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Assemelhar-se À Luz

laitman_936O Zohar, “Pekudei“, Parte 1: Essas são as contas do Tabernáculo. É dito que todos os rios correm para o oceano e o oceano nunca está cheio. Todos os rios são rios e fontes sagradas, as Sefirot de ZA, que foram preenchidas e saíram para iluminar e encher o grande oceano, que é Malchut. E como o grande oceano é preenchido por esses rios, ele abastece todos os animais do campo, como se diz, e eles devem abastecer todos os animais do campo que são os níveis de BYA.

Pergunta: Por que a porção Pekudei começar com as palavras “essas são as contas …”?

Resposta: Onde mais você pode ser contado se não em Malchut, ou seja, no desejo que deve ser corrigido e aumentado, e como qual você deve trabalhar? É somente depois de descobrir o desejo geral que você pode ver como ele foi quebrado em consequência do pecado do homem que provocou a divisão e separação do desejo único, o que significa que levou à evolução da humanidade. Só então é possível entender como a humanidade é gradualmente corrigida ainda que exista atualmente na forma de corpos separados, desejos separados que devem estar conectados a fim de ser como um homem em um só coração e retornar à sua fonte.

Portanto, há instruções claras na Torá sobre a forma como devemos chegar a esse estado. A conexão é cumprida com a ajuda da Luz Superior que criou o desejo geral e fornece-lhe energia e o plano de sua evolução.

Nós vemos como tudo se desenvolve no mundo, mas não sabemos de onde tudo deriva, onde se encontra a fonte de energia para esse desenvolvimento e qual o seu plano. Nós simplesmente existimos nele e, dos níveis inanimado, vegetal e animal da natureza, podemos olhar para nós mesmos de fora, olhar para a natureza ao nosso redor e ver que tudo se desenvolve numa determinada direção.

“Todos os rios correm para o mar”, esses são rios de Luz que fluem através do mundo de Atzilut e corrigem gradualmente as partes de Malchut e nos levam à conexão.

Parte dos nossos desejos corporais, chamados de animais do campo, é nutrida pela Luz Superior e é assim que nos desenvolvemos. Tudo o que temos construído nesse planeta é resultado da evolução do nosso desejo (por enquanto) corporal, egoísta e inconsciente.

Existem diferentes teorias e ciências que tentam compreender o processo da nossa evolução, mas no final elas não contribuem em nada e não têm efeito sobre a evolução geral.

Suas tentativas de impor certa ideologia de uma forma artificial não levam a nada, como vimos na URSS, Cuba, China e outras tiranias que implementaram abordagens que contradizem a evolução natural. No final, elas tiveram que desistir de seus princípios, ideologias e planos que eram supostamente corretos, e voltaram para a percepção egoísta normal que a natureza nos conduz.

Pergunta: Mas, todos os regimes comunistas não são baseados em certo sentimento de conexão?

Resposta: Claro, os regimes comunistas representam o mais antigo tipo de regime; na sociedade primitiva tudo era coletivo, de modo que podemos chamá-lo de comunista. Não é uma ideia nova.

A era do oportunismo veio depois da era das ideias de Marx e, infelizmente, distorceu suas ideias. Em vez de educar as pessoas a cooperar e direcioná-las à aceitação e igualdade geral, porque o movimento de avanço realmente depende da educação e do conhecimento, muitas sociedades começaram a estabelecer vigorosas tiranias que, por fim, eram opostas à natureza.

De acordo com a sabedoria da Cabalá, nós aprendemos como os rios, o que significa a Luz, entram em Malchut de Atzilut. Apenas uma pequena parte, a parte superior de Malchut, que é Keter, entra no mundo de Atzilut, e todas as outras nove Sefirot de Malchut estão nos mundos de Beria, Yetzira e Assia. O nosso mundo é o último nível do mundo de Assia.

Os rios da Luz afetar nosso ego, desenvolvem-no e forçam cada um de nós a reconhecer a nossa pequenez e a baixeza da sociedade egoísta que estamos construindo. Como nós podemos mudar isso e elevar os mundos de Beria, Yetzira e Assia, incluindo o nosso mundo, que é o menor dos mundos, para o mundo de Atzilut? Afinal de contas, a inclinação da evolução humana deve ser dirigida apenas a isso.

A Torá nos dá as instruções para a solução correta desse problema, que é chegar a uma equivalência de forma com a Luz! Mas nós não queremos fazer isso, porque a Luz nos mostra que temos que desistir do nosso egoísmo e começar a trabalhar acima dele, conectando-nos uns aos outros, porque o mundo de Atzilut é o mundo da conexão absoluta entre todas as forças e inclinações distintas.

“Atzilut“ deriva da palavra hebraica “Etzlo” – “Nele”, o que significa um desejo corrigido no qual o atributo completo da Luz é revelado.

Isso significa que nós temos que tentar fazer parte da corrente que nos direciona para Malchut de Atzilut, apesar de todos os desvios da inclinação maior. A humanidade começa a perceber que não há outra maneira e que há um plano preciso, segundo o qual devemos avançar, caso contrário estaremos diante da ameaça de aniquilação.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 16/10/13

A Consciência É Luz Estruturada

Dr. Michael LaitmanNas Notícias (econet): “A luz penetra o cérebro através de tecidos vivos transferindo fótons. Microtúbulos conduzem vibração; neurônios e dendritos transmitem ondas de fótons de uma célula para outra.

“Neste processo, não há perda de energia. Os microtúbulos formam linhas de conexão ao longo do corpo, criando assim a interação entre o campo quântico e o cérebro humano. Esse sistema é uma reminiscência de uma internet biológica, uma rede de microtúbulos e membranas dendríticas.

“Os neurônios se comunicam (falam) uns com os outros através de um processo quântico. Os microtúbulos formam uma estrutura que cria uma sequência de ondas no nosso corpo. Nós chamamos esse processo de ‘luminescência excedente’.

“Ele possibilita que sequências de sinais passem pelo corpo e que a coordenação dos sinais forneça um comando para os fótons se mover pelos tubos de luz. Tal fenômeno tem sido chamado de ‘iluminação intrínseca’. Quando os fótons penetram o núcleo dos túbulos microscópicos, eles se conectam com outros elementos. É assim que a cooperação coletiva das partículas subatômicas é produzida.

“Isso nos possibilita pensar e refletir sobre diferentes coisas ao mesmo tempo. Especificamente, a cooperação coordena todo o corpo e a reação instantânea da mente, a transmissão de informação, dentro de um décimo de milésimo de segundo.

“Os elétrons, estando num estado quântico, movem-se em canais de luz e, juntos, permanecem isolados e independentes. A fibra óptica principal é energia coordenada e organizada. Os túbulos microscópicos são ocos, enquanto que o processo quântico ocorre em água estruturada que se encontra dentro deles. Os raios de luz são criados lá, seus diâmetros são acomodados para o tamanho dos microtúbulos, atingindo o valor absoluto de 15 nanômetros.

“A consciência é luz estruturada, que, como um fenômeno global, abrange todo o corpo e a mente. Processos no corpo humano como um organismo dá origem a oscilações quânticas. O corpo de uma pessoa cria uma circulação mútua de informações com o campo quântico, provando que existe uma conexão inclusiva que determina a factualidade da unidade; organismos vivos e a essencial existência independente de partículas carregadas cooperam mutuamente dentro do campo quântico e trocam informação quântica entre eles”.

Meu Comentário: O título do post: “A Consciência É Luz Estruturada” implica obviamente que tudo foi criado e realizado por meio da Luz Superior e seu ramo neste mundo, os fótons.

A ciência finalmente começou a falar a língua da Cabalá, que é em si uma ciência.

Baal HaSulam escreve que: a) O sofrimento em nossas vidas, e b) A descoberta da natureza única do nosso mundo, levarão a humanidade a uma consciência da verdade da sabedoria da Cabalá que determina e revela essa unidade em tudo. Nós devemos nos mover rumo à unidade com outras pessoas e reduzir a busca da verdade por meio do sofrimento.

Um Ponto Que Se Expande Através Do Fermento Da Luz

laitman_275Malchut incluída em Bina – isto é, o desejo de receber que está incluído no desejo de doar – molda o desejo de doar em relação a si próprio. Como resultado dessa integração, o sistema de mundos é criado: Atzilut, Beria, Yetzira e Assia (ABYA), o sistema superior de governo que transmite a Luz do Infinito para nós desde cima.

Como resultado da integração entre Bina e Malchut, o desejo de receber torna-se complexo. A partir de agora, há um coração nele, que é Malchut, o desejo de receber, e o “ponto no coração”, que é o ponto de Bina. Esta é a alma, a criatura.

A criação inteira é dividida em duas partes: do lado de fora, há o sistema que está cercado pela Luz do Infinito, e dentro, há a alma. Até que o sistema alcance a alma, ele passa por 125 níveis de redução das Luzes, níveis de Ha’alama (ocultação), razão pela qual eles são chamados de Olamot (mundos).

A Luz que passa através de Yashar (direta) é chamada Ohr Pnimi (Luz Interna), e a Luz que brilha de fora é chamada de Ohr Makif (Luz Circundante). A Luz de Yashar nos desperta e nos dá a sensação do momento, e a Ohr Makif que vem por meio de Igulim (Círculos) nos dá o sentido do futuro. Se o futuro não me iluminar, eu não tenho nada para viver; eu não sinto propósito à frente, e isso é um problema. No entanto, se eu sequer tenho Luz no presente, eu morro. É desejável tanto para o presente como para o futuro me iluminar. No entanto, se eu não estiver conectado a uma sociedade, a futura Luz não pode me iluminar. Isso ocorre porque o futuro ilumina cada vez mais fortemente sempre que eu me conecto mais com o grupo, e se eu não estou conectado a eles, eu não tenho futuro.

Portanto, alguém que não trabalha no fortalecimento da conexão com o grupo perde força e, no final, sai, e se a pessoa não trabalha com a Luz do presente, ela nem revive a si mesma no estado atual. Nós temos que tentar arduamente nos prover com o futuro e o presente.

A “linha reta” e os “círculos” são duas formas de governo superior. Se uma pessoa trabalha em sua conexão com o grupo, ela descobre essas duas formas lá. Especificamente para esse fim, as formas de governo através da linha reta e dos círculos são criadas para levar a pessoa a uma conexão que irá preencher todo o seu vaso. Mas como ela consegue esse grande vaso se ela é apenas um ponto interior, no centro de todo o círculo? Assim como uma massa fermentada se expande, ela também precisa ser expandida pela Luz Superior e preencher todo o vaso.

O desejo de receber é um pequeno ponto criado “a partir do nada”. No entanto, se nós o transformamos para se tornar em prol da doação, ele é expandido para o tamanho de toda a criação.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 20/03/14, Escritos do Baal HaSulam

Da Quantidade À Qualidade

Laitman_931-01A Luz e o Sol: “E a resposta principal é se unir com todos com amor e um só coração, adorar o Senhor e se juntar a um esforço. Assim, o mundo do arrependimento desperta e o mundo da misericórdia e o mundo do desejo”.

Nós revelamos tudo apenas de acordo com nosso vaso, porque não sentimos nada fora do nosso desejo. Portanto, quanto mais complexo for o desejo – mas, ao mesmo tempo, mais unido ele for – maiores discernimentos nós podemos ter, quer na intensidade da Luz com na qualidade da Luz.

Portanto, mós devemos tentar ser heróis em qualidade e heróis em quantidade, simultaneamente. Um herói na qualidade é o resultado da quantidade. No início, cada estado cresce em quantidade e só então se eleva a um nível superior e une muitos indivíduos que sobem do nível inferior num todo, num indivíduo no nível superior.

Assim, o trabalho é primeiro em quantidade e, depois, se transforma em qualidade. É dito que não há um homem mais sábio do que o experiente, o que significa que depois de uma grande quantidade de ações vem a sabedoria, o entendimento dessas ações e a conexão entre elas.

Esta é a razão pela qual devemos nos esforçar, tanto quanto pudermos. Você deve fazer tudo o que está em seu poder, e o sentimento a mente vêm disso. É porque certa Luz chega para cada esforço mecânico, mesmo que ela seja muito simples, e, no final, nos leva ao sentimento e percepção da nova realidade.

É verdade que nós devemos unir nossos corações, desejos e intenções, mas nunca fazemos isso. Nós sempre fazemos apenas a metade do valor de um shekel, e o Criador completa o resto do trabalho para nós, como se diz, “O Senhor irá completar o trabalho para mim”.

Nós só dizemos que eu devo unir os corações, mas é claro que eu não posso fazer nada, mas descobrir e esclarecer a deficiência correta. Se eu encontro a deficiência certa – que se chama elevar uma oração, MAN, investir a metade shekel que sou obrigado a investir – isso é chamado de sacrifício (Korban); em outras palavras, eu fico mais perto do Criador [Karov com a mesma raiz em hebraico], e a segunda metade sempre vem de cima.

Então, nós nos tornamos parceiros. Eu invisto a deficiência, e o Criador executa a ação em corrigir e preenchê-la.

Da Lição Diária de Cabalá 25/05/14

Viver Na Fronteira Entre A Luz E A Escuridão

laitman_207Porque nós ainda não sentimos qualquer conexão com a força superior, o seu controle e governança sobre nós, não sentimos qualquer necessidade ou desejo de nos voltarmos a ela com um pedido e nem mesmo com gratidão. O nosso desejo de receber pode nos permitir pedir, mas para ser gratos é algo que certamente esquecemos.

Nós podemos ser gratos quando a gratidão nos promete uma recompensa para o nosso ego e nos lembra dele. Muitos no mundo fazem isso. Mas, para ser gratos, temos que avançar para condições que não são benéficas para o nosso ego, mas para o nosso progresso espiritual, e não há a necessidade de um monte de preparação, a fim de fazer isso. É por isso que realmente não funciona.

Não devemos pensar que o sentimento de gratidão resulta de um sentimento bom. A gratidão é resultado do reconhecimento de que o Criador me conduz através da escuridão e me ajuda a lutar e vencer, encontrar todos os meus desejos impuros (Klipot) e subir sobre eles.

A oração de gratidão nasce neste estado, acima da escuridão, do mal e das grandes correções desagradáveis ​​do meu ego. Na medida em que consigo subir acima do meu desejo de receber e atribuir-me à doação, à alma, em vez do corpo, à força de doação, em vez da força de recepção, para elevar-me acima da terra, eu posso ser grato.

Tudo isso acontece ao mesmo tempo: eu sinto a escuridão no desejo de receber, e acima da escuridão sinto a Luz no meu desejo de doar. Um não pode existir sem o outro.

Portanto, nós temos que alcançar gradualmente esta combinação internamente, quando você tem o desejo de doar, uma sensação desagradável nele, escuridão, e acima dele restrição, a Masach (tela), e a Luz de Retorno acima da Masach. É assim que estabelecemos a atitude para com o Criador chamada fé acima da razão.

Razão é o que sentimos dentro do desejo de receber. Não há nada nele, exceto decepções e pensamentos contra o caminho espiritual, mas nós subimos acima deles. Apesar de todo o mal conforme a nossa mente e sentimentos corporaisnós estabelecemos a nossa atitude acima da escuridão corporal.

Assim, chegamos à forma correta e estabelecemos a linha do meio entre as duas linhas que se negam. Elas tentam se anular até o terceiro parceiro chega e faz a paz entre elas.

Nós temos que tentar concordar mais com este tipo de trabalho e cumpri-lo. É muito importante. Então chegamos a uma solução, que é a estrutura certa, quando o desejo de receber abaixo é sentido como escuridão. Afinal de contas, o Egito, o Faraó e Hamã estão todos dentro de mim. A casca é contrária à santidade ea alma está entre elas.

Quando eu vejo o meu estado desta forma, eu começo a trabalhar na estrutura da minha alma, para reuni-la e moldar a sua forma.

Nós temos que esclarecer todas as etapas, ser mais sensíveis ao que acontece dentro de nós, para manter a escuridão, a Luz que está acima dela, e a relação entre elas. Nós temos que viver neste conflito e não simplesmente cair porque eu me sinto mal e não vejo nada, ou começar a flutuar nas nuvens como um balão de ar quente no momento em que me sinto bem.

Eu tenho que manter estes dois estados e entender que esta é a forma como eu sinto o meu desejo de receber, a quebra, acima da qual tenho que estabelecer gradualmente o meu amor e preocupação com os outros através da adição de uma nova atitude de cada vez que seja correta e contínua e destinada à doação. É através desses estados que eu estabelecerei a minha atitude para com a força geral de doação chamadade Criador e alcançarei o sentimento de gratidão na medida em que posso me manter acima da escuridão graças a ela.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabala 23/05/14

Valor Adicionado

laitman_528_02Nós precisamos construir uma linha entre a Luz e o Kli, entre o desejo e o Criador. Nós fazemos isso de forma gradual, de acordo com 125 níveis, construindo a intenção correta para perceber a nós mesmos apenas a fim de doar aos outros ou ao Criador.

Para fazer isso, eu recebo o poder de correção da Luz que Reforma. Ela me corrige e me dá tudo o que é necessário. Mas cabe a mim encontrar um anseio pela meta dentro de mim. Eu devo ser o fator inicial; caso contrário, não há criação. Afinal, se eu quero que a Luz faça tudo para mim, é como se eu realmente não existisse.

Inicialmente, o Criador criou o desejo. Este pertence a Ele. Eu sou o que desejo que corre para a Luz de acordo com a forma como ela brilha. Um jogo é realizado comigo desde Cima, como foi dito alegoricamente pelos Cabalistas: o Criador joga com o Leviatã que Ele criou. Com a Luz, Ele joga: onde quer que ela brilhe, é para aí que o Leviatã se volta. Mas isso ainda não significa que eu realmente existo, já que por enquanto eu sou completamente gerenciado.

Apesar de entender e sentir que toda a minha vida é como uma caça à isca, eu não tenho essa consciência como resultado dos meus esforços. Eu recebo a sensação de que estou correndo atrás da isca e que não sou diferente da natureza inanimada, vegetal e animal.

Mas, além disso, eu recebo uma Reshimo (reminiscência) que desperta dúvidas em mim: “Por que estou correndo? Qual é o benefício? Qual é o objetivo?” Então, eles me dão uma pergunta adicional, que é “Qual é o propósito da vida?” E isso é feito para que eu possa agora começar a trabalhar por conta própria.

Enquanto eu não tiver feito a pergunta: “Para quê?”, eu posso correr atrás de vários prazeres toda a minha vida, que é o que todo o mundo faz. Nós consideramos pessoas que são especialistas proeminentes ou cientistas famosos como inteligentes, mesmo que estejam perseguindo as iscas como todos os outros. Esta não é a sua adição, uma vez que realmente não estão fazendo nada e não têm liberdade de escolha. Olhe para o mundo através do filtro das intenções e você vai ver o vazio. Não há natureza inanimada, vegetal e animal e não há sete bilhões de pessoas, mas sim tudo é puro. Não há lugar adicional que uma criatura deva criar por si mesma. Apenas em algumas, onde a verdadeira pergunta sobre o sentido da vida tem despertado, pode-se produzir um desejo independente. Mesmo esse desejo foi dado a elas de Cima, mas elas precisam “trabalhar” com ele através do trabalho em grupo.

Portanto, onde nós vamos obter o poder para isso? Onde podemos encontrar o método? Como sabemos o que é exigido de nós?

É por isso que houve a Shevira HaKelim (quebra dos vasos). Se tivesse havido uma criatura, ela não teria tido nada a ver; ela não teria sido capaz de fazer qualquer coisa. Não é por acaso que Adam HaRishon (o primeiro homem) foi chamado de um “anjo”, porque ele pertencia ao nível animal. Mas quando há outras pessoas ao meu lado que fazem a mesma pergunta, nós podemos apoiar uns aos outros através da conexão de nossas perguntas. Se vencemos o nosso ego, cada um de nós insere seus anseios em todo mundo, a sua adição, o significado de uma vida voltada à doação. E isso possibilita que nós avancemos.

É assim que eu uso os desejos que o Criador desperta em meus amigos. Mesmo que esses desejos não sejam nossos, nós os internalizamos dentro de cada um no grupo e isso já se torna o nosso trabalho, graças ao qual nós construímos um desejo ainda maior, um “valor adicionado” em cada um. Essencialmente, esta é a nossa forma de perceber a obra do Criador. É claro que a Luz é que realiza isso, mas nós a organizamos.

É assim que nós reproduzimos a operação que o Criador estava fazendo em Ein Sof (Infinito), produzindo um desejo. Mesmo que este não seja um novo e incomum ato criativo, apesar de tudo, é uma verdadeira adição. O Criador deu início à criação e, no final, nós a concluímos…

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 21/06/13, O Zohar

A Característica Única Da Luz

Dr. Michael LaitmanTodos nós somos peças de um único desejo, um Kli. Não há propriedades anteriores neste desejo, exceto uma pequena faísca, uma memória implícita do nosso estado anterior chamado um Reshimo, que está dentro de nossos desejos mais baixos, bestiais.

Graças a esta faísca, eu posso subir ao próximo nível, no qual um Reshimo é descoberto em um ainda mais alto nível, e assim por diante.

Um Reshimo é a impressão do próximo estado espiritual, que está completamente quebrado. Em outras palavras, eu tenho impulsos em direção a algo superior, no entanto, eles são direcionados para que eu obtenha prazer nesta situação, irei conquistá-lo. Embora este seja um movimento em direção a algo superior, o movimento é egoísta. Isto significa que, por um lado, meu Reshimo anseia pelo estado mais elevado, mas, por outro lado, é egoísta. O que pode ser feito?

Se a principal coisa para mim é abster-se do ego, eu devo fechar o Reshimo e não avançar para lugar algum. Afinal, quando eu anseio por algo mais à frente e compreendo isso, eu começo a ansiar por uma atividade egoísta ainda maior. Afinal, quanto mais eu avanço em cada nível, eu estou lidando com um ego maior.

Por que isso não me impede? É porque não sou eu quem corrige meu ego; é o trabalho da Luz. Eu só preciso me colocar sob sua influência. E quanto mais eu anseio pela espiritualidade com ainda mais inveja, força e perseverança, mesmo que isso seja egoísta, ao mesmo tempo, se eu me coloco sob a influência da Luz, isto é o que é necessário.

Por conseguinte, eu avanço rumo a um estado espiritual composto por dois componentes opostos. Por um lado, desejos egoístas ainda maiores são revelados em mim, mas, por outro lado, eu os coloco sob a Luz que os ilumina. Desta forma, eu aparentemente me encontro em dois estados opostos. Qualitativamente, eu sou contra a Luz mais e mais. Ainda assim, simultaneamente, eu mesmo e evoco através de um esforço maior.

O contraste entre a relação quantitativa e qualitativa em todos os aspectos nos confunde. No entanto, isso é feito intencionalmente para que aceitemos as condições do próximo nível e as mantenhamos, jogando com este nível.

Baal HaSulam escreve no Shamati 12: A essência do trabalho de uma pessoa deve ser como chegar a sentir gosto em doar contentamento ao Criador.

Onde está isso em mim? Que tipo de gosto eu posso sentir em doar? É egoísta ou altruísta? Eu nem sei. Como eu posso influenciar o Criador e o que eu ganho com isso? Uma vez que tudo o que a pessoa faz para si a distancia do Criador devido à disparidade de forma, será que eu posso obter algum resultado desta situação? Afinal, eu também anseio pelo Criador. Mesmo assim, eu posso repetir mil vezes que estou fazendo isso a fim de doar, e estas serão apenas palavras.

No entanto, se a pessoa executa um ato para beneficiar o Criador, mesmo o menor ato, isso ainda é considerado uma Mitzva (mandamento, preceito), ou seja, uma correção de si mesma.

Portanto, o principal esforço da pessoa deve ser em adquirir a força que sente gosto em doar, que é através da diminuição da força que sente gosto na recepção pessoal. Nesse estado, a pessoa lentamente adquire o sabor em doar. Isto é, nós temos que alcançar um estado em que, quando damos algo, nós apreciamos.

Todo nosso trabalho em grupo é indicado para nos levar gradualmente a isto. No início, nós avançamos sob a influência de um desejo quebrado, ou seja, com a ajuda de sinais de respeito, louvor, gratidão e conhecimento. Quando tentamos ser bons uns com os outros, e apreciamos isso, é porque então parecemos grandes e respeitáveis aos olhos da sociedade e aos nossos próprios olhos.

Mas se continuamos a jogar com isto, podemos adquirir características completamente diferentes, visto que, dependendo de nossas ações (as nossas intenções são certamente quebradas), a Luz que Reforma vai brilhar sobre nós e começaremos a mudar sob sua influência.

Isto é exatamente o que deve sempre ser a nossa base: como podemos agir de tal forma que, em cada momento, estejamos sob a influência maior da Luz Superior? Isto é o que deve determinar nossos atos, pensamentos e intenções em todos os tempos: como agir da melhor forma por dentro e por fora, para que a Luz irradie em nós tanto quanto possível.

Nós devemos nos preocupar sempre com isso o tempo todo, mesmo que essa preocupação também possa estar incorreta. Afinal, o que me parece ser correto hoje vai passar a ser errado amanhã, uma vez que todos os nossos desejos e o flerte com a Luz Superior são egoístas e contra a característica da Luz. Ainda assim, isto não é levado em conta.

Nós estamos num estado que é absolutamente contrário à Ohr Pnimi (Luz Interior) que mais tarde vem a nós. No entanto, nos encontramos em completa acomodação com a Ohr Makif (Luz Circundante).

Obviamente, eu sou um egoísta e estou constantemente tentando colocar algum tipo de característica sob a influência da Luz para corrigi-la para meu próprio benefício. Apesar de minhas correções egoisticamente estarem dirigidas para mim mesmo, a Ohr Makif não olha para isso e ainda brilha em mim de acordo com os meus esforços egoístas e corrige meu ego.

Esta é uma tremenda característica da Luz Superior! Afinal de contas, quando ela deixou o Kli quebrado, ela mesma passou por essa mudança. Ela não leva em conta o estado atual do Kli, mas olha para tudo o que o próximo estado possa trazer.

Então, o mais importante para nós é tentar como uma criancinha o faria, e a Luz vai corrigir tudo. Quanto mais nós agimos de acordo com a Luz Superior, maiores são as correções que podemos obter dela. Esta é precisamente a transição de Lo Lishma (não para o nome dela) para Lishma (para o nome dela), de “para mim mesmo” para “para o Criador”.

Portanto, o principal esforço da pessoa deve ser adquirir uma força que sente gosto em doar.

É difícil para nós falar sobre isso agora, pois nesse meio tempo nós temos um gosto egoísta de doação, ou seja, estamos começando a gostar disso. Para mim, deve haver algum tipo de indicação, sensação e padrão interno. Eu devo dar mais para desfrutar mais, e se eu der menos, desfruto menos. Eu preciso medir tudo, caso contrário não serei capaz de sentir as minhas ações e estarei sob algum tipo de anestesia na qual faço algo, mas não sinto.

Como posso doar e sentir prazer ao mesmo tempo? Porque assim todos estariam dispostos a doar. Qualquer diferença que exista entre a recepção e a doação, a principal coisa é que eu vou ter prazer no momento em que agir. Entretanto, nós não entendemos isso. Neste momento nós só agimos em um plano. Não importa o que fazemos, só recebemos.

Gradualmente, a Ohr Makif realiza tal mudança em nós, de tal forma que começamos verdadeiramente a doar. Nós podemos sair de nós mesmos para um espaço vazio oco que não sentimos, e ainda junto com isto, desfrutamos.

Por que, de repente, nós sentimos que estamos dando a um espaço vazio? Isso ocorre porque na transição do trabalho “para o meu benefício” para o trabalho “pelo benefício dos outros”, eu não sinto a outra pessoa. A ideia é que agora eu a sinto dentro de mim e construo um relacionamento com ela de acordo com sua distância ou proximidade. À medida que ela está perto de mim, eu quero dar a ela egoisticamente, ou caso contrário não a sinto. Eu não estou pronto para realizar até mesmo uma única ação para o bem dela.

Quando uma revolução espiritual ocorre numa pessoa, primeiro ela sente os outros como insignificantes. Em outras palavras, seus sentimentos anteriores e ações desaparecem e os outros começam a aparecer. Isto é semelhante ao nascimento, quando o corpo do recém-nascido começa a funcionar autonomamente e assume fazer tudo o que o corpo da mãe fazia anteriormente por ele.

Uma revolução semelhante acontece conosco. Nós recebemos um entendimento do trabalho espiritual, a possibilidade de doar fora de mim mesmo. Isto é algo realmente inacreditável! E tudo graças à Ohr Makif, que na época da quebra saiu do Kli e se encontra ao seu redor, ou seja, nos cercando. Desta forma, ela pode nos doar.

Da Convenção em Sochi, 6/10/14, Lição 2

Um Pequeno Interruptor Para Uma Grande Luz

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como nós superamos o medo da disseminação e o medo do insucesso? Como podemos fortalecer e dar apoio mútuo no caminho?

Resposta: Na verdade, quando nós saímos para as ruas, organizamos vários eventos e os círculos nas casas, nos deparamos com pessoas muito cansadas que não estão prontas para nos escutar e não estão dispostas a cooperar. Na verdade, elas estão muito cansadas e exaustas da vida. Por isso nós somos obrigados a superar muitos obstáculos no nosso caminho rumo a elas.

Mas o problema é que nós olhamos para o mundo, pensamos em como podemos corrigir um grande número de pessoas – sete bilhões de seres humanos! O que pode um pequeno punhado de nosso povo fazer com esses bilhões na China, Índia e América do Sul? Mas nós não entendemos que não precisamos corrigir tudo isso. Através de um pequeno interruptor ou a torneira, nós abrimos a passagem para a Luz Superior e ela faz todas as correções. Nós bloqueamos ou abrimos a passagem para a Luz. Não é necessário ter medo de todo o resto do trabalho, porque a Luz irá fazê-lo. Ela criou a escuridão e também a Luz.

Uma criança de um ano de idade poderia virar um pequeno interruptor com seu dedo mindinho e, de repente, o mundo inteiro se encheria de luz. Tudo depende da quantidade de força que nós ativamos. Se podemos ativar a Luz Superior, o que ela faz é problema dela.

Portanto, eu não tenho medo da grande quantidade de trabalho que é esperado de mim. Este não é o meu trabalho, mas trabalho do Criador. Eu sou Seu parceiro neste trabalho e meu objetivo é possibilitar que o Criador aja. Eu O ativo como uma criança que toma a mão de um adulto e mostra-lhe o que quer que o adulto faça. Isso é o que as crianças geralmente fazem quando não conseguem fazer algo por si mesmas.

Mas nós estamos preocupados com a forma de corrigir o mundo inteiro, todas as nações do mundo, toda a sua mente e sentimentos, enquanto elas não estão prontas e não querem nos ouvir. Mas nós não precisamos fazer isso. Se você fizer o seu trabalho, você verá que tudo vai dar certo por si mesmo.

Baal HaSulam não nos diz para nos voltarmos aos nossos inimigos e suborná-los. É possível pensar que se fizermos mais coisas boas para eles, eles vão nos tratar melhor. Você está brincando? Isso realmente não é correto.

Nós aceitamos terroristas em nossos hospitais e cuidamos deles. Você acha que eles vão sempre nos admirar por isso? Pelo contrário, eles vão nos tratar ainda pior do que antes. É porque nós estamos fazendo isso em vez de fazer o que realmente devemos fazer. Isso é totalmente falso.

Cabe a nós mostrar que não estamos fazendo nada por eles fisicamente, mas apenas espiritualmente. O mundo não precisa de nossos Prêmios Nobel, de nossa medicina e especialização em agricultura. Eles nunca vão gostar de nós por isso. Inconscientemente, o mundo exige apenas a correção de nós, e se não realizamos essa correção, o mundo nos culpa por todos os seus problemas.

Não há nenhum ponto em se justificar porque você trouxe tudo de bom a eles. Você é o culpado por não fazer o que é exigido de você. O Criador faz exigências a Israel através das nações do mundo. O Criador endurece o coração do Faraó, e através dele, diz a você o que fazer.

Da 5ª parte da Lição Diária de Cabalá 19/06/14, Escritos do Baal HaSulam

Estar Dirigido Aos Amigos É Estar Dirigido À Luz

Laitman_524_01Nosso estudo e disseminação espirituais são derivados da correção da quebra de todo o Kli, o Kli da alma coletiva. Este processo pode ser dividido em três estágios de desenvolvimento.

Quando eu vim ao meu professor, o Rabash, eu conheci cinco ou seis pessoas que tinham estudado com Baal HaSulam.

Elas tinham uma abordagem particular de estudar: sentar calmamente, ler e falar um pouco entre si. Elas trocavam apenas algumas palavras entre si, porque entendiam o que era dito nos livros, e durante a leitura, estavam fazendo ações espirituais internas. É assim que elas avançavam. Como pessoas que caminham junto na floresta ou num campo, essa é a forma como elas trocavam impressões sobre o que “viam” no caminho, enquanto estavam lendo.

A tensão entre elas, e o trabalho interno durante o qual corrigiram seus desejos, era palpável. Ou seja, elas estavam trabalhando tanto junto como separadamente.

Naquela época, nós estudávamos apenas O Estudo das Dez Sefirot e O Livro do Zohar com o Comentário Sulam. Não havia artigos ou cartas do Baal HaSulam e Rabash.

Quando eu trouxe novos alunos para o Rabash, ele começou a escrever artigos, porque isso criou uma oportunidade para falar sobre a correção das pessoas, e o principal, o que nós poderíamos adicionar à Luz Superior.

A Luz Superior nos pressiona e nos move por esses estágios que devemos percorrer. Se não estamos prontos para isso, recebemos a sua influência como um golpe e contra a nossa vontade; nós damos voltas e nos esquivamos para reduzir o sofrimento. Afinal, quando você pressiona algo, o objeto que está sendo pressionado irá adotar a forma mais adequada para a sua condição.

Por outro lado, eu poderia me colocar sob a influência da Luz Superior e atraí-la da forma mais eficaz. A Luz não muda, mas desta forma eu mudo sua influência sobre mim.

Além disso, a minha posição, a minha localização, tomando a forma mais confortável e apropriada para a Luz, não é encontrada artificialmente; sim, eu devo mais ou menos me acomodar com o que devo alcançar. Eu não apenas me esquivo e fujo para algum lugar; em vez disso, eu intencionalmente procuro a influência da Luz.

Como alguém pode fazer isso, quando, afinal de contas, não vemos, não entendemos, e não sentimos a espiritualidade? Assim, o grupo me ajuda, pois nele eu posso encontrar a minha posição mais ideal em relação à Luz. Eu não me acomodo em relação à Luz, porque no nosso mundo, no mesmo plano em que eu me encontro, tenho a possibilidade mais clara e precisa de me dirigir à Luz. Isto não é em relação à Luz, mas no que diz respeito aos meus amigos.

Esta é a razão para a “Shevirat HaKelim” (quebra dos vasos); é assim que eu vou ter a possibilidade de trabalhar com eles. Assim, eu não me forço à Luz; em vez disso, eu posso alcançá-la por meio de características opostas, porque não estou trabalhando com ela, mas com meus amigos. É assim como isso funciona.

A principal coisa é não perder a oportunidade de escolher cada vez a forma ideal de adaptação mútua entre nós. Cada um de nós começa a perceber sua posição máxima em relação aos outros, e, desta forma, entra num quadro unificado como um mosaico ou um caleidoscópio.

Eu já começo a pensar em como meus amigos vão atingir sua forma ideal. Essa “união” é chamada de “centro do grupo”. Onde todo mundo está envolvido nisso, eles se estabilizam para se dirigir a este estado. Quando entrarmos nele, ele vai se fechar, e, nesse momento, nós nos tornamos como a Luz e a sentimos imediatamente. A característica comum de doação – essa é a Luz, o primeiro nível.

Da Convenção em Sochi 11/06/14, Lição 2

Três Etapas De Transferência Da Luz

laitman_219_01Pergunta: Se o povo judeu ainda não está pronto para se unir, como a redenção virá ao mundo?

Resposta: Nós começamos a partir de nós mesmos. A Luz Superior funciona através do Bnei Baruch, que está no meio do povo de Israel, e o povo de Israel se encontra entre as nações do mundo. A Luz faz todas as correções. A Luz pode trabalhar apenas com a condição de que exista algo correspondente a ela.

Portanto, se nós alcançamos a unidade, a Luz se encontra dentro de nós. Ela nem sequer vem de cima, simplesmente se encontra em toda parte, e é revelada em nós graças à nossa equivalência de forma.

Através de nossas ações, nós estamos ligados ao povo de Israel; com isso, transferimos a Luz a eles. Depois disso, como o povo de Israel está conectado a todas as nações do mundo e as influencia, a Luz Superior passa para elas também.

Portanto, primeiro de tudo, nós do Bnei Baruch, devemos estar unidos. Depois, a equivalência de forma com a Luz Superior possibilita que tenhamos contato com ela.

Lá não tem que ser uma unidade como essa entre nós e o povo de Israel, pois nós já as influenciamos com nossos Kelim, e através dos nossos Kelim, elas recebem a Luz. Portanto, deve haver apenas um determinado grau de conexão, acordo e integração conosco aqui.

E entre o povo de Israel e as nações do mundo deve haver algum tipo de entendimento de que nos encontramos em um mundo e um sistema, e é disso que deriva o antissemitismo, uma única atitude em relação ao povo de Israel e também ao sistema de correção. Se as pessoas tiverem uma ideia geral sobre este sistema e se conectarem um pouco conosco, isso é suficiente para a Luz Superior passar por elas.

Cada vez, na descida destes níveis espirituais, uma correlação é formada entre os Kelim e a abundância que se espalha na relação do superior com o inferior e do inferior com o superior. E geralmente é isso que falamos em nossa disseminação.

Mas a principal coisa para nós é especificamente a nossa unidade com a Luz Superior. Depois, ela vai se espalhar, vai despertar uma resposta nas pessoas, e as pessoas vão começar a falar com as nossas palavras, vão concordar conosco, e estar prontas para ir conosco. Todo o trabalho é feito pela Luz Superior. Deixem a Luz agir e ela vai fluir como a água que penetra no solo e atinge todos os lugares para regar qualquer coisa que a pessoa desenvolva no solo. Na sequência, ela também irá nos satisfazer, nos conectar num só. De que forma ela faz isso? Esse é o seu negócio, o seu trabalho; esta é a obra do Criador. Nós precisamos apenas trabalhar em conexão.

Pergunta: Se assim for, será que nós devemos sair para disseminar externamente?

Resposta: Se não obtivermos a deficiência das pessoas, seus desejos, seus problemas, se não a tomarmos e a elevarmos a nós mesmos, não teremos necessidade de nos conectar com o Criador. Nós podemos sentar e estudar as fontes por mil anos e será só teoria. Enquanto não estivermos integrados com as pessoas, o desejo de se conectar não vai ser despertado em nós. O desejo de se conectar é despertado apenas das deficiências que recebemos das pessoas e, a partir dessas deficiências, nós podemos apresentar MAN, o pedido de correção.

Portanto, se vocês acham que querem unidade agora, isso não é verdade, essa não é a unidade correta. A verdadeira unidade só é possível se vocês saírem às pessoas, suar e trabalhar com elas em sua conexão. Só a partir daí vocês vão receber um verdadeiro imperativo para se conectar.

Pergunta: Será que isso significa que se realmente nos unirmos, toda a humanidade será automaticamente mudada e não vamos precisar fazer nada?

Resposta: Sim. Se apenas o grupo do Bnei Baruch mudar, o povo de Israel será mudado. E se o povo de Israel for mudado num grau particular, toda a realidade será mudada, todos os povos, toda a humanidade. É assim que estes três círculos trabalham. Porém, cada um depende tanto do superior como do inferior. Sem a deficiência do inferior, você não pode alcançar o superior.

Portanto, nós temos que trabalhar com o povo de Israel, de modo que teremos a necessidade de nos conectar juntos e ser como o Criador. Por meio do povo de Israel, nós devemos sair para toda a humanidade, de modo que para nós haverá a necessidade da humanidade se voltar ao povo de Israel, e do povo a nós mesmos, e de nós mesmos ao Criador.

Todos esses três níveis devem trabalhar como um só. Por isso, nós trabalhamos em “três frentes”.

Da Conversa sobre o Tema da “Unidade da Nação” 10/07/14