Textos com a Tag 'Luz'

A Energia Universal Da Luz

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que a Luz faz-nos rejeitar o prazer, a fim de chegar a adesão com ela? Isso parece sádico.

Resposta:   A Luz não tem escolha. Ela criou você com o desejo de desfrutar, e agora quer que você prefira estar com ela, ao invés de continuar satisfazendo seu desejo egoísta com prazer. É como se você amasse uma mulher, apesar dela não ser atraente, ou seja, sem qualquer benefício pessoal.

Cada um de nós quer ser amado como é, com todas as suas falhas. E a Luz nos quer demonstrar o nosso amor por ela, tão absoluto quanto Aquele que nos ama. Nós podemos provar que só amamos elevando-nos acima do prazer.

Você parece surpreso: Como você pode amar alguém que bate em você? Mas se eu não me associo mais com o meu corpo (egoísmo), elevando-me acima dele, e sinto que esse não sou “eu”, então eu não tenho dificuldade em me apaixonar pela Luz. E eu não a amo “elevando-me acima do meu sofrimento”, mas junto com todos os prazeres!

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 30/12/10, “A Sabedoria da Cabalá e a Filosofia”

Como Apaixonar-se Pela Luz

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que a Luz faz-nos rejeitar o prazer, a fim de chegar a adesão com ela? Isso parece sádico.

Resposta:   A Luz não tem escolha. Ela criou você com o desejo de desfrutar, e agora quer que você prefira estar com ela, ao invés de continuar satisfazendo seu desejo egoísta com prazer. É como se você amasse uma mulher, apesar dela não ser atraente, ou seja, sem qualquer benefício pessoal.

Cada um de nós quer ser amado como é, com todas as suas falhas. E a Luz nos quer demonstrar o nosso amor por ela, tão absoluto quanto Aquele que nos ama. Nós podemos provar que só amamos elevando-nos acima do prazer.

Você parece surpreso: Como você pode amar alguém que bate em você? Mas se eu não me associo mais com o meu corpo (egoísmo), elevando-me acima dele, e sinto que esse não sou “eu”, então eu não tenho dificuldade em me apaixonar pela Luz. E eu não a amo “elevando-me acima do meu sofrimento”, mas junto com todos os prazeres!

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 30/12/10, “A Sabedoria da Cabalá e a Filosofia”

Você Espera A Redenção, A Luz De Hassadim?

Dr. Michael LaitmanAo ler O Zohar, nós temos que pensar no fato de que a única coisa que nos falta é a Luz de Hassadim. Se eu olhar para a mesma realidade que estamos, porém na Luz de Hassadim, que emana da minha intenção de doar, em vez da atual realidade eu verei a realidade espiritual.

A fim de começar a sentir o Mundo Superior, falta-me apenas a Luz de Hassadim que emana de mim para tudo à minha volta. Geralmente, nós perdemos muito tempo, energia e a própria vida em ações completamente inúteis que não dependem de nós. Mas a única coisa que podemos fazer é levar-nos à Luz de Hassadim, de modo que ela se manifeste dentro de nós, sendo a qualidade de doação na qual a Luz de Hochma torna-se vestida, o conhecimento e a realização do Criador.

Todas as outras ações que fazemos, exceto alcançar a Luz de Hassadim (a atitude de doação ao ambiente), atraem apenas uma reação negativa do Alto. Isso nos corrige, mas através do longo caminho do sofrimento, trazendo-nos finalmente de volta à aspiração da doação, ainda que pelo caminho do sofrimento.

Portanto, se a pessoa compreende constantemente o que é necessário para atingir essa ação única que pode vir dela, a qualidade de doação, isso significa que ela está esperando a salvação. É exatamente isso que devemos sentir ao ler o Livro do Zohar.

Os Cabalistas revelaram esta realidade espiritual. Então, o que me falta para revelar a mesma coisa e perceber o que eles estão falando? A única coisa que falta é a Luz de Hassadim.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 28/12/10, O Zohar

Um Par Inseparável: A Luz E O Desejo

Dr. Michael LaitmanO Criador criou algo totalmente novo “a partir da ausência” (Yesh Mi Ain), considerado como “desejo”. Nós não sabemos o que ele é; ele é simplesmente uma sensação de algum tipo de carência, necessidade, mas de que? Visto que o Criador criou esse desejo, ele é a necessidade de senti-Lo.

Experimentá-Lo nos faz sentir prazer, o qual permanece como uma memória naquele desejo criado inicialmente, e o desejo começa a ansiar isso por conta própria. Assim, ele começa a compreender a si mesmo e perceber o que anseia e o que merece desejar. Isso desencadeia o desenvolvimento do desejo a partir dessa primeira carência inicial criada pelo Criador.

A criação é um ato completamente original que só pode ser realizado pelo Criador, pela força da Luz Superior. Todo o processo que se segue torna-se a evolução do ser criado, dirigida pela interação dos dois participantes: o desejo e a Luz. Nada de novo ocorre neste processo. Algo de novo surgiu somente no ponto da “existência a partir da ausência” (Yesh Mi Ain), que é considerado a criatura (Nivra), da palavra hebraica “Bar” (fora do Criador).

Tudo o que vemos aqui, neste mundo, e nos mundos superiores e espirituais é o trabalho desse mesmo desejo de desfrutar. Por um lado, sabemos que todo o trabalho é feito pela Luz. Por outro lado, está escrito que não ocorre nenhuma mudança na Luz, o que muda é apenas o desejo de desfrutar. Nesse caso, quem está trabalhando?

Neste ponto, devemos traçar uma linha clara entre o seguinte:
1. As mudanças só podem ocorrer dentro do desejo de desfrutar;
2. Mas só a Luz pode realizar a ação.

Portanto, este trabalho é mútuo: o desejo está sempre diante da Luz e deve exigir-lhe certas ações. Até que a Luz o afete, o desejo não mudará. No entanto, até que o desejo queira mudar, a Luz não vai afetá-lo. Por isso, eles trabalham juntos, em conjunto.

Este vínculo entre o desejo e a Luz define todas as mudanças e as relações que podem existir entre os seres criados, e entre eles e o Criador nos mundos superiores e neste mundo.

Nós pensamos que estamos nos dirigindo uns aos outros, enquanto que cada um de nós é um mero desejo de sentir prazer, apelando ao Criador. Só Ele está se escondendo de nós, fazendo-nos experimentar vários seres, atributos, fontes de dor e prazer. Mas, basicamente, além do homem há somente o Criador.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 24/12/10, “A Liberdade”

Quando A Luz Bate Para Entrar

Dr. Michael LaitmanO Zohar, Introdução, Artigo “A Visão do Rabi Hiya”. Item 56: “Nesse momento, Ele golpeia 390 firmamentos, e todos se assustam e têm medo dele”. Essa é a alusão à Masach chamada de “firmamento”. … Não há 400, mas 390, pois faltam dez: Malchut de Malchut. É por isso que ele chama de “firmamento”, “390 firmamentos”.

O vaso da nossa alma é caracterizado pelo tamanho do desejo. Esse tamanho é chamado de “Aviut“. Se nós realizamos a Primeira Restrição sobre ele (Tzimtzum Alef), a Luz Direta (Ohr Yashar) vem a nós e nós a rejeitamos, levantando a Luz Refletida (Ohr Hozer).

A Luz Direta é igual ao desejo, porque o nosso desejo revela o grau da Luz ou do prazer que ela corresponde. Portanto, na realidade, a Luz não tem que “vir”. Agora, quando eu ainda não fiz uma restrição, eu não sinto que estou na Luz, no Criador. Mas, ao realizar a condição da Primeira Restrição, de imediato, sinto que estou na Luz.

Esta é a Luz Direta, que “vem” a mim. Ela me empurra, batendo para entrar, e a primeira coisa que faço é rejeitá-la, levantando a Luz Refletida. A Luz Refletida indica a rigidez da tela (Kashiut), enquanto que a Luz Direta indica sua Aviut. Nós estamos falando sobre a tela, pois ela é o elo entre a alma e o Criador, estando no meio deles.

O desejo em si, Malchut  dividido em quatro partes, cada uma contendo dez Sefirot, cada uma das quais também é composta por dez. Ao todo são 400. Não podemos corrigir a parte mais inferior, Malchut de Malchut, “o coração de pedra”. Suas dez Sefirot são excluídas da contagem geral e, portanto, há 390 Sefirot ou telas remanescentes que o Zohar chama de “firmamentos”.

A partir daqui, vemos que, para nos mantermos no fio da meada, temos que traduzir a linguagem do Zohar, que ainda é incompreensível para nós, para a linguagem dos termos Cabalísticos.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 23/12/10, O Zohar

Uma Mãe Feliz De 7 Bilhões De Bebês

Dr. Michael LaitmanPergunta: Se eu aceitar os desejos dos outros como meus, isso não significa que, juntamente com seus prazeres, eu também receberei todo o seu sofrimento, por toda a humanidade? Eu vim receber um prazer que não é deste mundo. Por que eu preciso de um sofrimento extra?

Resposta: Você não recebe o sofrimento dos outros, mas seus desejos. Como você pode desfrutar preencher  os desejos dos outros, se eles não estiverem vazios primeiro? Você tem que sentir o vazio.

Obviamente, não é agradável ter desejos vazios. Mas se você adquiri-los a fim de preenchê-los, você estará feliz que eles estejam vazios! Isso significa que você tem a oportunidade de preenchê-los! É como uma mãe que está feliz por ter preparado tanta comida e seu filho faminto a está comendo bem.

Portanto, não há sofrimento aqui, mas só prazer! É como se houvesse uma boa refeição diante  de você e você desperta o apetite em si mesmo antes da refeição. Afinal, esta é a única coisa que lhe falta, a fim de recebê-lo.

A Luz está em repouso absoluto e nós estamos em um oceano de Luz. Quanto mais você receber dos outros os vasos ou desejos vazios, mais você será capaz de preenchê-los com a Luz e toda essa satisfação será sua! Isto é o que a ciência da Cabala ensina. Ela é “a sabedoria da recepção” ou realização.

Você é como uma mãe que tem sete bilhões de bebês famintos e leite suficiente para todos eles: toda a Luz do Infinito. Você consegue imaginar que prazer é esse!?

Da  4ª parte da Lição Diária de Cabalá 17/12/10, “A Liberdade”

Relembrando A Luz

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que são Reshimot?

Resposta: A Reshimo (registro da informação) é uma impressão que permanece no Kli (desejo) depois de que a Luz que o preencheu sai. Assim, Reshimot são as Luzes contidas nos Kelim (desejos).

O que significa que “a Luz saiu do Kli”? Significa que ela não ilumina o Kli como antes, porque não há tela, nenhum contato entre o Kli e a Luz. Assim a Luz brilha somente de longe, e, portanto, se diz que o Kli contém um pouquinho de Luz.

As Reshimot são semelhantes às reminiscências do meu passado. A Luz preenche meu de sejo de receber (desejo) quando eu, com a ajuda da tela, adquiro a conexão com a Luz e nós nos unimos, porque a tela une os dois opostos um com o outro. Mas, quando não há tela, a Luz não é conectada ao Kli. Ela permanece no Kli e não sai, ainda que o Kli não possa senti-la ou fazê-la brilhar. A Luz dentro dele é raramente percebida, e nós a chamamos de “Reshimo”.

Nós simplesmente expressamos isso ao dizer que a Luz saiu e deixou uma Reshimo em seu lugar. Mesmo que, na verdade, esse não seja o caso. A Luz permanece no lugar e não sai, mas como nós não a sentimos, a Luz e o Kli estão aparentemente desconectados. 

Da 2a parte da Lição Diária de Cabalá 13/12/10, Talmud Eser Sefirot

A Escuridão É Um Fogo Poderoso

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como pode uma Luz afável se tornar um fogo cruel?

Resposta: Você está certo; muitas pessoas me fizeram essa pergunta quando começou o incêndio em Israel. A Luz vem do Alto, mas nós a tornamos um incêndio com nossas qualidades e ações, que são opostas a ela. Eis o que O Zohar fala sobre isso (existem vários desses lugares no Livro):

O Livro do Zohar, Capítulo Bereshit (Gênesis), Item 17, Artigo “A Terra estava vazia”: A escuridão é um fogo poderoso. E essa escuridão cobre o vazio, reina sobre esses resíduos, e se corrige a partir dele. Dessa maneira, a escuridão não é simplesmente a ausência da Luz, isto é, vazio, mas um tipo de ação de esvaziar, semelhante a um fogo poderoso que queima e destrói qualquer essência: ele a toca e deixa seu lugar vazio.

Assim, se diz que a escuridão é o fogo mais poderoso, que queima e destrói tudo. É assim como a escuridão elimina e suprime a Luz em seu lugar, e essa escuridão cobre o vazio. Ela é chamada de escuridão e não de fogo, porque a força da queima que ela carrega interiormente não se origina nela, mas do fato de que ela governa o resíduo chamado de vazio e recebe dele.

Pois essa é a inclusão da qualidade do julgamento na qualidade da misericórdia. Malchut se elevou ao lugar de Bina para ser corrigida com o tipo de tela que há nela. E uma vez que Bina não contém qualquer julgamento ou fogo, para que Malchut seja corrigida na tela, do modo como o caos foi corrigido, essa escuridão governa sobre o vazio, o lugar do fogo que transformou a impureza no resíduo e vazio.

De lá, a escuridão recebe a força do fogo ardente que se assemelha a um desejo forte no vazio. Essa escuridão cobre o vazio, governa sobre esse resíduo, e se corrige a partir dele, pois recebe do vazio o poder de um fogo forte e ardente.

A Apresentação Do Criador

Dr. Michael LaitmanA Luz é certo evento nos vasos (Kelim), a reação deles. A Luz, por si só, não existe, como o Baal HaSulam nos explica no artigo “A Essência da Sabedoria da Cabalá”. Nós experimentamos apenas a reação do Kli (vaso) a alguma coisa. A reação do vaso ao fator estimulante é chamada de “Luz”. Ou seja, ela é uma reação.

Nós não alcançamos a Luz em si. Sua essência está fora do alcance. Nós conhecemos apenas as formas adquiridas pelo Kli após o impacto da Luz. Nós percebemos cada um de nós da mesma maneira. Você está realmente familiarizado comigo e me compreende? Você sabe quem eu sou? Na verdade, eu não estou nem familiarizado comigo mesmo; é impossível.

Apenas o seguinte é possível: cada um percebe o outro a sua própria maneira, colocando a imagem do outro junto da sua própria reação interna. Portanto, como está escrito: “Cada um julga de acordo com suas falhas”. Baseado nisto, podemos entender que o melhor que podemos fazer é ir “para o lugar”. Mas o que é esse lugar?

Nossos desejos não corrigidos se deparam com um exemplo, uma ilustração visual do Kli corrigido. Chama-se Elokim (Deus) ou ZAT de Bina (sete Sefirot inferiores de Bina). Estamos falando do desejo de aproveitar que surgiu na segunda fase (Bina) e que deseja doar, para se tornar semelhante a Keter .

Isso é o que chamamos de início da criatura, “a apresentação do Criador”, que demonstra o que significa estar em doação, receber a fim de doar. É isso que a parte inferior de Bina faz ao doar em relação aos outros. Nós queremos alcançá-la, aprender com ela como receber prazer do Criador, e transmití-lo.

Nós só podemos doar o que recebemos do Criador. A quem doar? Nós doamos aos outros. Assim, do amor ao próximo, nós ganhamos amor pelo Criador por meio desse mesmo “local”, ZAT de Bina .

Todas as nossas ações no caminho até ela representam Mitzvot (mandamentos), que definem a relação entre o homem e o Criador (“Makom” em hebraico, significa “lugar”). Este é o lugar da revelação, da doação, da união e da garantia.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 09/12/10 , “Introdução do Livro do Zohar”, Artigo “A Mãe Empresta Roupas Para Sua Filha”

Qualquer Um É Capaz De Fazer Um Esforço Adicional

Dr. Michael Laitman with StudentsBasta desejarmos nos unir, e a Luz nos unirá. Cada um de nós tem um desejo que vem evoluindo há milhares de anos e um ponto que surgiu agora e nos puxa em direção a algo desconhecido.

Mas isso não basta! Nós estamos lidando com um efeito bipolar, um desejo dividido: Uma parte puxa para um lado, este mundo, e outra, o “ponto no coração”, puxa na direção oposta, para o mundo espiritual. O que eu faço com essa bipolaridade?

Tudo o que você pode fazer é substituir um desejo pelo outro. É por isso que eu entro no grupo e recebo dele o desejo adicional dentro do ponto no coração. Eu o obtenho graças aos esforços que coloquei no grupo e, devido ao fato de que não estou tentando entrar no mundo espiritual, mas sim tentando agir de acordo com a regra “do amor dos amigos ao amor pelo Criador”. Em outras palavras, eu coloco os meus esforços no nosso desejo unificado.

Assim, eu recebo do grupo a força que inclui a força inicial do meu ponto no coração e aquilo que o grupo adicionou a ele. Esta energia adicional que eu recebo é chamada de “anseio espiritual” (Ishtotekut). E o meu desejo inicial é chamado de Ratzon. Por isso, os Cabalistas salientam que, para alcançar o mundo superior, é necessário ter “Ratzon ve Ishtotekut” (consulte a 1ª parte do Talmud Eser Sefirot).

A Luz Superior atua sobre este anseio específico construído acima do meu próprio desejo natural e realiza uma correção dentro de mim: ela me une com os outros em um desejo coletivo, o lugar onde o Criador será revelado.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 10/11/10, “A Liberdade”