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Livro Maravilhoso

Laitman_633_4Pergunta: Que tipo de força um Cabalista insere nos textos Cabalísticos? Ela pode desenvolver novos órgãos sensoriais em nós?

Resposta: Um livro Cabalístico é um livro maravilhoso, não as folhas de papel que vemos em nosso mundo. Um livro escrito por um Cabalista parece símbolos no papel, como todos os outros livros, mas esses símbolos estão conectados à força espiritual de quem os escreveu e com suas realizações.

Portanto, ao ler esse livro, queremos alcançar o que o autor alcançou e sentir o que ele sentiu.

Isso é semelhante à leitura de algum romance, mas a diferença está no autor. Um romance é escrito por uma pessoa deste mundo, e o livro Cabalístico por um Cabalista em sua realização no mundo espiritual. Essa conquista em relação a nós é chamada de Luz Circundante.

Nós ainda não alcançamos o que ele alcançou, mas, conectando-nos a ele e querendo se tornar como ele, atraímos a iluminação que nos muda e nos prepara para começar a sentir o mundo espiritual.

Pergunta: E se eu acabei de ler o livro sem a intenção de atrair a Luz?

Resposta: Nesse caso, ela dificilmente age. Afinal, não há coerção na espiritualidade; se você quiser avançar, a Luz o promove, e se não quiser avançar, ela não age. O avanço depende da nossa intenção e do desejo de entender o que está sendo lido. Em proporção ao nosso desejo de entender o que o Cabalista escreveu, nós despertamos a influência da Luz Circundante.

Pergunta: Então, por que o livro não age se acabei de lê-lo, já que tem o poder do Cabalista nele?

Resposta: O Cabalista lhe dá a Luz, mas você não a quer e assim não recebe. Há um desejo de dar por parte dele, mas não há o desejo de recebê-la por sua parte. Por isso, nós disseminamos a sabedoria da Cabalá tão amplamente e nos preocupamos com que todas as pessoas saibam disso. Caso contrário, elas permanecerão sem a realização espiritual.

Além disso, você nem precisa conhecer o idioma. Se você ouvir a leitura de um texto Cabalístico e realmente quiser entende-lo, avançará espiritualmente.

Pergunta: Por que precisamos de um livro se o desejo é o mais importante?

Resposta: Nós não teremos conexão com o Cabalista que está em realização espiritual sem um livro. A conexão surge apenas por meio do texto. Se você ouvir alguém ler esse texto, mesmo sem saber o idioma, mas quiser muito alcançar o que o autor alcançou, atrairá a Luz Circundante até você.

Da Lição Virtual “O Tempo da Cabalá” 13/06/17

Ynet: “Sempre Seguindo O Livro”


Um artigo da minha coluna no Ynet: “Seguindo Sempre o Livro”

Através de frases, palavras e letras codificadas nos livros de Cabalá, os Cabalistas nos abriram a passagem para uma nova dimensão, por meio da qual podemos entrar na história de nossas vidas e afetar positivamente os eventos. A Semana Do Livro Hebraico, realizada recentemente, é uma boa oportunidade para realizar uma viagem mágica seguindo os livros que moldaram a nossa nação.

Não é sem razão que a nação de Israel é chamada de “A Nação do Livro”. Sempre – os livros têm sido uma parte integrante do nosso modo de vida, um dos principais meios que acompanham nossas vidas ao longo dos anos do nosso desenvolvimento como nação, como sociedade e país.

Isso não se refere à literatura que entrou em cena apenas centenas de anos atrás, e que está morrendo conforme os desenvolvimentos tecnológicos penetraram nossas vidas, mas a diferentes tipos de livros: livros de Cabalá, Livros Sagrados, também chamados de “linguagem distinta, diferente, especial”.

Os livros sagrados, como a Bíblia, o Talmude, O Livro do Zohar e o Midrash não lidam com regras de ética e não são contos populares. Eles nos falam sobre um mundo espiritual especial. Além da grande sabedoria que flui destes livros, eles também contêm uma força especial, um verdadeiro tesouro, que pode satisfazer tudo o que desejamos, responder a cada pergunta que temos e, especialmente, dar sentido às nossas vidas. Mas muito poucos sabem como descobrir esse tesouro. Aqueles que o descobrem são os Cabalistas.

Os Cabalistas são pessoas comuns que têm um grande desejo de descobrir as razões para o que está acontecendo em nossa vida e o que o nosso destino nos reserva, e eles foram os primeiros a penetrar nos bastidores do nosso mundo. Eles descobriram que existe uma força de amor e doação na realidade, cujo único objetivo é nos trazer a esse estado sublime, para estarmos unidos em amor e doação como essa própria força.

Eles descreveram como alcançar isso em seus livros, a orientação detalhada e os sentimentos maravilhosos que tiveram, para que possamos usá-la. Assim, nós também podemos ler sobre essa força sublime, sobre o “autor” que escreve a história de nossas vidas, e aprender a mudar as nossas vidas para melhor.

O Livro da História Humana

O primeiro a sentir os dois mundos, a natureza do mundo que nos rodeia e a natureza do mundo superior, foi Adam HaRishon (o primeiro homem), que a descreveu no primeiro livro de Cabalá que ele escreveu chamado O Anjo Raziel“Raz” a linguagem secreta, ou seja, a revelação dos segredos da criação.

O livro inclui desenhos interessantes, e a pessoa que o lê em profundidade percebe imediatamente que ele não foi um homem primitivo que caçava mamutes que escreveu este livro, mas um grande Cabalista que nos fala sobre a alma unida chamada Adão, sobre a sua quebra em milhares de almas individuais de toda a humanidade, e sobre a sua futura conexão em que elas vão se reunir em uma só alma.

Dezenas de livros foram escritos por centenas de Cabalistas, mas o livro mais notável desde o livro de Adão é atribuído a Abraão. Abraão não tinha a intenção de escrever um livro, mas o Sefer Yetzirah (Livro da Criação) foi basicamente uma lista das principais leis de como o mundo espiritual opera. Embora o Sefer Yetzirah seja muito especial, ele ainda é muito difícil de entender e está anos-luz de distância de nós. É graças ao Sefer Yetzirah e ao método de conexão entre as pessoas, que ele desenvolveu, que a nação de Israel cresceu e começou a aspirar à espiritualidade. Várias gerações depois, Moisés, o grande Cabalista, continuou a liderar a nação.

O Livro dos Livros

A revelação espiritual de Moisés lhe deu o poder de tirar os filhos de Israel do Egito, e liderá-los no deserto por quarenta anos, até que eles chegaram às fronteiras da Terra Prometida de Israel.

Ele descreve o método atualizado para a sua geração em seu livro chamado a Torá, como na Luz [Ohr]. Em outras palavras, ele ensina como entrar no mundo espiritual com a Luz, a força divina. Ao utilizar esse livro, cada pessoa pode revelar a imagem da criação e construir sua vida em direção ao objetivo final.

Embora a Torá seja escrita como uma narrativa histórica sobre o êxodo da nação de Israel do Egito, ela é, de fato, é a descrição da saída de uma pessoa do seu estado corporal humilde chamado Egito, e sua ascensão a um estado espiritual chamado de “Terra de Israel”. Rabi Shimon Bar Yochai disse: “Ai do homem que diz que a Torá era para contar uma história simples e um conto popular. Se a Torá fosse para contar um conto histórico, até mesmo os líderes do mundo são melhores nisso. Tudo o que está na Torá é realmente eventos superiores e segredos superiores” (O Livro do Zohar). Moisés usou a linguagem chamada de “linguagem dos ramos” – os nomes de objetos, sentimentos e ações do nosso mundo, mas com isso ele se referia às raízes do mundo superior, às forças superiores ocultas, às entradas e saídas das forças da natureza e até mesmo os seus efeitos destrutivos.

Se olharmos para a Torá não através da sua casca exterior, veremos uma imagem totalmente diferente, separada da realidade deste mundo. Em vez de figuras humanas, como Moisés e o Faraó, animais e pessoas diferentes, veremos as forças espirituais que operam em nós, e seremos gradualmente capazes de usá-las para ascender espiritualmente. A chave para decifrar a Torá está, na verdade, nos livros de Cabalá, no Livro do Zohar.

O Livro

O Livro do Zohar ou como os Cabalistas o chamam, “O Livro”, explica os cinco livros da Torá e nos diz exatamente o que Moisés queria dizer. É o livro básico e mais importante na sabedoria da Cabalá. Rabi Shimon Bar Yochai, o Rashbi, autor do Zohar, foi o primeiro Cabalista que descreveu como nossos pensamentos e nossas reações à força que opera em nós de Cima sobem de volta ao mundo superior, operam nele, e, portanto, afetam todos os  eventos futuros que descem até nós.

Antes de escrever O Livro, o Rashbi reuniu um grupo de dez estudantes em torno dele, “uma dezena”, já que “a Torá só pode ser adquirida em um grupo” (Talmude Babilônico). A alma de cada estudante correspondia a um determinado atributo espiritual no mundo superior. Quando eles se conectaram em uma só alma, eles estavam totalmente compatíveis com as Dez Sefirot, toda a estrutura que existe no mundo espiritual. A verdadeira conexão entre esses atributos levou à revelação da Luz do Zohar superior entre os dez alunos.

“E o rabino Shimon costumava revelar os segredos da Torá e os amigos ouviam sua voz e respondiam a ele em uma conexão, cada um respondendo a sua parte”, (Ramchal, “Adir Ba Meromim“). Como cada um dos amigos representa um atributo do mundo espiritual, a sua história que todo o Livro do Zohar conta, é na verdade a descrição da forma como esses atributos espirituais descem ao nosso mundo; como essas dez forças conduzem esse mundo; como cada pessoa pode usar essas forças para o seu próprio bem e para o bem dos outros.

A Árvore da Vida

Mil e trezentos anos depois, o ARI recebeu O Livro do Zohar. Ele recebeu permissão para renovar o método que existia desde os dias de Adão. Ele absorveu toda a informação Cabalística desde o tempo de Adão, processou-a, e reescreveu-a para que o método para indivíduos se tornasse um método adequado às massas. Todas as fontes que ele absorveu e ensinou em Safed foram posteriormente publicadas como A Árvore da Vida, um livro que ensina o caminho para o mundo espiritual e explica como podemos subir e alcançar eternidade e plenitude. Ele também fala sobre o que muitos são fascinados: as reencarnações. Ler e estudar livros do ARI eleva imediatamente a pessoa acima do nível do nosso mundo.

Além da Árvore da Vida, o ARI escreveu vinte outros livros onde apresenta todas as leis da criação usando um método científico inovador claro. Na introdução de seu livro, ele diz que visto que o método foi estabelecido, qualquer pessoa pode estudar a Cabalá, que o próprio desejo é o único critério para saber se uma pessoa pode entrar no mundo espiritual, e assim, com a ciência da Cabalá, que ele desenvolveu para sua geração, qualquer pessoa que tenha o desejo de alcançar o objetivo da criação, independentemente de idade, sexo ou nacionalidade, pode fazê-lo. De fato, após o tempo do ARI muitos começaram a se abrir para a Cabalá e subir a escada espiritual para o mundo superior.

A Escada

Por fim, tanto o Livro do Zohar como os livros do ARI não foram destinados para o estudo sistemático da Cabalá às massas. Embora a Cabalá seja uma ciência, não havia nenhum livro adequado para estudá-la até o nosso século. O maior Cabalista do século XX, Rav Yehuda Ashlag, chamado de Baal HaSulam depois do Comentário Sulam que ele escreveu para O Livro do Zohar, surgiu para preencher a lacuna na literatura Cabalista. Ele também explicou todos os livros do Ari e compilou-os no Estudo das Dez Sefirot, que é o principal livro de Cabalá do nosso tempo.

O Estudo das Dez Sefirot inclui tudo, tudo que os Cabalistas que o precederam escreveram ao longo de milhares de gerações: Adão, Abraão, Moisés, Rabi Shimon Bar Yochai e ARI. Ele incluiu muitos escritos hassídicos e escritos de Cabalistas contemporâneos e até mesmo se refere aos pontos de vista dos grandes filósofos do mundo, como Marx, Nietzsche, Locke, Darwin, Spinoza, Schopenhauer, e muitos outros.

Tudo o que precisamos saber sobre como criar o futuro que desejamos está nos escritos do Rav Yehuda Ashlag. “Estou feliz por ter nascido em uma geração onde é permitido divulgar a sabedoria da verdade”, diz o Baal HaSulam. “Se você me perguntar como eu sei que isso é permitido, vou responder que me foi dada permissão para revelar e explicar cada palavra. Isto não tem nada a ver com a ingenuidade do próprio sábio, mas com a situação da geração e, portanto, eu disse que fui premiado com a revelação da sabedoria por causa da minha geração”.

Uma Chamada para a Mudança

No final da Introdução ao Estudo das Dez Sefirot, o Baal HaSulam pergunta, com razão, se a linguagem dos livros de Cabalá não é bem compreendida, “Portanto, devemos perguntar, por que então, os Cabalistas obrigam cada pessoa a estudar a sabedoria da Cabalá? Na verdade, há uma grande coisa nele, digna de ser publicado: “Há um maravilhoso e inestimável remédio para aqueles que se envolvem na sabedoria da Cabalá. Embora eles não entendam o que estão aprendendo, através do anseio e do grande desejo de entender o que estão aprendendo, eles despertam sobre si as luzes que cercam suas almas…. Por isso, mesmo quando ele não tem os vasos, quando ele se envolve nesta sabedoria, mencionando os nomes das Luzes e os vasos relacionados à sua alma, elas imediatamente brilham sobre ele até certo ponto”.

No entanto, eles brilham para ela sem revestir o interior de sua alma, por falta de vasos capazes de recebê-las.

“No entanto, a iluminação que a pessoa recebe vez após vez durante o envolvimento atrai sobre si a graça do Alto, conferindo-lhe abundância de santidade e pureza, o que lhe aproxima muito de alcançar a perfeição” (As Cartas de Baal HaSulam).

Do Artigo no Ynet 16/06/16

Ler Um Texto Cabalístico

laitman_528_01Pergunta: Pode o mesmo texto ou o mesmo livro ser compreendido de forma diferente quando o lemos novamente? Se sim, qual é a razão para isso?

Resposta: Isso depende apenas da pessoa, porque duas pessoas que leem o mesmo livro estão em estados totalmente diferentes.

O livro foi escrito por um Cabalista que sentiu o mundo espiritual e expressou suas impressões do seu nível elevado em palavras, frases e caracteres. Portanto, ao ler o texto Cabalístico, nós devemos se assemelhar tanto quanto pudermos ao Cabalista a fim de sentir, pelo menos em certa medida, o estado em que ele estava.

Ao mesmo tempo, nós fazemos tudo o que podemos para cumprir o que é dito nos escritos com a ajuda do nosso professor, de acordo com o conselho dado aos estudantes de Cabalá para se reunir, ler as fontes Cabalísticas, discutir esses temas.

Nós devemos nos concentrar nas fontes Cabalísticas e ansiar em se assemelhar aos vasos espirituais tanto quanto pudermos em nossos relacionamentos, na completa conexão entre nós, quando estamos juntos, dez pessoas que estudam uma única fonte. Nós devemos tentar atingir a raiz espiritual, o que significa a altura da pessoa que o escreveu.

Nós devemos se conectar e se equivaler ao estado espiritual, esperando que a mesma Luz que o Cabalista descobriu e descreveu em seus escritos nos afete.

Da Lição de Cabalá em Russo 07/02/16

Um Livro Das Profundezas Do Tempo

laitman_527_07Pergunta: Você diz que Adão escreveu o primeiro livro Cabalístico. Para quem ele o escreveu? Afinal, ele estava sozinho, foi o primeiro homem.

Resposta: Claro que havia outras pessoas vivendo na época de Adão e antes dele. A sabedoria da Cabalá não nega a teoria da evolução de Darwin. Adão foi uma das pessoas que viviam em seu tempo.

Ele nasceu 5776 anos atrás e nós celebramos seu aniversário como o Ano Novo Judaico. Adão foi o primeiro a descobrir todo o sistema da criação, o sistema do mundo superior, que estudamos hoje e que queremos descobrir por nós mesmos assim como ele descobriu. Nós somos seus seguidores.

Naqueles dias, ele tinha alunos e nós também somos chamados de seus alunos. Homem em hebraico é chamado de “Ben Adam“: o filho de Adão. Todos nós somos filhos de Adão. Seu livro é destinado a todas as gerações que o seguem!

Pergunta: O livro foi escrito em hebraico?

Resposta: Sim. Adão desenvolveu esse idioma de acordo com os poderes espirituais que descobriu. Ele teve que desenvolver e processar a linguagem adequada para descrever o mundo superior na língua do nosso mundo. Foi assim que o alfabeto hebraico apareceu. Ele escreveu o primeiro livro em hebraico chamado Raziel HaMalach (Anjo Secreto).

Desde então, os Cabalistas escrevem em hebraico porque essa é a única língua com a qual você pode transmitir as informações completas de cima para baixo, do mundo superior ao nosso mundo. Escrever letras hebraicas e a ordem das palavras transmite um significado espiritual especial além do sentido comum.

Há um livro especial chamado Tikkun Soferim (Correção dos Leitores), que é sobre como escrever corretamente. Em russo ele foi chamado de “caligrafia”. Eu me lembro que na escola nós aprendíamos como escrever lindamente para exibir as letras. De acordo com o Tikkun Soferim, o tamanho, o comprimento e a largura de cada letra, a ordem das letras numa palavra, e as leis de construção das palavras a partir das letras é um sistema muito complexo, mas o que é mais importante é a linguagem real. Palavras são criadas pela combinação e lugar das letras, e as palavras constroem uma frase.

Da Lição de Cabalá em Russo 04/10/15

Como Um Feixe De Juncos – Introdução

like-bundle-of-reed-2TComo um Feixe de Juncos, Por que Unidade e Garantia Mútua são Urgentes Hoje, Michael Laitman, Ph.D.

Introdução

“Se uma pessoa pega um feixe de juncos, ela não consegue quebra-los todos de uma vez. Mas tomado um de cada vez, até uma criança os quebraria. Assim também, Israel não será redimido até que todos sejam um feixe”.

(Midrash Tanhuma, Nitzavim, Capitulo 1)

Durante a história do povo Judeu, união e garantia mútua (conhecida como responsabilidade mútua) têm sido os emblemas de nossa nação. Inumeráveis sábios e líderes espirituais escreveram sobre o significado destas duas marcas registradas, as hasteando como o coração e a alma da nossa nação, e declarando que salvação e redenção podem chegar somente quando houver união em Israel.

Na realidade, o conceito de união tem sido tão proeminente que excedeu o da devoção ao Criador e a observação dos mandamentos. Um número considerável de líderes espirituais judeus e escrituras sagradas durante as gerações sublinham a importância da união acima de tudo. Masechet Derech Eretz Zuta, escrito aproximadamente na mesma época do Talmude, é uma das numerosas declarações escritas nesse espírito: “Mesmo quando Israel adora ídolos e há paz entre o povo, o Senhor diz, ‘Eu não tenho desejo de lhes fazer mal’. …Mas se eles são contestados, o que se diz sobre eles? ‘Seu coração está dividido, agora eles carregarão sua culpa’”. [i]

Depois da ruína do Segundo Templo, a proeminência da união e amor fraterno alcançaram um pico. O Talmude Babilônico, entre muitas outras fontes, nos ensina que a razão pela qual o Segundo Templo foi arruinado foi o ódio infundado e a divisão dentro de Israel. As fontes até declaram que o ódio infundado é tão prejudicial, que equivale ao impacto dos três grandes males que causaram a ruína do Primeiro Templo, todos juntos: idolatria, incesto e derramamento de sangue. Masechet Yoma nos ensina essa lição muito claramente: “O Segundo Templo… porque foi ele arruinado? Foi porque havia ódio infundado nele, ensinando-lhes que o ódio infundado é igual a todas as três transgressões – idolatria, incesto e derramamento de sangue – combinadas”. [ii]

Evidentemente, união, fraternidade, e responsabilidade mútua não estão somente no DNA da nossa nação, elas são a substância da linha da vida que nos poupou de aflições quando as tivemos, e permitiu que aflições se revelassem quando não as tínhamos. Nestes tempos difíceis de benefício próprio e narcisismo, nós precisamos de união mais do que nunca, embora pareça mais inacessível que em qualquer outro tempo na história.

Há cerca de quatrocentos séculos, na base do Monte Sinai, nos encontramos como um homem com um coração, e ao fazer isso nos tornamos uma nação. Deste então, a união nos sustentou através da chuva e sol, como o reconhecido orador e escritor, Rabi Kalonymus Kalman Halevi Epstein, descreve em sua aclamada composição, Maor va Shemesh (Luz e Sol): “Embora a geração de Ahab fosse de idólatras, eles se envolveram em guerras e venceram porque havia união entre eles. É ainda mais quando há união em Israel e eles se envolvem na Torá pelo Seu benefício… Com isso, eles subjugam todos aqueles que estão contra eles, e tudo que eles dizem com suas bocas, o Senhor concede seus desejos”. [iii]

Seguindo Moisés, nós chegamos a Canaã, a conquistamos, e a tornamos A Terra de Israel, então fomos exilados uma vez mais.  desta vez para Babilônia. Posteriormente, uma minoria da nação – praticamente duas das doze tribos originais – retornou à terra e estabeleceu o Segundo Templo. Mas como não conseguimos manter o amor fraterno, fomos esmagados pelo inimigo e exilados nos séculos que se seguiram.

Todavia, divisão e ódio infundado, que causaram a ruína do Segundo Templo e o exílio da nação da sua terra, não aprisionaram nosso desenvolvimento enquanto em exílio. Na maior parte dos últimos dois milénios, temos mantido a nós mesmos, mantendo relativa separação da vida cultural das nações nas quais residíamos.

Mas desde o Iluminismo, gradualmente adotamos uma cultura que saúda a distinção pessoal e a realização individual, e tolera a exploração dos fracos e necessitados. Nas últimas várias décadas, nós nos sobressaímos tanto na cultura do interesse pessoal e do benefício pessoal que nos tornamos o oposto completo da comunidade solidária e humana que nutríamos no começo de nossa nação.

No mundo de hoje, o tom e atmosfera predominantes são os do benefício pessoal e egoísmo até o ponto do narcisismo. No seu livro perspicaz, A Epidemia do Narcisismo: Viver na Era do Benefício Pessoal, os psicólogos Jean M. Twenge e Keith Campbell descrevem ao que eles referem como “O crescimento incansável do narcisismo na nossa cultura”, [iv] e os problemas que causa. Eles explicam que “Os Estados Unidos atualmente sofrem de uma epidemia de narcisismo. …traços de personalidade narcisista aumentaram tão rápido como a obesidade”.

Pior ainda, eles continuam, “O aumento no narcisismo está acelerando, com resultados crescendo mais rápido nos anos 2000 que nas décadas anteriores. Em 2006, um de quatro estudantes de faculdade concordavam com a maioria dos itens numa medida padronizada de traços narcisistas”. [v]

E a maioria de nós, judeus, progenitores do princípio, “Ama teu próximo como a ti mesmo”, não só nos sentamos e observamos enquanto o egoísmo celebra, mas também nos juntamos à festa, muitos de nós até liderando o grupo, tomando os espólios onde quer que possamos. Abraçamos a máxima, “Quando em Roma, faça como os Romanos,” com entusiasmo espetacular, e ao fazer assim, muitos nomes judaicos se tornaram sinônimos de riqueza e poder. Não há dúvida que não perseguimos riqueza e poder para apresentar nossa herança como superior à dos outros. Contudo, quando os judeus ganham notoriedade pelas duas distinções mencionadas, eles são notados não só pelos seus ganhos, mas também por sua herança.

Por muito injusto que possa parecer, os judeus e o estado judaico não são vistos da mesma maneira que são os outros países e nações. Eles são tratados como especiais, tanto positiva como negativamente.

Mas há uma boa razão porque isto assim é. Quando Abraão descobriu a força singular que conduz o mundo, aquele a que nos referimos como “o Criador,” “Deus,” “HaShem, HaVaYaH (Yod-Hey-Vav-Hey, o “Senhor”), ele desejou contar ao mundo inteiro sobre isso. Enquanto babilônio e de elevado estatuto social e espiritual, filho de um fazedor de ídolos e estátuas, ele estava numa posição para ser escutado. Foi somente quando o Rei Nimrod o tentou matar e mais tarde o expulsou da Babilônia que ele foi para outro lugar, chegando finalmente à Canaã.

Todavia, Rav Moshe Ben Maimon (Maimônides) descreve a toda a hora a maneira como ele continuava à procura de almas gémeas com quem partilhar sua descoberta: “Ele começou a clamar ao mundo inteiro, para alertar que há um Deus para o mundo inteiro… Ele clamava, vagando de cidade em cidade e de reino em reino, até que chegou à terra de Canaã… E uma vez que eles [pessoas nos lugares onde ele vagava] se reuniam ao seu redor e lhe perguntavam sobre suas palavras, ele ensinou a todos…até que os trouxe de volta ao caminho da verdade. Finalmente, milhares e dezenas de milhares se reuniram ao seu redor, e eles são o povo da ‘casa de Abraão’. Ele plantou seu princípio nos seus corações, compôs livros sobre isso, e ensinou seu filho, Isaac. E Isaac se sentou, e ensinou, alertou, e informou Jacó, e o nomeou professor, para sentar e ensinar… E Jacó o Patriarca ensinou todos seus filhos, e separou Levi e o nomeou a cabeça, e o fez sentar e aprender o caminho de Deus”… [vi]

De Jacó em diante, narra a reconhecida composição, O Kuzari, “Divindade é revelada numa assembleia, e desde então é a contagem pela qual contamos os anos dos antepassados, de acordo com o que foi dado na lei de Moisés [Torá], e sabemos o que se desdobrou desde Moisés até este dia”. [vii]

Assim, a união se tornou uma condição para alcançar a percepção de Deus, ou o Criador, como os Cabalistas frequentemente se referem a Ele (por razões que não descreveremos aqui, pois isso está além da amplitude deste livro). Sem união, a realização era simplesmente impossível. Aqueles que foram capazes de se unir, se tornaram o povo de Israel e alcançaram o Criador, a força singular que cria, governa, e conduz o todo da realidade. Aqueles que não foram capazes de fazê-lo permaneceram sem essa percepção, todavia com uma sensação de que os Israelitas sabiam algo que eles não, e tinham algo que lhes pertencia, também, mas que eles não podiam ter.

Esta é a raiz do ódio a Israel, que mais tarde se tornou antissemitismo. É uma sensação de que os Judeus têm algo que não estão compartilhando com o mundo, mas que têm que compartilhar.

Certamente, os judeus devem compartilhá-lo com o mundo. Tal como Abraão tentou compartilhar sua descoberta com todos os seus semelhantes babilônios, os judeus, seus descendentes, devem fazer o mesmo. Este é o significado de ser “Uma luz para as nações”. Esta é a obrigação para a qual o grande Rav Kook, o primeiro Rabino Chefe de Israel se referiu no seu estilo eloquente e poético quando escreveu, “O movimento genuíno da alma Israelita na sua grandiosidade é expresso somente pela sua força sagrada e eterna, que flui de dentro de seu espírito. Foi isso que a fez, a faz, e a fará ainda uma nação que se encontra como uma luz para as nações, como redenção e salvação para o mundo inteiro para seu próprio propósito especifico, e pelos propósitos globais, que estão interligados”. [viii]

Este compromisso também é ao que Rav Yehuda Leib Arie Altar se referiu com suas palavras, “Os filhos de Israel são fiadores no sentido que eles receberam a Torá em prol de corrigir o mundo inteiro, as nações, também”. [ix]

E o que exatamente nós estamos obrigados a transmitir às nações? É a união, através da qual a pessoa descobre a força única, singular e criadora da vida, o Senhor, ou Deus. Nas palavras de Rabi Shmuel Bornstein, autor de Shem MiShmuel [Um Nome A Partir de Samuel], “A meta da Criação foi para que todos fossem uma associação … Mas devido ao pecado, a matéria tornou-se tão estragada que até os melhores nessas gerações foram incapazes de se unir juntos para servir o Senhor, mas foram somente uns poucos”. [x]

Por esta razão, continua Rabi Bornstein, somente aqueles que podiam se unir o fizeram, enquanto o resto os abandonou até que fossem capazes de se juntar à união. Nas suas palavras, “A correção começou ao fazer uma reunião e associação de pessoas para servir o Criador, começando com Abraão o Patriarca e seus descendentes, para que eles fossem uma comunidade consolidada pela obra de Deus. Sua ideia [do Criador] em separar os povos foi que primeiro Ele causou separação na raça humana, no tempo da Babilônia, e todos os malfeitores foram dispersados. …Subsequentemente começou a reunião em prol de servir do Criador, à medida que Abraão o Patriarca foi e clamou pelo nome do Senhor até que uma grande comunidade se reuniu na sua direção, que havia sido chamada ‘o povo da casa de Abraão’. A matéria continuou a crescer até que se tornou a assembleia da congregação de Israel … e o fim da correção será no futuro, quando todos se tornem uma associação em prol de fazer Vossa vontade com todo o coração”. [xi]

Considerando as presentes circunstâncias globais, parece urgente que todos saibam sobre o conceito de união como um meio para alcançar o Criador. Assim que todos nós saibamos e aceitemos esse princípio, paz e fraternidade naturalmente prevalecerão.

Na realidade, de acordo com o reconhecido Cabalista, Rav Yehuda Ashlag, conhecido como Baal HaSulam [Dono da Escada] pelo seu comentário Sulam [Escada] sobre O Livro do Zohar, a necessidade de conhecer o Criador tem sido urgente há praticamente um século até agora. Em “Paz no Mundo,” um ensaio que data do princípio dos anos 1930, Baal HaSulam explica que, como somos todos interdependentes, devemos aplicar as leis de garantia mútua ao mundo inteiro. Enquanto o termo, “globalização”, não era ubíquo em tratados do seu tempo, suas palavras claramente ilustram sua necessidade urgente de tornar o mundo uma única unidade solidificada.

Aqui está a descrição da globalização e interdependência de Baal HaSulam: “Não fique surpreso se eu misturar juntos o bem-estar de um coletivo particular com o bem-estar do mundo inteiro, porque certamente nós já chegamos a tal grau em que o mundo inteiro é considerado um coletivo e uma sociedade. Isto é, porque cada pessoa no mundo extrai sua essência e vivacidade da vida de todas as pessoas no mundo, a pessoa é coagida a servir e cuidar do bem-estar do mundo inteiro.

“…Desta forma, a possibilidade de levar condutas boas, felizes e pacificas num país é inconcebível quando não é assim em todos os países no mundo, e vice-versa. No nosso tempo, os países estão todos ligados na satisfação de suas necessidades da vida, como os indivíduos estavam nas suas famílias em tempos anteriores. Desta forma, não podemos mais falar ou lidar somente com condutas que garantam o bem-estar de um país ou uma nação, mas somente com o bem-estar do mundo inteiro, porque o benefício ou dano de toda e cada pessoa no mundo depende e é medido pelo benefício de todas as pessoas no mundo”. [xii]

Contudo, para o mundo alcançar essa união, essa garantia mútua, ele precisa de um modelo exemplar, um grupo ou coletividade que possa implementar a união, alcançar o Criador, e através do exemplo pessoal, pavimentar o caminho para o resto da humanidade. Como nós, judeus, já estivemos nesse ponto, e o mundo sente isso inconscientemente, é nosso dever reacender esse amor fraterno entre nós, alcançar essa força singular, e passar ambos o método de união e a realização do Criador ao resto do mundo. Este é o papel dos judeus: trazer a luz do Criador para o mundo, ser uma luz para as nações.

Em “O Amor a Deus e o Amor ao Homem”, Baal HaSulam descreve claramente esse modus operandi: “A nação Israelita já foi estabelecida como uma transição. Na mesma medida, os próprios membros de Israel são purificados ao manter a Torá [a lei (de união), que dissemos na introdução ser uma condição prévia para a realização do Criador], eles transmitem seu poder ao resto das nações. E quando o resto das nações também sentenciam a si mesmas a uma escala de mérito [se unem e alcançam o Criador], o Messias [a força que nos puxa para fora do egoísmo] será revelado”. [xiii]

Rav Yehuda Altar similarmente descreve o papel dos judeus em respeito ao resto das nações: “Pareceria que os filhos de Israel, os recipientes da Torá, são os mutuários e não os fiadores, exceto que os filhos de Israel se tornaram responsáveis pela correção do mundo inteiro através do poder da Torá. É por isso que lhes foi dito, ‘E vós sereis para Mim um reino de sacerdotes e uma nação santa’. …E foi a isso que eles responderam, ‘Isso que o Senhor disse, nós faremos’, corrigir o todo da Criação. …Na verdade, tudo depende dos filhos de Israel. Tanto quanto eles se corrigem, todas as criações os seguem. Como os estudantes seguem o Rav [professor] que corrige a si mesmo …da mesma forma o todo da Criação segue os filhos de Israel”. [xiv]

[i] Masechet Derech Eretz Zuta, capítulo 9.

[ii] Masechet Yoma , p 9b.

[iii] Rabbi Kalonymus Kalman Halevi Epstein, Maor va Shemesh (Luz e Sol), Parashat (Porção) Balak

[iv] Jean M. Twenge e W. Keith Campbell, A Epidemia do Narcisismo: Viver na Era do Benefício Pessoal (New York: Free Press, uma divisão da Simon & Schuster, Inc. 2009), 1.

[v] Jean M. Twenge e W. Keith Campbell, A Epidemia do Narcisismo , 1-2.

[vi] Rav Moshe Ben Maimon (Maimônides), Mishneh Torah (Repetição da Torá , a.k.a Yad HaChazakah (A Mão Poderosa)), Parte 1, “O Livro da Ciência”, Capítulo 1, item 3.

[vii] Rabino Yehuda HaLevi, O Kuzari , “primeiro ensaio”, item 31, 60.

[viii] HaRav Avraham Yitzchak HaCohen Kook, Letras da RAAIAH 3 (Mosad HaRav Kook, Jerusalém, 1950), 194-195.

[ix] Yehuda Leib Arie Altar (ADMOR de Gur), Sefat Emet [Linguagem da Verdade], Parashat Yitro [Porção Jethro], TARLAZ (1876).

[x] Rabino Shmuel Bornstein, Shem MiShmuel [Um Nome A Partir de Samuel], Haazinu [Dar Ouvidos], Tarap (1920).

[xi] ibid.

[xii] Rav Yehuda Leib HaLevi Ashlag (Baal HaSulam), Os Escritos do Baal HaSulam, “Paz no Mundo” (Instituto de Pesquisa Ashlag, Israel, 2009), 464-5.

[xiii] Rav Yehuda Leib HaLevi Ashlag (Baal HaSulam), Os Escritos do Baal HaSulam , “O Amor a Deus e o Amor ao Homem” (Instituto de Pesquisa Ashlag, Israel, 2009), 486.

[xiv] Yehuda Leib Arie Altar (Admor de Gur), Sefat Emet [Linguagem da Verdade], Parashat Yitro [Porção Jethro], TARLAZ (1876).

Acreditar No Que Está Escrito

laitman_533_01Pergunta: De que forma nós podemos nos dirigir à comunidade fora de uma convenção se um evento deste tipo requer investimentos materiais muito maiores do que temos? Como podemos fazer com que todos possam se sentar em círculos?

Resposta: O que quer que façamos, temos que nos dirigir às pessoas de modo que elas não precisarão vir sob a pressão de problemas e golpes da natureza, mas apenas pela boa vida. Como se faz isso? Quebrem a cabeça e pesquisem. Nós precisamos fazer isso. Nós não temos escolha. Nós temos que procurar uma forma de alcançar as pessoas nos bons momentos, de modo que os maus momentos não venham, Deus me livre.

Eu não acho que seja necessário criar quaisquer programas de televisão de entretenimento com uma “caça ao tesouro”. Eu acho que uma forma como essa só esconde a verdade em vez de atrair alguém para isso. Não me parece que possamos ser bem sucedidos neste caminho. As pessoas só vão seguir a narrativa e não vão prestar atenção na mensagem interior.

Primeiro de tudo nós temos que descrever nossa situação atual, desenvolvê-la a um estado dramático, e, assim, mostrar como é possível evitar o sofrimento, e mais do que isso, alcançar o sucesso. Esta é a tarefa da disseminação.

Para essa necessidade, eu acho que é melhor publicar um pequeno e acessível folheto com explicações. Nos últimos 20 anos, a televisão e a Internet evoluíram tanto que pressionaram tudo o resto, de modo que queremos ver tudo em nossas telas. Mas eu acho que, após o entusiasmo e a emoção iniciais por esse novo tipo de mídia, as pessoas vão voltar a ler de novo.

Isso ocorre porque a leitura pode organizar a mente de uma forma que nem mesmo uma imagem pode. Quando estamos lendo, obtemos informações com as quais podemos organizar e mudar o nosso pensamento, nossas células cerebrais, e nossa abordagem por nós mesmos; o que significa que estamos formatando a nós mesmos.

É impossível transmitir essa informação através do ouvido, pois ela não penetra deste modo. Apenas uma porcentagem muito pequena pode ser absorvida pela audição, bem como pela visão. Em particular, a informação é compreendida quando a pessoa lê. Não podemos desistir das letras. A verdade deve ser escrita.

Da 2a parte da Lição Diária de Cabalá 06/06/14, Escritos do Rabash

Dois Novos Livros Sobre A Crise Publicados Em Taiwan


Dois livros sobre a crise, escritos em caracteres chineses tradicionais, estão sendo publicados em Taiwan: A Crise: Você Quer Saber Por Que? e Salvação: Como Sobreviver à Crise Global.


Um Livro Cabalístico Abre O Mundo Superior

Dr. Michael LaitmanA Cabalá é uma ciência muito importante, que inclui todas as outras ciências. Ela explica a uma pessoa como agir depois que completamos o nosso desenvolvimento neste mundo.

Hoje nos encontramos nesta exata situação, tendo esgotado o nosso desenvolvimento egoísta que resultou num beco sem saída. Portanto, a ciência da Cabalá está sendo revelada para que possa nos ajudar a reviver, começar uma nova vida, e passar para o próximo nível de existência.

Todas as conquistas do nosso mundo não podem nos ajudar nisso, pois elas atuam somente neste plano terrestre. É necessária uma ciência diferente, a fim de subir para o próximo nível e continuar esta vida.

A Cabalá é a ciência que não pertence ao nosso mundo. Ela é projetada para colocar toda a humanidade num elevador que a leva para o próximo andar, onde nós começamos um novo desenvolvimento. O próximo andar não é onde a matéria se desenvolve e não faz mais parte do nosso mundo. Este é o verdadeiro desenvolvimento dos sentimentos e da mente, que se relacionam com os nossos sentimentos mais íntimos e não com o corpo físico.

Este é um tipo de desenvolvimento onde nós gradualmente perdemos o sentido do nosso corpo e começamos a existir em outra dimensão onde não existem corpos. Nós não os sentimos porque eles desaparecem da nossa percepção. Nós não precisamos mais de corpos físicos, porque agimos de dentro de nossos sentimentos e mente, sem o envolvimento desta matéria bruta do corpo.

Esta abordagem parece incompreensível para uma pessoa comum, mesmo que nossas imaginações sejam bastante desenvolvidas graças a Hollywood e romances de ficção científica. Tudo isso não apareceu por acaso, mas, a fim de nos preparar para a sabedoria da Cabalá e sermos capazes de compreender a sua sabedoria.

Por isso, os Cabalistas mantiveram a Cabalá em segredo por tanto tempo quanto a humanidade precisasse para que todas as gerações estivessem prontas para isso. A Cabalá foi revelada 5775 anos atrás pela primeira vez por Adão, o primeiro Cabalista.

Todos os milhares de anos, desse momento até a nossa geração, os Cabalistas mantiveram a sabedoria da Cabalá em segredo só dentro de seu círculo interno e não revelaram amplamente o seu conhecimento. Isso foi semelhante aos meus pais que não quererem que eu leia seus livros de medicina como uma criança, porque estes eram muito avançados para minha idade.

Os Cabalistas são os cientistas que estudam esta ciência, atingem o que ela diz, e aprendem a usá-la, e, ao mesmo tempo, buscam pessoas em seu ambiente, aptas para tal estudo. E se houvesse uma pessoa assim, eles calmamente a testavam, conversavam com ela sobre a vida de forma filosófica, a fim de descobrir se ela estava pronta e interessada ​​em tais coisas. Se eles vissem um homem interiormente maduro e atraído ao tema, eles começavam a ensiná-lo.

Portanto, a sabedoria da Cabalá foi passada de geração em geração. Os Cabalistas também escreveram livros em segredo. E mesmo se não escondiam os livros, o texto Cabalístico era criptografado de tal forma que uma pessoa não poderia compreendê-lo se não tivesse o código apropriado, ou seja, se não soubesse como se relacionar com o livro, sobre o que ele fala, como se associa com a pessoa, e o verdadeiro significado quando este mundo e o outro mundo são mencionados.

Os livros Cabalísticos são escritos na linguagem dos ramos que apontam para as raízes espirituais, mas a pessoa pensa que ele fala sobre este mundo. Mas, isto não se refere ao plano deste mundo e a pessoa dentro dele. Nós estamos falando de poderes superiores, e não de coisas materiais.

Se os Cabalistas não nos tivessem dado a chave para a leitura e compreensão correta desta ciência, mesmo abrindo o livro, a pessoa ainda não entenderia o que lê. Ela pensaria que a Cabalá fala sobre animais e plantas. Algumas palavras que têm sido utilizadas são: relação sexual, abraço, beijo, forças masculina e feminina, e parto. Pode-se pensar que se trata de algum tipo de sensualidade.

Depois o livro fala do céu e da terra, espíritos, demônios, anjos, e diferentes forças espirituais. As pessoas ignorantes que se deparam com esses livros poderiam construir toda uma teoria mística em torno disso. Eu ouvi tais histórias sobre Cabalá e me perguntava como esse homem em particular poderia fantasiar tanto. Mas essas pessoas acreditam seriamente no que elas dizem sobre a Cabalá, usando diferentes nomes do Livro do Zohar.

Se uma pessoa não recebe o conhecimento um professor de Cabalá decente que lhe dá todas as chaves para esta ciência, ela não será capaz de abrir e entender corretamente o livro. Isso só vai confundir a pessoa. “Abrir o livro” significa estar conectado com o que está escrito dentro dele. Para cada pessoa, o livro deve ser um mundo aberto, o mundo superior.

De KabTV “Uma Nova Vida” 18/12/14

Feira Internacional Do Livro De Toronto 2014

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O Segredo Essencial Dos Judeus, Parte 15

Do livro, O Segredo Essencial dos Judeus, M. Brushtein
Para Onde Estamos Indo?

Como o nosso desenvolvimento é expressado e para onde estamos indo? Na verdade, estes são os principais problemas que a humanidade enfrenta. Cabalistas oferecem uma descrição detalhada e bastante inteligível do processo de desenvolvimento.

A lei do desenvolvimento, etapa por etapa, consiste em passar por muitos estágios intermediários, até a conclusão do processo. Este processo é difícil, muito lento, e anormalmente prolongado, estendendo-se por um tempo muito longo.

O fato de que este processo é longo e doloroso não é segredo e não necessita de prova, já que todo mundo experimenta os resultados deste processo. A questão é qual é a essência deste processo.

A força, inserida nessas etapas e que força a pessoa a subir de um estágio inferior para um estado superior, não é nada senão a força da dor e do sofrimento. Elas se acumulam no nível inferior, de tal forma que se torna impossível tolerá-las. Como resultado, o sofrimento força as pessoas a deixar o nível em se encontram e a ascender ao superior.

Esta descrição é semelhante à lei da dialética, não é?

Engels define a dialética como “a ciência das leis gerais do movimento e desenvolvimento da natureza, da sociedade e do pensamento humano”. No Anti-Dühring e A Dialética da Natureza, Engels dá conta das leis da dialética, começando com os três mais fundamentais:

1) A lei da transformação da quantidade em qualidade e vice-versa;

2) A lei da interpenetração dos opostos, e

3) A lei da negação da negação”.

Bem, nós estamos num determinado processo doloroso gradual; no entanto, nós ainda não recebemos as respostas para as perguntas, ” para onde a humanidade está indo” e “como gerir este processo”. Ao mesmo tempo, as tendências do desenvolvimento podem ser “estimadas” se colocarmos o ser humano e a sociedade próximos entre si.

“Mas a essência humana não é uma abstração inerente a cada indivíduo. Na sua realidade ela é o conjunto das relações sociais”. (Karl Marx, Teses sobre Feuerbach)

O fundador do materialismo simplesmente insiste que a essência do homem reside nas relações sociais. Os Cabalistas dizem quase a mesma coisa.

“Além disso, sendo uma criatura social, o desenvolvimento individual não é suficiente. Pelo contrário, a própria perfeição final depende do desenvolvimento de todos os membros da sociedade”, (Baal HaSulam, “A Solução”)

Vamos tentar resumir os fatos. O ser humano, ou melhor, as pessoas são inicialmente criaturas sociais. A cada nova geração, a humanidade está crescendo, e, correspondentemente, os laços entre as pessoas estão se tornando mais apertados. Junto com isso, há um paradoxo: quanto mais a humanidade tenta se unir, menos ela tem êxito. No entanto, nós não abandonamos as tentativas de unir, apesar de não percebermos isso. Mas isso é no próximo capítulo.