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A Caverna De Machpelah: O Lugar Da Vida Espiritual

Dr. Michael LaitmanQuando nós nos desenvolvemos na linha média, devemos conectar a qualidade de doação (Bina, a linha direita) com a qualidade de recepção (Malchut, a linha de esquerda), corretamente. Sua união forma um Kli (vaso) chamado de “caverna”, e esta caverna é dupla (Machpelah). Na “terra” (Malchut) há espaço adequado para se viver, enquanto que a vida é Bina.

Mas antes que Bina possa entrar em Malchut, deve haver uma ação inversa: Malchut deve entrar em Bina, pois esta sabe como acomodar Malchut, para que Malchut saiba como exigir a participação de Bina.  Como resultado, forma-se a penetração recíproca de Malchut e Bina ou a “caverna dupla”, e ela é a base da correção geral do ser criado.

Uma vez que este é o lugar da correção, os antepassados, os desejos corrigidos pela intenção de doar, residem nele. Eles alcançaram a conexão correta de Bina e Malchut: recebem em Malchut e doam à Bina, isto é, trabalham com recepção e doação.

Mas o que fica enterrado? Nós enterramos a intenção de receber, que envolve o desejo como uma casca (Klipa), transformando-o em uma inclinação ao mal. Portanto, o enterro é considerado como o ato de correção.

Nós não tocamos desejos: quanto maior eles forem, melhor. Mas a cada grau, ou em cada geração, nós enterramos a “intenção de receber para a auto-gratificação” e nos tornamos corrigidos ao estabelecer o equilíbrio entre a recepção e doação.

Da Lição sobre a Porção Semanal da Torá 29/10/10

Rumo À Espiritualidade Através Deste Mundo

Dr. Michael LaitmanZohar, Capítulo “BeShalach (O Faraó Enviou)”, item 470: … como está escrito: “Porque eu certamente apagarei a memória de Amaleque”. “Apagar” é acima, “Eu apagarei”, abaixo. “Memória” significa a memória acima e abaixo.

“Acima” e “abaixo” não diz respeito ao nosso mundo, pois ele não está sujeito à correção; não há nada a ser corrigido nele. Este mundo em que vivemos enquanto permanecemos em nossos corpos (assim como outras pessoas), antes que o ponto no coração desperte em nós e que encontremos um grupo através do qual nos relacionamos com a espiritualidade, não tem nada a ver com a correção e/ou com a espiritualidade .

Nós estamos falando sobre o desejo que se origina no ponto no coração e, posteriormente, é incorporado no grupo (ou seja, no conjunto de outros pontos no coração, que temos que reconectar juntos). O Zohar fala apenas sobre esse processo. O restante da realidade que observamos à nossa volta não tem relação com a correção ou a espiritualidade.

Nós vemos um enorme mundo material à nossa volta, mas que não existe na espiritualidade. Ele nos é dado apenas para servir como base, a partir da qual começamos a nossa vida espiritual. Em relação ao mundo espiritual, o nosso mundo não existe. Ele é uma realidade imaginária, a partir do qual podemos entrar na espiritualidade de forma independente, por nós mesmos.

O Criador nos dá um ponto no coração que nos permite avançar. Se colocássemos o nosso estado interior em um filtro que realmente separasse o mundo espiritual (autêntico) do “irreal”, apenas os pontos no coração passariam por esse filtro. O restante deste reino seria detido pelo filtro e desapareceria, uma vez que simplesmente não existe.

Em outras palavras, a nossa realidade imaginária tem apenas um propósito: permitir que os pontos em nossos corações entrem na espiritualidade. Nós temos que continuar vivendo nesta realidade até conseguirmos conectar todos os pontos no coração em um reino espiritual e, assim, alcançar a correção completa (Gmar Tikun). Posteriormente, esta imagem imaginária desaparecerá.

Até então, o nosso mundo não desaparecerá. Em cada ato de correção (do primeiro ao último) nós devemos ficar dentro da imagem “irreal” do nosso mundo material, porque é onde começamos uma nova rodada de correção, a cada vez.

Está escrito sobre o Rabi Shimon (o autor do Livro do Zohar), que antes da sua última correção ele se identificou como “Shimon do mercado”, isto é, que caiu neste mundo e só percebia essa dimensão da vida. A partir deste mundo ele conseguiu atingir o nível máximo de correção.

Esta é a razão pela qual a realidade imaginária que chamamos de “nosso mundo” é tão importante: ela nos dá um sentimento de separação da espiritualidade. Como nós sentimos uma separação, nós conseguimos corrigir cada parte de nossos desejos não corrigidos. Nós fazemos isso enquanto permanecemos neste mundo que está totalmente ausente do mundo espiritual, “a partir da ausência”.

É por isso que este mundo é tão importante. Todo mundo deve levar uma vida normal: ter um bom emprego e família, estudar e cumprir com tudo o que este mundo exige de nós. Sem esse mundo nós não nos tornaremos semelhantes ao mundo espiritual; não nos corrigiremos ou entraremos na espiritualidade.

Da 2 ª parte da Lição Diária de Cabala 15/11/10, O Zohar

Eu Quero Cruzar A Machsom!

Dr. Michael LaitmanPergunta: Quando nós atravessamos a Machsom (a barreira que nos separa da espiritualidade), nós fazemos isso juntos ou cada um a seu tempo?

Resposta: A Machsom é uma fronteira potencial. Se eu aspiro à união com os amigos, e da separação entre nós desejo alcançar uma maior proximidade, se tento aniquilar essa distância o máximo possível, mas sou incapaz de fazê-lo, então eu apelo ao Criador, a Luz, e atravesso a Machsom. Em outras palavras, o meu ego permanece, mas eu desejo subir acima dele, apesar do fato de que em estágios anteriores eu não desejei especialmente isso e aceitava sua presença em mim.

Assim era antes da Machsom. Porém, acima dela, existem duas formas de conexão; “doar para doar”, o nível de Bina, e “receber para doar”, o nível de Hochma e Keter.

Portanto, onde eu percebo a Machsom? Na conexão entre nós. Nela, eu não estou sujeito às nossas ações externas com respeito um ao outro e às expressões de gostos pessoais. Aqui, eu preciso trabalhar somente dentro de mim.

Eu tenho que sentir uma capacidade interna de me conectar com eles dentro de mim, em nossos desejos, para que assim todas as nossas centelhas de doação se conectem. Tão logo eu comece a desejar isso, eu cruzo a Machsom. Mesmo assim, todos os nossos atributos egoístas permanecem.  Afinal, nós não corrigimos o nosso ego, mas subimos acima dele, ávidos em unir nosso desejo apaixonado pela espiritualidade, a qualidade de doação.

Se as nossas centelhas de doação se unem, elas formam o vaso para a Luz de Hassadim (Misericórdia), porque tal vaso já tem o atributo de Hafetz Hesed (agir acima do egoísmo). É quando a pessoa começa a perceber a Luz Superior governando tudo que existe.

Abaixo da Machsom, a mesma Luz Superior preenche toda a realidade, mas nós não a percebemos. Tão logo nossos pontos nos corações começam a se conectar, numa união, densidade e compressão entre eles, eu subitamente começo a sentir a Luz que permeia tudo. Porém, as centelhas já “encontraram” a Luz e se tornaram seu “medidor”.

Agora, nós estamos na mesma condição, e não precisamos voar para outra dimensão ou  galáxia. A Luz reside entre nós, e só nos falta a sensibilidade a ela, um órgão de percepção. Quanto mais perto os nossos corações chegam, mais descobrimos a Luz que habita entre nós. Nós chegamos a isso na doação mútua e desejamos que isso aconteça.

Da  Lição 2, Convenção Mundial de Cabalá 2010, 09/11/10

Ascender Ao Primeiro Nível

Dr. Michael LaitmanNa espiritualidade, se você não vai até o fim, você não está trabalhando com todo o seu desejo. Então, isso não tem relação com o seu progresso espiritual. No entanto, você nem sabe onde termina “todo o caminho”, qual é o seu máximo. Você só pode imaginá-lo de alguma forma.

Assim, nós chegamos a um estado em que desejamos revelar o mundo espiritual de forma plena – tudo o que podíamos imaginar. Com esta intenção máxima nós chegamos à Convenção. Nós queríamos isso e nada mais, de forma que os “céus fossem revelados”.

Mas, em vez disso, o que tornou-se revelado a nós? O quanto somos internamente incapazes de chegar até mesmo um centímetro mais perto dele! Nós não conseguimos aceitar a necessidade de nos unir, anular-nos.

Tão logo começamos a falar sobre a conexão entre nós, e o trabalho interior que devemos fazer, o nosso desejo imediatamente arrefece. Nós não estamos preparados para alcançar o mundo espiritual a tal preço!

Isso significa que nós havíamos entendido mal o Mundo Superior e não tínhamos percebido que ele era a qualidade de doação, acima do nosso egoísmo. No entanto, nós sentimos essa necessidade. Depois de três dias cheios de muitas ações interiores, saímos decepcionados. E essa decepção vem do fato de que somos incapazes e não desejamos alcançar a verdadeira espiritualidade. Nós desejamos permanecer com nossa definição de espiritualidade, como algo que é simplesmente bom, eterno e agradável, em nosssos atuais desejos egoístas.

O que nós revelamos? A linha esquerda, a nossa própria inclinação ao mal, o fato de que desejamos receber a espiritualidade dentro de nossos desejos egoístas, assim como no mundo material. Por que não a recebemos? Porque não é necessário receber algo na espiritualidade. Ela é aberta. Se você quiser doar, então vá em frente. Tudo é permitido e tudo é possível. Ninguém pode roubar isso de você.

Em outras palavras, dentro do nosso ego, nós revelamos que a nossa definição da espiritualidade estava incorreta. E isto nos será revelado em todos os 125 níveis! Agora, nós ainda não percebemos que nossa natureza é oposta à natureza espiritual, que somos incapazes de alcançá-la, e que só nos resta uma única oportunidade: apenas clamar ao Criador, pedir-Lhe. Esta já é a linha direita. Nós devemos nos elevar cima de nós mesmos e a linha do meio surgirá a partir disso.

No entanto, nós realizamos um grande trabalho. O desespero que tomou conta de nós, a dor e a futilidade que se revelou em nós, mostrou-nos a incapacidade de alcançarmos o mundo espiritual dentro de nossos desejos egoístas. Em essência, nós estávamos pedindo para que a espiritualidade fosse revelada precisamente no interior desses desejos, em vez dos desejos de doação. Agora, depois deste reconhecimento do mal, nós entraremos na linha direita, corrigiremos a nós mesmos e alcançaremos a linha média.

Portanto, o que realizamos na convenção é uma grande conquista. Na verdade, este já é o início do caminho espiritual. Isso nunca aconteceu em uma escala tão grande e no grande egoísmo da última geração. O Baal HaSulam escreve: “Eu estou contente com os pecadores que revelamos, porque a razão para isso é a” santidade do dia”.

Uma grande Luz tinha que verter do Alto, a fim de nos mostrar o quanto não desejamos e não somos capazes, quão opostos estamos em relação à espiritualidade, de que forma não queremos pensar na união e no amor entre nós. Tudo isso é a “santidade do dia”, porque nós nos unimos e, mesmo assim, desejávamos ascender espiritualmente em algum aspecto.

Nós revelamos o grau ou o desejo acima do qual devemos ascender. No entanto, por enquanto, nós não somos capazes de fazer isso, embora tenhamos de fazê-lo, a fim de ascender ao primeiro degrau da escada espiritual.

É por isso que eu estou muito feliz com os resultados da Convenção e espero sinceramente que, no futuro próximo, nós já tenhamos revelado todas as três linhas como a linha média.

Da Porção Semanal da Torá em 12/11/10

Revelar O Poder Do Amor

Dr. Michael LaitmanQuando a espiritualidade se revela à pessoa, esta começa a sentir certa força que preenche todo o espaço à sua volta, que ela existe neste mundo. É como se o ar se tornasse mais denso, espesso e suave. Esta é a força do Criador, a força da doação, a força do amor que enche todo o mundo da pessoa.

Nós devemos evocar e exigí-la, de modo que ela pudesse se revelar como uma força que nos conecta. Através dela nós começaremos a perceber todos nós como um todo.

Nós só precisamos prestar mais atenção nela, procurá-la com amor e sensibilidade. Vamos começar a sentí-la!

De 4a Lição da Convenção Mundial de Cabala 2010, 10/11/10

A Recompensa Da Verdade

Dr. Michael LaitmanA humanidade como um todo, e cada pessoa individualmente, pode ser dividida em três tipos de desejos:

1. Aqueles que são indiferentes à espiritualidade e permanecem no nível animal de existência. Eles se relacionam com os outros apenas para  encontrar a forma mais confortável e agradável de interação. Essas pessoas não vão além do cálculo “Eu versus o ambiente”.

2. O segundo tipo são os religiosos e aqueles que acreditam ser recompensados por “boas” obras, de acordo com seus padrões. A fé e a filosofia não importam a eles: alguns temem a polícia e outros temem o Criador. Ambos buscam recompensa de seu ambiente, mas os religiosos esperam ser recompensados no mundo futuro. Eles recebem o pagamento de uma forma ou de outra, e cada um, em um dado momento, define para si a recompensa ideal esperada.

Essas pessoas não têm a menor intenção de corrigir-se e, portanto, não têm nenhuma relação com o Criador. Eles simplesmente praticam auto-ajuda psicológica, esperando receber em troca, no mundo futuro, por certas ações que realizam neste mundo.

Eles estão dispostos a pagar e sofrer muitas dificuldades neste mundo, a fim de reunir uma bela recompensa que, foi-lhes dito, aguarda os justos quando eles morrerem. Eles acreditam que pelo júbilo e o paraíso que sentirão no futuro vale a pena até morrer.

3. Os Cabalistas são aqueles que entendem que tudo que foi mencionado acima é uma mentira e não funciona; que o princípio de “fazer alguma coisa e ser recompensado” não funciona no relacionamento com o Criador. Isso não resiste quando é testado na realidade da vida ou na história humana.

Nesta fase, a pessoa chega a um objetivo mais elevado: conhecer o propósito da vida. Ela não se preocupa muito com a recompensa ou a punição (“doce” ou “amargo”); ela deseja se aprofundar e chegar à verdade (“verdadeiro” ou “falso”). Ela pode sofrer e não receber nada por isso, mas a verdade é a recompensa que ela procura. Então, a pessoa não se mede de acordo com o grau de satisfação que sente ou quão amargo ou doce parece, mas por aquilo que é verdadeiro ou falso.

Da 1ª parte da Lição Diáris de Cabala 03/1110, “O Criador e Israel foram ao Exílio”

Espiritualidade é a Medida da Minha Equivalência com o Criador

Pergunta: Quando eu entrar na espiritualidade, eu serei capaz de visualizar os meus estados mais avançados?

Resposta: O problema reside principalmente nos estados atuais. Em proporção à minha aquisição da tela, a Luz pinta os quadros para mim. O mundo espiritual é uma imagem da minha equivalência com o Criador.

Atualmente, não percebo o mundo espiritual, porque eu não possuo um grau adequado de equivalência com o Criador. Entre mim e ele há uma tela. E nesta tela, ao invés da minha equivalência com o Criador, eu vejo o mundo, a minha projeção, uma impressão das minhas propriedades não corrigidas, e minha inadequação com o Criador.

Quando eu for corrigido, uma nova imagem se desdobrará para mim, que é chamada “eu corrigido”, “o Criador me ilumina”, ou “o mundo onde o Criador e eu estamos juntos.” Todos eles são um e o mesmo quadro, dependendo de como o vemos.

A espiritualidade é uma imagem da forma da minha equivalência com o Criador.
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Da 4a. parte da Lição Diária de Cabala de 20/10/10  “O Ensino da Cabala e sua Essência”

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Não Imagine a Espiritualidade Com Formas Corporais

Não Pinte a Espiritualidade Com Formas Corporais

No processo de desenvolvimento, tendo alcançado uma idade compreensível, nós nos tornamos equipados com um enorme arsenal de imagens e conceitos sobre os elementos deste mundo. Em consequência disso, somos capazes de dividir e conectar várias imagens e significados na nossa imaginação ou em ações. Desta forma, quando escutamos sobre algo, podemos imaginá-lo baseados sobre o que conhecemos de “algo semelhante” mesmo se nunca tenhamos visto esse objeto ou tido relação com ele.

Enquanto que na espiritualidade, nós não temos nenhuma ideia sobre ela, nem qualquer contato com ela; nós não temos conhecimento dos seus elementos que possamos classificar e dividir ou conectar para imaginar algo “parecido”. Nós lemos sobre um fenômeno espiritual, e, se imaginamos algo como em um quadro, nós devemos compreender que estamos nos enganando. Neste caso, estamos tomando imagens do mundo corporal que são familiares a nós, e, delas, em nossas imaginações, nós as juntamos, como se fossem, imagens do mundo espiritual.

Visto que esse caminho é sabidamente falso, nós, enquanto estudamos a Cabalá, tentamos não juntar nada em nossa mente e sensações, mas agir desde o que está sendo descrito, como “o juiz só tem o que seus olhos veem”. Adicionar coisas (intelectualizando e fantasiando) não é permitido uma vez que significa forma não vestida na matéria. A Cabalá é contra isso porque temos que alcançar a forma vestida na matéria. Se começamos a imaginar formas que não estão vestidas na matéria, elas serão sempre falsas formas emprestadas do nosso mundo, e nós nunca iremos conhecer a verdade.

Da 4a parte da lição diária de cabala, 20/10/10, “A essencia da sabedoria da cabala”

Acorde E Olhe-se

Dr. Michael LaitmanNo início do caminho espiritual as pessoas ainda não são capazes de distinguir o que está acontecendo com elas. A sensação atual é a verdade para elas. Elas são incapazes de olhar para si mesmas de fora e perceber a influência externa que vem do Criador. Elas ainda não percebem as paredes do “laboratório” que estão dentro.

Quando a pessoa está do lado do desejo de desfrutar, ela automaticamente reage ao que está acontecendo: ela pula de alegria ou vice-versa, cai em melancolia. Ela está enterrada sob os estados de seu egoísmo.

No entanto, à medida que ela trabalha em si mesma dentro da união com o grupo, ela fica afastada de seus próprios desejos e adquire a oportunidade de analisar: quais são as causas de seus estados, e como eles se relacionam com o grupo, o estudo e o Criador? Em vez de se sentir como um animal de teste, ela se desloca para o lado do Criador, que lhe mostra o que está fazendo com ela.

Isso permite que a pessoa se torne ser humano, para se elevar acima do grau de animal do seu desejo para o grau de ser humano. Agora ela entende que o propósito dos estados desagradáveis onde ela é desprovida de energia, Luz e inspiração, é atrair sua atenção à Fonte, o Criador.

Por que o Criador lhe envia esses estados? É para que ela se aproxime do Criador com um pedido. Essa é a única maneira Dele despertar-me. As sensações agradáveis forçam-me a esquecê-Lo, enquanto que o vazio faz o contrário: dá origem a perguntas. Quando eu sou mal tratado, eu quero saber o porquê, mas quando sou bem tratado eu não tenho nenhuma preocupação no mundo sobre o porquê é assim.

É por isso que eu sou despertado por problemas, e naquele momento eu tenho que entender que esses são apelos do Criador. É a Sua maneira de me mostrar que eu dependo Dele; Ele chama-me a Ele para que nós avancemos juntos contra o Faraó.

É quando eu começo a perceber que não existe mal e eu sou grato pelo “mal”, assim como pelo bem, e mais ainda, porque é exatamente isso que me ajuda a avançar, aproximar-me do Superior e exigir Dele correções. Se a pessoa toma a posição correta de avaliar seu estado, se ela usa a sensação como um objeto de análise, então ela adquire fé acima da razão, a qual sempre lhe permite avançar.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabala 10/25/10, “Mostre-me Sua Honra”

Não é Fácil Ser Deus

Pergunta: O plano da criação é muito sublime, e aqui estou eu – um simples, homem pequeno. Podem, meus pensamentos, significar algo?

Resposta: Você simplesmente não sabe quem você é, é por isso que você pensa que é pequeno e incapaz de influenciar todos. Se você começar a subir a escada espiritual, você vai descobrir que você, pessoalmente, tem a oportunidade de ser responsável por todo o plano da criação em vez do Criador, e você pode se relacionar com toda a criação como se fosse Ele.

Existem sete bilhões de pessoas, um número incontável de estrelas e objetos do universo, o vegetal e animal, o mundo inteiro, e um Criador! Você deseja substituí-Lo e tratar tudo da maneira que Ele faz? Vá em frente! Se você está pronto para substituí-Lo, você tem a oportunidade. Isso é chamado de unificar com Ele, tornando-se igual a Ele. Isto é chamado a tornar-se humano.

É por isso que dizemos que o Criador trata as criaturas bondosa e amorosamente, e se eu quiser substituí-Lo ou ser seu parceiro, eu tenho que tratar as criaturas da mesma forma que Ele faz. Há uma lei: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Se eu trato o meu próximo com amor, isso significa que eu me igualo ao Criador e estou na adesão com Ele. Então eu executo a ação que Ele realiza em relação aos outros.

Da lição de 21/10/10, “O Poder do Pensamento”