Textos com a Tag 'Liberdade'

Viva A Liberdade!

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como regra geral, o povo de Israel foi odiado e expulso de vários países. No entanto, é o contrário no Egito, o povo de Israel parecia ser atraído a ele.

Resposta: Nós éramos levados de um país a outro enquanto não tínhamos o desejo de sair do egoísmo. Afinal de contas, nós só nos libertamos quando queremos sair dele, a fim de nos unir. É por isso que durante todo o período de exílio, nós apenas coletamos, acrescentamos e acumulamos miséria e desgraças.

Hoje nós chegamos a um estado tal que apenas devemos entender a nós mesmos, ou seja, unir-nos. Esta é a ação necessária para a subida acima do egoísmo. Então, chegaremos à liberdade, à terra de Israel. Hoje, não podemos imaginar o estado em que você não depende de ninguém, não teme ninguém, nada lhe oprime, e você sente a liberdade no sentido pleno da palavra.

De KabTV “Cabalistas Escrevem: A Noite do Seder da Páscoa” 04/03/13

Sua Verdadeira Chance De Ser Livre

Dr. Michael LaitmanPergunta: Mesmo Ezra disse que a geração que saiu do Egito sentiu o peso da escravidão e perdeu o seu espírito. E é por isso que ela não podia lutar contra seu mestre antes que a nova geração do deserto crescesse, a geração que não conhecia o exílio e, assim, o seu espírito não foi quebrado. Em que geração nós estamos hoje?

Resposta: Nós estamos no Egito, sob o domínio do nosso egoísmo, e antes de tudo, temos que subir acima dele. Uma coisa é tornar-se livre de uma potência estrangeira, e outra coisa é lutar contra ela. Eles fogem do Egito, em vez de lutar contra os egípcios. Afinal de contas, todo este caminho através do Mar Vermelho é completamente uma luta. Nós não temos força para lutar contra o nosso egoísmo, precisamos apenas fugir dele e subir. Só o ódio pelo nosso egoísmo nos eleva e separa do nosso ego.

Então, há uma fase em que começamos a corrigir esse egoísmo. Nós não voltamos ao Egito para fazer isso; nós tomamos os vasos de lá e agora começamos a conectá-los a nós mesmos e a corrigir todos esses desejos, sobre os quais nos elevamos.

A primeira fase da correção dos desejos é chamada de geração do deserto, quando corrigimos esses desejos de recepção em doação. Depois, segue-se a geração dos conquistadores da terra de Israel, que é chamada de “recepção em prol da doação”.

Entre o povo de Israel, há forças que podem ir em frente e levar o resto, semelhante a Moisés, que levou o povo para fora do Egito. Há pessoas com realização espiritual que já subiram acima do egoísmo e se conectaram com outras almas. Elas entendem todo o processo, sabem o que fazer no momento, e têm que levar os outros.

Nós estamos falando de pessoas que estudam Cabalá, pois é impossível voltar à Fonte sem a Luz que Corrige. Essa luz pode ser utilizada apenas ao estudar Cabalá, que é projetada para isso.

Há pessoas assim! Nós somos capazes de avançar e arrastar um monte de pessoas que estão assistindo nossos programas de TV, estudando com a gente através da televisão ou da Internet, estudando em nossos cursos, assistindo palestras, e assim elas avançam. É por isso que elas têm uma chance real de se tornar livres conosco, para subir acima do egoísmo e sentir o que é a liberdade, o que significa ser um judeu, que é estar unido com outros (Yechud).

Elas vão aprender o que significa estar na terra de Israel, ou seja, no desejo pelo Criador (Yashar-El), pela doação e amor pelos outros. Desta forma, nós podemos ter sucesso em todas as esferas de nossa vida material e eliminar todos os problemas que nos cercam.

O principal é o espírito de unidade. Se tivéssemos nos relacionado com todo o povo de Israel com tal sentimento de comunidade como pelos membros de nossa família, sentados juntos conosco na mesa festiva, se tivéssemos abraçado a todos, esta teria sido a maior parte dos esforços que temos que fazer para sair do Egito.

De KabTV “Cabalistas Escrevem: A Noite do Seder da Páscoa” 04/03/13

Nas Garras Da Liberdade

Dr. Michael LaitmanQuando sobe à Bina, a pessoa (Malchut) se anula acima de todo o egoísmo que é revelado a ela. Ibur (gestação) é um estado terrível para o desejo de receber. Imagine que você voltou para o útero: não pode haver um estado mais terrível para você, você não tem ar, Luz, nem liberdade de movimento. Você está espremido num confinamento estreito, como em um torno agarrando todos os seus sentidos, de modo que você não pode se deslocar internamente em sua consciência ou externamente.

Entrar no útero espiritual é um sentimento terrível, a claustrofobia espiritual… mas você prefere este estado, porque se você está nele, em Bina, no atributo de doação, então você não precisa de nada! Você aceita o confinamento na solitária escura como a boa terra prometida, assim como o céu. A condição para entrar no Ibur espiritual é mudar a sua apreciação de Malchut à Bina e começar a valorizar o atributo de doação.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 11/03/13, O Estudo das Dez Sefirot

O Mistério Da Nossa Liberdade

Dr. Michael LaitmanUm ser humano (Adão) é uma nova ação, uma nova criação desenvolvendo-se de acordo com o programa interno, inerente na “gota de sêmen” primordial. A este programa, à forma dada pelo pai, o material da mãe é adicionado. Assim, o programa começa a ser realizado, manifesta-se, e o material assume a forma de um ser humano.

Uma pessoa nasce de uma mãe como um animal. No entanto, nós falamos da nossa estrutura interna, como geramos a nós mesmos espiritualmente. E aqui há uma condição especial diante de nós: nós mesmos temos que criar a nossa forma.

Pergunta: Mas um animal não é capaz disso?

Resposta: Um animal continua sendo um animal. Ele não pode se tornar um ser humano. Ele é a base a partir da qual ele se forma. Em geral, a natureza inanimada, vegetal e animal é a plataforma acima da qual podemos construir a forma humana.

Pergunta: Quem pode construí-la?

Resposta: A “gota de sêmen”, que se situa acima do nível animal. Ela contém tudo, exceto o material. Mas quando o material é adicionado a ela, a forma necessária não aparece automaticamente como no mundo animal; nós mesmos temos que encontrá-la. No mundo espiritual, a pessoa cria a si mesma com a ajuda do Criador.

Inicialmente, eu não conheço a minha futura forma espiritual. Eu deveria querê-la, procura-la e tentar, indo na fé acima da razão, tanto quanto posso. Eu atuo, lutando por algo que parece ser a doação para mim, e esses esforços de repente me levam a uma “descoberta”, uma nova forma. Sim, eu estava pensando nisso o tempo todo, mas ainda não podia imaginar o que seria na realidade. Agora, quando a forma de doação está vestida em mim, eu a atinjo.

Como é que eu a obtive, sem saber exatamente para onde ir? É por isso que é chamado de “descoberta”: é uma surpresa para mim, não um resultado esperado.

Pergunta: Portanto, qual é a minha livre escolha?

Resposta: A sua livre escolha está em buscar esta forma com a ajuda do ambiente, por todos os meios possíveis. Ou seja, o ambiente constrói meu estado futuro, criando a sua forma de acordo com o princípio de uma matriz que exerce pressão sobre um lingote de estanho de ambos os lados, dando-lhe a forma desejada. Eu sou o lingote, o material inicial, situado entre as duas partes da prensa: o grupo é um lado, e o professor e os estudos são o outro.

E o fato é que eu me coloco sob esta prensa. Eu estou pronto a aceitar diversas formas e só querer anular a mim mesmo, como um lingote que pode receber qualquer forma. Assim eu adquiro a forma humana.

Pergunta: Onde está a liberdade aqui?

Resposta: É impossível ser apenas livre; se você é livre, significa de alguma coisa. Na realidade, você só pode ser independente da inclinação ao mal. É por isso que o Criador criou primeiro a inclinação ao mal – orgulho, auto-importância e outras qualidades egoístas, em relação às quais podemos verificar a nós mesmos: Quanto você pode anulá-los, sacrificá-los, a fim de tomar qualquer forma que o professor, os estudos e o  grupo exigem de você? Se você aceitar a sua “pressão”, o Criador preenche esta nova forma com o espírito da vida. E se não, não.

Quando você deseja abandonar o grupo, mas ainda decide ficar, então você vai em direção à livre escolha. A escolha significa subir acima da inclinação ao mal. Então, você vai se sentir realmente livre.

Mas agora o tempo ainda não chegou. É possível deixar um bebê que mal aprendeu a andar escolher? Ele vai quebrar alguma coisa. É impossível criar uma realidade da liberdade imediatamente, quando você tem todas as qualidades que se opõem ao Criador e tem a oportunidade de concordar ou discordar Dele.

No entanto, hoje isso não é necessário. Aos poucos, você percebe que agora não tem escolha, enquanto está sob o domínio do desejo egoísta. Só ele age em você, e você não tem mais nada, nenhuma outra força para resistir ao egoísmo em alguma coisa e suportando-o em outra coisa. Você ainda precisa avançar, estudar e atrair um monte de Luz que Reforma, a fim de adquirir a segunda força.

No final, encontrando-se entre duas forças, você obtém todo o mundo, valores completamente diferentes, um novo entendimento. Daí vamos falar da livre escolha.

Não é por acaso que o direito de votar é dado aos 18 anos e não antes. Imagine se crianças de 10 anos de idade pudessem votar. Daí, os candidatos afirmariam na TV sem qualquer constrangimento: “Eu vou lhes dar doces! Estou disposto a dar a todos abaixo de 18 anos a última geração de smartphones!”.

Em geral, vemos que a vida cotidiana não oferece liberdade à pessoa. E não há tal desejo. Hoje, você não acha que precisa de escolha, porque sente que está livre. Você não sente que o Criador controla você totalmente.

E é por isso que Ele ensina: Primeiro, Ele lhe dá o desejo egoísta e coloca obstáculos no caminho para a sua realização, como se alguém o impedisse. Você não entendeu ainda que tudo vem de uma fonte, e que é o que lhe é ensinado.

Pergunta: Como podemos acelerar este processo?

Resposta: Jogando com o ambiente correto, com o grupo. Substitua um relacionamento vago com o Criador por um relacionamento real com o grupo. Você pode fazer isso. Se você quiser com a ajuda de ambiente mudar a forma como o Criador trata você, você tem a oportunidade. Em vez do Criador, aceite o grupo como um fator de influência e você poderá controlar a sua vida livremente.

Nós ouvimos isso, mas ainda não sentimos. Não tem problema, a consciência virá em breve…

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 11/11/12, Escritos do Baal HaSulam

Liberdade Entre O Criador E O Faraó

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam: “Matan Torá (A Entrega da Torá)”, item 13: Há duas partes na Torá: 1) Mitzvot entre homem e Deus, e 2) Mitzvot entre homem e homem. E ambas visam a mesma coisa: levar a criatura ao propósito final de Dvekut (adesão) com Ele.

As Mitzvot que regem as relações entre as pessoas se resumem ao princípio “Ama o teu amigo como a ti mesmo”. E as Mitzvot que regem as relações entre o homem e o Criador se resumem ao princípio “Ama o Senhor, teu Deus”. Assim, existem dois níveis no caminho para cumprir a Mitzva do amor: primeiro, a pessoa a cumpre com relação à humanidade, e se tiver êxito, ela alcança o amor completo do Criador.

Por que o processo é dividido em duas partes? A questão é que se não houvesse a quebra dos vasos, que fez com que o meu mundo parecesse estar povoado por muitas pessoas, eu não teria nenhuma base, nenhuma fundação, para realizar as ações de correção, uma vez que estas ações precisam estar ocultas.

Por outro lado, se o Criador é revelado a mim, eu sou subornado, condenado, escravizado, anulado, vendido e privado do livre-arbítrio. Em suma, em tal caso, eu tenho que doar, já que não tenho escolha. Quando eu olho para Ele, eu não tenho outra escolha. Ele me controla, domina, e eu me torno um “anjo”, que não doa como resultado do livre-arbítrio.

Para ter livre arbítrio, eu tenho que estar separado do Criador e aprender como doar através daqueles que não me obrigam a fazê-lo pela força. No entanto, eles me evocam por sofrimentos. Por exemplo, eles me enviam a tempestade Sandy ou o tsunami. Porém, tais desastres não me empurram para as correções, já que eu não sinto que eles vêm diretamente do Criador, e por isso eu mantenho meu livre arbítrio. No geral, nós estamos constantemente num estado de indefinição.

Este mundo foi dado a nós para que possamos ser livres do Criador e por isso há dois tipos de Mitzvot. Há Mitzvot que dizem respeito às relações entre as pessoas, que mantemos sem qualquer obrigação. Na verdade, nós aumentamos o nosso reconhecimento interno de como elas são necessárias e, com o tempo, à medida que nos tornamos experientes, começamos a entender que somos realmente livres nisso.

No momento eu não penso assim. Eu sou empurrado por trás por um pedaço de pau e puxado pela frente pelo ponto no coração. Eu não olho mais para os lados, mas apenas avanço e retrocedo. Isso é livre arbítrio?

No caminho, no entanto, nós começamos a estabelecer a conexão entre nós, sentimos que estamos livres na resistência entre o Criador e o Faraó. A verdadeira liberdade está oculta neste ponto médio, na mistura entre o bem e o mal (a Klipat Noga). Este é o lugar onde a intenção, ou seja, o homem, nasce. A intenção é o homem.

Assim, as Mitzvot são divididas em duas partes, uma vez que devemos estar num estado de ocultação para ter o livre arbítrio. Portanto, primeiro nós realizamos as Mitzvot entre as pessoas, a fim de, finalmente, manter as Mitzvot entre o homem e o Criador.

A quantidade de Mitzvot é determinada pelos nossos 613 desejos que são divididos em 248 “órgãos” e 365 “ligamentos” na alma de uma pessoa. Nós temos que corrigir todos estes desejos com a intenção “a fim de doar”.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 04/11/12, ” Matan Torá (A Entrega da Torá)”

O Ponto De Liberdade: O Começo Da Alma

Dr. Michael LaitmanPergunta: Onde está o ponto a partir do qual começa o meu livre arbítrio? O que ele inclui? Como vejo o mundo através dele? Como eu divido as coisas em importantes e sem importância, principais ou triviais, como organizo minhas prioridades?

Resposta: O livre-arbítrio começa a partir de um ponto chamado de “raiz da alma”. É aí que a alma começa. Portanto, a busca por este ponto é a coisa principal e nós vamos passar por isso e aprender durante o período de preparação.

O esclarecimento do ponto do livre-arbítrio só é possível quando podemos alcançar o primeiro nível de doação, o mais baixo. Então começamos a compreender o que nós temos que escolher e a partir de quê. Afinal, nós sempre escolhemos entre duas opções. Se tivéssemos que escolher entre duas coisas idênticas não seríamos capazes de escolher. Seria difícil fazer uma escolha, então nós não decidimos. Nós temos que encontrar um defeito ou uma vantagem de uma em relação à outra.

Assim, o livre arbítrio só é possível se eu escolher o atributo de doação em vez do atributo de recepção. Se eu puder fazer a diferença entre esses dois atributos e decidir que definitivamente prefiro o atributo de doação em vez do atributo de recepção, então, de acordo com essa escala, já poderei começar a esclarecer o que é melhor e o que é pior em todos os aspectos.

Isso significa que, primeiro, a fim de escolher livremente, eu tenho que ser livre de meu desejo de desfrutar e saber o que escolher: o atributo de doação, e saber que eu deveria escolhê-lo a cada momento. Isso determina o meu nível. Assim, toda vez que eu escolher o atributo de doação em vez do atributo de recepção, eu avanço. Esta é a única coisa que eu deveria fazer.

Mas, o primeiro ponto do livre-arbítrio, no qual saímos do exílio e nos tornamos “uma nação livre em nosso país”, o que significa em nosso desejo, livre de nosso ego, surge no momento que a pessoa transcende a Machsom, a barreira para o mundo espiritual. Até então, estamos no tempo de preparação.

Depois de transcendermos a Machsom, nós avançamos também num “caminho não semeado” que atravessa o deserto e escolhemos a Terra de Israel, o que significa que queremos alcançar o desejo que aponta diretamente ao Criador (Yashar El) e é totalmente para a doação. Mas, nós ainda não sentimos benefício e avanço. Estes são os “quarenta anos vagando no deserto”, embora, pareça que é possível atravessá-lo a pé numa semana, como o deserto do Sinai. Por que nós devemos vagar nele por quarenta anos?

Este momento é essencial até que a pessoa atinja todos os discernimentos dentro dela e possa escolher o desejo de doar chamado “a Terra de Israel”, em vez do desejo egoísta chamado “Egito”, em um estado que é chamado “deserto” para ela. Enquanto isso, nada a atrai para doação. Depois que ela entra na Terra de Israel, encontra problemas maiores. Afinal, o desejo de desfrutar começa a receber prazeres espirituais lá e ela tem que superá-los, para que possa receber a fim de doar.

Resumindo, o livre-arbítrio significa até que ponto a pessoa sempre prefere a “fé acima da razão”, ou seja, o atributo de doação sobre o atributo de recepção.

Na corporalidade isso é expresso em ver constantemente a revelação do Criador em cada estado que eu passo. Afinal, Ele me deu estes sentimentos e me apresenta o mundo ao meu redor. Ele joga comigo de ambas as direções, tanto de dentro como de fora e me deixa apenas um ponto de livre arbítrio para que eu estabilize corretamente a minha atitude no mundo interno que Ele imprimiu em mim com relação ao mundo externo, para que Ele possa ser revelado. No final, eu tenho que me conectar com o mundo externo a fim de chegar a uma única forma chamada “Não há ninguém além Dele”.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 27/07/12, Shamati #113

Detalhes Sobre O Retrato Do Criador

Dr. Michael LaitmanEstando deste lado da Machsom (barreira), nós não vemos as razões para as nossas ações e pensamos que somos independentes. No entanto, o resultado realmente está predeterminado e convoca as ações que levarão a ele.

Pergunta: Mas é dito que mesmo que a recompensa seja garantida, ainda temos que fazer nosso trabalho. Portanto, esta é a nossa independência, nosso livre arbítrio?

Resposta: Eu gostaria que chegássemos a isso e víssemos que o mundo inteiro de Ein Sof (Infinito) se espalha diante de nós. Não importa o que você faça, o Criador lhe dá tudo o que é bom, mas como um convidado sentado diante do anfitrião, você está preparado a receber Dele somente através da “restrição” e da Masach (tela).

Pergunta: E cada vez a pessoa tem que decidir: “Estou indo agora fazer o que deve ser feito?”.

Resposta: Claro. Então você descobre a doação por parte do Criador.

Ele quer ensiná-lo a receber a fim de doar. Da parte do Criador não há limitações, mas Ele faz isso a fim de levá-lo ao seu nível, onde você irá adquirir a compreensão e o reconhecimento, e não apenas a satisfação que é só o meio. Se você receber mais ou menos, é apenas o meio, enquanto a meta é chegar à adesão.

A adesão não é o que satisfaz, mas o prazer de ser semelhante ao Criador. É acima do jogo das “Luzes e vasos” e esta é a satisfação do “ponto no coração”, é o maior prazer.

Por um lado, nós dizemos que o objetivo do nosso desenvolvimento é a adesão. Por outro lado, dizemos que o objetivo da criação é o prazer e deleite. Assim, verifica-se que a adesão é igual a prazer.

Na verdade, trata-se sempre de níveis de prazer, já que o desejo (o vaso) não sente nada disso. O prazer está por trás de cada detalhe da minha percepção. Por exemplo, eu diferencio cores na medida em que elas me trazem prazer.

Em qualquer situação nós podemos medir os prazeres e geralmente conectamos de acordo com suas formas, porque temos uma forma similar. Para cima e para baixo, força e fraqueza, calor e frio, nós verificamos tudo de acordo com este princípio, e tudo isso decorre da impressão do desejo a partir da satisfação ou da falta de satisfação.

Nosso desejo é dividido em muitos discernimentos e tons que são determinados pelos nossos cinco sentidos de acordo com faixas e níveis paralelos. De uma forma ou de outra, não há nada exceto o desejo. Tudo é medido pela minha sensação, até as coisas mais neutras. Eu não sinto e não identifico nada que não toque a minha sensação. Cada discernimento que eu faço recebe um “sinal emocional”, que eu meço. Por trás de todas as palavras e nomes há emoções, o estado em que se encontra o meu desejo. É nisso que se baseia a nossa língua.

Pergunta: Eu sei os prazeres que me satisfazem. Eu sei o que anseio. Mas o que significa “assemelhar-se ao Criador”? Que tipo de satisfação é essa? O sentimento de pertencer a algo grande?

Resposta: Se você tomar a interioridade do seu coração, algo que é muito profundo e pessoal, e tentar conectar essa centelha oculta ao centro do grupo, você vai satisfazer o seu “ponto no coração”.

Pergunta: E isto significa assemelhar-se ao Criador?

Resposta: Sim, porque o centro do grupo é a representação do Criador. Esta é a imagem que é retratada em seus vasos. Você não sabe o que é a Luz por si só. Para você a Luz é um fenômeno que você descobre no vaso. Quando nossos vasos estão conectados, quando cada um anula a si mesmo e quer chegar à conexão de todos os pontos em um só, esta é a representação do Criador. Isto significa que estamos aderidos a ele.

Assim, se eu estou aderido ao grupo, estou aderido ao Criador. Lá dentro, entre os amigos, estão todos os discernimentos de Seu retrato.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 17/05/12, Introdução ao Estudo das Dez Sefirot

O Avanço Para Liberdade Por Entre Os Espinhos

Dr. Michael LaitmanNós começamos a trabalhar com o ambiente num período em que parece que está tudo bem e que conseguimos nos conectar com ele e somos capacitados por ele. Por enquanto, a pessoa não percebe seu desejo de receber como seu inimigo. Este período é chamado de “sete anos de fartura”.

Durante este tempo, ela não precisa realmente do Criador, e começa a pensar Nele somente quando se desespera neste trabalho. Ela aprende e trabalha com os outros, mas depois começa a entender que nada funciona.

Não que nós não recebamos uma satisfação egoísta. Nós podemos gritar desde o início. O que percebemos é que não seremos capazes de atingir a conexão. Nós começamos a perceber que a conexão é possível, apesar do ego, contra ele, acima dele. Mas nós não queremos isso! Então, nós nos desesperamos e caímos. Nós começamos a pensar: “Pra que precisamos de tudo isso?”.

Nós ficamos mais fracos. Nós caímos no sono e perdemos o interesse em tudo. É como se nós nos desligássemos da vida, e tanto a vida espiritual quanto a corporal parecem sem gosto. Se o desejo desaparece, não temos poder de nos mover. É assim que somos construídos. O sistema biológico funciona de acordo com este princípio.

A pessoa vê que não tem controle sobre si. Aos poucos, seus olhos se abrem e ela começa a procurar como pode afetar os estados que ela atravessa e avança. Ela entende que o avanço não está na sensação boa, como se ela tomasse alguma droga.

É por isso que se a pessoa trabalha apenas para receber alguma satisfação egoísta – saber mais, compreender, sentir ou decorar a sua vida – a Torá pode se tornar a poção da morte. Ela verifica o seu estado de acordo com a forma como o motor egoísta gira e pensa que está avançando. Afinal, seu ego está recebendo a energia da vida.

No entanto, se ela começa a trabalhar com o ambiente certo, a Luz que vem age nela e arruína este idílio. Ela começa a examinar a si mesma, não só quando se trata de sentir-se bem, mas também tenta descobrir qual é o resultado e pra que ela está trabalhando.

A Luz sempre influencia a pessoa. No final, ela entende que está trabalhando para o seu ego, e este tipo de trabalho torna-se sem gosto. Ela quer subir acima dele, recebendo novos valores da Luz. Ela não quer ser um pequeno animal que obedece suas sensações: uma sensação agradável é boa, e uma sensação desagradável é ruim. Você recebe um pouco mais de energia. Você se eleva, perde energia, cai no sono. A pessoa se opõe a se comportar desta maneira.

Finalmente, ela decide que a coisa mais importante para ela é a conexão com o Criador, não importa o que ela atravessa. Estas são as correções que a Luz Reforma realiza nela, fornecendo-lhe tais valores. De certa forma, ela já está agindo acima da razão. Embora isso ainda seja egoísta e esteja na escravidão no Egito, está próximo do êxodo para a liberdade.

Agora, a pessoa sente que está no verdadeiro exílio, sob os golpes de Faraó. Ela começa a esclarecer as coisas com cuidado: “Eu estou pronto para me conectar com o Criador porque essa conexão é agradável; porém, o que devo fazer se ela for desagradável? Será que eu vou sempre ser capaz de perceber a conexão com Ele como boa, apesar do sentimento ruim em meu desejo de receber?

Talvez seja mesmo preferível, porque eu preciso ter certeza de que não serei corrompido pelo meu ego, de modo a não correr atrás de todo mundo como um ladrão, gritando: ‘Pega ladrão!'”.

A pessoa só quer trabalhar em seu próprio benefício o mínimo possível, a fim de não receber qualquer recompensa no ego, mas o Criador realiza diferentes “truques” com ela para mostrar que ela ainda está trabalhando para si mesma. Assim, ela esclarece as coisas mais profundamente, até que percebe a necessidade de subir acima do seu desejo de receber e ficar entre ela e o Criador, a fim de decidir as coisas sozinha.

Graças a isso, ela adquire uma cabeça (Rosh) e um Partzuf espiritual. O Criador é a Luz superior: a Luz Circundante e a Luz Interior, e a pessoa toma uma decisão independente com relação a isso, acima de seus sentimentos e do seu desejo de receber. Isto simboliza o êxodo pessoal do Egito para a liberdade.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 23/04/12, Escritos do Rabash

A Luz Da Liberdade No Horizonte

Dr. Michael LaitmanNo exílio (Galut) apenas a letra Aleph está faltando para alcançar a redenção (Geula). Esta letra simboliza a aparição do Criador, a sensação real da manifestação do atributo de doação e amor, que nós sentíamos no mesmo lugar onde, estando no exílio, desejávamos ver e sentir como este atributo assume o controle e nos preenche.

Portanto, todo o nosso trabalho é ansiar pela redenção no sentido verdadeiro da palavra. No momento em que a imaginarmos da forma mais realista possível, tanto quanto pudermos em nosso egoísmo, que é tão contrário à doação, e na medida em que nos aproximarmos do que é chamado de amor, doação, respeito, reciprocidade e um coração coletivo, em vez de muitas pessoas, desta forma vamos nos aproximar da redenção.

Nós devemos imaginar esta estrutura, a forma, o desejo, a deficiência, e todos os seus detalhes e componentes da forma mais clara possível. Todo mundo deve pensar nessa direção. Este é todo o trabalho pelo qual vamos acelerar o tempo e alcançar a redenção, a revelação do Criador, em breve.

Nós temos que preparar o vaso espiritual que nos permitirá alcançar um grande desejo nele e quase imaginar a forma desejável, a imagem futura, desejando-a.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 15/04/12

Um Salto Para A Liberdade

Dr. Michael LaitmanO atributo de doação é atingido no grupo, na sociedade, sob condições especiais que são descritas pelos Cabalistas a partir do estado que foi preparado para nós pela quebra do primeiro homem (Adão HaRishon), a alma geral. Se nós usarmos corretamente o pequeno ambiente que nos foi dado, e nele tentarmos chegar à doação mútua, vamos descobrir que estamos no exílio do Egito.

Nós descobrimos que não há como alcançar a espiritualidade, o Criador, o atributo de doação, se não alcançarmos o amor dos amigos em primeiro lugar. Mas todas as nossas tentativas para chegar à conexão e ao amor dos amigos terminam em fracasso completo, como está escrito, “os filhos de Israel clamaram pela obra”, porque nós descobrimos que nós construímos cidades medíocres, Pitom e Ramsés para o Faraó, o que significa que nós só aumentamos o nosso desejo de receber.

Apesar de nos desesperarmos com este trabalho, nós não o deixamos e gritamos: “Salve-nos!”. Afinal, o nosso ego, o Faraó, não nos deixa conectar, e se isso continuar desta forma, nunca deixaremos o exílio nem alcançaremos a conexão com a força superior.

Este é realmente um grito de desespero do fundo do coração. Em seguida, uma força especial e geral, chamada “Moisés”, é revelada. Ela é revelada no grupo e passa por muitas mudanças. Uma vez revelada é novamente ocultada, até a estabilizarmos e colocarmos contra o nosso ego.

Quando estamos prontos para lutar contra nosso ego coletivo que nos impede de nos conectar, colocando a força coletiva da conexão chamada “Moisés” contra ele, começa a luta de vida ou morte. Nós apoiamos essa força tanto quanto podemos e até mesmo acima de nossas forças! Aqui nós descobrimos em nosso ponto geral coletivo a ajuda do Alto. Neste ponto, o Criador diz: “Venha ao Faraó, vamos enfrentá-lo juntos!”. Isto significa que Ele concorda em se conectar com o nosso ponto coletivo, e este nos tira do Egito.

Durante esse processo, diferentes fenômenos ocorrem, descritos pela Hagadá, e nós temos que passar por tudo isso. Isso se refere apenas às nossas tentativas de chegar à conexão e, de alguma forma, realizá-la. Finalmente, nós saímos deste estado, da nossa incapacidade de nos conectar, e alcançamos o que queríamos. O método de conexão chamado Torá nos é revelado contra o ego e o ódio.

Agora, surge o sistema que podemos usar. Ele é chamado de Torá, a Luz que Reforma, que gradualmente começa a nos influenciar para nos corrigir. Há o Monte Sinai que nos separa, o ego coletivo que fica no caminho da conexão entre nós. Quando a Luz corrige o ódio em conexão, esse monte se torna se a “montanha da Santidade”.

É disso que trata o feriado de Pessach ou Páscoa judaica (da palavra hebraica que significa “escapar”), que simboliza as transições do exílio à liberdade. Exílio é a minha incapacidade de me conectar. Eu não sei como fazer isso, mas anseio por ela e a exijo.

Redenção simboliza o fato de que me foi dada uma chance, um sistema, um método que me permite corrigir o mal em mim, e transformá-lo em bem. Bem significa a garantia mútua, amor dos amigos, onde eu descubro a força que me permite realizar esta atitude e aderir ao Criador. Afinal de contas, Ele é o objetivo pelo qual eu ansiava desde o início.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 01/04/12, Shamati # 41