Textos com a Tag 'Liberdade'

Cada Vez Menos Liberdade

Dr. Michael LaitmanNas Notícias (de Freedom House): “O Índice de Liberdade de Imprensa de 2014 destaca o impacto negativo dos conflitos sobre a liberdade de informação e os seus protagonistas. O ranking de alguns países também foi afetado por uma tendência a interpretar as necessidades de segurança nacional de uma forma muito ampla e abusiva em detrimento do direito de informar e ser informado. Esta tendência constitui uma ameaça crescente em todo o mundo e inclusive coloca em perigo a liberdade de informação em países considerados democracias… O índice deste ano abrange 180 países, um a mais que no ano passado”.

“A Rússia (148º) poderia ter numa melhor posição, se não fosse pela teimosia e resistência mostrada por sua sociedade civil. Mas as autoridades continuam intensificando a repressão que começou quando Vladimir Putin voltou ao Kremlin em 2012 e está exportando seu modelo em toda a antiga União Soviética. Da Ucrânia (127º, sem alterações) e Azerbaijão (160º, -3) à Ásia Central, a legislação repressiva da Rússia e os métodos de vigilância das comunicações são alegremente copiados”.

Meu Comentário: A mídia tem se comprometido com a sua abertura ao suborno, a fim de que ninguém acredite no que ela transmite. Todo mundo sabe quem está por trás (paga) de cada edição, canal, etc. Portanto, não há liberdade de expressão, já que não há verdade no que querem transmitir. O que é vendido e transmitido é o que é benéfico para os seus compradores.

Além disso, o nível de educação e erudição da maioria dos jornalistas está longe de ser o nível exigido para a apresentação da informação atual. Como resultado, ninguém vai sofrer com maiores restrições de tais mídias.

A Primeira Bebida Da Liberdade

Dr. Michael LaitmanDiz-se que “a confiança é a vestimenta para a Luz”. Confiança refere-se à Luz de Retorno, a Luz de Hassadim, o estado de um justo que nem sequer tem uma camisa, mas que também não precisa de uma, porque tem uma forte Luz de confiança.

Nós não entendemos isso, pois todo o nosso mundo existe pela força da recepção. O Criador é a força de doação, o mundo espiritual, que é o nosso estado espiritual que está de acordo com o Criador, ou seja, que nós, com a nossa força de recepção, adquirimos a força de doação do Criador e conseguimos integrar essas duas forças em nós.

O mundo espiritual, que significa o nosso estado espiritual, é estabelecido quando podemos equilibrar essas duas forças. Nós não entendemos o que significa a força de doação. É um coração e uma mente totalmente diferente. Ele não é apenas um estado oposto que podemos de alguma forma imaginar como sendo o oposto do nosso estado. É impossível imaginá-lo, uma vez que não há nada em nós que pertença à doação, ao dar. O que quer que nós consideremos doação não é doação em tudo.

Portanto, se diz: “Provai e vede que o Senhor é bom”. Adquirir uma segunda natureza é chamado de nascimento, redenção, como está escrito: “Eu vi um mundo oposto”. A força de doação é atingida de Cima. Somente quando a Luz que Reforma vier é que vamos sentir e entender o que ela é ao começar ao trabalhar com ela de alguma forma.

Nossa primeira impressão da Luz que Corrige é certo sentimento de liberdade, de ser independente do desejo de receber, do desejo de me satisfazer, de me preocupar comigo mesmo, da sensação constante do meu vaso, da deficiência, de olhar para outra coisa que possa me preencher. Uma vez que experimentamos a primeira sensação de liberdade, nós também temos um sentimento de confiança. Nós paramos de analisar e verificar o nosso vaso, como preenchê-lo é e em que medida ele precisa de um enchimento, e medir tudo o que diz respeito a mim mesmo.

Nós paramos de perguntar, “O que eu tenho?”, e começamos a perguntar, “O que eu posso dar?”, ou pelo menos tentamos fazê-lo. Nós recebemos a Luz que Reforma, que nos eleva e nos leva a um nível em que nos tornamos independentes do nosso desejo de receber. Isto significa que adquirimos confiança. Quanto mais nós pudermos nos restringir e mais alto elevamos a Luz de Retorno ao querer realizar a doação por nós mesmos, mais adquirimos a força de confiança e a Luz de Hassadim em que podemos revelar o Criador.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 27/12/13, Shamati # 72 “A Confiança é a Vestimenta para a Luz”

Cultivar A Terra Onde A Semente Foi Plantada

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “A Liberdade”: Se ele deixasse o bom ambiente que havia escolhido, e caísse num ambiente potencialmente nocivo, ou seja, numa cidade onde não há Tora, não somente seus antigos conceitos estariam comprometidos, como todas as demais forças ocultas em sua origem, que ele ainda não havia revelado na ação, permaneceriam ocultas. Isso porque elas não estariam sujeitas ao ambiente correto, que as ativaria.

E como esclarecemos antes, somente no que se refere à escolha do ambiente é que o domínio do homem sobre si mesmo pode ser medido, e por isso ele merece benção ou castigo. E assim advertiram nossos sábios: “Faça um Rabino para si e compre para si um amigo”.

Uma pessoa tem apenas um Reshimo (gene espiritual), uma semente espiritual. Mas se não a plantarmos no solo, se não a colocarmos no ambiente certo, ela não vai se desenvolver. Portanto, os Cabalistas sempre cuidaram primeiro do ambiente, de modo que houvesse pelo menos duas pessoas, como se diz, “a minoria de muitos é dois”, o que significa o aluno e o seu professor. Se houver vários alunos, então um grupo de amigos é formado onde todos trabalham da mesma forma.

Assim, primeiro devemos nos certificar de que o ambiente está certo: que todos são iguais, que todos se anulam perante os outros, e que não há outros objetivos externos, só a meta de conexão para que o Criador seja revelado entre nós. O objetivo da sabedoria da Cabalá, a finalidade da criação, é a revelação do Criador aos seres criados, como o bom e benevolente, e seu desejo de deleitar os seres criados.

Portanto, o nosso progresso depende do quanto nos preocupamos com o ambiente certo e real. Num ambiente grande, tais como o nosso que administra vários projetos diferentes, existem várias sociedades e as mesmas pessoas que estão em diferentes relações entre si.

Nós temos que ter certeza de que todas as formas de relações externas são apenas para disseminação e trabalho externo. A principal coisa é que no nosso grupo interior todos sejam iguais, todos se anulem perante os outros, abaixem a cabeça diante do objetivo, e aumentem a sua importância. Não há nada mais importante do que isso, a nossa unidade geral e a conexão como um homem em um só coração.

Essa conexão interna num grupo tem que ser a coisa mais importante para nós. Todas as outras conexões, sejam de acordo com nossas profissões, para cumprir objetivos diferentes, trabalhos ou tarefas individuais, são organizadas de acordo com outro princípio, como uma empresa. Mas esta atitude externa não tem nada a ver com o grupo. O grupo é algo que se baseia apenas em regras espirituais, e nós sempre precisamos tomar cuidado.

Há um pouco de vida externa, sem a qual não podemos existir em nossos corpos materiais, e há um objetivo sublime que é eterno e completo pelo qual a nossa alma existe. Nós temos que nos preocupar com o grupo interno para que ele seja limpo e precisamente construído de acordo com os princípios que o Baal HaSulam, o Rabash, e todos os outros Cabalistas através dos tempos escreveram.

É muito importante não confundir os dois. Nós podemos parar ou mudar os compromissos externos em um momento, mas a principal coisa é manter a estrutura interna do ambiente em que todos são iguais e unidos. Isto é como nós avançamos.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 10/11/13

Antecipando O Ar Fresco Da Liberdade

Dr. Michael LaitmanAo longo de milhares de anos, milhares de pessoas têm tentado sair desta prisão, da sensação de um mundo pequeno e estreito, mas elas não conseguiram fazer isso. E isso nunca vai mudar! O desejo de receber nunca vai se expandir voluntariamente para fora do seu próprio desejo e libertar-me. Por isso, eu não posso olhar a realidade através dele e ver o mundo real.

Isso nunca vai acontecer! Pelo contrário, a cada dia eu vou descobrir que o meu desejo de receber cresceu, mas as oportunidades para a descoberta de novos fenômenos nele diminuíram. E isso me traz a sensação de exílio que me obriga a procurar e encontrar o método da sabedoria da Cabalá. A Cabalá explica que a pessoa não consegue ver nada mais dentro do seu desejo egoísta.

Eu devo me reconciliar com o fato de que o ego não me permite sentir nada além deste mundo. E se eu quiser algo além disso, devo mudar a minha atitude em relação ao meu desejo de receber. Eu agora percebo a realidade de forma seletiva, só vendo o que interessa o meu ego. Mas se eu quero ver um quadro mais amplo e verdadeiro, ou pelo menos uma imagem mais próxima da verdade, então devo subir acima do desejo de receber, ir além do meu desejo egoísta.

Por exemplo, eu posso sair do meu desejo de receber e passar para o desejo de um amigo, ou de vários amigos. Com isso, eu já expando a minha percepção e sinto o mundo que existe fora de mim. Eu devo me conectar com o desejo de um amigo. Se eu for capaz de sentir a realidade dessa forma, isso já vai ser completamente diferente em comparação com o que sinto dentro do meu ego. É assim que eu vou despertar deste sonho e subir acima de mim mesmo. Pelo menos eu vou ser capaz de sair da minha caixa, da minha prisão.

A regra geral, “Amarás o teu amigo como a ti mesmo” é derivada disso. Este é o meio prático que permite que a pessoa saia do seu pequeno casulo, que surge diante de nós como este mundo por meio do prisma do interesse pessoal, para elevar-se acima de si mesmo e encontrar um ponto de vista diferente.

No entanto, para que a minha mente seja verdadeiramente independente do meu desejo de receber, eu não devo apenas sair para um amigo ou vários amigos, mas cabe a mim me conectar a uma infinidade de outros desejos de receber individuais. Só através deles, cada vez de uma outra perspectiva, eu vou ver a verdadeira realidade.

No final, todos os pontos de vista, as perspectivas individuais, irão se conectar numa visão coletiva, numa observação expansiva. Essa observação vai expandir indefinidamente até que eu serei completamente livre do meu desejo de receber, e através dos desejos dos outros vou adquirir a liberdade. Minha percepção da realidade não será sujeita a quaisquer condições e vai ser totalmente objetiva.

O mais impressionante é que a verdadeira percepção ainda será sentida dentro do meu desejo de receber, mas eu terei criado óculos que corrigem todos os defeitos, neutraliza-os, e me possibilitam ver e sentir a realidade mais elevada.

Assim, nós dizemos que o trabalho espiritual se reflete na necessidade de “amar o próximo”, “subindo à altura do Criador”, e assim por diante. Pois “A Torá é falada na linguagem humana” (Mishná); isso é o que nós estamos preparados para entender e sentir. Na verdade, isso está falando de uma mudança na percepção da realidade.

Mas nós precisamos realizar atividades e exercícios simples para alcançar essa mudança de percepção: ou através do nosso primitivo desejo egoísta ou através de um desejo de receber direcionado à doação. No final, eu atinjo um estado onde os meus esforços para mudar a minha percepção se transformam em prazer, porque eu sinto que já estou perto de liberdade.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 24/10/13

O Mundo Infinito Da Liberdade

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que significa “ver o mundo espiritual”?

Resposta: Nós não conseguimos ver o mundo espiritual com os nossos olhos normais. O mundo espiritual é percebido em sensações internas.

Embora nestes sentidos nós o percebamos como algo ilimitado e infinito, isto não é determinado pelas medidas geométricas do nosso mundo, mas por nossas propriedades, nossos novos sentidos, a visão interior.

E quando nós adquirirmos estas propriedades, tudo se torna mais simples e fácil. Nós começamos a ver as forças que estão por trás de cada ação, cada objeto.

Tudo é muito preciso, claro e específico. Nós entendemos que somos todos controlados de cima e que o homem só tem uma ação livre: querer ver o mundo espiritual, a fim de identificar-se com essas ações.

Ele mesmo não executa qualquer ação; ele só se identifica com elas. Mas ele se sente livre fazendo isso, porque se eleva acima de sua natureza egoísta e, em vez de involuntariamente realizar todas as leis, como antes, ele começa a fazer isso por sua própria vontade, ele as sente e vê. E este é um caso totalmente diferente, que dá ao homem uma sensação de liberdade.

Aos poucos, ele começa a equiparar-se à força superior a tal ponto que não só a justifica, mas pede que ela execute todas as ações que essencialmente fazem parte de seu programa, antes mesmo dela pensar em executá-las. Ele é como uma criança que corre em frente ao adulto exigindo que ele faça alguma coisa.

Assim, a união completa entre o Criador e a criação ocorre.

De KabTV “Cabalá para Principiantes” 01/12/10

Liberdade Dos Caprichos Do Destino

Dr. Michael LaitmanPergunta: Existe alguma ligação entre livre arbítrio e sorte?

Resposta: Por um lado, a sorte parece ser pré-determinada desde o momento que a pessoa nasce. Todo mundo nasce em condições diferentes e com diferentes atributos, o que significa com seu próprio destino. Se eu nasci com determinados atributos, meu destino e meu caminho até o fim da correção já foram determinados. Isso depende do local de nascimento da pessoa e de outros fatores que não dependem de mim.

Mas vamos tentar deixar de lado as diferentes condições que estão além do nosso controle e que variam para cada indivíduo, como células de um corpo, onde cada uma tem o seu próprio propósito e destino. Se olharmos para o que resta, a questão é se nós podemos afetar isto de alguma forma, se com essa liberdade de escolha com a opção de corrigir-me eu posso me tornar totalmente igual a todo mundo?

Um nasce inteligente e outro estúpido, um nasce numa família rica e outro numa famiília culta, e ainda outro pode ser o filho de um sapateiro, obrigado a seguir a linha de trabalho do pai, etc. Todo mundo é totalmente diferente, mas se a pessoa é despertada desde cima, o que significa que seu ponto no coração é despertado, ela pode igualar-se com todos os outros.

Aqueles que não receberam o ponto no coração são muito diferentes: como um gato e um leão, como um rato e um gato. Nos níveis da natureza inanimada, vegetal e animal, todo mundo é diferente, mas o nível falante iguala todos os seres humanos inclusive a natureza inanimada, vegetal e animal, que são incorporadas em um ser humano e assim também alcançam a igualdade.

Tudo isso é feito pelo livre arbítrio que é dado ao homem, e com isso, ele neutraliza o seu destino, que foi predeterminado pela natureza. Da perspectiva deste ponto de livre arbítrio, todos têm o mesmo trabalho específico, que é relativamente igual. Ninguém tem uma vantagem sobre outros nesse sentido.

Parece que certas pessoas têm que fazer muito pouco esforço para entrar no mundo espiritual, e há aquelas para quem nada é suficiente. Mas tudo depende de condições que são desconhecidas para nós. Nós não podemos levar em conta nossas reencarnações anteriores ou a história da pessoa, o que lhe aconteceu e o que vai acontecer com ela. Tudo isso já está no estado corrigido no mundo de Ein Sof (Infinito), mas nós simplesmente não sabemos. Portanto, é difícil para nós medir o trabalho de todos.

Assim, é dito simplesmente: “Faça tudo o que está em seu poder!”.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 13/10/13, O Zohar

O Único Ponto De Liberdade

Dr. Michael LaitmanO Criador criou o desejo de desfrutar e o prepara para a adesão com Ele mesmo, ou seja, para o estado final que este desejo  deve chegar, de querer se tornar semelhante à Luz. Lá dentro, ele permanece o mesmo desejo de desfrutar, mas externamente ele assume a forma da Luz, a propriedade de doação.

Para que o desejo de desfrutar queira se tornar como o Criador, isto é, queira a adesão, ele precisa ter as propriedades da Luz, além de sua propriedade de recepção. E ele também deve explorar a sua propriedade, para compreender, sentir e tomar consciência de seu apego a ela e querer se livrar dela, ou seja, compreendê-la na forma direta e oposta. Além disso, ele também precisa entender e sentir o desejo de doação, e compará-lo com os outros.

Acontece que o Criador criou esse desejo para ser versátil e combinar vários tons destas duas propriedades: o desejo de desfrutar e o desejo de doar. Com base na inclusão de uma propriedade na outra, ele começa a entender cada propriedade, e depois de todo o escrutínio, ele obtém a mente, a cabeça, isto é, a intenção, a capacidade de tomar ações conscientes.

Mas com toda essa complexidade do desejo de desfrutar, consistindo de uma trama inteligente das propriedades de recepção e doação na mente e no coração, isto é, na intenção e ação, no pensamento e sentimento, em essência, só existe um ponto importante: o ponto do livre arbítrio. O resto é gerido por este ponto.

Se a criatura alcança este ponto, então ela é chamada de “Yashar-El” (direto ao Criador), Israel. E tudo o mais que a criatura tem dentro de seu entendimento, realização, inclusão mútua dos desejos, intenções e pensamentos, exceto por este ponto, não pertence a Israel, mas à sua conseqüência, este ponto de liberdade de escolha, e tudo flui a partir dele.

O Criador é a propriedade de doação e trata gentilmente tanto os justos como os pecadores. Nenhuma mudança jamais ocorre Nele. O desejo de desfrutar, exceto este ponto de Israel, está completamente no poder de sua natureza. Ele pode mudar, mas unicamente devido à única mudança livre que é possível neste sistema, que se chama o ponto de Israel.

Portanto, nós devemos entender que a força superior e o desejo de desfrutar estão em repouso absoluto. O único elemento da criação que pode mudar e decidir algo é Israel. Consequentemente, não há necessidade de olhar para aqueles que não têm ponto no coração, uma vez que eles não têm liberdade de escolha. Embora eles pareçam pessoas, eles não são essas pessoas, os filhos de Adão, que são semelhantes (Domeh) ao Criador, como o ponto no coração.

Assim, não importa o que aconteça neste mundo, independentemente de como eles atacam e zombam de nós ou se eles são a favor ou contra nós, tudo isso é a demonstração do desejo de desfrutar em relação a nós. Ele só nos mostra a necessidade de fazer nossa livre escolha, a fim de levá-los à adesão com o Criador. Esse é o nosso trabalho.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 15/8/13

Liberdade E Pão Diário

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que eu devo fazer se num instante eu sou jogado do mérito para o pecado? Se num ponto de inflexão, de repente, tudo muda de bom para rui,?

Resposta: Que méritos e pecados você pode ter? Toda sua vida você tem agido de acordo com seus instintos naturais, como um animal. É por isso que todas as reclamações devem ser dirigidas ao Senhor que lhe criou. Você não tem independência, e não pode dizer que você mesmo fez alguma coisa ruim. Tudo é realizado pela força superior. Em breve, você vai ver isso e entender que ninguém é culpado, e não há ninguém com quem ficar com raiva. Então, você vai ver uma imagem completamente diferente.

O problema é que não há nenhum Criador em sua vida, e assim você atribui algum o livre arbítrio aos outros e a si mesmo, como se você fosse responsável por suas ações. É como culpar as crianças no jardim de infância. É possível dizer que uma criança é ruim e outra é boa? Todas essas são qualidades naturais: algumas crianças são agressivas e outras são bebês chorões. Assim, a natureza nos move a fim de nos levar à realização do mal, que o Criador tornou inerente em nós.

Nós devemos passar por muitos golpes e, depois o Criador vai gradualmente explicar que foi Ele quem fez isso, para que desejássemos nos livrar de nossa natureza com a qual fomos criados. O Criador brinca conosco, porque, como está escrito: “Não há outro além Dele”. Você acha que age por si mesmo, em vez Dele?

As pessoas estão acostumadas com o que está escrito nos livros: “seus pecados”, “seus méritos”. Nossa tarefa é explicar isso de uma maneira mais compreensível, porque chegou o tempo em que o verdadeiro significado dessas palavras pode ser revelado. No entanto, estes não são os seus pecados e transgressões. Não é você quem os fez e causou. Você não escolheu as qualidades com as quais devia nascer. Nós somos todos fantoches, desde Hitler até os maiores santos do mundo.

No entanto, estes fantoches obtêm um acréscimo em algum momento, uma gota da propriedade oposta, e, em seguida, mudam suas aspirações de acordo com esta nova propriedade: eles buscam doar e começam a estudar sem entender por que estudam. O estudo determina a meta para eles e isso também é estabelecido pelo Criador.

No entanto, após estas duas propriedades opostas serem determinadas neles, uma oposta à outra, recepção e doação, eles começam a encontrar a oportunidade de trabalho independente na linha média, entre eles. É um sentimento especial que você chega em breve, e daí você vai saber como construir a si mesmo a partir dessas duas propriedades: as linhas esquerda e direita. Você vai entender que estas duas linhas são necessárias.

O Criador irá ajudá-lo a conectá-las, a entender o que significa a gota do sêmen de doação e como adicionar nela, célula por célula, uma nova compreensão, sentindo os conceitos, ensinando-nos a crescer este material.

É claro que a Luz faz todo o trabalho, trabalhando num material novo. A Luz e o desejo se encontram e sua mistura sobe como massa, mas eu mesmo causo isso. Eu entendo e sinto como isso acontece. Esta é a minha criação, como a partir de um pedaço de massa. Eu tomo um punhado de farinha e adiciono a quantidade exata de água nela, nem mais nem menos. Em primeiro lugar, parece que não há água suficiente e eu preciso trabalhar duro amassando minha massa, mas, no final, ela estará pronta para ser colocada no forno e cozida!

Assim, estes dois ingredientes, farinha e água, são transformados em “pão do pobre” (Matzá). Da perspectiva do desejo de desfrutar, é simples pão, e nada mais é necessário, e acima dela, tudo está aberto. A liberdade está aberta.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 16/07/13, O Zohar

Liberdade De Si Mesmo

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “A Liberdade”: A morte é necessariamente uma ausência e negação da existência de determinado objeto. Mas só enquanto há uma centelha que queira existir para seu próprio prazer, é que é possível dizer sobre isso que essa centelha não existe, porque se tornou ausente e morreu.

No entanto, se não existe essa centelha no homem, mas todas as centelhas de sua essência se vestem em dar satisfação ao seu Criador, então isso não está nem ausente nem morto. Pois mesmo quando o corpo é anulado, ele só é anulado em relação à autossatisfação, onde o desejo de receber está vestido e só pode existir na mesma.

No entanto, quando ele alcança o objetivo da Criação e o Criador recebe prazer dele, uma vez que é feita a Sua vontade, a essência do homem, que se veste na Sua satisfação, recebe a eternidade completa, como Ele. Assim, ele foi recompensado com a liberdade do anjo da morte.

Nós temos que fornecer a deficiência, o vaso, a necessidade de dar satisfação ao Criador. Do nosso lugar, da nossa natureza, só existe uma maneira de expressar um desejo: numa aspiração para se conectar com os outros, para ser incorporado nos desejos dos outros, e para ajudar que esses desejos sejam preenchidos com o Criador.

Este é o nível de Bina, o nível da fé, da doação, que funciona dessa maneira com suas partes superiores e inferiores: GAR (as três primeiras) e ZAT (as sete inferiores). A parte inferior, ZAT, é incorporada nos desejos do inferior, e a parte superior, GAR, pode chegar ao Criador. É assim que temos que receber: Malchut deve receber sua forma de Bina.

Então, se nos conectarmos em grupos de, digamos, dez pessoas, nos quais estamos trabalhando agora, cada um perde seu eu egoísta e é incorporado nos outros. Com isso, ele se sai e se torna parte de nossa conexão. Assim, ele já tem um novo ponto de nascimento, a liberdade do seu ego.

No entanto, por conta de quem ele nasceu? Afinal de contas, ele não tem uma deficiência própria. Todo mundo pensa: “Quando eu vou finalmente atingir o estado de embrião espiritual e, depois, o de sucção, quando vou me alimentar de Luz? Como vou avançar um pouco mais?”. No entanto, isso só é possível se recebermos as deficiências dos outros, do AHP.

Ao me anular perante o grupo, eu só anulo o meu ego e me torno como GAR de Bina que não precisa de nada. Nós estamos em doação mútua, mas como podemos dar satisfação ao Criador? Nós só podemos descobrir a Sua Luz nos vasos de recepção, e esses vasos devem ser estranhos a nós. Acontece que nós temos que voltar ao mundo externo e entrar em contato com o público em geral, como está escrito: “Eu habito no meio do meu povo”. É assim que descobrimos o vaso ideal para a revelação do Criador.

Nós temos que aceitar isso, viver com esse pensamento, e entender que vamos chegar a um estado especial especialmente desta forma. Ele é especial, pois nós nos abandonamos totalmente, quando nossos desejos de receber estão completamente vazios de todas as aquisições de materiais, e fundem-se com o Criador através da nossa equivalência de forma. Assim, não restam pensamentos sobre a própria existência, mas apenas o pensamento de dar satisfação ao Criador.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 07/05/13

Quatro Níveis De Liberdade E Servidão

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, Artigo, “O Conceito de Inanimado, Vegetal, Animal, Falante”, Shamati # 115: Inanimado é algo que não tem autoridade própria. Pelo contrário, ele está sob a autoridade de seu Proprietário (dono) e deve satisfazer todos os desejos e vontades do seu Proprietário.

Sem crítica e análise, ele executa as instruções das forças que lhe dirigem. É assim que o mundo inteiro trabalha nos níveis inanimado, vegetal e animal, bem como toda a humanidade sob a influência de forças internas e externas. E se a pessoa acha que está vivendo de acordo com sua livre escolha, isto é porque as forças que a dirigem estão ocultas dela. Portanto, ela pensa que é dirigida por suas próprias decisões. Contudo, o que a obriga a aceitar especificamente essas decisões e não outras – isso ela ainda não sabe, isso ainda está oculto do seu campo de visão.

Para um animal também parece que ele estabelece por si mesmo para onde ir e o que fazer. No entanto, na medida em que a sabedoria é desenvolvida, torna-se mais evidente que tudo funciona de acordo com as leis da natureza e a herança genética que são incorporadas em nosso programa. Desde o início, a natureza egoísta, segundo a qual nós agimos, é implantada dentro de nós e, portanto, não há nenhuma razão para procurar outras intenções numa pessoa.

Vegetal é aquilo que já tem a sua própria autoridade, em certa medida. Ele já pode fazer algo que é contrário à opinião do Proprietário. Isso significa que ele já pode fazer coisas não para si, mas para doar.

O Proprietário oculto é como uma mãe que se oculta de seu filho para dar-lhe a oportunidade de fazer algo por si mesmo. Disso resulta que o Proprietário aparentemente não existe; aqui neste vazio completo, nós precisamos completar o que o Proprietário não terminou quando Ele nos concedeu a liberdade.

Num lugar onde não há nenhum policial, eu preciso me comportar como se ele estivesse lá. A ideia é aprender as leis e elevar-nos a um nível de consciência que faz com que seja possível para nós mantê-los de bom grado.

No entanto, como podemos ver na flora corporal, embora elas sejam móveis e se expandam em largura e comprimento, todas as plantas têm uma única propriedade. Em outras palavras, não existe uma única planta que possa ir contra o método de todas as plantas. Em vez disso, elas devem aderir às regras da flora e são incapazes de fazer qualquer coisa contra a mente de seus contemporâneos.

Isso significa que ela é limitada; ela deve pegar um exemplo do entorno e se comportar como eles. Ninguém está forçando-a ou está sobre ela com uma vara, obrigando-a a agir assim. Em vez disso, ela deve subir para um nível que, a partir de suas correções internas, ela toma o exemplo dos outros e se comporta como eles. O entorno lhe dita a sua forma de conduta; porém, de forma independente, ela deve se elevar a esse tipo de situação: à consciência, compreensão, respeito e identificação com eles.

Conclui-se que no nível vegetal há um determinado nível de independência, de modo a tomar um exemplo dos outros e se comportar de acordo com o que a sociedade dita.

Assim, eles não têm vida própria, mas são partes da vida de toda a flora.

No entanto, a pessoa precisa estar feliz com isso e não sentir que eles estão coagindo-a, pressionando-a, ou mantendo-a em servidão. Ela precisa se sentir completa e feliz que eles lhe deixam subir para o nível do vegetal. Ela aprecia muito a sua identificação e sua dependência em relação ao ambiente; ela quer ver os outros como perfeitos e ser como eles. O vegetal não sente que isso o limita ou que ele não pode subir acima deste nível, e ele está feliz em ser como o ambiente.

Isso significa que todas as plantas têm uma única forma de vida para todas as plantas. Todas as plantas são como uma única criatura e as plantas individuais são órgãos específicos desse animal.

Da mesma forma, na espiritualidade há pessoas que já adquiriram a força para superar o seu desejo de receber, até certo ponto, mas estão confinadas ao ambiente. Elas não podem fazer o oposto do ambiente em que vivem…

No entanto, ela não sente suas limitações, está feliz com esta situação, e aceita-a. Caso contrário, ela não seria capaz de se anular em relação ao ambiente.

…mas elas fazem o oposto daquilo que o seu desejo de receber quer. Isso significa que já trabalham com o desejo de doar.

Animal: Nós vemos que cada animal tem sua própria característica; eles não se limitam ao ambiente, mas cada um tem sua própria sensibilidade e característica. Eles certamente podem agir contra a vontade do Proprietário, o que significa que podem trabalhar em doação e também não estão confinados ao ambiente. Em vez disso, eles têm suas próprias vidas, e sua vitalidade não depende da vida de seus amigos. No entanto, eles não podem sentir mais do que o seu próprio ser. Em outras palavras, eles não têm nenhuma sensação do outro e, naturalmente, não podem cuidar do outro.

O nível animal significa doação absoluta com a intenção de doar. Uma pessoa que se encontra num nível como este não pode ativar mais poder, ainda que esteja livre daquilo que o ambiente impõe a ela, ou seja, ela pode ser independente na medida em que não prejudique ninguém e realize ações opostas ao seu desejo de prazer. E, em nome disso, ela não precisa de um exemplo dos outros.

Se no nível vegetal ela se submeteu ao ambiente, no nível animal ela se torna livre dele. Ela recebe energia adicional que lhe dá liberdade interior e exterior, ou seja, ela se torna “Hafetz Hesed” (apenas querer doar).

Mas ela ainda não pode trabalhar com o seu desejo de prazer e transformá-lo em doação. Isso já seria o nível humano, onde a pessoa, de bom grado, se transforma num servo da sociedade, de acordo com o seu livre arbítrio.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 11/04/13, Shamati # 115