simboliza a correção do corpo. Afinal, a roupa é uma casca, como uma tela.

O corpo representa o desejo que deveria ter uma tela. Portanto, algumas partes do corpo (desejo) podem ser expostas, e algumas devem ser cobertas. Uma capa necessária para alguns deles significa que deve haver uma tela para esses desejos da alma.

O rosto de uma pessoa está sempre exposto porque representa os as três Sefirot superiores e emite a luz de Hochma. No entanto, a cabeça deve, em princípio, ser coberta.

A Klipá tem uma pequena semelhança com os atributos espirituais. Na verdade, anteriormente, todos os homens amarravam um lenço na cabeça ou o cobriam com todo tipo de capas, como o talit. E mulheres as se vestiam em estilo oriental com tudo longo e fechado, mas branco, não preto.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 19/10/16

“Guarda-te Da Lesão Da Tzara’ath”

laitman_571_08Torá, Deuteronômio, 24:08: Guarda-te da lesão da Tzara’ath (lepra), e tenhas grande cuidado de fazer conforme a tudo o que te ensinarem os sacerdotes levitas; como lhes tenho ordenado, terás cuidado de o fazer.

“Lesão” e “lepra” são os problemas mais externos que uma pessoa tem porque a pele representa a camada mais externa do egoísmo.

O corpo de uma pessoa, de dentro para fora, está organizado da seguinte forma: medula (Mocha), ossos (Atzamot), tendões (Gidin), carne (Basar) e pele (Or) .

A erupção de lesões na pele é a manifestação do último grau de quebra. Você deve interagir corretamente com esses problemas, ou seja, curar-se da lepra através do Cohen (sacerdote) e do Levita em você, através de seus desejos mais elevados e melhor corrigidos que podem corrigir os desejos mais baixos e não corrigidos em você. Caso contrário, você não pode determinar o que é e ser curado.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 26/10/16

Preparação Para A “Outorga Da Torá”

Dr. Michael LaitmanTorá, Deuterenômio, 16:09 – 16:10: Sete semanas contarás; desde que a foice começar na seara iniciarás a contar as sete semanas. Depois celebrarás a Festa das Semanas…

Após Pessach, começamos a nos prepararmos para o verão e a hora da colheita. Este é o momento em que não é possível fazer grandes correções.

No mundo corpóreo, isso é simbolizado pela proibição de cortes de cabelo e outras leis comportamentais. Essas leis dizem que, neste momento, a pessoa não pode se envolver em correções graves porque não há Luz e força suficiente para isso.

Este período é chamado de tempo do pequeno estado, Katnut e, portanto, não há feriados durante esse período. É proibido celebrar casamentos, comprar coisas novas e assim por diante. Isso significa que não estamos armados com forças maiores contra o nosso próprio egoísmo porque todo esse tempo, estamos nos preparando para receber a luz superior em Shavuot.

Dentro de 49 dias, há um acúmulo gradual do desejo certo, que é corrigido em estados muito tensos, e depois se rompe, revela-se, e a Luz superior, chamada “Outorga da Torá”, revela-se dentro dela.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 10/08/16

Qual É A Conexão Entre A Sabedoria Da Cabalá E A Torá?

Laitman_137Pergunta do Facebook: Qual é a conexão entre a sabedoria da Cabalá e a Torá? Afinal, a Cabalá é uma ciência sobre o universo, sua origem, estrutura geral, seu movimento como um todo e cada detalhe em particular. Como um ensino tão grandioso pode ser baseado em histórias religiosas e parábolas?

Resposta: Na verdade, não há conexão entre a Cabalá e a interpretação mundana comum da Torá. Afinal, a Cabalá é a parte oculta e secreta da Torá porque uma pessoa não pode revelá-la através de suas próprias qualidades.

Mas quando ela se revela, a pessoa vê que a Torá muda seus sentidos e a leva à percepção do mundo superior – o sistema de governança do nosso mundo para mudar o ser humano, e através dele mudar o nosso mundo, e não apenas para realizar algum tipo de ação material. É o que a Torá fala.

A Torá está dividida na parte interna (Cabalá) e na parte externa, que fala sobre o cumprimento de algumas convenções e ações aceitas, que se chama “judaísmo prático”.

De KabTV “Notícia com Michael Laitman” 27/03/17

O Deleite Supremo Da Alma

laitman_239Torá, Deuteronômio, 23:07: Não lhes procurarás nem paz nem bem em todos os teus dias para sempre.

Os desejos egoístas, chamados de “amonitas ou moabitas”, revelam-se em cada nível da escada que ascendemos. E cada vez eles são novos e mais poderosos.

Todos os 125 níveis são semelhantes entre si; eles só diferem em potência e volume de propriedades positivas e negativas, propriedades da linha direita e esquerda e o número de detalhes envolvidos. Em princípio, o poder do nível depende do número de desejos e intenções.

Quando subimos, nosso estado se torna muito integrado e complexo, e é nessa complexidade, compreendendo todas suas vantagens, desvantagens, todo o poder de nossa conexão, que encontramos a perfeição.

É do fechamento de milhões de vários tipos de forças, intenções e atos – do início da criação, do meio, e novamente do início, do fim, etc. – que a perfeição do Criador é alcançada. A revelação completa da mecânica da interação do Criador com o desejo que Ele criou é o deleite supremo da alma.

Sobre isso, é dito que “Os justos se sentam e desfrutam do brilho da Shechina“. Afinal, a Luz superior da sabedoria preenche toda a criação, reluz e brilha. Essa conquista compreende o maior significado e prazer supremo que a alma sente.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno”, 19/10/16

Jpost: “Coisas Que Você Corre O Risco De Ler Na Torá: Elas Não São Necessariamente Assim”


O The Jerusalem Post publicou meu novo artigo “Coisas que Você Corre o Risco de Ler na Torá: Elas não São Necessariamente Assim“

Nada é mais valioso do que a Torá. Por que, então, esquecemos que a Torá não tem nada a ver com palavras sem sentido em livros impressos e tudo a ver com unidade?

“Não é necessariamente assim”, cantou Sportin’ Life na ópera Porgy e Bess, e acrescentou: “As coisas que você corre o risco de ler na Bíblia: ela não são necessariamente assim”. Na próxima terça-feira, nós vamos comemorar Shavuot, o festival da outorga da Torá. A maioria dos judeus não observadores sabe que o festival inclui uma refeição com abundância de alimentos lácteos doces. A maioria dos judeus também sabe que neste dia, no passado, a Torá foi dada ao povo de Israel.

No entanto, poucas pessoas sabem o que realmente é a Torá. Como resultado, poucas entendem por que celebramos sua recepção. Ao contrário do que a maioria de nós aprendeu, a Torá não é um conjunto de regras que devemos observar a fim de apaziguar um Deus temível, nem é uma coleção de histórias que podem ou não ter acontecido.

Como veremos abaixo, nada é mais pertinente para nossas vidas do que a Torá. Nada pode nos trazer um benefício maior do que saber o que é a Torá, para o que ela é e como podemos usá-la. Quando compreendermos isso, veremos que Shavuot não é meramente um festival, mas um ponto extremamente importante em nossa busca pela felicidade.

A Única Condição

Em Masechet Shabat (31a), o Talmude escreve que quando um converso perguntou sobre o significado da Torá, o Velho Hillel disse-lhe inequivocamente: “O que você odeia, não faça a seu amigo; esta é a totalidade da Torá”. Da mesma forma, o Rabi Akiva – cujos discípulos compuseram o Livro do Zohar e a Mishná – disse: “Ama o teu próximo como a ti mesmo é a grande regra da Torá” (Talmude de Jerusalém, Nedarim, Capítulo 9 , P 30b).

Para receber a Torá, Israel se uniu “como um homem com um só coração” (RASHI-Comentário do Êxodo, 19:2) e assim recebeu um poder que os elevou acima de seu egoísmo e os fez se amarem como a si mesmos. Eles não receberam um livro. Em vez disso, sua unidade criou as condições necessárias para serem dotados com o poder de transcender seus “eus” e se unir acima de seus egos, ou como o rei Salomão formulou em Provérbios (10:12): “O ódio agita a contenda e o amor cobre todos os crimes”.

O livro Avnei Miluim (Introdução) escreve: “Isto é o que nossos sábios quiseram dizer quando disseram: ‘E Israel acampou lá diante do monte’, todos eles ‘como um homem com um só coração’. Eles desejam dizer que a nação inteira se uniu em um só homem, após o que o Dador foi obrigado a dar-lhes a Torá”.

Ao longo dos tempos, nossos sábios se referiram ao poder transformador da Torá como “luz”. Eles declararam inúmeras vezes que a luz na Torá reforma, o que significa transformar o egoísmo de uma pessoa em amor ao próximo. O livro Mesilat Yesharim (Capítulo 5) escreve: “Este é o significado do que os nossos sábios disseram (Midrash Rabbah, Eicha, Prefácio): ‘Eu queria que eles Me deixassem, mas mantivessem a Minha lei (Torá)’, pois a luz nela a (a inclinação do mal) reforma”. O livro Maor Eynaim (Parashat Tzav) também escreve: “Com a Torá, uma pessoa pode lutar com a inclinação ao mal e subjugá-la porque a luz nela a reforma”.

O Talmude Babilônico (Kiddushin 30b) escreve que o Criador disse: “Meus filhos, Eu criei a inclinação ao mal e criei para ela a Torá como tempero”. Da mesma forma, o livro Metzudat David (Comentário sobre Jeremias, 9:12) explica que Israel perdeu suas terras porque eles caíram na inclinação ao mal uma vez que deixaram de se engajar na Torá porque “a luz nela a reforma”. E exatamente porque não entendemos mal o significado de “inclinação ao mal”, o Santo Shlah escreve (Nas Dez Expressões, “Expressão n° 6”), “As qualidades mais malignas são a inveja, o ódio, a ganância e a luxúria, que são as qualidades da inclinação ao mal”, precisamente os atributos que constituem o nosso ego.

Nenhuma Torah Sem Unidade

Quando nós, o povo de Israel, sucumbimos à inclinação ao mal e caímos no ódio infundado, perdemos muito mais do que o Templo. Perdemos nossa capacidade de usar a Torá, o poder reformador, a fim de nos elevarmos acima de nossos egos. Em vez de luz, ficamos com palavras cuja conexão com o amor ao próximo, a responsabilidade mútua e a unidade se ocultou de nós. Ao perder essa conexão, perdemos tudo o que define o judaísmo e o povo de Israel.

Nossos antepassados ​​receberam a luz que reforma e se tornaram uma nação somente depois de se comprometerem a se unir “como um homem com um só coração”. Agora, também devemos começar a nutrir nossa unidade. Precisamente porque o nosso ódio infundado ainda é tão profundo, não devemos esperar. Qualquer atraso adicional pode nos custar fortemente em vidas e tormentos humanos, pois nosso mundo em breve ficará demasiadamente imerso no ódio e dividido para voltar.

Envolver-se na Torá não significa mergulhar nas palavras de um livro escrito. Significa se esforçar para se unir para que nossa unidade cubra nosso ódio, assim como citamos o rei Salomão acima. O livro Maor Vashemesh (Parashat Yitro) explica este ponto com as seguintes palavras: “A obtenção da Torá é principalmente através da unidade, como no versículo: ‘E Israel acampou lá diante do monte’, ‘como um homem com um só coração’, e lá a sua imundície (inclinação ao mal) cessou”. Na Parashat Emor, o livro continua: “Durante os dias da contagem [de omer], uma pessoa deve corrigir a qualidade da unidade, e com isso é recompensada com a obtenção da Torá no festival de Shavuot, como está escrito: ‘E partiram de Refidim e chegaram ao deserto do Sinai, E Israel acampou lá diante do monte. RASHI interpretou que eles estavam todos em um só coração como um homem e é por isso que foram recompensados ​​com a Torá”.

O livro Likutey Halachot (Regras Sortidas) também explica a conexão entre a Torá e a unidade de Israel. No capítulo Hilchot Arev (“Regras de Garantia”), o livro escreve: “A raiz da responsabilidade mútua se estende principalmente da recepção da Torá, quando todos em Israel eram responsáveis uns pelos outros. Isto é assim, porque na raiz, as almas de Israel são consideradas como uma, pois derivam da origem da unidade. Por essa razão, todos em Israel foram responsáveis uns pelos outros na recepção da Torá”, ou seja, a recepção da luz que reforma.

No capítulo Hoshen Mishpat, o livro Likutey Halachot enfatiza a conexão entre a Torá e a responsabilidade mútua: “É impossível observar a Torá e as Mtzvot (mandamentos)”, ou seja, receber a luz que transforma o egoísmo em amor ao próximo, “a menos que seja através da responsabilidade mútua, quando cada um é responsável por seu amigo. Por esta razão, cada um deve se incluir com todos em Israel em grande unidade. Assim, no momento da recepção da Torá, eles imediatamente se tornaram responsáveis ​​um pelo outro, pois, assim que quiserem receber a Torá, devem se fundir como um para ser incluídos no desejo. … Assim, especificamente por cada um ser responsável ​​por seu amigo, eles podem observar a Torá. Sem isso, seria impossível receber a Torá.

Se Quisermos Sobreviver

Hoje, na realidade turbulenta que é a nossa vida, engajar-se na Torá – isto é, nutrir nossa unidade – não é apenas a chave do sucesso, mas a chave para a nossa sobrevivência como indivíduos, como judeus e como uma nação soberana.

Shavuot, o festival da doação da Torá, nos lembra que só se nos unirmos, teremos sucesso. Caso contrário, o Talmude adverte em dois lugares separados (Shabat 88a e Avoda Zarah 2b): “Lá será o seu sepultamento”.

Não devemos confiar nos governantes estrangeiros e nas trombetas que eles tocam. Nossa arma é única e não pode ser removida. Não machuca ninguém, mas nos torna indestrutíveis. Nossa arma é o poder da nossa unidade, e o festival da doação da Torá está se aproximando no momento perfeito para nos lembrar que agora devemos usar nosso poder secreto – a luz que reforma – que permanece em nossa unidade, que é a nossa lei, a nossa Torá.