Textos com a Tag 'Luz'

Atração Por Equivalência De Forma Ao Quadrado

Dr. Michael LaitmanPergunta: Você pode me explicar qual a maneira correta de trabalhar com a Luz?

Resposta: A forma correta de trabalhar com a Luz é muito simples. A diferença entre a Cabalá e a religião (e todos os outros métodos) é que a religião pede ao Criador para ele mudar e tornar-se melhor, enquanto a Cabala diz: “O Criador é absoluto e só você pode mudar”.

O Criador é a Luz, ou seja, a única força no universo dentro da qual nós existimos. Esta força é imutável e absoluta. Portanto, a única maneira de trabalhar com o Criador é muito simples: quanto mais semelhante você é em relação a essa força, mais ela o influencia, e quanto menos semelhante a ela, menos ela o influencia.

Isto funciona através de uma fórmula muito simples. Se você estudou física na escola, você tem que saber: a influência de qualquer fonte sobre um objeto que é colocado no campo de sua influência é diretamente proporcional à distância entre eles ao quadrado. Quando eu chego duas vezes mais perto do objeto que me influencia, seu impacto sobre mim é quatro vezes maior. É assim que funcionam as coisas no mundo físico e é a mesma coisa no mundo espiritual.

Portanto, se você chegar pelo menos um pouco mais perto, você verá que a influência da Luz sobre você é ao quadrado. É assim que nós trabalhamos com a Luz superior.

Da 3ª Lição da Convenção em Berlim em 28/01/11

Quem É O Último Na Fila Para A Luz?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Hoje sou incapaz de pedir sequer pela minha própria correcção. Portanto, como posso pedir pelo mundo inteiro?

Resposta: Pedir para si mesmo ou para o mundo é a mesma coisa. Imagine que você não tem ar suficiente. Mas nós temos todos de respirar; portanto, se os outros não o têm, eu também não o tenho, e se há ar, será para todos. Não pode ser cortado.

É impossível pedir por uma correcção individual uma vez que a correcção é baseada precisamente na nossa unificação. Uma pessoa não pode pedir a Luz para si mesma porque a Luz é uma força universal de doação que existe entre nós. Se eu for um elemento de uma rede eléctrica, como posso pedir que a corrente passe apenas por mim? Ela não me pode atingir se não passar pela rede inteira.

Isto deve ajudar-nos a compreender a natureza do mundo global e integrado que começamos a sentir agora. Você não pode pedir nada para si; não ajudará. Se você continuar a tentar isolar-se, só irá atrair maiores golpes para si mesmo.

O seu apelo para si, o seu proteccionismo, “separatismo” apenas o ajudarão a perceber o seu mal. Você será forçado a admitir que você não está pedindo correctamente! E como pode este conhecimento ser passado para você sem ser através de golpes? Quanto mais você ora pelo seu próprio bem-estar, mais será golpeado até que aprenda que você não pode pedir apenas para si mesmo.

Você verá que não só não ajuda, mas também traz um resultado oposto. Em determinado ponto perceberá que a realização apenas pode ser colectiva. E se ninguém o recebe, então você não o receberá tampouco já que você é o último da fila para tal!

Perceba aquilo que o Criador lhe quer ensinar. E quanto antes o perceba, melhor. Afinal de contas, se Ele tem de usar um determinado número de golpes para lhe mostrar o seu lugar no fim desta cadeia, quanto tempo quererá você sofrer? É melhor que aprenda rápido para que possa viver em conformidade.

De certo, agora mesmo isso parece-lhe absolutamente irreal e indesejável. Mas por outro lado, não há escolha: Você terá de chegar à mesma conclusão de qualquer forma. Portanto, tente o que quer que possa enganar o seu egoísmo e corra à frente dos golpes pedindo pela correcção de tudo, pelo menos artificialmente.

Durante a aula, peçamos à Luz que venha e nos dê esta experiência, entendimento, direcção, uma aspiração mínima por este objectivo. Façamo-lo por razões pragmáticas pelo menos, de forma a evitar os golpes. Afinal de contas, cada um recebe a satisfação por último.

Da 3ª parte da Aula Diária de Cabala 23/1/2011, Talmud Eser Sefirot

Um Raio De Luz Na Escuridão

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que os autores de O Zohar escrevem usando uma linguagem muito mundana em alguns trechos, o que só nos confunde, como se estivessem falando sobre o nosso mundo, e em outros trechos escrevem usando a linguagem dos Partzufim e Sefirot?

Resposta: A linguagem que foi criada desde Adão HaRishon contém várias Segulot  (qualidades milagrosas). Por que existem as Segulot? Porque nós não entendemos o significado do mundo espiritual. Nós não o alcançamos e não podemos imaginá-lo corretamente. Não podemos expor o mundo espiritual com precisão diante de nós, qualquer que seja a sua forma.

Inicialmente, está claro que todos os nossos conceitos, mesmo os deste mundo, são totalmente falsos. Como pessoas cegas, estamos tentando avançar sentindo o caminho a nossa volta, sem saber com o que nos deparamos e o que está acontecendo. Todas as nossas lembranças e imagens fictícias são incorretas e falsas.

Estamos em um estado tão obscuro que nunca provamos o sabor da verdade. Nem mesmo um tênue raio de Luz penetrou nesta escuridão a fim de iluminar, mesmo que seja um pouco, quaisquer detalhes do mundo em que vivemos, bem como as conexões entre nós.

É por isso que surge uma pergunta: é possível falar com estas criaturas? É ainda pior do que cavar minhocas no chão e tentar ensinar-lhes a Torá. Isso é não é uma piada!  A diferença entre nós e o mundo espiritual é muito maior do que entre nós, seres vivos, e um verme no chão, que também é uma criatura viva.

Você difere do verme pelo tamanho da sua consciência e conhecimento, na mesma escuridão em que ambos existem. No entanto, você e uma pessoa que está na espiritualidade estão separados por percepções opostas – um abismo que é impossível até de imaginar.

Adão HaRishon foi a primeira pessoa que revelou o fato de que além de nosso estado, existe uma fonte – o mundo espiritual, a verdadeira realidade, enquanto que nós estamos na escuridão total, como vermes no chão que nunca se arrastaram para o exterior e nem ao menos sabem que existe um mundo diferente. Por isso, nós devemos receber ao menos a ponta de uma corda onde possamos nos agarrar.

Assim, aqueles que atingiram a espiritualidade a partir de Adão HaRishon inventaram o que parece ser todos os tipos de histórias. No entanto, elas não são histórias, mas um sistema que nos conecta com o mundo e as almas que atingiram a espiritualidade, com a conexão entre elas e a Luz que está nelas.

Neste momento, nós não sabemos qual é o significado de nenhuma dessas palavras – nem sobre esse mundo, nem sobre as almas, nem sobre a conexão, nem sobre a Luz – nada! No entanto, eles traçaram certa conexão a partir do estado que é desconhecido para nós, e nós não temos idéia do que seja essa conexão. Mas eles fizeram isso para conectar de certa forma este estado a nós. E se usarmos esta conexão seguindo seus conselhos, isso nos influenciará de forma gradual.

Portanto, é totalmente irrelevante perguntar porque eles escreveram usando um tipo ou outro de linguagem – uma que é mais sensível ou racional, uma que é mais clara ou menos clara. Nós só conseguimos ficar confusos com as descrições que parecem mais mundanas e próximas de nós.

Existe apenas uma oportunidade de se aproximar do Zohar: conectar-se mutuamente, o máximo possível. Conforme nos unimos através dos esforços para estarmos acima do nosso ego, nós damos a estes estados espirituais a oportunidade de serem revelados. Mas enquanto eles não forem revelados, não descobriremos o que eles são. Está escrito: “Eu vi um mundo inverso”. Você verá que o mundo espiritual é completamente diferente daquilo que você era capaz de imaginar.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 24/1/11, O Zohar

No Limiar do Próximo Nível

Pergunta: Quem ou o que me dá um exemplo do próximo nível?

Resposta: O exemplo do nível seguinte lhe é dado pela escuridão. Isso porque o próximo nível primeiro se revela como a escuridão. No entanto, tenho que tentar discernir a Luz nele, que é algo grande e especial. Ela só parece como a escuridão para o meu ego, mas se eu tivesse um desejo de doar, então gostaria de ver a Luz e todo o sistema de almas que são preenchidos pela Luz infinita.

Portanto, a escuridão é o exemplo do nível do futuro, até que eu transforme essa escuridão em Luz.

Da segunda parte da  Cabala diárioLição1/23/11,  O Zohar

Olá Desejo!

Depois que uma pessoa ganha experiência, ela vê que é incapaz de fazer algo por si mesma. Todas as suas noções de bem e mal são construídas em benefício pessoal, e portanto, as subidas e descidas que experimentava eram realmente irreais. Ela avaliou a sua boa atitude para a espiritualidade, a subida interior, como o “dia”, enquanto que sua atitude negativa para a espiritualidade parecia “noite”. Mas isso é incorreto.

“Noite” é um estado onde uma pessoa faz discernimentos, firme, sabendo que são egoístas e que ela é incapaz de subir acima do seu egoísmo. E se ela é capaz, então é apenas graças à Luz que cresce um pouco mais forte e lhe dá esses momentos. O Criador ajuda a pessoa a “espreitar” fora de si mesma para o exterior, e só então ela se funde com a doação. Este é o “dia” para ela. [Leia mais →]

Sua Majestade A Doação

Pergunta: Quem ou o que é a “Luz que Reforma”? Ela é o Criador?

Resposta: A Luz, o Criador, a Força Superior, todos eles são um e o mesmo: a força integral de doação que governa o mundo, a enorme esfera dentro da qual todos nós vivemos. Hoje, ela está progressivamente se contraindo acima de nós, nos afetando com seu poder.
Ela é considerada como Natureza ou o Criador uma vez que em Hebreu, o equivalente numérico (Gematria) dessas palavras é o mesmo, e a emanação que se expande desde ela é definida como a Luz Superior ou doação.

Da aula de apresentação em Netanya, 12/12/2010

Passos Em Direcção Ao Desconhecido

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que é que a Luz trabalha em nós tão devagar? Que mais podemos fazer?

Resposta: Nós avançamos a grandes passos. Contudo, não conseguimos medir quantos passos mais temos de dar de forma a trocar a nossa percepção do consumo interior para a doação, de forma a adquirir a força que irá unir as “engrenagens”, nossas almas, deixando-nos sentir o mundo superior.

Nem eu nem qualquer outra pessoa no mundo, incluindo todos os Cabalistas das gerações anteriores, alguma vez experienciaram o estado que estamos a passar hoje. Nunca antes um grupo tão grande de pessoas se esforçou para terminar a correcção baseado na falta de conexão entre elas, assim como na falta da revelação do Criador nelas. Uma vez que não há precedentes para tal, não consigo dizer de que forma isso irá ocorrer.

Na verdade, na sabedoria da Cabalá, tudo é idêntico à natureza. Se algo não é revelado, você não consegue saber como se manifesta. Um verdadeiro cientista diria que de acordo com os seus dados, seria desta ou daquela forma, mas se ele dá um passo adiante, ele entra no desconhecido.

Há cientistas que passam décadas a estudar certo fenómeno e estão certos de que encontraram uma explicação de como ele funciona. Ainda assim, de repente eles dizem: “Não, nós estávamos errados”, e começam tudo de novo.

O mesmo é verdadeiro em relação à sabedoria da Cabalá. Ela é uma ciência. Temos de explorar o mundo superior por nós mesmos e não esperar um e-mail, SMS, ou outra coisa qualquer de lá. Tudo o que tem sido revelado até este momento, foi revelado nos Kelim (vasos) pessoais, individuais de cada Cabalista.

Agora, devemos descobrir o mundo superior neste enorme desejo colectivo, na nossa união mútua. E isso será feito pela primeira vez. Todos os sete biliões de pessoas podem não se unir, mas haverá ainda centenas de milhares ou mesmo milhões.

Por outras palavras, a aspiração de ver o mundo espiritual tornou-se mais colectiva que individual. Isto nunca tivera sido visto no passado. Assim, é impossível dizer quando isso irá ocorrer, mas estamos a avançar a um ritmo rápido.

Da Palestra no Dia da União 26/12/10

Vôo De Balão Em Direção À Liberdade

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que é a Luz de Hassadim (Misericórdia) e como ela é produzida?

Resposta: Quando eu cultivo meu ponto no coração com a ajuda da Luz Circundante que Corrige, isso se torna o meu início de doação ao Criador. Eu adquiro essa capacidade. A Luz de Hassadim me libera do egoísmo, e eu o transcendo. É como se eu recebesse um balão que me levantasse do chão e eu pudesse voar!

A Luz de Hassadim é a Luz de Bina, a Luz da liberdade. Eu me liberto do meu desejo egoísta, como se saísse da escravidão egípcia, tornando-me livre do poder do meu ego. Eu elevo-me acima dele, e ele não é mais uma carga para mim. Já não estou amarrado a qualquer qualidade egoísta que me faz roubar, mentir, e acumular coisas; eu me desfaço de tudo e torno-me livre, como se estivesse observando o mundo inteiro e a mim mesmo de cima, voando no ar. Este é o tipo de liberdade concedida pela Luz de Hassadim.

A Luz de Hassadim expande-se melhor horizontalmente do que verticalmente, porque ela não depende do nível de desejo. É semelhante a um ” espírito generoso”: “Aqui estou, pronto para doar a todos, sem ser governado por meu desejo de receber. Pegue tudo que tenho, eu não me importo! Eu estou conectado com o Criador, estou unido a Ele e não sinto qualquer restrição do meu egoísmo; ele não tem mais poder sobre mim”.

Se a pessoa se liberta do egoísmo dessa forma, ao ascender à Luz de Hassadim, ela se liberta do anjo da morte, elevando-se acima dele.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 7/1/2011, “Explicação do Artigo, ‘Prefácio à Sabedoria da Cabalá’”.

Você Viu Sete Céus No Céu?

Dr. Michael LaitmanTodas as definições da Cabalá derivam da criação original, o desejo de receber prazer, que se opõe à Luz e precisa se tornar idêntico a ela. É por isso devemos avaliar o nosso desejo apenas em relação à Luz e não em relação às nossas experiências atuais.

O homem organizou todo um sistema de critérios de bem e mal, bom e ruim, agradável e desagradável,  o qual ele emprega. Agora, você está lendo um texto Cabalístico que lembra algo totalmente diferente, mas você não deseja penetrar no seu real significado. Você deseja distorcê-lo, para que ele sirva ao seu ego.

Nós estamos lendo textos escritos por Cabalistas e achamos que podemos entendê-los usando nossa percepção atual, pois ela se adapta às nossas definições de “bem” e “mal”, “doação” e “recepção”, “em cima” e “embaixo”, “corrupção” e “correção”. Mas, na verdade, nós não sabemos absolutamente nada sobre o verdadeiro significado deles.

O livro diz “este mundo”, e eu acho que isso significa o mundo em que vivo atualmente. Mas espere, primeiro você deve tomar o lugar do autor e ler com os olhos dele! Por exemplo, no livro Beit Shaar HaKavanot (O Portão das Intenções), o Baal HaSulam escreve: “E os sete céus que vemos neste mundo…”.  Onde você viu sete céus aqui?

Em outras palavras, nós precisamos compreender que esta frase refere-se a significados espirituais,  opostos ao nosso atual entendimento. Até que entremos no mundo espiritual, nós não os entenderemos; no entanto, devemos nos esforçar para, de alguma forma, nos familiarizarmos mais com eles.

Da 4ª parte da Lição Diária da Cabalá 23/12/10, “Paz no Mundo”

Vamos Manter a Luz a Todo O Custo

Pergunta: Como podemos aumentar o nosso entusiasmo para que ele não termine, de modo que a luz não se afaste?

Resposta: A experiência é a mãe da sabedoria. Deixe-me dizer-lhe com base na minha própria experiência: Você passará por vários estados, desejando manter a Luz a todo o custo.

E então você vai começar a refletir “O que é a Luz? É quando me sinto bem e quando eu penso sobre os outros? Afinal, esses estados podem ser diferentes, eles não podem? Há Luz quando eu entender tudo ou quando me sinto no escuro? Na verdade, a escuridão é relativo à Luz da qual eu estou tão distante. Sinto uma grande distância entre nós como a escuridão, mas na verdade, é a Luz que me faz sentir que eu não sou Ele”. [Leia mais →]